quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PARAÍBA SEDIARÁ A II CONFERÊNCIA LGBT NA CAPITAL JOÃO PESSOA, 10, 11 E 12 NOVEMBRO 2011



ROBERTO LESSA X NATÁLIA QUEIROGA - Ativistas Culturais




ATIVISTA CULTURAL



Marcelinha - Buda Lira - Ednamay ativistas culturais pelos Direitos Humanos



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Catia de França - Felipe Soares - Ednamay Cirilo

sites afins:
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Paraíba sediará a II Conferência Estadual LGBT em novembro

Com o objetivo de discutir, propor e elaborar políticas públicas voltadas ao combate à pobreza e à discriminação, e à promoção dos direitos humanos e da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), a Paraíba realizará a II Conferência Estadual LGBT entre os dias 10 e 12 de novembro.

O evento que terá como tema central a “Paraíba – Pela promoção da cidadania LGBT e contra a homofobia”, será realizado na cidade de João Pessoa, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana – SEMDH, através da Gerência de Direitos Sexuais e LGBT. A cerimônia de abertura acontecerá no dia 10 de novembro às 19h no Hotel Tambaú e nos dias 11 e 12, a programação transcorrerá na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba – ESPEP.

Dentre os principais eixos temáticos a serem debatidos na Conferência estão a análise do contexto estadual, nacional e internacional, e diagnóstico das políticas públicas e do pacto federativo para o enfrentamento da pobreza, das violências e da vulnerabilidade relacionadas à população LGBT; Avaliação da implementação e execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, na Paraíba e as diretrizes para elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas para população LGBT.

Na Paraíba, quatro municípios realizaram Conferências Municipais LGBT até o último dia 18 de setembro, são eles: João Pessoa (de 12 a 14/09), Guarabira (16/09), Cajazeiras e Campina Grande (16 e 17/09). Durante a realização das etapas municipais foram levantadas propostas e realizada a escolha de representantes da sociedade civil e do poder público para a etapa estadual. Em todas as conferências os movimentos LGBT organizados participaram, contribuindo para a qualificação do debate e a apresentação das propostas.

Outro destaque das reuniões preparatórias foram as apresentações culturais que dialogaram com o universo LGBT, promovendo identidade e visibilidade, como D. Dedé do Pandeiro e a desempenho de Salomé, em Guarabira; o suave MPB de Val Donato em Campina Grande; o hino nacional com Malu Morenah, o cover de Ney Matogrosso Hamilton Ramos e o lançamento do livro “Vire a Página” da poeta paraibana Silvana Menezes, em João Pessoa; e por fim, a apresentação da “Drag Caricata: Kiçara Pereba” entre outras drags e o grupo de dança de rua do PROJOVEM em Cajazeiras.

Algumas propostas levantadas nas Conferências apontaram para a necessidade de criação de organismos de políticas públicas para LGBT, Conselhos Municipais, Centros de Referência e casas-abrigo para as comunidades LGBT. E ainda a fomentação de instrumentos que criminalizem a homofobia, um crime visível, considerado crescente não só na Paraíba, mas em todo o País. Nesse sentido, os participantes destacaram que os crimes praticados contra travestis, gays, lésbicas e bissexuais chama a atenção pela crueldade, tortura e violência levando a agressões e até homicídios. Entre mulheres lésbicas foram discutidos temas como a violência psicológica e os maus tratos no ambiente doméstico.

Para a Secretária Executiva da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Santos Soares, a II Conferência Estadual LGBT será “uma oportunidade de avançar na elaboração de políticas públicas que promovam a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, visibilizando as necessidades e os direitos da população, além de colaborar para a mudança de mentalidade em relação aos inúmeros preconceitos e discriminação baseados na homofobia nas instituições públicas e na sociedade em geral.”

INCENDIOS E A MULHER QUE CANTA

Ana Adelaide Peixoto - www.wscom.com

" A palavra pertence ao homem e o silêncio pertence à mulher" (Rose Marie Muraro)
"Num mundo onde a língua e o nomear significam poder, o silencio é opressão, é violência". (Adrienne Rich)


Quem canta seus males espanta!
As mulheres gostam de cantar. As lavadeiras cantam quando lavam roupa. Minha secretária canta lavando a louça. Minha mãe cantou a vida toda por entre talos de coentro ou decepções maiores....; eu cantarolo debaixo do chuveiro, ou nas estradas de Santos, digo da BR , ouvindo Marisa Monte, Chico Buarque ou Tulipa Ruiz.
Pois é cantando que a personagem do filme Incêndios, enfrenta a sua dor limite, se é que podemos definir essa dor, a do estupro, e seu algoz, causando-lhe ainda mais ira e furor.


Nua e de Costas para o Mundo
Incêndios, 2010, indicado ao Oscar de Melhor filme estrangeiro 2011,esse belíssimo filme canadense /francês (dirigido por Denis Villeneuve, o mesmo de Invasões Bárbaras , e com roteiro baseado na peça do libanês Wadji Mouawad, tem um título interessante. A princípio associamos à uma cena incendiária de um fuzilamento sumário quando da guerra de cristãos e muçulmanos no Oriente Médio. Em meio a um redemoinho de fumaça negra, uma mulher senta no vazio da terra, e chora. Um outro incêndio acontece, o do orfanato, um lugar destruído pelo fogo ardente, onde uma mulher de turbante também chora. Mas o maior incêndio talvez seja o incêndio metafórico causado para apagar ou re-acender a vida de Nawal Marwan (lindamente interpretada pela atriz belga, Lubna Azabal), personagem principal, que ao morrer, deixa um testamento inusitado para os seus filhos gêmeos, Jeanne(Mélissa Desormeuaux-Poulin) e Simon, que ouviram incrédulos: “Quem não cumpriu uma promessa não merece epitáfio nem lápide. Me enterrem nua, sem orações, sem caixão, e de costas para o mundo.”


Incêndios: Rastros e Restos


Filmado na Jordânia, Incêndios é um filme politizado e globalizado. Fala não somente das guerras da década de 60, da intransigência religiosa e dos refugiados, mas é também um filme sobre os filhos desses imigrantes, nascidos em países estrangeiros, que não falam a língua dos avós, não conhecem a cultura dos pais, e, em determinado momento, se perguntam (ou não) qual é a sua identidade - se é que existe uma, ou mesmo se eles têm uma. Daí a metáfora do incêndio: ruínas, apenas pequenos rastros de algo que foi destruído no horror e selvageria.
O filme é contado a partir de capítulos, e fazendo uso de passado presente entrecortado pela estória e por recortes interessantes. O ir e vir, o vai e volta, segue costurando os rastros e vestígios deixados ou não, mas que como o próprio advogado diz: “A morte nunca é o fim de uma estória.”
Começa a jornada. Saímos de 2010 e voltamos ao final da década de 1970, no começo da Guerra Civil do Líbano. Aos poucos, mais interrogações surgem em Jeanne, a filha. Acompanhamos o tempo presente, com ela buscando os traços da mãe. O passado entra com inserções de flashbacks, descobrimos um pouco mais do que Jeanne sabe.No elenco, destaque para Melissa como a filha e Rémy Girard, o doente terminal de As Invasões Bárbaras, como o tabelião.


“A infância é uma faca enterrada na garganta”
A cena de abertura é um deserto; um lugar a esmo, cinza e monótono e silencioso , somente com uma palmeira própria dos desertos. A estória começa num vilarejo no meio do nada, de um país em guerra. Tudo quase em câmera lenta e silenciosa que passeia por trás de uma janela, mas com uma vista escura e triste. Um canto desolador . Escuridão. Meninos raspam o cabelo, olhos esbugalhados. Um lamento que se mistura com a música belíssima do Radiohead. O ponto de vista é o de pés sujos e descalços. Calcanhares. E um close específico vem ao foco, com uma tatuagem de três pontos, para que um par de pés não fosse perdido no mundo. Um rosto fixa a câmera, com olhos negros e assustadores, que só no final entenderemos esse epílogo. Questões como a honra, a maternidade, a morte, a procura, o exílio, o estupro, o acaso, o destino, e finalmente o re-encontro disso tudo, num silêncio que será quebrado e uma promessa que será cumprida, darão a condição de horror dessa personagem, que somente ao final terá seu nome exposto ao sol.


Matemática Pura x Intuição
Dois Envelopes, um endereçado ao pai e um outro ao filho . Uma busca. Problemas insolúveis e um reino da solidão. Mas todo problema tem que ter um ponto de partida, e os gêmeos filhos de Narwan reagem diferentemente aos problemas. Um reage com ceticismo, negação e raiva. A outra com a compaixão, a perplexidade e a intuição, afinal sem esse sentido não existe matemática, lhe adverte seu mestre. Nunca se resolve um problema pela variável desconhecida. E lá se foi Jeanne para o Ponto de Partida: Der Om, Povoado em Fouad, Líbano, em busca de uma pista sobre a sua mãe, que pelo visto mais que uma desconhecida. A cada descoberta, um horror maior.
Fiquei a pensar novamente no texto de Rose Marie Muraro, “Por uma nova ordem simbólica”, onde ela diz com uma autoridade constrangedora: “As mulheres estão construindo uma nova ordem simbólica, na qual o ´grande outro´ é a vida (viver e deixar viver), e ajudando a desconstruir a atual ordem universal de poder.” Penso também em como as guerras atuais conseguem ser ainda mais assustadoras e violentas, se é que podemos medir as guerras tão pouco. Quando assistimos filmes das guerras mundiais, a violência farta gira em torno do holocausto, nada mais violento. A Escolha de Sofia como violência mor, e a Lista de Schindler, só para citar dois dos meus favoritos. Mas nessas novas guerras do final do século XX, não sei se por serem mais próximos, sinto-me ainda mais violentada, física e emocionalmente (Conferir um outro filme: A Vida Secreta das Palavras).


