Mais que demonstração, um exemplo
Conforme relata o Portal WSCOM, com exclusividade, o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, recebeu nesta sexta-feira em seu gabinete o senador Vital Filho para ajustar o reforço de mais R$ 300 mil para o Folia de Rua e Muriçocas do Miramar, fruto de emenda do parlamentar, cujo processo de referendo e anuncio deve acontecer na próxima quinta-feira em meio a uma solenidade.
Agra já tinha recebido apoio dos deputados federais Damião Feliciano e Luiz Couto, mas o apoio de Vitalzinho tem natureza distinta.
Na prática, já a partir da próxima segunda-feira a Prefeitura passará a adotar os procedimentos legais por intermédio do Chefe de Gabinete Alexandre Urquiza, também presente ao encontro, visando dar celeridade processual gerando na sequência o repasse dos recursos para a Associação Folia de Rua e Muriçocas, através de valores percentuais levando em conta que a entidade reúne 39 blocos associados e ainda 68 outros participantes.
Em tese, não há nada de extraordinário, exceto quando se enxerga os dois lideres – o prefeito e senador – superando desavenças políticas fora de hora e reafirma a possibilidade de que em outros processos haja também uma forma bem resolvida de relacionamento institucional, a exemplo do registrado nesta sexta-feira.
O encontro entre o prefeito e o senador aconteceu um dia depois do parlamentar ter se reunido com o presidente do Folia de Rua, Bola Nonato, mostrando o interesse de contribuir com as ações do projeto e do Muriçocas, mas em sintonia com a Prefeitura de João Pessoa.
Em síntese, Luciano e Vitalzinho – ou vice-versa – dão uma demonstração clara de civilidade comum em qualquer sociedade menos na nossa desacostumada à convivência entre políticos de vínculos partidários diferentes.
Este modelo precisa ser expandido maximamente porque hora de disputa é mais na frente.
Umas & Outras
...A adoção do calendário de pagamento pela prefeitura de Campina tem provocado reação positiva no comércio de Campina.
...O cantor e compositor Totonho vem para o Folia de Rua e deve estrrear o novo bloco "Macacada da Torre". Estou nessa.
...O deputado federal Damião Feliciano está prestes a inaugurar nova mansão em Brasilia com direito a três ambientes e super piscina. Fica perto do Gilberto Salomão.
...Tem gente trabalhando e torcendo para Hélder Moura retornar à Coluna no Jornal Correio.
ÚLTIMA
"Quando um não qeur/ dois não brigam..."
domingo, 13 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
AS ANJINHAS 2011 - FOLIA DE RUA
O bloco carnavalesco AS ANJINHAS que se inquieta com o universo
feminino em forma de alegria e paz é primeiro da Associação Cultural
e Recreativa ANJO AZUL, com sede no CENTRO CULTURAL DE TERCEIRO SETOR
THOMÁS MINDELLO na capital paraibana em 2011 vem parcerio do bloco
pai o ANJO AZUL primeiro do centro histórico por sua vez , sócio fundador do Projeto Folia de Rua - Maior Prévia
Carnavalesca do Brasil.
ANO DO NEGRO NO ANJO AZUL, em Homenagem JOÃO BALULA
defensor das grandes causas Socioculturais de nosso
Estado BALULA, que ali no Thomás Mindello plantou raizes de
resistência NEGRA, saindo de lá para firmar compromisso com a cultura
e seus diferentes segmentos na Fundação de Cultura do Município -
FUNJOPE.
O inesquecível BALULA , fundador do
Movimento Negro Paraibano , carnavalesco da Escola Malandros do
Morro , produtor cultural, um dos maiores incentivadores do teatro
amador , onde foi Presidente representando nosso Estado em vários
outros da Federação , também foi fundador do bloco ANJO AZUL o primeiro
bloco da Folia de Rua do centro histórico de João Pessoa, desde 14 fevereiro 1994.
AS ANJINHAS vem se firmando no cenário dos Movimentos Sociais desde
2007, um coletivo de mulheres que se renova a cada ano, dando asas a
imaginação lúdica representada nas artes plásticas, de Lucia França e Dulce Abstrata
ambas confecionaram respectivamente os ESTANDARTES em 2008,2009,enquanto o artista plástico CARLINHOS de ALAGOA GRANDE retratou Dona Creuza Pires A ANJINHA em 2010.
Nesse ANO DO NEGRO aguardamos parcerias de outras
mulheres artistas plásticas para expressarem seus ANJOS NEGROS
BARROCOS no ESTANDARTE 2011.
Em seu quarto aniversário AS ANJINHAS apresenta seu REISADO
representado por personagens de nossa cultura e lutas sociais.
REI - BETO QUIRINO - ator do Teatro e da Televisão Brasileira,
Brincante de Bonecos.
RAINHA - SONIA LIMA - Jornalista , Radialista, Movimentos Sociais
Mulheres.
PRINCÍPE - FELIPE SOARES - Assessor Parlamentar, Movimentos Sociais.
MADRINHA - JOANA SILVA - BALAIO NORDESTE
Convidamos todo@as, a vestirem suas fantasias ou camisetas de seus
Movimentos Sociais, para na sexta-feira , 25 de fevereiro prestigiar a
coroação do REISADO NO BECO DA FACULDADE DE DIREITO às 18:00hs EXATAS.
Serviço:
LAVAGEM DA ESCADARIA - SERVIDORES DA EMLUR
11:30HS
Grupos de CAPOEIRA
COROAÇÃO DO REISADO DOS BLOCOS
AS ANJINHAS
ANJO AZUL
18:00hs
ATRAÇÕES:
BATERIA DA MALANDROS DO MORRO
MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA
ORQUESTRA DE FREVOS
contato : anjoazuldobeco@gmail.com
3226 6235 horário comercial
feminino em forma de alegria e paz é primeiro da Associação Cultural
e Recreativa ANJO AZUL, com sede no CENTRO CULTURAL DE TERCEIRO SETOR
THOMÁS MINDELLO na capital paraibana em 2011 vem parcerio do bloco
pai o ANJO AZUL primeiro do centro histórico por sua vez , sócio fundador do Projeto Folia de Rua - Maior Prévia
Carnavalesca do Brasil.
ANO DO NEGRO NO ANJO AZUL, em Homenagem JOÃO BALULA
defensor das grandes causas Socioculturais de nosso
Estado BALULA, que ali no Thomás Mindello plantou raizes de
resistência NEGRA, saindo de lá para firmar compromisso com a cultura
e seus diferentes segmentos na Fundação de Cultura do Município -
FUNJOPE.
O inesquecível BALULA , fundador do
Movimento Negro Paraibano , carnavalesco da Escola Malandros do
Morro , produtor cultural, um dos maiores incentivadores do teatro
amador , onde foi Presidente representando nosso Estado em vários
outros da Federação , também foi fundador do bloco ANJO AZUL o primeiro
bloco da Folia de Rua do centro histórico de João Pessoa, desde 14 fevereiro 1994.
AS ANJINHAS vem se firmando no cenário dos Movimentos Sociais desde
2007, um coletivo de mulheres que se renova a cada ano, dando asas a
imaginação lúdica representada nas artes plásticas, de Lucia França e Dulce Abstrata
ambas confecionaram respectivamente os ESTANDARTES em 2008,2009,enquanto o artista plástico CARLINHOS de ALAGOA GRANDE retratou Dona Creuza Pires A ANJINHA em 2010.
Nesse ANO DO NEGRO aguardamos parcerias de outras
mulheres artistas plásticas para expressarem seus ANJOS NEGROS
BARROCOS no ESTANDARTE 2011.
Em seu quarto aniversário AS ANJINHAS apresenta seu REISADO
representado por personagens de nossa cultura e lutas sociais.
REI - BETO QUIRINO - ator do Teatro e da Televisão Brasileira,
Brincante de Bonecos.
RAINHA - SONIA LIMA - Jornalista , Radialista, Movimentos Sociais
Mulheres.
PRINCÍPE - FELIPE SOARES - Assessor Parlamentar, Movimentos Sociais.
MADRINHA - JOANA SILVA - BALAIO NORDESTE
Convidamos todo@as, a vestirem suas fantasias ou camisetas de seus
Movimentos Sociais, para na sexta-feira , 25 de fevereiro prestigiar a
coroação do REISADO NO BECO DA FACULDADE DE DIREITO às 18:00hs EXATAS.
Serviço:
LAVAGEM DA ESCADARIA - SERVIDORES DA EMLUR
11:30HS
Grupos de CAPOEIRA
COROAÇÃO DO REISADO DOS BLOCOS
AS ANJINHAS
ANJO AZUL
18:00hs
ATRAÇÕES:
BATERIA DA MALANDROS DO MORRO
MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA
ORQUESTRA DE FREVOS
contato : anjoazuldobeco@gmail.com
3226 6235 horário comercial
domingo, 16 de janeiro de 2011
FOLIA DE RUA 2011
Como gerar outra Folia de resultados
Tempo de superação / WALTER SANTOS
O ano de 2011 começou com novos ares políticos no Estado e a presença continuada de milhares de turistas tomando de conta de nosso litoral, mas precisando que as outras questões da vida cotidiana, pública ou privada, sejam tocadas para fazer sentido à normalidade dos tempos.
Agora mesmo, em janeiro, já vislumbramos para o final de fevereiro vindouro a 25ª Versão do Projeto Folia de Rua, movimento popular que resgatou o carnaval de João Pessoa. Para variar, o presidente Bola Nonato nos confidenciou anteontem: “embora tenhamos entregue o projeto 2011 a grandes anunciantes nacionais até agora não temos nenhuma resposta confirmada. Só promessas”.
Ontem, numa conversa bacana e cúmplice com Chico César – em pleno bastidores do show de Ana Carolina, ouvi do catolaico a informação de que a Secretaria de Cultura não estará legalizada e/ou estruturada em tempo hábil para atender ao Folia de Rua ou outro grande evento nos primeiros meses de 2011.
Some-se a este quadro nebuloso, enquanto perspectiva de apoio financeiro, ao Folia de Rua não é demais lembrar que nos primeiros dias de Governo, o governador Ricardo Coutinho andou dizendo que não tem uma prata para eventos este ano. Depois condicionou cada caso, mas até agora não deu sinais concretos de que apoiará o projeto carnavalesco.
Pelo visto, muita conversa e pressão ainda vão existir para revisar a não participaçao do Governo na Folia, que tem caráter e dimensão distinta de todas as outras manifestações carnavalescas do Estado –embora outros eventos também mereçam apoio.
Ricardo, diferentemente de todos os ex- governadores, tem compromisso histórico maior com a Folia por ter participado desde os primeiros passos como folião, sabendo ele que ao chegar ao Poder máximo não pode ignorar a cumplicidade com o movimento que ajudou a consolidar.
Há entre os blocos, sobretudo, a esperança de que o governador reveja a decisão de não participar em nome das restrições financeiras de inicio de Governo, porque é chegada a hora de somar esforços, superar diferenças e avançar para garantir milhares de micronegócios informais durante a fase do Folia de Rua.
No ano passado
Independentemente da menção que se faça sobre governos e governadores, precisamos encarar a realidade dos fatos como parâmetro, a exemplo do que aconteceu em 2009, quando o então governador Maranhão assumiu fazendo criticas ao antecessor dizendo que tudo estava no vermelho, mesmo assim honrou os compromissos assumidos pelo Governo Cássio.
No caso de 2011, certamente que vamos estar com outra realidade mas precisando aquecer a cumplicidade do governador por tudo o que representa na relação com a arte e a cultura paraibana.
Problema a superar; é preciso superar
A eleição de 2010 rachou os apoios que eram quase uníssonos em torno de Ricardo Coutinho. Para se ter uma idéia, o fundador do Muriçocas e um dos mais fervorosos defensores de RC, Fuba, tomou outro rumo em face de desavenças, mal – entendidos e intrigas do “fogo amigo” gerando conflito de interesses e distanciamento entre eles.
Como todos sabem, Fuba levou o hino do bloco para a primeira campanha de Ricardo, mesmo sofrendo criticas pela vinculação, só que agora eles não se falam e resistem em admitir algo perfeitamente tolerável quando se desarma os espíritos.
Precisamos, sobretudo pela historia e vinculo de Ricardo com o Folia de Rua, criar meios civilizados e oportunos para encontrar uma saída resolvendo e aparando as diferenças porque o movimento é maior do que a crise pessoal de agora.
Ninguém precisa fingir superação, mas admitir entendimento para construir uma nova etapa em favor da cultura carnavalesca da cidade e do Estado é algo indispensável competindo ao personagem de maior força o gesto soberano de construir as condições da Folia contar mais uma vez com seu envolvimento.
Não é fácil resolver, mas é preciso, indispensável. Vamos trabalhar nessa direção.
A saida negociada
Se Chico César nao pode oferecer o apoio em face de questoes burocráticas, o governador sabe muito bem que outros organismos, a exemplo da PBTur, podem gerar essa condiçao legal.,
A propósito, não falta opçao legal para resolver a questao, porquanto o indispensável neste momento é a decisao política que certamente não deixará de existir quando se trata de Ricardo Coutinho e seu perfil decidido.
Certamente que sua sensibilidade e compromisso com a Folia lhe servirão de reforço ao próximo passo da reconciliação.
ÚLTIMA
"Ei/ você ai/ me dá um dinheiroai/
me dá um dinheiro ai..."
Tempo de superação / WALTER SANTOS
O ano de 2011 começou com novos ares políticos no Estado e a presença continuada de milhares de turistas tomando de conta de nosso litoral, mas precisando que as outras questões da vida cotidiana, pública ou privada, sejam tocadas para fazer sentido à normalidade dos tempos.
Agora mesmo, em janeiro, já vislumbramos para o final de fevereiro vindouro a 25ª Versão do Projeto Folia de Rua, movimento popular que resgatou o carnaval de João Pessoa. Para variar, o presidente Bola Nonato nos confidenciou anteontem: “embora tenhamos entregue o projeto 2011 a grandes anunciantes nacionais até agora não temos nenhuma resposta confirmada. Só promessas”.
Ontem, numa conversa bacana e cúmplice com Chico César – em pleno bastidores do show de Ana Carolina, ouvi do catolaico a informação de que a Secretaria de Cultura não estará legalizada e/ou estruturada em tempo hábil para atender ao Folia de Rua ou outro grande evento nos primeiros meses de 2011.
Some-se a este quadro nebuloso, enquanto perspectiva de apoio financeiro, ao Folia de Rua não é demais lembrar que nos primeiros dias de Governo, o governador Ricardo Coutinho andou dizendo que não tem uma prata para eventos este ano. Depois condicionou cada caso, mas até agora não deu sinais concretos de que apoiará o projeto carnavalesco.
Pelo visto, muita conversa e pressão ainda vão existir para revisar a não participaçao do Governo na Folia, que tem caráter e dimensão distinta de todas as outras manifestações carnavalescas do Estado –embora outros eventos também mereçam apoio.
Ricardo, diferentemente de todos os ex- governadores, tem compromisso histórico maior com a Folia por ter participado desde os primeiros passos como folião, sabendo ele que ao chegar ao Poder máximo não pode ignorar a cumplicidade com o movimento que ajudou a consolidar.
Há entre os blocos, sobretudo, a esperança de que o governador reveja a decisão de não participar em nome das restrições financeiras de inicio de Governo, porque é chegada a hora de somar esforços, superar diferenças e avançar para garantir milhares de micronegócios informais durante a fase do Folia de Rua.
No ano passado
Independentemente da menção que se faça sobre governos e governadores, precisamos encarar a realidade dos fatos como parâmetro, a exemplo do que aconteceu em 2009, quando o então governador Maranhão assumiu fazendo criticas ao antecessor dizendo que tudo estava no vermelho, mesmo assim honrou os compromissos assumidos pelo Governo Cássio.
No caso de 2011, certamente que vamos estar com outra realidade mas precisando aquecer a cumplicidade do governador por tudo o que representa na relação com a arte e a cultura paraibana.
Problema a superar; é preciso superar
A eleição de 2010 rachou os apoios que eram quase uníssonos em torno de Ricardo Coutinho. Para se ter uma idéia, o fundador do Muriçocas e um dos mais fervorosos defensores de RC, Fuba, tomou outro rumo em face de desavenças, mal – entendidos e intrigas do “fogo amigo” gerando conflito de interesses e distanciamento entre eles.
Como todos sabem, Fuba levou o hino do bloco para a primeira campanha de Ricardo, mesmo sofrendo criticas pela vinculação, só que agora eles não se falam e resistem em admitir algo perfeitamente tolerável quando se desarma os espíritos.
Precisamos, sobretudo pela historia e vinculo de Ricardo com o Folia de Rua, criar meios civilizados e oportunos para encontrar uma saída resolvendo e aparando as diferenças porque o movimento é maior do que a crise pessoal de agora.
Ninguém precisa fingir superação, mas admitir entendimento para construir uma nova etapa em favor da cultura carnavalesca da cidade e do Estado é algo indispensável competindo ao personagem de maior força o gesto soberano de construir as condições da Folia contar mais uma vez com seu envolvimento.
