quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CULTURA by WALTER SANTOS

A reação de Ricardo VS mais adesões a Maranhão

Postado por Walter Santos em 08/09/10 as 18:53

Bem que o candidato do PSB, Ricardo Coutinho, convocou toda sua gente para ocupar setores e ruas de João Pessoa dentro da estratégia de buscar impressionar e dar maior volume à campanha nesta reta final mas, no inicio da tarde veio uma informação de que três novos prefeitos passaram a apoiar seu adversário, José Maranhão.

No bairro da Torre noticia como esta de Maranhão diante de quem quer reagir geralmente os meninos tipificam como “água no chope do candidato do PSB” porque se computar por baixo os votos a serem transferidos pelas lideranças adesistas passa dos 15 mil votos – e isto faz uma diferença enorme numa eleição.

Teixeira ( Wenceslau Souza), Vieirópolis (Marcos Pereira) e Pedro Régis ( Severino Batista) são os novos nomes na lista que consolida a tendência e favoritismo do governador, que nesta quarta-feira deu uma aula de desenvolvimento sustentável em encontro com empresários do ramo do comércio e de serviços.

Particularmente tenho informações muito positivas de Doutor Severino (Biu), gente da melhor qualidade e que resistiu muito para tomar esta decisão movida pela pressão popular e desatenção de aliados.

É evidente que Ricardo manterá a chama acesa impressionando com sua militância nos lugares, entretanto, seja qual for o cenário é fácil identificar que há um volume mais expressivo na direção do candidato do PMDB.

Nesta quarta à noite, o candidato do PSB reúne apoiadores de sua campanha para jantar/adesão no paço dos Leões devendo agregar nomes de expressão, mas nada disso impressiona mais do que o ensaio de outras perdas para Ricardo e adesões em favor de Maranhão.

Como dizia Antonio Cândido (meu pai, in memorian) ninguém segura água de morro abaixo, aquele negócio e fogo de serra acima. É o que está acontecendo e desequilibrando a disputa.

Duda entrosado ?

O publicitário deu demonstrações no fim-de-semana de total engajamento nos seus projetos contemporâneos. Foi visto até com microfone na mão falando à vontade. Mas era na cidade de Serrinha, domingo, comandando leilão de cavalos – já que um dos maiores criadores do Brasil.

De fato estava muito preocupado. Quanto à campanha de Ricardo...

David ligeiro e com propostas

O Sub-Secretário de Cultura do Governo, David Fernandes, repercutiu positivamente com seu relato em carta para a coluna falando dos projetos de agora e do futuro.

Então ele tinha do que falar. E falou.

Última

“Que na tortura toda carne se trai...”
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Debate sobre Cultura: David revela conjunto de Ações

Postado por Walter Santos em 08/09/10 as 15:48

Do Sub-Secretário de Cultura do Governo do Estado, professor e editor David Fernandes, recebo extenso relatório e sua própria avaliação de uma série de processos e ações em curso traduzindo o Foco da Política de Cultura agora tomada de valores econômicos de olho na tal auto sustentação. Confesso que me impressionei com o volume de dados. Leiamos conjuntamente:

"Ao guerrilheiro cultural WS,

Como sempre, venho acompanhando atentamente suas reflexões sobre o processo cultural que se desenvolve em nossa terra. Desde as analogias com os investimentos pernambucanos e baianos com os de nossa terra, principalmente no ciclo carnavalesco, até o artigo que você publicou na data de hoje.

Estamos na Subsecretaria de Cultura no período de 11 meses e podemos afirmar que a nossa maior preocupação é a formatação de uma política cultural de Estado, cujo desenho começou com a realização da CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA, antecedida pelas CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS, que colocou em cena mais de 10.000 agentes culturais em discussão, e que levou mais de 500 delegados para reflexão da cultura paraibana em Campina Grande. Tivemos um retrato do que acontece no Estado e suas perspectivas.

Nossa missão já está definida no Plano Integrado de Cultura do Estado da Paraíba e tem como objeto o fortalecimento da identidade cultural da população, a preservação da sua memória material e imaterial e o fomento à sua produção artística e cultural, e a principal diretriz é integrar a política cultural do governo ao processo de desenvolvimento econômico, social e político do Estado;

Compreendemos que a atuação do poder público na área da cultura estabeleceu-se, historicamente, num sistema de financiamento que destina apenas recursos não-reembolsáveis, oriundos do tesouro do estadual ou de renúncia fiscal, aos mais variados projetos e ações culturais. Este sistema foi muito importante para viabilizar – principalmente num Estado de parcos recursos como o nosso – grande parte da nossa produção cultural, mas insuficiente para estimulá-la de modo sustentável. Por isso toda nossa energia para este foco.

Compreendemos também que a chamada “economia da cultura” que você tão bem reflete, é, atualmente, um dos setores que mais crescem, geram emprego e renda, e dos que melhor remuneram. Ela é fundada na “utilização de recursos inesgotáveis, como a criatividade, e consome cada vez menos recursos naturais esgotáveis”. O resultado de seus produtos gera bem-estar, prazer, estimula a formação de novos valores e reforça os vínculos sociais e a diversidade. Além disso, apresenta um uso intenso de inovações (como interação na TV Digital, que é uma invenção paraibana) e proporciona o desenvolvimento de outras tecnologias.

Essa economia da cultura é um novo campo de desenvolvimento por seus efeitos sociais positivos. O crescimento do setor no Brasil tem sido significativo, apesar dos valores ainda modestos quando se compara com outros países desenvolvidos. A economia da cultura no Brasil passou de US$ 11,5 bi em 2001 para US$ 14,6 bi em 2005. Estão previstos para o setor a marca de US$ 21,9 bi em 2010, com uma taxa de crescimento anual estimada em 8,4%, ou seja, quase o dobro da estimativa de crescimento do PIB do Brasil. É uma excelente notícia.

BREVE DIAGNÓSTICO DO SETOR CULTURAL

No âmbito da cultura, a avaliação do quadro atual e as perspectivas quanto ao desenvolvimento do setor no Estado, tomam como parâmetro o conjunto de deliberações da II Conferência Estadual de Cultura da Paraíba, realizada em dezembro de 2009, em Campina Grande. Uma série de ações indicaram os novos rumos em torno da política cultural do Estado, dentre eles, forte apoio à cadeia do Livro, Leitura e Biblioteca, mudanças de paradigmas no Fenart, acesso mais democrático ao Fundo de Incentivo à Cultura, integração mais significativa com o Conselho Estadual de Cultura, o Prêmio Linduarte Noronha do Audiovisual Paraibano, Festival de Dança de Rua, Seminários sobre o Sistema Nacional de Cultura; e a consolidação de parcerias com o Ministério da Cultura, através de programas como Micro-Projetos Mais Cultura, Pontos de Cultura, Pontos de Leitura, Cine Mais Cultura e o projeto de Memoriais e Museus, entre outros.

A própria realização da II Conferência demonstrou o amadurecimento do governo estadual no intuito de avaliar os diversos aspectos de sua realidade sócio-cultural, especialmente sob a ótica de seus agentes culturais. No evento, promovido pelo Governo do Estado em parceria com a sociedade civil, construiu-se o mais amplo e rico debate, resultando num conjunto de deliberações imprescindíveis para se definir e implementar as políticas de cultura na Paraíba. A II Conferência apontou para a necessidade da atualização do Plano de Cultura do Estado e para a consolidação de mecanismos fundamentais no processo de desenvolvimento sociocultural. Revelou também a ausência de um banco de dados e de um sistema de informações sobre a cadeia produtiva da cultura paraibana, para um melhor planejamento das ações voltadas ao aproveitamento dos potenciais de cada microrregião.

Apontou ainda, a necessidade de um programa de capacitação de agentes e gestores culturais, considerando a ampliação das políticas públicas de cultura e atualização dos mecanismos voltados para a efetivação dos empreendimentos culturais.

A fragilidade estrutural e institucional da cultura no Estado resultou na proposição por parte do Governo da criação de uma Secretaria de Estado específica para a área (A Paraíba é um dos poucos estados que não tem Secretaria de Cultura). A sua criação, recentemente encaminhada à Assembléia pelo Governo do Estado, facilitará a ampliação de ações, proporcionando um melhor atendimento à crescente demanda de um dos maiores celeiros artístico-culturais do país. Nessa perspectiva, ocorrerá um maior alinhamento com a política do Ministério da Cultura, suscitando iniciativas estruturais como a implantação do Sistema Estadual de Cultura.

Enfim, as deliberações resultantes da conferência demonstram que a dinâmica e o acesso aos mecanismos de incentivo e instrumentalização das ações culturais no Estado, ainda estão abaixo da representatividade do setor, cuja força e riqueza de sua expressividade já ganharam notoriedade nacional e mundial. Ressalta-se, ainda, a necessidade do aproveitamento desse patrimônio cultural no contexto da geração de trabalho e renda e a urgência do reconhecimento como referência da identidade e auto-estima do povo paraibano. Ações nesse sentido estão sendo discutidas, como por exemplo a criação de formulários orais para o acesso aos Fundos de incentivo e a ampliação da faixa de recursos para esses fundos.

ESTRATÉGIA DE AÇÃO REQUERIDA VISANDO A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DIAGNOSTICADOS

A política cultural do governo do Estado da Paraíba, proposta para o próximo período, parte do princípio de que a cultura é o elemento fundamental para dar consistência a qualquer programa público de desenvolvimento social e econômico. Portanto, pensar a cultura na perspectiva da afirmação do jeito de ser paraibano, na construção da cidadania e inclusão social, significa permitir o acesso de todos aos equipamentos de cultura do Estado, concretizando, desta forma, o principal objetivo da ação cultural: a geração de conhecimento, criação, a fruição, a circulação, a criação de espaços e a preservação dos bens e serviços culturais.

Transformar os equipamentos da cultura em verdadeiros pólos dinamizadores nos municípios dos processos culturais é o grande desafio para a concretização dos objetivos que queremos alcançar. Neste sentido, cada uma das “redes de cultura” deve constituir não apenas um espaço onde as pessoas consumam produtos e serviços culturais, como também um campo para experimentação, criação, produção, reflexão, contato com nossas tradições, além da experimentação de novas linguagens, a serviço de todo o Estado.

Nenhum equipamento pertencente à rede estadual da cultura funcionará de modo isolado. Todos serão geridos de forma compartilhada, estimulando a reflexão cultural, o exercício da cidadania, servindo como instrumentos de criação dos equipamentos culturais em todo o Estado.

Desta forma, serão formados os sistemas de museus, bibliotecas, arquivos públicos e centros de arte e cultura. Através desses sistemas, serão criados circuitos de espetáculos, exposições e outras manifestações artístico-culturais que circularão em todo o Estado.