Uma Piscina – Um Mergulho = Calar-se
O filme é costurado por rimas visuais: Filha e mãe, uma que vai outra que vem – todas duas procuram, uma o filho, a outra a mãe; os caminhos no meio das areias bege do deserto, um ônibus que está sempre a viajar, a música/lamento que toca, a outra que canta, e uma piscina. A piscina, setting muito usado no cinema como lócus de mistério (O Grande Gatsby, Swimming Pool), mas no caso de Incêndios, lugar onde mãe e filha vão nadar. Lugar aparentemente do espaço do cotidiano, mas que se mostra o lugar dos mergulhos profundos e das revelações, quando a dor já não é suportável. É na piscina que a filha nada. Lembrei de A Insustentável Leveza do Ser, com Juliette Binoche nadando nas piscinas de Praga. Depois, os gêmeos nadam. Nadam em câmara lenta. Nadam talvez em busca da vida, pois tiveram que nadar muito para não se afogarem na curva do rio. Depois, quando sabem de toda a verdade sobre nascimento e origem, também nadam; nadam no escuro e se abraçam na fluidez da água, para que possam agüentar a dureza das descobertas. Um retorno ao útero materno e suas dores do parto e da rejeição. Toneladas de silêncios quebrados. A escritora americana Zora Neale dizia que: “Não existe agonia maior do que guardar para si uma estória não dita”. E é na piscina onde Narwan faz sua descoberta maior. E se cala para sempre, deliberadamente. Nesse seu mergulho, não há mais nada para dizer à vida, a não ser a recusa da existência pelas cartas aos filhos e ao pai.


Narwan é a imagem da dureza,da coragem, e da cantoria. É a puta da cela 72, sem nenhum direito a um quarto todo seu. Como não pensar no Porteiro da Noite com Dirk Bogarde e Charlotte Hampling, também aprisionados a lugares sombrios e violentos do/pelo sexo. Não consigo esquecer o rosto dessas mulheres sujeitas à violência extrema. E , particularmente gosto do tema do ser humano no seu limite máximo frente às tragédias (por isso gostar tanto do diretor mexicano Alejandro Iñárritu (21 Gramas, Babel, Amores Brutos, Biutiful). Emociona-me por demais ver o rosto de uma mulher assim a cantar como forma de resistência. Como não lembrar do filme Preciosa, que a cada estupro e violência praticada pelo próprio pai, Precious se imaginava ouvindo discoteca, desfilando fashion, colorindo seus delírios para agüentar a dor que não ousa dizer o nome: o insuportável! mas cuidado: “O não-nomeado não deve ser confundido com inexistente” (Dicionário Feminista sobre o Silêncio). Mas, em Incêndios, tudo é pior e cinza: a prisão, a cela 72, a perda do filho, a guerra, a sujeira, a total solidão e identidade perdida, um disfarce, entre a cruz dos cristãos e um véu de muçulmana para despistar o inimigo, e a morte. Um terço, um choro, um grito, um vento e o fim do mundo. Lugar onde só as árvores assobiam. Sua avó lhe adverte: “vá estudar, aprender a ler, a pensar, para escapar da miséria”. Um parto, um corte, uma marca nos pés, e um olhar para não lhe perder de vista: Vou reencontrá-lo. Eu prometo!


O vento que assobia
A trilha sonora, Radiohead, me levou aos tempos de infância onde eu ficava dançando Naguila Hava e imaginando ventos árabes e distantes no meu inconsciente. Sensação que, anos mais tarde, re-vivi chegando à ilha de Santorini numa noite estrelada, e por entre uma brisa fresca, vi o azul do Mar Egeu de perto, e ouvi música grega ao amanhecer. Também em Sevilha, por entre aromas das laranjas, música flamenga com Paco de Lucia; ou mais ainda, atravessando o Canal de Bósforos na Turquia, e comprando uma calça Saruel de duas ciganas, por entre talos de tâmaras....Minha alma oriental do exotismo longínquo, fala alto dentro de mim, e vai de encontro quando assisto a um desses filme, que transforma meus amores por um Bazar de nome Araby Joyceano, em uma barbárie de uma terra nada santa, onde as mulheres são suas principais vítimas, e mesmo assim, cantam.


O Sul – O Lugar dos ventos uivantes
O Sul, toda hora mencionado. Refugiados, fronteiras e um segredo: “Você não é bem-vinda aqui”, lhe dizem as mulheres do lugarejo. Uma filha que procura um pai e nem sabe quem é a mãe? Toda a rigidez das mulheres árabes frente às próprias mulheres. As mulheres e os chás. A prisão do Sul foi o destino de Narwan que, queria ensinar ao inimigo o que a vida lhe ensinara. Na prisão, a câmera foca sempre os pés; tantos pés ensangüentados. Um bicho acuado entre quatro paredes, um arame farpado, um grito e um cantar.. Do lado de fora? Uma cor ocre, um camelo, uma ala de mulheres, 13 anos sendo vigiada, um murmúrio, murros na barriga, um deserto de lágrimas, um silêncio, uma pista, o número 72 – a mulher que canta! “Por vezes, é melhor não saber de tudo”.


Um mais Um = Console-se
Um exílio finalmente . Seus filhos são seus filhos e da ânsia de amar, já ouvi isso desde sempre. Nihad de Maio, chegou na primavera, não abril - o mês mais cruel de T. S. Eliot, mas maio de Maria e das flores que não tem a chance de desabrocharem para à vida. O Canadá, esse lugar multicultural, multiracial para onde os ventos fazem a curva não mais de uma piscina, mas das terras distantes, geladas e também ensolaradas. Nihad de Maio, um dia ouviu algo ou entendeu algo, e teve seu caminho que transpassou-lhe o peito certeiro. Procurou um alvo a esmo. Um louco. Um mártir. Queria sua foto no jornal pelos quatro cantos do mundo.
Novamente a matemática pura, onde um mais um pode ser um. O horror da verdade. A dor do deserto e da devastação. A dor do inverno e do frio dos galhos secos. Hoje, Nihad de Maio limpa vidros, transforma o opaco em transparente, para depois virar opaco novamente. Um milagre do reconhecimento: “O silêncio vem sempre antes da verdade”. A puta do 72. Console-se!


Ao final, uma promessa: quebrar a corrente de ódio. E uma certeza de que o amor pode tudo. Que a vida é mais importante, o afeto e a constatação de que do amor se pariu, do amor se viveu, e pelo amor se transforma.

Cantando sempre: Hava Naguilla Hava!

ANJO AZUL FARÁ MAIORIDADE EM FEVEREIRO 2012 E O BECO DA FACULDADE DE DIREITO SERÁ PALCO DA REAL MONARQUIA PARAIBANA
























terça-feira, 1 de novembro de 2011

JULIANA STEINBACH x ORQUESTRA SINFÔNICA DA PARAÍBA


A Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) apresenta, nesta quinta-feira 03 de novembro em concerto oficial da temporada 2011, a Solista franco brasileira Juliana Steinbach nascida na paraíba, radicada na frança, ela será regida pelo maestro João Linhares músico e diretor de nossa Orquestra Sinfônica, única apresentação no Cine Bangüe do Espaço Cultural José Lins do Rêgo.


O programa trará composições de dois russos: na abertura, a solista executará a peça “Piano Concerto Nº 2 op. 18 in C Maior”, de Sergei Rachmaninoff. Em seguida, a orquestra executará a suíte sinfônica “Scheherazade”, de Nikolay Rimsky-Korsakov.

Juliana Steinbach vem a João Pessoa pela segunda vez,anteriormente se apresentou em recital de piano no auditório Gerardo Parente, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB),em 2008.

Logo cedo começou os estudos musicais no Conservatório de Lyon ( frança) com a pianista americana Christine Paraschos, frequentou o Conservatório National Superior de Paris onde foi apresentada aos diversos concertos e festivais europeus, em recitais e música de câmara ganhadoras de vários prêmios, 2007 obteve o Graduate Diploma da Juilliard School de New York.

Juliana tocou com a orquestra Philharmonique de Nice, a Symphonique et Lyrique de Paris, o Rundfunk Blasorchester de Leipzig, a Symphonique Mav de Budapest e a Symphonique de Israël, entre outras grandes orquestras.

Além de Paris, se apresentou no Museum de Tel-Aviv, no Lincoln Center de New York, Rozsa Center de Calgary, no Brasil na Sala Cecília Meireles do Rio de Janeiro, no Teatro Colón de Buenos Aires entre várias cidades da Asia.

Lançou o disco “Tableaux” pelo selo franco-brasileiro Paraty em 2010, com obras de Debussy e de Mussorgsky. Sua discografia também compreende albuns de música de câmara, produzidos entre 2001 e 2009 na França e na Alemanha. Em 2012 estão previstos dois lançamentos: um recital de Debussy, que faz parte de uma integral publicada pelo selo alemão Genuin Classics, e o primeiro disco com o Trio Talweg, pelo selo francês Fondamenta.

João Linhares – Compositor, arranjador, regente e multi-instrumentista, João Linhares nasceu em Patos, na Paraíba. Começou seus estudos musicais aos 8 anos de idade, com a mãe, Celerinda Linhares. Em 1978, entrou no curso de extensão da UFPB e estudou violão com o professor Djalma Marques.

Em 1980, já na UFPB, estudou violoncelo, fez curso de apreciação musical e estudou harmonia com os professores J. A. Kaplan, Clóvis Pereira e Ian Guest. Participou e venceu diversos festivais de música, na Paraíba e em outros estados.

Tem canções gravadas pelas cantoras Zizi Possi e Rita Ribeiro e fez arranjos para Lenine, Rosa Passos, Johnny Alf, João Donato, Flavio Venturini, Joyce e Kid Abelha, entre outros. Estudou regência com o maestro Eleazar de Carvalho. Regeu como convidado a orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo no Memorial da América Latina em concerto comemorativo aos 70 anos do maestro Cyro Pereira. Regeu também como convidado a CamerataAntigua de Curitiba. Trabalha como arranjador e diretor musical desde 1985 e já fez parte de grupos de Jazz, Tango, Choro e Orquestras de Frevo.

Foi regente assistente da Orquestra Tom Jobim em São Paulo durante cinco anos. Tocou violão, violoncelo, guitarra e cavaquinho com Chico César na tournée “Mama Mundi” no Brasil, Europa, Estados Unidos e Canadá, tocou também com a Banda Falamansa no Brasil, EUA e Japão.

Já compôs trilhas para teatro, vídeo e balé e, entre mais de 200 composições, destacam-se o “Concertino para Flauta e Cordas” e “A Lenda do Carneiro Encantado”. Atualmente é regente titular da OSPB.