Não é fácil resolver, mas é preciso, indispensável. Vamos trabalhar nessa direção.
A saida negociada
Se Chico César nao pode oferecer o apoio em face de questoes burocráticas, o governador sabe muito bem que outros organismos, a exemplo da PBTur, podem gerar essa condiçao legal.,
A propósito, não falta opçao legal para resolver a questao, porquanto o indispensável neste momento é a decisao política que certamente não deixará de existir quando se trata de Ricardo Coutinho e seu perfil decidido.
Certamente que sua sensibilidade e compromisso com a Folia lhe servirão de reforço ao próximo passo da reconciliação.
ÚLTIMA
"Ei/ você ai/ me dá um dinheiroai/
me dá um dinheiro ai..."
sábado, 30 de outubro de 2010
DEPOIMENTO DO EX - COMPANHEIRO DA DILMA
Às vezes surgem sopros de jornalismo na velha mídia que, por unusuais, acabam passando despercebidos. Hoje me chamaram a atenção para essa entrevista de O Globo com Carlos Araújo, que por trinta anos foi marido de Dilma Rousseff e pai de sua única filha. Saiu na mesma edição de domingo sobre o aborto, uma reportagem que lembrou o velho O Globo de anos atrás.
Uma bela entrevista, com perguntas secas, respostas objetivas e tocantes.
Doente, com enfizema, Carlos tem a companhia da ex-sogra dona Dilma Jane, mãe de Dilma. Quando Dilma teve câncer, passou dez dias com ela.
De O Globo
'Em casa nunca teve murro na mesa'
O advogado Carlos Araújo, de 72 anos, é só elogios à ex-mulher, Dilma Rousseff; inclusive sobre seu temperamento forte
ENTREVISTA
Carlos Araújo
casarão às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, as únicas reminiscências dos tempos de militância e da luta armada do casal Vanda e Max são quadros na parede com fotos do comunista Mao Tsé-Tung. A casa foi dividida pelos dois por 30 anos. Hoje, está tomada por fotos da filha dos dois, Paula, e pilhas de cartazes de propaganda da campanha da agora ex-mulher de Max, que, na verdade, se chama Carlos Araújo: Dilma Rousseff, a Vanda.
A rotina do advogado de 72 anos, que se levanta às 3h para ir ao escritório, onde defende causas de operários, em nada se parece com o glamour da vida de Dilma em Brasília. De hábitos simples, Carlos sofre de enfisema.
Vive acompanhado de dois cachorros e, atualmente, da ex-sogra, dona Dilma Jane, e de uma tia da candidata, dona Arilda. Apesar do tubo de oxigênio na sala e da proibição de fumar, não foi desautorizado pelos médicos a tomar uma cervejinha diária, “não muito gelada”.
Há dez dias, ele relembrou sua história com a ex-mulher, que acompanha da sala com dois telões de LCD — um para o noticiário e outro para os jogos de futebol.
Carlos diz que não ajuda na campanha por causa da doença, que o impede de suportar o clima seco de Brasília. A última vez que visitou a ex-mulher foi quando ela teve câncer, no ano passado. Ficou com ela uns 10 dias no início do tratamento. Em setembro, voltaram a se encontrar, quando ela esteve no Rio Grande do Sul: — Não faço nada na campanha. Gostaria muito de estar em Brasília, na retaguarda, ajudando em algo. Mas não posso.
Após a separação, no fim da década de 90, Dilma comprou um apartamento no mesmo bairro para que os dois continuassem próximos, por causa de Paula. Dilma não se casou novamente.
Carlos tem uma namorada, que diz dar-se muito bem com Dilma.
— Presidente tem essa coisa da primeira-dama. Se um dia a Dilma precisar, estarei a seu lado — diz Carlos.
Viveram 30 anos juntos e até hoje Carlos tem admiração inequívoca pela ex-mulher. O temperamento forte dela não é negado por ele. Mas “aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa”, diz ele sobre a fama da ex-ministra em Brasília. Em entrevista ao GLOBO, Carlos relembra o passado e diz acreditar na vitória de Dilma.
Maria Lima* e João Guedes
PORTO ALEGRE
O GLOBO: Quando e onde o senhor conheceu Dilma?
CARLOS ARAÚJO: Em 1969, no Rio, numa reunião. Ela era da Colina, e meu grupo não tinha nome. Com a fusão, virou o Var-Palmares. Ela tinha 19 anos e eu, 30. Na segunda reunião, já estava apaixonado. Um mês após, estávamos morando juntos.
Ela era linda, um espetáculo! Esse negócio que falam de amor à primeira vista, né?
O que mais chamou sua atenção em Dilma?
CARLOS: Ela ser tão jovem e tão entregue à luta política.
Uma inteligência muito forte e pujante. E sua beleza.
Que música marcou a relação?
CARLOS: Rita, do Chico Buarque.
Namorávamos, às vezes, no apartamento em que a gente ia, mas a gente não podia ficar por questão de segurança. Namorávamos em praças, bairros mais retirados. De vez em quando ali por Ipanema, Jardim de Alá.
Mas ela já era casada (com Claudio Galeno Linhares)...
CARLOS: Mas só formalmente, o casamento já estava se desfazendo, não conviviam mais, viviam foragidos.
Quando nos conhecemos, ela falou para o marido que íamos viver juntos. Eu e o marido dela ficamos amigos, militamos juntos. Ele foi para o exterior, se casou, teve filhos. Em 76, voltou e veio morar na minha casa. Eu o abriguei por um bom tempo.
Moraram os três nesta casa?
CARLOS: Eu e Dilma morávamos aqui. Ele veio com a mulher e os filhos.
Não tinha ciúmes?
CARLOS: Podia ter ciúmes de outra situação, não dele, cada um já tinha seu rumo. Sou um bom ex-marido. Falo bem da Dilma, não é? Não falo mal.
Nesses 30 anos de convivência, em que momentos ela era mais brava e mais delicada?
CARLOS: Não existe pessoa mais ou menos brava. Dilma sempre teve temperamento forte, é da personalidade dela. O que tirava ela do sério era deslealdade, falta de companheirismo, a pessoa não ter palavra, dar bola nas costas. Não sei como ela faz lá (em Brasília). Aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa.
Quem mandava na casa?
CARLOS: Nossos parâmetros não eram esses, de quem manda, não manda. Éramos companheiros.
Não era nosso estilo um mandar no outro. Foi uma bela convivência. Tivemos uma vida boa juntos, tenho recordação boa, não é saudade.
Como foram as prisões?
CARLOS: A dela foi em São Paulo.
Ela foi presa sete meses antes de mim. Eu estava no Rio.
Como ficou sabendo?
CARLOS: Quando ela foi presa, a primeira coisa que fiquei sabendo foi seu nome verdadeiro, que não sabia durante o ano que vivemos juntos. Naquele tempo, eles publicavam o nome, de onde era, filho de quem, logo em seguida. Soube que ela se chamava Dilma porque vi lá: filha de fulano, mineira. Até então, a única coisa que sabia dela era que era mineira. Pela regra de segurança, ninguém sabia nada de ninguém. Ela também não, sabia que eu era Carlos.
Se encontraram na prisão?
CARLOS: Fui para São Paulo.
Antes, ficamos incomunicáveis.
Era uma loucura! Tinha cartazes nas ruas, aeroportos, rodoviárias, com nossos nomes e foto escrito “procurados”. Depois que fui preso, passei por um lugar por onde ela já tinha passado, na Rua Tutoia, na tortura.
Depois fui para o Dops e para o presídio. Ela já estava no presídio, mas não nos vimos. Três meses depois, ia ser transferido para o Rio, me botaram num camburão e eu vi, de longe, que ela estava no outro camburão.
Íamos ser ouvidos no Rio e fomos para a frente do juiz. Nos abraçamos rapidamente e logo nos separaram. E só fomos nos ver de novo um ano depois, no presídio de Tiradentes, em São Paulo, onde tínhamos direito a receber visita da família juntos.
Três anos depois ela foi solta e o senhor não...
CARLOS: Sim. Ela foi a Minas, visitar os pais e veio morar nesta casa, com meus pais. Depois que fui solto, moramos juntos 30 anos.
O senhor foi para o presídio da Ilha da Pólvora..
CARLOS: Eu ficava na prisão e ela aqui. Não dava para fugir de lá, era uma ilha pequena. A gente não ficava na casa da pólvora. Só à noite. A prisão era a ilha.
Naquele momento, achava que ela ia chegar tão longe?
CARLOS: Ninguém achava, né? Não fazia parte dos projetos: ah, quero ser presidente! Não tinha ambição nenhuma. Ela queria se formar em economia e fazer política.
(Quando Lula a escolheu) Acho que ela estava no lugar certo na hora certa. E o Lula escolheu muito bem. Que presidente pode contar com uma pessoa como a Dilma, confiar cegamente que não vai ter bola nas costas? Ela tem o sentimento profundo da lealdade.
Foi difícil para ela passar por essa transformação? Plástica, cabelo, voz...
CARLOS: Não foi nenhum sacrifício.
Fui até enfermeiro dela quando fez a plástica. Dilma nunca se preparou para ser presidente e teve que encarar. A plástica foi bem, não foi aquela coisa exagerada, ela assimilou bem, acho que gostou.
E o guarda-roupa, o senhor acha que melhorou?
CARLOS: Está bom. Melhorou.
Antigamente, a Dilma era como eu. Sou atirado nas cordas. Ela também era meio atiradona mas, depois de um certo momento, ela tomou gosto. Gostou de se pintar. Gostou de se arrumar bem, de ir no cabeleireiro toda a semana, fazer as unhas.
O senhor é confidente dela?
CARLOS: Não. Sou amigo. Minha vida com a Dilma é uma vida não-política. Quando o Lula acenou para ela, ela veio conversar comigo e Paula. O que vocês acham? Ela não tinha dúvida, queria conversar. Disse que estava em condições, que ia se preparar da melhor forma possível.
Não titubeou, nem tinha receio.
Pelo menos, não revelou.
Aí veio a doença...
CARLOS: Nos pegou desprevenidos.
Quando ela falou a primeira vez, ficamos muito emocionados, sensibilizados, preocupados.
Mas ela disse: tudo indica que é benigno. Ela disse que tudo indicava que não era maligno, mas sentia energia de enfrentar a situação mesmo que fosse o pior. A gente só pensou em dar carinho e ser solidário.
Temeram pela campanha?
CARLOS: Não. Mesmo porque quando vieram os resultados, que era benigno, que era curável rapidamente, com equipe de bons médicos... Não era maligno.
Ela fez quimioterapia para cortar aquele quisto, para não se tornar maligno.
O que o senhor sente ao ver na internet que a Dilma é uma perigosa ex-terrorista?
CARLOS: É a baixaria dos que apoiavam a ditadura para prejudicá-la, para ganhar no tapetão.
O que ela tem de perigosa? A Dilma nunca pegou em armas.
Não era o setor dela.
E qual era o setor dela?
CARLOS: Era o mais político, de organizar movimentos, preparar o pessoal, fazer propaganda.
Desde quando pegar em armas é terrorismo? A gente tem orgulho do que viveu, era uma jovem corajosa, desprendida, entregando sua juventude, sua dor. Foi para a luta achando que ia morrer.
Muita coisa que fizemos foi equivocado politicamente, tudo bem. Mas isso é outra coisa.
Uma bela entrevista, com perguntas secas, respostas objetivas e tocantes.
Doente, com enfizema, Carlos tem a companhia da ex-sogra dona Dilma Jane, mãe de Dilma. Quando Dilma teve câncer, passou dez dias com ela.
De O Globo
'Em casa nunca teve murro na mesa'
O advogado Carlos Araújo, de 72 anos, é só elogios à ex-mulher, Dilma Rousseff; inclusive sobre seu temperamento forte
ENTREVISTA
Carlos Araújo
casarão às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, as únicas reminiscências dos tempos de militância e da luta armada do casal Vanda e Max são quadros na parede com fotos do comunista Mao Tsé-Tung. A casa foi dividida pelos dois por 30 anos. Hoje, está tomada por fotos da filha dos dois, Paula, e pilhas de cartazes de propaganda da campanha da agora ex-mulher de Max, que, na verdade, se chama Carlos Araújo: Dilma Rousseff, a Vanda.
A rotina do advogado de 72 anos, que se levanta às 3h para ir ao escritório, onde defende causas de operários, em nada se parece com o glamour da vida de Dilma em Brasília. De hábitos simples, Carlos sofre de enfisema.
Vive acompanhado de dois cachorros e, atualmente, da ex-sogra, dona Dilma Jane, e de uma tia da candidata, dona Arilda. Apesar do tubo de oxigênio na sala e da proibição de fumar, não foi desautorizado pelos médicos a tomar uma cervejinha diária, “não muito gelada”.
Há dez dias, ele relembrou sua história com a ex-mulher, que acompanha da sala com dois telões de LCD — um para o noticiário e outro para os jogos de futebol.
Carlos diz que não ajuda na campanha por causa da doença, que o impede de suportar o clima seco de Brasília. A última vez que visitou a ex-mulher foi quando ela teve câncer, no ano passado. Ficou com ela uns 10 dias no início do tratamento. Em setembro, voltaram a se encontrar, quando ela esteve no Rio Grande do Sul: — Não faço nada na campanha. Gostaria muito de estar em Brasília, na retaguarda, ajudando em algo. Mas não posso.
Após a separação, no fim da década de 90, Dilma comprou um apartamento no mesmo bairro para que os dois continuassem próximos, por causa de Paula. Dilma não se casou novamente.
Carlos tem uma namorada, que diz dar-se muito bem com Dilma.
— Presidente tem essa coisa da primeira-dama. Se um dia a Dilma precisar, estarei a seu lado — diz Carlos.
Viveram 30 anos juntos e até hoje Carlos tem admiração inequívoca pela ex-mulher. O temperamento forte dela não é negado por ele. Mas “aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa”, diz ele sobre a fama da ex-ministra em Brasília. Em entrevista ao GLOBO, Carlos relembra o passado e diz acreditar na vitória de Dilma.
Maria Lima* e João Guedes
PORTO ALEGRE
O GLOBO: Quando e onde o senhor conheceu Dilma?
CARLOS ARAÚJO: Em 1969, no Rio, numa reunião. Ela era da Colina, e meu grupo não tinha nome. Com a fusão, virou o Var-Palmares. Ela tinha 19 anos e eu, 30. Na segunda reunião, já estava apaixonado. Um mês após, estávamos morando juntos.
Ela era linda, um espetáculo! Esse negócio que falam de amor à primeira vista, né?
O que mais chamou sua atenção em Dilma?
CARLOS: Ela ser tão jovem e tão entregue à luta política.
Uma inteligência muito forte e pujante. E sua beleza.
Que música marcou a relação?
CARLOS: Rita, do Chico Buarque.
Namorávamos, às vezes, no apartamento em que a gente ia, mas a gente não podia ficar por questão de segurança. Namorávamos em praças, bairros mais retirados. De vez em quando ali por Ipanema, Jardim de Alá.
Mas ela já era casada (com Claudio Galeno Linhares)...
CARLOS: Mas só formalmente, o casamento já estava se desfazendo, não conviviam mais, viviam foragidos.
Quando nos conhecemos, ela falou para o marido que íamos viver juntos. Eu e o marido dela ficamos amigos, militamos juntos. Ele foi para o exterior, se casou, teve filhos. Em 76, voltou e veio morar na minha casa. Eu o abriguei por um bom tempo.
Moraram os três nesta casa?
CARLOS: Eu e Dilma morávamos aqui. Ele veio com a mulher e os filhos.
Não tinha ciúmes?
CARLOS: Podia ter ciúmes de outra situação, não dele, cada um já tinha seu rumo. Sou um bom ex-marido. Falo bem da Dilma, não é? Não falo mal.
Nesses 30 anos de convivência, em que momentos ela era mais brava e mais delicada?
CARLOS: Não existe pessoa mais ou menos brava. Dilma sempre teve temperamento forte, é da personalidade dela. O que tirava ela do sério era deslealdade, falta de companheirismo, a pessoa não ter palavra, dar bola nas costas. Não sei como ela faz lá (em Brasília). Aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa.
Quem mandava na casa?
CARLOS: Nossos parâmetros não eram esses, de quem manda, não manda. Éramos companheiros.
Não era nosso estilo um mandar no outro. Foi uma bela convivência. Tivemos uma vida boa juntos, tenho recordação boa, não é saudade.
Como foram as prisões?
CARLOS: A dela foi em São Paulo.
Ela foi presa sete meses antes de mim. Eu estava no Rio.
Como ficou sabendo?
CARLOS: Quando ela foi presa, a primeira coisa que fiquei sabendo foi seu nome verdadeiro, que não sabia durante o ano que vivemos juntos. Naquele tempo, eles publicavam o nome, de onde era, filho de quem, logo em seguida. Soube que ela se chamava Dilma porque vi lá: filha de fulano, mineira. Até então, a única coisa que sabia dela era que era mineira. Pela regra de segurança, ninguém sabia nada de ninguém. Ela também não, sabia que eu era Carlos.
