por Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo
Cresce a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff trocar a chefia do Ministério da Cultura. Após 5 meses à frente da pasta, a ministra Ana de Hollanda dá sinais de esgotamento e isolamento - e fontes do governo dizem que a presidente está incomodada com a "paralisia" no setor cultural. No Congresso Nacional, os deputados da base de apoio ao governo já pressionam fortemente para que seja tomada uma decisão que destrave o MinC - falando abertamente na demissão da ministra.
Ana de Hollanda. Posições a respeito do Ecad ainda estão no centro da polêmica
"Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas. É isso que está em jogo. Se não existisse uma política construída, poderíamos ter um grau de tolerância maior (em relação à ministra), mas se ela achar que não pode conduzir essa política, deve ser substituída. Senão, pode acabar respingando na presidenta", disse o deputado José Nazareno Cardeal Fonteles, do PT do Piauí.
Fonteles assinou o manifesto que circula na internet, subscrito até ontem por mais de 2 mil pessoas, e que pede mudança urgente nos rumos do MinC. Nazareno integra a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Ontem, o deputado Alexandre Molon (PT-RJ) pediu uma audiência na Comissão de Educação e Cultura da Câmara para discutir as relações entre o MinC e o Ecad.
Os rumores sobre a queda de Ana de Hollanda tiveram o volume aumentado após revelações, pelo Estado e pelo jornal O Globo, de fraudes no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad). A ministra manifestou-se abertamente, repetidas vezes, contra a fiscalização no órgão. O Globo chegou a divulgar emails de dirigentes do Ecad que se referem a uma certa "amiga do Ecad" no MinC.
Em Brasília, dois nomes já foram até cogitados publicamente para substituir Ana de Hollanda. Ambos são seus secretários: Marta Porto e Sérgio Mamberti. O primeiro surgiu no blog do jornalista Renato Rovai, que tem relações próximas no PT e edita a revistaForum. "Uma parte do setor petista que está no Ministério da Cultura tem conversado sobre o nome de Marta Porto, atual secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, para substituir a atual ministra Ana de Holanda", escreveu Rovai.
"Este blogue conversou com diferentes pessoas que foram consultadas sobre o que achavam da substituição. A articulação passa pela sala do presidente da Funarte, Antonio Grassi, que teria se convencido de que não está valendo à pena sustentar Ana de Holanda no cargo. Grassi, um dos principais articuladores do nome de Ana, discordou dela quando da retirada do Creative Commons do site do MinC, mas não levou o debate a público", finaliza o texto.
A contrariedade com a ministra também chegou ao Senado. Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que já há elementos suficientes para pedir uma CPI "sobre as relações do Ministério da Cultura com o Ecad", o que ele pretende fazer nos próximos dias. O senador Rodrigues pensa em inquirir a ministra sobre recente sabatina a que ela foi submetida no Congresso, na qual ela teria dito: "Vocês acham que a Dilma nomearia uma ministra com relações com o Ecad?" A se confirmar o conteúdo nos emails trocados entre dirigentes do Ecad, a ministra poderia ter mentido no plenário sobre suas relações com o órgão. "A gente parte do pressuposto de que o que é dito por um ministro de Estado é a verdade, mas o que ela disse não está combinando com os fatos que estão surgindo", afirmou.
Nota do MinC, ontem, dizia o seguinte: "Nessa reta de finalização do anteprojeto que atualiza a Lei de Direitos Autorais, é papel do MinC ter interlocução com todos os segmentos envolvidos no tema. Isso não significa, de maneira alguma, dar abertura para quaisquer tratativas que não as estritamente permitidas e recomendadas pela ética".
O ator José de Abreu, que manteve uma postura ponderada até alguns dias atrás, dizendo torcer pelo sucesso de Ana de Hollanda e de uma agenda positiva, já aderiu também ao movimento pela substituição da ministra. "Conversei com companheiros da base aliada. Parlamentares, membros dos partidos, ministros e ex-ministros. Refleti e cheguei a uma conclusão", disse o ator. "Na semana passada comuniquei à ministra que retirava meu apoio." Segundo Abreu, a Carta Aberta à Presidente Dilma já deveria ter circulado há dois meses, mas ele próprio pediu paciência aos militantes para segurar o documento.
Consultadas, fontes oficiais do MinC dizem considerar tudo uma boataria, plantada por interesses alheios ao debate que se trava no MinC neste momento. Mas os atos da ministra têm provocado reações imediatas. Nota do ministério desmentindo qualquer vinculação da pasta com o Ecad, ontem, indiretamente acusava a gestão anterior, de Juca Ferreira e Gilberto Gil, de não ter feito o debate sobre o direito autoral de forma transparente e democrática. Com isso, a grita contra Ana só fez crescer no Twitter
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
CONVOCAÇÃO DOS SÓCIOS E SIMPATIZANTES - ASSOCIAÇÃO ANJO AZUL
ASSEMBLEIA GERAL
ELEIÇÃO NOVA DIRETORIA - biênio 2011 2013
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL
06 DE MAIO 2011
Rua Gabriel Malagrida, 54 imediações da Praça joão pessao e Faculdade de Direito
centro histórico - João Pessoa Paraíba
17:00hs
ELEIÇÃO NOVA DIRETORIA - biênio 2011 2013
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL
06 DE MAIO 2011
Rua Gabriel Malagrida, 54 imediações da Praça joão pessao e Faculdade de Direito
centro histórico - João Pessoa Paraíba
17:00hs
segunda-feira, 2 de maio de 2011
CARTA À EXCELENTÍSSIMA PRESIDENTA DILMA ROUSSEF
... cobrando coerência na política cultural
http://www.mobilizacultura.org/
Carta à Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff
Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff,
Esta carta é uma manifestação de pessoas e organizações da sociedade civil e busca expressar nosso extremo desconforto com as mudanças ocorridas no campo das políticas culturais, zerando oito anos de acúmulo de discussões e avanços que deram visibilidade e interlocução a um Ministério até então subalterno. Frustrando aqueles que viam no simbolismo da nomeação da primeira mulher Ministra da Cultura do Brasil a confirmação de uma vitória, essa gestão rapidamente se encarregou de desconstruir não só as conquistas da gestão anterior, mas principalmente o inédito, amplo e produtivo ambiente de debate que havia se estabelecido.
Os signatários desta carta acreditam na continuidade e no aprofundamento das políticas bem-sucedidas do governo Lula. Essas políticas estão sintetizadas no Plano Nacional de Cultura, fruto de extenso processo de consultas públicas que foi transformado em lei sancionada pelo presidente, e que agora está sendo ignorado pela ministra. Afirmamos que, se a gestão anterior teve acertos, foi por procurar aproximar o Ministério das forças vivas da cultura, compreendendo que há um novo protagonismo por parte de indivíduos, grupos e populações até então tidos como “periféricos”, entendendo as extraordinárias possibilidades da Cultura Digital. Essa não é apenas uma discussão sobre ferramental tecnológico e jurídico, mas sobre todo um novo contexto criativo e cultural, pois essas tecnologias têm sido apropriadas e reinventadas em alguma medida por esses novos atores. É nesse território fundamental, da inserção da Cultura Digital no centro das discussões de políticas culturais do Ministério e da busca da capilaridade de programas como o Cultura Viva, com os Pontos de Cultura, que a Ministra sinalizou firmemente um retrocesso.
Ao bloquear o processo de reforma da lei dos Direitos Autorais, ignorando as manifestações recebidas durante 6 anos de debates, 150 reuniões realizadas em todo o país, 9 seminários nacionais e internacionais, 75 dias de consulta pública através da internet que receberam 7863 contribuições, a Ministra afronta todo um enorme esforço democrático de compreensão e elaboração. Se há uma explicação constrangedora nessa urgência em barrar uma dinâmica política tão saudável, é a de vir em socorro a instituições ameaçadas em seus privilégios, como o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as associações que o compõem, que apoiaram de forma explícita e decidida as políticas culturais e o candidato derrotado no pleito eleitoral presidencial.
Mas esse “socorro”, como dissemos, se dá ao arrepio da Lei 12.343 de 2 de dezembro de 2010, que aprovou o PNC, estabelecendo claramente a obrigação de reforma da Lei dos Direitos Autorais (conforme os itens 1.9.1 e 1.9.2 que determinam “criar instituição especificamente voltada à promoção e regulação de direitos autorais e suas atividades de arrecadação e distribuição” e “revisar a legislação brasileira sobre direitos autorais, com vistas em equilibrar os interesses dos criadores, investidores e usuários, estabelecendo relações contratuais mais justas e critérios mais transparentes de arrecadação e distribuição”). Ao afirmar que o texto da lei é “ditatorial” e que a proposta construída durante o governo Lula é “controversa” e não atende os “interesses dos autores”, a Ministra deliberadamente mistura o interesse dos criadores com o dos intermediários, e contrabandeia para o seio do governo Dilma precisamente as posições derrotadas com a eleição da Presidenta.
A questão da retirada da licença Creative Commons do portal do MinC também merece ser mencionada, por seu simbolismo. O Ministério da Cultura do governo Lula foi pioneiro em reconhecer que as leis de direito de autor estão em descompasso com as práticas desta época, e que seria imperioso aprimorá-las em favor dos criadores e do amplo acesso à cultura. Esse avanço foi expresso no PNC no item 1.9.13, que prevê ”incentivar e fomentar o desenvolvimento de produtos e conteúdos culturais intensivos em conhecimento e tecnologia, em especial sob regimes flexíveis de propriedade intelectual”. Ao contrário do que tem dito a ministra, as licenças CC e similares visam regular a forma de remuneração do artista, e não impedi-la. Elas buscam ampliar o poder do autor em relação à sua obra e adaptar-se às novas formas de produção, distribuição e remuneração, aos novos modelos de negócio que essas tecnologias possibilitam.
Assim, entendemos que as iniciativas da atual gestão do Ministério da Cultura não são fiéis nem à sua campanha presidencial, nem ao Plano Nacional de Cultura e nem à discussão acumulada, representando, na melhor das hipóteses, um voluntarismo desinformado e desastroso, e na pior delas um retrocesso deliberado. Apoiamos a Presidenta Dilma Rousselff em sua manifestada intenção de continuar valorizando e promovendo a cultura brasileira, fortalecendo uma liderança global em discussões onde a nossa postura inovadora vinha se destacando dos modelos conservadores pregados pela indústrias cultural hegemônica dos Estados e da Europa. Não à toa, os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores assumiram a liderança munidal na aprovação da Convenção da Diversidade Cultural, que se constituiu em elemendo fundamental para a promoção da autonomia dos grupos culturais, reconhecendo as tecnologias desenvolvidas pela sociedade e garantindo seu acesso, como o discurso do próprio Minc apontada em 2009.
Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Cultura se coadune à perspectiva deste governo. Os signatários desta Carta Aberta solicitam uma audiência com a presidência, com o objetivo de debater a orientação das políticas culturais do governo Dilma. Não se trata de questões pontuais, mas de concepção, de orientação política do mandato que, no campo da cultura, vem constrangendo aqueles que trabalham pela continuidade e ampliação das políticas construídas ao longo do governo Lula.
Signatários – Entidades e Pessoas que elaboraram a Carta
Fora do Eixo – www.foradoeixo.org.br
GPOPAI – Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação – www.gpopai.usp.br
Casa da Cultura Digital – www.casadaculturadigital.com.br
Transparência Hacker - http://thacker.com.br/
IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – www.idec.org.br
NEDAC – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito, Artes e Políticas Culturais – www.nedac.com.br
Móveis Coloniais de Acaju – www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br
PILOTIS – Associação Pilotis Para Trabalho em Arte e Cultura
CBAC-DF – Comissão de Bandas e Artistas Circulantes do Distrito Federal
Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Teia Casa de Criação – www.teia.org.br
Centro do Teatro do Oprimido – www.ctorio.org.br
Pontão de Cultura Nós Digitais – nosdigitais.teia.org.br
Coletivo Digital – www.coletivodigital.org.br
Movimento Partido da Cultura – partidodacultura.blogspot.com
Revista Fórum – www.revistaforum.com.br
Ajuntaê | Campinas (SP) http://coletivoajuntae.blogspot.com/
Alona Cultural I Londrina (PR) www.acenalondrina.blogspot.com
Amerê Coletivo I São Paulo (SP) www.toquenobrasil.com.br
Associação do Rock do Sertão da Paraíba | Cajazeiras (PB)
Bigorna Produções I Campo Grande (MS) www.bigornaproducoes.blogspot.com
Canoa Cultural I Boa Vista (RR) www.tomarrock.com
Casarão Cultural Floresta Sonora (PA)
CECAC | Serrana (SP) http://parquimcecac.org/
Centro Cultural DoSol | Natal (RN) www.dosol.com.br
Cidadão do Mundo I São Caetano (SP) www.cidadaodomundo.org.br
Cidadela | Rio de Janeiro (RJ)
Coletivo 77 l Barbacena (MG)
Coletivo A Margem | Itabirito (MG)
Coletivo Arrastão | Belo Horizonte (MG)
Coletivo Brejo I Piracanjuba (GO) http://coletivodobrejo.blogspot.com
Coletivo Catraia I Rio Branco (AC) www.coletivocatraia.blogspot.com
Coletivo Colcheia l Sete Lagoas (MG) http://coletivocolcheia.blogspot.com/
Coletivo Cuia | Manaus (AM)
Coletivo Cultcha I Taguatinga (DF) www.coletivocultcha.blogspot.com
Coletivo Cumbuca Cultural | Teresina (PI)
Coletivo Difusão I Manaus (AM) http://foradoeixo.org.br/coletivo-difusao
Coletivo Esquina I Brasília (DF) www.coletivoesquina.wordpress.com
Coletivo Goiaba Rock I Inhumas (GO) www.goiabarock.blogspot.com
Coletivo Goma I Uberlândia (MG) www.gomamg.blogspot.com
Coletivo Megafônica I Belém (PA) www.megafonica.blogspot.com
Coletivo Megalozebu I Uberaba (MG) www.megalozebu.blogspot.com
Coletivo Multi | Vitória (ES) http://coletivomulti.org/
Coletivo Mundo I João Pessoa (PB) www.coletivomundo.com.br
Coletivo Natora I Campina Grande (PB) www.natoracoletivo.com.br
Coletivo Palafita I Macapá (AP) www.coletivopalafita.blogspot.com
Coletivo Pegada I Belo Horizonte (MG) www.coletivopegada.org
Coletivo Peleja I Patos de Minas (MG) www.coletivopeleja.blogspot.com
Coletivo Pequi I Anápolis (GO) www.coletivopequi.wordpress.com
Coletivo Popfuzz I Maceió (AL) www.popfuzz.com.br
Coletivo Retomada I Montes Claros (MG) www.retomadamoc.blogspot.com
Coletivo Sem Paredes l Juíz de Fora (MG)
Coletivo Semifusa I Ribeirão das Neves (MG) www.coletivosemifusa.blogspot.com
Coletivo Suíça Baiana | Vitória da Conquista (BA)
Coletivo Vatos I Vespasiano (MG) www.coletivoazimute.wordpress.com
Coletivo Vilhena Rock I Vilhena (RO) www.vilhenarockzine.blogspot.com
Colméia Coletivo I Araraquara (SP) colmeiascoletivo.blogspot.com/
Corrente Cultural | Poços de Caldas (MG)
Edith Cultura | Bragança Paulista (SP) http://espacoedithcultura.blogspot.com/
Enxame Coletivo I Bauru (SP) www.enxamecoletivo.org
Espaço Cubo I Cuiabá (MT) www.espacocubo.org.br
Extremo Rock Sul I Porto Alegre (RS) www.associacaosonarcultural.wordpress.com
Feira Coletivo | Feira de Santana (BA) http://feiracoletivo.blogspot.com/
Fósforo Cultural I Goiânia (GO) www.fosforocultural.com.br
Fuligem | Ribeirão Preto (SP) http://coletivofuligem.zzl.org/
Guerrilha Gig | Franca (SP) http://blog.guerrilhagig.com/
Instituto Cultural Fórceps I Sabará (MG) www.forceps.com.br
Interior Alternativo I Ji Paraná (RO) www.interioralternativo.blogspot.com
Lumo Coletivo I Recife (PE) www.lumocoletivo.org
Macondo Coletivo I Santa Maria (RS) www.macondocoletivo.wordpress.com
Maiêutica | Paraibuna (SP) http://www.coletivomaieutica.blogspot.com/
Massa Coletiva I São Carlos (SP) foradoeixo.org.br/massacoletiva
Matula Sonora | Lavras (MG) www.matulasonora.blogspot.com
Pé de Cabra | Ipatinga (MG) http://www.rodavivadecultura.com.br
Ponte Plural (RJ) www.arariboiarock.com.br/
PVH Caos I Porto Velho (RO)
Quina Cultural I Salvador (BA) http://quinacultural.blogspot.com
Rasgada I Sorocaba (SP) rasgadacoletiva.com.br
Redecem I Fortaleza (CE) www.redecem.wordpress.com
Satolep | Pelotas (RS)
Casa Fora do Eixo São Paulo – casa.foradoeixo.org.br
Abrafin – Associação Brasileira dos Festivais Independentes – www.abrafin.com.br
Rede Universidade Nômade http://www.universidadenomade.org.br/
Revista Global/Brasil http://www.revistaglobalbrasil.com.br/
GP Cult – Grupo de Pesquisa em Direitos Autorais e Acesso à Cultura (ITR/UFRRJ) http://www.gpcult.org
Coletivo Soylocoporti
Associação Cultural Dynamite
Escola de Comunicação da UFRJ
Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ
OutroRock - http://outrorockbh.tumblr.com/
COMUM – Cooperativa da Música de Minas
Movimento Nova Cena (BH) - www.movimentonovacena.wordpress.com
Diretório Acadêmico Antônio Francisco Lisboa – EBA – UFMG – BH
Diretório Acadêmico Escola de Música da UFMG -BH - http://www.damusicaufmg.blogspot.com/
A Gente Se Fala Produções Artísticas Ltda – www.agentesefala.com.br
Associação Filmes de Quintal – MG – organizadora do forumdoc.bh
Comunidade educacional de Pirenópolis – COEPi-GO - www.coepi.org.br
Pontão de articulação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura - www.pontosdecultura.org.br
Cooperativa de serviços e Ideias Ambientais - Ecoodeia - www.ecooideia.org.br
Instituto Global Comunitário IGC – Inhumas -GO
Ponto de Cultura Casa de Maria
Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Festival Literário de Londrina
Coletivo Intervozes
Alex Antunes – Jornalista
Cláudio Prado – Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Pablo Capilé – Fora do Eixo
Pablo Ortellado – GPOPAI
Rodrigo Savazoni – Casa da Cultura Digital
Ladislau Dowbor – Economista
Oona Castro – Overmundo
Paulo Rená
Adriano Belisário - adrianobf@gmail.com – Pontão da ECO
Giuliano Djahjah Bonorandi - boreste@gmail.com – Pontão da ECO
Julio Braga – uliobraga69@gmail.com – Pontão da ECO
Marcelo Alvo – Rede Griô
Geo Britto – Ponto de Cultura
Caio Motta – Coletivo Difusão/Fora do Eixo
Leonardo Barbosa Rossato – Fora do Eixo/Partido da Cultura
Marcus Franchi – Colaborador Fora do Eixo
Samir Raoni – Ponto de Cultura/ Fora do Eixo
Rafael Rolim – Fora do Eixo
Alexandre Santini – Ponto de Cultura
Juliana Pagu – Rede Mulher
Talles Lopes – Abrafin
Fábio Pedroza – Móveis Coloniais de Acaju
Esdras Nogueira – Móveis Coloniais de Acaju
Heluana Quintas – Assessora Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
Otto Ramos – Fora do Eixo
Tarciana Portella
Marcelo Alvo – Rede Griô - marcelodashistorias@gmail.com
Sergio Branco – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Francisco – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Koichi Kameda – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Ronaldo Lemos – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Marília Maciel – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Bruno Magrani – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Eduardo Magrani – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Paula Martini – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Mizukami – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Luiz Fernando Marrey Moncau – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Arthur Protasio – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Jhessica Reia – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Carlos Affonso Pereira de Souza – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Markun – Transparência Hacker
Daniela B. Silva – Transparência Hacker
Lilian Starobinas – Transparência Hacker
Leandro Salvador – Transparência Hacker
Barbara Szaniecki – Revista Global/Ponto de Mídia Livre – www.revistaglobalbrasil.com.br
Allan Rocha de Souza – Advogado e Professor
Leandro Mendonça – Advogado e Professor
Messias Bandeira – UFBA
Juliana Nolasco
Ale Youssef – Studio SP
Guilherme Rosa Varella – IDEC
Ivana Bentes – UFRJ
Ricardo Targino – Cineasta
Fábio Maleronka – Casa da Cultura Digital
Sergio Amadeu – Sociólogo e militante do Software Livre
Felipe Altenfelder – Fora do Eixo
Idelber Avelar – Professor de Literatura Latino-Americana – Tulane University
Fabiana Motroni – Publicitária, escritora, ciberativista - Hub São Paulo / BlogueirasFeministas.com
Leoni - leoni@outrofuturo.com.br – cantor, compositor e músico
Dudu Falcão - ddfalcao@terra.com.br – compositor
Carlos Mills - carlosmills@gmail.com – produtor
Mu Carvalho - mu.carvalho@globo.com – compositor, arranjador e músico
Felipe Radicetti - felipe.radicetti@gmail.com - cantor e compositor
Tim Rescala - tim@timrescala.com.br - compositor e arranjador
Pierre Aderne - pierreaderne@gmail.com – cantor e compositor
Makely Ka - makelyka@yahoo.com.br - compositor
Uirá Porã – Articulador Cultural
Nelson Pretto – Professor
Giuseppe Cocco – Prof. Titular UFRJ
Renato Rovai – Jornalista
Cristiano Therrien – Advogado e professor de Direito Autoral
Rodrigo Otávio Tavares – Só Som Salva – Criolina
Beth Moura – Verdura Produções – Curitiba – PR
Rachel Braggato – Coletivo Soylocoporti
Érico Massoli – Coletivo Soylocoporti / Pontão de Cultura Kuai Tema
Diego Casaes – Transparência Hacker
Cezar Migliorin – Professor – Universidade Federal Fluminese
Bruno Cava – Escritor e mestrando em filosofia do direito pela UERJ
Daniel Rubens Miranda – Instituto Global Comunitário IGC / Inhumas -GO
Sebastião Donato Cirilo – Instituto Global Comunitário IGC / Inhumas -GO
Patricia Ferraz da Cruz - Diretora Presidente da COEPi - @patpiri - patriciaferraz007@gmail.com,
Jussara Pereira Pinto - Produtora da COEPi e do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros - jussarapinto@gmail.com,
http://www.mobilizacultura.org/
Carta à Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff
Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff,
Esta carta é uma manifestação de pessoas e organizações da sociedade civil e busca expressar nosso extremo desconforto com as mudanças ocorridas no campo das políticas culturais, zerando oito anos de acúmulo de discussões e avanços que deram visibilidade e interlocução a um Ministério até então subalterno. Frustrando aqueles que viam no simbolismo da nomeação da primeira mulher Ministra da Cultura do Brasil a confirmação de uma vitória, essa gestão rapidamente se encarregou de desconstruir não só as conquistas da gestão anterior, mas principalmente o inédito, amplo e produtivo ambiente de debate que havia se estabelecido.