Repertório do concerto

- Sergei Rachmaninoff

Piano concerto Nº 2 in C maior

- Nikolay Rimsky – Korsakov

Scheherazade

Serviço:

Concerto da Orquestra Sinfônica da Paraíba

Data: 3/11

Hora: 21h

Local: Cine Bangüê

Entrada: franca.

fonte SECULT - PB.

contato anjoazuldobeco@gmail.com
www.meukotidianomulticultural.blogspot.com

RELUGAÇÃO DA MÍDIA

Roseli Goffman


Paulo Bernardo tem encontro marcado com Dilma Rousseff sobre o novo marco
regulatório da midia. Consulta pública será feita a partir de 2012


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, recebeu uma série de
propostas sobre o marco regulatório da mídia elaborado em plataforma pelos
movimentos sociais, apresentadas pelo Fórum Nacional pela Democratização da
Comunicação no dia 18 de outubro.

Na mesma data, esta plataforma foi entregue ao Secretario de Articulação
Social Paulo Maldos, que discutiu os itens da plataforma e solicitou um
relatório sobre a criminalização das Rádios Comunitárias no Brasil,
anunciando a possibilidade de abertura de mesa de diálogos junto a
Secretaria Geral da Presidência, desde que este projeto obtivesse o apoio
do Ministério das Comunicações. Estas agendas foram consideradas
estratégicas pelas entidades presentes e marcaram um reinício de diálogo
por parte do governo Dilma.

As sugestões levadas pelo FNDC, representado pela ABRAÇO, Fitert, Aneate,
CFP e CUT acompanhado também pelo Intervozes e Arpub, ao ministério
integram documento básico com as posições da entidades que começou a ser
construído na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em dezembro
de 2009. O texto foi debatido e sistematizado após seminário realizado pelo
FNDC no Rio de Janeiro em maio de 2011 e, por fim, colocado em consulta
pública encerrada dia 7 de outubro, propondo os 20 pontos para uma
Comunicação Democrática .

Foram mais de 3000 acessos e cerca de 200 contribuições nesta consulta
pública, que ainda está aberta para a adesão de entidades e pessoas que
lutam pela democracia da comunicação no Brasil, basta enviar um email para
imprensa@fndc.org.br.

A próxima plenária do FNDC, já agendada para 9 e 10 de dezembro de 2011
estará reunindo entidades, movimentos sociais e representações
governamentais para promover e qualificar este debate nacionalmente e
conseguirmos de forma articulada divulgar para a sociedade brasileira a
importância de garantir a nossa Lei dos Meios de Comunicação.

18 anos de ANJO AZUL TRARÁ A CORTE BRASILEIRA para festejar a maioridade em fevereiro 2012 no BECO DA FACULDADE DE DIREITO

COLOMBINA - SIMONE. PIERROT - WALBER RIBEIRO - ZOIÃO MEMÓRIA DO ANJO AZUL -Postado por Ednamay Cirilo Leite em 24 julho 2010 às 8:32
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ANJO AZUL - PRIMEIRO BLOCO CARNAVALESCO DO CENTRO HISTÓRICO DE JOÃO PESSOA DO PROJETO CULTURAL FOLIA DE RUA - MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA DO BRASIL.
a fundadora do ANJO AZUL - Ednamay Cirilo Leite. ANJO AZUL - O BLOCO ICNOGRÁFICO DA DIVERSIDADE


Temos, na Paraíba, a vocação e a volição das ruínas, da destruição criativa e da criação destrutiva, no que somos, desde sempre, do passado colonial até hoje, absolutamente modernos. Os monumentos históricos que melhor nos definem passam pela construção e destruição, sucedidos por uma nova construção, de A União à Assembléia Legislativa, na Praça João Pessoa, da Rádio Tabajara ao "novo" conforto do Fórum da Justiça, na Rodrigues de Aquino. Matamos simbolicamente os velhos jornalistas de A União e os cantores do rádio. O altar-mor da Igreja São Francisco - destruído sem dó no começo do século passado -, é apenas um retrato na parede e a Casa de Engenho de Zé Lins serve de morada ao capim dos vermes.

Gostamos de extrair o lado bom das coisas ruins: Darcy Ribeiro afirmava, no belo livro O povo brasileiro, que somos um povo tabula rasa, ou seja, explicando melhor, os escaninhos da tradição brasileira são essencialmente abertos, de antena ligada às novidades do mundo, que assimilamos à nossa maneira, antropofágica. Passamos distante de qualquer ancestralidade cultural rígida, de qualquer narrativa mitológica impermeável. Por isso, o anauê de Plínio Salgado não deu certo, e o integralismo acabou virando uma piada de mau gosto (ou mau agouro?). Nascemos sem as pistas certas do que achar no caminho, por isso vamos procurando, acertando e muitas vezes errando. Amar só se aprende amando.

Por outro lado, retóricos, adoramos as falsas polêmicas. Agora, em 2008, há um novo debate circulando no ar sobre o carnaval: se a contribuição rítmica do carnaval paraibano ao mundo vem a ser o frevo, o samba, o axé ou a marchinha. Trata-se de uma falsa questão – até o tecno pode compor o carnaval paraibano.

No caso específico da antiga província da Paraíba do Norte, o carnaval, antes de musical, é uma manifestação cultural iconográfica e aberta à diversidade. Aristóteles, como sabemos, desentranhou o conceito estético de mimesis (ação de imitar) do teatro grego, contudo o que estava oculto no conceito de tragédia era a pulsão primitiva do ancestral humano que representava na pedra os elementos da natureza, principalmente os animais, visando à boa caça. Antes do verbo, no começo era a imagem e o som.

Glória eterna a Jackson do Pandeiro, Sivuca, Maestro Severino Araújo, Maestro Moacir Santos, Chico César, Fuba e Escurinho, mas onde estão os cenógrafos, os pintores, os arquitetos, os decoradores e os estilistas de moda do carnaval paraibano? Onde os artistas plásticos para amalgamar o barroco ao brega – irmãos no exagero, porém distintos na ilusão de absoluto do primeiro e na saudável ignorância do segundo.

Barroco e brega: o puro espírito santo do carnaval. Desenterremos as alegorias de nossas ruínas, façamos as mais estranhas misturas, mas sempre conservando algo da monumentalidade intrínseca ao espírito barroco, no salão, na avenida e na praça da capital dos tabajaras. Aprendamos com as escolas de samba do Rio de Janeiro. Nosso carnaval é sacro como a contemplação da maravilhosa nave, do adro, do cruzeiro, das portas e dos azulejos lusitanos da Igreja de São Francisco (a ocasião em que mesmo quem não acredita se sente perto de Deus na fruição da transcendência e do absoluto).

Carnaval, conceito arquitetônico, escultural, pictórico e paisagístico. O carnaval de Veneza é pura arquitetura e iconografia. A vocação do carnaval paraibano, advindo da melhor tradição veneziana, em primeiro lugar, é precisamente esta: a arquitetura e a socialidade do barroco. As máscaras, as fendas, as frestas e as festas do barroco. Uma falange de máscaras. O “Cafucú”, portanto, está coberto de razão histórica, talvez às cegas. Estamos condenados por enquanto ao barroco, somos barrocos quando nos aventuramos à modernidade e mesmo ao pós-moderno Somos barrocos, de maneira especial, quando fazemos política – o eterno e renitente cotejo de sacralização da corte, acompanhado do inevitável séqüito de tramas, conciábulos e poetas proscritos. O príncipe Hamlet vive entre nós, renitente, num misto alegre e soturno, a descer as ladeiras do centro histórico, ao ritmo de Vassourinhas, nos bailes de máscaras os quais algumas pessoas já me contaram ter divisado, noite adentro, o corvo de Poe e albatroz de Baudelaire, devidamente traduzidos nos sonetos de Augusto dos Anjos, mas ao mesmo tempo nos motes do absurdo de Zé Limeira.

Triste Paraíba, ó quão dessemelhante. Do antigo estado a máquina mercante, do rio de nome sonoro – Sanhauá – ao gemido dos escravos nas senzalas próximas aos conventos coloniais. Brindemos aos escravos das senzalas no carnaval, pois deles importamos o núcleo principal de nossa alegria. Alegria e trabalho, juntos. Já dizia o poeta maior, Vinicius de Moraes, um paraibano da gema, no magnífico Samba da benção: “o samba é a tristeza que balança”. Aduziria: também o maracatu e o caboclinho são tristezas que balançam.

A entidade metafísica que abre as prévias do carnaval paraibano, dia 25 de janeiro (sexta-feira), é o bloco “Anjo Azul”. O Anjo Azul foi fundado e todo ano é organizado com garra por uma agitadora cultural guerreira, muito querida na cidade, Ednamay Cirilo. May inventou de criar um bloco que tem sede em um ambiente histórico repleto de simbolismos, a antiga zona do chamado “baixo meretrício”, nos tempos em isso que havia: o Beco da Faculdade de Direito, na ladeira do Padre Gabriel Malagrida, um herói sacrificado numa das visitações da Inquisição do Santo Ofício ao Brasil. O espírito do padre Malagrida, que assiste impávido os dramas e comédias da cidade por séculos sem fim naquele ambiente, fez um ar de sorriso quando foi fundado o Anjo Azul, e certamente, ato contínuo, abençoou o bloco, pois o padre italiano do século XVIII, morto feito mártir, é ele mesmo um anjo verdadeiro, um querubim barroco.

O Anjo Azul é o bloco multicolor da diversidade cultural e da democracia, de todas as opções sexuais e todos os credos políticos. O nome de bloco presta uma inusitada homenagem ao filme expressionista alemão da década de 1930 – Der Blaue Engel –, adaptação do romance de Heinrich Mann (irmão de Thomas Mann) – os dois filhos ilustres da brasileira Julia Mann, nascida deitada sob o sol da arquitetura colonial de Parati (RJ) –, sobre a história de um professor que se apaixona por uma dançarina de cabaré. Mais além de um clima soturno – prenúncio da tragédia de ascensão da ditadua nazista que se daria logo em seguida, em 1933 –, o filme ficou gravado na memória principalmente por uma seqüência de fotogramas sensuais, logo transformados em um dos ícones da cultura pop contemporânea: as pernas dobradas de Marlene Dietrich, sentada num banquinho. Ah, as pernas de Marlene Dietrich: conspícua, carnuda, provocante, lúbrica, fazendo a perfeita simbiose com um rosto libidinoso, manchado a um batom da cor do pecado. Hitler não agüentou tanto charme. Assim como Malagrida foi perseguido pela inquisição, Marlene Dietrich nunca se dobrou ao nazismo e fugiu da Alemanha, se refugiando nos Estados Unidos. Dessa maneira, vão se tecendo os fios entre fatos aparentemente distantes, desvendando articulações de onde menos se espera, o conceito é transformado em imagens aparentemente aleatórias, mas dotadas de uma mensagem profunda: Malagrida, Marlene, May. Tudo a ver. (Jaldes Reis de Meneses ).