Se encontraram na prisão?
CARLOS: Fui para São Paulo.
Antes, ficamos incomunicáveis.
Era uma loucura! Tinha cartazes nas ruas, aeroportos, rodoviárias, com nossos nomes e foto escrito “procurados”. Depois que fui preso, passei por um lugar por onde ela já tinha passado, na Rua Tutoia, na tortura.
Depois fui para o Dops e para o presídio. Ela já estava no presídio, mas não nos vimos. Três meses depois, ia ser transferido para o Rio, me botaram num camburão e eu vi, de longe, que ela estava no outro camburão.
Íamos ser ouvidos no Rio e fomos para a frente do juiz. Nos abraçamos rapidamente e logo nos separaram. E só fomos nos ver de novo um ano depois, no presídio de Tiradentes, em São Paulo, onde tínhamos direito a receber visita da família juntos.
Três anos depois ela foi solta e o senhor não...
CARLOS: Sim. Ela foi a Minas, visitar os pais e veio morar nesta casa, com meus pais. Depois que fui solto, moramos juntos 30 anos.
O senhor foi para o presídio da Ilha da Pólvora..
CARLOS: Eu ficava na prisão e ela aqui. Não dava para fugir de lá, era uma ilha pequena. A gente não ficava na casa da pólvora. Só à noite. A prisão era a ilha.
Naquele momento, achava que ela ia chegar tão longe?
CARLOS: Ninguém achava, né? Não fazia parte dos projetos: ah, quero ser presidente! Não tinha ambição nenhuma. Ela queria se formar em economia e fazer política.
(Quando Lula a escolheu) Acho que ela estava no lugar certo na hora certa. E o Lula escolheu muito bem. Que presidente pode contar com uma pessoa como a Dilma, confiar cegamente que não vai ter bola nas costas? Ela tem o sentimento profundo da lealdade.
Foi difícil para ela passar por essa transformação? Plástica, cabelo, voz...
CARLOS: Não foi nenhum sacrifício.
Fui até enfermeiro dela quando fez a plástica. Dilma nunca se preparou para ser presidente e teve que encarar. A plástica foi bem, não foi aquela coisa exagerada, ela assimilou bem, acho que gostou.
E o guarda-roupa, o senhor acha que melhorou?
CARLOS: Está bom. Melhorou.
Antigamente, a Dilma era como eu. Sou atirado nas cordas. Ela também era meio atiradona mas, depois de um certo momento, ela tomou gosto. Gostou de se pintar. Gostou de se arrumar bem, de ir no cabeleireiro toda a semana, fazer as unhas.
O senhor é confidente dela?
CARLOS: Não. Sou amigo. Minha vida com a Dilma é uma vida não-política. Quando o Lula acenou para ela, ela veio conversar comigo e Paula. O que vocês acham? Ela não tinha dúvida, queria conversar. Disse que estava em condições, que ia se preparar da melhor forma possível.
Não titubeou, nem tinha receio.
Pelo menos, não revelou.
Aí veio a doença...
CARLOS: Nos pegou desprevenidos.
Quando ela falou a primeira vez, ficamos muito emocionados, sensibilizados, preocupados.
Mas ela disse: tudo indica que é benigno. Ela disse que tudo indicava que não era maligno, mas sentia energia de enfrentar a situação mesmo que fosse o pior. A gente só pensou em dar carinho e ser solidário.
Temeram pela campanha?
CARLOS: Não. Mesmo porque quando vieram os resultados, que era benigno, que era curável rapidamente, com equipe de bons médicos... Não era maligno.
Ela fez quimioterapia para cortar aquele quisto, para não se tornar maligno.
O que o senhor sente ao ver na internet que a Dilma é uma perigosa ex-terrorista?
CARLOS: É a baixaria dos que apoiavam a ditadura para prejudicá-la, para ganhar no tapetão.
O que ela tem de perigosa? A Dilma nunca pegou em armas.
Não era o setor dela.
E qual era o setor dela?
CARLOS: Era o mais político, de organizar movimentos, preparar o pessoal, fazer propaganda.
Desde quando pegar em armas é terrorismo? A gente tem orgulho do que viveu, era uma jovem corajosa, desprendida, entregando sua juventude, sua dor. Foi para a luta achando que ia morrer.
Muita coisa que fizemos foi equivocado politicamente, tudo bem. Mas isso é outra coisa.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Mauricio Burity - CULTURA PARAIBANA DA FUNESC - direito de resposta a carta doTeatrologo Tarcisio Pereira .
João Pessoa, 22 de outubro de 2010
Ilustre editor do jornal O Contraponto.
Venho, através desta, manifestar-me a respeito do artigo intitulado “Maranhão e a Cultura”, do escritor Tarcísio Pereira, publicado por esse jornal na edição de 22 a 28 de outubro do corrente ano, no tocante as afirmações sobre o Espaço Cultural José Lins do Rego e o Teatro Santa Roza, ambos administrados pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), da qual ocupo o posto de presidente desde maio de 2009.
Neste pouco mais de um ano em que me encontro à frente da Funesc, não medi esforços para que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza tivessem um tratamento proporcional a importância que estes dois equipamentos têm para a sociedade paraibana. Não é de hoje que digo que encontrei o Espaço Cultural em uma situação de abandono e afirmo, categoricamente, que planetário, cinema e biblioteca, para citar apenas três equipamentos do Espaço Cultural, estavam completamente inutilizados, e há um bom tempo.
Decerto não fizemos a reforma completa que gostaríamos de fazer, mas, sem falsa modéstia, fizemos bastante neste curto espaço de tempo. A Funesc termina o ano com o Planetário em pleno funcionamento, já que em fevereiro deste ano investimos no conserto do projetor, que estava quebrado. Reabrimos em junho a Biblioteca Juarez da Gama Batista, a maior biblioteca do Estado, fechada há inexplicáveis sete anos!
No primeiro semestre também entregamos um Teatro de Arena revitalizado, pintado, com cadeiras para dar um maior conforto. Graças a isso, Hoje, passamos a sediar o projeto Seis e Meia e a receber artistas nacionais e internacionais, como Stanley Jordan.
Há um ano criamos e entregamos à sociedade uma escola muito especial. A Escola Especial Juarez Johnson conta com músicos com doutorado e fisioterapeutas gabaritados para, juntos, ensinarem crianças com necessidades especiais a tocar um instrumento. Atualmente, 48 crianças participam das aulas. Outras 53 crianças aguardam na lista de espera.
Ao mesmo tempo, reabrimos outro equipamento importante, a oficina-escola de lutheria, desativada também há anos. Graças ao nosso esforço, ela voltou a fabricar instrumentos musicais e a ministrar cursos para assistentes de luthier, gratuitos a alunos da rede pública de ensino.
Encontramos a Escola de Dança da Funesc danificada, com cerca de 80% de sua estrutura comprometida, como pisos, paredes e instalações elétricas danificados, e hoje ela está sendo reformada. Da mesma maneira, conseguimos junto ao BNB um patrocínio para a restauração de 15 obras do nosso acervo que estavam danificadas pela falta de manutenção, e ainda vamos inaugurar, até o fim do ano, uma reserva técnica para que nossas mais de 100 obras possam ser apropriadamente acondicionada.
Ainda em 2009, reativamos a projeção de filmes do Bangüê, fazendo diversos reparos e transformando-o em um espaço bivalente, tanto para cinema quanto para teatro. E para atender a uma demanda específica de cinema, inauguramos, este ano, o Espaço Cine Digital, que vem, religiosamente, exibindo filmes todas as semanas desde que foi aberto.
E em relação ao Teatro Santa Roza, o qual Tarcísio Pereira foi diretor, revitalizamos o teatro para a comemoração dos 120 de sua existencia.
Agradeço a consideração de Tarcísio Pereira quando reconhece o carinho e o zelo que tenho para com o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza. Acredito que quando se fala em reforma desses dois equipamentos, se fala em um processo longo e que exige uma dedicação extraordinária, devido a complexidade estrutural e ao papel que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza desempenham diariamente na vida do cidadão paraibano.
E ainda há muito o que fazer. Agora, após a eleição, a Funesc tem R$ 600 mil para receber do Ministério do Turismo. O dinheiro será investido no pórtico de entrada do Espaço Cultural. Também conseguimos junto a atual bancada federal um montante de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares, que serão usadas na construção do Museu de Arte Contemporânea(MAC) e em novas melhorias do citado cine-teatro Bangüê, no teatro Paulo Pontes e na Galeria de Arte Archidy Picado.
Portanto, digo que o Espaço Cultural continua em reformas desde que assumi, com o compromisso de devolver ao povo paraibano, na medida do possível, o projeto idealizado por meu pai com tanto carinho e apreço, já que ele sabia o valor e o poder transformador que a arte, a cultura e a educação têm em um povo.
Com estas palavras, espero deixar claro perante a opinião pública o esforço do Governador Maranhão em valorizar a cultura, através da atenção inestimável que tem dado à Fundação Espaço Cultural da Paraíba.
Termino convidando a reportagem do jornal O Contraponto, assim como o escritor Tarcísio Pereira, a conhecerem de perto o trabalho que estamos imprimindo, no Espaço Cultural e no Teatro Santa Roza. Estamos de portas abertas e à disposição, sempre.
Cordialmente,
Maurício Navarro Burity
Presidente da Funesc
Ilustre editor do jornal O Contraponto.
Venho, através desta, manifestar-me a respeito do artigo intitulado “Maranhão e a Cultura”, do escritor Tarcísio Pereira, publicado por esse jornal na edição de 22 a 28 de outubro do corrente ano, no tocante as afirmações sobre o Espaço Cultural José Lins do Rego e o Teatro Santa Roza, ambos administrados pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), da qual ocupo o posto de presidente desde maio de 2009.
Neste pouco mais de um ano em que me encontro à frente da Funesc, não medi esforços para que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza tivessem um tratamento proporcional a importância que estes dois equipamentos têm para a sociedade paraibana. Não é de hoje que digo que encontrei o Espaço Cultural em uma situação de abandono e afirmo, categoricamente, que planetário, cinema e biblioteca, para citar apenas três equipamentos do Espaço Cultural, estavam completamente inutilizados, e há um bom tempo.
Decerto não fizemos a reforma completa que gostaríamos de fazer, mas, sem falsa modéstia, fizemos bastante neste curto espaço de tempo. A Funesc termina o ano com o Planetário em pleno funcionamento, já que em fevereiro deste ano investimos no conserto do projetor, que estava quebrado. Reabrimos em junho a Biblioteca Juarez da Gama Batista, a maior biblioteca do Estado, fechada há inexplicáveis sete anos!
No primeiro semestre também entregamos um Teatro de Arena revitalizado, pintado, com cadeiras para dar um maior conforto. Graças a isso, Hoje, passamos a sediar o projeto Seis e Meia e a receber artistas nacionais e internacionais, como Stanley Jordan.
Há um ano criamos e entregamos à sociedade uma escola muito especial. A Escola Especial Juarez Johnson conta com músicos com doutorado e fisioterapeutas gabaritados para, juntos, ensinarem crianças com necessidades especiais a tocar um instrumento. Atualmente, 48 crianças participam das aulas. Outras 53 crianças aguardam na lista de espera.
Ao mesmo tempo, reabrimos outro equipamento importante, a oficina-escola de lutheria, desativada também há anos. Graças ao nosso esforço, ela voltou a fabricar instrumentos musicais e a ministrar cursos para assistentes de luthier, gratuitos a alunos da rede pública de ensino.
Encontramos a Escola de Dança da Funesc danificada, com cerca de 80% de sua estrutura comprometida, como pisos, paredes e instalações elétricas danificados, e hoje ela está sendo reformada. Da mesma maneira, conseguimos junto ao BNB um patrocínio para a restauração de 15 obras do nosso acervo que estavam danificadas pela falta de manutenção, e ainda vamos inaugurar, até o fim do ano, uma reserva técnica para que nossas mais de 100 obras possam ser apropriadamente acondicionada.
Ainda em 2009, reativamos a projeção de filmes do Bangüê, fazendo diversos reparos e transformando-o em um espaço bivalente, tanto para cinema quanto para teatro. E para atender a uma demanda específica de cinema, inauguramos, este ano, o Espaço Cine Digital, que vem, religiosamente, exibindo filmes todas as semanas desde que foi aberto.
E em relação ao Teatro Santa Roza, o qual Tarcísio Pereira foi diretor, revitalizamos o teatro para a comemoração dos 120 de sua existencia.
Agradeço a consideração de Tarcísio Pereira quando reconhece o carinho e o zelo que tenho para com o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza. Acredito que quando se fala em reforma desses dois equipamentos, se fala em um processo longo e que exige uma dedicação extraordinária, devido a complexidade estrutural e ao papel que o Espaço Cultural e o Teatro Santa Roza desempenham diariamente na vida do cidadão paraibano.
E ainda há muito o que fazer. Agora, após a eleição, a Funesc tem R$ 600 mil para receber do Ministério do Turismo. O dinheiro será investido no pórtico de entrada do Espaço Cultural. Também conseguimos junto a atual bancada federal um montante de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares, que serão usadas na construção do Museu de Arte Contemporânea(MAC) e em novas melhorias do citado cine-teatro Bangüê, no teatro Paulo Pontes e na Galeria de Arte Archidy Picado.
Portanto, digo que o Espaço Cultural continua em reformas desde que assumi, com o compromisso de devolver ao povo paraibano, na medida do possível, o projeto idealizado por meu pai com tanto carinho e apreço, já que ele sabia o valor e o poder transformador que a arte, a cultura e a educação têm em um povo.
Com estas palavras, espero deixar claro perante a opinião pública o esforço do Governador Maranhão em valorizar a cultura, através da atenção inestimável que tem dado à Fundação Espaço Cultural da Paraíba.
Termino convidando a reportagem do jornal O Contraponto, assim como o escritor Tarcísio Pereira, a conhecerem de perto o trabalho que estamos imprimindo, no Espaço Cultural e no Teatro Santa Roza. Estamos de portas abertas e à disposição, sempre.
Cordialmente,
Maurício Navarro Burity
Presidente da Funesc
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A GREVE FRANCESA
Pelo historiador JALDES MENEZES da UFPB - Universidade Federal da Paraíba
Há um belo soneto do grande poeta francês Charles Baudelaire que começa assim: a rua em torno era um frenético alarido (A uma passante).
Paris, Lyon, Marseille, junho, 1789; fevereiro, 1848; maio, 1968; outubro, 2010: tão longe, tão perto. Sem dúvida, o alarido das multidões nas ruas vem a ser, junto com o vinho e os queijos, uma moderna tradição francesa. A explicação estrutural do fenômeno de protestar nas ruas e erguer barricadas deita no próprio processo da revolução francesa de 1789: na radicalização do processo jacobino (1792), os franceses fizeram uma reforma agrária radical, fatiando os antigos feudos em pequenas propriedades camponesas. Dessa maneira, a acumulação primitiva de capitais no campo foi relativamente lenta, tendo em vistas o acelerado processo inglês. Ou seja: a transferência de renda e capital do campo para a cidade se deu de modo constante, mas num ritmo equilibrado, tanto que até os dias de hoje os pequenos proprietários rurais são uma voz política importante na França.
Qual a conexão da evolução das estruturas econômicas da industrialização francesa com o mundo da política? O processo de revolução na França configurou um tipo de hegemonia no qual as figuras do camponês e do artesão, lado a lado com as formas sociais novas do operário fabril e do burguês, tiveram que estabelecer formas de convivência, certamente conflituosas, de hegemonia burguesa, decerto incorporadora, embora muitas vezes assumindo contornos bonapartistas, das demandas sociais dos de baixo. Enfim, o paradoxo do processo de revolução burguesa na Franca lídimo e simples: o desmoronamento dos estamentos aristocráticos, e do clero, requisitou de um amplo consentimento social.
Foi esta sui generis configuração da econômica com a política, o solo no qual germinaram as idéias radicais republicanas e socialistas que tanto agradou o jovem Marx e tanto ódio despertou, em uníssono, de todos os membros, sem exceção, do pensamento conservador, numa escala de Burke a Nietzsche. Neste ínterim, é o caso de recordar o pensamento corporativista de Saint-Simon – fundamento ideológico do Estado Social Francês –, atentando ao fato de que o corporativismo pregava a paz social, mas a partir do acordo entre as partes litigantes.
Deve-se perceber que as raízes do Estado de Bem Estar Social francês estão arraigadas na cultura política do país. Desmontá-lo, portanto, se assemelha a uma autêntica operação de guerra. Por isso, o atual movimento grevista contra a lei de Sarkozy, que eleva a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos (na verdade, o fio do novelo de outras medidas), conta a adesão, conforme pesquisas, de 71% da população.
É fato que as bases definitivas do Estado Providência Francês é relativamente recente: adveio dos chamados acordos de Grenoble, acordo corporativo entre o Estado gaulista e os sindicatos comunistas que selou o fim dos movimentos de 1968, reiterando a tradição dos acordos de classe se seguirem aos estertores do movimento revolucionário.
