quarta-feira, 21 de março de 2012
PROGRAMA PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO E RAÇA
Brasília, 20/03/2012 – A Câmara dos Deputados e a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República deram início hoje às ações do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. O programa visa a promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional.
As empresas e organizações públicas e privadas que fizerem parte do Programa deverão desenvolver suas ações durante 12 meses. Para receberem o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça é preciso que obtenham o mínimo de 70% de execução das ações pactuadas e que, qualitativamente, obtenham um desempenho satisfatório ou muito satisfatório.
Apoio internacional – O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma iniciativa do governo federal que, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, reafirma os compromissos de promoção da igualdade entre mulheres e homens previstos na Constituição. O programa conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e da Organização Internacional do Trabalho (OIT - Escritório Brasil).
Texto: Agência Câmara
segunda-feira, 19 de março de 2012
FUNAI É DIRIGIDO POR MULHER
19 de março de 2012
Dilma nomeia primeira mulher para comandar Funai
Professora da Unicamp, a demógrafa Marta do Amaral Azevedo trabalhou no Instituto Socioambiental, no alto rio Negro, com educação e saúde reprodutiva da mulher indígena. Entre outros desafios, ela terá que enfrentar questões fundiárias e a construção de usinas, como a hidrelétrica de Belo Monte. Saiba mais assistindo a uma entrevista da futura presidenta da Fundação
Ministra critica serviço de aborto legal que mantém médico que se recusa a realizar o procedimento
Falta de médico para aborto é caso de gestão, diz presidente do CFM
Faltam centros de aborto legal onde há mais violência contra a mulher
Ele reeduca homens violentos em uma ONG feminista
Desde 2010, a Vara Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Paulo direciona homens agressores para a ONG Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. 'Eles chegam bravos, odiando a ideia de estar em um grupo de homens organizado em um coletivo feminista', diz Sergio Barbosa, professor de Sociologia e Filosofia. 'De cada cem agressores que passam pelo Coletivo apenas dois reincidiram', diz Barbosa
Suprema Corte argentina libera aborto para estuprada
Justiça do Rio autoriza grávida a abortar feto com anencefalia
Movimento pede ao Supremo que limite ensino religioso
Creches: tema vai render muitas promessas nestas eleições, alerta jornal
Senado regulamenta direito de resposta na mídia
O impacto da exposição de crianças a cenas de sexo e violência na TV, por Cecília Bizerra
'É preciso mudar valores patriarcais', afirma socióloga Eva Blay
Seminário Internacional Regulação da Comunicação Pública - DF, 21 a 23/03/2012
Seminário Eleições Municipais e Igualdade Racial - DF, 21/03/2012
A imagem da mulher na mídia - Controle social comparado - SP, 21/03/2012
Lançamento do projeto 'Liberdade de Expressão, Educação para Mídia, Comunicação e os Direitos da Criança e do Adolescente' - DF, 19/03/2012
domingo, 18 de março de 2012
PRIMEIRA FEIRA DE LIVROS DA API NO SEBO CULTURAL
Feira de Livros da API, a “1ª Felipa”, promovida pela Associação Paraibana de Imprensa, no “Sebo Cultural”. As obras de cerca de 35 autores sócios da entidade, cujos trabalhos, recentes ou antigos, representem um panorama aproximado da produção literária, poética, jornalística ou ensaística contemporânea serão vendidas a preços promocionais.
Os títulos estarão disponíveis aos leitores até o dia 31, com vendagem totalmente revertida para as obras de restauração da API, em andamento. Aos recentes trabalhos lançados pelos sócios José Octávio de Arruda Melo, Fernando Moura, Carlos Aranha, Silvio Osias, Linaldo Guedes, Astier Basílio, Abelardo Jurema Filho, Tião Lucena, Lucas Vieira, entre outros, de temáticas jornalísticas ou não, serão incorporados edições mais antigas, de autores como Sitônio Pinto, Gonzaga Rodrigues, Marcos Tavares, José Nunes e de outros filiados que ainda deverão se incorporar ao movimento ao longo do mês de março.
Mais do que contribuir com as obras de recuperação do prédio da API, a 1a Feira de Livros da API tem um caráter cultural e pretende valorizar os autores paraibanos e associados da entidade, disse a presidente da associação, Marcela Sitônio. A ideia de realizar o evento partiu dos próprios sócios, como forma de colaborar com as necessidades financeiras urgentes da entidade que, depois da reforma assegurada, necessitará de recursos para mobiliar e equipar os ambientes modernizados.
No dia da abertura, haverá um momento de homenagem a um dos livreiros mais famosos da Paraíba, Luiz Carvalho da Costa (1919 + 2008), conhecido carinhosamente por “Seu Luiz”, responsável pela formação intelectual de várias gerações. Ele foi o primeiro livreiro a introduzir em seu estabelecimento a venda de livros técnicos na Paraíba. A “Livraria do Luiz”, instalada atualmente na Praça 1817, sempre desempenhou um papel fundamental na difusão da cultura em nosso Estado ao longo de seus 40 anos de atividade.
Ás vésperas de completar 79 anos de fundação, a sede da Associação Paraibana de Imprensa passa, no momento, por ampla reforma estrutural, devendo ser entregue aos sócios em setembro, quando aniversaria. “Com o apoio da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), Cerâmica Elizabeth, TV Cabo Branco, TV Tambaú, Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid), Construtora Everest e Pizzaria Capitão Farinha estamos conseguindo realizar uma completa restauração física, elétrica, hidráulica e logística no prédio da API.
Aluizio Bezerra
Abelardo Jurema Filho
Lucas Vieira de L. Silva
Tião Lucena
Marcos Tavares
Ricardo Anisio
Molina Ribeiro
Damião Cavalcanti
Chico Cardoso
Ramalho Leite
Linaldo Guedes
Otavio Sitonio Pinto
Carlos Aranha
Astier Basilio
Silvio Osias
Fernando Moura
João Lobo
Gonzaga Rodrigues
Marcos Tavares
Jose Nunes
Bendito Fruto
Jose Nunes
Lenival Nunes de Andrade
Mario B.Morais e Lenival N.Andrade
José Di Lorenzo Serpa
Inocêncio Nóbrega Filho
José Octávio de Arruda Melo
Delosmar Domingos de Mendonça
Paulo Abrantes
Astenio Cesar Fernandes
API DIFERENTE,
MARCELA PRESIDENTE.