TRÊS IDÉIAS PARAIBANAS

Apenas para citar como exemplo, levanto três projetos (sem falar do sucesso do nosso artesanato – que acredito ser o melhor do país): a cadeia produtiva regional do livro e da leitura (que estamos desenvolvendo em parceria com os Sebraes da região), o Centro de Referência da Cultura Popular (em parceria com a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC e o Pólo do Audiovisual.

A cadeia produtiva do livro prevê a formação de leitores, a criação e reformas de bibliotecas públicas em todo Estado, que tem 223 municípios (agora somada ao decreto presidencial que obriga todas escolas a instalarem esse equipamento); o estímulo ao surgimento de novos autores paraibanos; a expansão das editoras e da distribuição do livro; o fomento de tiragens maiores que barateiam o custo; e tudo isso culmina com a realização do Salão Internacional do Livro da Paraíba, que junta autores do estado e do país, levando crianças e jovens a um processo que vai da fruição à aquisição do livro. E uma novidade, os professores da rede publica receberão um cheque-livro para adquirirem bibliografia no evento.

O Centro de Referência da Cultura Popular, uma espécie de “Universidade” da cultura popular abrigará os mestres das artes e os mestres e doutores da academia. Fará o resgate, o ensino e a divulgação das manifestações regionais, divididas em quatro ciclos: o natalino, o carnavalesco, o junino e o das festas religiosas. No ciclo natalino, por exemplo, os mestres e doutores são convocados para discutirem, ensinarem e praticarem as principais atividades do ciclo, como a lapinha, o reisado, a culinária de época, entre outras.

O outro exemplo é o Pólo Audiovisual, que está em discussão no PAC das Cidades Históricas, com a implantação de três equipamentos: a Escola de TV Digital (proposto pelo LAVID-UFPB, através de Guido Lemos), o Instituto de Educação a Distância (para produção do material didático a ser usado nas escolas estaduais e municipais) e o Núcleo de Produção Audiovisual (formado de grandes estúdios e equipamentos para produção de minisséries e filmes digitais). Iniciaremos estudo de consultoria, em parceira com o CESAR de Recife, para definir sua viabilidade.

A realização de uma minissérie, por exemplo, que tem em média 13 capítulos, e custa 1,5 milhão, emprega em média 400 pessoas. É uma grande cadeia. Tem o escritor, o roteirista, o adaptador, o cenógrafo, o ajudante de cenografia, o marceneiro, a costureira, o iluminador, o eletricista, o mecânico, o soldador, o maquiador, o figurinista, os atores e atrizes, os figurantes e muito mais. Coloque aí também os músicos, os compositores. Com o tempo vão aparecer empresas que vão fornecer madeiras e tintas para os cenários, as produtoras, a empresas de equipamentos de iluminação, de elenco.

Imagine que tudo isso sendo feito e realizado na Paraíba, que é um celeiro de talentos em todas as áreas, que tem excelente luminosidade, chove pouco, e tem belos cenários (viva o film comission). Se começarmos agora, nos próximos dez anos teremos como abastecer um mercado ávido por produção genuinamente brasileira, nordestina, e com o talento paraibano.



DA GESTÃO CULTURAL

Uma das tarefas que nos foi colocada pelo Governador José Maranhão foi a de criar atividades e projetos ligados à economia da cultura, principalmente as estruturantes. Continuamos, sim, a fomentar atividades pontuais como apoio a eventos e festivais, ao projeto Seis e Meia, ao Fenart, aos museus, aos editais do audiovisual, a criação de pontos de cultura e micro-projetos, de publicações, entre outros.

E pode acreditar, a Cultura está ocupando, dentro do Governo, espaço preponderante na formulação de suas ações, e pensando no futuro, com políticas e práticas exeqüíveis.

A gestão da cultura no Estado está de olhar atento a todas às áreas, mas está principalmente gerando meios para que haja formação, gestão qualificada e autossustentável. Começamos nos próximos meses um intenso curso de formação de pessoal na área de gestão em parceria com a Sudene (que pela primeira vez entra na atividade da economia da cultura). Pois boas idéias precisam ser formatadas.

A própria Secretaria começou suas atividades dialogando com todos os segmentos, do hip-hop, passando pelos ciganos, até os grupos de inovação tecnológica. Nossas gestões em parceria com os Ministérios elevaram o orçamento da área de 400 mil reais para 28 milhões de investimentos. E uma outra diretriz que nos move é a possibilidade de acesso para todos através de uma ferramenta publica e transparente que é o edital.

Acreditamos ser um primeiro passo.

Anexo para seu conhecimento algumas ações e mapas culturais do nosso estado.

É isso, caro WS. Já começamos.David Fernandes



SINTESE

A nossa conclusão é que, de fato, existe um conjunto de açoes planejadas dentro de uma nova visão e praxis de Politica Cultural a merecer respeito, acompanhamento e futuras cobranças. Mas é assim que se faz dando explicações concretas quando se tem o que mostrar.

ÚLTIMa

"Chegou a hora mostre seu palavreado/

ou então assuma seu papel de mamulengo..."


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A cultura em si, a indústria e a necessidade de transformar

Postado por Walter Santos em 08/09/10 as 02:01

Antes que a campanha acabe, a Cultura precisa ocupar seu espaço preponderante no debate e na formulação e direção do futuro com cada um precisando se comprometer com políticas e práticas exeqüíveis até porque se existe um bem imaterial (material também) de muito valor no Brasil este, em parte, é produzido por paraibanos.

Em tempo: antes ainda de ousar dar um breve mergulho nesta área, não é difícil identificar gênios mortos e vivos com genoma PB a dimensionar o que somos ao longo do tempo. Celso Furtado, Jackson do Pandeiro, Sivuca, José Américo, José Lins do Rego, Genival Macedo, Livardo Alves, Pedro Américo, Paulo Pontes, Assis Chateaubriand, Pedro Santos (mesmo nascido no Amazonas), Ariano Suassuna, Elba, Zé Ramalho, Geraldo Vandré, Herbert Viana, Vital Farias, Cátia de França, Roberta Miranda, Chico César, João Câmara, Antonio Dias, Flávio Tavares, Altimar Pimentel, Flávio José, Pinto de Monteiro, do Acordeon, Fuba, Bráulio Tavares, etc, etc, etc – e, ainda, farei justiça mais na frente inserindo mais gente de referência.

Na prática, não tem essa história de “Paraíba pequenina”, não. Discordo da afirmação quando se trata de Arte e Cultura, até porque somos muito mais do que mais de dezena de Estados deste Brasil nesta área. Não é àtoa que Caetano diz que o Axé quem tocou foco foi Zé Ramalho como “Frevo Mulher”.

Pois bem, a Paraíba dessa referência até hoje não se encontrou definitivamente com uma Política Cultural vasta, plural e transformadora – não para produzir shows e/ou eventos e contemplar apaniguados do Poder.

Nem mesmo na esperada gestão de Ricardo Coutinho, o politico que em fase de campanha recebeu a mais completa cumplicidade de toda a categoria -conseguiu fazer parcela do que se previa.

Para ser justo, precisamos admitir o Governo Pedro Moreno Gondim com alguns primeiros ensaios e arroubos de Política Cultural. Mas deu azar porque mais na frente se deparou com a Ditadura – a ascensão do Militarismo no País - e com eles se foram uma fase assanhada, mas dilapidada de nossa Cultura. O tempo fechou.

Depois, na fase inicial da Abertura (retomada da democratização), a partir do final dos anos 70 e anos 80 (este de muita ebulição política) dois Governos seqüenciados deram gás ao processo cultural, ou seja, de Tarcisio Burity e Wilson Braga com estilos bem distintos:

O primeiro, rebuscado, constituiu a melhor Orquestra Sinfônica num modelo bipartite com a UFPB trazendo músicos do exterior para ensinar na Universidade, além de ter construído o Espaço Cultural, investido no Centro Histórico (vide Celso Furtado) com os primeiros convênios atraindo a Espanha para iniciar a revitalização de nosso acervo, além dos eventos internacionais de Filosofia de Direito, etc.

Burity como intelectual deu forte contribuição, mas sua Política era exercida de baixo para cima sem um viés popular nem decisão partilhada com os artistas. Denominou-se a tudo isso como governante elitista, que o era – vide T. Virgilius, pseudônimo que chegou a usar como autor de peça erudita.

Neste contexto, ressalte – se a extraordinária contribuição dada pela UFPB na fomentação de grandes projetos no Canto Coral, na musica instrumental, erudita – alô alô Clovis Pereira, Kaplan), no Teatro com o Lima Penante, as várias ações da PRAC (Pro-Reitoria de Assuntos Comunitárias – vide Iveraldo Lucena), o Quinteto Armorial que Lynaldo Cavalcanti atendeu a Ariano e bancou os “meninos geniais” por aqui, o DAC, Altimar Pimentel, etc.

A fase seguinte, de Wilson Leite Braga, foi a mais tumultuada porque em meio ao assassinato do empresário Paulo Brandão havia uma turbulência permanente a partir da UFPB e dos movimentos sociais querendo, exigindo a redemocratização do País – e nesse bolo estava o “Cego”, como chamavam os adversários do governador / conservador do PDS, principal partido aliado do Governo Militar.

Só que Wilson Braga, contudo, permitiu a germinação dos maiores ensaios populares de raiz que se viu na historia cultural com a antiga DGC comandada pelo irrequieto teatrólogo Raimundo Nonato Batista sacudindo o meio artístico com inúmeros projetos de articulação, como nunca tinha sido visto. O projeto Araponga e o Festival de Areia (com raiz anterior), além de inúmeras operações de incentivo aos artistas, serviram de referência com ramificação nos bairros, levando arte aos bairros, como até hoje não se vê na mesma dimensão.

Dos anos 90 para cá

De Ronaldo Cunha Lima, Antonio Mariz, José Maranhão, Cássio Cunha Lima e agora Maranhão haveremos de pontuar inúmeros projetos na área, de valor eu sei, mas creio não ser injusto ao apontar que a crise política ao longo desses tempos entre Governo e oposição nunca deixou que houvesse uma ação continuada de fôlego realçar com força absoluta e inabalável, se comparado, por exemplo, ao que o Movimento Cultural em torno da Grande Recife produz sobre a Capital pernambucana na formação de um processo com grande perspectiva à vista.

A impressão vigente no meu quengo é de que as linhas traçadas por Sales Gaudêncio e Chico Pereira para uma política de governo só se efetivaram na prática mesmo na sequência com Cida Lobo na catalogação de meios, sinalização e gestão a partir do FIC – Fundo de Incentivo à Cultura, denominado de Augusto dos Anjos, ao lado de medidas para proteger os artistas em decadência (lembro de Canhoto da Paraíba), da retomada da Sifonica, o reconhecido programa de artesanato ainda hoje bem conduzido pela arquiteta Sandra Moura, mas a saída dela acabou que esvaziando o processo porque sem decisão política reforçada na sequencia os processos se esvaem.