Para entender Sarkozy e os acontecimentos da greve francesa, talvez seja o caso de recuar a maio de 1968.
No movimento do século passado, tínhamos a circunstância da irrupção de surpresa de um protesto juvenil, nascido nas Universidades, que se espalhou como um barril de pólvora para muito próximo de uma classe operária fabril compacta, massiva e sindicalizada. Mais ainda: a aliança entre operários e estudantes estava acompanhada de um audacioso projeto de emancipação social e humana – a imaginação histórica estava funcionando a pleno vapor –, no qual os intelectuais tiveram um papel de destaque, sem comparação em nenhum movimento político recente, na Europa ocidental.
Não devemos fantasiar 1968, até porque tínhamos a outra face da moeda, afinal vitoriosa. Do ponto de vista político, rememorando as melhores tradições bonapartistas francesas, tivemos a atuação do General de Gaulle, que sabia ser fundamental que o aparelho de Estado e as elites agissem sob um comando único (o seu) durante a crise, sem apresentar sequer nesgas de dissidências.
Todos deram carta branca ao comando unipessoal do general, que agiu em dois flancos: não pestanejou no uso dos instrumentos constitucionais de exceção ao seu dispor; porém, a dissuasão aos movimentos de rua foi dura, mas a repressão policial seguinte relativamente branda, poucas pessoas foram presas e ninguém condenado – “não se pode prender Sartre, não se pode prender Voltaire” disse o general em plena crise, uma frase de efeito que denota uma estratégia.
Resultado: o movimento deixou poucas cicatrizes (é lembrado até com bom humor e saudosismo), e algumas bandeiras do movimento foram sendo paulatinamente absorvidas pelo establishment – ao menos em sua dinâmica cultural e comportamental –, contíguo com boa parte das lideranças estudantil e os intelectuais, sendo perfeitamente integrados.
Revendo a poeira de 1968, Nicolas Sarkozy, estava ao lado do Estado e contra as barricadas. Não mudou de lado. Contudo, há uma novidade de perfil. Trata-se de um político-camaleão sem medo de usar o discurso da externa direita.
Bem define Sarkosy, no atual momento da Europa, o sociólogo Pierre Rosanvallon, “Houve, sucessivamente, o sarkozysmo liberal, o nacional-colbertista [protecionista], o securitário e o quase xenófobo. Berlusconi, na Itália, e Cameron, no Reino Unido, são parecidos. Representam uma direita conquistadora e sem complexos.
O verdadeiro fenômeno na Europa é essa guinada geral à direita. Desde junho de 2009, quando houve as últimas eleições para o Parlamento europeu, os 13 pleitos legislativos nacionais que ocorreram na Europa deram vitória à direita.
Mas, ao contrário da direita social e republicana de gente como Jacques Chirac, a ruptura que Sarkozy representa não é somente uma questão de estilo.
Sarkozy não hesita em tomar emprestado parte da linguagem e da agenda da extrema direita. Mas, aí também, é algo comum a todos os países europeus. Até a Suécia, fortaleza social-democrata, viu a extrema-direita se impor como fiel da balança na última eleição.”
Sarkozy, até o momento, não dispõe da unidade da assustada classe média e das elites, como De Gaulle em 1968. Virá a ter no futuro próximo? Dificilmente, pois a crise econômica atual é mais grave e profunda que a de 68.
Na greve atual, ao contrário da irrupção de surpresa do passado, que paralisa os operários, os transportes públicos, as refinarias, as escolas, os hospitais, enfim, a maioria dos serviços estatais, era uma queda de braço anunciada pelo menos desde a crise econômica de 2008. A atitude inicial de parecer um político “durão” foi um completo desastre. Passava pela cabeça do marido de Carla Bruni o ganho simbólico de derrotar o antagonismo dos sindicatos, cabeça ceifada a ser exibida ao mundo dos negócios, e aos consortes chefes de Estado da União Européia.
Qualquer que seja o desfecho, o Presidente Francês encontra-se encurralado. Evidentemente, ele sabe que depois de um ápice, em algum momento, a greve vai arrefecer. Talvez negocie algumas reivindicações secundárias dos grevistas, sem abrir mão do essencial: o aumento no tempo de aposentadoria. De todo modo, o desgaste é irremediável. Não é pouco, quando se sabe que a direita européia tem sido vitoriosa em todas as eleições recentes, depois de 2008. Pode-se abrir um espaço para a esquerda e até para a emersão de um projeto político de classe em um país fundamental do capitalismo mundial.
Tivemos uma greve geral dos serviços públicos na Franca em 2007. É impressionante como a opinião pública se deslocou de lá para cá: dois anos passados, era difícil explicar aos usuários a greve nos serviços públicos. Hoje, o apoio é generalizado. Criou-se uma greve de força popular, no qual a situação dos sindicatos é de ofensiva. Quando é criada uma situação dessas, sem negociar as reivindicações, caso o movimento se mantenha firme e unitário, no limite só resta uma alternativa ao poder do Estado: a repressão e até o Estado de Sítio. Vamos aguardar os próximos acontecimentos.
Há um belo soneto do grande poeta francês Charles Baudelaire que começa assim: a rua em torno era um frenético alarido (A uma passante).
Paris, Lyon, Marseille, junho, 1789; fevereiro, 1848; maio, 1968; outubro, 2010: tão longe, tão perto. Sem dúvida, o alarido das multidões nas ruas vem a ser, junto com o vinho e os queijos, uma moderna tradição francesa. A explicação estrutural do fenômeno de protestar nas ruas e erguer barricadas deita no próprio processo da revolução francesa de 1789: na radicalização do processo jacobino (1792), os franceses fizeram uma reforma agrária radical, fatiando os antigos feudos em pequenas propriedades camponesas. Dessa maneira, a acumulação primitiva de capitais no campo foi relativamente lenta, tendo em vistas o acelerado processo inglês. Ou seja: a transferência de renda e capital do campo para a cidade se deu de modo constante, mas num ritmo equilibrado, tanto que até os dias de hoje os pequenos proprietários rurais são uma voz política importante na França.
Qual a conexão da evolução das estruturas econômicas da industrialização francesa com o mundo da política? O processo de revolução na França configurou um tipo de hegemonia no qual as figuras do camponês e do artesão, lado a lado com as formas sociais novas do operário fabril e do burguês, tiveram que estabelecer formas de convivência, certamente conflituosas, de hegemonia burguesa, decerto incorporadora, embora muitas vezes assumindo contornos bonapartistas, das demandas sociais dos de baixo. Enfim, o paradoxo do processo de revolução burguesa na Franca lídimo e simples: o desmoronamento dos estamentos aristocráticos, e do clero, requisitou de um amplo consentimento social.
Foi esta sui generis configuração da econômica com a política, o solo no qual germinaram as idéias radicais republicanas e socialistas que tanto agradou o jovem Marx e tanto ódio despertou, em uníssono, de todos os membros, sem exceção, do pensamento conservador, numa escala de Burke a Nietzsche. Neste ínterim, é o caso de recordar o pensamento corporativista de Saint-Simon – fundamento ideológico do Estado Social Francês –, atentando ao fato de que o corporativismo pregava a paz social, mas a partir do acordo entre as partes litigantes.
Deve-se perceber que as raízes do Estado de Bem Estar Social francês estão arraigadas na cultura política do país. Desmontá-lo, portanto, se assemelha a uma autêntica operação de guerra. Por isso, o atual movimento grevista contra a lei de Sarkozy, que eleva a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos (na verdade, o fio do novelo de outras medidas), conta a adesão, conforme pesquisas, de 71% da população.
É fato que as bases definitivas do Estado Providência Francês é relativamente recente: adveio dos chamados acordos de Grenoble, acordo corporativo entre o Estado gaulista e os sindicatos comunistas que selou o fim dos movimentos de 1968, reiterando a tradição dos acordos de classe se seguirem aos estertores do movimento revolucionário.
Para entender Sarkozy e os acontecimentos da greve francesa, talvez seja o caso de recuar a maio de 1968.
No movimento do século passado, tínhamos a circunstância da irrupção de surpresa de um protesto juvenil, nascido nas Universidades, que se espalhou como um barril de pólvora para muito próximo de uma classe operária fabril compacta, massiva e sindicalizada. Mais ainda: a aliança entre operários e estudantes estava acompanhada de um audacioso projeto de emancipação social e humana – a imaginação histórica estava funcionando a pleno vapor –, no qual os intelectuais tiveram um papel de destaque, sem comparação em nenhum movimento político recente, na Europa ocidental.
Não devemos fantasiar 1968, até porque tínhamos a outra face da moeda, afinal vitoriosa. Do ponto de vista político, rememorando as melhores tradições bonapartistas francesas, tivemos a atuação do General de Gaulle, que sabia ser fundamental que o aparelho de Estado e as elites agissem sob um comando único (o seu) durante a crise, sem apresentar sequer nesgas de dissidências.
Todos deram carta branca ao comando unipessoal do general, que agiu em dois flancos: não pestanejou no uso dos instrumentos constitucionais de exceção ao seu dispor; porém, a dissuasão aos movimentos de rua foi dura, mas a repressão policial seguinte relativamente branda, poucas pessoas foram presas e ninguém condenado – “não se pode prender Sartre, não se pode prender Voltaire” disse o general em plena crise, uma frase de efeito que denota uma estratégia.
Resultado: o movimento deixou poucas cicatrizes (é lembrado até com bom humor e saudosismo), e algumas bandeiras do movimento foram sendo paulatinamente absorvidas pelo establishment – ao menos em sua dinâmica cultural e comportamental –, contíguo com boa parte das lideranças estudantil e os intelectuais, sendo perfeitamente integrados.
Revendo a poeira de 1968, Nicolas Sarkozy, estava ao lado do Estado e contra as barricadas. Não mudou de lado. Contudo, há uma novidade de perfil. Trata-se de um político-camaleão sem medo de usar o discurso da externa direita.
Bem define Sarkosy, no atual momento da Europa, o sociólogo Pierre Rosanvallon, “Houve, sucessivamente, o sarkozysmo liberal, o nacional-colbertista [protecionista], o securitário e o quase xenófobo. Berlusconi, na Itália, e Cameron, no Reino Unido, são parecidos. Representam uma direita conquistadora e sem complexos.
O verdadeiro fenômeno na Europa é essa guinada geral à direita. Desde junho de 2009, quando houve as últimas eleições para o Parlamento europeu, os 13 pleitos legislativos nacionais que ocorreram na Europa deram vitória à direita.
Mas, ao contrário da direita social e republicana de gente como Jacques Chirac, a ruptura que Sarkozy representa não é somente uma questão de estilo.
Sarkozy não hesita em tomar emprestado parte da linguagem e da agenda da extrema direita. Mas, aí também, é algo comum a todos os países europeus. Até a Suécia, fortaleza social-democrata, viu a extrema-direita se impor como fiel da balança na última eleição.”
Sarkozy, até o momento, não dispõe da unidade da assustada classe média e das elites, como De Gaulle em 1968. Virá a ter no futuro próximo? Dificilmente, pois a crise econômica atual é mais grave e profunda que a de 68.
Na greve atual, ao contrário da irrupção de surpresa do passado, que paralisa os operários, os transportes públicos, as refinarias, as escolas, os hospitais, enfim, a maioria dos serviços estatais, era uma queda de braço anunciada pelo menos desde a crise econômica de 2008. A atitude inicial de parecer um político “durão” foi um completo desastre. Passava pela cabeça do marido de Carla Bruni o ganho simbólico de derrotar o antagonismo dos sindicatos, cabeça ceifada a ser exibida ao mundo dos negócios, e aos consortes chefes de Estado da União Européia.
Qualquer que seja o desfecho, o Presidente Francês encontra-se encurralado. Evidentemente, ele sabe que depois de um ápice, em algum momento, a greve vai arrefecer. Talvez negocie algumas reivindicações secundárias dos grevistas, sem abrir mão do essencial: o aumento no tempo de aposentadoria. De todo modo, o desgaste é irremediável. Não é pouco, quando se sabe que a direita européia tem sido vitoriosa em todas as eleições recentes, depois de 2008. Pode-se abrir um espaço para a esquerda e até para a emersão de um projeto político de classe em um país fundamental do capitalismo mundial.
Tivemos uma greve geral dos serviços públicos na Franca em 2007. É impressionante como a opinião pública se deslocou de lá para cá: dois anos passados, era difícil explicar aos usuários a greve nos serviços públicos. Hoje, o apoio é generalizado. Criou-se uma greve de força popular, no qual a situação dos sindicatos é de ofensiva. Quando é criada uma situação dessas, sem negociar as reivindicações, caso o movimento se mantenha firme e unitário, no limite só resta uma alternativa ao poder do Estado: a repressão e até o Estado de Sítio. Vamos aguardar os próximos acontecimentos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
CONEXÃO COM O FUTURO
O show de Tom Zé no Ponto Cem Réis foi um espetáculo imperdível, mas apresentou um cenário impróprio para o atual período eleitoral. Girassóis estilizados em movimento giratório foram projetados em um pano pendurado no fundo do palco.
O girassol é uma linda flor, mas está sendo usado como símbolo de campanha do ex-prefeito da capital ao Governo do Estado e a sua utilização em um evento cultural pago pela Prefeitura Municipal de João Pessoa é inconcebível.
O dinheiro que a Prefeitura arrecada dos contribuintes deve pagar o show de Tom Zé ou de qualquer artista que venha enriquecer a cultura de nossa população, jamais ser utilizado como instrumento explícito ou subliminar de campanha política do ex-prefeito.
Essa prática desenvolvida por alguns políticos que consideram-se acima da lei gera uma pedagogia do absurdo e transfere para a sociedade a noção de que não vale a pena cumprir a lei. Cada cidadão entende que pode espelhar-se em seus líderes e praticar delitos. O inconsciente coletivo do povo brasileiro foi dominado pelo crime, a sociedade está desgovernada. Até o dia 31 de outubro estamos em um processo eleitoral e a lei precisa ser respeitada em nome da governabilidade.
Aos 74 anos, Tom Zé é mais jovial do que os compositores da atual geração. Ele continua vanguardista há décadas e no palco ele pulava que só uma guariba. Tom Zé transpira alegria e irreverência.
O Ponto de Cem Réis estava efervescente. Cerca de três mil jovens, surpreendentemente com média de idade inferior a vinte anos, se espremiam diante do palco para compartilhar a alegria de um artista que atravessa décadas fazendo a cabeça de tantas gerações.
Como um maestro, ele conduzia a massa e estimulava aquela juventude a cantar as suas canções cheias de significado e sabedoria. Tom Zé é um mestre da boa política ao apresentar para a juventude músicas e letras inteligentes que pautam o caminho do bem. Nesse aspecto, o gesto do notável artista ficou muito distante de seus contratantes. A noite foi uma lição para o bem e para o mal. Considero que a do bem foi bem maior.
Tom não parou a sua pedagogia positiva nas suas canções. Em duas ocasiões o profeta anunciou: “Nicolelis falou que a inteligência da população da Paraíba é superior.” Ninguém entendeu nada porque essa afirmação faz parte de uma sociedade do futuro que ainda podemos construir. Não fiquei surpreso porque Tom Zé sempre esteve no futuro e de certa forma eu me entendo com ele. O instante atrai muito, mas sem tirar os olhos do amanhã. Essa declaração do doutor Nicolelis deveria tornar-se do conhecimento de todos os paraibanos que ainda sonham com uma sociedade menos desequilibrada.
Miguel Nicollelis é um neurocientista de grande relevo científico que está fazendo um trabalho fundamental para o futuro da sociedade brasileira. Os seus experimentos estão relacionados à construção de um moderno conceito de nação onde os jovens são intensivamente expostos à ciência para despertar o conhecimento que cada um de nós incorpora.
Essa experiência, a partir de um fragmento da sociedade, poderá colocar o Brasil do futuro num ambiente científico bem diferente desse modelo que obriga as escolas e universidades à aprovação compulsória de seus alunos para preencher as estatísticas governamentais.
Nicolelis está preparando, a partir desses jovens potiguares, uma sociedade cujos líderes não conduzirão mais uma massa de ignorantes. Esperamos que os líderes paraibanos substituam essas práticas arcaicas e nos conduzam para um futuro mais saudável e digno.
RM@reginaldomarinho.com.br
O girassol é uma linda flor, mas está sendo usado como símbolo de campanha do ex-prefeito da capital ao Governo do Estado e a sua utilização em um evento cultural pago pela Prefeitura Municipal de João Pessoa é inconcebível.
O dinheiro que a Prefeitura arrecada dos contribuintes deve pagar o show de Tom Zé ou de qualquer artista que venha enriquecer a cultura de nossa população, jamais ser utilizado como instrumento explícito ou subliminar de campanha política do ex-prefeito.
Essa prática desenvolvida por alguns políticos que consideram-se acima da lei gera uma pedagogia do absurdo e transfere para a sociedade a noção de que não vale a pena cumprir a lei. Cada cidadão entende que pode espelhar-se em seus líderes e praticar delitos. O inconsciente coletivo do povo brasileiro foi dominado pelo crime, a sociedade está desgovernada. Até o dia 31 de outubro estamos em um processo eleitoral e a lei precisa ser respeitada em nome da governabilidade.