Contatos 9983-3800
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Contatos 9983-3800
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Os títulos estarão disponíveis aos leitores até o dia 31, com vendagem totalmente revertida para as obras de restauração da API, em andamento. Aos recentes trabalhos lançados pelos sócios José Octávio de Arruda Melo, Fernando Moura, Carlos Aranha, Silvio Osias, Linaldo Guedes, Astier Basílio, Abelardo Jurema Filho, Tião Lucena, Lucas Vieira, entre outros, de temáticas jornalísticas ou não, serão incorporados edições mais antigas, de autores como Sitônio Pinto, Gonzaga Rodrigues, Marcos Tavares, José Nunes e de outros filiados que ainda deverão se incorporar ao movimento ao longo do mês de março.
Mais do que contribuir com as obras de recuperação do prédio da API, a 1a Feira de Livros da API tem um caráter cultural e pretende valorizar os autores paraibanos e associados da entidade, disse a presidente da associação, Marcela Sitônio. A ideia de realizar o evento partiu dos próprios sócios, como forma de colaborar com as necessidades financeiras urgentes da entidade que, depois da reforma assegurada, necessitará de recursos para mobiliar e equipar os ambientes modernizados.
No dia da abertura, haverá um momento de homenagem a um dos livreiros mais famosos da Paraíba, Luiz Carvalho da Costa (1919 + 2008), conhecido carinhosamente por “Seu Luiz”, responsável pela formação intelectual de várias gerações. Ele foi o primeiro livreiro a introduzir em seu estabelecimento a venda de livros técnicos na Paraíba. A “Livraria do Luiz”, instalada atualmente na Praça 1817, sempre desempenhou um papel fundamental na difusão da cultura em nosso Estado ao longo de seus 40 anos de atividade.
Ás vésperas de completar 79 anos de fundação, a sede da Associação Paraibana de Imprensa passa, no momento, por ampla reforma estrutural, devendo ser entregue aos sócios em setembro, quando aniversaria. “Com o apoio da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), Cerâmica Elizabeth, TV Cabo Branco, TV Tambaú, Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid), Construtora Everest e Pizzaria Capitão Farinha estamos conseguindo realizar uma completa restauração física, elétrica, hidráulica e logística no prédio da API.
Aluizio Bezerra
Abelardo Jurema Filho
Lucas Vieira de L. Silva
Tião Lucena
Marcos Tavares
Ricardo Anisio
Molina Ribeiro
Damião Cavalcanti
Chico Cardoso
Ramalho Leite
Linaldo Guedes
Otavio Sitonio Pinto
Carlos Aranha
Astier Basilio
Silvio Osias
Fernando Moura
João Lobo
Gonzaga Rodrigues
Marcos Tavares
Jose Nunes
Bendito Fruto
Jose Nunes
Lenival Nunes de Andrade
Mario B.Morais e Lenival N.Andrade
José Di Lorenzo Serpa
Inocêncio Nóbrega Filho
José Octávio de Arruda Melo
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CORREDOR DO LIVRO DA SEDES via LAU SIQUEIRA
"A literatura é um dos direitos humanos." (Antônio Cândido)
No dia 15 de março foi lançado o projeto “Corredor da leitura”, no corredor da Secretaria de Desenvolvimento Social - SEDES, localizada no Centro Administrativo Municipal de João Pessoa. A estrutura do projeto consiste em uma estante feita pela Escola de Marcenaria da SEDES, com livros e revistas disponíveis aos interessados. Ou seja: zilhões de vontades e custo zero. Os livros e as revistas foram doados e estarão disponíveis sem qualquer tipo de controle de empréstimo ou resgate. Na verdade, vamos trabalhar com a idéia da circulação da leitura de forma livre e espontânea, sem qualquer tipo de novo investimento, porque partimos do princípio do aproveitamento máximo do que já existe e da livre concorrência da leitura com o pó e o ácaro. Vamos incentivar a leitura e a livre circulação de livros entre trabalhadores e trabalhadoras da Prefeitura de João Pessoa, bem como entre os usuários e visitantes da SEDES. Da mesma forma que as pessoas poderão depositar um bom livro, uma revista interessante, poderão também levar para casa para dedicar algum momento do seu dia ao prazer da leitura. Portanto, seremos regidos pela falta de regras, de métodos e leis que não sejam o bom senso, a educação, a convivência saudável e o prazer do conhecimento.
LEITURA COMO ESTRATÉGIA CIDADÃ
O Corredor da Leitura, no entanto, como todo "grande projetinho", não pretende aglutinar interesses, mas semear e regar boas idéias. É um projeto de bisbilhotecas e não de bibliotecas. Mesmo assim, o projeto estará naturalmente conectado com as bibliotecas comunitárias (ou não), a exemplo da do CONCEPOPS, a Antônio Soares de Lima , da comunidade Tito Silva, a Cactus de Mandacaru e outras. Também com duas bibliotecas que estaremos inaugurando na SEDES nos próximos tempos, uma no Centro de Formação Margarida Pereira da Silva e outra no Centro Intergeracional Sinhá Bandeira. A idéia é disseminar e confluir, articular e incentivar a leitura como estratégia cidadã de sobrevivência neste mundo onde a barbárie avança e onde em muitos lugares, a ignorância impera. Portanto, não se trata de um evento ou da inauguração de novas unidades de leitura. Estaremos redescobrindo caminhos, unindo consciências pra um trabalho coletivo, humano, cidadão e engajado no desenvolvimento das consciências. A liberdade de pensamento e de escolha em substituição ao coronelismo intelectual que ainda domina nosso país. A humanidade em substituição ao academicismo glacial... tudo ao alcance da mão. Inclusive e principalmente, a nossa história.
Resistir sempre! Desistir nunca! Apareça... ajude a divulgar. Não se trata de um projeto institucional, mas com apoio institucional, com asas pra voar mais alto e longe. Que nunca nos seja negado o direito de sonhar e realizar sonhos coletivos!