ANJO AZUL

Ednamay - fundadora do ANJO AZUL

O Bloco Anjo Azul, primeiro do centro histórico do Projeto Folia de Rua, é também ASSOACIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, com sede no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, desde 2006, aprovado pelo FIC-Augusto dos Anjos, lança seu bloco própio AS ANJINHAS,fundado em 18 de abril de 2007 e colocado na rua em 25 de janeiro de 2008, pela primeira vez, é voltado para o universo feminino e suas inquieações em busca da cidadania, cultura e arte. Associação ANJO AZUL ( não confundir com o bloco ), realiza trabalho voltado para a obra JACKSONIANA em forma de OFICINAS de: PANDEIRO, ARTES PLÁSTICAS, TEATRO ( sobre os caminhos percorrodos pelo mestre nascido no Engenho Tanques, arredores da cidade do brejo paraibano - Alagoa Grande.

O BECO

BECO da FACULDADE de Direito é um sítio histórico abandonado pelas autoridades competentes do Município e do Estado,está localizado ao lado da PRAÇA DOS TRES PODERES.Vizinho da Assembléia Legislativa, Palácio do Governo e Tribunal do Justiça, Faculdade de Direito da UFPB - Universidade Federal, ( apoio cultural).

COMUNIDADE do BECO - Rua Gabriel Malagrida, portanto é o carro chefe para o grito de alerta geral desse descaso ( falta de higiene , não existe banheiros públicos na área e o povo mixa nas escadarias e paredes do beco, não existe policiamento noturno e diurno, portanto é sem segurança e saúde pública. Vale lembrar que a EMLUR - Autarquia MunicipalL, VARRE DIARIAMENTE mas não LAVA.
Sem a devida atenção dos: IPHAN Instituto Patrimônio Histórico Nacional ( já que um lado do beco é referência nacional A FACULDADE tombada como Patrimõnio Nacional ,da terceira cidade mais antiga do Brasil e do outro lado o beco , possui um casario ART-DECÓ , preservado pelos propietários e tombado pelo IPHAEP - Instituto Patrimônio Histórico Artístico do Estado , ambos envolvidos na falta de preservação ( desse sítio histórico que durante o dia vira estacionamento privê da Assembléia Legislativa e a noite,é local de vendas de drogas e marginália, como em todos os sítios históricos desse BRASIL , mas bem diferente do Pelourinho em Salvador que tem polícia dia e noite .

Os blocos carnavalescos ANJO AZUL e seu filhote AS ANJINHAS, desempenham papel importante para a nossa cultura e resgate do frevo, fantasia, artes plásticas, sincletismo , BARROCO , cidadania,orquestras, grupos percussionistas...

A SERENATA DOS ANJOS, a LAVAGEM da ESCADARIA, realizada sob as benções dos O DEUSE,ALÁ, GANDHY, ORIXÁS, símbolos de elevação aos espíritos escravos e boêmios das pessoas que outrora habitavam aquela área . A L AVAGEM da ESCADARIA sempre animada por alguma bateria de Escola de Samba.
Recentemente à Império do Samba, ( a minha escola CAMPEÃR DO CARNAVAL PARAIBANO 2008, e BI-CAMPEÃA DO CARNAVAL 2009),fez a festa, anteriormente foi a MALANDROS DO MORRO- BAULA.
ONG - ASTRAPAS - ASSOCIAÇÃO DAS TRAVESTIS DA PARAÍBA, ONG - MARIA QUITÉRIA, Grupo de MULHERES LÉSBICAS,
SACERDOTIZA GORETHE ,
MÃE MARIHÁ.
A GRANDE MÍDIA PARAIBANA , RÁDIO, JORNAL, TV,
BLOGs
ORKUT e toda mídia alternativa são parceiros do ANJO AZUL.

REISADO DO ANJO - evento destinado aos músicos-(as), atores, atrizes, arquitetos-((as) , advogados-(as) , jornalistas , turismólogos - (as), estudantes de todas as áreas ano após ano, sgrandes incentivadores intelectuais desse movimento carnavalesco .

REI DO ANJO AZUL, os múcsicos Kennedy Costa -( CAFUÇU), Marcos Fonseca, Gustavo Magno, Hugo Leão, ( LENDÁRIO MÚSICO DOS 4 LOUCOS E THE GENTHEMENS).

RAINHA DO ANJO - Glaucia Lima , Eleonora Falcone, Silvia Patriota, Neuza Flores , (terceira e últina viuva de Jackson do Pandeiro, habita entre nós aqui na paraíba e cuida do MEMORIAL JACKSON DO PANDEIRO em Alagoa Grande).

Em 2008 o destaque foi para a MADRINHA MAY GONÇALVES - Cantora radicada em Saõ Paulo e que adora nossa Prévia Carnavalesca.
Em 2009 o destaque foi para a MADRINHA CECÍCILA AVELINO - pela simpatia e dedicação ao BLOCO.

Ao som da Orquestra de Frevos do maestro João Lobo , ANJO AZUL, Hino do bloco de autoria de Mestre Fuba,leva a multidõ ao delírio , além do rítmo frevo, a letra é mais que uma declaração de amor é mesmo uma linda história pela cidade e seu Patrimônio Artístico e Cultural.

Ednamay Cirilo Leite, remanescente jornalista ativista dos movimentos culturais desde a época do Colégio Lins de Vasconcelos - anos 60 diz que ¨ o bloco faz parte da história da cidade que perdeu o nome PARAHYBA ,o bloco tem a proposta turística de mostar a beleza do Patrimônio Histórico e Arquitetônico, enquanto relíquia do Brasil, desta que já nasceu cidade , em NOVEMBRO de 1585 - Nossa Senhora das Neves, passou por várias mudanças de nomes ,e batalhas guerreiras , até ser conhecida como João Pessoa, em 1930, após a REVOLUÇÃO de 1930, ver sobre a Revolução no Google.
Atualmente em campanha para retomada do antigo nome PARAHYBA , nome ESSE, que reinou por 276 anos, como CAPITAL¨.

O bloco do resgate tem a fantasia de Colombina como traje oficial para suas foliãs e e PIERROT para os foliões,criando a identidade que é a cara do CARNAVAL,e abolindo de vez ABADÁS e outros modismos mais que assolam o país na épca de Momo. como homem se vestir de mulher e vice-versa, ou se vestir de matuto, cafona, brega, carnaval tem que vestir FANTASIA TRADICIONAL CLÁSSICA.Como faz os nossos vizinho estados RECIFE e OLINDA, exemplos para o mundo.

Sua ação social é voltada para as profissionais do sexo habitantes do Beco da Faculdade de Direito , Pavilhão do Chá, Rua Duque de Caxias - ou Rua Direita, Ponto de Cém Réis , Rua General Osório - ou Rua Nova, Rua da Areia e Praça Antenhor Navarro , buscando DIGNIDADE atravéz da arte e cidadania, para estas cidadãs.
do imortal Willes Leal ¨ o ANJO AZUL foi o primeiro bloco a levar alegria ao nosso centro histórico após ausência do corso e carnaval outrora existente nesta área , a falência do carnaval naquela área por total falta de políticas para a cultura carnavalesca, chegou a um abandono geral de atividades culturais no centro histórico, enquanto a cidade se transferia para a orla marítima levando junto o comércio famoso de bares, restaurantes, bingos, boites, shoppings, cinemas, esvaziando completamente o SÍTIO HISTÓRICO.¨. do livro NO TEMPO DO LANÇA PERFUME de sua autoria...

EM MEMORIA

A bateria da Escola MALANDROS DO MORRO - de Livardo Alves, e Balula , foram os pioneiros na parceria com o bloco ANJO AZUL , deram o ponta pé inicial em 1994 , juntamente com a OEQUETRA DO MAESTRO VILÓ, a alma do beco, juntaram-se outras como a do Maestro CHQUITO, CEFET - PB , sob a batuta do Maestro JOÃO LOBO, tivemos parcerias de cidades do interior do Estado como BANANEIRAS e sua fanfarra LIRA DOS ARTISTAS , do MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA, Grupo de Percussão Quebra Quilos, e lançamos o Grupo BATICUMLATA - EMLUR...

HINO do ANJO AZUL

letra e música de Flávio Eduardo Maroja - FUBA
gravada no CD - DE BEM COM A VIDA,
quinta faixa - a venda na ONG PORTA DO SOL l - Praça Antenor Navarro
Varadouro

VEM VEM VER A LUA BRILHANDO
NA NOITE DE AQUARELA
TÃO BELA, TÃO BELA
COMO A LUZ DO AMOR

VEM, VEM NAVEGAR NA MEMÓRIA
DOS CASARÕES DA CIDADE
QUEM SABE, QUEM SABE
ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR

UM ANJO AZUL PASSOU BEIJOU A NOITE
LAVANDO A ESCADARIA
UM BÊBADO TROPEÇAVA
NO BECO DA CONFRARIA

E ESSA ALEGRIA RAIOU POR TODA A NOITE
FEZ A CIDADE CANTAR
UM QUERUBIM QUE CHEGOU
PRO CARNAVAL COMEÇAR

VAI MEU AMOR
O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI MAY DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOU

VAI MEU AMOR, O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOUUUUUUUUUU

FOLIA DE RUA ACORDE MIRAMAR

Atenção moradores do bairro do Miramar abram as portas, acendam as luzes e caiam na folia, está chegando as Muriçocas do Miramar. Este é o chamado do bloco Acorde Miramar, que sai mais uma vez percorrendo as ruas do bairro em uma grande serenata com centenas de vozes, ao som de dezenas de violões tocando antigas marchinhas carnavalescas anunciando a tão esperada 'quarta-feira de fogo'.