Trocando em miúdos, aqui me refiro a processos e não a eventos até mesmo grandiosos, porque estao longe de efeitos na transformação da Cultura.

É agora que o bicho vai pegar...

A dados de hoje, as duas referências que se tem de gestão cultural – a do professor David Fernandes e Chico César respondendo pelo Governo do Estado e da Prefeitura de João Pessoa, respectivamente, catalogam feitos relevantes aqui ou acolá, mas estão aquém do desejo e expectativa, não só dos setores culturais envolvidos como da sociedade de uma forma geral. Falta mais dinâmica, grude e política de transformação mesmo.

David elenca a retomada dos recursos do FIC em mais de R$ 2.8 milhões, a revitalização e construção do Museu de João Pessoa, inúmeros projetos da Fundação Espaço Cultural (esta merece uma análise), entre outros, como a garantir o fluxo de apoiamento ao setor, agora reduzido por conta das eleições. É verdade, ele não mente, mas o meio precisa de muito mais.

Mas, em termos de expectativa, quem ainda deve muito ao contexto cultural como gestor é o brilhante letrista, interprete e multimídia Chico César. Por sua fama criada, sobretudo por sua formação nos movimentos culturais de bairro – vide Jaguaribe Carne, Musiclube, etc – com a cancha que adquiriu no mercado discográfico, da industria cultural a partir de São Paulo e seus diálogos com o Exterior – ao ser anunciado como novo condutor da Cultura logo imaginava-se que a partir daí estaríamos diante de um momento espetacular.

Infelizmente, embora seja uma gestão pontuada em eventos e algumas ações com grupos culturais, a fase de Chico César está distante do que muitos setores / produtores da Cultura imaginavam porque, ao que parece, se deixou conduzir até hoje pela vertente ideológica e política de plantão com todos os traços do ex-prefeito Ricardo Coutinho de não tolerar e conviver com o que não lhe apetece de reciprocidade.

Em síntese, o artista paraibano de maior visibilidade e dialogo com o mundo da cultura externa não consegue dialogar com vários movimentos da cidade – nem vou falar do Estado porque aí distancia é maior – frustrando imensamente a expectativa de que ele fosse o mais expressivo interlocutor entre todas as tribos e patotas do pedaço.

E ele não foi nem será enquanto Chico não identificar como a práxis e nova onda germinada por Gilberto Gil no MINC pulverizando as ações de forma democrática, construída e envolvendo todos os segmentos a partir de um novo paradigma de que política cultural não serve apenas para shows e manter a vida dos artistas.

Este modelo está distante da nova ordem, a partir do MINC, entretanto, se mantém em voga ainda por aqui protegendo quem é da patota e desprestigiando os que não gozam dessa confiança ou cumplicidade. A programação continuada dos shows no Ponto de Cem Réis, Busto de Tamandaré e a divisão do Folia de Rua reforçam esta constatação.

A gestão da cultura, a rigor, com base nos novos paradigmas tem de cuidar da revitalização, das ações pontuais de incentivos aos diversos segmentos, mas hoje só faz sentido distinguindo o papel do Estado, mas gerando meios para que haja formação, gestão qualificada e auto sustentação – nem sempre advinda dos cofres públicos - garantindo mercado e sobrevivência de forma plural respeitando e valorizando a classe artistica quando buscada. A cultura não pode ignorar mais a base econômica em si.

É este contexto gerencial que haverá de ser cobrado – e, vejam só, é exercido minusculamente pelo empresário Mauricio Burity, ex-roqueiro burguês, mas com sensibilidade no dialogo com todas as patotas, ouvidos abertos e ação para a gestão sem esperar que o leite, origem da sustentação, pingue somente das tetas da Secretaria de Finanças porque hoje em dia, mais do que antes, se faz indispensável buscar novos reforços orçamentários fora da aldeia.

Aqui, para encerrar esse primeiro dialogo, não trato de valores pessoais, inegáveis, mas precisamos de gestores mais ousados, mais agregadores, sempre ouvidos / respeitados pelos governantes na execução das políticas, da mesma forma que faz indispensável a implantação da Secretaria de Cultura sem a qual a Cultura estará sendo sempre um penduricalho – desculpem – me pela expressão – de segunda categoria.

Ainda voltaremos ao assunto sem ignorar absurdos jamais imaginados e vindos da esperança transformada em decepção. Certamente não posso ignorar a saudade da Guerrilha aposentada de Pedro Osmar, do ‘Bicho’ Carlos Aranha na produção de tantas inquietações ou de Fuba, um dos mais importantes atores da arte e cultura paraibana, agora envolvido com Scorpions – só que precisamos dele sem escorpiões fazendo muito mais em nosso favor, mesmo sabendo que uma coisa é ser artista a outra é gestor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS NA PARAÍBA

DIVULGAÇÃO

Filarmônica de Minas Gerais sobe ao palco do cine-teatro Bangüê nesta sexta-feira (10/09)


Em turnê pelo Nordeste-Nordeste, orquestra mostra, em repertório, peças de Carlos Gomes, Beethoven e Mozart

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais faz única apresentação em João Pessoa nesta sexta-feira (10/09) de setembro, às 20h30, no cine-teatro Banguê do Espaço Cultural, executando músicas de Carlos Gomes, Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart e Dvorák. O concerto tem regência do diretor artístico e regente titular da orquestra, maestro Fabio Mechetti.

A apresentação na Capital paraibana faz parte da turnê do grupo pelas regiões Norte e Nordeste, que inclui as cidades de Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Belém (PA) e Manaus (AM). A entrada é franca.

A Filarmônica de Minas foi fundada em 2008, mas já é considerada a segunda maior do Brasil. É formada por 85 músicos de diversos estados brasileiros, entre eles, o violinista pessoense Mateus Freire, que também é membro da Orquestra de Ouro Preto.

Concerto – Sob a regência do maestro Fabio Mechetti, os músicos da Filarmônica de Minas Gerais vão executar em João Pessoa as obras O Guarani: Protofonia, de Carlos Gomes, o mais conhecido músico brasileiro do século XIX; Egmont: Abertura, de Beethoven; a Sinfonia nº 41, “Júpiter”, de Wolfgang Amadeus Mozart; e a Sinfonia nº 8 em Sol maior, do compositor tcheco Dvorák.

A viagem pelo Norte e Nordeste é vista por Fabio Mechetti como um descobrimento mútuo. “Primeiro, um descobrimento de nossa parte em relação ao público das cidades que visitaremos. Depois, uma oportunidade da comunidade musical do Norte e Nordeste conhecer a mais nova orquestra do Brasil, que vem estabelecendo uma nova referência nacional”, observou.



SERVIÇO:

Concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Regência: Maestro Fabio Mechetti

Quando: Sexta-feira, 10 de setembro, às 20h30

Onde: Cine-teatro Bangüê (Espaço Cultural, R. Abdias Gomes de Almeida, 800, Tambauzinho, João Pessoa – tel.: 3211.6281)

fabiomozart@yahoo.com.br

TOCA DO LEÃO

Viva Zé!

Zé da Luz, de quem Quito Dias era admirador exaltado

Araruna não é terra só de político carreirista e mentiroso. Lá nasceu o poeta Quito Dias no dia 22 de outubro de 1922. Adorava rádio e poesia matuta. Seus ídolos: Zé da Luz e Zé Limeira. Publicou diversos livros, entre os quais Nordeste em fogo (1957), Lamentações matutas (1962), Aves de arribação (1973), A véia quixabeira (1976), O Sertão fala assim (1977), O Sertão canta e geme (1979) e O Sertão sabe cantá (1981). Faleceu no dia 13 de março de 1985, na cidade de João Pessoa (PB).

Conheci Quito Dias morando em Itabaiana, depois foi versejar em Sapé. Fazia um programa de declamações na Rádio Vitória, emissora alternativa do eletricista e locutor Monteiro, na terra de Zé da Luz. Seus recitais de poesia matuta eram ouvidos até nas ondas do rádio amador.

A cultura nordestina muito deve ao poeta Quito Dias. Os elementos da cultura popular foram seus temas, e o rádio foi seu canal de expressão. Se vivo fosse, seria por certo admirador de Jessier Quirino, Chico Pedrosa e outros declamadores desse naipe.
Portanto, viva Quito Dias, viva Zé da Luz e viva Zé Limeira! Quanto ao outro Zé, o que está na mídia o tempo todo nesses dias repugnantes de baboseira eleitoral, a Toca cita Johann Goethe: “Nada mais asquerosa do que a maioria, pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos, velhacos que se acomodam, de fracos que se assimilam e da massa que vai atrás de rastros sem nem de longe saber o que quer”

Fabio Mozart

domingo, 5 de setembro de 2010

MIMO - MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA EM OLINDA ( RECIFE E JOÃO PESSOA - PB).