Lau Siqueira
CINEMA DA PARAÍBA NO SEBO CULTURAL DE HERIBERTO COELHO
o jornalista e ator Osvaldo Travassos está no filme Uma Luz no Túnel ,de Jacinto Moreno, lançado no SEBO CULTURAL de Heriberto Coelho, na sexta-feira 16 de março 2012 na capital paraibana João Pessoa.
sábado, 17 de março de 2012
MINc NORDESTE DE JOÃO PESSOA abriu EDITAL para OFICINAS culturais
PARAÍBA
João Pessoa inscreve oficinas culturais
A Fundação de Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa abriu edital de seleção e remuneração de propostas para oficinas culturais em 2012. As inscrições acontecem do dia 19 de março a 03 de abril, das 14h às 18h, na sede da Funjope. Podem participar propostas nas áreas de artes visuais, dança, audiovisual, música, artes cênicas, cultura popular, literatura, comunicação, culinária, entre outras. Os 100 melhores autores de projetos serão escolhidos para ministrar oficinas culturais nos bairros da Capital, com o apoio de até R$ 1,2 mil para os custos de execução. Mais informações no site da Prefeitura: www.joaopessoa.pb.gov.br.
Oficina de Circo Teatro oferece bolsas para estudantes de rede pública
Estão sendo oferecidas 16 bolsas para a oficina “Evoluções Aéreas”, ministrada pela Trupe Arlequin de Circo Teatro. A iniciativa é da Fundação Espaço Cultural da Paraíba e destinada a estudantes da rede pública de ensino, que podem participar fazendo a sua inscrição no Teatro de Arena da Funesc. No ato da matrícula é necessária a apresentação da declaração da escola pública que o aluno estuda. Mais informações pelos telefones (83) 8730-8183 / 8763-9965 / 9977-5838. Acesse o site da companhia: www.trupearlequin.com.br.
Cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação
Nos meses de Março e Abril, o Pontão de Cultura Multivisualnet Caatinga realizará dois cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação, com 100 horas aula, durante 04 semanas, 100 horas em Campina Grande e 100 horas em Sousa, com apoio da UEPB e do CCBNB. As atividades são ministradas quinzenalmente, com vagas abertas para dois gestores ou monitores por Pontos de Cultura que tenham o audiovisual e a multimídia como instrumento de capacitação e desenvolvimento comunitário. Mais informações no blog da Regional Nordeste do MinC: culturadigital.br/mincnordeste.
João Pessoa inscreve oficinas culturais
A Fundação de Cultura da Prefeitura Municipal de João Pessoa abriu edital de seleção e remuneração de propostas para oficinas culturais em 2012. As inscrições acontecem do dia 19 de março a 03 de abril, das 14h às 18h, na sede da Funjope. Podem participar propostas nas áreas de artes visuais, dança, audiovisual, música, artes cênicas, cultura popular, literatura, comunicação, culinária, entre outras. Os 100 melhores autores de projetos serão escolhidos para ministrar oficinas culturais nos bairros da Capital, com o apoio de até R$ 1,2 mil para os custos de execução. Mais informações no site da Prefeitura: www.joaopessoa.pb.gov.br.
Oficina de Circo Teatro oferece bolsas para estudantes de rede pública
Estão sendo oferecidas 16 bolsas para a oficina “Evoluções Aéreas”, ministrada pela Trupe Arlequin de Circo Teatro. A iniciativa é da Fundação Espaço Cultural da Paraíba e destinada a estudantes da rede pública de ensino, que podem participar fazendo a sua inscrição no Teatro de Arena da Funesc. No ato da matrícula é necessária a apresentação da declaração da escola pública que o aluno estuda. Mais informações pelos telefones (83) 8730-8183 / 8763-9965 / 9977-5838. Acesse o site da companhia: www.trupearlequin.com.br.
Cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação
Nos meses de Março e Abril, o Pontão de Cultura Multivisualnet Caatinga realizará dois cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação, com 100 horas aula, durante 04 semanas, 100 horas em Campina Grande e 100 horas em Sousa, com apoio da UEPB e do CCBNB. As atividades são ministradas quinzenalmente, com vagas abertas para dois gestores ou monitores por Pontos de Cultura que tenham o audiovisual e a multimídia como instrumento de capacitação e desenvolvimento comunitário. Mais informações no blog da Regional Nordeste do MinC: culturadigital.br/mincnordeste.
Falar a linguagem do povo enfatizando a consciência social e cultural é uma das grandes características de uma rádio comunitária. Nobre função que pode ser ouvida até mesmo em alguns dos clássicos da nossa MPB. Em 1987, o cantor e compositor pernambucano Alceu Valença gravou a canção FM Rebeldia, interpretando um sonho musical e revolucionário.
Composta com o parceiro Marcelo Peixoto, a música fala sobre uma luta de classes, entre o morro e a cidade. Misturando samba e baião, Alceu identifica a comunicação no rádio como a principal arma da maioria, tendo ela o poder de mobilização e conscientização. Regravada também por Ney Mato Grosso e Margareth Menezes, FM Rebeldia passa em sua letra, uma mensagem direta e comprometida com a comunidade. Um relato de um sonho, que em forma de canção, traduz o poder da comunicação comunitária hoje e sempre.
FM Rebeldia
Alceu Valença / Marcelo Peixoto
Um dia eu tive um sonho
Que havia começado a grande guerra
Entre o morro e a cidade
E o meu amigo Melodia
Era o Comandante-em-Chefe
Da primeira bateria
Lá do morro de São Carlos
Ele falava, eu entendia
Você precisa escutar a rebeldia
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
O pão e circo e o poder da maioria
Um país em harmonia
Com seu povo alimentado
E era um sonho ao som
De um samba tão bonito
Que quase não acredito
Eu não queria acordar
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
Um dia desses
Alguém falava, eu entendia
Nós precisamos conviver em harmonia
Ele falava, eu entendia
Você precisa escutar a rebeldia
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
O pão e circo e o poder da maioria
O país bem poderia
Ter seu povo alimentado
Bruno Caetano
do blog ¨ ZUMBI DOS PALMARES¨ e da RADIO COMUNITÁRIA AM DA TABAJARA
Quero informar aos demais amantes do bloco ANJO AZUL que anualmente poetas, músicos autorais, amigos do bloco em geral fazem homenagem ao bloco com novas letras e músicas, porém apenas um hino está gravado oficialmente como a música do bloco é o ANJO AZUL de Mestre FUBA que está no CD DE BEM COM A VIDA faixa -5.
ALÔ COMUNIDADE no ar Nesta edição você vai ouvir a primeira parte da entrevista que o jornalista Dalmo Oliveira fez com o Coordenador-executivo da ABRAÇO Bahia, professor Jonicael Cedraz. Nos estúdios da Tabajara AM, a presença da jornalista, agitadora cultural e carnavalesca Ednamay Cirilo falando sobre a agremiação Anjo Azul, que completa 18 anos de atividades no carnaval de prévias de João Pessoa, Tem ainda a música de Gessé Gel e do mestre Fuba, com o hino oficial do bloco Anjo Azul.