Os signatários desta carta acreditam na continuidade e no aprofundamento das políticas bem-sucedidas do governo Lula. Essas políticas estão sintetizadas no Plano Nacional de Cultura, fruto de extenso processo de consultas públicas que foi transformado em lei sancionada pelo presidente, e que agora está sendo ignorado pela ministra. Afirmamos que, se a gestão anterior teve acertos, foi por procurar aproximar o Ministério das forças vivas da cultura, compreendendo que há um novo protagonismo por parte de indivíduos, grupos e populações até então tidos como “periféricos”, entendendo as extraordinárias possibilidades da Cultura Digital. Essa não é apenas uma discussão sobre ferramental tecnológico e jurídico, mas sobre todo um novo contexto criativo e cultural, pois essas tecnologias têm sido apropriadas e reinventadas em alguma medida por esses novos atores. É nesse território fundamental, da inserção da Cultura Digital no centro das discussões de políticas culturais do Ministério e da busca da capilaridade de programas como o Cultura Viva, com os Pontos de Cultura, que a Ministra sinalizou firmemente um retrocesso.
Ao bloquear o processo de reforma da lei dos Direitos Autorais, ignorando as manifestações recebidas durante 6 anos de debates, 150 reuniões realizadas em todo o país, 9 seminários nacionais e internacionais, 75 dias de consulta pública através da internet que receberam 7863 contribuições, a Ministra afronta todo um enorme esforço democrático de compreensão e elaboração. Se há uma explicação constrangedora nessa urgência em barrar uma dinâmica política tão saudável, é a de vir em socorro a instituições ameaçadas em seus privilégios, como o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as associações que o compõem, que apoiaram de forma explícita e decidida as políticas culturais e o candidato derrotado no pleito eleitoral presidencial.
Mas esse “socorro”, como dissemos, se dá ao arrepio da Lei 12.343 de 2 de dezembro de 2010, que aprovou o PNC, estabelecendo claramente a obrigação de reforma da Lei dos Direitos Autorais (conforme os itens 1.9.1 e 1.9.2 que determinam “criar instituição especificamente voltada à promoção e regulação de direitos autorais e suas atividades de arrecadação e distribuição” e “revisar a legislação brasileira sobre direitos autorais, com vistas em equilibrar os interesses dos criadores, investidores e usuários, estabelecendo relações contratuais mais justas e critérios mais transparentes de arrecadação e distribuição”). Ao afirmar que o texto da lei é “ditatorial” e que a proposta construída durante o governo Lula é “controversa” e não atende os “interesses dos autores”, a Ministra deliberadamente mistura o interesse dos criadores com o dos intermediários, e contrabandeia para o seio do governo Dilma precisamente as posições derrotadas com a eleição da Presidenta.
A questão da retirada da licença Creative Commons do portal do MinC também merece ser mencionada, por seu simbolismo. O Ministério da Cultura do governo Lula foi pioneiro em reconhecer que as leis de direito de autor estão em descompasso com as práticas desta época, e que seria imperioso aprimorá-las em favor dos criadores e do amplo acesso à cultura. Esse avanço foi expresso no PNC no item 1.9.13, que prevê ”incentivar e fomentar o desenvolvimento de produtos e conteúdos culturais intensivos em conhecimento e tecnologia, em especial sob regimes flexíveis de propriedade intelectual”. Ao contrário do que tem dito a ministra, as licenças CC e similares visam regular a forma de remuneração do artista, e não impedi-la. Elas buscam ampliar o poder do autor em relação à sua obra e adaptar-se às novas formas de produção, distribuição e remuneração, aos novos modelos de negócio que essas tecnologias possibilitam.
Assim, entendemos que as iniciativas da atual gestão do Ministério da Cultura não são fiéis nem à sua campanha presidencial, nem ao Plano Nacional de Cultura e nem à discussão acumulada, representando, na melhor das hipóteses, um voluntarismo desinformado e desastroso, e na pior delas um retrocesso deliberado. Apoiamos a Presidenta Dilma Rousselff em sua manifestada intenção de continuar valorizando e promovendo a cultura brasileira, fortalecendo uma liderança global em discussões onde a nossa postura inovadora vinha se destacando dos modelos conservadores pregados pela indústrias cultural hegemônica dos Estados e da Europa. Não à toa, os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores assumiram a liderança munidal na aprovação da Convenção da Diversidade Cultural, que se constituiu em elemendo fundamental para a promoção da autonomia dos grupos culturais, reconhecendo as tecnologias desenvolvidas pela sociedade e garantindo seu acesso, como o discurso do próprio Minc apontada em 2009.
Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Cultura se coadune à perspectiva deste governo. Os signatários desta Carta Aberta solicitam uma audiência com a presidência, com o objetivo de debater a orientação das políticas culturais do governo Dilma. Não se trata de questões pontuais, mas de concepção, de orientação política do mandato que, no campo da cultura, vem constrangendo aqueles que trabalham pela continuidade e ampliação das políticas construídas ao longo do governo Lula.
Signatários – Entidades e Pessoas que elaboraram a Carta
Fora do Eixo – www.foradoeixo.org.br
GPOPAI – Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação – www.gpopai.usp.br
Casa da Cultura Digital – www.casadaculturadigital.com.br
Transparência Hacker - http://thacker.com.br/
IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – www.idec.org.br
NEDAC – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito, Artes e Políticas Culturais – www.nedac.com.br
Móveis Coloniais de Acaju – www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br
PILOTIS – Associação Pilotis Para Trabalho em Arte e Cultura
CBAC-DF – Comissão de Bandas e Artistas Circulantes do Distrito Federal
Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Teia Casa de Criação – www.teia.org.br
Centro do Teatro do Oprimido – www.ctorio.org.br
Pontão de Cultura Nós Digitais – nosdigitais.teia.org.br
Coletivo Digital – www.coletivodigital.org.br
Movimento Partido da Cultura – partidodacultura.blogspot.com
Revista Fórum – www.revistaforum.com.br
Ajuntaê | Campinas (SP) http://coletivoajuntae.blogspot.com/
Alona Cultural I Londrina (PR) www.acenalondrina.blogspot.com
Amerê Coletivo I São Paulo (SP) www.toquenobrasil.com.br
Associação do Rock do Sertão da Paraíba | Cajazeiras (PB)
Bigorna Produções I Campo Grande (MS) www.bigornaproducoes.blogspot.com
Canoa Cultural I Boa Vista (RR) www.tomarrock.com
Casarão Cultural Floresta Sonora (PA)
CECAC | Serrana (SP) http://parquimcecac.org/
Centro Cultural DoSol | Natal (RN) www.dosol.com.br
Cidadão do Mundo I São Caetano (SP) www.cidadaodomundo.org.br
Cidadela | Rio de Janeiro (RJ)
Coletivo 77 l Barbacena (MG)
Coletivo A Margem | Itabirito (MG)
Coletivo Arrastão | Belo Horizonte (MG)
Coletivo Brejo I Piracanjuba (GO) http://coletivodobrejo.blogspot.com
Coletivo Catraia I Rio Branco (AC) www.coletivocatraia.blogspot.com
Coletivo Colcheia l Sete Lagoas (MG) http://coletivocolcheia.blogspot.com/
Coletivo Cuia | Manaus (AM)
Coletivo Cultcha I Taguatinga (DF) www.coletivocultcha.blogspot.com
Coletivo Cumbuca Cultural | Teresina (PI)
Coletivo Difusão I Manaus (AM) http://foradoeixo.org.br/coletivo-difusao
Coletivo Esquina I Brasília (DF) www.coletivoesquina.wordpress.com
Coletivo Goiaba Rock I Inhumas (GO) www.goiabarock.blogspot.com
Coletivo Goma I Uberlândia (MG) www.gomamg.blogspot.com
Coletivo Megafônica I Belém (PA) www.megafonica.blogspot.com
Coletivo Megalozebu I Uberaba (MG) www.megalozebu.blogspot.com
Coletivo Multi | Vitória (ES) http://coletivomulti.org/
Coletivo Mundo I João Pessoa (PB) www.coletivomundo.com.br
Coletivo Natora I Campina Grande (PB) www.natoracoletivo.com.br
Coletivo Palafita I Macapá (AP) www.coletivopalafita.blogspot.com
Coletivo Pegada I Belo Horizonte (MG) www.coletivopegada.org
Coletivo Peleja I Patos de Minas (MG) www.coletivopeleja.blogspot.com
Coletivo Pequi I Anápolis (GO) www.coletivopequi.wordpress.com
Coletivo Popfuzz I Maceió (AL) www.popfuzz.com.br
Coletivo Retomada I Montes Claros (MG) www.retomadamoc.blogspot.com
Coletivo Sem Paredes l Juíz de Fora (MG)
Coletivo Semifusa I Ribeirão das Neves (MG) www.coletivosemifusa.blogspot.com
Coletivo Suíça Baiana | Vitória da Conquista (BA)
Coletivo Vatos I Vespasiano (MG) www.coletivoazimute.wordpress.com
Coletivo Vilhena Rock I Vilhena (RO) www.vilhenarockzine.blogspot.com
Colméia Coletivo I Araraquara (SP) colmeiascoletivo.blogspot.com/
Corrente Cultural | Poços de Caldas (MG)
Edith Cultura | Bragança Paulista (SP) http://espacoedithcultura.blogspot.com/
Enxame Coletivo I Bauru (SP) www.enxamecoletivo.org
Espaço Cubo I Cuiabá (MT) www.espacocubo.org.br
Extremo Rock Sul I Porto Alegre (RS) www.associacaosonarcultural.wordpress.com
Feira Coletivo | Feira de Santana (BA) http://feiracoletivo.blogspot.com/
Fósforo Cultural I Goiânia (GO) www.fosforocultural.com.br
Fuligem | Ribeirão Preto (SP) http://coletivofuligem.zzl.org/
Guerrilha Gig | Franca (SP) http://blog.guerrilhagig.com/
Instituto Cultural Fórceps I Sabará (MG) www.forceps.com.br
Interior Alternativo I Ji Paraná (RO) www.interioralternativo.blogspot.com
Lumo Coletivo I Recife (PE) www.lumocoletivo.org
Macondo Coletivo I Santa Maria (RS) www.macondocoletivo.wordpress.com
Maiêutica | Paraibuna (SP) http://www.coletivomaieutica.blogspot.com/
Massa Coletiva I São Carlos (SP) foradoeixo.org.br/massacoletiva
Matula Sonora | Lavras (MG) www.matulasonora.blogspot.com
Pé de Cabra | Ipatinga (MG) http://www.rodavivadecultura.com.br
Ponte Plural (RJ) www.arariboiarock.com.br/
PVH Caos I Porto Velho (RO)
Quina Cultural I Salvador (BA) http://quinacultural.blogspot.com
Rasgada I Sorocaba (SP) rasgadacoletiva.com.br
Redecem I Fortaleza (CE) www.redecem.wordpress.com
Satolep | Pelotas (RS)
Casa Fora do Eixo São Paulo – casa.foradoeixo.org.br
Abrafin – Associação Brasileira dos Festivais Independentes – www.abrafin.com.br
Rede Universidade Nômade http://www.universidadenomade.org.br/
Revista Global/Brasil http://www.revistaglobalbrasil.com.br/
GP Cult – Grupo de Pesquisa em Direitos Autorais e Acesso à Cultura (ITR/UFRRJ) http://www.gpcult.org
Coletivo Soylocoporti
Associação Cultural Dynamite
Escola de Comunicação da UFRJ
Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ
OutroRock - http://outrorockbh.tumblr.com/
COMUM – Cooperativa da Música de Minas
Movimento Nova Cena (BH) - www.movimentonovacena.wordpress.com
Diretório Acadêmico Antônio Francisco Lisboa – EBA – UFMG – BH
Diretório Acadêmico Escola de Música da UFMG -BH - http://www.damusicaufmg.blogspot.com/
A Gente Se Fala Produções Artísticas Ltda – www.agentesefala.com.br
Associação Filmes de Quintal – MG – organizadora do forumdoc.bh
Comunidade educacional de Pirenópolis – COEPi-GO - www.coepi.org.br
Pontão de articulação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura - www.pontosdecultura.org.br
Cooperativa de serviços e Ideias Ambientais - Ecoodeia - www.ecooideia.org.br
Instituto Global Comunitário IGC – Inhumas -GO
Ponto de Cultura Casa de Maria
Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Festival Literário de Londrina
Coletivo Intervozes
Alex Antunes – Jornalista
Cláudio Prado – Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Pablo Capilé – Fora do Eixo
Pablo Ortellado – GPOPAI
Rodrigo Savazoni – Casa da Cultura Digital
Ladislau Dowbor – Economista
Oona Castro – Overmundo
Paulo Rená
Adriano Belisário - adrianobf@gmail.com – Pontão da ECO
Giuliano Djahjah Bonorandi - boreste@gmail.com – Pontão da ECO
Julio Braga – uliobraga69@gmail.com – Pontão da ECO
Marcelo Alvo – Rede Griô
Geo Britto – Ponto de Cultura
Caio Motta – Coletivo Difusão/Fora do Eixo
Leonardo Barbosa Rossato – Fora do Eixo/Partido da Cultura
Marcus Franchi – Colaborador Fora do Eixo
Samir Raoni – Ponto de Cultura/ Fora do Eixo
Rafael Rolim – Fora do Eixo
Alexandre Santini – Ponto de Cultura
Juliana Pagu – Rede Mulher
Talles Lopes – Abrafin
Fábio Pedroza – Móveis Coloniais de Acaju
Esdras Nogueira – Móveis Coloniais de Acaju
Heluana Quintas – Assessora Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
Otto Ramos – Fora do Eixo
Tarciana Portella
Marcelo Alvo – Rede Griô - marcelodashistorias@gmail.com
Sergio Branco – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Francisco – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Koichi Kameda – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Ronaldo Lemos – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Marília Maciel – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Bruno Magrani – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Eduardo Magrani – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Paula Martini – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Mizukami – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Luiz Fernando Marrey Moncau – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Arthur Protasio – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Jhessica Reia – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Carlos Affonso Pereira de Souza – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Markun – Transparência Hacker
Daniela B. Silva – Transparência Hacker
Lilian Starobinas – Transparência Hacker
Leandro Salvador – Transparência Hacker
Barbara Szaniecki – Revista Global/Ponto de Mídia Livre – www.revistaglobalbrasil.com.br
Allan Rocha de Souza – Advogado e Professor
Leandro Mendonça – Advogado e Professor
Messias Bandeira – UFBA
Juliana Nolasco
Ale Youssef – Studio SP
Guilherme Rosa Varella – IDEC
Ivana Bentes – UFRJ
Ricardo Targino – Cineasta
Fábio Maleronka – Casa da Cultura Digital
Sergio Amadeu – Sociólogo e militante do Software Livre
Felipe Altenfelder – Fora do Eixo
Idelber Avelar – Professor de Literatura Latino-Americana – Tulane University
Fabiana Motroni – Publicitária, escritora, ciberativista - Hub São Paulo / BlogueirasFeministas.com
Leoni - leoni@outrofuturo.com.br – cantor, compositor e músico
Dudu Falcão - ddfalcao@terra.com.br – compositor
Carlos Mills - carlosmills@gmail.com – produtor
Mu Carvalho - mu.carvalho@globo.com – compositor, arranjador e músico
Felipe Radicetti - felipe.radicetti@gmail.com - cantor e compositor
Tim Rescala - tim@timrescala.com.br - compositor e arranjador
Pierre Aderne - pierreaderne@gmail.com – cantor e compositor
Makely Ka - makelyka@yahoo.com.br - compositor
Uirá Porã – Articulador Cultural
Nelson Pretto – Professor
Giuseppe Cocco – Prof. Titular UFRJ
Renato Rovai – Jornalista
Cristiano Therrien – Advogado e professor de Direito Autoral
Rodrigo Otávio Tavares – Só Som Salva – Criolina
Beth Moura – Verdura Produções – Curitiba – PR
Rachel Braggato – Coletivo Soylocoporti
Érico Massoli – Coletivo Soylocoporti / Pontão de Cultura Kuai Tema
Diego Casaes – Transparência Hacker
Cezar Migliorin – Professor – Universidade Federal Fluminese
Bruno Cava – Escritor e mestrando em filosofia do direito pela UERJ
Daniel Rubens Miranda – Instituto Global Comunitário IGC / Inhumas -GO
Sebastião Donato Cirilo – Instituto Global Comunitário IGC / Inhumas -GO
Patricia Ferraz da Cruz - Diretora Presidente da COEPi - @patpiri - patriciaferraz007@gmail.com,
Jussara Pereira Pinto - Produtora da COEPi e do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros - jussarapinto@gmail.com,
terça-feira, 22 de março de 2011
PARAÍBA É DESTAQUE EM SETE PAGINAS NA FOLHA DE SÃO PAULO
Paraíba é destaque no Caderno de Turismo
do jornal Folha de São Paulo
O Caderno de Turismo do jornal Folha de São Paulo, edição desta quinta-feira (17), tem como destaque a Paraíba. As matérias são assinadas pela jornalista Priscila Pastre-Rossi que esteve visitando João Pessoa, Cabedelo, Conde e Bananeiras entre os dias 02 e 06 deste mês. A cobertura jornalística teve apoio logístico da PBTur, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PB), Abrasel e Fecomércio.