Aos 74 anos, Tom Zé é mais jovial do que os compositores da atual geração. Ele continua vanguardista há décadas e no palco ele pulava que só uma guariba. Tom Zé transpira alegria e irreverência.
O Ponto de Cem Réis estava efervescente. Cerca de três mil jovens, surpreendentemente com média de idade inferior a vinte anos, se espremiam diante do palco para compartilhar a alegria de um artista que atravessa décadas fazendo a cabeça de tantas gerações.
Como um maestro, ele conduzia a massa e estimulava aquela juventude a cantar as suas canções cheias de significado e sabedoria. Tom Zé é um mestre da boa política ao apresentar para a juventude músicas e letras inteligentes que pautam o caminho do bem. Nesse aspecto, o gesto do notável artista ficou muito distante de seus contratantes. A noite foi uma lição para o bem e para o mal. Considero que a do bem foi bem maior.
Tom não parou a sua pedagogia positiva nas suas canções. Em duas ocasiões o profeta anunciou: “Nicolelis falou que a inteligência da população da Paraíba é superior.” Ninguém entendeu nada porque essa afirmação faz parte de uma sociedade do futuro que ainda podemos construir. Não fiquei surpreso porque Tom Zé sempre esteve no futuro e de certa forma eu me entendo com ele. O instante atrai muito, mas sem tirar os olhos do amanhã. Essa declaração do doutor Nicolelis deveria tornar-se do conhecimento de todos os paraibanos que ainda sonham com uma sociedade menos desequilibrada.
Miguel Nicollelis é um neurocientista de grande relevo científico que está fazendo um trabalho fundamental para o futuro da sociedade brasileira. Os seus experimentos estão relacionados à construção de um moderno conceito de nação onde os jovens são intensivamente expostos à ciência para despertar o conhecimento que cada um de nós incorpora.
Essa experiência, a partir de um fragmento da sociedade, poderá colocar o Brasil do futuro num ambiente científico bem diferente desse modelo que obriga as escolas e universidades à aprovação compulsória de seus alunos para preencher as estatísticas governamentais.
Nicolelis está preparando, a partir desses jovens potiguares, uma sociedade cujos líderes não conduzirão mais uma massa de ignorantes. Esperamos que os líderes paraibanos substituam essas práticas arcaicas e nos conduzam para um futuro mais saudável e digno.
RM@reginaldomarinho.com.br
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
SONORA BRASIL NA IGREJA DE SÃO FRANCISCO - centro histórico
Última etapa do Sonora Brasil traz o Quinteto Leão do Norte a João Pessoa
A música erudita é novamente destaque através do projeto Sonora Brasil do Sesc Paraíba, que traz a João Pessoa o Quinteto Leão do Norte em única apresentação na Igreja de São Francisco. O concerto, que mescla os sons da corda e sopros, acontece nesta segunda-feira, dia 04, a partir das 20 horas, e a entrada é gratuita.
Para interpretar as obras de Cláudio Santoro e Guerra-Peixe, homenageados na edição 2010 do projeto, o Quinteto Leão do Norte apresenta uma combinação mista de cordas e sopros. Formado especialmente para integrar o Sonora Brasil 2010, o quinteto fará uma apresentação dividida em oito momentos, alternando entre obras clássicas dos músicos homenageados através do som do clarinete, violino, viola, violoncelo e flauta.
O projeto Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é reconhecido como o maior projeto de circulação musical do Brasil. De norte a sul do país, os concertos da edição 2010 totalizam 340 apresentações, que buscam despertar no público um olhar crítico sobre a produção e a difusão da música brasileira, além de incentivar novos hábitos de apreciação musical através de apresentações acústicas. O Sonora Brasil busca ainda busca difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não-comercial e puramente nacional. Desenvolvido pelo Sesc, o projeto em João Pessoa é realizado com o apoio do Centro Cultural São Francisco.
A cada etapa desenvolvida pelo SESC Paraíba, o público tem recebido com animação o projeto, que também ganhou destaque na imprensa pela beleza e qualidade de suas apresentações. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas através do telefone (83) 3208-3158, ou no setor cultural do Sesc Centro João Pessoa, que fica na Rua Desembargador Souto Maior, 281, no Centro da cidade.
Quinteto Leão do Norte
A base do grupo está nos três integrantes do Quarteto Encore, conjunto de cordas de Recife que realiza trabalhos reconhecidos pela sua qualidade. Os músicos do quinteto, apesar de jovens, possuem larga experiência como intérpretes, professores e músicos de orquestras e conjuntos de câmara.
Glauber Santos (clarinete) integra a Orquestra Sinfônica do Recife, além de ser docente na Universidade Federal da Bahia e músico convidado da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Carlos Santos (violino) já integrou a Orquestra Filarmônica do Chile, além de ter sido professor de música no país e ter formado o Quarteto de Cordas do Instituto de Música de Santiago. Atualmente é diretor assistente da Orquestra Sinfônica do Conservatório Pernambucano de Música e Diretor Artístico da Orquestra Experimental de Câmera.
Nilson Galvão Jr. (violoncelo) é mestre em performance pela Campbellsville University e em regência orquestral pela Louisville University, e trabalha na Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música. Nilzeth Galvão Santos (viola) é graduada pela UFPB e mestre pela Campbellsville University, tendo ganhado prêmios internacionais. Rogério Acioli (flauta) é formado pela UFPB, com especialização na École Nationale de Musique de Créteil (França), onde ganhou prêmios internacionais. Atualmente é professor do Conservatório Pernambucano de Música, de Centro de Educação Musical de Olina e flautista titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
A música erudita é novamente destaque através do projeto Sonora Brasil do Sesc Paraíba, que traz a João Pessoa o Quinteto Leão do Norte em única apresentação na Igreja de São Francisco. O concerto, que mescla os sons da corda e sopros, acontece nesta segunda-feira, dia 04, a partir das 20 horas, e a entrada é gratuita.
Para interpretar as obras de Cláudio Santoro e Guerra-Peixe, homenageados na edição 2010 do projeto, o Quinteto Leão do Norte apresenta uma combinação mista de cordas e sopros. Formado especialmente para integrar o Sonora Brasil 2010, o quinteto fará uma apresentação dividida em oito momentos, alternando entre obras clássicas dos músicos homenageados através do som do clarinete, violino, viola, violoncelo e flauta.
O projeto Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é reconhecido como o maior projeto de circulação musical do Brasil. De norte a sul do país, os concertos da edição 2010 totalizam 340 apresentações, que buscam despertar no público um olhar crítico sobre a produção e a difusão da música brasileira, além de incentivar novos hábitos de apreciação musical através de apresentações acústicas. O Sonora Brasil busca ainda busca difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não-comercial e puramente nacional. Desenvolvido pelo Sesc, o projeto em João Pessoa é realizado com o apoio do Centro Cultural São Francisco.
A cada etapa desenvolvida pelo SESC Paraíba, o público tem recebido com animação o projeto, que também ganhou destaque na imprensa pela beleza e qualidade de suas apresentações. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas através do telefone (83) 3208-3158, ou no setor cultural do Sesc Centro João Pessoa, que fica na Rua Desembargador Souto Maior, 281, no Centro da cidade.
Quinteto Leão do Norte
A base do grupo está nos três integrantes do Quarteto Encore, conjunto de cordas de Recife que realiza trabalhos reconhecidos pela sua qualidade. Os músicos do quinteto, apesar de jovens, possuem larga experiência como intérpretes, professores e músicos de orquestras e conjuntos de câmara.
Glauber Santos (clarinete) integra a Orquestra Sinfônica do Recife, além de ser docente na Universidade Federal da Bahia e músico convidado da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Carlos Santos (violino) já integrou a Orquestra Filarmônica do Chile, além de ter sido professor de música no país e ter formado o Quarteto de Cordas do Instituto de Música de Santiago. Atualmente é diretor assistente da Orquestra Sinfônica do Conservatório Pernambucano de Música e Diretor Artístico da Orquestra Experimental de Câmera.
Nilson Galvão Jr. (violoncelo) é mestre em performance pela Campbellsville University e em regência orquestral pela Louisville University, e trabalha na Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música. Nilzeth Galvão Santos (viola) é graduada pela UFPB e mestre pela Campbellsville University, tendo ganhado prêmios internacionais. Rogério Acioli (flauta) é formado pela UFPB, com especialização na École Nationale de Musique de Créteil (França), onde ganhou prêmios internacionais. Atualmente é professor do Conservatório Pernambucano de Música, de Centro de Educação Musical de Olina e flautista titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
domingo, 26 de setembro de 2010
PARA A CULTURA PARAIBANA
O meu amigo vento
Postado por Reginaldo Marinho em 26/09/10 as 10:54
O meu amigo vento não veio me procurar, porque multidões ele foi arrastar. É assim que o compositor Zé Ramalho vive há décadas: arrastando multidões por onde quer que vá. Naquela noite de sua homenagem, nas areias do Cabo Branco, diante daquelas ondas, eu fui ver o meu amigo vento. Ele estava lá, forte e intenso como a rocha de Brejo do Cruz que domina a paisagem da cidade e a supera em energia magnética.
Zé Ramalho encanta fãs pelo Brasil inteiro com as mesmas canções que a Paraíba não quis reconhecer no início de sua carreira como Chão de Giz, Avohai, Vila do Sossego, Garoto de Aluguel e tantas outras que são referências da moderna música popular brasileira.
Zé acostumou-se a arrastar multidões desde que saiu da Paraíba para mostrar o seu talento, há mais de trinta anos no sul maravilha. Um reconhecimento que é negado a qualquer paraibano por causa de um fenômeno que nos atinge profundamente: somos uma sociedade colonizada. A falta de políticas que afirmem a nossa identidade e a própria capacidade de gerar produtos culturais de excelente qualidade nos faz dependentes de organizações sociais mais poderosas economicamente, localizadas no Sudeste, que terminam induzindo o que devemos consumir em matéria de cultura.
O triunfo de Zé Ramalho e o respectivo desprezo pelo seu talento, antes do sucesso externo, é um poderoso emblema de nossa mediocridade causada pela ausência de um instrumento capaz de promover a excelência da produção cultural da Paraíba.
Tomemos como exemplo a Bahia. Desde a década de sessenta, nas gestões de ACM como prefeito de Salvador e governador do Estado, respectivamente, que a Bahia estimula fortemente as atividades culturais. Além de fortalecimento da autoestima da população, o reconhecimento e a propagação dos produtos culturais baianos geram riquezas há mais de quarenta anos, cujos reflexos se estendem para o turismo e outros aspectos da economia.
Há tempo de semear e de colher. O governador Zé Maranhão plantou a semente e merece o nosso aplauso por ter encaminhado um projeto de lei para a Assembléia Legislativa criando a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, o que certamente irá contribuir para reduzir essa incapacidade lesiva de identificar e promover os gênios paraibanos em todas as atividades que a transversalidade cultural permita.
http://www.wscom.com.br/blog/reginaldo_marinho
Postado por Reginaldo Marinho em 26/09/10 as 10:54
O meu amigo vento não veio me procurar, porque multidões ele foi arrastar. É assim que o compositor Zé Ramalho vive há décadas: arrastando multidões por onde quer que vá. Naquela noite de sua homenagem, nas areias do Cabo Branco, diante daquelas ondas, eu fui ver o meu amigo vento. Ele estava lá, forte e intenso como a rocha de Brejo do Cruz que domina a paisagem da cidade e a supera em energia magnética.
Zé Ramalho encanta fãs pelo Brasil inteiro com as mesmas canções que a Paraíba não quis reconhecer no início de sua carreira como Chão de Giz, Avohai, Vila do Sossego, Garoto de Aluguel e tantas outras que são referências da moderna música popular brasileira.
Zé acostumou-se a arrastar multidões desde que saiu da Paraíba para mostrar o seu talento, há mais de trinta anos no sul maravilha. Um reconhecimento que é negado a qualquer paraibano por causa de um fenômeno que nos atinge profundamente: somos uma sociedade colonizada. A falta de políticas que afirmem a nossa identidade e a própria capacidade de gerar produtos culturais de excelente qualidade nos faz dependentes de organizações sociais mais poderosas economicamente, localizadas no Sudeste, que terminam induzindo o que devemos consumir em matéria de cultura.
O triunfo de Zé Ramalho e o respectivo desprezo pelo seu talento, antes do sucesso externo, é um poderoso emblema de nossa mediocridade causada pela ausência de um instrumento capaz de promover a excelência da produção cultural da Paraíba.
Tomemos como exemplo a Bahia. Desde a década de sessenta, nas gestões de ACM como prefeito de Salvador e governador do Estado, respectivamente, que a Bahia estimula fortemente as atividades culturais. Além de fortalecimento da autoestima da população, o reconhecimento e a propagação dos produtos culturais baianos geram riquezas há mais de quarenta anos, cujos reflexos se estendem para o turismo e outros aspectos da economia.
Há tempo de semear e de colher. O governador Zé Maranhão plantou a semente e merece o nosso aplauso por ter encaminhado um projeto de lei para a Assembléia Legislativa criando a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, o que certamente irá contribuir para reduzir essa incapacidade lesiva de identificar e promover os gênios paraibanos em todas as atividades que a transversalidade cultural permita.
http://www.wscom.com.br/blog/reginaldo_marinho
//www.portalcorreio.com.br/jornalcorreio/colunaLer.asp?columnId=22
Rubens Nóbrega
Domingo, 26 de Setembro
INSUSTENTÁVEL
Discordo dos que discordam de Dom Aldo Pagotto e, por discordarem, querem vê-lo longe daqui, substituído no comando da Igreja Católica na Paraíba.
Não só querem como estão pedindo a quem de direito porque Sua Eminência Reverendíssima seria preconceituosa e intolerante em relação aos pobres.
Mas isso, possível traço de personalidade, é também direito dele. Dom Aldo tem todo o direito de manifestar todo o seu preconceito e intolerância contra os pobres.
Penso até que se age assim é porque talvez acredite que subirá ao Reino dos Céus por ser pobre de espírito, conforme prometeu Jesus na montanha.
O melhor a fazer, então, é rezar para que o Senhor tire todo o ódio que há no coração de Dom Aldo contra aqueles que combatem injustiças e iniqüidades.
"Não temas, minha donzela, nossa sorte nessa guerra". Também disse Jesus: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!".
Da mesma forma, Dom Aldo tem todo o direito de criticar, perseguir e discriminar os movimentos sociais que lutam pelos mais humildes e excluídos.
Deus haverá de prover bom destino aos exilados das bênçãos e preces de Dom Aldo. "Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido", não é mesmo?
Do mesmo modo, Dom Aldo tem todo o direito de se aliar a qualquer grupo, partido ou político, ainda que o mais retrógrado e corrupto, e defendê-lo com toda a paixão.
Até por que o arcebispo também tem o direito de ser e se manter coerente com a sua opção política e ideológica. Aceitemos, pois. Democraticamente, aceitemos.
Por igual razão, a ninguém é dado o direito de negar a Dom Aldo o direito de se postar contra qualquer proposta de reforma agrária, mesmo aquela defendida pela CNBB.
Por essa e outras, não entendo como se possa pretender tirar de Dom Aldo o direito de atacar, procurar fragilizar e esvaziar pastorais e comunidades eclesiais de base.
É o mínimo que se espera de quem trata "com arrogância e desprezo" os que podem menos e com privilégio "os ricos e poderosos" que podem mais ou, vez em quando, tudo.
Deixem Dom Aldo afrontar "um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil", como vocês próprios dizem.
Não dá para esperar apoio à reforma agrária e aos trabalhadores sem terra de quem sacraliza o direito de propriedade e demoniza quem só quer a terra para sobreviver.
Não dá para cobrar posições em favor de quem mais precisa a quem tentou barrar um Frei Anastácio no Incra da Paraíba para, no lugar do frade, botar um latifundiário.
Não dá para exigir dele que tenha pena das vítimas do crime organizado quando publicamente nega a existência dos grupos de extermínio na Paraíba.
Por que, então, ó Pai, esperar que Dom Aldo faça algo diferente do que fez contra o padre-deputado Luiz Couto, justamente um alvo preferencial dos exterminadores?
Ou vocês acham que passaria incólume pelo arcebispado atual quem prega e pratica tudo aquilo que se apresenta como o inverso do que prega e pratica o seu arcebispo?
Que assim seja
Diante do exposto, defendo enfaticamente que a Dom Aldo de Cillo Pagotto sejam oferecidas todas as garantias ao exercício pleno de suas incoerências e contradições.
Por exemplo: se Dom Aldo é contra os religiosos na política e, ao mesmo tempo, comporta-se feito governador tucano ou senador democrata, ninguém tem nada com isso.
Se Dom Aldo chega à Paraíba proibindo casamento luxuoso e depois celebra o mais luxuoso de todos, casando filhos de correligionários que ficaram `podres de rico'...
De outro lado, é problema de Dom Aldo se ele mandou ou deixou fechar a Casa de Convivência Positiva, que ajudava pessoas vítimas de Aids em João Pessoa.