Clique no link: http://www.youtube.com/watch?v=Yts_qIf2mzU&list=UUmQ2QunjyVJrwC6t-_WxfhQ&index=1&feature=plcp Postado por RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES FM às 06:30 0 comentários
Clique no link: http://www.youtube.com/watch?v=Yts_qIf2mzU&list=UUmQ2QunjyVJrwC6t-_WxfhQ&index=1&feature=plcp Postado por RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES FM às 06:30 0 comentários
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
CARNAVAL NO RÁDIO
Neste sábado, vai ter carnaval no “Alô comunidade”
Quelyno Sousa é poeta e compositor
O programa vai lançar o hino do bloco “Anjo Azul”, autoria do poeta Quelyno Sousa e da escritora Jô Mendonça.
Alceu Valença ataca de FM Rebeldia, o hino das rádios comunitárias e livres.
A rádio comunitária de Mari se defende de acusações de autoritarismo e partidarismo.
O cantor itabaianense Wagner Lins mostra seu romantismo qualificado.
Folia de Rua dá as caras e levanta os estandartes.
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ALÔ COMUNIDADE é um programa produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM) e mais sete rádios comunitárias da Paraíba. Produção e apresentação de Fábio Mozart. Adriana Felizardo, Dalmo Oliveira, Marcos Veloso, Fabiana Santos e Marcelo Ricardo.
HORÁRIO - 14h - Todo sábado.
ADEUS A MINEIRA ATIVISTA POLÍTICA DOMITILA CHUNGARA
INSTTUTO HUMANISTA UNISINO
NOTÍCIAS » Notícias
Quinta, 15 de março de 2012
Faleceu Domitila Chungara, a mineira que enfrentou as ditaduras
A virulência de um câncer, finalmente, venceu Domitila Barrios de Chungara, a indomável mineira, cuja coragem foi pedra de tropeço para as ditaduras militares que governaram a Bolívia, entre 1964 e 1982. Chungara faleceu na madrugada do dia 13 de março, em Cochabamba, segundo informaram seus familiares. No próximo dia 7 de maio completaria 75 anos.
Nota da IHU On-Line: Domitila Barrios de Chungara ficou conhecida no mundo todo quando a professora brasileira Moema Viezzer publicou o livro “Si me permiten hablar...Testimonio de Domitila – uma mujer de las minas de Bolivia”, com original em espanhol. Moema a conheceu na Tribuna do Ano Internacional da Mulher, no México, onde começou a recolher o seu testemunho.
A reportagem é de Mabel Azcui, publicada no jornal El País. A tradução é do Cepat.
O Governo do presidente Evo Morales decretou três dias de luto pela morte da líder mineira, a quem a ministra de Comunicação, Amanda Dávila, qualificou como “uma das mais importantes representantes da luta pela democracia na Bolívia”.
Sua indignação contra os militares após o massacre de São João, em 24 de junho de 1967, custou a vida de seu filho que morreu ao nascer numa cela lúgubre, sem auxílio e vítima dos chutes e golpes dos militares, que a detiveram por afrontas. O Governo do general René Barrientos interveio militarmente nos distritos mineiros para frear uma greve, e na noite de São João acabou com a vida de dezenas de homens e mulheres nas minas de Catavi e Século XX.
Defendeu a luta conjunta de mulheres e homens contra a exploração do trabalho
Os distritos mineiros foram novamente ocupados militarmente após uma greve em protesto contra o regime de Hugo Bánzer (1971-1978). Domitila Chungara se refugiou numa mina junto aos dirigentes do setor, mas teve que sair forçada por parto, desta vez de gêmeos. Um deles estava já morto em seu ventre, aparentemente devido aos gases tóxicos do interior da mineradora.
Em dezembro de 1977, quatro esposas de trabalhadores mineiros começaram uma greve de fome, no arcebispado de La Paz, para exigir do Governo de Bánzer uma anistia política e o retorno à democracia mediante eleições gerais. Pouco depois, Domitila Chungara aderiu ao jejum e em poucos dias foi seguida por milhares de bolivianos, em todo o país, até conseguir de Bánzer o decreto de anistia para milhares de exilados políticos e a promessa de eleições, em curto prazo.
Primeiro, ela trabalhou como “palliri” (dedicada a recuperar minério entre os resíduos ou desmontes) para alimentar seus cinco irmãos e sua mãe doente e sem planejar começou sua carreira política como secretaria executiva do Comitê das Donas de Casa do Século XX, um instrumento vital de apoio aos sindicatos de trabalhadores mineiros. Essa convicção da luta conjunta de homens e mulheres, contra o sistema de exploração do trabalho, sacudiu desde seus pilares o palanque do Ano Internacional das Mulheres, que foi comemorado no México em 1975.
Contra toda a corrente do feminismo, radicalmente presente nesse fórum, a líder mineira afirmou que a luta da mulher não podia ser contra o homem, mas contra o sistema de dominação econômica, política e cultural dos povos. Para ela, a mudança devia se dar mediante a igualdade de direitos de homens e mulheres, o acesso igualitário à educação e ao trabalho, para empreender uma luta, em conjunto, contra a opressão e a dominação do capitalismo.
Mãe de 11 filhos, quatro deles falecidos, foi para o exílio na década dos anos de 1980, porém logo voltou à Bolívia e se instalou em Cochabamba, onde impulsionava um centro de formação política, especialmente destinado aos jovens dos bairros mais empobrecidos da cidade.
Em sua terra natal, Pulacayo, e nos distritos mineiros de Oruro e Potosí, foram decretado luto. Para que a despedida de Domitila Chungara seja com honras, a administração de Cochabamba colocou à disposição suas instalações, como homenagem a uma mãe coragem e a uma líder indômita frente aos regimes militares na Bolívia.
Denise De Paulo
Pacheco
sexta-feira, 16 de março de 2012
CÉSAR MENEGUETTI NO ESTAÇÃO CIÊNCIAS CULTURA E ARTE CABO BRAMCO
http://www.cesarmeneghetti.net www.thisplacements.com.br www.funarte.gov.br
A característica fundamental da mídia arte é ser o instrumento que melhor consegue traduzir e interpretar a tensão invisível dentro do nosso contexto contemporâneo, marcado por conflitos econômicos, étnicos e sociais.