Nas páginas do Caderno de Turismo, Priscila Pastre-Rossi relata as “dez maneiras de amar a Paraíba”; conta a história do músico Jurandy do Sax (atração na praia do pôr do Sol em Cabedelo, onde ele se apresenta tocando o Bolero de Ravel todos os dias do ano); dá dicas sobre a culinária regional e fala sobre alguns pratos criados por chefs de cozinha de restaurantes mais sofisticados. O leitor também fica sabendo que em João Pessoa existe uma obra do arquiteto Oscar Niemayer e um Centro Histórico preservado e cheio de monumentos e antigos casarões. Ela não esquece de informar que a cachaça produzida em Bananeiras é uma das mais apreciadas do país, tipo exportação.
Artes - Outra iniciativa da jornalista foi o de sugerir aos leitores do maior jornal do país, uma rota com ateliês de alguns artistas plásticos paraibanos ou aqui radicados. Ela menciona Clóvis Júnior (www.clovisjunior.com.br) e Flávio Tavares, e do pintor, escultor e ceramista pernambucano (mas paraibano de coração) Miguel dos Santos (www.migueldossantos.com.br). Este último assina a obra "A Pedra do Reino", em homenagem ao escritor paraibano Ariano Suassuna, que fica no centro de João Pessoa. “ Ligue antes para marcar sua visita”, avisa.
Cachaça paraibana – Em Bananeiras, cidade que fica no Brejo paraibano, Priscila Pastre-Rossi teve a oportunidade de conhecer alguns engenhos e experimentar alguns pratos típicos. “A cachaça paraibana já está entre as melhores do país. Um roteiro pelos engenhos é rico em sabor e história. Estando em Bananeiras, não deixe de ir ao engenho da cachaça Rainha e ao engenho da Cobiçada”.
Desde o início de janeiro, a PBTur vem investindo na chamada mídia espontânea, quando jornalistas dos principais veículos de Comunicação do país são convidados a conhecer o destino “Paraíba”. Estiveram conhecendo os principais pontos turísticos do Estados repórteres da revista Panrotas e portal UOL. Estão confirmadas visitas dos jornais O Globo (Rio de Janeiro), Correio Brasiliense (Distrito Federal) e do Estado de Minas (Minas Gerais).
do jornal Folha de São Paulo
O Caderno de Turismo do jornal Folha de São Paulo, edição desta quinta-feira (17), tem como destaque a Paraíba. As matérias são assinadas pela jornalista Priscila Pastre-Rossi que esteve visitando João Pessoa, Cabedelo, Conde e Bananeiras entre os dias 02 e 06 deste mês. A cobertura jornalística teve apoio logístico da PBTur, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PB), Abrasel e Fecomércio.
Nas páginas do Caderno de Turismo, Priscila Pastre-Rossi relata as “dez maneiras de amar a Paraíba”; conta a história do músico Jurandy do Sax (atração na praia do pôr do Sol em Cabedelo, onde ele se apresenta tocando o Bolero de Ravel todos os dias do ano); dá dicas sobre a culinária regional e fala sobre alguns pratos criados por chefs de cozinha de restaurantes mais sofisticados. O leitor também fica sabendo que em João Pessoa existe uma obra do arquiteto Oscar Niemayer e um Centro Histórico preservado e cheio de monumentos e antigos casarões. Ela não esquece de informar que a cachaça produzida em Bananeiras é uma das mais apreciadas do país, tipo exportação.
Artes - Outra iniciativa da jornalista foi o de sugerir aos leitores do maior jornal do país, uma rota com ateliês de alguns artistas plásticos paraibanos ou aqui radicados. Ela menciona Clóvis Júnior (www.clovisjunior.com.br) e Flávio Tavares, e do pintor, escultor e ceramista pernambucano (mas paraibano de coração) Miguel dos Santos (www.migueldossantos.com.br). Este último assina a obra "A Pedra do Reino", em homenagem ao escritor paraibano Ariano Suassuna, que fica no centro de João Pessoa. “ Ligue antes para marcar sua visita”, avisa.
Cachaça paraibana – Em Bananeiras, cidade que fica no Brejo paraibano, Priscila Pastre-Rossi teve a oportunidade de conhecer alguns engenhos e experimentar alguns pratos típicos. “A cachaça paraibana já está entre as melhores do país. Um roteiro pelos engenhos é rico em sabor e história. Estando em Bananeiras, não deixe de ir ao engenho da cachaça Rainha e ao engenho da Cobiçada”.
Desde o início de janeiro, a PBTur vem investindo na chamada mídia espontânea, quando jornalistas dos principais veículos de Comunicação do país são convidados a conhecer o destino “Paraíba”. Estiveram conhecendo os principais pontos turísticos do Estados repórteres da revista Panrotas e portal UOL. Estão confirmadas visitas dos jornais O Globo (Rio de Janeiro), Correio Brasiliense (Distrito Federal) e do Estado de Minas (Minas Gerais).
quinta-feira, 10 de março de 2011
do blog ZUMBI ESCUTANDO BLUES - Linaldo Guedes
Ecos no Carnaval
É, a folia corre solta na rua.
O Folia de Rua começou na sexta-feira em João Pessoa, invadindo becos e orla da nossa bela cidade.
Mas há um clima dèja vu no ar.
Pode ser a falta de dinheiro, não sei. Mas a animação não é a mesma de outros anos.
Talvez seja hora do Folia de Rua se reinventar, como diz Walter Santos em sua coluna no portal wscom.
Encontrar novas fórmulas de empolgar o público.
Fui na abertura do projeto, num Ponto de Cem Réis vazio, comparado com outros carnavais.
Também fui no Picolé de Manga, lotado, mas sem muita empolgação.
Ontem, acompanhei boa parte do desfile das Virgens de Tambaú. Os trios elétricos passavam na avenida, mas não vi o público pulando atrás.
À rigor, o que mais empolgou em tudo que vi foi a prévia carnavalesca do Bar do Baiano, sábado, nos Bancários.
O público apenas caminhava, exibindo suas fantasias.
Aliás, um parênteses: inventaram uma tal de dança do mó fio em um dos trios que ficou ridículo e só nos faz perceber até que ponto chegamos. Se for para se reinventar desse jeito, é o fim mesmo.
Quarta-feira tem Muriçocas e sexta Cafuçus. Vamos ver se a animação retorna.
Enquanto isso, Tambaba continua linda.
É, a folia corre solta na rua.
O Folia de Rua começou na sexta-feira em João Pessoa, invadindo becos e orla da nossa bela cidade.
Mas há um clima dèja vu no ar.
Pode ser a falta de dinheiro, não sei. Mas a animação não é a mesma de outros anos.
Talvez seja hora do Folia de Rua se reinventar, como diz Walter Santos em sua coluna no portal wscom.
Encontrar novas fórmulas de empolgar o público.
Fui na abertura do projeto, num Ponto de Cem Réis vazio, comparado com outros carnavais.
Também fui no Picolé de Manga, lotado, mas sem muita empolgação.
Ontem, acompanhei boa parte do desfile das Virgens de Tambaú. Os trios elétricos passavam na avenida, mas não vi o público pulando atrás.
À rigor, o que mais empolgou em tudo que vi foi a prévia carnavalesca do Bar do Baiano, sábado, nos Bancários.
O público apenas caminhava, exibindo suas fantasias.
Aliás, um parênteses: inventaram uma tal de dança do mó fio em um dos trios que ficou ridículo e só nos faz perceber até que ponto chegamos. Se for para se reinventar desse jeito, é o fim mesmo.
Quarta-feira tem Muriçocas e sexta Cafuçus. Vamos ver se a animação retorna.
Enquanto isso, Tambaba continua linda.
quarta-feira, 9 de março de 2011
MINISTRA IRINY LOPES X MULHERES ENCONTRO NORDESTINO DE PRIMEIRAS DAMAS
Mulheres de destaque no país e no mundo participam de encontro na Capital
A ministra Iriny Lopes (Secretaria de Políticas Públicas para
Mulheres), a deputada federal Luiza Erundina (PSB-PT); a primeira-dama
do Estado, Pâmela Bório; e a presidente da Associação Promocional do
Poder Legislativo, Crisneilde Rodrigues Barbosa de Lima, são algumas
das mulheres que confirmaram participação no Encontro Nordestino de
Primeiras Damas, que será realizado entre os dias 29 e 31 deste mês,
na Estação Ciência Cabo Branco, em João Pessoa.
A presidente da Associação Promocional do Poder Legislativo,
Crisneilde Rodrigues Barbosa de Lima, vai presidir os trabalhos da
mesa que vai debater “A condição da Mulher na Economia: perspectivas
de gênero”, tema da palestra a ser proferida pela professora Célia
Gurgel, da Universidade Católica de Fortaleza, durante o Encontro
Nordestino de Mulheres para o Desenvolvimento Econômico, que será
realizado em João Pessoa, no período de 29 a 31 de março de 2011, na
Estação Ciência Cabo Branco.
O evento, que será realizado simultaneamente com o Encontro Nordestino
de Primeiras Damas, é uma promoção da UBAM – União Brasileira dos
Municípios – , com apoio da Assembleia Legislativa da Paraíba. A mesa
redonda a ser presidida pela presidente Crisneilde Rodrigues vai
acontecer no dia 31 de março, a partir das 8:00 h.
O encontro vai contar com mulheres de renome nacional e internacional,
a exemplo da atual deputada federal e ex-prefeita de São Paulo, a
paraibana Luiza Erundina. Outro destaque será a presença da ministra
Iriny Lopes, secretária nacional de Políticas Públicas para Mulheres.
PROGRAMAÇÃO:
29.03.2011 – Terça-Feira
16h - Credenciamento
17h - Abertura oficial: Composição da Mesa
18h - Palestra: Cenário Nacional acerca de Políticas para Mulheres.
Palestrante: Ministra Iriny Lopes – Secretaria de Políticas Públicas
para Mulheres.
19h - Encerramento
30.03.2011 – Quarta-Feira
08:00 - Palestra: A mulher Nordestina no Cenário Nacional.
Palestrante: Dep. Federal Luiza Erundina. Presidenta de Mesa: Nézia
Gomes – Secretária Municipal de Política Pública para Mulheres. -
Debate.
09:30 - Palestra: A Mulher no Mercado de Trabalho. Palestrante: Luiza
Helena - Proprietária do Magazine Luiza. Presidenta de Mesa: Beatriz
Ribeiro Teixeira de Carvalho – Diretora Executiva do Sistema Correio
de Comunicação. - Debate.
11:00 - Palestra: Mulheres para o Desenvolvimento Social e Econômico.
Palestrante: Professora Doutora Rosângela Alves de Oliveira – Chefe do
Departamento de Serviço Social da UFRN. Presidenta de Mesa: Douraci
Vieira dos Santos – Ex-secretária de Políticas Públicas para Mulheres
no Estado da Paraíba. - Debate.
12:00 - Intervalo para o almoço
14:00 - Palestra: Avanços e Desafios do Empreendedorismo Feminino.
Palestrante: Sueli Batista dos Santos – 1ª Vice- Presidenta da
Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais.
Presidenta de Mesa: Raissa Lacerda – Vereadora da Cidade de João
Pessoa – PB. - Debate.
15:30 - Palestra: A mulher e a Inclusão Social. Palestrante:
Professora Doutora Vera Maria Monteiro de Souza Rios - Ex Conselheira
do Conselho Estadual da Condição Feminina – SP. Presidenta de Mesa:
Iraê Lucena – Secretária Estadual de Políticas para Mulheres do Estado
da Paraíba. - Debate.
17:00 - Palestra: A Violência Contra as Mulheres e a Lei Maria da
Penha – Palestrante: Professora Doutora Regina Célia Almeida Barbosa –
Diretora Pedagógica do Instituto Maria da Penha. Presidenta de Mesa:
Sandra Marrocos – Vereadora da Cidade de João Pessoa. - Debate.
18:30 – Encerramento.
31.03.2011 – Quinta-Feira
08:00h - Palestra: A condição da Mulher na Economia: perspectivas de
gênero. Palestrante: Célia Gurgel – Professora Doutora da Universidade
Católica de Fortaleza. Presidenta de Mesa: Crisneilde Rodrigues
Barbosa de Lima – Presidenta da Associação Promocional do Poder
Legislativo da Paraíba. - Debate.
09:30 - Palestra: Contribuição da Federação das Associações de
Mulheres de negócios e Profissionais e sua Relação com O Empoderamento
Feminino. Palestrante: Arlete Carminatti Zago – Presidente da
Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais -
BPW Brasil. Presidenta de Mesa: Pâmela Bório - Primeira Dama do Estado
da Paraíba. - Debate.
11:00 - Palestra: A Importância das Associações das Primeiras-Damas no
Desenvolvimento Social – Palestrante: Dra. Célia Costa Lima –
Presidenta da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do
Estado do Ceará – APDMCE. Presidenta de mesa: Ana Cláudia Vital do
Rêgo – Primeira Dama da Cidade de Campina Grande – PB. - Debate
12:00 – Intervalo para o Almoço.
14:00 - Mesa Redonda: Entidades de Mulheres para o Desenvolvimento
Social e Econômico.
Tema de Discussão: Princípios e Orientações para a Criação da
Associação de Primeiras Damas dos Estados Nordestinos. Responsável:
Dra. Célia Costa Lima – Presidenta da Associação para o
Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará – APDMCE. -Debate.
15:30 – Tema de Discussão: Princípios e Orientações para a Criação de
Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais. Responsável:
Arlete Carminatti Zago – Presidente da Federação das Associações de
Mulheres de Negócios e Profissionais
-Debate.
16:30 – Encerramento
A ministra Iriny Lopes (Secretaria de Políticas Públicas para
Mulheres), a deputada federal Luiza Erundina (PSB-PT); a primeira-dama
do Estado, Pâmela Bório; e a presidente da Associação Promocional do
Poder Legislativo, Crisneilde Rodrigues Barbosa de Lima, são algumas
das mulheres que confirmaram participação no Encontro Nordestino de
Primeiras Damas, que será realizado entre os dias 29 e 31 deste mês,
na Estação Ciência Cabo Branco, em João Pessoa.
A presidente da Associação Promocional do Poder Legislativo,
Crisneilde Rodrigues Barbosa de Lima, vai presidir os trabalhos da
mesa que vai debater “A condição da Mulher na Economia: perspectivas
de gênero”, tema da palestra a ser proferida pela professora Célia
Gurgel, da Universidade Católica de Fortaleza, durante o Encontro
Nordestino de Mulheres para o Desenvolvimento Econômico, que será
realizado em João Pessoa, no período de 29 a 31 de março de 2011, na
Estação Ciência Cabo Branco.
O evento, que será realizado simultaneamente com o Encontro Nordestino
de Primeiras Damas, é uma promoção da UBAM – União Brasileira dos
Municípios – , com apoio da Assembleia Legislativa da Paraíba. A mesa
redonda a ser presidida pela presidente Crisneilde Rodrigues vai
acontecer no dia 31 de março, a partir das 8:00 h.
O encontro vai contar com mulheres de renome nacional e internacional,
a exemplo da atual deputada federal e ex-prefeita de São Paulo, a
paraibana Luiza Erundina. Outro destaque será a presença da ministra
Iriny Lopes, secretária nacional de Políticas Públicas para Mulheres.
PROGRAMAÇÃO:
29.03.2011 – Terça-Feira
16h - Credenciamento
17h - Abertura oficial: Composição da Mesa
18h - Palestra: Cenário Nacional acerca de Políticas para Mulheres.
Palestrante: Ministra Iriny Lopes – Secretaria de Políticas Públicas
para Mulheres.
19h - Encerramento
30.03.2011 – Quarta-Feira
08:00 - Palestra: A mulher Nordestina no Cenário Nacional.
Palestrante: Dep. Federal Luiza Erundina. Presidenta de Mesa: Nézia
Gomes – Secretária Municipal de Política Pública para Mulheres. -
Debate.
09:30 - Palestra: A Mulher no Mercado de Trabalho. Palestrante: Luiza
Helena - Proprietária do Magazine Luiza. Presidenta de Mesa: Beatriz
Ribeiro Teixeira de Carvalho – Diretora Executiva do Sistema Correio
de Comunicação. - Debate.
11:00 - Palestra: Mulheres para o Desenvolvimento Social e Econômico.
Palestrante: Professora Doutora Rosângela Alves de Oliveira – Chefe do
Departamento de Serviço Social da UFRN. Presidenta de Mesa: Douraci
Vieira dos Santos – Ex-secretária de Políticas Públicas para Mulheres
no Estado da Paraíba. - Debate.
12:00 - Intervalo para o almoço
14:00 - Palestra: Avanços e Desafios do Empreendedorismo Feminino.
Palestrante: Sueli Batista dos Santos – 1ª Vice- Presidenta da
Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais.
Presidenta de Mesa: Raissa Lacerda – Vereadora da Cidade de João
Pessoa – PB. - Debate.
15:30 - Palestra: A mulher e a Inclusão Social. Palestrante:
Professora Doutora Vera Maria Monteiro de Souza Rios - Ex Conselheira
do Conselho Estadual da Condição Feminina – SP. Presidenta de Mesa:
Iraê Lucena – Secretária Estadual de Políticas para Mulheres do Estado
da Paraíba. - Debate.
17:00 - Palestra: A Violência Contra as Mulheres e a Lei Maria da
Penha – Palestrante: Professora Doutora Regina Célia Almeida Barbosa –
Diretora Pedagógica do Instituto Maria da Penha. Presidenta de Mesa:
Sandra Marrocos – Vereadora da Cidade de João Pessoa. - Debate.
18:30 – Encerramento.
31.03.2011 – Quinta-Feira
08:00h - Palestra: A condição da Mulher na Economia: perspectivas de
gênero. Palestrante: Célia Gurgel – Professora Doutora da Universidade
Católica de Fortaleza. Presidenta de Mesa: Crisneilde Rodrigues
Barbosa de Lima – Presidenta da Associação Promocional do Poder
Legislativo da Paraíba. - Debate.
09:30 - Palestra: Contribuição da Federação das Associações de
Mulheres de negócios e Profissionais e sua Relação com O Empoderamento
Feminino. Palestrante: Arlete Carminatti Zago – Presidente da
Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais -
BPW Brasil. Presidenta de Mesa: Pâmela Bório - Primeira Dama do Estado
da Paraíba. - Debate.
11:00 - Palestra: A Importância das Associações das Primeiras-Damas no
Desenvolvimento Social – Palestrante: Dra. Célia Costa Lima –
Presidenta da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do
Estado do Ceará – APDMCE. Presidenta de mesa: Ana Cláudia Vital do
Rêgo – Primeira Dama da Cidade de Campina Grande – PB. - Debate
12:00 – Intervalo para o Almoço.
14:00 - Mesa Redonda: Entidades de Mulheres para o Desenvolvimento
Social e Econômico.
Tema de Discussão: Princípios e Orientações para a Criação da
Associação de Primeiras Damas dos Estados Nordestinos. Responsável:
Dra. Célia Costa Lima – Presidenta da Associação para o
Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará – APDMCE. -Debate.
15:30 – Tema de Discussão: Princípios e Orientações para a Criação de
Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais. Responsável:
Arlete Carminatti Zago – Presidente da Federação das Associações de
Mulheres de Negócios e Profissionais
-Debate.