A Capital paraibana faz parte mais uma vez da programação da Mostra Internacional de Música em Olinda (Mimo), que acontece de 1º a 7 de setembro de 2010, nas cidades de Olinda, João Pessoa e Recife, com apresentações em igrejas e outros monumentos históricos e a presença de grupos e artistas brasileiros e internacionais. Em João Pessoa, a programação acontece de 4 a 7 de setembro, na Igrejas de São Frei Pedro Gonçalves e da Misericórdia, Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves e Convento de São Francisco.
Haverá apresentações da Camerata Arte Mulher, Duofel, Paraibones, Egberto Gismonti e Orquestra de Sopros Pro Arte, Chorisso, Selmer #607 (França), Orquestra Sanhauá e Cristina Braga e Dado Villa-Lobos. A realização é da Lume Arte, com patrocínios do Ministério da Cultura (Minc), BNDES, Chesf, Empetur, Caixa e Prefeituras de João Pessoa, Olinda, Recife, e apoio da Coordenação de Extensão Cultural (Coex) / Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Prac) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Mimo – Inteiramente gratuita, a Mostra Internacional de Música em Olinda (Mimo) recebe em sua 7ª edição cerca de 500 músicos em 39 concertos nas cidades de Olinda, Recife e João Pessoa. Entre 1º e 7 de setembro, espera-se um público de 100 mil pessoas. Música em 16 igrejas, três noites de shows em palco montado em praça pública, festival simultâneo de cinema, etapa educativa e uma programação que garante boa música e nomes consagrados como Mario Canonge (FR), McCoy Tyner (EUA), Mike Stern (EUA), Wagner Tiso, Egberto Gismonti e Tom Zé.
Grupos paraibanos também serão atrações da Mimo na cidade de Olinda. A Orquestra Sanhauá se apresenta no domingo (5), a partir das 11h30, na Igreja da Sé. Já na segunda-feira (6), às 16h30, é a vez do grupo Paraibones, na Igreja do Monte, localizada na Praça Nossa senhora do Monte.
A programação da Mimo passou a acontecer em João Pessoa desde o ano passado, quando se apresentaram o francês Didier Lockwood, considerado um dos mais importantes violinistas do jazz atual, com o compositor e arranjador brasileiro, Ricardo Herz. O duo contou com a participação do Quinteto da Paraíba e do rabequeiro Antônio Félix, de Várzea Nova (PB).
Confira a programação da Mostra em João Pessoa, sempre a partir das 19h30
Sábado (4)
Igreja de São Pedro (Centro) – Camerata Arte Mulher e Duofel
Domingo (5)
Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves (Centro) – Egberto Gismonti e Orquestra de Sopros da Pro Arte, e Paraibones
Segunda-feira (6)
Convento de São Francisco (Centro) – Chorisso e Selmer#607
Terça-feira (7)
Igreja da Misericórdia (Centro) – Orquestra Sanhauá e Cristina Braga e Dado Villa-Lobos
Confira a programação completa da Mostra
Quinta-feira (2)
Concertos
10h – Duo Milewski e Jorge Armando (Mimo para Iniciantes)| Mosteiro de São Bento (Olinda)
20h30 – Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Regência Isaac Karabtchevsky |Igreja da Sé (Olinda)
Filme
19h – (Sessão Especial) Uma Noite em 67 | Pátio da Igreja da Sé (Olinda)
Sexta-feira (3)
Concertos
18h – Trio Puelli | Convento de São Francisco (Olinda)
19h – Duofel | Seminário de Olinda (Olinda)
20h30 – Mario Canonge Trio (Martinica) | Igreja da Sé (Olinda)
Filmes
15h (Cinema Falado) programação a definir | Mercado da Ribeira (Olinda)
17h30 – (Mostra Subterrânea) Nasci Para Bailar – João Donato, Havana - Rio / Desert Blues | Mercado da Ribeira (Olinda)
18h – (Sessão de Curtas) Remo Usai – Um Músico Para o Cinema / Áurea | Seminário de Olinda (Olinda)
19h - (Ciclo Cinema Mudo) Aitaré da Praia | Igreja da Sé (Olinda)
20h – (Panorama Brasil) Dzi Croquetes | Mercado da Ribeira (Olinda)
Sábado (4)
Concertos
16h30 – Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, participação do Coral Madrigal da UFRN e atores convidados. Regência: André Moniz | Igreja da Sé (Olinda)
18h – Leonardo Altino e Ana Lucia Altino | Convento de São Francisco (Olinda)
18h – Heloísa Fernandes | Igreja de Guadalupe (Olinda)
18h30 – Egberto Gismonti e Orquestra de Sopros da Pro Arte | Igreja N. S. do Rosário dos Homens Pretos (Recife)
19h – Fernando Portari, Rosana Lamosa e Jean Louis Steuerman | Seminário de Olinda (Olinda)
19h30 – Chorisso | Igreja de São Frei Pedro Gonçalves (João Pessoa/PB)
20h30 – Selmer #607 (França)|Igreja da Sé (Olinda)
21h – Duofel | Igreja de São Frei Pedro Gonçalves (João Pessoa/PB)
Filmes
15h (Cinema Falado) programação a definir | Mercado da Ribeira (Olinda)
17h30 – (Mostra Subterrânea) A Maldita / Rock Brasileiro – História em Imagens | Mercado da Ribeira (Olinda)
18h – (Sessão de Curtas) Música BR/ Procurando Jorge Mautner / What Are Looking For? | Seminário de Olinda (Olinda)
19h – (Ciclo Cinema Mudo) O Filho do Sheik | Igreja da Sé (Olinda)
20h – (Panorama Brasil) Continuação | Mercado da Ribeira (Olinda)
Domingo (5)
Concertos
11h30 – Orquestra Sanhauá | Igreja da Sé (Olinda)
16h30 – Conjunto de Violoncelos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte| Igreja da Misericórdia (Olinda)
18h – Duo Milewski e Jorge Armando |Convento de São Francisco (Olinda)
18h – Antonio Madureira e Sergio Ferraz | Igreja do Rosário dos Homens Pretos (Olinda)
18h30 – Carlos Malta | Capela Dourada (Recife)
19h – Cristina Braga e Dado Villa-Lobos |Seminário de Olinda (Olinda)
19h30 – Egberto Gismonti e Orquestra de Sopros da Pro Arte | Basílica de N. S. das Neves (João Pessoa/ PB)
20h30 – McCoy Tyner Trio, convidado especial Gary Bartz (EUA)| Igreja da Sé (Olinda)
21h – Paraibones | Basílica de N. S. das Neves (João Pessoa/ PB)
22h – Tom Zé |Praça do Carmo (Olinda)
Filmes
15h (Cinema Falado) programação a definir | Mercado da Ribeira (Olinda)
17h30 – (Mostra Subterrânea) Pretinho Babylon / Eu, o Vinil e o Resto do Mundo| Mercado da Ribeira (Olinda)
18h – (Sessão de Curtas) Galo Preto – Menestrel do Coco| Seminário de Olinda (Olinda)
19h – (Ciclo Cinema Mudo) Os Sete Amores | Igreja da Sé (Olinda)
20h – (Panorama Brasil) Tom Zé, Astronauta Libertado | Mercado da Ribeira (Olinda)
Segunda-feira (6)
Concertos
16h30 – Paraibones – Tributo a Radegundis Feitosa | Igreja do Monte (Olinda)
18h – Hugo Wolf Quartett (Áustria)| Mosteiro de São Bento (Olinda)
18h30 – Mario Canonge Trio (Martinica)| Basílica de N. S. do Carmo (Recife)
19h – Leo Gandelman e Novo Quinteto| Seminário de Olinda (Olinda)
19h30 – Camerata Arte Mulher| Convento de São Francisco (João Pessoa/ PB)
20h30 – Wagner Tiso convida Brasil Ensemble, Victor Biglione e Marcio Malard e Orquestra Sinfônica Mimo. Regência Guilherme Bernstein | Igreja da Sé (Olinda)
21h – Selmer #607 (França) | Igreja de São Francisco (João Pessoa/ PB)
22h – Orquestra Contemporânea de Olinda | Praça do Carmo (Olinda)
Filmes
15h (Cinema Falado) programação a definir | Mercado da Ribeira (Olinda)
17h30 – (Mostra Subterrânea) João do Vale – Muita Gente Desconhece / Walter Alfaiate – A Elegância do Samba | Mercado da Ribeira (Olinda)
18h – (Sessão de Curtas) Mestre Nado – Um Mundo de Sons / Guilherme de Brito /Bip Bip | Seminário de Olinda (Olinda)
19h – (Sessão Especial) Kurt Masur – Uma Aventura Musical | Igreja da Sé (Olinda)
20h – (Panorama Brasil) Jards Macalé – Um Morcego na Porta Principal | Mercado da Ribeira (Olinda)
Terça-feira (7)
Concertos
11h30 – Orquestra Sinfônica de Barra Mansa (encerramento do Curso de Regência). Maestros Convidados | Igreja da Sé (Olinda)
16h30 – Mimo in Concert (Encerramento de Oficinas) | Igreja do Monte (Olinda)
18h – Ana Cecília Tavares e Marcelo Fagerlande | Igreja da Misericórdia (Olinda)
18h – João Gaspar Quarteto | Praça do Carmo (Olinda)
18h30 – Orquestra Sinfônica do Recife. Solista: Jean Louis Steuerman. Regência: Guilherme Bernstein| Igreja Madre de Deus (Recife)
19h30 – Cristina Braga e Dado Villa – Lobos |Igreja da Misericórdia (João Pessoa/ PB)
21h – Orquestra Sanhauá | Igreja da Misericórdia (João Pessoa/ PB)
21h30 – Mike Stern Trio | Praça do Carmo (Olinda)
Filmes
15h (Cinema Falado) programação a definir | Mercado da Ribeira (Olinda)
17h30 – (Mostra Subterrânea) Loki – Arnaldo Batista | Mercado da Ribeira (Olinda)
20h – (Panorama Brasil) Mamonas Para Sempre | Mercado da Ribeira (Olinda)
Serviço
Concertos (João Pessoa e Recife)
A programação de concertos tem entrada aberta ao público, sujeita à lotação dos espaços.
Concertos (Olinda)
A programação das 10h, 11h30 e 16h30 tem entrada aberta ao público, sujeita à lotação dos espaços.
A programação das 18h, 18h30 e 19h tem distribuição de senhas de acesso a partir das 17h, no dia do concerto.
A programação das 20h30 tem distribuição de senhas de acesso a partir das 18h do dia do concerto.

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sábado, 4 de setembro de 2010

CAMPINA GRANDE NA PARAÍBA

P R O G R A M A Ç Ã O

C A M P I N A J A Z Z F E S T V A L - I I I

De 15 a 24 de setembro 2010.

Local: Restaurante Picanha 200.
Rua Manoel Tavares 200 Campina Grande PB
www.picanha200.ning.com
(83) 33224555 begin_of_the_skype_highlighting (83) 33224555 end_of_the_skype_highlighting

1ª Semana
15 a 18 de setembro.

Quarta, 15 de setembro
22:00 hs - Gabmar Cavalcante
Participação especial: Fidélia Cassandra e Kátia Virgínia.

Quinta, 16 de setembro
21:30 hs - Washington Luiz (Boy)
23:00 hs - Jubileu Filho

Sexta, 17 de setembro
21:30 hs - Duduta & Waguinho
22:15 hs - Fredi & Felipe
23:30 hs - Alquimides Daera
Participação especial: Francisco de Assis.

2ª Semana
22 a 24 de setembro.

Quarta, 22 de setembro
21:30 hs - Serginho do Sax

Quinta, 23 de setembro
21:30 - Dixieland
23:00 - Edu Araújo

Sexta, 24 de setembro
21:30 - Jorge Ribbas
22:15 - Oxent Groove - Participação especial: Giordano Frag.
11:30 - Nandel Pet Jazz Quinteto

O Campina Jazz Festival é uma parceria da ASSOCIAÇÃO DE AUTORES E COMPOSITORES DA PARAIBA & RESTAURANTE PICANHA 200 ampliar a cultura musical na área instrumental e absorver as influências artísticas culturais de grandes músicos da região. Trabalhos autorais, como também, interpretando os maiores clássicos do Jazz, unindo o requinte à nobreza do gênero.
O objetivo do festival é abrir espaços para grandes músicos compositores que vivem fora da mídia e mostrar novos valores dando inicio a sua participação no mercado de trabalho.
Campina Jazz festival em sua terceira edição vem consolidar a produção de um evento marcante para a cidade de Campina Grande e para o Estado da Paraíba.