Os foliões de plantão já começam a se concentrar logo cedo no começo da noite da terça-feira sempre às 20h, na Praça da Rua Tito Silva, popularmente conhecida como Praça das Muriçocas. O 'Acorde' vai sair às ruas do bairro de Miramar, na Capital, à meia noite da quarta-feira de fogo.

Normalmente os foliões chegam de todos os cantos e há até quem pareça que, literalmente, deu um pulo da cama para cair na folia. Vestidos com pijamas, meias e arrastando lençóis e travesseiros avenida a fora, tudo o que a turma quer é aproveitar ao máximo o dia que está só começando e não tem hora para acabar.

História

O Acorde Miramar saiu às ruas do bairro pela primeira vez 1992, sem a pretensão de se tornar um bloco carnavalesco, mas não demorou muito. O que antes era apenas um grupinho de "muriçocas" ansiosas pela chegada da Quarta-feira de Fogo se transformou num bloco que hoje arrasta foliões de todos os bairros da cidade ao som de uma verdadeira orquestra de violões.

Fuba, o puxador oficial do Muriçocas do Miramar, é quem comanda a serenata. Juntamente com ALEX MADUREIRA, JAIRO MADRUGA, LIZ, JARBAS MARIZ, e todos os músicos da cidade . Uma das coisas mais legais do Acorde é essa simplicidade. As pessoas vão chegando, se juntando, trazendo seus violões, sem necessidade de muita estrutura", TUDO PELO AMOR A MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA FOLIA DE RUA.
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II CONFERÊNCIA ESTADUAL LGBT DA PARAÍBA

Inscrição para a II Conferência Estadual LGBT da Paraíba
A II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT da Paraíba, com o tema Paraíba – Pela promoção da cidadania LGBT e contra a homofobia será realizada nos dias 10, 11 e 12 de novembro de 2011, em João Pessoa, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH).

Prezada parceira/o, estamos enviando a ficha de inscrição da II Conferência Estadual LGBT. Solicitamos que preencha uma ficha para cada representante, da Sociedade Civil e do Poder Público, conforme o número de vagas disponibilizadas para o seu município, ou se preferir, encaminhe esse e-mail para que a/o própria/o representante possa preenchê-la. Nesse sentido, pedimos a sua colaboração, pois, dessa forma, ao final do processo, teremos todos os dados tabulados com as estatísticas por faixa etária, identidade de gênero, etc.

Solicitamos, ainda, que sejam tomadas as devidas providências para que, no máximo, até o dia 03 de Novembro possamos ter todos os formulários preenchidos, tendo em vista os procedimentos para garantirmos a hospedagem e a alimentação de todas/os representantes dos municípios onde não houve conferência municipal.

A Gerência LGBT/ SEMDH se coloca à disposição no sentido de esclarecer quaisquer dúvidas através do email gerencialgbt@semdh.pb.gov.br e pelos telefones (83) 3243 7837; 8860 3452; 8787 1560.

domingo, 30 de outubro de 2011

OPINIÃO DE RAUL CÓRDULA - artista plástico paraibano da Geração 50

Caros amigos,
chamo a atenção para este lamento do artista plástico, escritor e professor Archidy Picado Filho, que ví nascer, filho de um grande artista que merece muito mais do que um nome de galeria, se bem que, cada vez que vou à Galeria Archidy Picado me emociono com a lembrança do grande amigo para quem escrevi uma crônica intitulada "O despertar da modernidade".

A Galeria Archidy Picado, é bom lembrar, tem feito um trabalho de mostragem das artes visuais simplesmente exemplar em todas as sua gestões, desde que foi criada pelo primeiro grupo de artistas que integrou o Espaço Cultural, e pelo que eu sei, todos têm e tiveram a maior reverência pelo nome de seu patrono.
Aprendi muito com sua generosidade.

O que é preciso para se homenagear Archidy é difundir sua obra. Não apenas a obra pictórica, já por si maravilhosa, mas também a obra escrita, tanto em poesia e prosa quanto em pensamento estético.

Archidy, o filho, precisa saber que seu pai tem amigos de verdade, e são muitos, e sendo assim ele tem por herança, mas também por seu talento, muitos amigos.

Não tendo o email dele, peço para que este texto lhe chegue às mãos com o meu sincero abraço.

Raul Córdula



“Abaixo Archidy Picado”

Archidy Picado Filho

Conversando com um amigo outro dia, assíduo ouvinte das programações das rádios de João Pessoa (PB) – já que o rádio é seu único companheiro de trabalho no escritório de engenharia que mantém em casa – soube que, às vezes, há comentários no ar questionando o valor do nome de meu pai a referendar a galeria de arte que a Fundação Espaço Cultural mantém em suas dependências.

A crítica ao nome de Archidy Picado para tanto surgiu anos depois que o idealizador da galeria, o arquiteto e artista plástico Arthur Cantalice, resolveu homenagear seu falecido amigo acreditando que, por tudo o que fizera em nome do desenvolvimento das artes na Paraíba, Archidy Picado merecia tal homenagem.

Podem ter havido outras razões particulares para que Arthur tenha sugerido tal homenagem ao meu pai, apoiada pela então presidente da Fundação, a professora Giselda Navarro. Mas o fato é que, senão muitas, meu pai deu substanciais colaborações para a cultura paraibana, não sendo estranho, portanto, que seu nome tenha sido lembrado para dar nome à referida galeria.

Entre os opositores de seu nome para tanto – bem antes que desinformados jornalistas radialistas tenham usado sua liberdade de expressão para denegrir a imagem de pessoas consideradas ilustres, hábito entre perversos invejosos que a democracia não pode evitar – ainda anda por aí o “artista plástico” Josildo Dias, um desses “abstracionistas” que, malgrado o valor inicial justamente conferido ao Abstracionismo (que surgiu no Brasil no século 19, sendo o valor da originalidade de tal arte evidentemente ultrapassado), com o aval de certos críticos, em pleno século 21 ele ainda insiste em se expressar como os antigos opositores do academicismo.

Hoje, esses dois estilos das artes visuais, entre outras artes, estão onde deveriam estar: a serviço da mais completa manifestação artística já desenvolvida: o Cinema.

Mas aqui não caberá discorrer sobre a importância ou a não de certos estilos artísticos na atualidade, ou de “artistas” paraibanos como Josildo Dias. Voltando ao assunto principal deste comentário, digo que, para mim, seria vantajoso que retirassem o nome de meu pai da galeria da FUNESC. Por mim, seria indiferente se a galeria tivesse o nome do próprio Josildo Dias ou de quaisquer outros borra-tintas como ele. Infelizmente, como ocorreu com meu pai, não se prestam grandes homenagens aos que estão vivos, tanto para que não se envaideçam demasiadamente como porque, mortos, tais personalidades não mais representarão nenhuma ameaça aos seus companheiros e companheiras concorrentes.

Aos mortos, portanto, todas as honras.

Agora, fora desta vida cheia de perversos, morto (como ele queria), meu pai não se orgulha de ter seu nome lembrado numa galeria; nem se sentirá injustiçado se o retirarem de lá. Sou eu quem, por estar ainda vivo e ter também seu nome, tem sofrido as conseqüências do despeito e da inveja. Não apenas por ter herdado o nome dele, mas também essa “patologia”, essa tara por culturas e pelas artes que me fazem ser muitas vezes confundido com ele. E não apenas em seus aspectos positivos, por sua inteligência, amabilidade, elegância e beleza física, mas principal e perversamente com seu lado “negativo”; ou seja, com sua “irresponsabilidade” como pai de família, como funcionário público federal e seu alcoolismo, com os quais é referendado por um contingente de pessoas sem nenhum senso de justiça e que, absolutamente ignorantes, nada entendem nem querem entender das angústias e frustrações daqueles que, como meu pai, malgrado suas invejadas posições sociais, enxergam da vida mais do que deveriam.

AS ANJINHAS 2011

PIMEIRO ESTANDARTE BY lLÚCIA FRANÇA Em fevereiro de 2012 bloco carnavalesco AS ANJINHAS que trabalha o universo feminino e suas inquietações, fará uma homenagem ao bloco pai ANJO AZUL do Projeto Cultural de Prévia Carnavalesca FOLIA DE RUA, o primeiro bloco do centro histórico estará entrando na maioridade,são 18 anos de alegria no BECO DA FACULDADE de Direito . O momento das festividades terão início com a LAVAGEM DA ESCADARIA ás 11hs .
Serão 18 Rainhas e 18 Reis pessoas que tenham identidade com os Movimentos Sociais e Culturais, jornalistas, artistas, arquitetos, intelectuais,advogados, assistentes sociais, médicos, e todos que tenham comprovado sua identidade na causa dos Direitos Humanos de nossa cidade João Pessoa.

Reis homem x homem Rainhas mulher x mulher

VIVA A DIVERSIDADE CULTURAL
Ednamay , Ines, Diná no lançamento de AS ANJINHAS

sábado, 29 de outubro de 2011

MULHER E MÍDIA 8 - RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro de 2011
Mídia, Sexismo e Racismo: Uma Pauta Ainda em Questão?

Realização: Instituto Patrícia Galvão, Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Fundação Ford e ONU Mulheres.

Apoio: BNDES.

Mídia, Sexismo e Racismo: Uma Pauta Ainda em Questão? será o tema central das mesas e debates do Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 8.

Público: O Seminário Nacional A Mulher e a Mídia é voltado especialmente para quem atua nas áreas de comunicação, gênero e raça/etnia.
Em breve será divulgada programação detalhada do evento. Acesse no final deste texto o link para fazer sua pré-inscrição

Sobre as pré-inscrições: o preenchimento completo e envio do formulário até as 18h de 9 de novembro somente garante sua pré-inscrição. Por limitação de vagas, do total de pré-inscrições recebidas até 09/11/2011, serão confirmadas 140 inscrições.

No processo de seleção das pré-inscrições serão considerados os seguintes critérios:
- atuação na gestão de políticas públicas para mulheres
- atuação nos movimentos de mulheres, de mulheres negras, de direitos humanos e LGBT, com foco no campo do direito à comunicação
- atuação no Legislativo e em pesquisas acadêmicas, com foco em gênero, raça/etnia e comunicação
- estudantes e profissionais de comunicação que atuam nas áreas de gênero e raça/etnia
- diversidade regional

Outras informações:

Transmissão online: o Seminário Mulher e Mídia de 2011 será transmitido ao vivo por Internet e as/os internautas poderão participar dos debates via e-mail.