Ninguém tem nada a ver se Dom Aldo é favorável ao trabalho infantil, à redução da maioridade penal e, por conseguinte, contrário ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Nem por isso, pelo amor a Deus, queiram puxar filme antigo e crucificar Dom Aldo só porque ele foi acusado pelo Ministério Público do Ceará de defender padre pedófilo.
Não tentem, por tudo quanto é sagrado, satanizar o arcebispo da Paraíba só porque ele foi denunciado por tentar intimidar adolescentes vítimas de pedofilia lá no Acaraú.
Razão de ser
Bem, o que faço aqui é contraponto ao que fez semana passada meia centena de leigos, leigas, religiosas, religiosos, diáconos e presbíteros da Arquidiocese da Paraíba.
Refiro-me ao pessoal que resolveu vir a público `pedir a cabeça' do arcebispo metropolitano em carta-aberta à CNBB e ao Núncio Apostólico no Brasil.
Querem substituí-lo porque Sua Reverendíssima seria protagonista de "uma longa seqüência de atos deploráveis" desde que chegou à Pequenina.
Segundo os denunciantes e subscritores do tal manifesto, as atitudes de Dom Aldo se voltam, principalmente, "contra os pobres e a maioria das pastorais sociais".
Antes, creio que ano passado, promoventes desse `Fora Dom Aldo!' divulgaram documento parecido cobrando retratação do arcebispo, mas ele não deu a menor.
"Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação", dizem os autores do manifesto de agora.
Na conta desse povo, o que Dom Aldo vem fazendo cabe numa "lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação (...) em relação aos movimentos populares".
Eis os motivos porque querem ver o arcebispo bem longe da Paraíba, mas, na minha compreensão, estão pedindo a transferência do homem às instâncias erradas.
Deveriam requerer ao próprio Dom Aldo, apelando, mui respeitosamente, que ele reconheça a sua própria insustentabilidade, pegue o boné, quer dizer, a mitra, e...
Além do mais, essa seria uma alternativa mais cristã, digamos. Afinal, como disse Cristo na hora crucial, "Pai, perdoa-lhe(s)". Ele não sabe (ou sabe, exatamente) o que faz.
Domingo, 26 de Setembro
INSUSTENTÁVEL
Discordo dos que discordam de Dom Aldo Pagotto e, por discordarem, querem vê-lo longe daqui, substituído no comando da Igreja Católica na Paraíba.
Não só querem como estão pedindo a quem de direito porque Sua Eminência Reverendíssima seria preconceituosa e intolerante em relação aos pobres.
Mas isso, possível traço de personalidade, é também direito dele. Dom Aldo tem todo o direito de manifestar todo o seu preconceito e intolerância contra os pobres.
Penso até que se age assim é porque talvez acredite que subirá ao Reino dos Céus por ser pobre de espírito, conforme prometeu Jesus na montanha.
O melhor a fazer, então, é rezar para que o Senhor tire todo o ódio que há no coração de Dom Aldo contra aqueles que combatem injustiças e iniqüidades.
"Não temas, minha donzela, nossa sorte nessa guerra". Também disse Jesus: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!".
Da mesma forma, Dom Aldo tem todo o direito de criticar, perseguir e discriminar os movimentos sociais que lutam pelos mais humildes e excluídos.
Deus haverá de prover bom destino aos exilados das bênçãos e preces de Dom Aldo. "Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido", não é mesmo?
Do mesmo modo, Dom Aldo tem todo o direito de se aliar a qualquer grupo, partido ou político, ainda que o mais retrógrado e corrupto, e defendê-lo com toda a paixão.
Até por que o arcebispo também tem o direito de ser e se manter coerente com a sua opção política e ideológica. Aceitemos, pois. Democraticamente, aceitemos.
Por igual razão, a ninguém é dado o direito de negar a Dom Aldo o direito de se postar contra qualquer proposta de reforma agrária, mesmo aquela defendida pela CNBB.
Por essa e outras, não entendo como se possa pretender tirar de Dom Aldo o direito de atacar, procurar fragilizar e esvaziar pastorais e comunidades eclesiais de base.
É o mínimo que se espera de quem trata "com arrogância e desprezo" os que podem menos e com privilégio "os ricos e poderosos" que podem mais ou, vez em quando, tudo.
Deixem Dom Aldo afrontar "um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil", como vocês próprios dizem.
Não dá para esperar apoio à reforma agrária e aos trabalhadores sem terra de quem sacraliza o direito de propriedade e demoniza quem só quer a terra para sobreviver.
Não dá para cobrar posições em favor de quem mais precisa a quem tentou barrar um Frei Anastácio no Incra da Paraíba para, no lugar do frade, botar um latifundiário.
Não dá para exigir dele que tenha pena das vítimas do crime organizado quando publicamente nega a existência dos grupos de extermínio na Paraíba.
Por que, então, ó Pai, esperar que Dom Aldo faça algo diferente do que fez contra o padre-deputado Luiz Couto, justamente um alvo preferencial dos exterminadores?
Ou vocês acham que passaria incólume pelo arcebispado atual quem prega e pratica tudo aquilo que se apresenta como o inverso do que prega e pratica o seu arcebispo?
Que assim seja
Diante do exposto, defendo enfaticamente que a Dom Aldo de Cillo Pagotto sejam oferecidas todas as garantias ao exercício pleno de suas incoerências e contradições.
Por exemplo: se Dom Aldo é contra os religiosos na política e, ao mesmo tempo, comporta-se feito governador tucano ou senador democrata, ninguém tem nada com isso.
Se Dom Aldo chega à Paraíba proibindo casamento luxuoso e depois celebra o mais luxuoso de todos, casando filhos de correligionários que ficaram `podres de rico'...
De outro lado, é problema de Dom Aldo se ele mandou ou deixou fechar a Casa de Convivência Positiva, que ajudava pessoas vítimas de Aids em João Pessoa.
Ninguém tem nada a ver se Dom Aldo é favorável ao trabalho infantil, à redução da maioridade penal e, por conseguinte, contrário ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Nem por isso, pelo amor a Deus, queiram puxar filme antigo e crucificar Dom Aldo só porque ele foi acusado pelo Ministério Público do Ceará de defender padre pedófilo.
Não tentem, por tudo quanto é sagrado, satanizar o arcebispo da Paraíba só porque ele foi denunciado por tentar intimidar adolescentes vítimas de pedofilia lá no Acaraú.
Razão de ser
Bem, o que faço aqui é contraponto ao que fez semana passada meia centena de leigos, leigas, religiosas, religiosos, diáconos e presbíteros da Arquidiocese da Paraíba.
Refiro-me ao pessoal que resolveu vir a público `pedir a cabeça' do arcebispo metropolitano em carta-aberta à CNBB e ao Núncio Apostólico no Brasil.
Querem substituí-lo porque Sua Reverendíssima seria protagonista de "uma longa seqüência de atos deploráveis" desde que chegou à Pequenina.
Segundo os denunciantes e subscritores do tal manifesto, as atitudes de Dom Aldo se voltam, principalmente, "contra os pobres e a maioria das pastorais sociais".
Antes, creio que ano passado, promoventes desse `Fora Dom Aldo!' divulgaram documento parecido cobrando retratação do arcebispo, mas ele não deu a menor.
"Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação", dizem os autores do manifesto de agora.
Na conta desse povo, o que Dom Aldo vem fazendo cabe numa "lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação (...) em relação aos movimentos populares".
Eis os motivos porque querem ver o arcebispo bem longe da Paraíba, mas, na minha compreensão, estão pedindo a transferência do homem às instâncias erradas.
Deveriam requerer ao próprio Dom Aldo, apelando, mui respeitosamente, que ele reconheça a sua própria insustentabilidade, pegue o boné, quer dizer, a mitra, e...
Além do mais, essa seria uma alternativa mais cristã, digamos. Afinal, como disse Cristo na hora crucial, "Pai, perdoa-lhe(s)". Ele não sabe (ou sabe, exatamente) o que faz.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
ZUM ZUM ZUM E MOIDO
João Pessoa,16 de setembro de 2010
Venho através desta esclarecer a população de João Pessoa os seguintes fatos:
Em 2001, a Associação Folia de Rua criou o Projeto Folia Cidadã – projeto de educação através da arte voltado a crianças e adolescentes moradores na Comunidade Porto do Capim. Durante o período 2001-2002, fui a Coordenadora Pedagógica do referido Projeto e, no período 2003-2004 assumi a coordenação geral do mesmo. Um Projeto que pela sua excelência na metodologia utilizada e nos resultados alcançados, mantinha durante este período a parceria com empresas e entidades a exemplo da Fundação Ayrton Senna, SEBRAE e CBTU.
No período 2003-2004 a Associação Folia de Rua era presidida pelo produtor cultural, músico e compositor Flávio Eduardo – Fuba, um dos fundadores daquela associação.
Em 2004, a Associação foi passada para outra gestão através de eleição em Assembléia dentro do período recomendado. Neste mesmo ano, Fuba atendendo a pedidos de representantes dos segmentos culturais, do turismo e meio ambiente da cidade, dava inicio a sua campanha para vereador, onde foi eleito pelo PPS. Fiz parte da sua equipe de assessores do inicio ao final do mandato, uma atividade que muito me honrou por ter atuado de forma efetiva em um mandato transparente, voltado a realizações e nunca a negociações escusas.
Desde 2004, no entanto, foi e tem sido a minha meta a estruturação de uma organização voltada a arte educação e atividades culturais, para que possamos resgatar e ampliar o trabalho que sempre fizemos por esta cidade nesta área.
Criei a Associação Porta do Sol, uma entidade sem fins lucrativos, no ano de 2007 e para tanto escolhi de forma criteriosa pessoas com idoneidade moral, com uma história de contribuição a arte e cultura e meio ambiente para compor a diretoria da entidade. Fuba está entre essas pessoas. E aqui esclareço que quem responde juridicamente pela entidade sou eu, e não Fuba como erroneamente e de forma irônica o jornalista Luiz Torres afirma em matéria do seu blog.
Em 2010, fechamos um convênio com a PBTUR, de acordo com rubrica de Programa de Apoio Cultural e Turístico daquele órgão e ainda de acordo com os Estatutos da Associação Porta do Sol que determina as ações de elaboração e captação de recursos para entidades ou movimentos culturais.
O convênio no valor de R$ 250.000,00 foi integralmente utilizado no Projeto do Bloco Muriçocas do Miramar – 2010. Partiu da decisão unânime dos sócios da entidade apoiar o evento que é patrimônio cultural desta cidade em um ano em que contava com parcos recursos para garantir a sua grandiosidade.
Redijo esta explicação para que as pessoas tenham o direito a uma informação correta e honesta, uma vez que fui surpreendida no final da noite do dia 15 de setembro com uma matéria mentirosa envolvendo a entidade que dirijo no campo das disputas políticas, aliás com argumentos medíocres os quais não aceito. Sou acostumada a discutir política no campo das idéias mais elevadas. Calunias e acusações pesadas no meu entender são para serem resolvidas em Justiça, porém atendendo aos companheiros da Associação, me atenho a um direito de resposta”.
Informo ainda, que a Associação Porta do Sol está aberta a qualquer cidadão e cidadã que queira tirar alguma dúvida em relação as suas atividades e movimentação contábil.
Valeska Asfora
Presidente da Associação Porta do Sol
Venho através desta esclarecer a população de João Pessoa os seguintes fatos:
Em 2001, a Associação Folia de Rua criou o Projeto Folia Cidadã – projeto de educação através da arte voltado a crianças e adolescentes moradores na Comunidade Porto do Capim. Durante o período 2001-2002, fui a Coordenadora Pedagógica do referido Projeto e, no período 2003-2004 assumi a coordenação geral do mesmo. Um Projeto que pela sua excelência na metodologia utilizada e nos resultados alcançados, mantinha durante este período a parceria com empresas e entidades a exemplo da Fundação Ayrton Senna, SEBRAE e CBTU.
No período 2003-2004 a Associação Folia de Rua era presidida pelo produtor cultural, músico e compositor Flávio Eduardo – Fuba, um dos fundadores daquela associação.
Em 2004, a Associação foi passada para outra gestão através de eleição em Assembléia dentro do período recomendado. Neste mesmo ano, Fuba atendendo a pedidos de representantes dos segmentos culturais, do turismo e meio ambiente da cidade, dava inicio a sua campanha para vereador, onde foi eleito pelo PPS. Fiz parte da sua equipe de assessores do inicio ao final do mandato, uma atividade que muito me honrou por ter atuado de forma efetiva em um mandato transparente, voltado a realizações e nunca a negociações escusas.
Desde 2004, no entanto, foi e tem sido a minha meta a estruturação de uma organização voltada a arte educação e atividades culturais, para que possamos resgatar e ampliar o trabalho que sempre fizemos por esta cidade nesta área.
Criei a Associação Porta do Sol, uma entidade sem fins lucrativos, no ano de 2007 e para tanto escolhi de forma criteriosa pessoas com idoneidade moral, com uma história de contribuição a arte e cultura e meio ambiente para compor a diretoria da entidade. Fuba está entre essas pessoas. E aqui esclareço que quem responde juridicamente pela entidade sou eu, e não Fuba como erroneamente e de forma irônica o jornalista Luiz Torres afirma em matéria do seu blog.
Em 2010, fechamos um convênio com a PBTUR, de acordo com rubrica de Programa de Apoio Cultural e Turístico daquele órgão e ainda de acordo com os Estatutos da Associação Porta do Sol que determina as ações de elaboração e captação de recursos para entidades ou movimentos culturais.
O convênio no valor de R$ 250.000,00 foi integralmente utilizado no Projeto do Bloco Muriçocas do Miramar – 2010. Partiu da decisão unânime dos sócios da entidade apoiar o evento que é patrimônio cultural desta cidade em um ano em que contava com parcos recursos para garantir a sua grandiosidade.
Redijo esta explicação para que as pessoas tenham o direito a uma informação correta e honesta, uma vez que fui surpreendida no final da noite do dia 15 de setembro com uma matéria mentirosa envolvendo a entidade que dirijo no campo das disputas políticas, aliás com argumentos medíocres os quais não aceito. Sou acostumada a discutir política no campo das idéias mais elevadas. Calunias e acusações pesadas no meu entender são para serem resolvidas em Justiça, porém atendendo aos companheiros da Associação, me atenho a um direito de resposta”.
Informo ainda, que a Associação Porta do Sol está aberta a qualquer cidadão e cidadã que queira tirar alguma dúvida em relação as suas atividades e movimentação contábil.
Valeska Asfora
Presidente da Associação Porta do Sol
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
MEMORIAL JACKSON DO PANDEIRO

Cidade de Alagoa Grande terra do REI DO RITMO
Ednamay Cirilo Leite 15 de setembro às 16:27 “Esquentai Vossos Pandeiros Jacksoniano” – Parceria Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul e Memorial Jackson do Pandeiro
Em 31 de agosto de 2009 encerrando a Semana Jackson do Pandeiro na cidade de Alagoa grande brejo paraibano, foi lançado no teatro Santa Ignez o projeto ¨Esquentais Vossos Pandeiros Jacksoniano ¨– ANO II¨ pela produtora Ednamay Cirilo , era a data de nascimento e festa de aniversário dos 90 anos de José Gomes Filho o nosso Jackson do Pandeiro, esse projeto resultou da parceria do FIC – Fundo de Incentivo a Cultura – Augusto dos Anjos ( Lei Estadual), Memorial Jackson do Pandeiro,Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, SEBRAE tendo como incentivadora e realizadora na formação de novas platéias educativas a Associação Cultural e Recreativa ANJO AZUL.
Essa ação teve como objetivo desenvolver durante quatro meses oficinas de teatro, artes plásticas e música, cujo foco é a importância universal da obra de Jackson do Pandeiro e de sua música para a valorização da identidade cultural dos brasileiros,paraibanos, principalmente os nascido em Alagoa Grande (cidade do artista). As visitas ao Memorial e as aulas que aconteceram naquele espaço foram de fundamental relevância para que os alunos se sentissem inspirados e envolvidos pela atmosfera jacksoniana,
Os resultados dessa ação educativa foram exibidos em telas produzidas pelos alunos da cidade de Alagoa Grande que participaram da oficina de artes plástica, apresentações de um repertório contendo músicas de Jackson do Pandeiro e executado pelos alunos da cidade de João Pessoa que participaram da oficina de pandeiro, e por fim, apresentações de um espetáculo teatral intitulado Estação Rei do Ritmo apresentado em dias alternados no centenário Santa Ignez, Alagoa Grande e Centro Cultural Thomas Mindello ,na capital paraibana . Esse espetáculo resgatou a memória da Revista Carnavalesca de Jackson e Almira que encantou o Brasil com músicas do artista. A oficina de teatro envolveu alunos da cidade de Alagoa Grande e do Quilombola Caiana dos Crioulos. Contudo, acreditamos que o maior resultado foi à elevação da auto-estima do povo de Alagoa Grande e dos paraibanos em geral. Diante disso constatamos que o papel de espaços como o Memorial Jackson do Pandeiro são de fundamental importância para conhecermos a história e a cultura que identificam um grupo social.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
FOTOGRAFIA EM PRETO E BRANCO DE CLEBER LIMA
Fotógrafo Paraibano expõem em Ouro Preto- MG
Segundo o Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da Universidade de Brasília, existem, hoje, registros de 2.842 comunidades quilombolas espalhadas por todas as regiões do Brasil. Na Paraíba existem 31 certidões expedidas de comunidades quilombolas, sendo 02 urbanas e 29 rurais. A comunidade Negra de Paratibe tem cerca de 130 anos de formação e foi reconhecida pelo Ministério da Cultura em 11 de julho de 2006. Hoje existem 120 famílias em seu território.