16:30 – Encerramento
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
PRA GONZAGUINHA
Fonte: http://www.portalbip.com/colunistas/ivaldogomes/ivaldogomes_base.html
Ivaldo Gomes
Assim, passeando pela vida me peguei com saudades de Gonzaguinha. Talvez muitos de hoje nem lembre bem dele. Eu acho difícil. Eu sou fã dele e qualquer declaração de fã é sempre suspeita. Mas pego assim ouvindo suas músicas e lembrando os momentos em que as ouvi e seu significado naquela hora. A arte tem dessas coisas. Marca um tempo. Deixam seus signos, suas expressões. São músicas, poemas, peças, danças, filmes, artes plásticas, visuais, manuais, artesanais, tão banais como símbolos e címbalos a representar ato e sonoridade de uma identidade temporal. Gonzaguinha morreu cedo.
Eu tenho uma questão comigo que diz que a morte deveria se esquecer de algumas pessoas. De propósito. Gonzaguinha é uma delas. É aquele cara que colocou sua emoção, sua sinceridade, seu posicionamento político, ético, com o coração. Disse com sinceridade o que achava. Dai que muitos se chocavam com ele. Era direto como um soco de Mike Tyson. Falava do amor, da saudade, do sonho, da realidade, como ninguém. Era um otimista convicto e com propósitos. Basta ver, ler, ouvir, degustar suas letras e ai você vai perceber a profundidade do seu sentimento.
Se Gonzaguinha vivo estivesse o que teria feito até hoje? Pergunto isso hoje quando me encho de sua música e saudade. Um companheiro, o moleque, um menino, que fez da vida um hino à liberdade. Em todos os sentidos. Compreendeu como ninguém aquele momento angustiante em que a ditadura militar, esgotada, não tinha nada a oferecer. E o futuro incerto, lá fora, depois da barricada era o único futuro. E ele dizia que a gente deveria ser feliz. A força dos nossos corações iria fazer isso. Porque acreditamos que é possível, de verdade um mundo melhor. Onde as coisas possam acontecer de verdade. De forma justa. Com solidariedade e respeito. Gonzaguinha acreditava também nisso.
A música, a poesia, a vida, todos nós perdemos muito com a morte prematura de um homem que se colocou no seu tempo e na sua hora a cantar por coisas verdadeiras. Escutar Gonzaguinha além de ser um momento de muita emoção, por sua criticidade, força de suas letras e significado, ele consegue sempre lhe deixar uma mensagem. E ela é sempre positiva, fortalecendo a vontade de ser sempre melhor. Justo. Honesto. Amoroso. Sincero. ‘Não preciso de cem sapatos se só tenho dois pés’. Mas acho que todos devem ter o que for possível e necessário. ‘Pois tudo é possível, mas nem tudo é necessário’. E Gonzaguinha dizia, diz, isso como ninguém. Escuta ele ai e depois tu me fala.
Ivaldo Gomes
Assim, passeando pela vida me peguei com saudades de Gonzaguinha. Talvez muitos de hoje nem lembre bem dele. Eu acho difícil. Eu sou fã dele e qualquer declaração de fã é sempre suspeita. Mas pego assim ouvindo suas músicas e lembrando os momentos em que as ouvi e seu significado naquela hora. A arte tem dessas coisas. Marca um tempo. Deixam seus signos, suas expressões. São músicas, poemas, peças, danças, filmes, artes plásticas, visuais, manuais, artesanais, tão banais como símbolos e címbalos a representar ato e sonoridade de uma identidade temporal. Gonzaguinha morreu cedo.
Eu tenho uma questão comigo que diz que a morte deveria se esquecer de algumas pessoas. De propósito. Gonzaguinha é uma delas. É aquele cara que colocou sua emoção, sua sinceridade, seu posicionamento político, ético, com o coração. Disse com sinceridade o que achava. Dai que muitos se chocavam com ele. Era direto como um soco de Mike Tyson. Falava do amor, da saudade, do sonho, da realidade, como ninguém. Era um otimista convicto e com propósitos. Basta ver, ler, ouvir, degustar suas letras e ai você vai perceber a profundidade do seu sentimento.
Se Gonzaguinha vivo estivesse o que teria feito até hoje? Pergunto isso hoje quando me encho de sua música e saudade. Um companheiro, o moleque, um menino, que fez da vida um hino à liberdade. Em todos os sentidos. Compreendeu como ninguém aquele momento angustiante em que a ditadura militar, esgotada, não tinha nada a oferecer. E o futuro incerto, lá fora, depois da barricada era o único futuro. E ele dizia que a gente deveria ser feliz. A força dos nossos corações iria fazer isso. Porque acreditamos que é possível, de verdade um mundo melhor. Onde as coisas possam acontecer de verdade. De forma justa. Com solidariedade e respeito. Gonzaguinha acreditava também nisso.
A música, a poesia, a vida, todos nós perdemos muito com a morte prematura de um homem que se colocou no seu tempo e na sua hora a cantar por coisas verdadeiras. Escutar Gonzaguinha além de ser um momento de muita emoção, por sua criticidade, força de suas letras e significado, ele consegue sempre lhe deixar uma mensagem. E ela é sempre positiva, fortalecendo a vontade de ser sempre melhor. Justo. Honesto. Amoroso. Sincero. ‘Não preciso de cem sapatos se só tenho dois pés’. Mas acho que todos devem ter o que for possível e necessário. ‘Pois tudo é possível, mas nem tudo é necessário’. E Gonzaguinha dizia, diz, isso como ninguém. Escuta ele ai e depois tu me fala.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
VERBA PARA A FOLIA DE RUA 2011
Mais que demonstração, um exemplo
Conforme relata o Portal WSCOM, com exclusividade, o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, recebeu nesta sexta-feira em seu gabinete o senador Vital Filho para ajustar o reforço de mais R$ 300 mil para o Folia de Rua e Muriçocas do Miramar, fruto de emenda do parlamentar, cujo processo de referendo e anuncio deve acontecer na próxima quinta-feira em meio a uma solenidade.
Agra já tinha recebido apoio dos deputados federais Damião Feliciano e Luiz Couto, mas o apoio de Vitalzinho tem natureza distinta.
Na prática, já a partir da próxima segunda-feira a Prefeitura passará a adotar os procedimentos legais por intermédio do Chefe de Gabinete Alexandre Urquiza, também presente ao encontro, visando dar celeridade processual gerando na sequência o repasse dos recursos para a Associação Folia de Rua e Muriçocas, através de valores percentuais levando em conta que a entidade reúne 39 blocos associados e ainda 68 outros participantes.
Em tese, não há nada de extraordinário, exceto quando se enxerga os dois lideres – o prefeito e senador – superando desavenças políticas fora de hora e reafirma a possibilidade de que em outros processos haja também uma forma bem resolvida de relacionamento institucional, a exemplo do registrado nesta sexta-feira.
O encontro entre o prefeito e o senador aconteceu um dia depois do parlamentar ter se reunido com o presidente do Folia de Rua, Bola Nonato, mostrando o interesse de contribuir com as ações do projeto e do Muriçocas, mas em sintonia com a Prefeitura de João Pessoa.
Em síntese, Luciano e Vitalzinho – ou vice-versa – dão uma demonstração clara de civilidade comum em qualquer sociedade menos na nossa desacostumada à convivência entre políticos de vínculos partidários diferentes.
Este modelo precisa ser expandido maximamente porque hora de disputa é mais na frente.
Umas & Outras
...A adoção do calendário de pagamento pela prefeitura de Campina tem provocado reação positiva no comércio de Campina.
...O cantor e compositor Totonho vem para o Folia de Rua e deve estrrear o novo bloco "Macacada da Torre". Estou nessa.
...O deputado federal Damião Feliciano está prestes a inaugurar nova mansão em Brasilia com direito a três ambientes e super piscina. Fica perto do Gilberto Salomão.
...Tem gente trabalhando e torcendo para Hélder Moura retornar à Coluna no Jornal Correio.
ÚLTIMA
"Quando um não qeur/ dois não brigam..."
Conforme relata o Portal WSCOM, com exclusividade, o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, recebeu nesta sexta-feira em seu gabinete o senador Vital Filho para ajustar o reforço de mais R$ 300 mil para o Folia de Rua e Muriçocas do Miramar, fruto de emenda do parlamentar, cujo processo de referendo e anuncio deve acontecer na próxima quinta-feira em meio a uma solenidade.
Agra já tinha recebido apoio dos deputados federais Damião Feliciano e Luiz Couto, mas o apoio de Vitalzinho tem natureza distinta.
Na prática, já a partir da próxima segunda-feira a Prefeitura passará a adotar os procedimentos legais por intermédio do Chefe de Gabinete Alexandre Urquiza, também presente ao encontro, visando dar celeridade processual gerando na sequência o repasse dos recursos para a Associação Folia de Rua e Muriçocas, através de valores percentuais levando em conta que a entidade reúne 39 blocos associados e ainda 68 outros participantes.
Em tese, não há nada de extraordinário, exceto quando se enxerga os dois lideres – o prefeito e senador – superando desavenças políticas fora de hora e reafirma a possibilidade de que em outros processos haja também uma forma bem resolvida de relacionamento institucional, a exemplo do registrado nesta sexta-feira.
O encontro entre o prefeito e o senador aconteceu um dia depois do parlamentar ter se reunido com o presidente do Folia de Rua, Bola Nonato, mostrando o interesse de contribuir com as ações do projeto e do Muriçocas, mas em sintonia com a Prefeitura de João Pessoa.
Em síntese, Luciano e Vitalzinho – ou vice-versa – dão uma demonstração clara de civilidade comum em qualquer sociedade menos na nossa desacostumada à convivência entre políticos de vínculos partidários diferentes.
Este modelo precisa ser expandido maximamente porque hora de disputa é mais na frente.
Umas & Outras
...A adoção do calendário de pagamento pela prefeitura de Campina tem provocado reação positiva no comércio de Campina.
...O cantor e compositor Totonho vem para o Folia de Rua e deve estrrear o novo bloco "Macacada da Torre". Estou nessa.
...O deputado federal Damião Feliciano está prestes a inaugurar nova mansão em Brasilia com direito a três ambientes e super piscina. Fica perto do Gilberto Salomão.
...Tem gente trabalhando e torcendo para Hélder Moura retornar à Coluna no Jornal Correio.
ÚLTIMA
"Quando um não qeur/ dois não brigam..."
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
AS ANJINHAS 2011 - FOLIA DE RUA
O bloco carnavalesco AS ANJINHAS que se inquieta com o universo
feminino em forma de alegria e paz é primeiro da Associação Cultural
e Recreativa ANJO AZUL, com sede no CENTRO CULTURAL DE TERCEIRO SETOR
THOMÁS MINDELLO na capital paraibana em 2011 vem parcerio do bloco
pai o ANJO AZUL primeiro do centro histórico por sua vez , sócio fundador do Projeto Folia de Rua - Maior Prévia
Carnavalesca do Brasil.
ANO DO NEGRO NO ANJO AZUL, em Homenagem JOÃO BALULA
defensor das grandes causas Socioculturais de nosso
Estado BALULA, que ali no Thomás Mindello plantou raizes de
resistência NEGRA, saindo de lá para firmar compromisso com a cultura
e seus diferentes segmentos na Fundação de Cultura do Município -
FUNJOPE.
O inesquecível BALULA , fundador do
Movimento Negro Paraibano , carnavalesco da Escola Malandros do
Morro , produtor cultural, um dos maiores incentivadores do teatro
amador , onde foi Presidente representando nosso Estado em vários
outros da Federação , também foi fundador do bloco ANJO AZUL o primeiro
bloco da Folia de Rua do centro histórico de João Pessoa, desde 14 fevereiro 1994.
AS ANJINHAS vem se firmando no cenário dos Movimentos Sociais desde
2007, um coletivo de mulheres que se renova a cada ano, dando asas a
imaginação lúdica representada nas artes plásticas, de Lucia França e Dulce Abstrata
ambas confecionaram respectivamente os ESTANDARTES em 2008,2009,enquanto o artista plástico CARLINHOS de ALAGOA GRANDE retratou Dona Creuza Pires A ANJINHA em 2010.
Nesse ANO DO NEGRO aguardamos parcerias de outras
mulheres artistas plásticas para expressarem seus ANJOS NEGROS
BARROCOS no ESTANDARTE 2011.
Em seu quarto aniversário AS ANJINHAS apresenta seu REISADO
representado por personagens de nossa cultura e lutas sociais.
REI - BETO QUIRINO - ator do Teatro e da Televisão Brasileira,
Brincante de Bonecos.
RAINHA - SONIA LIMA - Jornalista , Radialista, Movimentos Sociais
Mulheres.
PRINCÍPE - FELIPE SOARES - Assessor Parlamentar, Movimentos Sociais.
MADRINHA - JOANA SILVA - BALAIO NORDESTE
Convidamos todo@as, a vestirem suas fantasias ou camisetas de seus
Movimentos Sociais, para na sexta-feira , 25 de fevereiro prestigiar a
coroação do REISADO NO BECO DA FACULDADE DE DIREITO às 18:00hs EXATAS.
Serviço:
LAVAGEM DA ESCADARIA - SERVIDORES DA EMLUR
11:30HS
Grupos de CAPOEIRA
COROAÇÃO DO REISADO DOS BLOCOS
AS ANJINHAS
ANJO AZUL
18:00hs
ATRAÇÕES:
BATERIA DA MALANDROS DO MORRO
MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA
ORQUESTRA DE FREVOS
contato : anjoazuldobeco@gmail.com
3226 6235 horário comercial
feminino em forma de alegria e paz é primeiro da Associação Cultural
e Recreativa ANJO AZUL, com sede no CENTRO CULTURAL DE TERCEIRO SETOR
THOMÁS MINDELLO na capital paraibana em 2011 vem parcerio do bloco
pai o ANJO AZUL primeiro do centro histórico por sua vez , sócio fundador do Projeto Folia de Rua - Maior Prévia
Carnavalesca do Brasil.
ANO DO NEGRO NO ANJO AZUL, em Homenagem JOÃO BALULA
defensor das grandes causas Socioculturais de nosso
Estado BALULA, que ali no Thomás Mindello plantou raizes de
resistência NEGRA, saindo de lá para firmar compromisso com a cultura
e seus diferentes segmentos na Fundação de Cultura do Município -
FUNJOPE.
O inesquecível BALULA , fundador do
Movimento Negro Paraibano , carnavalesco da Escola Malandros do
Morro , produtor cultural, um dos maiores incentivadores do teatro
amador , onde foi Presidente representando nosso Estado em vários
outros da Federação , também foi fundador do bloco ANJO AZUL o primeiro
bloco da Folia de Rua do centro histórico de João Pessoa, desde 14 fevereiro 1994.
AS ANJINHAS vem se firmando no cenário dos Movimentos Sociais desde
2007, um coletivo de mulheres que se renova a cada ano, dando asas a
imaginação lúdica representada nas artes plásticas, de Lucia França e Dulce Abstrata
ambas confecionaram respectivamente os ESTANDARTES em 2008,2009,enquanto o artista plástico CARLINHOS de ALAGOA GRANDE retratou Dona Creuza Pires A ANJINHA em 2010.
Nesse ANO DO NEGRO aguardamos parcerias de outras
mulheres artistas plásticas para expressarem seus ANJOS NEGROS
BARROCOS no ESTANDARTE 2011.
Em seu quarto aniversário AS ANJINHAS apresenta seu REISADO
representado por personagens de nossa cultura e lutas sociais.
REI - BETO QUIRINO - ator do Teatro e da Televisão Brasileira,
Brincante de Bonecos.
RAINHA - SONIA LIMA - Jornalista , Radialista, Movimentos Sociais
Mulheres.
PRINCÍPE - FELIPE SOARES - Assessor Parlamentar, Movimentos Sociais.
MADRINHA - JOANA SILVA - BALAIO NORDESTE
Convidamos todo@as, a vestirem suas fantasias ou camisetas de seus
Movimentos Sociais, para na sexta-feira , 25 de fevereiro prestigiar a
coroação do REISADO NO BECO DA FACULDADE DE DIREITO às 18:00hs EXATAS.
Serviço:
LAVAGEM DA ESCADARIA - SERVIDORES DA EMLUR
11:30HS
Grupos de CAPOEIRA
COROAÇÃO DO REISADO DOS BLOCOS
AS ANJINHAS
ANJO AZUL
18:00hs
ATRAÇÕES:
BATERIA DA MALANDROS DO MORRO
MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA
ORQUESTRA DE FREVOS
contato : anjoazuldobeco@gmail.com
3226 6235 horário comercial
domingo, 16 de janeiro de 2011
FOLIA DE RUA 2011
Como gerar outra Folia de resultados
Tempo de superação / WALTER SANTOS
O ano de 2011 começou com novos ares políticos no Estado e a presença continuada de milhares de turistas tomando de conta de nosso litoral, mas precisando que as outras questões da vida cotidiana, pública ou privada, sejam tocadas para fazer sentido à normalidade dos tempos.
Agora mesmo, em janeiro, já vislumbramos para o final de fevereiro vindouro a 25ª Versão do Projeto Folia de Rua, movimento popular que resgatou o carnaval de João Pessoa. Para variar, o presidente Bola Nonato nos confidenciou anteontem: “embora tenhamos entregue o projeto 2011 a grandes anunciantes nacionais até agora não temos nenhuma resposta confirmada. Só promessas”.
Ontem, numa conversa bacana e cúmplice com Chico César – em pleno bastidores do show de Ana Carolina, ouvi do catolaico a informação de que a Secretaria de Cultura não estará legalizada e/ou estruturada em tempo hábil para atender ao Folia de Rua ou outro grande evento nos primeiros meses de 2011.
Some-se a este quadro nebuloso, enquanto perspectiva de apoio financeiro, ao Folia de Rua não é demais lembrar que nos primeiros dias de Governo, o governador Ricardo Coutinho andou dizendo que não tem uma prata para eventos este ano. Depois condicionou cada caso, mas até agora não deu sinais concretos de que apoiará o projeto carnavalesco.
Pelo visto, muita conversa e pressão ainda vão existir para revisar a não participaçao do Governo na Folia, que tem caráter e dimensão distinta de todas as outras manifestações carnavalescas do Estado –embora outros eventos também mereçam apoio.
Ricardo, diferentemente de todos os ex- governadores, tem compromisso histórico maior com a Folia por ter participado desde os primeiros passos como folião, sabendo ele que ao chegar ao Poder máximo não pode ignorar a cumplicidade com o movimento que ajudou a consolidar.
Há entre os blocos, sobretudo, a esperança de que o governador reveja a decisão de não participar em nome das restrições financeiras de inicio de Governo, porque é chegada a hora de somar esforços, superar diferenças e avançar para garantir milhares de micronegócios informais durante a fase do Folia de Rua.
No ano passado
Independentemente da menção que se faça sobre governos e governadores, precisamos encarar a realidade dos fatos como parâmetro, a exemplo do que aconteceu em 2009, quando o então governador Maranhão assumiu fazendo criticas ao antecessor dizendo que tudo estava no vermelho, mesmo assim honrou os compromissos assumidos pelo Governo Cássio.
No caso de 2011, certamente que vamos estar com outra realidade mas precisando aquecer a cumplicidade do governador por tudo o que representa na relação com a arte e a cultura paraibana.
Problema a superar; é preciso superar
A eleição de 2010 rachou os apoios que eram quase uníssonos em torno de Ricardo Coutinho. Para se ter uma idéia, o fundador do Muriçocas e um dos mais fervorosos defensores de RC, Fuba, tomou outro rumo em face de desavenças, mal – entendidos e intrigas do “fogo amigo” gerando conflito de interesses e distanciamento entre eles.
Como todos sabem, Fuba levou o hino do bloco para a primeira campanha de Ricardo, mesmo sofrendo criticas pela vinculação, só que agora eles não se falam e resistem em admitir algo perfeitamente tolerável quando se desarma os espíritos.
Precisamos, sobretudo pela historia e vinculo de Ricardo com o Folia de Rua, criar meios civilizados e oportunos para encontrar uma saída resolvendo e aparando as diferenças porque o movimento é maior do que a crise pessoal de agora.
Ninguém precisa fingir superação, mas admitir entendimento para construir uma nova etapa em favor da cultura carnavalesca da cidade e do Estado é algo indispensável competindo ao personagem de maior força o gesto soberano de construir as condições da Folia contar mais uma vez com seu envolvimento.