Atenciosamente

Alquimides Daera

Produtor musical

www.autores.ning.om

88896640

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PT PARAIBANO

Júlio Rafael diz que ta na hora do PT paraibano parar de brigar

O candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Júlio Rafael comentou a nota feita pela executiva estadual do partido e enviada à imprensa nesta sexta-feira (03), onde o PT repudia a conduta dos dissidentes. Júlio Rafael que é um dos fundadores do PT e milita no partido há 30 anos, disse que está na hora do PT parar com esse processo que ele chama de ‘autofagia’ e se concentrar na eleição dos candidatos do partido na Paraíba e de Dilma. “Ao mesmo tempo em que comemoro os 67% nas intenções de voto que Dilma tem no Nordeste, fico triste ao receber essa nota do PT, que hoje vive um processo antológico de autofagia, a exemplo do que fizerem com Luciano Cartaxo”, ressalta.
Júlio Rafael disse que vai novamente propor ao partido que se faça um acordo de cavalheiros entre os dissidentes e a executiva estadual para que o PT saia fortalecido nessas eleições e eleja não só a presidente do País, mas também uma bancada federal e estadual forte. “Temos que nos empenhar para fortalecer ainda mais PT paraibano é hora de unirmos o partido e não de fomentar brigas internas”, argumenta.

Veja a nota na íntegra:
MUDANDO A PARAIBA E O BRASIL
Mais de meio milhão de militantes do PT no Brasil e mais de 14 mil militantes na Paraíba foram às ruas e as urnas no final do ano passado eleger as novas direções do Partido dos Trabalhadores em todo o país. Na Paraíba e no Brasil, as novas direções foram eleitas com o programa da revolução democrática de avançar em uma grande aliança nacional expressa nos 27 estados na formação de blocos de partidos da base do governo Lula e combatendo o projeto neoliberal dos partidos adversários em torno do PSDB/DEM/PPS;
O candidato do PSB ao fazer alianças com o PSDB, inclusive na chapa como vice governador, e com os senadores do DEM e PSDB, está no projeto oposto ao do PT na Paraíba e no Brasil, e não queremos a volta do passado, com o neoliberalismo, com as privatizações e o desemprego, apoiar este candidatos na Paraíba é fortalecer o projeto do PSDB, do DEM e do PPS e combater as conquistas do povo paraibano e brasileiro no governo Lula;
A Paraíba tem a oportunidade de avançar com as forças populares e democráticas que compõem a aliança em torno de José Maranhão e Rodrigo Soares, e que representam uma única candidatura a presidenta do Brasil com Dilma Roussef.
Por fim, reafirmamos as palavras do Presidente Nacional de Honra do Partido dos Trabalhadores e atual Presidente da República, Luiz Inácio LULA da Silva “Zé Maranhão é um companheiro de longa data...é um Governador da mais alta competência. Prova disso é que, hoje, a Paraíba é o estado brasileiro que mais executa obras do PAC... Eu tenho certeza que, com Zé e Dilma, o Brasil e a Paraíba vão continuar a avançar.”

Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ZÉ TROVÃO NO TEATRO SANTA ROZA - 04 SETEMBRO 2010



Foto by May Cirilo
sexta-feira da Cesta Cultural do Peixe Elétrico
ZÉ e Nathália.

Vários talentos numa só pessoa. Assim é o poeta, compositor, cantor, músico e escritor José Trovão de Melo Júnior, mais conhecido como Zé Trovão, que fará show neste sábado 04 setembro 2010, no centenário Teatro Santa Roza, a partir das 20h30. Na ocasião, além de antigos sucessos, ele lançará o seu segundo CD “Vale a Pena Vir do Ovo – Música para Chocar.

No CD “Vale a pena vir do ovo – Música para Chocar”, composto de onze faixas, está incluída a música Forasteiro, classificada na primeira fase do Festival Nacional de Música da ARPUB (Associação das Rádios Públicas do Brasil). As músicas de Zé Trovão são melodias poéticas de criatividade literária, polêmicas e outras repletas de lirismo.

No CD: ¨ Nem por cima do meu cadastro, Coisa Olinda, Fardado ao Sucesso, Ópio aí oh!, Volta por Rima, Voz das Águas, Poção do Amor, Guarapirá, Vale a Pena Vir do Ovo (opereta nordestina) e Bônus¨.

A produção geral é do próprio Zé Trovão, com participações especiais de Aurélio Bustorf, Archidy Picado, James, Clodoaldo Pessoa e Regina Brown.

Pernambucano de Olinda, Zé Trovão, começou na música nos anos 80, publicando seu primeiro trabalho em fita cassete “Descanso dos sentidos”. Publicou três livros, “Pra artista ruim tomate no fim”, “Até onde sua cabeça for” e “O mundo invisível no limite das descobertas” .

Afastou-se da música por quase vinte e cinco anos, retornou em 2008, em garnde estilo com lançamento do CD-Äntes que o Disco Vooe¨, e shwo musical no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural,posteriormente lançou oDVD - ZÉ TROVÃO em Tempestades de Ritmos - na consagrada noite cultural intitulada SESTA CULTURAL da sexta-feira do Bar e Restaurante Turístico Peixe Elétrico.

Zé Trovão acaba de regressar de uma temporada no Rio de Janeiro, onde lançou o CD juntamente com o Produtor musical Roberto Lessa concedeu entrevistas em várias rádios e canais de Televisão carioca, e apresentações em espaços culturais como: ¨ Letras e Expressões ¨no Leblon, ¨Musicale ¨em Ipanema e alguns bares da boemia Lapa.


Serviço:


Show: “Vale a pena vir do ovo – música para chocar”,

Quem: Cantor e compositor Zé Trovão

Onde: Teatro Santa Roza

Quando: Dia 04 de setembro 2010, às 20h30

Valor do ingresso: R$ 10,00.

adiquira seu CD no Oliver, Espaço Cultural, bancas de revistas Visual e Vina Del Mar no centro da cidade de João Pessoa , Academia de ginástica de Miramar Sonho Dágua, nos restaurantes Rei da Fava do bessa e Marujo Bar de Cabedêlo.


anjoazuldobeco.ning.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

91 anos de nascimento de JACKSON DO PANDEIRO

Terça, 31 de Agosto de 2010
Há 91 anos, nascia o paraibano que revolucionou a música

Em apenas 29 anos de carreira, o paraibano Jackson do Pandeiro costurou um das bandeiras mais sólidas da música brasileira. Hoje, quando o calendário registra a data do seu nascimento (em 31 de agosto de 1919), seu nome continua sendo venerado e homenageado como um dos maiores ritmistas da Paraíba 28 anos após sua morte (em 10 de julho de 1982).

Na música nordestina, ele está no mesmo patamar que Pixinguinha ocupava no choro entre outros bambas. “Nasci com uma sina de cigarra/Aonde eu chegar, tem farra...”. Talvez o menino de onze anos de idade tenha despertado seu talento quando acompanhava sua mãe Flora Mourão dando o passo no coco sob o comando do zabumbeiro João Feitosa, na região do Brejo Paraibano.

Jackson do Pandeiro não limitou-se apenas a mostra versatilidade para cantar só no repertório da música nordestina, sua genialidade com malícia\, malandagem, suingue das emboladas e do coco, entre outros tipos atestam sua criatividade. Nos anos 50, participou como artista de filmes ao lado de grandes nomes como Dercy Gonçalves, Zé Trindade, entre outros, nas fitas: “Batedor de carteira”, “Cala boca, Etelvina”, “Tira a mão daí”, “Viúvo alegre”, entre outras.

Na década de 60, mostrou que também tinha cadência para marcar o passo no carnaval. Gravou com sucesso a música “Me segura que eu vou dar um troço”. Na sua carreira Jackson conviveu com a nata da música brasileira. Além de canções próprias, ele teve como compositores nomes consagrados, como Rosil Cavalcanti, Antonio Barros, Zé Dantas, Elino Julião, Gordurinha, Edgar Ferreira, Genival Macedo, entre outros. Deixou duas viúva Almira Cavalcanti, sua parceira em gravações de discos e shows, e Neusa Flores dos Anjos, que viveu com ele até o último suspiro.

Sobre sua carreira, Jackson no auge do sucesso declarou: “Eu não queria ser quinto ou quarto baterista. Por causa do suingue, um fox meio ligeiro que tinha antigamente, eu deixei de tocar bateria. Eu queria ser um baterista que todo mundo se admirasse. Eu toda vida gostei de ser assim. Não gostava de ser o último lugar. Eu gostava de ser segundo pra primeiro, e tal. Então era um baterista que só gostava de tocar a nossa música. Então abandonei e fui trinar um pouquinho de pandeiro. E sempre cantando. Cantando samba, cantando marcha de arrasta-pé, cantando coco, essa coisa toda”. A primeiro e única biografia foi lançada em 2001, pela Editora 34 de São Paulo, no livro “Jackson do Pandeiro, o rei do ritmo”, de minha autoria em parceria com o jornalista Fernando Moura. A obra é fruto de uma pesquisa de dez anos colhendo dados com familiares, amigos, parceiro, pesquisadores, artistas e pessoas anônimas.

Todo material se encontra no Memorial Jackson do Pandeiro na cidade de Alagoa Grande (Sua terra). A memória está espelhada em discos, fotografias, chapéus, roupas, pandeiros, documentos, entre outros objetos.


Sobre Jackson


Zé Ramalho – “Fui muito influenciado por Jackson do Pandeiro. Tinha uma grande voz, era uma espécie de João Gilberto do forró. Fiz um show ao lado dele em 1976, no Teatro João Caetano, no Rio, e fiquei impressionado com o ritmo e a energia dele em cima do palco. O sobrinho dele, o José Gomes, que herdou o nome do tio, toca na minha banda há muito tempo”.

João Bosco – “Sempre fui fascinado por ele. A gente tinha um projeto de fazer vários shows junto pelo País, mas acabou não dando certo por causa de falta de grana. Tive a oportunidade de dizer ao Jackson o quanto admirava o seu trabalho. Gravei uma música em homenagem a ele – “Batiumbalaio – Rockson do Pandeiro. Coloquei Rockson porque achava que o som dele tinha muito de rock-and-roll”.

Alceu Valença – “Quando criança ouvia muito Jackson do Pandeiro nos alto-falantes da feira de São Bento. A música dele é a trilha sonora da minha infância, tem cheiro de fumo de rolo. |Talvez eu tenha sido o músico que mais se aproximou de Jackson no fim da carreira. Viajei o Brasil inteiro com ele em 1977, com o Projeto Pixinguinha. Depois dessa excussão, fiquei deslumbrado e resolvi compor o meu primeiro forró: “Coração Bobo”.

Elba Ramalho – “Na minha opinião existem duas escolas de canto no Brasil: a de João Gilberto e a de Jackson do Pandeiro. Eu tive o privilégio de conviver com Jackson e ser amiga dele.Foi o meu grande professor ao lado do Gonzagão. Os dois sempre gostaram muito do meu trabalho. O Jackson tocou em quase todos os meus primeiros discos”.