Alimentação: A organização do Mulher e Mídia oferecerá almoço e coffee break para as/os participantes.

Hospedagem: Para as/os participantes que não residem na cidade do Rio de Janeiro, será oferecida hospedagem a partir das 15h do dia 29 de novembro, em local ainda a ser definido.

Transporte: Não haverá apoio para transporte aéreo ou terrestre das/os participantes.

Mais informações: mulheremidia8@patriciagalvao.org.br / tel.: (11) 2594.7399

Clique aqui para fazer sua pré-inscrição

EDITAL DE ELEIÇÃO DOS CONSELHEIROS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL

EDITAL DE ELEIÇÃO DOS CONSELHEIROS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL QUE IRÃO COMPOR O CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DA PARAÍBA.

Olá Pessoal do Movimento Cultural da sigla C U L T U R A ,observou-ser quebra na sequência da numeração do Edital, contudo, abaixo estará o link direto de acesso a pagina da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba, onde inclusive teremos acesso as inscrições para o processo eletivo. Um forte abraço a tod@s e uma boa eleição, com participação, pluralidade, diversidade e transparência para a composição do Conselho.

LINK: http://www.paraiba.pb.gov.br/cultura/conselho-estadual-de-cultura

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SECULT ESTADO DA PARAÍBA

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

EDITAL DE ELEIÇÃO DOS CONSELHEIROS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL QUE IRÃO COMPOR O CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DA PARAÍBA

Olá Pessoal, pude observar que há quebra na sequência da numeração do Edital, contudo, abaixo estará o link direto de acesso a pagina da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba, onde inclusive teremos acesso as inscrições para o processo eletivo. Um forte abraço a tod@s e uma boa eleição, com participação, pluralidade, diversidade e transparência para a composição do Conselho.

LINK: http://www.paraiba.pb.gov.br/cultura/conselho-estadual-de-cultura

DECRETO Nº 32.408, DE 14 DE SETEMBRO DE 2011
EDITAL
ANEXO 1 – FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO – CADASTRAMENTO DE FÓRUM DE CULTURA
ANEXO 2 – FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO – CADASTRAMENTO DE CANDIDATO
ANEXO 3 – FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO – CADASTRAMENTO DE ENTIDADES
ANEXO 4 – FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO – CADASTRAMENTO DE ORGANIZAÇÕES

EDITAL

PROCESSO DE ELEIÇÃO DOS CONSELHEIROS REPRESENTANTES DA
SOCIEDADE CIVIL QUE IRÃO COMPOR O CONSELHO ESTADUAL DE
CULTURA DA PARAÍBA

A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – SECULT, secretaria integrante
da Administração Direta do Estado da Paraíba, em conformidade com o
Decreto nº 32.408, de 14 de setembro de 2011, torna público o presente Edital,
que estabelece os procedimentos para o processo de escolha dos conselheiros
representantes da sociedade civil que irão compor o Conselho Estadual de
Cultura da Paraíba.

1. DO CONSELHO

1.1. O Conselho Estadual de Cultura da Paraíba é um órgão colegiado,
vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, com atribuições normativas,
deliberativas, consultivas e fiscalizadoras, cuja finalidade é promover a gestão
democrática da política de cultura do Estado.

1.2. Compete ao Conselho Estadual de Cultura:

a) estabelecer diretrizes e prioridades para o desenvolvimento cultural do
Estado;

b) elaborar, discutir, aperfeiçoar e votar o Plano Estadual de Cultura;

c) cooperar para a defesa e conservação do Patrimônio Histórico, Artístico e
Cultural do Estado;

d) estimular a democratização, a descentralização e a gestão compartilhada
das políticas culturais do Estado;

e) firmar acordos de cooperação com os movimentos sociais, entidades
representativas de linguagens artísticas, sindicatos, organizações não
governamentais, empresários e demais entidades do terceiro setor, visando ao
desenvolvimento cultural e artístico;

f) emitir parecer sobre assuntos e questões de natureza cultural do Estado;

g) implantar e acompanhar a execução do plano estadual de cultura;

h) fiscalizar a execução dos projetos culturais da administração estadual,
inclusive aqueles financiados por ela, observando as diretrizes e as prioridades
estabelecidas para o desenvolvimento do Estado;

i) incentivar a criação dos Conselhos Municipais de Cultura;


j) articular-se com os Conselhos Estaduais de Cultura;

k) elaborar o seu Regimento Interno e submetê-lo à homologação do
Governador.

2. DOS CONSELHEIROS

2.1. O Conselho Estadual de Cultura da Paraíba é composto por 24 (vinte e
quatro) membros titulares e seus respectivos suplentes, sendo 06 (seis)
representantes de organismos ligados ao setor artístico e cultural, 06 (seis)
representantes da sociedade civil ligados ao setor artístico e cultural e 12
(doze) representantes indicados pelo Governador do Estado.

2.2. 06 (seis) representantes da sociedade civil, ligados ao setor artístico e
cultural, eleitos em Assembléias Eleitorais.

a) 01 (um) representante do Fórum de Cultura do Sertão;

b) 01 (um) representante do Fórum de Cultura do Cariri;

c) 01 (um) representante do Fórum de Cultura do Agreste e Borborema;

d) 01 (um) representante do Fórum de Cultura do Curimataú e Seridó;

e) 01 (um) representante do Fórum de Cultura do Litoral;

f) 01 (um) representante do Fórum de Cultura do Brejo.

2.3. 06 (seis) representantes da sociedade civil organizada em organismos
ligados ao setor artístico e cultural, indicados por solicitação do Governador do
Estado.

2.4. 12 (doze) membros titulares e seus respectivos suplentes, representantes
do Poder Público, indicados pelo Governador do Estado.

2.5. Os Conselheiros representantes da sociedade civil serão eleitos em
plenárias promovidas e organizadas pelos mais variados âmbitos do setor
artístico e cultural.

2.6. Os membros do Conselho Estadual de Cultura terão mandato de 02 (dois)
anos, renovável uma vez por igual período.

3. DA COMISSÃO ELEITORAL

3.1. Compete à Comissão Eleitoral:

a) coordenar e fiscalizar todas as atividades relativas ao processo eleitoral
disciplinado por este edital;

b) decidir os recursos e impugnações sobre o processo eleitoral;

c) enviar o resultado da eleição para homologação;

d) analisar e decidir sobre o deferimento ou indeferimento dos pedidos de
inscrição no processo eleitoral, na forma deste edital;

e) coordenar a assembléia eleitoral, na forma deste edital;

f) apoiar os Fóruns na convocação e divulgação da eleição;

g) decidir os casos omissos neste edital.

3.2. O processo de escolha dos Conselheiros representantes da sociedade civil
será coordenado por Comissões Eleitorais formadas por representantes dos
Fóruns de Cultura, organizações e entidades previamente cadastrados.

3.3. Os Fóruns de Cultura, organizações ou entidades ligadas do setor artístico
e cultural, interessadas em participar do presente procedimento, na condição
de Comissão Eleitoral, deverão cadastrar-se, no período de 28 de outubro a 04
de novembro de 2011, na Secretaria de Estado da Cultura – SECULT, ou
através do endereço eletrônico http://www.paraiba.pb.gov.br/cultura,
observando os procedimentos descritos a seguir:

3.4. Dos Documentos para habilitação dos Fóruns de Cultura:

a) formulário “Cadastramento de Fórum de Cultura”, preenchido e assinado;

b) cópia da Ata da última reunião;

c) comprovantes de atividades desenvolvidas nos últimos seis meses.

3.5. Dos Documentos para habilitação das entidades:

a) formulário “Cadastramento de Entidade”, preenchido e assinado;

b) cópia do Estatuto;

c) comprovantes de atividades desenvolvidas nos últimos seis meses.

3.6. Dos Documentos para habilitação das organizações:

a) formulário “Cadastramento de Organização”, preenchido e assinado;

b) comprovantes de atividades desenvolvidas nos últimos seis meses.

3.7. Não havendo Fóruns, entidades ou organizações cadastradas no período
definido no artigo 3.3, a Comissão Eleitoral será formada por representantes da
Secretaria de Estado da Cultura.

5. DO CADASTRAMENTO DOS CANDIDATOS

5.1. As pessoas que atuam na área cultural e que tenham seu trabalho
reconhecido pela comunidade local, interessadas em participar do presente
procedimento, na condição de candidato, deverão cadastrar-se, no período de
28 de outubro a 04 de novembro de 2011, na Secretaria de Estado da Cultura –
SECULT, ou através do endereço eletrônico
http://www.paraiba.pb.gov.br/cultura, observando os procedimentos descritos a
seguir:

5.2. Dos documentos para habilitação dos candidatos:

a) formulário “Cadastramento de Candidato”, preenchido e assinado;

b) cópia da Carteira de Identidade;

c) comprovante de endereço.

d) currículo comprovando a atuação do candidato em atividades culturais e o
reconhecimento do seu trabalho pela comunidade local, considerando-se
documentos hábeis à comprovação, matérias de jornais, declarações emitidas
por instituições públicas ou privadas, certificados e outros que atestem
efetivamente a realização de atividades culturais pelo candidato.

5.3 A conferência e a análise dos documentos acima especificados serão
realizadas pela Secretaria de Estado da Cultura. Verificada a regularidade da
documentação apresentada, o cadastro será confirmado e o candidato estará
habilitado.

5.4. Da inabilitação caberá recurso à Comissão Eleitoral, no prazo de 03 (três)
dias úteis.

5.5. A Secretaria de Estado da Cultura – SECULT, no período de 05 a 08 de
novembro de 2011 fixará, na sede da SECULT e em seus Centros Culturais
vinculados, em cada Regional, a relação dos candidatos habilitados às vagas
de Conselheiro Estadual de Cultura.

6. DA ASSEMBLÉIA ELEITORAL

6.1. Serão eleitos 02 (dois) candidatos por região, sendo um titular e seu
respectivo suplente.

6.2. As Assembléias Eleitorais ocorrerão observando o seguinte cronograma:

a) Região: Sertão – Sousa – 08 de novembro

b) Região: Curimataú e Seridó – Cuité – 08 de novembro

c) Região: Cariri – Taperoá – 09 de novembro

d) Região: Brejo – Guarabira – 09 de novembro

e) Região: Agreste e Borbroema – Campina Grande – 10 de novembro
...