Não é fácil resolver, mas é preciso, indispensável. Vamos trabalhar nessa direção.
A saida negociada
Se Chico César nao pode oferecer o apoio em face de questoes burocráticas, o governador sabe muito bem que outros organismos, a exemplo da PBTur, podem gerar essa condiçao legal.,
A propósito, não falta opçao legal para resolver a questao, porquanto o indispensável neste momento é a decisao política que certamente não deixará de existir quando se trata de Ricardo Coutinho e seu perfil decidido.
Certamente que sua sensibilidade e compromisso com a Folia lhe servirão de reforço ao próximo passo da reconciliação.
ÚLTIMA
"Ei/ você ai/ me dá um dinheiroai/
me dá um dinheiro ai..."
Tempo de superação / WALTER SANTOS
O ano de 2011 começou com novos ares políticos no Estado e a presença continuada de milhares de turistas tomando de conta de nosso litoral, mas precisando que as outras questões da vida cotidiana, pública ou privada, sejam tocadas para fazer sentido à normalidade dos tempos.
Agora mesmo, em janeiro, já vislumbramos para o final de fevereiro vindouro a 25ª Versão do Projeto Folia de Rua, movimento popular que resgatou o carnaval de João Pessoa. Para variar, o presidente Bola Nonato nos confidenciou anteontem: “embora tenhamos entregue o projeto 2011 a grandes anunciantes nacionais até agora não temos nenhuma resposta confirmada. Só promessas”.
Ontem, numa conversa bacana e cúmplice com Chico César – em pleno bastidores do show de Ana Carolina, ouvi do catolaico a informação de que a Secretaria de Cultura não estará legalizada e/ou estruturada em tempo hábil para atender ao Folia de Rua ou outro grande evento nos primeiros meses de 2011.
Some-se a este quadro nebuloso, enquanto perspectiva de apoio financeiro, ao Folia de Rua não é demais lembrar que nos primeiros dias de Governo, o governador Ricardo Coutinho andou dizendo que não tem uma prata para eventos este ano. Depois condicionou cada caso, mas até agora não deu sinais concretos de que apoiará o projeto carnavalesco.
Pelo visto, muita conversa e pressão ainda vão existir para revisar a não participaçao do Governo na Folia, que tem caráter e dimensão distinta de todas as outras manifestações carnavalescas do Estado –embora outros eventos também mereçam apoio.
Ricardo, diferentemente de todos os ex- governadores, tem compromisso histórico maior com a Folia por ter participado desde os primeiros passos como folião, sabendo ele que ao chegar ao Poder máximo não pode ignorar a cumplicidade com o movimento que ajudou a consolidar.
Há entre os blocos, sobretudo, a esperança de que o governador reveja a decisão de não participar em nome das restrições financeiras de inicio de Governo, porque é chegada a hora de somar esforços, superar diferenças e avançar para garantir milhares de micronegócios informais durante a fase do Folia de Rua.
No ano passado
Independentemente da menção que se faça sobre governos e governadores, precisamos encarar a realidade dos fatos como parâmetro, a exemplo do que aconteceu em 2009, quando o então governador Maranhão assumiu fazendo criticas ao antecessor dizendo que tudo estava no vermelho, mesmo assim honrou os compromissos assumidos pelo Governo Cássio.
No caso de 2011, certamente que vamos estar com outra realidade mas precisando aquecer a cumplicidade do governador por tudo o que representa na relação com a arte e a cultura paraibana.
Problema a superar; é preciso superar
A eleição de 2010 rachou os apoios que eram quase uníssonos em torno de Ricardo Coutinho. Para se ter uma idéia, o fundador do Muriçocas e um dos mais fervorosos defensores de RC, Fuba, tomou outro rumo em face de desavenças, mal – entendidos e intrigas do “fogo amigo” gerando conflito de interesses e distanciamento entre eles.
Como todos sabem, Fuba levou o hino do bloco para a primeira campanha de Ricardo, mesmo sofrendo criticas pela vinculação, só que agora eles não se falam e resistem em admitir algo perfeitamente tolerável quando se desarma os espíritos.
Precisamos, sobretudo pela historia e vinculo de Ricardo com o Folia de Rua, criar meios civilizados e oportunos para encontrar uma saída resolvendo e aparando as diferenças porque o movimento é maior do que a crise pessoal de agora.
Ninguém precisa fingir superação, mas admitir entendimento para construir uma nova etapa em favor da cultura carnavalesca da cidade e do Estado é algo indispensável competindo ao personagem de maior força o gesto soberano de construir as condições da Folia contar mais uma vez com seu envolvimento.
Não é fácil resolver, mas é preciso, indispensável. Vamos trabalhar nessa direção.
A saida negociada
Se Chico César nao pode oferecer o apoio em face de questoes burocráticas, o governador sabe muito bem que outros organismos, a exemplo da PBTur, podem gerar essa condiçao legal.,
A propósito, não falta opçao legal para resolver a questao, porquanto o indispensável neste momento é a decisao política que certamente não deixará de existir quando se trata de Ricardo Coutinho e seu perfil decidido.
Certamente que sua sensibilidade e compromisso com a Folia lhe servirão de reforço ao próximo passo da reconciliação.
ÚLTIMA
"Ei/ você ai/ me dá um dinheiroai/
me dá um dinheiro ai..."
sábado, 30 de outubro de 2010
DEPOIMENTO DO EX - COMPANHEIRO DA DILMA
Às vezes surgem sopros de jornalismo na velha mídia que, por unusuais, acabam passando despercebidos. Hoje me chamaram a atenção para essa entrevista de O Globo com Carlos Araújo, que por trinta anos foi marido de Dilma Rousseff e pai de sua única filha. Saiu na mesma edição de domingo sobre o aborto, uma reportagem que lembrou o velho O Globo de anos atrás.
Uma bela entrevista, com perguntas secas, respostas objetivas e tocantes.
Doente, com enfizema, Carlos tem a companhia da ex-sogra dona Dilma Jane, mãe de Dilma. Quando Dilma teve câncer, passou dez dias com ela.
De O Globo
'Em casa nunca teve murro na mesa'
O advogado Carlos Araújo, de 72 anos, é só elogios à ex-mulher, Dilma Rousseff; inclusive sobre seu temperamento forte
ENTREVISTA
Carlos Araújo
casarão às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, as únicas reminiscências dos tempos de militância e da luta armada do casal Vanda e Max são quadros na parede com fotos do comunista Mao Tsé-Tung. A casa foi dividida pelos dois por 30 anos. Hoje, está tomada por fotos da filha dos dois, Paula, e pilhas de cartazes de propaganda da campanha da agora ex-mulher de Max, que, na verdade, se chama Carlos Araújo: Dilma Rousseff, a Vanda.
A rotina do advogado de 72 anos, que se levanta às 3h para ir ao escritório, onde defende causas de operários, em nada se parece com o glamour da vida de Dilma em Brasília. De hábitos simples, Carlos sofre de enfisema.
Vive acompanhado de dois cachorros e, atualmente, da ex-sogra, dona Dilma Jane, e de uma tia da candidata, dona Arilda. Apesar do tubo de oxigênio na sala e da proibição de fumar, não foi desautorizado pelos médicos a tomar uma cervejinha diária, “não muito gelada”.
Há dez dias, ele relembrou sua história com a ex-mulher, que acompanha da sala com dois telões de LCD — um para o noticiário e outro para os jogos de futebol.
Carlos diz que não ajuda na campanha por causa da doença, que o impede de suportar o clima seco de Brasília. A última vez que visitou a ex-mulher foi quando ela teve câncer, no ano passado. Ficou com ela uns 10 dias no início do tratamento. Em setembro, voltaram a se encontrar, quando ela esteve no Rio Grande do Sul: — Não faço nada na campanha. Gostaria muito de estar em Brasília, na retaguarda, ajudando em algo. Mas não posso.
Após a separação, no fim da década de 90, Dilma comprou um apartamento no mesmo bairro para que os dois continuassem próximos, por causa de Paula. Dilma não se casou novamente.
Carlos tem uma namorada, que diz dar-se muito bem com Dilma.
— Presidente tem essa coisa da primeira-dama. Se um dia a Dilma precisar, estarei a seu lado — diz Carlos.
Viveram 30 anos juntos e até hoje Carlos tem admiração inequívoca pela ex-mulher. O temperamento forte dela não é negado por ele. Mas “aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa”, diz ele sobre a fama da ex-ministra em Brasília. Em entrevista ao GLOBO, Carlos relembra o passado e diz acreditar na vitória de Dilma.
Maria Lima* e João Guedes
PORTO ALEGRE
O GLOBO: Quando e onde o senhor conheceu Dilma?
CARLOS ARAÚJO: Em 1969, no Rio, numa reunião. Ela era da Colina, e meu grupo não tinha nome. Com a fusão, virou o Var-Palmares. Ela tinha 19 anos e eu, 30. Na segunda reunião, já estava apaixonado. Um mês após, estávamos morando juntos.
Ela era linda, um espetáculo! Esse negócio que falam de amor à primeira vista, né?
O que mais chamou sua atenção em Dilma?
CARLOS: Ela ser tão jovem e tão entregue à luta política.
Uma inteligência muito forte e pujante. E sua beleza.
Que música marcou a relação?
CARLOS: Rita, do Chico Buarque.
Namorávamos, às vezes, no apartamento em que a gente ia, mas a gente não podia ficar por questão de segurança. Namorávamos em praças, bairros mais retirados. De vez em quando ali por Ipanema, Jardim de Alá.
Mas ela já era casada (com Claudio Galeno Linhares)...
CARLOS: Mas só formalmente, o casamento já estava se desfazendo, não conviviam mais, viviam foragidos.
Quando nos conhecemos, ela falou para o marido que íamos viver juntos. Eu e o marido dela ficamos amigos, militamos juntos. Ele foi para o exterior, se casou, teve filhos. Em 76, voltou e veio morar na minha casa. Eu o abriguei por um bom tempo.
Moraram os três nesta casa?
CARLOS: Eu e Dilma morávamos aqui. Ele veio com a mulher e os filhos.
Não tinha ciúmes?
CARLOS: Podia ter ciúmes de outra situação, não dele, cada um já tinha seu rumo. Sou um bom ex-marido. Falo bem da Dilma, não é? Não falo mal.
Nesses 30 anos de convivência, em que momentos ela era mais brava e mais delicada?
CARLOS: Não existe pessoa mais ou menos brava. Dilma sempre teve temperamento forte, é da personalidade dela. O que tirava ela do sério era deslealdade, falta de companheirismo, a pessoa não ter palavra, dar bola nas costas. Não sei como ela faz lá (em Brasília). Aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa.
Quem mandava na casa?
CARLOS: Nossos parâmetros não eram esses, de quem manda, não manda. Éramos companheiros.
Não era nosso estilo um mandar no outro. Foi uma bela convivência. Tivemos uma vida boa juntos, tenho recordação boa, não é saudade.
Como foram as prisões?
CARLOS: A dela foi em São Paulo.
Ela foi presa sete meses antes de mim. Eu estava no Rio.
Como ficou sabendo?
CARLOS: Quando ela foi presa, a primeira coisa que fiquei sabendo foi seu nome verdadeiro, que não sabia durante o ano que vivemos juntos. Naquele tempo, eles publicavam o nome, de onde era, filho de quem, logo em seguida. Soube que ela se chamava Dilma porque vi lá: filha de fulano, mineira. Até então, a única coisa que sabia dela era que era mineira. Pela regra de segurança, ninguém sabia nada de ninguém. Ela também não, sabia que eu era Carlos.
Se encontraram na prisão?
CARLOS: Fui para São Paulo.
Antes, ficamos incomunicáveis.
Era uma loucura! Tinha cartazes nas ruas, aeroportos, rodoviárias, com nossos nomes e foto escrito “procurados”. Depois que fui preso, passei por um lugar por onde ela já tinha passado, na Rua Tutoia, na tortura.
Depois fui para o Dops e para o presídio. Ela já estava no presídio, mas não nos vimos. Três meses depois, ia ser transferido para o Rio, me botaram num camburão e eu vi, de longe, que ela estava no outro camburão.
Íamos ser ouvidos no Rio e fomos para a frente do juiz. Nos abraçamos rapidamente e logo nos separaram. E só fomos nos ver de novo um ano depois, no presídio de Tiradentes, em São Paulo, onde tínhamos direito a receber visita da família juntos.
Três anos depois ela foi solta e o senhor não...
CARLOS: Sim. Ela foi a Minas, visitar os pais e veio morar nesta casa, com meus pais. Depois que fui solto, moramos juntos 30 anos.
O senhor foi para o presídio da Ilha da Pólvora..
CARLOS: Eu ficava na prisão e ela aqui. Não dava para fugir de lá, era uma ilha pequena. A gente não ficava na casa da pólvora. Só à noite. A prisão era a ilha.
Naquele momento, achava que ela ia chegar tão longe?
CARLOS: Ninguém achava, né? Não fazia parte dos projetos: ah, quero ser presidente! Não tinha ambição nenhuma. Ela queria se formar em economia e fazer política.
(Quando Lula a escolheu) Acho que ela estava no lugar certo na hora certa. E o Lula escolheu muito bem. Que presidente pode contar com uma pessoa como a Dilma, confiar cegamente que não vai ter bola nas costas? Ela tem o sentimento profundo da lealdade.
Foi difícil para ela passar por essa transformação? Plástica, cabelo, voz...
CARLOS: Não foi nenhum sacrifício.
Fui até enfermeiro dela quando fez a plástica. Dilma nunca se preparou para ser presidente e teve que encarar. A plástica foi bem, não foi aquela coisa exagerada, ela assimilou bem, acho que gostou.
E o guarda-roupa, o senhor acha que melhorou?
CARLOS: Está bom. Melhorou.
Antigamente, a Dilma era como eu. Sou atirado nas cordas. Ela também era meio atiradona mas, depois de um certo momento, ela tomou gosto. Gostou de se pintar. Gostou de se arrumar bem, de ir no cabeleireiro toda a semana, fazer as unhas.
O senhor é confidente dela?
CARLOS: Não. Sou amigo. Minha vida com a Dilma é uma vida não-política. Quando o Lula acenou para ela, ela veio conversar comigo e Paula. O que vocês acham? Ela não tinha dúvida, queria conversar. Disse que estava em condições, que ia se preparar da melhor forma possível.
Não titubeou, nem tinha receio.
Pelo menos, não revelou.
Aí veio a doença...
CARLOS: Nos pegou desprevenidos.
Quando ela falou a primeira vez, ficamos muito emocionados, sensibilizados, preocupados.
Mas ela disse: tudo indica que é benigno. Ela disse que tudo indicava que não era maligno, mas sentia energia de enfrentar a situação mesmo que fosse o pior. A gente só pensou em dar carinho e ser solidário.
Temeram pela campanha?
CARLOS: Não. Mesmo porque quando vieram os resultados, que era benigno, que era curável rapidamente, com equipe de bons médicos... Não era maligno.
Ela fez quimioterapia para cortar aquele quisto, para não se tornar maligno.
O que o senhor sente ao ver na internet que a Dilma é uma perigosa ex-terrorista?
CARLOS: É a baixaria dos que apoiavam a ditadura para prejudicá-la, para ganhar no tapetão.
O que ela tem de perigosa? A Dilma nunca pegou em armas.
Não era o setor dela.
E qual era o setor dela?
CARLOS: Era o mais político, de organizar movimentos, preparar o pessoal, fazer propaganda.
Desde quando pegar em armas é terrorismo? A gente tem orgulho do que viveu, era uma jovem corajosa, desprendida, entregando sua juventude, sua dor. Foi para a luta achando que ia morrer.
Muita coisa que fizemos foi equivocado politicamente, tudo bem. Mas isso é outra coisa.
Uma bela entrevista, com perguntas secas, respostas objetivas e tocantes.
Doente, com enfizema, Carlos tem a companhia da ex-sogra dona Dilma Jane, mãe de Dilma. Quando Dilma teve câncer, passou dez dias com ela.
De O Globo
'Em casa nunca teve murro na mesa'
O advogado Carlos Araújo, de 72 anos, é só elogios à ex-mulher, Dilma Rousseff; inclusive sobre seu temperamento forte
ENTREVISTA
Carlos Araújo
casarão às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, as únicas reminiscências dos tempos de militância e da luta armada do casal Vanda e Max são quadros na parede com fotos do comunista Mao Tsé-Tung. A casa foi dividida pelos dois por 30 anos. Hoje, está tomada por fotos da filha dos dois, Paula, e pilhas de cartazes de propaganda da campanha da agora ex-mulher de Max, que, na verdade, se chama Carlos Araújo: Dilma Rousseff, a Vanda.
A rotina do advogado de 72 anos, que se levanta às 3h para ir ao escritório, onde defende causas de operários, em nada se parece com o glamour da vida de Dilma em Brasília. De hábitos simples, Carlos sofre de enfisema.
Vive acompanhado de dois cachorros e, atualmente, da ex-sogra, dona Dilma Jane, e de uma tia da candidata, dona Arilda. Apesar do tubo de oxigênio na sala e da proibição de fumar, não foi desautorizado pelos médicos a tomar uma cervejinha diária, “não muito gelada”.
Há dez dias, ele relembrou sua história com a ex-mulher, que acompanha da sala com dois telões de LCD — um para o noticiário e outro para os jogos de futebol.
Carlos diz que não ajuda na campanha por causa da doença, que o impede de suportar o clima seco de Brasília. A última vez que visitou a ex-mulher foi quando ela teve câncer, no ano passado. Ficou com ela uns 10 dias no início do tratamento. Em setembro, voltaram a se encontrar, quando ela esteve no Rio Grande do Sul: — Não faço nada na campanha. Gostaria muito de estar em Brasília, na retaguarda, ajudando em algo. Mas não posso.
Após a separação, no fim da década de 90, Dilma comprou um apartamento no mesmo bairro para que os dois continuassem próximos, por causa de Paula. Dilma não se casou novamente.
Carlos tem uma namorada, que diz dar-se muito bem com Dilma.
— Presidente tem essa coisa da primeira-dama. Se um dia a Dilma precisar, estarei a seu lado — diz Carlos.
Viveram 30 anos juntos e até hoje Carlos tem admiração inequívoca pela ex-mulher. O temperamento forte dela não é negado por ele. Mas “aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa”, diz ele sobre a fama da ex-ministra em Brasília. Em entrevista ao GLOBO, Carlos relembra o passado e diz acreditar na vitória de Dilma.
Maria Lima* e João Guedes
PORTO ALEGRE
O GLOBO: Quando e onde o senhor conheceu Dilma?
CARLOS ARAÚJO: Em 1969, no Rio, numa reunião. Ela era da Colina, e meu grupo não tinha nome. Com a fusão, virou o Var-Palmares. Ela tinha 19 anos e eu, 30. Na segunda reunião, já estava apaixonado. Um mês após, estávamos morando juntos.
Ela era linda, um espetáculo! Esse negócio que falam de amor à primeira vista, né?
O que mais chamou sua atenção em Dilma?
CARLOS: Ela ser tão jovem e tão entregue à luta política.
Uma inteligência muito forte e pujante. E sua beleza.
Que música marcou a relação?
CARLOS: Rita, do Chico Buarque.
Namorávamos, às vezes, no apartamento em que a gente ia, mas a gente não podia ficar por questão de segurança. Namorávamos em praças, bairros mais retirados. De vez em quando ali por Ipanema, Jardim de Alá.
Mas ela já era casada (com Claudio Galeno Linhares)...
CARLOS: Mas só formalmente, o casamento já estava se desfazendo, não conviviam mais, viviam foragidos.
Quando nos conhecemos, ela falou para o marido que íamos viver juntos. Eu e o marido dela ficamos amigos, militamos juntos. Ele foi para o exterior, se casou, teve filhos. Em 76, voltou e veio morar na minha casa. Eu o abriguei por um bom tempo.
Moraram os três nesta casa?
CARLOS: Eu e Dilma morávamos aqui. Ele veio com a mulher e os filhos.
Não tinha ciúmes?