Ao fazer uma fusão pouco visível entre áreas geográficas do ocidente e oriente - Recife, Hanói, Veneza e Niamey - se coloca em discussão conceitos pertinentes ao audiovisual como a veracidade e a realidade, produzindo uma operação de subversão à ordem do real, em direção à regeneração da visão, à imagens puras. Talvez mais próximo à verdade.
César Meneghetti - artista visual e cineasta - realiza um trabalho crossmedia de técnicas e de conteúdo, que se debruça sobre a questão do outro antropológico e sobre o conceito de limites e confins. De volta ao Brasil, no último ano, além de ser contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011, ele recebeu o Prêmio Brasil Arte Contemporânea da Fundação Bienal de São Paulo e participou do evento especial Biennale Session da 54° Biennale di Arte di Venezia, na Itália.
Atenciosamente,
Lúcia França
Curadora Geral
Estação Cabo Branco, Ciencia, Cultura e Artes
(83) 3214 8303/ 3214 8270/ 8802 3255
MEMÓRIA PARAIBAAN pela UEPB
Preocupada em preservar a memória da história da Paraíba, e em profundo respeito à luta popular, a Universidade Estadual da Paraíba é uma das instituições que participarão, no próximo dia 2 de abril, do evento em homenagem ao líder
camponês João Pedro Teixeira, a ser realizado na região de Sapé-Mari. No dia em que se completarão 50 anos de sua morte - vítima do latifúndio
- diversas caravanas de professores, servidores e alunos de vários câmpus da Universidade se encontrarão com outras caravanas e convidados para um dia inteiro dedicado à memória da luta dos camponeses por Reforma Agrária, através do movimento das Ligas Camponesas na Paraíba.Localizada no Sítio Barra de Antas, a casa onde viveu João Pedro Teixeira será transformada em um Memorial onde será implantado um Centro de Formação para jovens e
adultos, agricultores da região. Fundador da primeira Liga Camponesa na Paraíba, Teixeira é considerado um mártir da luta pela terra no Nordeste, sua vida dedicada à defesa dos agricultores despertou a fúria de grandes latifundiários que culminou no seu assassinato no município de Sapé, localizado na mesorregião da mata paraibana.O encontro da história de João Pedro Teixeira com a UEPB não é de agora. A viúva do camponês, Elizabeth
Teixeira, que o substituiu liderando a Liga Camponesa de Sapé após a sua morte, recebeu a primeira Medalha do Mérito Universitário concedida pela Universidade Estadual da Paraíba, através dos conselhos superiores,
honraria máxima da UEPB, devido a sua determinação à frente dos camponeses na luta pela Reforma Agrária.Segundo o Professor José Benjamim, é preciso reverenciar a luta camponesa por terra no contexto da luta popular por emancipação social. “Tudo isso é muito importante para a nossa história. Por isto, além do apoio à mobilização do dia 2 de
abril, a Universidade está reeditando o livro ‘Eu Marcharei na tua Luta’, que conta a história de Elizabeth Teixeira, sua vida com João Pedro Teixeira e ,consequentemente, parte da história das Ligas Camponesas aqui na Paraíba”, explicou o professor se referindo a obra organizada pelas professoras Lourdes Bandeira, Neide Miele e Rosa Godoy,
que será reeditada pela editora da UEPB. Um pouco sobre João Pedro TeixeiraO início dos anos 60 não foi nada pacífico para o movimento camponês na Paraíba. Por essa época, os latifundiários intensificaram suas ações armadas levados pelo sucesso alcançado pelas Ligas Camponesas, interpretadas como uma grave ameaça aos interesses dos proprietários de terras. Eram comuns os confrontos entre trabalhadores e capangas contratados. O clima de violência grassava como nunca nas propriedades rurais onde famílias inteiras eram mantidas em regime semifeudal.
O aumento do foro (valor pelo arrendamento da terra), o fim do “cambão” (o equivalente da “corveia” medieval) e também das ameaças de morte e dos castigos corporais foram algumas das principais reivindicações dos camponeses por meio das Associações de Trabalhadores, que a imprensa da época transformaria nas lendárias Ligas Camponesas. Foi nesse vendaval de acontecimentos que, em
Sapé, passaria a atuar um homem destemido, de senso prático e solidário. João Pedro Teixeira nascera em 4 de março de 1918, no distrito de Pilõezinhos, à época pertencente ao município de Guarabira (distante 90 km da capital do Estado). Sua condição social já o predestinava a ser o condutor de pobres lavradores explorados pelos “barões da roça”. Filho de pai do mesmo nome e de dona Maria Francisca da Conceição, o menino logo veria a mão do latifúndio cair sobre a família dele. João Pedro Teixeira (o pai) vinha resistindo às investidas de um proprietário
de terras que tencionava se apropriar de tudo ao redor, inclusive da gleba de João Pedro. A situação se agravara quando, num forró, dois filhos desse mesmo latifundiário, acompanhados de capangas, partiram para agredir o pequeno produtor.