A exposição fotográfica A MULTICULTURALIDADE DE PARATIBE é um registro das tradições dos Quilombolas de João Pessoa. Refere-se a um documentário de uma comunidade Urbana de famílias remanescentes de quilombolas da Paraíba. É composta por 30 fotografias em preto-e-branco de sua rotina diária.
O registro fotográfico, inédito, realizado pelo fotógrafo Cleber Lima em preto e branco, digital, é resultado da pesquisa de campo da disciplina “Tradições Populares Brasileiras” do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal da Paraíba no ano de 2008, sob a orientação da professora Itamira Barbosa. Nesse mesmo projeto participaram mais duas alunas do curso de Licenciatura em Teatro da UFPB.
O intuito da pesquisa foi pesquisar os meios culturais em que a comunidade vive, como por exemplo: os seus costumes, suas riquezas culturais, as danças, a capoeira e sua vida em seu meio particular.
No ano de 2009 tivemos o projeto “QUILOMBOLAS DE PARATIBE” o único suplente da Região Nordeste que, essas fotografias seriam lançadas em um livro fotográfico e direcionada a várias entidades da Paraíba. “O nosso próximo projeto é pesquisar e fazer a documentação da outra Comunidade Urbana, o Quilombo Serra do Talhado que esta localizado na Cidade de Santa Luzia, interior da Paraíba.”, diz o Fotógrafo Cleber Lima.
As 30 fotografias serão expostas na Universidade Federal de Ouro Preto (MG), de 19 a 25 de setembro deste ano, dentro do Encontro Nacional dos Estudantes de Arte (ENEARTE).
Cleber Lima é estudante de Licenciatura em Teatro na UFPB, é ator, diretor de Teatro, terapeuta Comunitário e um dos melhores fotógrafos dessa geração. Começou a fotografar muito cedo. Com apenas 10 anos, como não podia comprar uma câmera fotográfica, criou um mecanismo com alguns pedaços de madeira para visualizar suas imagens no dia a dia. Fez exposição de fotografias e poesias.
Segundo o Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da Universidade de Brasília, existem, hoje, registros de 2.842 comunidades quilombolas espalhadas por todas as regiões do Brasil. Na Paraíba existem 31 certidões expedidas de comunidades quilombolas, sendo 02 urbanas e 29 rurais. A comunidade Negra de Paratibe tem cerca de 130 anos de formação e foi reconhecida pelo Ministério da Cultura em 11 de julho de 2006. Hoje existem 120 famílias em seu território.
A exposição fotográfica A MULTICULTURALIDADE DE PARATIBE é um registro das tradições dos Quilombolas de João Pessoa. Refere-se a um documentário de uma comunidade Urbana de famílias remanescentes de quilombolas da Paraíba. É composta por 30 fotografias em preto-e-branco de sua rotina diária.
O registro fotográfico, inédito, realizado pelo fotógrafo Cleber Lima em preto e branco, digital, é resultado da pesquisa de campo da disciplina “Tradições Populares Brasileiras” do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal da Paraíba no ano de 2008, sob a orientação da professora Itamira Barbosa. Nesse mesmo projeto participaram mais duas alunas do curso de Licenciatura em Teatro da UFPB.
O intuito da pesquisa foi pesquisar os meios culturais em que a comunidade vive, como por exemplo: os seus costumes, suas riquezas culturais, as danças, a capoeira e sua vida em seu meio particular.
No ano de 2009 tivemos o projeto “QUILOMBOLAS DE PARATIBE” o único suplente da Região Nordeste que, essas fotografias seriam lançadas em um livro fotográfico e direcionada a várias entidades da Paraíba. “O nosso próximo projeto é pesquisar e fazer a documentação da outra Comunidade Urbana, o Quilombo Serra do Talhado que esta localizado na Cidade de Santa Luzia, interior da Paraíba.”, diz o Fotógrafo Cleber Lima.
As 30 fotografias serão expostas na Universidade Federal de Ouro Preto (MG), de 19 a 25 de setembro deste ano, dentro do Encontro Nacional dos Estudantes de Arte (ENEARTE).
Cleber Lima é estudante de Licenciatura em Teatro na UFPB, é ator, diretor de Teatro, terapeuta Comunitário e um dos melhores fotógrafos dessa geração. Começou a fotografar muito cedo. Com apenas 10 anos, como não podia comprar uma câmera fotográfica, criou um mecanismo com alguns pedaços de madeira para visualizar suas imagens no dia a dia. Fez exposição de fotografias e poesias.
domingo, 12 de setembro de 2010
PARA FUBA QUE NOS TRAZ O ROCK'N ROOL
09/2010
Scorpions: uma jornada pelo tempo
Em 1988 o mundo ainda vivia sob o chamado “equilíbrio pela força”. Estados Unidos e União Soviética disputavam cada milímetro do planeta buscando a hegemonia de suas pregações ideológicas. Por trás da “Cortina de Ferro” (o termo é erroneamente atribuído a Winston Churchill, ex-primeiro-ministro inglês) algumas mudanças já estavam sendo processadas. Um certo Mikhail Gorbachev dava prosseguimento à sua política de transparência (“glasnost”) e reconstrução (“perestroika”), o que significava a abertura de todos os canais para uma nova mentalidade política, econômica e social. O modelo soviético estava sendo destruído por dentro. Já não atendia mais às necessidades de um povo carente de liberdade de expressão e privado de certas “vantagens” só encontradas nos países capitalistas. E foi nesse “vendaval” de mudanças que naquele ano desembarcou em Leningrado (cidade às margens do rio Neva, na entrada do golfo da Finlândia, hoje São Petersburgo) a banda alemã Scorpions.
O registro da visita (com shows, passeio pela cidade e contato com o povo russo) revelou um lugar de rebeldia e de insatisfações. O irreverente Klaus Meine (vocalista da banda) se mostrou bastante surpreso sobre o modo como a juventude soviética “se virava” para ouvir o rock produzido nos países do Ocidente. Como havia muitas proibições e as bandas ocidentais não podiam entrar no país, os jovens sintonizavam uma rádio da Finlândia, gravavam as músicas em aparelhos portáteis e “rodavam” a fita de mão em mão. Claro, a qualidade de áudio ficava aquém do que queriam esses irreverentes “prisioneiros da ideologia”. A banda também visitou um clube onde eram realizados shows de rock’n roll. Enfeitando o palco onde os cantores se apresentavam podia ser vista, estampada, a imagem de Lênin, o pai do sovietismo. A questão era saber se os jovens estavam de acordo com o “Lênin na parede”. Podia ser uma imposição do regime que agonizava. E o Scorpions tocou com a banda “Perestroika”, num show que revelou muita irreverência e pouca vontade de permanecer sob aquele regime.
“To Russia with love and other Savage Amusement” é o título do DVD gravado especialmente para registrar a passagem do grupo alemão pela cidade de Leningrado. Meine foi a uma loja de discos (de vinil, claro) e procurou um do Scorpions. Mas não se surpreendeu com a informação da vendedora de que ali não seria encontrado um único LP do grupo. É explicável: a KGB, a polícia política da URSS, ainda estava muito ativa e o processo de mudanças não havia se completado. Isso só viria a ocorrer no ano seguinte à visita do Scorpions a Leningrado, quando o Muro de Berlim finalmente veio abaixo.
POST-SCRIPTUM:
O portal R7 anunciou que o show do Scorpions, amanhã (sábado, 11 de setembro) no estádio O Almeidão, em João Pessoa, durante o Sun Rock Music Festival, será gravado com câmeras de alta definição. Partes das gravações será usada na composição do DVD blu-ray, que documentará a turnê do grupo alemão intitulada Get your Sting and Blackout World Tour 2010. Segundo o mesmo portal, a base do disco será uma apresentação que o grupo fará na Alemanha. Rudolph Schenker, o líder do Scorpions, anunciou que o grupo estará encerrando suas atividades e que o álbum Sting in the tail, lançado recentemente, é o último de sua discografia. O Scorpions está nas paradas desde o inícios dos anos 70 e se transformou numa das maiores bandas de hard-rock do planeta com hits como Rhythm of Love, Blackout, Send me an Angel, Rock you like a hurricane, Wind of Change (música que fala exatamente sobre a queda do comunismo) e outras que por muito tempo estiveram nas paradas de sucesso em vários países.
Quem for ao estádio Almeidão certamente verá uma das últimas relíquias do rock’n roll. Vá e curta. Vale a pena.
Scorpions: uma jornada pelo tempo
Em 1988 o mundo ainda vivia sob o chamado “equilíbrio pela força”. Estados Unidos e União Soviética disputavam cada milímetro do planeta buscando a hegemonia de suas pregações ideológicas. Por trás da “Cortina de Ferro” (o termo é erroneamente atribuído a Winston Churchill, ex-primeiro-ministro inglês) algumas mudanças já estavam sendo processadas. Um certo Mikhail Gorbachev dava prosseguimento à sua política de transparência (“glasnost”) e reconstrução (“perestroika”), o que significava a abertura de todos os canais para uma nova mentalidade política, econômica e social. O modelo soviético estava sendo destruído por dentro. Já não atendia mais às necessidades de um povo carente de liberdade de expressão e privado de certas “vantagens” só encontradas nos países capitalistas. E foi nesse “vendaval” de mudanças que naquele ano desembarcou em Leningrado (cidade às margens do rio Neva, na entrada do golfo da Finlândia, hoje São Petersburgo) a banda alemã Scorpions.
O registro da visita (com shows, passeio pela cidade e contato com o povo russo) revelou um lugar de rebeldia e de insatisfações. O irreverente Klaus Meine (vocalista da banda) se mostrou bastante surpreso sobre o modo como a juventude soviética “se virava” para ouvir o rock produzido nos países do Ocidente. Como havia muitas proibições e as bandas ocidentais não podiam entrar no país, os jovens sintonizavam uma rádio da Finlândia, gravavam as músicas em aparelhos portáteis e “rodavam” a fita de mão em mão. Claro, a qualidade de áudio ficava aquém do que queriam esses irreverentes “prisioneiros da ideologia”. A banda também visitou um clube onde eram realizados shows de rock’n roll. Enfeitando o palco onde os cantores se apresentavam podia ser vista, estampada, a imagem de Lênin, o pai do sovietismo. A questão era saber se os jovens estavam de acordo com o “Lênin na parede”. Podia ser uma imposição do regime que agonizava. E o Scorpions tocou com a banda “Perestroika”, num show que revelou muita irreverência e pouca vontade de permanecer sob aquele regime.
“To Russia with love and other Savage Amusement” é o título do DVD gravado especialmente para registrar a passagem do grupo alemão pela cidade de Leningrado. Meine foi a uma loja de discos (de vinil, claro) e procurou um do Scorpions. Mas não se surpreendeu com a informação da vendedora de que ali não seria encontrado um único LP do grupo. É explicável: a KGB, a polícia política da URSS, ainda estava muito ativa e o processo de mudanças não havia se completado. Isso só viria a ocorrer no ano seguinte à visita do Scorpions a Leningrado, quando o Muro de Berlim finalmente veio abaixo.
POST-SCRIPTUM:
O portal R7 anunciou que o show do Scorpions, amanhã (sábado, 11 de setembro) no estádio O Almeidão, em João Pessoa, durante o Sun Rock Music Festival, será gravado com câmeras de alta definição. Partes das gravações será usada na composição do DVD blu-ray, que documentará a turnê do grupo alemão intitulada Get your Sting and Blackout World Tour 2010. Segundo o mesmo portal, a base do disco será uma apresentação que o grupo fará na Alemanha. Rudolph Schenker, o líder do Scorpions, anunciou que o grupo estará encerrando suas atividades e que o álbum Sting in the tail, lançado recentemente, é o último de sua discografia. O Scorpions está nas paradas desde o inícios dos anos 70 e se transformou numa das maiores bandas de hard-rock do planeta com hits como Rhythm of Love, Blackout, Send me an Angel, Rock you like a hurricane, Wind of Change (música que fala exatamente sobre a queda do comunismo) e outras que por muito tempo estiveram nas paradas de sucesso em vários países.
Quem for ao estádio Almeidão certamente verá uma das últimas relíquias do rock’n roll. Vá e curta. Vale a pena.
FUBA E O ROCK
Scorpions leva 18 mil ao Almeidão; produção quer tornar festival anual
Quarenta anos de palco já dizem tudo sobre o profissionalismo da banda Scorpions ao subir no palco do primeiro dia de Sun Music Festival, este sábado (11), em João Pessoa. Quase pontuais, os músicos alemães começaram o show às 21h40, apenas 10 minutos depois do programado, fazendo valer a pena o ingresso e 'contornando' o fato de dois shows previstos antes (das bandas paraibanas Shock e Unidade Móvel) terem sido adiados para o domingo (12).
Este foi o primeiro show no Brasil da turnê "Get Your Sting and Blackout World”, que o grupo promete ser a última. Porém, em entrevista no desembarque no aeroporto, a banda aliviou os fãs declarando que prefere não pernsar no fim, e apenas curtir os três anos de shows que ainda tem pela frente.
Os músicos sessentões mostraram que estão em plena forma. Além da disposição e energia no palco, prova disso é a agenda apertada, com shows em quase todos os dias desta semana por vários países da América Latina.
Da Paraíba, os alemães seguem para Buenos Aires (Argentina), onde fazem show na segunda-feira (13), Santiago do Chile (14), La Paz/Bolívia (16), e retornam ao Brasil para tocar em São Paulo (18 e 19), Curitiba (21), Brasília (22) e São Luís (24).
Sun Rock anual
A produção do festival de música calcula que 18 mil pessoas tenham passado pelo Almeidão neste primeiro dia. Ao final do espetáculo de Scorpions, o produtor Fuba avaliou o primeiro dia como positivo, mesmo com os contratempos. Decidido, ele declarou que os pessoenses e nordestinos poderão aguardar uma nova edição do Sun Rock no próximo ano, com mais atrações internacionais.
"Esta foi a primeira grande atração internacional que a cidade recebeu, especialmente em um estádio. Com certeza voltaremos trazendo novidades", comentou.
O show
Os Scorpions prometeram e realmente cumpriram: sacudiram João Pessoa como um furacão, numa alusão a uma de seus maiores sucessos, a música "Rock You Like a Hurricane". Apesar de trazerem no set list muitas músicas do CD novo, "Sting in The Tail", o grupo tocou e cantou hits saudosos, como "Wind Of Change".
As mais aguardadas pelo público ficaram para o bis: "No One Like You" e "Rock You Like a Hurricane", que fechou o espetáculo. Esta última teve participação especial de Andreas Kisser, do Sepultura, adicionando à música o som pesado de sua guitarra. A parceria já aconteceu outras vezes. Em 2008, em Recife, Kisser abriu o show de Scorpions. No Sun Rock, os alemães o convidaram a tocar a última música o elogiando e se declarando admiradores do brasileiro.
Segundo dia
Os shows das bandas Shock (PB) e Unidade Móvel (PB) ficaram para domingo. Neste dia, ainda estão previstas as apresentações de Terra Prima (PE), Matanza (RJ), Children of the Beast (SP), Angra (SP) e Sepultura (MG/EUA). Segundo a produção, quem comprou ingresso para este sábado poderá apresentar o canhoto do bilhete e ir novamente ao festival no domingo, gratuitamente, para ver os grupos que foram transferidos.
Fonte: Paraíba 1
Quarenta anos de palco já dizem tudo sobre o profissionalismo da banda Scorpions ao subir no palco do primeiro dia de Sun Music Festival, este sábado (11), em João Pessoa. Quase pontuais, os músicos alemães começaram o show às 21h40, apenas 10 minutos depois do programado, fazendo valer a pena o ingresso e 'contornando' o fato de dois shows previstos antes (das bandas paraibanas Shock e Unidade Móvel) terem sido adiados para o domingo (12).
Este foi o primeiro show no Brasil da turnê "Get Your Sting and Blackout World”, que o grupo promete ser a última. Porém, em entrevista no desembarque no aeroporto, a banda aliviou os fãs declarando que prefere não pernsar no fim, e apenas curtir os três anos de shows que ainda tem pela frente.
Os músicos sessentões mostraram que estão em plena forma. Além da disposição e energia no palco, prova disso é a agenda apertada, com shows em quase todos os dias desta semana por vários países da América Latina.