CARLOS: Podia ter ciúmes de outra situação, não dele, cada um já tinha seu rumo. Sou um bom ex-marido. Falo bem da Dilma, não é? Não falo mal.
Nesses 30 anos de convivência, em que momentos ela era mais brava e mais delicada?
CARLOS: Não existe pessoa mais ou menos brava. Dilma sempre teve temperamento forte, é da personalidade dela. O que tirava ela do sério era deslealdade, falta de companheirismo, a pessoa não ter palavra, dar bola nas costas. Não sei como ela faz lá (em Brasília). Aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa.
Quem mandava na casa?
CARLOS: Nossos parâmetros não eram esses, de quem manda, não manda. Éramos companheiros.
Não era nosso estilo um mandar no outro. Foi uma bela convivência. Tivemos uma vida boa juntos, tenho recordação boa, não é saudade.
Como foram as prisões?
CARLOS: A dela foi em São Paulo.
Ela foi presa sete meses antes de mim. Eu estava no Rio.
Como ficou sabendo?
CARLOS: Quando ela foi presa, a primeira coisa que fiquei sabendo foi seu nome verdadeiro, que não sabia durante o ano que vivemos juntos. Naquele tempo, eles publicavam o nome, de onde era, filho de quem, logo em seguida. Soube que ela se chamava Dilma porque vi lá: filha de fulano, mineira. Até então, a única coisa que sabia dela era que era mineira. Pela regra de segurança, ninguém sabia nada de ninguém. Ela também não, sabia que eu era Carlos.
Se encontraram na prisão?
CARLOS: Fui para São Paulo.
Antes, ficamos incomunicáveis.
Era uma loucura! Tinha cartazes nas ruas, aeroportos, rodoviárias, com nossos nomes e foto escrito “procurados”. Depois que fui preso, passei por um lugar por onde ela já tinha passado, na Rua Tutoia, na tortura.
Depois fui para o Dops e para o presídio. Ela já estava no presídio, mas não nos vimos. Três meses depois, ia ser transferido para o Rio, me botaram num camburão e eu vi, de longe, que ela estava no outro camburão.
Íamos ser ouvidos no Rio e fomos para a frente do juiz. Nos abraçamos rapidamente e logo nos separaram. E só fomos nos ver de novo um ano depois, no presídio de Tiradentes, em São Paulo, onde tínhamos direito a receber visita da família juntos.
Três anos depois ela foi solta e o senhor não...
CARLOS: Sim. Ela foi a Minas, visitar os pais e veio morar nesta casa, com meus pais. Depois que fui solto, moramos juntos 30 anos.
O senhor foi para o presídio da Ilha da Pólvora..
CARLOS: Eu ficava na prisão e ela aqui. Não dava para fugir de lá, era uma ilha pequena. A gente não ficava na casa da pólvora. Só à noite. A prisão era a ilha.
Naquele momento, achava que ela ia chegar tão longe?
CARLOS: Ninguém achava, né? Não fazia parte dos projetos: ah, quero ser presidente! Não tinha ambição nenhuma. Ela queria se formar em economia e fazer política.
(Quando Lula a escolheu) Acho que ela estava no lugar certo na hora certa. E o Lula escolheu muito bem. Que presidente pode contar com uma pessoa como a Dilma, confiar cegamente que não vai ter bola nas costas? Ela tem o sentimento profundo da lealdade.
Foi difícil para ela passar por essa transformação? Plástica, cabelo, voz...
CARLOS: Não foi nenhum sacrifício.
Fui até enfermeiro dela quando fez a plástica. Dilma nunca se preparou para ser presidente e teve que encarar. A plástica foi bem, não foi aquela coisa exagerada, ela assimilou bem, acho que gostou.
E o guarda-roupa, o senhor acha que melhorou?
CARLOS: Está bom. Melhorou.
Antigamente, a Dilma era como eu. Sou atirado nas cordas. Ela também era meio atiradona mas, depois de um certo momento, ela tomou gosto. Gostou de se pintar. Gostou de se arrumar bem, de ir no cabeleireiro toda a semana, fazer as unhas.
O senhor é confidente dela?
CARLOS: Não. Sou amigo. Minha vida com a Dilma é uma vida não-política. Quando o Lula acenou para ela, ela veio conversar comigo e Paula. O que vocês acham? Ela não tinha dúvida, queria conversar. Disse que estava em condições, que ia se preparar da melhor forma possível.
Não titubeou, nem tinha receio.
Pelo menos, não revelou.
Aí veio a doença...
CARLOS: Nos pegou desprevenidos.
Quando ela falou a primeira vez, ficamos muito emocionados, sensibilizados, preocupados.
Mas ela disse: tudo indica que é benigno. Ela disse que tudo indicava que não era maligno, mas sentia energia de enfrentar a situação mesmo que fosse o pior. A gente só pensou em dar carinho e ser solidário.
Temeram pela campanha?
CARLOS: Não. Mesmo porque quando vieram os resultados, que era benigno, que era curável rapidamente, com equipe de bons médicos... Não era maligno.
Ela fez quimioterapia para cortar aquele quisto, para não se tornar maligno.
O que o senhor sente ao ver na internet que a Dilma é uma perigosa ex-terrorista?
CARLOS: É a baixaria dos que apoiavam a ditadura para prejudicá-la, para ganhar no tapetão.
O que ela tem de perigosa? A Dilma nunca pegou em armas.
Não era o setor dela.
E qual era o setor dela?
CARLOS: Era o mais político, de organizar movimentos, preparar o pessoal, fazer propaganda.
Desde quando pegar em armas é terrorismo? A gente tem orgulho do que viveu, era uma jovem corajosa, desprendida, entregando sua juventude, sua dor. Foi para a luta achando que ia morrer.
Muita coisa que fizemos foi equivocado politicamente, tudo bem. Mas isso é outra coisa.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Mauricio Burity - CULTURA PARAIBANA DA FUNESC - direito de resposta a carta doTeatrologo Tarcisio Pereira .
João Pessoa, 22 de outubro de 2010
Ilustre editor do jornal O Contraponto.
Venho, através desta, manifestar-me a respeito do artigo intitulado “Maranhão e a Cultura”, do escritor Tarcísio Pereira, publicado por esse jornal na edição de 22 a 28 de outubro do corrente ano, no tocante as afirmações sobre o Espaço Cultural José Lins do Rego e o Teatro Santa Roza, ambos administrados pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), da qual ocupo o posto de presidente desde maio de 2009.
Neste pouco mais de um ano em que me encontro à frente da Funesc, não medi esforços para que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza tivessem um tratamento proporcional a importância que estes dois equipamentos têm para a sociedade paraibana. Não é de hoje que digo que encontrei o Espaço Cultural em uma situação de abandono e afirmo, categoricamente, que planetário, cinema e biblioteca, para citar apenas três equipamentos do Espaço Cultural, estavam completamente inutilizados, e há um bom tempo.
Decerto não fizemos a reforma completa que gostaríamos de fazer, mas, sem falsa modéstia, fizemos bastante neste curto espaço de tempo. A Funesc termina o ano com o Planetário em pleno funcionamento, já que em fevereiro deste ano investimos no conserto do projetor, que estava quebrado. Reabrimos em junho a Biblioteca Juarez da Gama Batista, a maior biblioteca do Estado, fechada há inexplicáveis sete anos!
No primeiro semestre também entregamos um Teatro de Arena revitalizado, pintado, com cadeiras para dar um maior conforto. Graças a isso, Hoje, passamos a sediar o projeto Seis e Meia e a receber artistas nacionais e internacionais, como Stanley Jordan.
Há um ano criamos e entregamos à sociedade uma escola muito especial. A Escola Especial Juarez Johnson conta com músicos com doutorado e fisioterapeutas gabaritados para, juntos, ensinarem crianças com necessidades especiais a tocar um instrumento. Atualmente, 48 crianças participam das aulas. Outras 53 crianças aguardam na lista de espera.
Ao mesmo tempo, reabrimos outro equipamento importante, a oficina-escola de lutheria, desativada também há anos. Graças ao nosso esforço, ela voltou a fabricar instrumentos musicais e a ministrar cursos para assistentes de luthier, gratuitos a alunos da rede pública de ensino.
Encontramos a Escola de Dança da Funesc danificada, com cerca de 80% de sua estrutura comprometida, como pisos, paredes e instalações elétricas danificados, e hoje ela está sendo reformada. Da mesma maneira, conseguimos junto ao BNB um patrocínio para a restauração de 15 obras do nosso acervo que estavam danificadas pela falta de manutenção, e ainda vamos inaugurar, até o fim do ano, uma reserva técnica para que nossas mais de 100 obras possam ser apropriadamente acondicionada.
Ainda em 2009, reativamos a projeção de filmes do Bangüê, fazendo diversos reparos e transformando-o em um espaço bivalente, tanto para cinema quanto para teatro. E para atender a uma demanda específica de cinema, inauguramos, este ano, o Espaço Cine Digital, que vem, religiosamente, exibindo filmes todas as semanas desde que foi aberto.
E em relação ao Teatro Santa Roza, o qual Tarcísio Pereira foi diretor, revitalizamos o teatro para a comemoração dos 120 de sua existencia.
Agradeço a consideração de Tarcísio Pereira quando reconhece o carinho e o zelo que tenho para com o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza. Acredito que quando se fala em reforma desses dois equipamentos, se fala em um processo longo e que exige uma dedicação extraordinária, devido a complexidade estrutural e ao papel que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza desempenham diariamente na vida do cidadão paraibano.
E ainda há muito o que fazer. Agora, após a eleição, a Funesc tem R$ 600 mil para receber do Ministério do Turismo. O dinheiro será investido no pórtico de entrada do Espaço Cultural. Também conseguimos junto a atual bancada federal um montante de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares, que serão usadas na construção do Museu de Arte Contemporânea(MAC) e em novas melhorias do citado cine-teatro Bangüê, no teatro Paulo Pontes e na Galeria de Arte Archidy Picado.
Portanto, digo que o Espaço Cultural continua em reformas desde que assumi, com o compromisso de devolver ao povo paraibano, na medida do possível, o projeto idealizado por meu pai com tanto carinho e apreço, já que ele sabia o valor e o poder transformador que a arte, a cultura e a educação têm em um povo.
Com estas palavras, espero deixar claro perante a opinião pública o esforço do Governador Maranhão em valorizar a cultura, através da atenção inestimável que tem dado à Fundação Espaço Cultural da Paraíba.
Termino convidando a reportagem do jornal O Contraponto, assim como o escritor Tarcísio Pereira, a conhecerem de perto o trabalho que estamos imprimindo, no Espaço Cultural e no Teatro Santa Roza. Estamos de portas abertas e à disposição, sempre.
Cordialmente,
Maurício Navarro Burity
Presidente da Funesc
Ilustre editor do jornal O Contraponto.
Venho, através desta, manifestar-me a respeito do artigo intitulado “Maranhão e a Cultura”, do escritor Tarcísio Pereira, publicado por esse jornal na edição de 22 a 28 de outubro do corrente ano, no tocante as afirmações sobre o Espaço Cultural José Lins do Rego e o Teatro Santa Roza, ambos administrados pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), da qual ocupo o posto de presidente desde maio de 2009.
Neste pouco mais de um ano em que me encontro à frente da Funesc, não medi esforços para que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza tivessem um tratamento proporcional a importância que estes dois equipamentos têm para a sociedade paraibana. Não é de hoje que digo que encontrei o Espaço Cultural em uma situação de abandono e afirmo, categoricamente, que planetário, cinema e biblioteca, para citar apenas três equipamentos do Espaço Cultural, estavam completamente inutilizados, e há um bom tempo.
Decerto não fizemos a reforma completa que gostaríamos de fazer, mas, sem falsa modéstia, fizemos bastante neste curto espaço de tempo. A Funesc termina o ano com o Planetário em pleno funcionamento, já que em fevereiro deste ano investimos no conserto do projetor, que estava quebrado. Reabrimos em junho a Biblioteca Juarez da Gama Batista, a maior biblioteca do Estado, fechada há inexplicáveis sete anos!
No primeiro semestre também entregamos um Teatro de Arena revitalizado, pintado, com cadeiras para dar um maior conforto. Graças a isso, Hoje, passamos a sediar o projeto Seis e Meia e a receber artistas nacionais e internacionais, como Stanley Jordan.
Há um ano criamos e entregamos à sociedade uma escola muito especial. A Escola Especial Juarez Johnson conta com músicos com doutorado e fisioterapeutas gabaritados para, juntos, ensinarem crianças com necessidades especiais a tocar um instrumento. Atualmente, 48 crianças participam das aulas. Outras 53 crianças aguardam na lista de espera.
Ao mesmo tempo, reabrimos outro equipamento importante, a oficina-escola de lutheria, desativada também há anos. Graças ao nosso esforço, ela voltou a fabricar instrumentos musicais e a ministrar cursos para assistentes de luthier, gratuitos a alunos da rede pública de ensino.
Encontramos a Escola de Dança da Funesc danificada, com cerca de 80% de sua estrutura comprometida, como pisos, paredes e instalações elétricas danificados, e hoje ela está sendo reformada. Da mesma maneira, conseguimos junto ao BNB um patrocínio para a restauração de 15 obras do nosso acervo que estavam danificadas pela falta de manutenção, e ainda vamos inaugurar, até o fim do ano, uma reserva técnica para que nossas mais de 100 obras possam ser apropriadamente acondicionada.
Ainda em 2009, reativamos a projeção de filmes do Bangüê, fazendo diversos reparos e transformando-o em um espaço bivalente, tanto para cinema quanto para teatro. E para atender a uma demanda específica de cinema, inauguramos, este ano, o Espaço Cine Digital, que vem, religiosamente, exibindo filmes todas as semanas desde que foi aberto.
E em relação ao Teatro Santa Roza, o qual Tarcísio Pereira foi diretor, revitalizamos o teatro para a comemoração dos 120 de sua existencia.
Agradeço a consideração de Tarcísio Pereira quando reconhece o carinho e o zelo que tenho para com o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza. Acredito que quando se fala em reforma desses dois equipamentos, se fala em um processo longo e que exige uma dedicação extraordinária, devido a complexidade estrutural e ao papel que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza desempenham diariamente na vida do cidadão paraibano.
E ainda há muito o que fazer. Agora, após a eleição, a Funesc tem R$ 600 mil para receber do Ministério do Turismo. O dinheiro será investido no pórtico de entrada do Espaço Cultural. Também conseguimos junto a atual bancada federal um montante de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares, que serão usadas na construção do Museu de Arte Contemporânea(MAC) e em novas melhorias do citado cine-teatro Bangüê, no teatro Paulo Pontes e na Galeria de Arte Archidy Picado.
Portanto, digo que o Espaço Cultural continua em reformas desde que assumi, com o compromisso de devolver ao povo paraibano, na medida do possível, o projeto idealizado por meu pai com tanto carinho e apreço, já que ele sabia o valor e o poder transformador que a arte, a cultura e a educação têm em um povo.
Com estas palavras, espero deixar claro perante a opinião pública o esforço do Governador Maranhão em valorizar a cultura, através da atenção inestimável que tem dado à Fundação Espaço Cultural da Paraíba.
Termino convidando a reportagem do jornal O Contraponto, assim como o escritor Tarcísio Pereira, a conhecerem de perto o trabalho que estamos imprimindo, no Espaço Cultural e no Teatro Santa Roza. Estamos de portas abertas e à disposição, sempre.
Cordialmente,
Maurício Navarro Burity
Presidente da Funesc
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A GREVE FRANCESA
Pelo historiador JALDES MENEZES da UFPB - Universidade Federal da Paraíba
Há um belo soneto do grande poeta francês Charles Baudelaire que começa assim: a rua em torno era um frenético alarido (A uma passante).
Paris, Lyon, Marseille, junho, 1789; fevereiro, 1848; maio, 1968; outubro, 2010: tão longe, tão perto. Sem dúvida, o alarido das multidões nas ruas vem a ser, junto com o vinho e os queijos, uma moderna tradição francesa. A explicação estrutural do fenômeno de protestar nas ruas e erguer barricadas deita no próprio processo da revolução francesa de 1789: na radicalização do processo jacobino (1792), os franceses fizeram uma reforma agrária radical, fatiando os antigos feudos em pequenas propriedades camponesas. Dessa maneira, a acumulação primitiva de capitais no campo foi relativamente lenta, tendo em vistas o acelerado processo inglês. Ou seja: a transferência de renda e capital do campo para a cidade se deu de modo constante, mas num ritmo equilibrado, tanto que até os dias de hoje os pequenos proprietários rurais são uma voz política importante na França.
Qual a conexão da evolução das estruturas econômicas da industrialização francesa com o mundo da política? O processo de revolução na França configurou um tipo de hegemonia no qual as figuras do camponês e do artesão, lado a lado com as formas sociais novas do operário fabril e do burguês, tiveram que estabelecer formas de convivência, certamente conflituosas, de hegemonia burguesa, decerto incorporadora, embora muitas vezes assumindo contornos bonapartistas, das demandas sociais dos de baixo. Enfim, o paradoxo do processo de revolução burguesa na Franca lídimo e simples: o desmoronamento dos estamentos aristocráticos, e do clero, requisitou de um amplo consentimento social.
Foi esta sui generis configuração da econômica com a política, o solo no qual germinaram as idéias radicais republicanas e socialistas que tanto agradou o jovem Marx e tanto ódio despertou, em uníssono, de todos os membros, sem exceção, do pensamento conservador, numa escala de Burke a Nietzsche. Neste ínterim, é o caso de recordar o pensamento corporativista de Saint-Simon – fundamento ideológico do Estado Social Francês –, atentando ao fato de que o corporativismo pregava a paz social, mas a partir do acordo entre as partes litigantes.
Deve-se perceber que as raízes do Estado de Bem Estar Social francês estão arraigadas na cultura política do país. Desmontá-lo, portanto, se assemelha a uma autêntica operação de guerra. Por isso, o atual movimento grevista contra a lei de Sarkozy, que eleva a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos (na verdade, o fio do novelo de outras medidas), conta a adesão, conforme pesquisas, de 71% da população.
É fato que as bases definitivas do Estado Providência Francês é relativamente recente: adveio dos chamados acordos de Grenoble, acordo corporativo entre o Estado gaulista e os sindicatos comunistas que selou o fim dos movimentos de 1968, reiterando a tradição dos acordos de classe se seguirem aos estertores do movimento revolucionário.
Para entender Sarkozy e os acontecimentos da greve francesa, talvez seja o caso de recuar a maio de 1968.
No movimento do século passado, tínhamos a circunstância da irrupção de surpresa de um protesto juvenil, nascido nas Universidades, que se espalhou como um barril de pólvora para muito próximo de uma classe operária fabril compacta, massiva e sindicalizada. Mais ainda: a aliança entre operários e estudantes estava acompanhada de um audacioso projeto de emancipação social e humana – a imaginação histórica estava funcionando a pleno vapor –, no qual os intelectuais tiveram um papel de destaque, sem comparação em nenhum movimento político recente, na Europa ocidental.
Não devemos fantasiar 1968, até porque tínhamos a outra face da moeda, afinal vitoriosa. Do ponto de vista político, rememorando as melhores tradições bonapartistas francesas, tivemos a atuação do General de Gaulle, que sabia ser fundamental que o aparelho de Estado e as elites agissem sob um comando único (o seu) durante a crise, sem apresentar sequer nesgas de dissidências.
Todos deram carta branca ao comando unipessoal do general, que agiu em dois flancos: não pestanejou no uso dos instrumentos constitucionais de exceção ao seu dispor; porém, a dissuasão aos movimentos de rua foi dura, mas a repressão policial seguinte relativamente branda, poucas pessoas foram presas e ninguém condenado – “não se pode prender Sartre, não se pode prender Voltaire” disse o general em plena crise, uma frase de efeito que denota uma estratégia.
Resultado: o movimento deixou poucas cicatrizes (é lembrado até com bom humor e saudosismo), e algumas bandeiras do movimento foram sendo paulatinamente absorvidas pelo establishment – ao menos em sua dinâmica cultural e comportamental –, contíguo com boa parte das lideranças estudantil e os intelectuais, sendo perfeitamente integrados.