Antônio Vicente Filho

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

entrevista de SILVANA MEIRELES ao Martins

Aos 43 anos, a secretária de Articulação Institucional do ministério da Cultura (MinC), Silvana Meireles, tem uma pedreira pela frente. Em alguns meses, ela precisa articular uma pequena revolução. Coordenadora a II Conferência Nacional de Cultura (14 a 17 de março em Brasília), esta pernambucana foi incumbida de acelerar a aprovação de leis que sacodem as relações entre o Estado brasileiro e a Cultura – e repercutirão na vida quotidiana de milhões de brasileiros.

As transformações começaram em 2003, quando Gilberto Gil assumiu o ministério. Desde então, os recursos públicos destinados pelo governo federal à Cultura saltaram de R$ 287 milhões para R$ 2,5 bilhões. Avançaram de ínfimos 0,2% do Orçamento para 1%.

Ainda mais importante, porém, foi a mudança na distribuição do bolo. Ministério recente, o MinC foi criado apenas em 1985. Além disso, reproduziu, quase sempre, a visão bacharelesca e elitista de cultura que marcou o Brasil desde sua fundação. Seu papel era “iluminar o povo”, “levando” a ele as obras que supostamente expressavam o saber artístico da humanidade – depois, é claro, que estas produções circulassem, comercialmente, nos meio “eruditos”. Os recursos do ministério praticamente só patrocinavam filmes e peças teatrais de grandes diretores, orquestras sinfônicas, grandes mostras, museus.

Gil abriu os olhos (e o bolso) do MinC para a riqueza e a diversidade cultural brasileira. O novo conceito adotado pelo ministério foi expresso, entre outras, numa iniciativa marcante: o programa Pontos de Cultura. Ela reconhece como Cultura reconhece todas as criações originais do ser humano. Enxerga numa moqueca capixaba, na obra de uma bordadeira, numa rádio comunitária ou num software inovador tanta sabedoria quanta há numa sinfonia de Beethoven.

Animado por esta ideia, o ministério iniciou uma pequena revolução no uso dos recursos públicos. Por meio de concursos transparentes, mais de 2,5 mil iniciativas, espalhadas pelo país, foram transformadas em Pontos de Cultura. Recebem, durante três anos, um apoio financeiro que, embora pequeno em termos de orçamento público (R$ 60 mil anuais), é capaz de mover montanhas, no trabalho de quem o recebe.

São, na grande maioria dos casos, coletivos culturais da periferia das metrópoles, ou de regiões remotas. Vistos antes como meros espectadores das “belas artes”, estão revelando a força e a diversidade da cultura brasileira. Utilizam os recursos públicos para se converter em grupos musicais (dedicados tanto a manifestações tradicionais, como o maracatu ou coco-de-umbigada como ao rock ou – em inúmeros casos — ao rap). Articulam grupos de teatro e dança. Animam rádios livres, sites e blogs. Produzem vídeos e jornais. Montam cooperativas especializadas em criar programas de computador. Atuam em quilombos e comunidades indígenas.

A transformação tem desdobramentos econômicos. Para os grupos ou comunidades participantes, ela significa novas ocupações (às vezes criativas e bem-remuneradas) e a possibilidade de desenvolver o empreendedorismo coletivo. Para o Brasil, abre a janela para uma nova vocação e um novo papel internacional. Fomos um país dependente no momento em que a indústria era o setor mais dinâmico da economia; mas podemos ser um produtor destacado de bens simbólicos – cultura, conhecimento, comunicação, ideias, técnicas e afetos — na era pós-industrial.

O enorme impulso que alcançamos nos últimos oito anos persistirá? “O desafio dos próximos meses é consolidar o que foi feito, e criar base para um novo salto”, afirma Silvana Meireles. Ela explica: “A partir de 2008, quando o Gil deixou o posto de ministro, as inovações foram mantidas por seu sucessor, Juca Ferreira. Mas é, ainda, um período muito curto. A presença restrita da Cultura nas agendas políticas e o elitismo têm 500 anos de história no Brasil, apenas começaram a ser revertidos, em nossas instituições”.

Para virar a página, a secretária aposta em quatro projetos de lei e duas propostas de emenda à Constituição. Na entrevista que segue, ela fala em detalhes sobre a conferência nacional que coordenou e as iniciativas que dela surgiram. Também aborda um tema que agitará o ambiente da cultura, nos próximos meses: a nova lei de Direitos Autorais que o governo federal decidiu propor, após amplas consultas com a sociedade (e para desconforto de alguns cartéis da indústria cultural…).

[Veja aqui, em detalhes, o andamento dos projetos da Cultura no Congresso Nacional]

Qual o sentido de realizar uma Conferência Nacional de Cultura faltando menos de um ano para o fim de um governo?
As conferências visam exatamente sacudir uma visão arcaica de política, segundo a qual a sociedade limita-se a eleger os governantes – e deve esperar deles as decisões. O governo Lula não as inventou, mas realizou mais de setenta delas. São uma janela para expressão direta da sociedade civil, em meio a nosso sistema institucional ainda fechado e baseado apenas na representação.

Em nosso caso específico, a Conferência Nacional de Cultura comprova que a sociedade está disposta a debater temas complexos, sempre que há espaços reais de participação. Mais de 206 mil pessoas compareceram, somadas as etapas municipais, estaduais e nacional. Elas realizaram-se em todos os Estados e em 3117 municípios. Se ainda faltava um sinal de que Cultura não é assunto apenas das elites, ele foi dado agora.

Os trabalhos também mostraram que a sociedade passou da fase da simples denúncia e está pronta para formular alternativas. Foram aprovadas centenas de recomendações – entre elas, a aprovação de um conjunto de leis e emendas à Constituição capazes de consolidar as conquistas dos últimos anos.

Que estabelecem estas propostas, em essência?
Vamos começar pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 416/05. Ela estabelece o Sistema Nacional de Cultura, que representa, para nossa atividade, algo tão importante quanto o SUS, para a Saúde. Na tradição do Estado brasileiro, a Cultura foi sempre tema secundário. Há, da União aos Municípios, estruturas permanentes para a Educação, a Saúde, a Segurança e muitas outras áreas. Mas poucos municípios têm uma secretaria de Cultura. Quando existem, as estruturas e políticas são vistas como concessões do prefeito. Se seu sucessor tiver outra proposta, a secretaria morre.

Mas a PEC 416/05 não se limita a instituir secretarias de Cultura nos Estados e Municípios. Ele determina a criação de fundos de apoio à Cultura Sintonizada com os novos tempos, ela institui a participação. Em cada esfera de governo, haverá Conselhos de Política Cultural. Neles, 50% dos participantes deverão representar a sociedade civil e ser eleitos democraticamente. Por fim, a PEC deixa para trás as visões bacharelescas de cultura e arte, ao estabelecer onze princípios para o Sistema Nacional de Cultura. Entre eles, estão o reconhecimento da diversidade das expressões culturais e a garantia da universalização do acesso aos bens e serviços da Cultura.

Qual a diferença entre o Sistema e o Plano Nacional de Cultura?
O Sistema representa uma mudança institucional profunda e de longo prazo. O Plano Nacional de Cultura, expresso no projeto de lei (PL) 6835/06, é um planejamento também ambicioso, mas com horizonte de dez anos. Ele determina, por exemplo, que os próximos governantes continuem continuem adotando políticas para garantir acesso de todos à Cultura; e que se respeite e promova a diversidade de formas artísticas e culturais.

A mudança na Lei Rouanet é uma das leis prioritárias?
Sem dúvidas. Embora tenha sido um instrumento importante, a Rouanet permanece há dezoito anos sem mudanças – e nesse período a Cultura passou por enormes transformações. As mudanças estão expressas na projeto de lei (PL) 6722/2010, que estabelece o Pró-Cultura. Seu sentido essencial é democratizar a política de financiamento da cultura. Para tanto, ele estabelece algumas linhas básicas de ação. Estabelece processos públicos para definir que iniciativas culturais receberão apoio financeiro (embora mantenha o papel do mercado no financiamento da produção cultural); e desconcentra a destinação dos recursos, evitando que a maior parte das verbas disponíveis irriguem um pequeno número de produtores.

Ao longo dos anos, acumularam-se inúmeras distorções. Em tese, a lei Rouanet estimula as empresas a investir em Cultura. Na prática, poucas elas tiram do próprio bolso o que destinam ao setor. A maior parte dos recursos, quando não a totalidade, vem do Estado, por meio de renúncia fiscal. A empresa faz mecenato com dinheiro da sociedade. Criou-se uma indústria de projetos. Metade dos recursos – cerca de 1 bilhão de reais, em 2010, é captado por apenas 3% dos produtores culturais. Regionalmente, 80% das verbas são canalizadas para Sul e Sudeste. Ao Nordeste, de enorme riqueza cultural, restam 6%. Os projetos têm méritos reais, mas que sejam, então, executados também com recursos da própria iniciativa privada.

Quais as alternativas?
O projeto republicaniza a destinação do apoio cultural. Ao invés de dependerem de empresas, artistas e produtores poderão buscar recursos num Fundo Nacional de Cultura, que além de patrocínio oferecerá bolsas e prêmios. A destinação dos recursos não será decidida apenas pelo Estado – mas por um conselho, onde estarão representados vinte setores da sociedade com interesse nos financiamentos. E as obras que forem financiadas por recursos do Fundo Nacional de Cultura poderão ser oferecidas gratuitamente à população três anos depois de lançadas – ou em 18 meses, se o objetivo for educacional. Isso vale, por exemplo, para a reedição de um livro, ou a exibição de um filme pela TV pública.

No processo de debate da nova Lei Rouanet, surgiu o Vale Cultura. A que se destina?
O Vale Cultura surgiu na mesma trilha, mas já se transformou num projeto próprio: é o PL 5798/09. Apesar de todos os nossos avanços, não foi possível reverter, em oito anos, a elitização do acesso à cultura no país. É algo que tem a ver com a péssima distribuição de riqueza e renda. Assistir a um filme pesa muito no orçamento de uma família. Por isso, as estatísticas revelam que apenas 5% dos brasileiros já foram a um museu; 13% vão regularmente ao cinema, e 17% compram livros.

A nova lei oferece R$ 50 mensais a quem ganha até 5 salários-mínimos. É um vale utilizável apenas para aquisição de bens culturais – um livro, o ingresso para um filme, peça ou show. Vem em cartão magnético, não pode ser convertido em dinheiro. Além de beneficiar dezenas milhões de brasileiros, criará um circuito novo de cultura, onde estarão as maiorias, excluídas do mercado tradicional. Como costuma lembrar o ministro Juca Ferreira, este circuito viabilizará, por exemplo, a criação de cinemas nos bairros populares, a multiplicação de companhias de teatro e de pequenos editores de livros.

Há uma emenda específica para vinculação de verbas à Cultura. Por que?
A Cultura recebe hoje 1% do Orçamento da União – cinco vezes mais que no último governo. É um preciso garantir este patamar e ampliá-lo. A economia contemporânea tende cada vez mais para a produção simbólica. A efervescência e diversidade cultural do Brasil podem ser uma grande vantagem internacional.