Para se defender, João Pedro pai matou seus agressores. Fugiu e nunca mais apareceu. Dona Francisca deixou o local onde morava e foi residir em Guarabira, mas João Pedro filho ficou
com os avós. Com a morte do avô, um tio por parte de pai o levou para ser criado em Massangana (Cruz do Espírito Santo). Ali começava a sua labuta diária com jornadas que lhe tomavam praticamente o dia todo. Quando alcançou a maioridade, foi trabalhar numa pedreira próxima a Café
do Vento, localidade pela qual passam os viajantes na direção de Campina Grande ou de Sapé. Ali conheceu a jovem Elizabeth Teixeira, com quem se casou em 26 de julho de 1942. Entre o final dos anos 50 e início dos anos 60 encontra-se um ativo militante das causas camponesas na pessoa de um homem que jamais se curvava ao poder do latifundiário. Por essa época, João Pedro já sentia o hálito da morte penetrar em suas narinas. No dia 2 de abril de 1962, o líder camponês viajou à capital parasupostamente tratar de uma ação de despejo. Em João Pessoa, foi comunicado de que o encontro havia sido adiado e só iria ocorrer à tarde. Na verdade, tudo era uma trama urdida pelos latifundiários Antônio Vítor, Aguinaldo Veloso Borges e Pedro Ramos Coutinho. Os três haviam planejado, em minúcias, a
morte de João Pedro. A acusação viria do cabo Chiquinho, que perpetrara
o assassinato com a colaboração de mais dois criminosos. João Pedro partiu da capital no último ônibus. Descera em Café do Vento e deu início àquela que seria a sua última caminhada. Depois disso, três tirosdisparados de algum matagal próximo tiraram a vida de um homem que tinha um único sonho: tornar o campo um lugar de paz e harmonia. Confira a programação do evento: CINQUENTENÁRIO DO ASSASSINATO DE JOÃO PEDRO TEIXEIRA:DATA: 2 de abril de 2012 9h: Concentração no cemitério de Sapé (onde está enterrado o líder camponês) e caminhada até a praça João Pessoa9h30 – 11h30: Ato público na Praça João Pessoa13h30: Carreata para Barra de Antas14h: Inauguração do Memorial das Ligas Camponesas
Prof. Dr. Carlos Enrique Ruiz FerreiraCoordenadoria de Assuntos Institucionais e Internacionais - UEPBPró Reitoria de Pós Graduação e PesquisaCorreio eletrônico: caii@uepb.edu.brR. BARAÚNAS, N 351 - UEPB - Prédio Adm. da Reitoria 2. Sala 219 CEP 58429-500
Professor PhD Carlos Enrique Ruiz FerreiraInstitutional and International Affairs OfficeState University of ParaíbaEmail: caii@uepd.edu.br Phone: +55 83 3315-3384Mobile Phone: +55 11 9751-3250 // +55 83 9916-7740
quinta-feira, 15 de março de 2012
ANJO AZUL - POEMA
anjo azul
quando a memória marca a ferro cálido
um cerco invisível no oco que oprime
a história do mundo
quando as bolhas tropicálias movem-se
em mantos de transgressões tatuadas no
escândalo das coisas ocultas
quando as certezas das vulvas cerzidas no
agasalho das noites de banzo ou loucura
ousam o lúdico no fálico
quando nossas culpas percorrem impunes
o silício das guerrilhas vencidas dentro
de uma guerra perdida
então o tempo se faz muito mais que
um rito espalmado na solidão coletiva
plástico e pulsante
numa maresia que
não corrói
pois que se faz do abismo e do pano
impermeável que cobre nossas asas
na travessia e na travessura dos dias
colhendo do cerco todas as saídas
como um anjo azul
na devassidão nua do universo
Um beijo carinhoso, May! De presente, vai este poema nascido pra tu, agora, em plena tentativa de scrap. Parabéns, guerreira. Feliz aniversário!
NAS ONDAS DO BBB
Nas Ondas do Big Brother
______________________________
Carlos Baqueiro
cbaqueiro@terra.com.br
Parece que o Big Brother está mesmo na moda. Na Terça-Feira de Paredão o mestre de cerimônia, Pedro Bial, transformou o programa global popularíssimo em sucursal da Academia Brasileira de Letras. Citou Macunaíma, de Mario de Andrade, e o Malandro Carioca de Chico Buarque, relacionando-os a dois participantes mal vistos pelos assistidores do BBB12. Televisão, por mais que não aparente, e que não se queira acreditar, também é cultura.
O BBB é o reality show brasileiro mais famoso. Daqueles que colocam gente dentro de um local fechado, dezenas de câmeras e microfones, e haja vigilância, junto com uma determinada mistura de exibicionismo e voyeurismo. Ironias e cinismos a parte dou minhas risadas assistindo as baixarias e artimanhas dos participantes.
Apenas me entristeço porque nem todo mundo sabe de onde vem o termo Big Brother.
Bem que Bial poderia qualquer dia desses aproveitar a bela audiência que tem o programa e falar de George Orwell. É dele a idéia de um Big Brother (Grande Irmão) que se encontra 24 horas por dia de olho em cada um dos habitantes da Inglaterra (no livro 1984, denominada Oceania, junto com os Estados Unidos).
Encontrei na Internet as revistas Filosofia e Aventuras na História abordando justamente a obra de Orwell.
No artigo (capa da primeira revista) “Como Eles nos Controlam ?”, o Mestre em Filosofia Renato Bittencourt faz uma análise das obras de Orwell (1984) e de Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo). A partir das teorias de Michel Foucault acerca da Sociedade Disciplinar ele percebe como em ambos os livros os autores conseguem sintetizar a idéia de que “a aspiração utópica pela estabilidade social corre o risco de se tornar uma distopia”.
Bittencourt também percebe como, por exemplo, duas sociedades com propostas diferenciadas com relação ao sexo têm no final das contas os mesmos objetivos com relação ao controle sobre os indivíduos. O sexo em 1984 é censurado, inibido, castrado:
O projeto do Partido era eliminar todo prazer no ato sexual. A pulsão sexual era perigosa para o Partido, que a utilizava em interesse próprio. Tal dispositivo é um grande mecanismo para a ampliação do grau de tensão psíquica da massa, que, impedida de gozar e satisfazer os seus desejos, reprime os seus instintos e se aliena das suas capacidades transformadoras, tornando-se infeliz e submissa diante da autoridade de uma ideologia política vazia, que usa palavras de ordem e da manipulação de informações para concretizar o seu poder totalitário..
Enquanto isso, na sociedade criada por Huxley as práticas sexuais são incentivadas pelo Estado. A liberalidade sexual neste caso ao invés de representar uma situação positiva para os indivíduos se torna mesmo uma armadilha. Junto com uma droga (também liberada pelo Estado) chamada Soma, a “liberdade” sexual torna-se uma ferramenta de alienação e controle da população.
Já na revista Aventuras na História de Abril de 2010 (encontre o download rolando por sites na rede, ou compre a Revista no site da Editora Abril) encontramos também uma outra análise do livro de Orwell no artigo "O Grande Irmão está te Vigiando", escrito por Álvaro Opperman.
Neste artigo o autor faz um pequeno resumo da história do livro 1984, além de uma biografia reduzida de Orwell.
Ao final do artigo o autor faz uma ligação entre os BIG-BROTHERS de Orwell e o de John de Mol (criador da idéia do famoso reality show). A relação entre autoritarismo e voyeurismo é debatida. John de Mol tenta explicar que “na obra de Orwell é o governo que observa tudo através das câmeras – ele fala de autoritarismo e não de voyeurismo, como é o nosso caso”. Contradizendo esta opinião, Opperman cita o historiador Johann Huizinga para quem “uma das chaves para o sucesso dos regimes autoritários é estimular a bisbilhotice alheia”.