Revendo a poeira de 1968, Nicolas Sarkozy, estava ao lado do Estado e contra as barricadas. Não mudou de lado. Contudo, há uma novidade de perfil. Trata-se de um político-camaleão sem medo de usar o discurso da externa direita.
Bem define Sarkosy, no atual momento da Europa, o sociólogo Pierre Rosanvallon, “Houve, sucessivamente, o sarkozysmo liberal, o nacional-colbertista [protecionista], o securitário e o quase xenófobo. Berlusconi, na Itália, e Cameron, no Reino Unido, são parecidos. Representam uma direita conquistadora e sem complexos.
O verdadeiro fenômeno na Europa é essa guinada geral à direita. Desde junho de 2009, quando houve as últimas eleições para o Parlamento europeu, os 13 pleitos legislativos nacionais que ocorreram na Europa deram vitória à direita.
Mas, ao contrário da direita social e republicana de gente como Jacques Chirac, a ruptura que Sarkozy representa não é somente uma questão de estilo.
Sarkozy não hesita em tomar emprestado parte da linguagem e da agenda da extrema direita. Mas, aí também, é algo comum a todos os países europeus. Até a Suécia, fortaleza social-democrata, viu a extrema-direita se impor como fiel da balança na última eleição.”
Sarkozy, até o momento, não dispõe da unidade da assustada classe média e das elites, como De Gaulle em 1968. Virá a ter no futuro próximo? Dificilmente, pois a crise econômica atual é mais grave e profunda que a de 68.
Na greve atual, ao contrário da irrupção de surpresa do passado, que paralisa os operários, os transportes públicos, as refinarias, as escolas, os hospitais, enfim, a maioria dos serviços estatais, era uma queda de braço anunciada pelo menos desde a crise econômica de 2008. A atitude inicial de parecer um político “durão” foi um completo desastre. Passava pela cabeça do marido de Carla Bruni o ganho simbólico de derrotar o antagonismo dos sindicatos, cabeça ceifada a ser exibida ao mundo dos negócios, e aos consortes chefes de Estado da União Européia.
Qualquer que seja o desfecho, o Presidente Francês encontra-se encurralado. Evidentemente, ele sabe que depois de um ápice, em algum momento, a greve vai arrefecer. Talvez negocie algumas reivindicações secundárias dos grevistas, sem abrir mão do essencial: o aumento no tempo de aposentadoria. De todo modo, o desgaste é irremediável. Não é pouco, quando se sabe que a direita européia tem sido vitoriosa em todas as eleições recentes, depois de 2008. Pode-se abrir um espaço para a esquerda e até para a emersão de um projeto político de classe em um país fundamental do capitalismo mundial.
Tivemos uma greve geral dos serviços públicos na Franca em 2007. É impressionante como a opinião pública se deslocou de lá para cá: dois anos passados, era difícil explicar aos usuários a greve nos serviços públicos. Hoje, o apoio é generalizado. Criou-se uma greve de força popular, no qual a situação dos sindicatos é de ofensiva. Quando é criada uma situação dessas, sem negociar as reivindicações, caso o movimento se mantenha firme e unitário, no limite só resta uma alternativa ao poder do Estado: a repressão e até o Estado de Sítio. Vamos aguardar os próximos acontecimentos.
Há um belo soneto do grande poeta francês Charles Baudelaire que começa assim: a rua em torno era um frenético alarido (A uma passante).
Paris, Lyon, Marseille, junho, 1789; fevereiro, 1848; maio, 1968; outubro, 2010: tão longe, tão perto. Sem dúvida, o alarido das multidões nas ruas vem a ser, junto com o vinho e os queijos, uma moderna tradição francesa. A explicação estrutural do fenômeno de protestar nas ruas e erguer barricadas deita no próprio processo da revolução francesa de 1789: na radicalização do processo jacobino (1792), os franceses fizeram uma reforma agrária radical, fatiando os antigos feudos em pequenas propriedades camponesas. Dessa maneira, a acumulação primitiva de capitais no campo foi relativamente lenta, tendo em vistas o acelerado processo inglês. Ou seja: a transferência de renda e capital do campo para a cidade se deu de modo constante, mas num ritmo equilibrado, tanto que até os dias de hoje os pequenos proprietários rurais são uma voz política importante na França.
Qual a conexão da evolução das estruturas econômicas da industrialização francesa com o mundo da política? O processo de revolução na França configurou um tipo de hegemonia no qual as figuras do camponês e do artesão, lado a lado com as formas sociais novas do operário fabril e do burguês, tiveram que estabelecer formas de convivência, certamente conflituosas, de hegemonia burguesa, decerto incorporadora, embora muitas vezes assumindo contornos bonapartistas, das demandas sociais dos de baixo. Enfim, o paradoxo do processo de revolução burguesa na Franca lídimo e simples: o desmoronamento dos estamentos aristocráticos, e do clero, requisitou de um amplo consentimento social.
Foi esta sui generis configuração da econômica com a política, o solo no qual germinaram as idéias radicais republicanas e socialistas que tanto agradou o jovem Marx e tanto ódio despertou, em uníssono, de todos os membros, sem exceção, do pensamento conservador, numa escala de Burke a Nietzsche. Neste ínterim, é o caso de recordar o pensamento corporativista de Saint-Simon – fundamento ideológico do Estado Social Francês –, atentando ao fato de que o corporativismo pregava a paz social, mas a partir do acordo entre as partes litigantes.
Deve-se perceber que as raízes do Estado de Bem Estar Social francês estão arraigadas na cultura política do país. Desmontá-lo, portanto, se assemelha a uma autêntica operação de guerra. Por isso, o atual movimento grevista contra a lei de Sarkozy, que eleva a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos (na verdade, o fio do novelo de outras medidas), conta a adesão, conforme pesquisas, de 71% da população.
É fato que as bases definitivas do Estado Providência Francês é relativamente recente: adveio dos chamados acordos de Grenoble, acordo corporativo entre o Estado gaulista e os sindicatos comunistas que selou o fim dos movimentos de 1968, reiterando a tradição dos acordos de classe se seguirem aos estertores do movimento revolucionário.
Para entender Sarkozy e os acontecimentos da greve francesa, talvez seja o caso de recuar a maio de 1968.
No movimento do século passado, tínhamos a circunstância da irrupção de surpresa de um protesto juvenil, nascido nas Universidades, que se espalhou como um barril de pólvora para muito próximo de uma classe operária fabril compacta, massiva e sindicalizada. Mais ainda: a aliança entre operários e estudantes estava acompanhada de um audacioso projeto de emancipação social e humana – a imaginação histórica estava funcionando a pleno vapor –, no qual os intelectuais tiveram um papel de destaque, sem comparação em nenhum movimento político recente, na Europa ocidental.
Não devemos fantasiar 1968, até porque tínhamos a outra face da moeda, afinal vitoriosa. Do ponto de vista político, rememorando as melhores tradições bonapartistas francesas, tivemos a atuação do General de Gaulle, que sabia ser fundamental que o aparelho de Estado e as elites agissem sob um comando único (o seu) durante a crise, sem apresentar sequer nesgas de dissidências.
Todos deram carta branca ao comando unipessoal do general, que agiu em dois flancos: não pestanejou no uso dos instrumentos constitucionais de exceção ao seu dispor; porém, a dissuasão aos movimentos de rua foi dura, mas a repressão policial seguinte relativamente branda, poucas pessoas foram presas e ninguém condenado – “não se pode prender Sartre, não se pode prender Voltaire” disse o general em plena crise, uma frase de efeito que denota uma estratégia.
Resultado: o movimento deixou poucas cicatrizes (é lembrado até com bom humor e saudosismo), e algumas bandeiras do movimento foram sendo paulatinamente absorvidas pelo establishment – ao menos em sua dinâmica cultural e comportamental –, contíguo com boa parte das lideranças estudantil e os intelectuais, sendo perfeitamente integrados.
Revendo a poeira de 1968, Nicolas Sarkozy, estava ao lado do Estado e contra as barricadas. Não mudou de lado. Contudo, há uma novidade de perfil. Trata-se de um político-camaleão sem medo de usar o discurso da externa direita.
Bem define Sarkosy, no atual momento da Europa, o sociólogo Pierre Rosanvallon, “Houve, sucessivamente, o sarkozysmo liberal, o nacional-colbertista [protecionista], o securitário e o quase xenófobo. Berlusconi, na Itália, e Cameron, no Reino Unido, são parecidos. Representam uma direita conquistadora e sem complexos.
O verdadeiro fenômeno na Europa é essa guinada geral à direita. Desde junho de 2009, quando houve as últimas eleições para o Parlamento europeu, os 13 pleitos legislativos nacionais que ocorreram na Europa deram vitória à direita.
Mas, ao contrário da direita social e republicana de gente como Jacques Chirac, a ruptura que Sarkozy representa não é somente uma questão de estilo.
Sarkozy não hesita em tomar emprestado parte da linguagem e da agenda da extrema direita. Mas, aí também, é algo comum a todos os países europeus. Até a Suécia, fortaleza social-democrata, viu a extrema-direita se impor como fiel da balança na última eleição.”
Sarkozy, até o momento, não dispõe da unidade da assustada classe média e das elites, como De Gaulle em 1968. Virá a ter no futuro próximo? Dificilmente, pois a crise econômica atual é mais grave e profunda que a de 68.
Na greve atual, ao contrário da irrupção de surpresa do passado, que paralisa os operários, os transportes públicos, as refinarias, as escolas, os hospitais, enfim, a maioria dos serviços estatais, era uma queda de braço anunciada pelo menos desde a crise econômica de 2008. A atitude inicial de parecer um político “durão” foi um completo desastre. Passava pela cabeça do marido de Carla Bruni o ganho simbólico de derrotar o antagonismo dos sindicatos, cabeça ceifada a ser exibida ao mundo dos negócios, e aos consortes chefes de Estado da União Européia.
Qualquer que seja o desfecho, o Presidente Francês encontra-se encurralado. Evidentemente, ele sabe que depois de um ápice, em algum momento, a greve vai arrefecer. Talvez negocie algumas reivindicações secundárias dos grevistas, sem abrir mão do essencial: o aumento no tempo de aposentadoria. De todo modo, o desgaste é irremediável. Não é pouco, quando se sabe que a direita européia tem sido vitoriosa em todas as eleições recentes, depois de 2008. Pode-se abrir um espaço para a esquerda e até para a emersão de um projeto político de classe em um país fundamental do capitalismo mundial.
Tivemos uma greve geral dos serviços públicos na Franca em 2007. É impressionante como a opinião pública se deslocou de lá para cá: dois anos passados, era difícil explicar aos usuários a greve nos serviços públicos. Hoje, o apoio é generalizado. Criou-se uma greve de força popular, no qual a situação dos sindicatos é de ofensiva. Quando é criada uma situação dessas, sem negociar as reivindicações, caso o movimento se mantenha firme e unitário, no limite só resta uma alternativa ao poder do Estado: a repressão e até o Estado de Sítio. Vamos aguardar os próximos acontecimentos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
CONEXÃO COM O FUTURO
O show de Tom Zé no Ponto Cem Réis foi um espetáculo imperdível, mas apresentou um cenário impróprio para o atual período eleitoral. Girassóis estilizados em movimento giratório foram projetados em um pano pendurado no fundo do palco.
O girassol é uma linda flor, mas está sendo usado como símbolo de campanha do ex-prefeito da capital ao Governo do Estado e a sua utilização em um evento cultural pago pela Prefeitura Municipal de João Pessoa é inconcebível.
O dinheiro que a Prefeitura arrecada dos contribuintes deve pagar o show de Tom Zé ou de qualquer artista que venha enriquecer a cultura de nossa população, jamais ser utilizado como instrumento explícito ou subliminar de campanha política do ex-prefeito.
Essa prática desenvolvida por alguns políticos que consideram-se acima da lei gera uma pedagogia do absurdo e transfere para a sociedade a noção de que não vale a pena cumprir a lei. Cada cidadão entende que pode espelhar-se em seus líderes e praticar delitos. O inconsciente coletivo do povo brasileiro foi dominado pelo crime, a sociedade está desgovernada. Até o dia 31 de outubro estamos em um processo eleitoral e a lei precisa ser respeitada em nome da governabilidade.
Aos 74 anos, Tom Zé é mais jovial do que os compositores da atual geração. Ele continua vanguardista há décadas e no palco ele pulava que só uma guariba. Tom Zé transpira alegria e irreverência.
O Ponto de Cem Réis estava efervescente. Cerca de três mil jovens, surpreendentemente com média de idade inferior a vinte anos, se espremiam diante do palco para compartilhar a alegria de um artista que atravessa décadas fazendo a cabeça de tantas gerações.
Como um maestro, ele conduzia a massa e estimulava aquela juventude a cantar as suas canções cheias de significado e sabedoria. Tom Zé é um mestre da boa política ao apresentar para a juventude músicas e letras inteligentes que pautam o caminho do bem. Nesse aspecto, o gesto do notável artista ficou muito distante de seus contratantes. A noite foi uma lição para o bem e para o mal. Considero que a do bem foi bem maior.
Tom não parou a sua pedagogia positiva nas suas canções. Em duas ocasiões o profeta anunciou: “Nicolelis falou que a inteligência da população da Paraíba é superior.” Ninguém entendeu nada porque essa afirmação faz parte de uma sociedade do futuro que ainda podemos construir. Não fiquei surpreso porque Tom Zé sempre esteve no futuro e de certa forma eu me entendo com ele. O instante atrai muito, mas sem tirar os olhos do amanhã. Essa declaração do doutor Nicolelis deveria tornar-se do conhecimento de todos os paraibanos que ainda sonham com uma sociedade menos desequilibrada.
Miguel Nicollelis é um neurocientista de grande relevo científico que está fazendo um trabalho fundamental para o futuro da sociedade brasileira. Os seus experimentos estão relacionados à construção de um moderno conceito de nação onde os jovens são intensivamente expostos à ciência para despertar o conhecimento que cada um de nós incorpora.
Essa experiência, a partir de um fragmento da sociedade, poderá colocar o Brasil do futuro num ambiente científico bem diferente desse modelo que obriga as escolas e universidades à aprovação compulsória de seus alunos para preencher as estatísticas governamentais.
Nicolelis está preparando, a partir desses jovens potiguares, uma sociedade cujos líderes não conduzirão mais uma massa de ignorantes. Esperamos que os líderes paraibanos substituam essas práticas arcaicas e nos conduzam para um futuro mais saudável e digno.
RM@reginaldomarinho.com.br
O girassol é uma linda flor, mas está sendo usado como símbolo de campanha do ex-prefeito da capital ao Governo do Estado e a sua utilização em um evento cultural pago pela Prefeitura Municipal de João Pessoa é inconcebível.
O dinheiro que a Prefeitura arrecada dos contribuintes deve pagar o show de Tom Zé ou de qualquer artista que venha enriquecer a cultura de nossa população, jamais ser utilizado como instrumento explícito ou subliminar de campanha política do ex-prefeito.
Essa prática desenvolvida por alguns políticos que consideram-se acima da lei gera uma pedagogia do absurdo e transfere para a sociedade a noção de que não vale a pena cumprir a lei. Cada cidadão entende que pode espelhar-se em seus líderes e praticar delitos. O inconsciente coletivo do povo brasileiro foi dominado pelo crime, a sociedade está desgovernada. Até o dia 31 de outubro estamos em um processo eleitoral e a lei precisa ser respeitada em nome da governabilidade.
Aos 74 anos, Tom Zé é mais jovial do que os compositores da atual geração. Ele continua vanguardista há décadas e no palco ele pulava que só uma guariba. Tom Zé transpira alegria e irreverência.
O Ponto de Cem Réis estava efervescente. Cerca de três mil jovens, surpreendentemente com média de idade inferior a vinte anos, se espremiam diante do palco para compartilhar a alegria de um artista que atravessa décadas fazendo a cabeça de tantas gerações.
Como um maestro, ele conduzia a massa e estimulava aquela juventude a cantar as suas canções cheias de significado e sabedoria. Tom Zé é um mestre da boa política ao apresentar para a juventude músicas e letras inteligentes que pautam o caminho do bem. Nesse aspecto, o gesto do notável artista ficou muito distante de seus contratantes. A noite foi uma lição para o bem e para o mal. Considero que a do bem foi bem maior.
Tom não parou a sua pedagogia positiva nas suas canções. Em duas ocasiões o profeta anunciou: “Nicolelis falou que a inteligência da população da Paraíba é superior.” Ninguém entendeu nada porque essa afirmação faz parte de uma sociedade do futuro que ainda podemos construir. Não fiquei surpreso porque Tom Zé sempre esteve no futuro e de certa forma eu me entendo com ele. O instante atrai muito, mas sem tirar os olhos do amanhã. Essa declaração do doutor Nicolelis deveria tornar-se do conhecimento de todos os paraibanos que ainda sonham com uma sociedade menos desequilibrada.
Miguel Nicollelis é um neurocientista de grande relevo científico que está fazendo um trabalho fundamental para o futuro da sociedade brasileira. Os seus experimentos estão relacionados à construção de um moderno conceito de nação onde os jovens são intensivamente expostos à ciência para despertar o conhecimento que cada um de nós incorpora.
Essa experiência, a partir de um fragmento da sociedade, poderá colocar o Brasil do futuro num ambiente científico bem diferente desse modelo que obriga as escolas e universidades à aprovação compulsória de seus alunos para preencher as estatísticas governamentais.
Nicolelis está preparando, a partir desses jovens potiguares, uma sociedade cujos líderes não conduzirão mais uma massa de ignorantes. Esperamos que os líderes paraibanos substituam essas práticas arcaicas e nos conduzam para um futuro mais saudável e digno.
RM@reginaldomarinho.com.br
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
SONORA BRASIL NA IGREJA DE SÃO FRANCISCO - centro histórico
Última etapa do Sonora Brasil traz o Quinteto Leão do Norte a João Pessoa
A música erudita é novamente destaque através do projeto Sonora Brasil do Sesc Paraíba, que traz a João Pessoa o Quinteto Leão do Norte em única apresentação na Igreja de São Francisco. O concerto, que mescla os sons da corda e sopros, acontece nesta segunda-feira, dia 04, a partir das 20 horas, e a entrada é gratuita.
Para interpretar as obras de Cláudio Santoro e Guerra-Peixe, homenageados na edição 2010 do projeto, o Quinteto Leão do Norte apresenta uma combinação mista de cordas e sopros. Formado especialmente para integrar o Sonora Brasil 2010, o quinteto fará uma apresentação dividida em oito momentos, alternando entre obras clássicas dos músicos homenageados através do som do clarinete, violino, viola, violoncelo e flauta.
O projeto Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é reconhecido como o maior projeto de circulação musical do Brasil. De norte a sul do país, os concertos da edição 2010 totalizam 340 apresentações, que buscam despertar no público um olhar crítico sobre a produção e a difusão da música brasileira, além de incentivar novos hábitos de apreciação musical através de apresentações acústicas. O Sonora Brasil busca ainda busca difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não-comercial e puramente nacional. Desenvolvido pelo Sesc, o projeto em João Pessoa é realizado com o apoio do Centro Cultural São Francisco.
A cada etapa desenvolvida pelo SESC Paraíba, o público tem recebido com animação o projeto, que também ganhou destaque na imprensa pela beleza e qualidade de suas apresentações. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas através do telefone (83) 3208-3158, ou no setor cultural do Sesc Centro João Pessoa, que fica na Rua Desembargador Souto Maior, 281, no Centro da cidade.
Quinteto Leão do Norte
A base do grupo está nos três integrantes do Quarteto Encore, conjunto de cordas de Recife que realiza trabalhos reconhecidos pela sua qualidade. Os músicos do quinteto, apesar de jovens, possuem larga experiência como intérpretes, professores e músicos de orquestras e conjuntos de câmara.
Glauber Santos (clarinete) integra a Orquestra Sinfônica do Recife, além de ser docente na Universidade Federal da Bahia e músico convidado da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Carlos Santos (violino) já integrou a Orquestra Filarmônica do Chile, além de ter sido professor de música no país e ter formado o Quarteto de Cordas do Instituto de Música de Santiago. Atualmente é diretor assistente da Orquestra Sinfônica do Conservatório Pernambucano de Música e Diretor Artístico da Orquestra Experimental de Câmera.