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

V CINEPORT - FESTIVAL DE CINEMA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2011 EM JOÃO PESSOA NA PARAÍBA PELA TERCEIRA VEZ.



Produtora Cultural Ednamay Cirilo Leite divide a cena com as atrizes do teatro e do cinema paraibano Soia Lira e Marcela Cartaxo e nossa cantora autoral Eleonora Falcone
Festival Cineport começa nesta segunda e movimenta cenário cultural

Nesta segunda-feira (19) João Pessoa se transforma na capital do cinema da língua portuguesa. A 5º edição do Cineport, que neste ano homenageia a Cidade do Cabo, promete movimentar o cenário cultural e promover o intercâmbio entre mais de sete países. O público estimado para o evento, que será realizado na Usina Cultural da Energisa até o dia 25 deste mês, é de cerca de 50 mil participantes. A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) apoia o projeto.

Com o objetivo de integrar e promover o mercado cinematográfico dos países de língua portuguesa, o Cineport irá reunir personalidades ligadas ao audiovisual de diversos países, estimulando o intercâmbio cultural, promovendo encontros, seminários, painéis, debates, conferências, mostras, lançamentos de publicações, DVDs, filmes e vídeos.

Esta será a terceira edição do evento realizado em João Pessoa e faz com que o Cineport entre nos roteiros turísticos culturais da Capital, que agregam conhecimento e bagagem cultural para os turistas, promovendo e valorizando os atrativos regionais.

Para este ano, estão sendo esperados participantes da Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e de diversas partes do Brasil.

Segundo o secretário de Turismo João Pessoa, Francisco Linhares, o evento fortalece o calendário cultural da cidade. "O Cineport proporciona aos pessoenses e visitantes a oportunidade e a opção de participar de um evento que agrega experiências importantes dos países de língua portuguesa na promoção de um dos mais relevantes segmentos da economia criativa no mundo”, enfatiza Linhares.

O Cineport é realizado pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, patrocinado pela Energisa por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem o apoio pelo Governo do Estado da Paraíba e da Prefeitura de João Pessoa.

Turismo – Durante o evento, a Setur e a PBTur disponibilizarão Posto de Informações Turísticas (PITs), com objetivo de auxiliar as pessoas que visitam a cidade, tirando as dúvidas mais frequentes e dando informações sobre a história, localização de meios de hospedagem, agenciamento, alimentação, transportes e os principais atrativos de João Pessoa.

Filmes concorrentes – Neste ano, a escolha prévia dos vencedores do Troféu Andorinha Longa aconteceu por meio de um júri composto por renomados críticos de cinema e jornalistas da área: Carlos Alberto Mattos, que presidiu os trabalhos, José Geraldo Couto, Marcelo Miranda e Renato Félix, representantes do Brasil; e Luisa Sequeira, Carla Fernandes, Rui Tendinha e António Loja Neves, representantes de Portugal e África.

Já os filmes da Competição Troféu Andorinha Curta foram selecionados por um júri formado pelo cineasta e documentarista Marcos Pimentel, que presidiu os trabalhos; pelo cineasta Rafael Conde; pelo jornalista Fernando Trevas e pelo cinéfilo Alexandre Moreira.

Nas categorias animação, documentário e ficção foram selecionados 33 filmes, que serão apreciados durante o Festival por um júri composto por Antônio Loja Neves, da África, Kátia Machado, do Brasil, e Kátia Salgueiros, de Portugal.

Os filmes inscritos para o Prêmio Energisa Estímulo ao Audiovisual Paraibano serão exibidos e analisados também durante o Festival. O vencedor será julgado por uma comissão formada por Rodrigo Areia, de Portugal, e Luís Carlos Lacerda e Carlos Alberto Matos, ambos do Brasil.



Homenageada - Com 17 anos de carreira, Sara Tavares possui uma identidade musical capaz de integrar diversos elementos, sejam eles africanos, portugueses ou universais. Partindo da música soul americana que cantava na adolescência, ela passou pela intensidade espiritual do gospel até chegar a uma sonoridade muito própria ou mesmo única. Hoje, é uma das maiores representantes de uma musicalidade que nasce em Lisboa, mas que se inspira no passado africano.


PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA DO CINEPORT

DIA 19 – SEGUNDA FEIRA

19h30

Inauguração da Sala Vladimir Carvalho

A sala é uma homenagem ao cineasta e documentarista paraibano, que integrou o movimento Cinema Novo, tornando-se um dos mais importantes cineastas brasileiros pela sua cinematografia documentária inovadora.

19h45

Livraria da Usina

Lançamento do Livro

Um Olhar na Música Popular - Cristina Granato

O livro comemora as três décadas de vida profissional da jornalista e fotógrafa Cristina Granato, detentora de uma obra documental de alta relevância sobre a vida musical e cultural carioca. As imagens registradas por Cristina contam a história da música popular brasileira nos palcos do Rio de Janeiro desde 1978.
20h

Sala Vladimir Carvalho

Sessão Prêmio Energisa – FIC

Negócio de menino com menina, de Marcus Vilar – 8'

As folhas, de Deleon Souto –14'

Borra de café, de Aluizio Guimarães – 18'

Antoninho, de Laércio Ferreira – 24'

Um céu de boca beijada, de Pablo Maia – 7'

Cinemameu, de Rodrigo A. Quirino – 13'

Escravos de Jô, de Daniel Araújo Rodrigues – 20'

Tenda Andorinha

Abertura do Festival Cineport

Paraiwa - Pontão de Cultura da Caatinga

O Pontão de Cultura Digital - Multivisualnet Caatinga é um projeto do Paraiwa – Coletivo de Assessoria e Documentação com o patrocínio do Ministério da Cultura/Secretaria de Cidadania Cultura/Programa Cultura Viva, que tem o objetivo de capacitar 105 jovens e 35 professores em Tecnologia da Informação e Comunicação, capacitando-os no uso de recursos da linguagem audiovisual, de seis municípios da Paraíba e um de Pernambuco, produzindo conteúdos multimídia sobre o Bioma Caatinga.

Filme - Catolé do Rocha - Casa do Beradêro – 5'

Cabo Verde - País Homenageado

Fragmentos de Mindelo

Mindelo é a capital cultural de Cabo Verde. Gerações de escritores, pintores, cantores, intelectuais constituíram ao longo do tempo a expressão máxima da arte e do pensamento cabo-verdiano. Fragmentos da vida de seus habitantes revelam a força de sua história, a beleza de sua criatividade e sobretudo a resistência contra os flagelos da vida mindelense, porto de encontro de diversas nacionalidades. 75'

22h

Sala Vladimir Carvalho

Sessão Prêmio Energisa – FIC

Paraiwa - Pontão de Cultura da Caatinga

Filme – Movimento estudantil de 69 – 5'



Metafísica, de Eduardo Gomes – 12'

Direita, de Marcelo Quixaba Gonçalves – 5' 13”

Viventes, de Jacinto Moreno – 18'

Na companhia dos faisões, de Silvio Sá – 17'

P.S. Dama, de Everaldo Vasconcelos – 27'

Mais denso que sangue, de Ian Abe – 15'

O hóspede, de Anacã Agra e Ramon Porto Mota – 17'


Tenda Andorinha

Sessão Andorinha Filme Vencedor

Melhor Atriz Coadjuvante – Catarina Wallenstein (Portugal)

Filme - Um amor de perdição

Esta poderia ser a história de um encontro entre Simão (Tomás Alves) e Teresa (Ana Moreira), sob fundo de conflito entre duas famílias da burguesia portuguesa. Simão é um adolescente quase criança, solitário, intransigente, narcisista, destrutivo e suicida que atrai como uma aura fatal, uma luz negra, a maior parte das pessoas com quem se cruza. Mas Teresa existe, ou é apenas uma ideia, uma imagem, um reflexo? Teresa é uma aparição. Um pretexto para uma revolta amoral e violenta, para um amor de perdição.

23h

Tenda Música

Show

Udigrudi Paraibano Livre

O músico FábbioQ e a jornalista Olga Costa apresentam show com um time de músicos do Udigrudi paraibano no palco do Cineport.

CULTURA DO PT NACIONAL

Comissão da Verdade mobiliza artistas e intelectuais e pode ser votada esta semana

Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, deverá acompanhar a entrega do manifesto ao presidente da Câmara

Personalidades da academia e do mundo artístico lançaram manifesto em apoio à criação da Comissão da Verdade. Nomes como Leonardo Boff, Emir Sader, Marilena Chauí e Fernando Morais estão à frente da iniciativa, que já conta com as adesões dos cantores e compositores Chico Buarque e Caetano Veloso e da cantora Alcione.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, deverá acompanhar a entrega do manifesto ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), em visita que ocorrerá nesta quarta-feira (21).

“A democracia não nos foi dada, ela foi conquistada por uma geração que não se calou diante da opressão. A experiência vivenciada naquele período de repressão marcou vidas e foi capaz de mudar a história, mas ainda não podemos celebrar a democracia se não tivermos pleno conhecimento das violações cometidas nesse passado tão recente”, diz o manifesto (confira a íntegra abaixo).

O PL 7376/10 - que cria o órgão - depende da costura de um acordo de lideranças para ser votado ainda esta semana.

Na opinião do deputado Emiliano José (PT-BA), o manifesto expressa um amplo clamor da sociedade. “Corresponde a um anseio nacional. Estes artistas e intelectuais estão em consonância com o anseio da sociedade brasileira pela verdade e pelo respeito à memória histórica, pela reconciliação nacional. A Comissão da Verdade será um passo adiante na consolidação da democracia no Brasil e os criadores do manifesto estão sintonizados com esta perspectiva”, comemorou Emiliano José, ex-preso político da ditadura encerrada em 1985.

Para o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), “é fundamental o maior apoio social possível para a criação da Comissão da Verdade”.