Isso nos faz lembrar das nossas conhecidíssimas ditaduras: Cuba e China, apenas como exemplo, quando até hoje uns deduram os outros, e as prisões ainda ocorrem sem qualquer direito de defesa. Cuba até bem pouco tempo possuía um dos maiores e mais “brilhantes” esquemas de deduragem, os CDR (Centro de Defesa da Revolução) onde desde crianças os indivíduos eram treinados a identificar indícios de contestação ao regime, onde quer que fosse, nas suas escolas, e mesmo dentro de suas próprias casas. Vem a mente uma sequência de 1984, quando o próprio filho dedura o pai, ambos vizinhos do desesperado Winston Smith.
Da mesma forma que Cuba levava seus “subversivos” aos paredões, nesses tempos de reality shows somos nós mesmos que temos o poder de levar aqueles que não nos agradam aos paredões midiáticos, conseguindo premiar tanto Macunaímas, quanto Alices.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
SAUDADES CARNAVALESCAS - BLOCO PONTO DE CEM REIS
ALÔ ALÔ JOÃO PESSOA...
Se você quer ser feliz seja! leon tolstói
saudações carnavalescas!!!
muitas novidades no bloco do ponto...
trazendo os bons ventos estamos em pleno movimento...
CONCENTRAÇÃO
Sábado de Carnaval, 18 / 02 / ás 11hs, no ponto de cem réis!!
som ambiente/ explosão frevo orquestra / degustação da cachaça philhipéia
mesa de frutas tropicais/ caldinho levanta o moral...
PERCURSO:
Duque de Caxias / Praça Rio branco / cachaçaria philhipéia
se ligue na cena contemporânea:
não fique fora do movimento... quem fica parado é poste!
no mais tudo em paz...
abraço iluminado
& até lá...
zanoni yberville
http://www.recantodasletras.com.br/autores/zanonyopoeta
POST MORTEM - JORNAL O NORTE DIÁRIOS ASSOCIADOS DA PARAÍBA.
“Post mortem”
O jornal O NORTE fechou as portas, causando tremendo desgosto na sociedade paraibana e desempregando dezenas de jornalistas. Acabou uma empresa histórica que ajudou a escrever o dia-a-dia da Paraíba por muitos anos. Foi lá onde tive minha primeira e única experiência como jornalista em um grande jornal, aos dezoito anos de idade, historinha que contei em crônica que agora republico como espécie de homenagem “post mortem” ao velho jornal que se foi.
Minha iniciação como jornalista
José Cecílio Batista ,notabilizou-se como um dos maiores jornalistas da história de Itabaiana, com grande projeção na imprensa da Paraíba. Cecílio marcou época como repórter e editor do jornal “O Norte”, de João Pessoa. Ele assinava coluna humorística diária com o nome de “Zé da Silva”, de grande apelo popular.
Fascinado pela política, José Cecílio Batista foi um combatente em sua cidade natal, Itabaiana, onde chegou a assumir o cargo de prefeito e vereador. Foi grande amigo e correligionário do meu pai Arnaud Costa. Quando completei 18 anos, pai me mandou para João Pessoa com uma carta de recomendação destinada a Cecílio, dizendo mais ou menos assim: “Esse é meu filho, gosta de escrever, tem boa redação. Confiante na velha amizade, autorizo arbitrar sobre a carreira do jovem. Se não for boa estratégia incentivá-lo a se profissionalizar nas pretinhas, seja franco e o mande para outros desafios”.
As “pretinhas” era como os jornalistas de então chamavam o teclado da máquina de datilografia, e por extensão o próprio equipamento. Tímido e inseguro, apresentei-me na redação do jornal “O Norte”. Cecílio me mandou para um tal de Juarez, chefe de redação, que por sua vez remeteu o “foca” para outro sujeito mal encarado, encarregado da página policial. Esse rapaz, acho que se chamava Souza, seria o cara que estragaria minha aventura jornalística n’O Norte”, em sua etapa decisiva.
O serviço não era complexo: sair para as delegacias e hospitais, levantar notícias policiais para uma coluna chamada “Sol quadrado”. Só que o tal Souza foi na frente e me queimou nas delegacias onde era conhecido: “tem um foca aí querendo tomar meu lugar. Não passem nada pra ele”. Foca era como chamavam o jornalista novato, bisonho. Na Central de Polícia e delegacias, onde eu chegava, os caras me pediam as credenciais de jornalista. Sem nenhum documento provando que eu trabalhava no jornal, passava em branco nos covis da Polícia.
Modéstia à parte, eu chegava no editor com a matéria pronta, sem necessitar nenhum reparo. O tal Juarez gostou do serviço, o que atiçou a inveja do outro repórter semi-analfabeto. Minha estratégia: sentava em um banco de praça e redigia notas com dados do livro de ocorrências do Pronto Socorro onde arrumei uma namorada que me passava as informações.
O que me mandou de volta para casa não foi o repórter medíocre, mas sim o ortóptero. Explico: sem ter onde dormir, passava as noites na rua Maciel Pinheiro, na gráfica de Nabor, velho amigo do meu pai. Só que na gráfica eu era recebido por um enxame de baratas. Tenho horror a esses bichinhos! Passei noites de terror enrolado na rede, com as baratas voando pra cima e pra baixo. O desmoronamento de meu sonho de ser repórter de jornal veio ao som horripilante de mil asinhas de insetinhos domésticos de hábitos noturnos.
Postado por www.tocadoleao.com
Fábio Mozart
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
CONFRARIA DO BECO DA FACULDADE E O TÚNEL DO TEMPO
TUNEL DO TEMPO NA CONFRARIA DO BECO MALAGRIDA
DruzzPress, por sua Editoria de Irmandades,
Congregações, Associações, Sociedades,
Enturmações & Outras Confrarias, esclarece
SÓ POR DUAS CONFRARIAS
BATE O CORAÇÃO DO DRUZZ
Amo duas Confrarias,
só pelas duas sou seco:
a Confraria do Beco
e do Vinho a Confraria.
Minha Lista, o que eu faria
nessa outra Irmandade
(ou até Congregação)
sem de Aglaé a bondade,
sem da Clotilde a verdade
e sem da Neile a afeição?!...
Evandrovinho da Nobrebeco [DruzzKonffrad]
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NEILIANE MAIA escreveu:
Evandro e a Confraria
Neiliane Maia
to cidadeecultura
E meu pai, nos seus 87 anos, que me ligou na maior
zorra, da granja onde mora:
"Tou ligando pra dizer que, como seus amigos estão
caindo nessa tal Operação Confraria, venha se
esconder aqui pra não ser presa também. Eu garanto
que lhe dou guarida até Bruno voltar".