Mas para isso, é preciso estimular os produtores. Viver da produção de cultura deve ser uma alternativa, que um adolescente deve levar em conta tanto quanto ser metalúrgico ou servidor público, por exemplo.

A PEC 150/2003 cria, para a Cultura, uma vinculação de verbas semelhante à que existe em favor da Educação ou Saúde. A União deverá destinar 2% de seu orçamento para a atividade; Estados, 1,5%; Municípios, 1%. O pensamento tradicional rejeita a vinculação orçamentária, porque ela restringe a margem de manobra dos gestores políticos, e o desejo de liquidez da área econômica dos governos. Mas a Conferência Nacional de Cultura aprovou a PEC 150 em três instâncias – talvez por julgar que a vocação cultural da sociedade brasileira deve falar mais alto.

Em meados de junho, o ministério da Cultura lançou uma segunda rodada pública de consultas visando reformar a lei do Direito Autoral. Por que é importante alterar a legislação a respeito?
A atual lei brasileira do direito autoral está defasada. O texto em vigor foi aprovado em 1998 e é uma atualização da legislação criada em 1973. Já não garante plenamente o direito do autor e não atende às necessidades da sociedade brasileira contemporânea. Coloca na ilegalidade uma série de práticas atuais da sociedade brasileira. Estão fora da lei costumes banais, como transportar músicas de um CD original adquirido para um tocador de MP3; copiar um CD para o pen-drive; fazer xerox de um livro esgotado, para fins de estudo; ou exibir partes de um filme, com objetivos pedagógicos. Isso não pode perdurar, simplesmente porque a lei não acompanhou o surgimento e a evolução do ambiente digital e as novas possibilidades de trocas simbólicas e econômicas decorrentes.

Queremos garantir os direitos autorais aos criadores, permitindo a eles maior controle sobre sua criação. Ao mesmo tempo, julgamos que é indispensável assegurar aos cidadãos o acesso a bens culturais, com segurança jurídica para usuários e investidores. A ampliação da segurança jurídica para investidores estimulará o desenvolvimento de novos modelos de negócios no ambiente digital, promovendo o fortalecimento da economia da cultura.

De que forma a mudança poderá contribuir para um maior acesso da sociedade, e dos Pontos de Cultura em particular, às obras artísticas?
A proposta apresentada pelo ministério da Cultura para consulta pública reconhece o direito da cópia individual e com isso garante o acesso da sociedade ao conhecimento, com segurança jurídica. A regulação estatal proposta no ante-projeto acaba com certos excessos dos detentores de direitos sobre determinadas obras. Por isso, ampliará as possibilidades de seu uso para fins didáticos. Por fim o novo texto prevê a criminalização do “jabá” (pagamento para execução de determinadas músicas nas rádios e emissoras de TV). Todos sabem que este vício submete a programação das rádios a um sistema de remunerações pouco ético, e impede o usuário de ter acesso à diversidade cultural.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

ORQUESTRA DE CAMPINAS - SP no PONTO DE CÉM REIS

De um lado, as músicas de Mikhail Glinka e Tchaikovsky, escritas para óperas. Do outro, as peças de Ludwig Van Beethoven, além das composições dos brasileiros Carlos Gomes e Ciro Pereira. Esse verdadeiro passeio pela arte erudita nacional e mundial do século IX estará no repertório da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC), que se apresenta na próxima terça-feira (17), no Ponto de Cem Réis, a partir das 20h. A regência será do premiado maestro suíço Karl Martin. O evento gratuito é uma realização da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) em parceria com a Secretaria de Turismo de João Pessoa (Setur).

A vinda da OSMC à Capital paraibana faz parte da 'Turnê de Carlos Gomes a Luiz Gonzaga'. O repertório começa com a execução da abertura da ópera "Russlan e Ludmila". Parte do poema, escrito por Aleksandr Pushkin (1799-1837), que morreu antes de concluir o texto, ganhou a musicalidade do compositor russo Mikhail Glinka (1804-1857).

A sinfonia nº 8 (obra 93), de Ludwig Van Beethoven (1770-1827), também está no repertório. A peça, formada por quatro movimentos, foi feita em 1812, período conturbado pelo qual passava o compositor. Além da crescente dificuldade de audição, da saúde debilitada e do rompimento com o irmão, aquele teria sido o ano da partida da misteriosa "amada imortal", cuja identidade é motivo de intensas discussões até hoje.

Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) entra no repertório da OSMC com a "Marcha Eslava" (obra 31). O trabalho foi escrito em apenas cinco dias para um concerto em benefício das vítimas da guerra ocorrida entre turcos e russos. O público que for ao Ponto de Cem Réis poderá ouvir ainda a sinfonia "Nabucco", uma ópera da primeira fase de Giuseppe Verdi (1813-1901). Ela foi composta tendo como enredo os judeus escravizados na Babilônia. Na verdade, tratava-se de uma apologia ao sentimento patriótico dos italianos, quando o país não era unificado.

A ópera "Il Guarany", baseada no livro de José de Alencar, composta pelo brasileiro Carlos Gomes (1836-1896), também será revisitada na noite do dia 17 de agosto. Do mesmo autor, o público poderá ouvir "Lo Schiavo – Alvorada" e "Salvator Rosa – Abertura".

Ainda dentro da safra brasileira de compositores, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas vai executar "Gonzaguiana", de Ciro Pereira. Como o nome sugere, trata-se de uma composição baseada em temas do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

OSMC – O surgimento da Sinfônica de Campinas data do início do século XX, quando a cidade de Campinas (SP) se transformou em rota obrigatória para alguns dos principais programas sinfônicos e operísticos brasileiros. O grupo é um dos mais dinâmicos do gênero no país.

Uma das propostas da OSMC é disseminar a boa música de importantes compositores nacionais e internacionais. As temporadas anuais do grupo compreendem os concertos Oficiais, Didáticos, Especiais e Populares. A característica marcante da Sinfônica de Campinas é a heterogeneidade musical. Afinal, no repertório estão obras populares e eruditas, primando pela qualidade artística e técnica.

A OSMC tem como diretor o violinista Arthur Achilles Gonçalves. O regente associado e responsável pela direção artística é o maestro Parcival Módolo. Já o regente convidado principal é o maestro Karl Martin.

Karl Martin – O maestro é natural de Zurique, Suíça. Ele estudou no Conservatório de Música de Genebra. Ganhou o Primeiro Prêmio de Virtuosidade para flauta, dirigiu a orquestra da Radio Televisione Italiana (RAI) e regeu a Orquestra da Academia Santa Cecília, em Roma (Itália). No Japão, também foi responsável pela regência da Nona Sinfonia de Beethoven com a Orquestra Filarmônica de Tóquio. O currículo de Karl Martin inclui passagens por várias orquestras do mundo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

http://www.jackson.tratonacultura.com.br/

http://www.jackson.tratonacultura, veja também o Portal
anjoazuldobeco.ning.com

terça-feira, 10 de agosto de 2010

QUINTETO LATINO AMERICANO DE SOPROS

Depois de percorrer algumas cidades do país, a turnê do projeto Sonora Brasil traz o Quinteto Latino-Americano de Sopros da Paraíba para uma única apresentação em João Pessoa, no dia 15 de agosto, às 20h, na Igreja de São Francisco. Na Paraíba além da capital João Pessoa será realizada uma apresentação na cidade de Campina Grande, no auditório do Departamento de Arte Mídia da Universidade Federal de Campina Grande, às 18h, no dia 16 de agosto.

O Projeto Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é do Departamento Nacional do Serviço Social do Comércio – Sesc, em parceria com os Regionais da instituição e objetiva desenvolver programações identificadas com desenvolvimento histórico da música no Brasil, projetando no tempo a tradição escrita e oral. Em mais de dez anos o Sonora vem trabalhando na formação de ouvintes com apresentações estruturadas especialmente para o projeto. O Sesc vem promovendo o acesso da população brasileira a uma produção musical ampla e diversificada, através de apresentações de caráter essencialmente acústico que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.

A turnê desta 13ª edição do projeto homenageia a Música Brasileira do Século XX, através da obra de Cláudio Santoro e Guerra-Peixe. Esses dois compositores homenageados cumpriram um importante papel na estruturação das bases da música erudita contemporânea no Brasil. O Movimento Música Viva, que a partir de 1939 movimentou a cena musical do país sob a liderança de H. J. Koellreutter estudou e difundiu o dodecafonismo, técnica de composição que naquela época representava a vanguarda musical na Europa.

O Concerto do Quinteto Latino-Americano de Sopros já visitou Brasília, Goiânia, Palmas, Manaus, Terezina, Salvador, Recife entre outras capitais e demais cidades. O concerto ainda percorrerá 10 cidades, sendo a última, Passo Fundo – RS, no dia 10 de outubro.

O Quinteto Latino Americano de Sopros

Formado por professores do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba. Sua formação atual tem Renan Rezende (flauta), João Johnson dos anjos (oboé), Carlos Rieiro (Clarinete), Heleno Feitosa, O Costinha (fagote), e Cisneiro Andrade (trompa). O grupo além de participações em diversos festivais, como o Sonora, já participou da gravação de Cd’s de compositores como Sivuca e Leandro de Carvalho. Isso mostra que o Quinteto vem sendo apreciado pelos músicos e críticos da música.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CINESESC

AS GREVES DE 1979 NO CINESESC NESTA SEXTA (06 AGOSTO 2010 )


A 1ª etapa da programação “Arte e Política” do CineSesc será encerrada nesta sexta-feira (06) exibindo a série de curtas As greves de 1979 que narram um importante momento da história recente do país e o anseio da população pela redemocratização do Brasil. Os filmes abordam alguns temas como: arrocho salarial, opressão das multinacionais, repressão do Estado de exceção e união da classe trabalhadora. A paralisação dos trabalhos dos metalúrgicos do ABC Paulista, região de forte concentração industrial do Sudeste brasileiro, aprofundaria as graves contradições da agonizante ditadura militar e revelaria, ao mesmo tempo, o nascimento de uma figura pública que marcou os 30 anos seguintes do cenário político do nosso país, o líder sindical e atual presidente do Brasil, Luís Inácio “Lula” da Silva.

O filme ABC Brasil (18’) é do ano de 1981 com direção de Sérgio Péo, José Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos que relata a retomada do movimento operário, liderado pelos metalúrgicos do ABC Paulista, que culminou na criação do Partido dos Trabalhadores (PT). Esse curta recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Niterói no ano de 1982.

O Greve! (37’) tem direção de João Batista de Andrade e narra os acontecimentos principais da greve dos metalúrgicos do ABC, liderada por Lula em março de 1979, são narrados ao mesmo tempo em que se procura contextualizá-los no momento político brasileiro.