Em artigo para o site da revista Carta Capital, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) sintetizou as razões que justificam a criação da comissão. “Apesar dos avanços democráticos, algumas cicatrizes deixaram estampadas as marcas de uma ação desumana e cruel: a tortura, a morte e o desaparecimento de centenas de brasileiros. Ainda hoje não se sabe o número exato dessas vítimas, mas certamente somam-se as centenas. A Comissão da Verdade busca apenas reparar esses erros. Não há qualquer sentido de vingança, de arbítrio ou de caça às bruxas.”, afirma Zeca Dirceu no texto.

Rogério Tomaz Jr.

Manifesto de apoio à criação da Comissão da Verdade

As oportunidades da vida nos levaram ao caminho da arte, da música e do espetáculo e, ao seguirmos esses passos, nos transformamos não apenas em artistas e intelectuais, mas em militantes da liberdade, já que temos a possibilidade de expressar nossas ideias e nossos sonhos na linguagem da arte e do conhecimento.

A democracia não nos foi dada, ela foi conquistada por uma geração que não se calou diante da opressão. A experiência vivenciada naquele período de repressão marcou vidas e foi capaz de mudar a história, mas ainda não podemos celebrar a democracia se não tivermos pleno conhecimento das violações cometidas nesse passado tão recente.

O que nos move nesse momento é a esperança de que os parlamentares possibilitem a atual e as futuras gerações o conhecimento desses fatos, para sabermos a verdadeira verdade. Como defensores da livre expressão do pensamento e da democracia, manifestamos ao Congresso Nacional nosso desejo de aprovação do Projeto de Lei 7.376/2010, que cria a Comissão Nacional da Verdade para que essas violações sejam lembradas e conhecidas pelo povo brasileiro, pois essa é a única forma de garantirmos que isso nunca mais aconteça.

Chegou a hora da verdade que o Brasil tanto espera.

Site Liderança do PT na Câmara

sábado, 10 de setembro de 2011

EBC - EMPRESA BRASIL COMUNICAÇÃO PREPARA MANUAL PARA JORNALISTAS

http://www.ebc.com.br/artigo/2011-08-16/ebc-prepara-manual-de-jornalismo-para-seus-canais-públicos

A Empresa Brasil de Comunicação - EBC está elaborando o seu Manual de Jornalismo, documento que orientará a produção de conteúdos informativos e jornalísticos dos canais públicos geridos pela empresa. Vale dizer, TV Brasil, Agência Brasil, Rádios EBC e Radioagência Nacional.

Um grupo de trabalho composto por profissionais de diferentes canais começou a trabalhar em abril na elaboração da proposta preliminar, em sintonia com as recomendações expressas pelo Conselho Curador em sua Resoluções 05/2010 e 06/2010. Uma destas recomendações é a de que sejam tornados públicos, pela EBC, os “princípios e conceitos orientadores” da produção do documento, permitindo que a sociedade brasileira participe das discussões sobre a elaboração das regras editoriais para estes canais que, em ultima instância, a ela pertencem.

Estes princípios, que aqui divulgamos para conhecimento geral e participação de todos os interessados no debate, emanam da Constituição da República Federativa do Brasil, da Lei 11.652/2008, que autorizou a criação da EBC, do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração da Unesco sobre os Meios de Comunicação e dos fundamentos acadêmicos e práticos do jornalismo como serviço público, pautado pela ética, o interesse público, a isenção, a independência, o compromisso com a verdade e com a pluralidade de fontes e opiniões. A prática quotidiana do jornalismo da EBC acolhe e valoriza a participação do cidadão, veiculando produções e abrindo-se às suas colaborações na criação e elaboração de pautas. Estas práticas se aprimoram à medida em que a empresa agrega tecnologias que favorecem esses processos. Estes são princípios que a EBC já pratica em seu jornalismo, mesmo não estando ainda em vigor o Manual de Jornalismo.

A portaria 102, de 11/04/2011, que deflagrou o processo interno de elaboração do Manual, definiu os seguintes princípios e conceitos orientadores do trabalho:

A valorização da liberdade de imprensa e de expressão como fundamentos da democracia;
o direito do cidadãos à informação e à comunicação e à livre manifestação de opinião e pensamento; a busca do pluralismo regional e da expressão da diversidade social, regional, étnica e cultural do Brasil devem pautar o jornalismo praticado pelos canais da EBC;
a busca da verdade e da precisão, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e à diversidade de opiniões são fundamentos da credibilidade, patrimônio maior da imprensa livre e da comunicação democrática;
a responsabilidade social é condição essencial ao exercício do jornalismo e à liberdade de imprensa;
o respeito aos direitos do cidadão, sem distinção de qualquer natureza e a rejeição de toda e qualquer forma de preconceito são compromissos do jornalismo praticado pela EBC;
a observância da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos princípios fundamentais da Constituição brasileira e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros são essenciais ao exercício do jornalismo nos canais da EBC;
A preservação da Língua Portuguesa e da Cultura Brasileira, com respeito à diversidade e às identidades culturais são indispensáveis ao exercício do jornalismo nos canais da EBC.
A direção da EBC agrega ainda a estes enunciados os princípios fundamentais da atividade jornalística constantes da Declaração da Unesco sobre o tema, aprovados em 1983 como subsídios para as formulações deontológicas:


Princípio I: O direito dos povos a uma informação verídica - 
O povo e os indivíduos têm o direito de receber uma imagem objetiva da realidade, pelo canal de uma informação precisa e completa, e de se exprimirem livremente por intermédio de diversos meios de difusão da cultura e da comunicação.
Princípio II: O respeito do jornalista pela realidade objetiva 

A tarefa primordial do jornalista é servir o direito do povo a uma informação verídica e autêntica, respeitando com honestidade a realidade objetiva, colocando conscientemente os fatos no seu contexto adequado, salientando os seus elos essenciais, sem provocar distorções, desenvolvendo toda a capacidade criativa do jornalista, para que o público receba um material apropriado que lhe permita formar uma imagem precisa e coerente do mundo, na qual a origem, a natureza e a essência dos acontecimentos, processos e situações sejam compreendidas de uma forma tão objetiva quanto possível.
Princípio III: A responsabilidade social do jornalista

No jornalismo, a informação é compreendida como um bem social e não como um simples produto. Isto significa que o jornalista partilha a responsabilidade da informação transmitida. Por isso é responsável, não só perante os que dominam os media mas, em última análise, perante o grande público, tendo em conta a diversidade dos interesses sociais. A responsabilidade social do jornalista exige que ele aja, em todas as circunstâncias, em conformidade com a sua própria consciência ética.
Princípio IV: A integridade profissional do jornalista

O papel social do jornalista exige que a profissão mantenha um alto nível de integridade. Isso inclui o direito que o jornalista tem de não trabalhar ao arrepio das suas convicções ou de não revelar as suas fontes de informação bem como o direito de participar na tomada de decisões no media que o emprega. A integridade da profissão proíbe o jornalista de aceitar qualquer forma de remuneração ilícita e de promover interesses privados contrários ao bem-estar geral. O respeito pela propriedade intelectual, nomeadamente pela abstenção do plágio, faz igualmente parte do comportamento ético do jornalista.
Princípio V: Acesso e participação do público

O caráter da profissão exige além disso que o jornalista favoreça o acesso do público à informação e à participação do público nos media, incluindo a obrigação de correção ou de retificação e o direito de resposta. 

Princípio VI: Respeito pela vida privada e pela dignidade do homem

O respeito pelo direito do indivíduo à vida privada e à dignidade humana, em conformidade com as disposições do direito internacional e nacional sobre a proteção dos direitos e da reputação de outrem, proibindo a difamação, a calúnia, a injúria e a insinuação malévola, faz parte integrante das normas profissionais do jornalista. 
PRINCÍPIO VII: RESPEITO PELO INTERESSE PÚBLICO 
As normas profissionais do jornalista prescrevem o pleno respeito pela comunidade nacional, pelas suas instituições democráticas e pela moral pública.
Princípio VIII: Respeito pelos valores universais e pela diversidade das culturas
O verdadeiro jornalista defende os valores universais do humanismo, em particular a paz, a democracia, os direitos do homem, o progresso social e a libertação nacional, respeitando ao mesmo tempo o caráter distintivo, o valor e a dignidade de cada cultura assim como o direito de cada povo a escolher livremente e a desenvolver os seus sistemas político, social, econômico e cultural. Assim, o jornalista participa ativamente nas transformações sociais orientadas para uma melhoria democrática da sociedade e contribui, pelo diálogo, para estabelecer um clima de confiança nas relações internacionais, de modo a favorecer em toda a parte a paz e a justiça, o desanuviamento, o desarmamento e o desenvolvimento nacional. Compete ao jornalista, por razões de ética profissional, conhecer as disposições que, a este respeito, estão contidas nas convenções internacionais, declarações e resoluções.
Princípio IX: A eliminação da guerra e outros flagelos que afligem a humanidade

O compromisso ético para com os valores universais do humanismo obriga o jornalista a abster-se de toda a forma de apologia ou de incitamento favorável às guerras de agressão e à corrida aos armamentos, especialmente às armas nucleares, e a todas as outras formas de violência, de ódio ou de discriminação, especialmente o racismo e o apartheid, e incita-o a resistir à opressão dos regimes tirânicos, a extirpar o colonialismo e neocolonialismo, bem como outros grandes flagelos que afligem a humanidade, tais como a miséria, a desnutrição e a doença. Com isso, o jornalista pode contribuir para eliminar a ignorância e a incompreensão entre os povos, para sensibilizar os cidadãos de um país para as necessidades e desejos dos outros, para garantir o respeito pelos direitos e pela dignidade de todas as nações, de todos os povos e de todos os indivíduos, sem distinção de raça, de sexo, de língua, de nacionalidade, de religião ou de convicções filosóficas.
Princípio X: Promoção de uma nova ordem mundial da informação e da comunicação
O jornalista trabalha no mundo contemporâneo na perspectiva do estabelecimento de relações internacionais novas em geral e de uma nova ordem da informação em particular. Esta nova ordem, concebida como parte integrante da nova ordem econômica internacional, visa a descolonização e a democratização, tanto no plano nacional como internacional, tendo por base a coexistência pacífica entre os povos no pleno respeito pela sua identidade cultural. O jornalista tem o dever especial de promover a democratização das relações internacionais no domínio da informação, salvaguardando e encorajando nomeadamente as relações pacíficas e amigáveis entre os Estados e os povos.”.