Bruno é meu filho advogado que está viajando.
Estão vendo como essa coisa tá séria?
Um abraço
Neiliane
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AGLAÉ FERNANDES escreveu:
aglaefernandes
Caros listeiros,
Talvez pela força e celebridade do nome, aliada ao
nervosismo da repórter da TV Correio, tivemos o nosso
companheiro Evandro da Nóbrega envolvido na Operação
Confraria, em matéria do Correio Debate deste 21 de julho.
Explicação possível:
A referida repórter teria misturado os nomes
EVANDRO Almeida e Saulo NÓBREGA e fabricado um
Evandro Nóbrega, nome que certamente lhe era familiar.
A ironia fica por conta da brincadeira habitual do
nosso estimado Evandro que experimenta fusões do
seu próprio nome com o assunto e/ou personagens
que ele evoca em seus brilhantíssimos textos.
Evandro, felizmente todo mundo sabe que a
Confraria mais barra pesada que você freqüenta é no
máximo a cultural Confraria do Beco.
Um abraço,
Aglaé
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CLOTILDE TAVARES escreveu:
Clotilde Tavares
www.clotildetavares.com.br
http://clotilde-tavares.fotoblog.uol.com.br
--------- Mensagem Original --------
De: "Evandro da Nobrega"
Para: "Clotilde Tavares"
Assunto: É OUTRO EVANDRO, NÃO O DEGAS AQUI...
Data: 21/07/05 07:20
Prezada Clotilde:
Por isto tudo é que sempre cito a imortal frase do
insigne filósofo patoense Ninim das Espinharas:
"O mundo é doido e a mãe num sabe"...
Talvez porque seja eu o Evandro mais conhecido da
Paraíba, tem saído aí, insistemente, na TV Correio,
por lapso ou equívoco, que o "ex-secretário da Prefeitura, Evandro Nóbrega",
está na relação dos acusados da PF e da Controladoria Geral da União...
Mas não sou eu, não, claro. Fui Secretário de Comunicação Social da Prefeitura,
por duas vezes, mas faz muito tempo, há trocentos anos, quando ainda era prefeito
(imagine!) o falecido Damásio Franca, que cumpriu dois mandatos...
No caso de agora, trata-se aparentemente do ex-secretário Evandro Almeida
Fernandes (ou Castro, não sei bem), como o Hélder Moura, do programa Correio
Debate, da TV Correio, já esclareceu uma vez...
Mas, apesar do esclarecimento, a notícia sobre o tal Evandro Nóbrega já saiu
mais umas quatro ou cinco vezes...
Não estou nem aí, porque não sou eu mesmo, não. Não carece preparar a malinha,
não, com escova de dentes, cuecas limpas etc...
Aliás, não sou Evandro Nóbrega, mas, com licença da má palavra, Evandro da Nóbrega.
Outrossim (outrossim é bom demais!), o único Evandro Nóbrega que conheço, e é só
de nome, atua como neurocirurgião no Paraná, bem longe desta confa aqui.
Beijo seu coração de escritora, inobstante loura,
Evandrus Anovrecensis,
"...ad radices castro Anofrice, apud Galicia..."
domingo, 29 de janeiro de 2012
GOVERNADOR DA PARAÍBA autoriza 1,8 milhão em Cultura
O governador Ricardo Coutinho autorizou na noite desta quinta-feira (26), a abertura do edital de licitação para a reforma e ampliação do Teatro Irácles Pires (ICA), em Cajazeiras. A autorização da obra, que está orçada em R$ 1,8 milhão, ocorreu em solenidade de comemoração aos 27 anos de fundação do teatro que tem vasta programação cultural até o domingo (29).
Na ocasião, Ricardo Coutinho e o escritor Irismar Alves di Lyra, de São José de Piranhas, também receberam títulos de cidadãos cajazeirenses concedidos pela Câmara de Vereadores. A homenagem ao governador foi proposta pelo vereador Nilson Lopes (Nilsinho) e aprovada por unanimidade.
Com a ampliação e modernização, o teatro ampliará sua capacidade de 180 para 278 lugares com novas cadeiras, salas de ensaio, camarim, palco, banheiros e total acessibilidade. O projeto de modernização – que tornará o ICA o maior teatro do sertão nordestino – foi apresentado pelo governador Ricardo Coutinho e muito comemorado pelos presentes. “Cajazeiras terá um teatro à altura da sua tradição cultural e educacional. Essa cidade possui a essência da cultura de onde saíram grandes nomes do teatro”, completou o governador.
Ele também agradeceu aos vereadores pela oportunidade de se tornar filho adotivo de Cajazeiras: “Fico muito feliz em receber esse título, justamente quando esse teatro completa 27 anos, e de anunciar a sua reforma e ampliação tão necessária e esperada”.
Templo cultural – A presidente da Fundação Espaço Cultural, Lú Maia, destacou a importância dos investimentos para a revitalização do ICA, considerado templo da cultura no Sertão. Ela fez um relato histórico sobre o teatro desde a atuação do grupo de Teatro Amador de Cajazeiras (TAC).
O ator e ativista cultural cajazeirense, Rivelino Martins comemorou o início da licitação para a modernização do teatro que considera algo essencial, cobrado há muito tempo pela classe artística e pela população de Cajazeiras. “Isso será um marco da cultura do município assim como foi a própria construção do teatro”, disse.
A abertura da programação comemorativa ao aniversário do Teatro ICA contou com as presenças do secretário de Governo, Lindolfo Pires, do secretário executivo de Governo, Lúcio Flávio, do presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, Marcos Barros, de vereadores, do ex-prefeito Carlos Antônio, do diretor do teatro, Orlando Maia, do suplente de senador, Deca do Atacadão, do superintendente do Sebrae, Júlio Rafael, do secretário de Cultura de Cajazeiras, Júnior Cultura, além de Péricles Pires, filho de Irácles Pires e do teatrólogo Ubiratan de Assis, que fez um discurso sobre a história do teatro ICA e seu papel na cultura e na tradição da arte teatral de Cajazeiras.
Secretaria de Estado da Cultura
Casarão dos Azulejos
Rua Conselheiro Henriques, 159 - Centro - João Pessoa - Paraíba
(83) 3218-4167 | secult.pb@gmail.com
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