Da Paraíba, os alemães seguem para Buenos Aires (Argentina), onde fazem show na segunda-feira (13), Santiago do Chile (14), La Paz/Bolívia (16), e retornam ao Brasil para tocar em São Paulo (18 e 19), Curitiba (21), Brasília (22) e São Luís (24).
Sun Rock anual
A produção do festival de música calcula que 18 mil pessoas tenham passado pelo Almeidão neste primeiro dia. Ao final do espetáculo de Scorpions, o produtor Fuba avaliou o primeiro dia como positivo, mesmo com os contratempos. Decidido, ele declarou que os pessoenses e nordestinos poderão aguardar uma nova edição do Sun Rock no próximo ano, com mais atrações internacionais.
"Esta foi a primeira grande atração internacional que a cidade recebeu, especialmente em um estádio. Com certeza voltaremos trazendo novidades", comentou.
O show
Os Scorpions prometeram e realmente cumpriram: sacudiram João Pessoa como um furacão, numa alusão a uma de seus maiores sucessos, a música "Rock You Like a Hurricane". Apesar de trazerem no set list muitas músicas do CD novo, "Sting in The Tail", o grupo tocou e cantou hits saudosos, como "Wind Of Change".
As mais aguardadas pelo público ficaram para o bis: "No One Like You" e "Rock You Like a Hurricane", que fechou o espetáculo. Esta última teve participação especial de Andreas Kisser, do Sepultura, adicionando à música o som pesado de sua guitarra. A parceria já aconteceu outras vezes. Em 2008, em Recife, Kisser abriu o show de Scorpions. No Sun Rock, os alemães o convidaram a tocar a última música o elogiando e se declarando admiradores do brasileiro.
Segundo dia
Os shows das bandas Shock (PB) e Unidade Móvel (PB) ficaram para domingo. Neste dia, ainda estão previstas as apresentações de Terra Prima (PE), Matanza (RJ), Children of the Beast (SP), Angra (SP) e Sepultura (MG/EUA). Segundo a produção, quem comprou ingresso para este sábado poderá apresentar o canhoto do bilhete e ir novamente ao festival no domingo, gratuitamente, para ver os grupos que foram transferidos.
Fonte: Paraíba 1
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
http://blogdotiaolucena.com.br/
MORRE JOSÉ ANTONIO SOUTO ÚLTIMO CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO E MARIA BONITA
Um dos últimos cangaceiros do bando de Lampião e Maria Bonita, José Antônio Souto, 100 anos, morreu na tarde desta segunda-feira em Belo Horizonte, onde morava com a família.
Moreno, como era conhecido no cangaço, entrou para o bando a convite do cangaceiro Virgulino, um dos integrantes do grupo, depois de ser barbeiro, caseiro e três vezes rejeitado pela polícia. O corpo de Moreno foi enterrado na manhã desta terça-feira no cemitério da Saudade, na capital mineira.
Ele vivia em Minas Gerais há 70 anos e segundo familiares veio para o Estado procurar tranqüilidade para viver com a mulher, Jovina Maria da Conceição, conhecida com Durvinha. Em 2008, o cangaceiro contou para o Terra que havia deixado o cangaço após os pais, amigos e um padre pedirem para eles abandonarem a vida cheia de riscos. Além disso, segundo a família, Durvinha tinha medo de ser degolada.
Segundo Nely Maria da Conceição, 60 anos, filha do casal, o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de mamãe em 2008 meu pai entrou em depressão e sempre falava assim 'Mãezinha vem em me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvinh' ele estava sofrendo muito" disse.
Nely ainda conta que o fato de tanto Moreno quanto Durvinha serem enterrados em túmulos era considerado uma benção pelo pai. "Ele nos contava que no cangaço decapitavam os cangaceiros, mostravam a cabeça para o público e deixavam os corpos perdidos. Para meu pai, ser enterrado em um cemitério era uma coisa muito boa, uma benção. Por isso resolvemos fazer o que ele pediu, soltar foguetes no momento do sepultamento" afirmou.
A família ficou sabendo a verdadeira história do casal apenas em 2005, depois que Moreno, com problemas de saúde, revelou ter matado muitas pessoas e que abandonara um filho. Noeli da Conceição, uma das filhas do casal, também conversou com o Terra em 2008 e disse que chorou muito depois que descobriu o passado dos pais. "Eu estudei tudo aquilo que era o cangaço, sabia das atrocidades que eram cometidas, e meu pai me contou que fazia parte deles. Fiquei chocada. Fui para o banheiro, chorei muito e liguei para o meu namorado para contar a descoberta", contou.
A partir desse ponto, Noeli encontrou o primeiro filho do casal, Inácio Carvalho de Oliveira, que hoje vive no Rio Janeiro como policial aposentado. Ele também esteve no enterro. O casal de ex-cangaceiros também recebeu homenagem em um livro "Morenos e Durvinha, amor e fuga no cangaço" escrito por João de Souza Lima.
Um dos últimos cangaceiros do bando de Lampião e Maria Bonita, José Antônio Souto, 100 anos, morreu na tarde desta segunda-feira em Belo Horizonte, onde morava com a família.
Moreno, como era conhecido no cangaço, entrou para o bando a convite do cangaceiro Virgulino, um dos integrantes do grupo, depois de ser barbeiro, caseiro e três vezes rejeitado pela polícia. O corpo de Moreno foi enterrado na manhã desta terça-feira no cemitério da Saudade, na capital mineira.
Ele vivia em Minas Gerais há 70 anos e segundo familiares veio para o Estado procurar tranqüilidade para viver com a mulher, Jovina Maria da Conceição, conhecida com Durvinha. Em 2008, o cangaceiro contou para o Terra que havia deixado o cangaço após os pais, amigos e um padre pedirem para eles abandonarem a vida cheia de riscos. Além disso, segundo a família, Durvinha tinha medo de ser degolada.
Segundo Nely Maria da Conceição, 60 anos, filha do casal, o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de mamãe em 2008 meu pai entrou em depressão e sempre falava assim 'Mãezinha vem em me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvinh' ele estava sofrendo muito" disse.
Nely ainda conta que o fato de tanto Moreno quanto Durvinha serem enterrados em túmulos era considerado uma benção pelo pai. "Ele nos contava que no cangaço decapitavam os cangaceiros, mostravam a cabeça para o público e deixavam os corpos perdidos. Para meu pai, ser enterrado em um cemitério era uma coisa muito boa, uma benção. Por isso resolvemos fazer o que ele pediu, soltar foguetes no momento do sepultamento" afirmou.
A família ficou sabendo a verdadeira história do casal apenas em 2005, depois que Moreno, com problemas de saúde, revelou ter matado muitas pessoas e que abandonara um filho. Noeli da Conceição, uma das filhas do casal, também conversou com o Terra em 2008 e disse que chorou muito depois que descobriu o passado dos pais. "Eu estudei tudo aquilo que era o cangaço, sabia das atrocidades que eram cometidas, e meu pai me contou que fazia parte deles. Fiquei chocada. Fui para o banheiro, chorei muito e liguei para o meu namorado para contar a descoberta", contou.
A partir desse ponto, Noeli encontrou o primeiro filho do casal, Inácio Carvalho de Oliveira, que hoje vive no Rio Janeiro como policial aposentado. Ele também esteve no enterro. O casal de ex-cangaceiros também recebeu homenagem em um livro "Morenos e Durvinha, amor e fuga no cangaço" escrito por João de Souza Lima.
AREIA CAPITAL BRASILEIRA DA CULTURA
Areia será candidata à Capital Brasileira da Cultura 2011
De 1º de setembro até 30 de outubro de 2010, estará aberto o prazo para inscrição de candidaturas das cidades que desejem concorrer ao título de Capital Brasileira da Cultura 2011.
O Projeto Capital Brasileira da Cultura (CBC) é uma iniciativa com abrangência nacional, implementado pela Organização Capital Brasileira da Cultura (ONG CBC), e está aberto à participação de todos os municípios do Brasil.
Tem a finalidade de eleger anualmente uma cidade brasileira com o título de Capital Brasileira da Cultura e conta com o apoio dos ministérios da Cultura e do Turismo e de entidades nacionais e internacionais.
Os objetivos do projeto são: valorizar e promover a cultura brasileira em todas as suas formas de expressão; contribuir para que haja um maior conhecimento da identidade e diversidade cultural do Brasil; colaborar nos processos de integração nacional e de inclusão social através da cultura.
A cidade que queira participar do concurso deverá solicitar o Formulário de Candidatura e apresentar a documentação exigida pelo regulamento, acompanhada de uma carta do prefeito.
O Secretário de Turismo da cidade de Areia, brejo da Paraiba, uma das cidades candidatas em 2006 disse que o Projeto 2011 já está elaborado e “a cidade vai concorrer pela legitimidade que possui com o título de primeira cidade da Paraíba reconhecida como Patromônio Nacional da Cultura. “Só em poder concorrer vejo como uma vitória de todos os paraibanos”, ressaltou Ney Vital.
Em 15 de novembro de 2010 será divulgado o nome da cidade que receberá o título de Capital Brasileira da Cultura 2011, a sexta edição do projeto , após Olinda 2006, São João del-Rei 2007, Caxias do Sul 2008 , São Luís do Maranhão 2009 e Ribeirão Preto 2010.
A cidade eleita como Capital Brasileira da Cultura 2011 deverá desenvolver durante o próximo ano, o programa de atividades proposto na candidatura, que tenha como objetivos valorizar e divulgar seu patrimônio cultural material e imaterial, obtendo com isto muitos benefícios para seu desenvolvimento social e econômico.
De 1º de setembro até 30 de outubro de 2010, estará aberto o prazo para inscrição de candidaturas das cidades que desejem concorrer ao título de Capital Brasileira da Cultura 2011.
O Projeto Capital Brasileira da Cultura (CBC) é uma iniciativa com abrangência nacional, implementado pela Organização Capital Brasileira da Cultura (ONG CBC), e está aberto à participação de todos os municípios do Brasil.
Tem a finalidade de eleger anualmente uma cidade brasileira com o título de Capital Brasileira da Cultura e conta com o apoio dos ministérios da Cultura e do Turismo e de entidades nacionais e internacionais.
Os objetivos do projeto são: valorizar e promover a cultura brasileira em todas as suas formas de expressão; contribuir para que haja um maior conhecimento da identidade e diversidade cultural do Brasil; colaborar nos processos de integração nacional e de inclusão social através da cultura.
A cidade que queira participar do concurso deverá solicitar o Formulário de Candidatura e apresentar a documentação exigida pelo regulamento, acompanhada de uma carta do prefeito.
O Secretário de Turismo da cidade de Areia, brejo da Paraiba, uma das cidades candidatas em 2006 disse que o Projeto 2011 já está elaborado e “a cidade vai concorrer pela legitimidade que possui com o título de primeira cidade da Paraíba reconhecida como Patromônio Nacional da Cultura. “Só em poder concorrer vejo como uma vitória de todos os paraibanos”, ressaltou Ney Vital.
Em 15 de novembro de 2010 será divulgado o nome da cidade que receberá o título de Capital Brasileira da Cultura 2011, a sexta edição do projeto , após Olinda 2006, São João del-Rei 2007, Caxias do Sul 2008 , São Luís do Maranhão 2009 e Ribeirão Preto 2010.
A cidade eleita como Capital Brasileira da Cultura 2011 deverá desenvolver durante o próximo ano, o programa de atividades proposto na candidatura, que tenha como objetivos valorizar e divulgar seu patrimônio cultural material e imaterial, obtendo com isto muitos benefícios para seu desenvolvimento social e econômico.
SOM DAS 6 hoje 10 setembro 2010 - ODECASA & BETO GUEDES
O mineiro Beto Guedes, representante do movimento Clube da Esquina, que transformou o panorama da MPB a partir dos anos 60, é uma das atrações do ‘Som das 6’ nesta sexta-feira (10). A noite ainda terá o tom mesclado do rock, baião, bossa nova e jazz do grupo paraibano Odecasa, que já fez turnê pela Europa. O evento acontece no Ponto de Cem Réis, Centro da Capital, a partir das 18h. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Fundação Cultural (Funjope).
Das ruas de Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG), jovens músicos se encontravam no início da década de 60. O som ficou mitificado na música de Milton, Lô e Márcio Borges. Esse grupo depois também aglutinou o nome de Beto Guedes. Estavam lançadas, a partir de então, as bases do movimento musical Clube da Esquina.
Na apresentação do Ponto de Cem Réis, nesta sexta-feira (10), Beto Guedes vai recordar canções de sua autoria com o parceiro musical Ronaldo Bastos, a exemplo de “Amor de Índio”, “Sol de Primavera”, “O Sal da Terra” e “Canção do Novo Mundo”. No repertório que acompanha o cantor também há sempre espaço para músicas de outros compositores, como Lô Borges e Fernando Brant.
O cantor e compositor Beto Guedes nasceu em 1969. Juntamente com Lô Borges, começou a participar de vários festivais ainda na juventude. A partir do Festival Internacional da Canção (1970), ele também começou a integrar os espetáculos de Milton Nascimento, com a banda Som Imaginário. Foi nessa época, já no Rio de janeiro, que Beto participou de quase todas as faixas do disco Clube da Esquina.
O primeiro disco de Beto Guedes surgiu em 1973. Em 75, ele gravou com Milton Nascimento no LP "Minas", que incluía a música "Fé Cega, Faca Amolada". No mesmo ano, os dois ainda lançaram juntos um compacto. Em 1977, assinou contrato com a Odeon para o primeiro disco individual, intitulado "A Página do Relâmpago Elétrico”. Outros trabalhos também foram gravados até chegar ao LP “Alma De Borracha”, em janeiro de 1988. O álbum rendeu um Disco de Ouro, ultrapassando 200 mil cópias vendidas.
Odecasa – Formada por Henrique Peixe (baixo e vocal principal), Daniel Mesquita (guitarra e segunda voz) e Júnior Punk (bateria), a banda Odecasa mescla as influências do rock, baião, bossa nova e jazz. No repertório desta sexta-feira (10), os músicos vão mostrar composições próprias. Entre elas destaca-se “Bem ou Mal”, “Sobreviver”, “Fonte de fé” e “Por isso”, todas de autoria do baixista Henrique Peixe.
O trabalho dos integrantes do Odecasa nasceu em 2004. Na época, a formação ainda se chamava Grupo Olho D’água. Só depois os três músicos adotaram o nome atual da banda. No segundo semestre de 2005, o grupo fez apresentações e gravações durante três meses na Europa. Em 2006, realizou um show no clube de jazz “Birdland”, do renomado músico de jazz Joe Zawinul, em Viena (Áustria).
Das ruas de Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG), jovens músicos se encontravam no início da década de 60. O som ficou mitificado na música de Milton, Lô e Márcio Borges. Esse grupo depois também aglutinou o nome de Beto Guedes. Estavam lançadas, a partir de então, as bases do movimento musical Clube da Esquina.
Na apresentação do Ponto de Cem Réis, nesta sexta-feira (10), Beto Guedes vai recordar canções de sua autoria com o parceiro musical Ronaldo Bastos, a exemplo de “Amor de Índio”, “Sol de Primavera”, “O Sal da Terra” e “Canção do Novo Mundo”. No repertório que acompanha o cantor também há sempre espaço para músicas de outros compositores, como Lô Borges e Fernando Brant.
O cantor e compositor Beto Guedes nasceu em 1969. Juntamente com Lô Borges, começou a participar de vários festivais ainda na juventude. A partir do Festival Internacional da Canção (1970), ele também começou a integrar os espetáculos de Milton Nascimento, com a banda Som Imaginário. Foi nessa época, já no Rio de janeiro, que Beto participou de quase todas as faixas do disco Clube da Esquina.
O primeiro disco de Beto Guedes surgiu em 1973. Em 75, ele gravou com Milton Nascimento no LP "Minas", que incluía a música "Fé Cega, Faca Amolada". No mesmo ano, os dois ainda lançaram juntos um compacto. Em 1977, assinou contrato com a Odeon para o primeiro disco individual, intitulado "A Página do Relâmpago Elétrico”. Outros trabalhos também foram gravados até chegar ao LP “Alma De Borracha”, em janeiro de 1988. O álbum rendeu um Disco de Ouro, ultrapassando 200 mil cópias vendidas.
Odecasa – Formada por Henrique Peixe (baixo e vocal principal), Daniel Mesquita (guitarra e segunda voz) e Júnior Punk (bateria), a banda Odecasa mescla as influências do rock, baião, bossa nova e jazz. No repertório desta sexta-feira (10), os músicos vão mostrar composições próprias. Entre elas destaca-se “Bem ou Mal”, “Sobreviver”, “Fonte de fé” e “Por isso”, todas de autoria do baixista Henrique Peixe.
O trabalho dos integrantes do Odecasa nasceu em 2004. Na época, a formação ainda se chamava Grupo Olho D’água. Só depois os três músicos adotaram o nome atual da banda. No segundo semestre de 2005, o grupo fez apresentações e gravações durante três meses na Europa. Em 2006, realizou um show no clube de jazz “Birdland”, do renomado músico de jazz Joe Zawinul, em Viena (Áustria).
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