Nilson Galvão Jr. (violoncelo) é mestre em performance pela Campbellsville University e em regência orquestral pela Louisville University, e trabalha na Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música. Nilzeth Galvão Santos (viola) é graduada pela UFPB e mestre pela Campbellsville University, tendo ganhado prêmios internacionais. Rogério Acioli (flauta) é formado pela UFPB, com especialização na École Nationale de Musique de Créteil (França), onde ganhou prêmios internacionais. Atualmente é professor do Conservatório Pernambucano de Música, de Centro de Educação Musical de Olina e flautista titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
A música erudita é novamente destaque através do projeto Sonora Brasil do Sesc Paraíba, que traz a João Pessoa o Quinteto Leão do Norte em única apresentação na Igreja de São Francisco. O concerto, que mescla os sons da corda e sopros, acontece nesta segunda-feira, dia 04, a partir das 20 horas, e a entrada é gratuita.
Para interpretar as obras de Cláudio Santoro e Guerra-Peixe, homenageados na edição 2010 do projeto, o Quinteto Leão do Norte apresenta uma combinação mista de cordas e sopros. Formado especialmente para integrar o Sonora Brasil 2010, o quinteto fará uma apresentação dividida em oito momentos, alternando entre obras clássicas dos músicos homenageados através do som do clarinete, violino, viola, violoncelo e flauta.
O projeto Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é reconhecido como o maior projeto de circulação musical do Brasil. De norte a sul do país, os concertos da edição 2010 totalizam 340 apresentações, que buscam despertar no público um olhar crítico sobre a produção e a difusão da música brasileira, além de incentivar novos hábitos de apreciação musical através de apresentações acústicas. O Sonora Brasil busca ainda busca difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não-comercial e puramente nacional. Desenvolvido pelo Sesc, o projeto em João Pessoa é realizado com o apoio do Centro Cultural São Francisco.
A cada etapa desenvolvida pelo SESC Paraíba, o público tem recebido com animação o projeto, que também ganhou destaque na imprensa pela beleza e qualidade de suas apresentações. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas através do telefone (83) 3208-3158, ou no setor cultural do Sesc Centro João Pessoa, que fica na Rua Desembargador Souto Maior, 281, no Centro da cidade.
Quinteto Leão do Norte
A base do grupo está nos três integrantes do Quarteto Encore, conjunto de cordas de Recife que realiza trabalhos reconhecidos pela sua qualidade. Os músicos do quinteto, apesar de jovens, possuem larga experiência como intérpretes, professores e músicos de orquestras e conjuntos de câmara.
Glauber Santos (clarinete) integra a Orquestra Sinfônica do Recife, além de ser docente na Universidade Federal da Bahia e músico convidado da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Carlos Santos (violino) já integrou a Orquestra Filarmônica do Chile, além de ter sido professor de música no país e ter formado o Quarteto de Cordas do Instituto de Música de Santiago. Atualmente é diretor assistente da Orquestra Sinfônica do Conservatório Pernambucano de Música e Diretor Artístico da Orquestra Experimental de Câmera.
Nilson Galvão Jr. (violoncelo) é mestre em performance pela Campbellsville University e em regência orquestral pela Louisville University, e trabalha na Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música. Nilzeth Galvão Santos (viola) é graduada pela UFPB e mestre pela Campbellsville University, tendo ganhado prêmios internacionais. Rogério Acioli (flauta) é formado pela UFPB, com especialização na École Nationale de Musique de Créteil (França), onde ganhou prêmios internacionais. Atualmente é professor do Conservatório Pernambucano de Música, de Centro de Educação Musical de Olina e flautista titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
domingo, 26 de setembro de 2010
PARA A CULTURA PARAIBANA
O meu amigo vento
Postado por Reginaldo Marinho em 26/09/10 as 10:54
O meu amigo vento não veio me procurar, porque multidões ele foi arrastar. É assim que o compositor Zé Ramalho vive há décadas: arrastando multidões por onde quer que vá. Naquela noite de sua homenagem, nas areias do Cabo Branco, diante daquelas ondas, eu fui ver o meu amigo vento. Ele estava lá, forte e intenso como a rocha de Brejo do Cruz que domina a paisagem da cidade e a supera em energia magnética.
Zé Ramalho encanta fãs pelo Brasil inteiro com as mesmas canções que a Paraíba não quis reconhecer no início de sua carreira como Chão de Giz, Avohai, Vila do Sossego, Garoto de Aluguel e tantas outras que são referências da moderna música popular brasileira.
Zé acostumou-se a arrastar multidões desde que saiu da Paraíba para mostrar o seu talento, há mais de trinta anos no sul maravilha. Um reconhecimento que é negado a qualquer paraibano por causa de um fenômeno que nos atinge profundamente: somos uma sociedade colonizada. A falta de políticas que afirmem a nossa identidade e a própria capacidade de gerar produtos culturais de excelente qualidade nos faz dependentes de organizações sociais mais poderosas economicamente, localizadas no Sudeste, que terminam induzindo o que devemos consumir em matéria de cultura.
O triunfo de Zé Ramalho e o respectivo desprezo pelo seu talento, antes do sucesso externo, é um poderoso emblema de nossa mediocridade causada pela ausência de um instrumento capaz de promover a excelência da produção cultural da Paraíba.
Tomemos como exemplo a Bahia. Desde a década de sessenta, nas gestões de ACM como prefeito de Salvador e governador do Estado, respectivamente, que a Bahia estimula fortemente as atividades culturais. Além de fortalecimento da autoestima da população, o reconhecimento e a propagação dos produtos culturais baianos geram riquezas há mais de quarenta anos, cujos reflexos se estendem para o turismo e outros aspectos da economia.
Há tempo de semear e de colher. O governador Zé Maranhão plantou a semente e merece o nosso aplauso por ter encaminhado um projeto de lei para a Assembléia Legislativa criando a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, o que certamente irá contribuir para reduzir essa incapacidade lesiva de identificar e promover os gênios paraibanos em todas as atividades que a transversalidade cultural permita.
http://www.wscom.com.br/blog/reginaldo_marinho
Postado por Reginaldo Marinho em 26/09/10 as 10:54
O meu amigo vento não veio me procurar, porque multidões ele foi arrastar. É assim que o compositor Zé Ramalho vive há décadas: arrastando multidões por onde quer que vá. Naquela noite de sua homenagem, nas areias do Cabo Branco, diante daquelas ondas, eu fui ver o meu amigo vento. Ele estava lá, forte e intenso como a rocha de Brejo do Cruz que domina a paisagem da cidade e a supera em energia magnética.
Zé Ramalho encanta fãs pelo Brasil inteiro com as mesmas canções que a Paraíba não quis reconhecer no início de sua carreira como Chão de Giz, Avohai, Vila do Sossego, Garoto de Aluguel e tantas outras que são referências da moderna música popular brasileira.
Zé acostumou-se a arrastar multidões desde que saiu da Paraíba para mostrar o seu talento, há mais de trinta anos no sul maravilha. Um reconhecimento que é negado a qualquer paraibano por causa de um fenômeno que nos atinge profundamente: somos uma sociedade colonizada. A falta de políticas que afirmem a nossa identidade e a própria capacidade de gerar produtos culturais de excelente qualidade nos faz dependentes de organizações sociais mais poderosas economicamente, localizadas no Sudeste, que terminam induzindo o que devemos consumir em matéria de cultura.
O triunfo de Zé Ramalho e o respectivo desprezo pelo seu talento, antes do sucesso externo, é um poderoso emblema de nossa mediocridade causada pela ausência de um instrumento capaz de promover a excelência da produção cultural da Paraíba.
Tomemos como exemplo a Bahia. Desde a década de sessenta, nas gestões de ACM como prefeito de Salvador e governador do Estado, respectivamente, que a Bahia estimula fortemente as atividades culturais. Além de fortalecimento da autoestima da população, o reconhecimento e a propagação dos produtos culturais baianos geram riquezas há mais de quarenta anos, cujos reflexos se estendem para o turismo e outros aspectos da economia.
Há tempo de semear e de colher. O governador Zé Maranhão plantou a semente e merece o nosso aplauso por ter encaminhado um projeto de lei para a Assembléia Legislativa criando a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, o que certamente irá contribuir para reduzir essa incapacidade lesiva de identificar e promover os gênios paraibanos em todas as atividades que a transversalidade cultural permita.
http://www.wscom.com.br/blog/reginaldo_marinho
//www.portalcorreio.com.br/jornalcorreio/colunaLer.asp?columnId=22
Rubens Nóbrega
Domingo, 26 de Setembro
INSUSTENTÁVEL
Discordo dos que discordam de Dom Aldo Pagotto e, por discordarem, querem vê-lo longe daqui, substituído no comando da Igreja Católica na Paraíba.
Não só querem como estão pedindo a quem de direito porque Sua Eminência Reverendíssima seria preconceituosa e intolerante em relação aos pobres.
Mas isso, possível traço de personalidade, é também direito dele. Dom Aldo tem todo o direito de manifestar todo o seu preconceito e intolerância contra os pobres.
Penso até que se age assim é porque talvez acredite que subirá ao Reino dos Céus por ser pobre de espírito, conforme prometeu Jesus na montanha.
O melhor a fazer, então, é rezar para que o Senhor tire todo o ódio que há no coração de Dom Aldo contra aqueles que combatem injustiças e iniqüidades.
"Não temas, minha donzela, nossa sorte nessa guerra". Também disse Jesus: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!".
Da mesma forma, Dom Aldo tem todo o direito de criticar, perseguir e discriminar os movimentos sociais que lutam pelos mais humildes e excluídos.
Deus haverá de prover bom destino aos exilados das bênçãos e preces de Dom Aldo. "Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido", não é mesmo?
Do mesmo modo, Dom Aldo tem todo o direito de se aliar a qualquer grupo, partido ou político, ainda que o mais retrógrado e corrupto, e defendê-lo com toda a paixão.
Até por que o arcebispo também tem o direito de ser e se manter coerente com a sua opção política e ideológica. Aceitemos, pois. Democraticamente, aceitemos.
Por igual razão, a ninguém é dado o direito de negar a Dom Aldo o direito de se postar contra qualquer proposta de reforma agrária, mesmo aquela defendida pela CNBB.
Por essa e outras, não entendo como se possa pretender tirar de Dom Aldo o direito de atacar, procurar fragilizar e esvaziar pastorais e comunidades eclesiais de base.
É o mínimo que se espera de quem trata "com arrogância e desprezo" os que podem menos e com privilégio "os ricos e poderosos" que podem mais ou, vez em quando, tudo.
Deixem Dom Aldo afrontar "um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil", como vocês próprios dizem.
Não dá para esperar apoio à reforma agrária e aos trabalhadores sem terra de quem sacraliza o direito de propriedade e demoniza quem só quer a terra para sobreviver.
Não dá para cobrar posições em favor de quem mais precisa a quem tentou barrar um Frei Anastácio no Incra da Paraíba para, no lugar do frade, botar um latifundiário.
Não dá para exigir dele que tenha pena das vítimas do crime organizado quando publicamente nega a existência dos grupos de extermínio na Paraíba.
Por que, então, ó Pai, esperar que Dom Aldo faça algo diferente do que fez contra o padre-deputado Luiz Couto, justamente um alvo preferencial dos exterminadores?
Ou vocês acham que passaria incólume pelo arcebispado atual quem prega e pratica tudo aquilo que se apresenta como o inverso do que prega e pratica o seu arcebispo?
Que assim seja
Diante do exposto, defendo enfaticamente que a Dom Aldo de Cillo Pagotto sejam oferecidas todas as garantias ao exercício pleno de suas incoerências e contradições.
Por exemplo: se Dom Aldo é contra os religiosos na política e, ao mesmo tempo, comporta-se feito governador tucano ou senador democrata, ninguém tem nada com isso.
Se Dom Aldo chega à Paraíba proibindo casamento luxuoso e depois celebra o mais luxuoso de todos, casando filhos de correligionários que ficaram `podres de rico'...
De outro lado, é problema de Dom Aldo se ele mandou ou deixou fechar a Casa de Convivência Positiva, que ajudava pessoas vítimas de Aids em João Pessoa.
Ninguém tem nada a ver se Dom Aldo é favorável ao trabalho infantil, à redução da maioridade penal e, por conseguinte, contrário ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Nem por isso, pelo amor a Deus, queiram puxar filme antigo e crucificar Dom Aldo só porque ele foi acusado pelo Ministério Público do Ceará de defender padre pedófilo.
Não tentem, por tudo quanto é sagrado, satanizar o arcebispo da Paraíba só porque ele foi denunciado por tentar intimidar adolescentes vítimas de pedofilia lá no Acaraú.
Razão de ser
Bem, o que faço aqui é contraponto ao que fez semana passada meia centena de leigos, leigas, religiosas, religiosos, diáconos e presbíteros da Arquidiocese da Paraíba.
Refiro-me ao pessoal que resolveu vir a público `pedir a cabeça' do arcebispo metropolitano em carta-aberta à CNBB e ao Núncio Apostólico no Brasil.
Querem substituí-lo porque Sua Reverendíssima seria protagonista de "uma longa seqüência de atos deploráveis" desde que chegou à Pequenina.
Segundo os denunciantes e subscritores do tal manifesto, as atitudes de Dom Aldo se voltam, principalmente, "contra os pobres e a maioria das pastorais sociais".
Antes, creio que ano passado, promoventes desse `Fora Dom Aldo!' divulgaram documento parecido cobrando retratação do arcebispo, mas ele não deu a menor.
"Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação", dizem os autores do manifesto de agora.
Na conta desse povo, o que Dom Aldo vem fazendo cabe numa "lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação (...) em relação aos movimentos populares".
Eis os motivos porque querem ver o arcebispo bem longe da Paraíba, mas, na minha compreensão, estão pedindo a transferência do homem às instâncias erradas.
Deveriam requerer ao próprio Dom Aldo, apelando, mui respeitosamente, que ele reconheça a sua própria insustentabilidade, pegue o boné, quer dizer, a mitra, e...
Além do mais, essa seria uma alternativa mais cristã, digamos. Afinal, como disse Cristo na hora crucial, "Pai, perdoa-lhe(s)". Ele não sabe (ou sabe, exatamente) o que faz.
Domingo, 26 de Setembro
INSUSTENTÁVEL
Discordo dos que discordam de Dom Aldo Pagotto e, por discordarem, querem vê-lo longe daqui, substituído no comando da Igreja Católica na Paraíba.
Não só querem como estão pedindo a quem de direito porque Sua Eminência Reverendíssima seria preconceituosa e intolerante em relação aos pobres.
Mas isso, possível traço de personalidade, é também direito dele. Dom Aldo tem todo o direito de manifestar todo o seu preconceito e intolerância contra os pobres.
Penso até que se age assim é porque talvez acredite que subirá ao Reino dos Céus por ser pobre de espírito, conforme prometeu Jesus na montanha.
O melhor a fazer, então, é rezar para que o Senhor tire todo o ódio que há no coração de Dom Aldo contra aqueles que combatem injustiças e iniqüidades.
"Não temas, minha donzela, nossa sorte nessa guerra". Também disse Jesus: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!".
Da mesma forma, Dom Aldo tem todo o direito de criticar, perseguir e discriminar os movimentos sociais que lutam pelos mais humildes e excluídos.
Deus haverá de prover bom destino aos exilados das bênçãos e preces de Dom Aldo. "Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido", não é mesmo?
Do mesmo modo, Dom Aldo tem todo o direito de se aliar a qualquer grupo, partido ou político, ainda que o mais retrógrado e corrupto, e defendê-lo com toda a paixão.
Até por que o arcebispo também tem o direito de ser e se manter coerente com a sua opção política e ideológica. Aceitemos, pois. Democraticamente, aceitemos.
Por igual razão, a ninguém é dado o direito de negar a Dom Aldo o direito de se postar contra qualquer proposta de reforma agrária, mesmo aquela defendida pela CNBB.
Por essa e outras, não entendo como se possa pretender tirar de Dom Aldo o direito de atacar, procurar fragilizar e esvaziar pastorais e comunidades eclesiais de base.
É o mínimo que se espera de quem trata "com arrogância e desprezo" os que podem menos e com privilégio "os ricos e poderosos" que podem mais ou, vez em quando, tudo.
Deixem Dom Aldo afrontar "um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil", como vocês próprios dizem.
Não dá para esperar apoio à reforma agrária e aos trabalhadores sem terra de quem sacraliza o direito de propriedade e demoniza quem só quer a terra para sobreviver.
Não dá para cobrar posições em favor de quem mais precisa a quem tentou barrar um Frei Anastácio no Incra da Paraíba para, no lugar do frade, botar um latifundiário.
Não dá para exigir dele que tenha pena das vítimas do crime organizado quando publicamente nega a existência dos grupos de extermínio na Paraíba.
Por que, então, ó Pai, esperar que Dom Aldo faça algo diferente do que fez contra o padre-deputado Luiz Couto, justamente um alvo preferencial dos exterminadores?
Ou vocês acham que passaria incólume pelo arcebispado atual quem prega e pratica tudo aquilo que se apresenta como o inverso do que prega e pratica o seu arcebispo?
Que assim seja
Diante do exposto, defendo enfaticamente que a Dom Aldo de Cillo Pagotto sejam oferecidas todas as garantias ao exercício pleno de suas incoerências e contradições.
Por exemplo: se Dom Aldo é contra os religiosos na política e, ao mesmo tempo, comporta-se feito governador tucano ou senador democrata, ninguém tem nada com isso.
Se Dom Aldo chega à Paraíba proibindo casamento luxuoso e depois celebra o mais luxuoso de todos, casando filhos de correligionários que ficaram `podres de rico'...
De outro lado, é problema de Dom Aldo se ele mandou ou deixou fechar a Casa de Convivência Positiva, que ajudava pessoas vítimas de Aids em João Pessoa.
Ninguém tem nada a ver se Dom Aldo é favorável ao trabalho infantil, à redução da maioridade penal e, por conseguinte, contrário ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Nem por isso, pelo amor a Deus, queiram puxar filme antigo e crucificar Dom Aldo só porque ele foi acusado pelo Ministério Público do Ceará de defender padre pedófilo.
Não tentem, por tudo quanto é sagrado, satanizar o arcebispo da Paraíba só porque ele foi denunciado por tentar intimidar adolescentes vítimas de pedofilia lá no Acaraú.
Razão de ser
Bem, o que faço aqui é contraponto ao que fez semana passada meia centena de leigos, leigas, religiosas, religiosos, diáconos e presbíteros da Arquidiocese da Paraíba.
Refiro-me ao pessoal que resolveu vir a público `pedir a cabeça' do arcebispo metropolitano em carta-aberta à CNBB e ao Núncio Apostólico no Brasil.
Querem substituí-lo porque Sua Reverendíssima seria protagonista de "uma longa seqüência de atos deploráveis" desde que chegou à Pequenina.
Segundo os denunciantes e subscritores do tal manifesto, as atitudes de Dom Aldo se voltam, principalmente, "contra os pobres e a maioria das pastorais sociais".
Antes, creio que ano passado, promoventes desse `Fora Dom Aldo!' divulgaram documento parecido cobrando retratação do arcebispo, mas ele não deu a menor.
"Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação", dizem os autores do manifesto de agora.
Na conta desse povo, o que Dom Aldo vem fazendo cabe numa "lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação (...) em relação aos movimentos populares".
Eis os motivos porque querem ver o arcebispo bem longe da Paraíba, mas, na minha compreensão, estão pedindo a transferência do homem às instâncias erradas.
Deveriam requerer ao próprio Dom Aldo, apelando, mui respeitosamente, que ele reconheça a sua própria insustentabilidade, pegue o boné, quer dizer, a mitra, e...
Além do mais, essa seria uma alternativa mais cristã, digamos. Afinal, como disse Cristo na hora crucial, "Pai, perdoa-lhe(s)". Ele não sabe (ou sabe, exatamente) o que faz.
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