O último filme da semana é o curta Greve de março (35') que também é do ano de 1979 e tem como diretor Renato Tapajós. Esse documentário aborda a primeira fase da greve dos metalúrgicos do ABC e retrata as grandes assembléias, com mais de 100 mil operários, em São Bernardo do Campo; a mobilização em vigília no Sindicato; os conflitos de rua decorrentes e a volta triunfal da diretoria, encabeçada por Lula, na grande assembléia em que a trégua entre as duas fases da greve foi proposta.

A exibição dos curtas acontecerá às 12h, no miniauditório do Sesc Centro.


Mais informações no telefone (83) 3208 3158

domingo, 1 de agosto de 2010

CULTURA PARA TODOS

Paulo Kautscher
Educação popular ( COR DA FONTE:PRETA)


A Educação Popular é uma educação comprometida e participativa orientada pela perspectiva de realização de todos os direitos do povo. Não é uma educação fria e imposta, pois baseia-se no saber da comunidade e incentiva o diálogo. Não é “Educação Informal” porque visa a formação de sujeitos com conhecimento e consciência cidadã e a organização do trabalho político para afirmação do sujeito. É uma estratégia de construção da participação popular para o redirecionamento da vida social. A principal característica da Educação Popular é utilizar o saber da comunidade como matéria prima para o ensino. É aprender a partir do conhecimento do sujeito e ensinar a partir de palavras e temas geradores do cotidiano dele.

A Educação é vista como ato de conhecimento e transformação social, tendo um certo cunho político. O resultado da desse tipo de educação é observado quando o sujeito pode situar-se bem no contexto de interesse. A educação popular pode ser aplicada em qualquer contexto, mas as aplicações mais comuns ocorrem em assentamentos rurais, em instituições sócio-educativas, em aldeias indígenas e no ensino de jovens e adultos.

Conceito

Antes de falarmos sobre Educação Popular, precisamos definir o termo “popular”. A concepção mais comum que se observa, inclusive nos dicionários, é de “popular” como sendo algo do povo, para o povo, que atende às necessidades do povo. Usaremos a concepção de Paulo Freire, entendendo “popular” como sinônimo de oprimido, aquele que vive sem as condições elementares para o exercício de sua cidadania e que está fora da posse e uso dos bens materiais produzidos socialmente. Assim, podemos definir a Educação Popular como uma teoria de conhecimento referenciada na realidade, com metodologias incentivadoras à participação e ao empoderamento das pessoas permeado por uma base política estimuladora de transformações sociais e orientado por anseios humanos de liberdade, justiça, igualdade e felicidade.

Segundo Brandão (1986), os educadores pensam a educação em domínios restritos: a universidade, o ensino fundamental, o ensino médio, a alfabetização, a educação de jovens e adultos. Muitas vezes a educação acaba por tomar domínios restritos, determinados socialmente, quando deveriam atender às necessidades do contexto, do cotidiano do aluno, enfim, da culturado educando. Para pensar em Educação Popular, é necessário, portanto, repensar a educação. A educação, quando se fala no panorama social, é a condição da permanente recriação da própria cultura sendo, por isso, a razão da dominação da cultura entre outros. Já no panorama individual, a educação é a condição de criação do indivíduo, é a relação de saber das trocas entre pessoas. Ainda segundo Brandão, aprender é formar-se pessoa a partir do organismo, realizando a passagem da natureza à cultura. Para ele, houve primeiro um saber de todos que se tornou sábio e erudito e que, por oposição, estabelece como popular o saber do consenso onde se originou, tratando o erudito como a forma própria, centralizada e associada a especialistas da educação enquanto vê o popular como o conhecimento difuso, interior da vida subalterna. Um saber da comunidade torna-se o saber das frações (classes, grupos, povos, tribos) subalternas da sociedade desigual. Em um primeiro longínquo sentido, as formas – imersas ou não em outras práticas sociais, através das quais o saber das classes populares ou das comunidades sem classes é transferido entre grupos ou pessoas, são a sua educação popular. (BRANDÃO, 1986, p. 26)

Essa grande separação entre o conhecimento dito erudito e o dito popular leva à marginalização dos oprimidos, das classes subalternas da sociedade desigual. É para contrariar isso que surge a Educação Popular. A Educação Popular é uma educação comprometida e participativa orientada pela perspectiva de realização de todos os direitos do povo. Sua principal característica é utilizar o saber da comunidade como matéria prima para o ensino. É aprender a partir do conhecimento do sujeito e ensinar a partir de palavras e temas geradores do cotidiano dele. O processo-ensino-aprendizagem é visto como ato de conhecimento e transformação social, tendo um certo cunho político. É diferente da Educação Tradicional porque não é uma educação fria e imposta, já que se baseia no saber da comunidade e incentiva o diálogo; e é diferente de uma Educação Informal porque possui uma relação horizontal entre educador e educando. A Educação Popular visa a formação de sujeitos com conhecimento e consciência cidadã e a organização do trabalho político para afirmação do sujeito. É uma estratégia de construção da participação popular para o redirecionamento da vida social. O resultado desse tipo de educação é observado quando o sujeito pode situar-se bem no contexto de interesse.

A Educação Popular pode ser aplicada em qualquer contexto, mas as aplicações mais comuns ocorrem em assentamentos rurais, em instituições sócio-educativas, em aldeias indígenas e no ensino de jovens e adultos. A prioridade é dada a movimentos sociais por serem estes os canais pelos quais se faz ouvir a voz das maiorias.

O Educador Popular

Sabemos que as classes populares produzem saberes, ligados às suas experiências de vida e ao contexto social em que estão inseridos. Também é dado que a Educação popular caracterizava-se por valorizar e problematizar esses saberes, sem subjugá-los pelos saberes acadêmicos e sim articulando estes àqueles. Cabe, então, refletir sobre o educador inserido nesse processo educativo. Para tanto, abordaremos as seguintes questões: qual é o perfil do educador popular? quais os seus desafios e atribuições no processo pedagógico? Com base nessas questões, buscamos identificar e compreender o perfil do educador popular esboçado nos textos lidos, ou seja, quais as características e as atribuições do educador, e qual a sua formação profissional. Após a leitura de algumas obras, definimos que o educador é um sujeito com saberes específicos, ou seja, distintos dos saberes dos alunos, sem que isso signifique atribuir aos saberes dos educadores maior ou menor valor, mas, sim aceitar que são saberes próprios da experiência do educador. A esse respeito, Freire (1986) ressalta: “A experiência de estar por baixo leva os alunos a pensarem que se você é um professor dialógico, nega definitivamente as diferenças entre eles e você. De uma vez por todas, somos todos iguais!

Mas isto não é possível. Temos que ser claros com eles. Não. A relação dialógica não tem o poder de criar uma igualdade impossível como essa. O educador continua sendo diferente dos alunos, mas – e esta é, para mim, a questão central - a diferença entre eles, se o professor é democrático, se o seu sonho político é de libertação, é que ele não pode permitir que a diferença necessária entre o professor e os alunos se torne antagônica. A diferença continua a existir! Sou diferente dos alunos! Mas se sou democrático não posso permitir que esta diferença seja antagônica. Se eles se tornam antagonistas, é porque me tornei autoritário.” (p. 117).

Com isso, por um lado o educador popular não se constitui em um transmissor de informações, descontextualizadas da realidade dos sujeitos com quem atua; por outro, ele também não se restringe a um facilitador de aprendizagens. Entre um extremo e outro, compreendemos que o educador é um sujeito indispensável ao diálogo, afinal apenas a palavra dos educandos seria proferida, sem a leitura crítica, sem a reflexão que, articulando-se à ação, torna-se práxis (Freire, 1987). Sendo assim, conforme Freire (1987), o diálogo: “A conquista implícita no diálogo é a do mundo pelos sujeitos dialógicos, não a de um pelo outro. Conquista do mundo para a libertação dos homens.” (p. 79). A partir da leitura de alguns trabalhos publicados na Reunião Anual da ANPED, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, no período de 2003 a 2005, percebemos que são freqüentes duas imagens do educador: o educador como ponte e o educador como mediador. A primeira imagem – o educador como ponte – associa o educador ao papel de apoiador, que é a passagem (XAVIER, 2003) entre conhecimentos populares e acadêmicos, que subsidia a ação dos sujeitos-educandos (RIBEIRO,2004), ao mesmo tempo em que facilita reflexões (AZIBEIRO, 2003) ou é facilitador de aprendizagens. Associando o educador a um facilitador de aprendizagem, é como dizer que o processo educativo está centrado no educando, delegando ao educador a função de motivar, estimular e deixa fluírem as motivações do aluno. Quanto a esse aspecto, Freire (1986) avalia: “... minha posição não é de negar o papel diretivo e necessário do educador.

Mas não sou o tipo de educador que se considera dono dos objetos que estudo com os alunos. Estou extremamente interessado nos objetos de estudo – eles estimulam minha curiosidade e trago esse entusiasmo para os alunos. Então podemos juntos iluminar o objeto!” (p.125). A segunda imagem – do educador como mediador – é mais recorrente e mais diversificada em seu uso. Assim, conduz à indagação: mediador de quê/quem? Variadas são as respostas encontradas nos textos: mediador de culturas, mediador de conflitos. Porém, há maior ênfase ao mediador do processo dialógico desde o qual novos conhecimentos são produzidos pelos grupos, ou seja, o educador e os educandos, conjuntamente. Sendo assim, o educador enquanto “sujeito designado a vir aos grupos populares com um saber que lhe é específico e que dá a estes grupos uma contribuição teórica própria” é mediador da problematização da realidade junto aos educandos, sendo, ao mesmo tempo, mediado pelo movimento de ação-reflexão-ação. Assim todos os sujeitos se transformam, porque tanto os educandos, quantos os educadores mobilizam os próprios saberes e a própria leitura da realidade. O educador popular não precisa necessariamente ser um militante de um movimento social, mas temos algumas características que o constroem enquanto educador popular:

Deve compreender a realidade por ter um grau de relação com o universo simbólico de seu educando; - Deve saber quem são os jovens e os adultos, no universo existencial, seu locus social; e - Deve entender a dinâmica específica do processo ensino aprendizagem, dos elementos que constituem a linguagem e a emocionalidade. Assim, o objetivo comum entre os educadores populares é o fortalecimento das classes populares como sujeitos de produção e comunicação de saberes próprios, visando à transformação social. Desse modo, a formação dos educadores vai se construindo à medida que ele conhece os seus educandos. Através do diagnóstico participativo, isto é, do diálogo, busca-se recuperar a oralidade e a história de cada um. Portanto o educando e o educador formam-se mutuamente, ao longo do processo educativo, ou melhor, “já não se pode afirmar que alguém liberta alguém, ou que alguém se liberta sozinho, mas os homens se libertam em comunhão”. (Freire, 1987, p. 130).

Histórico

Na década de vinte, mais especificamente após a semana de arte moderna e posteriormente com os manifestos da Escola Nova, intelectuais falavam em uma educação popular que fosse direito de todos. Em meados da década de 30, finalmente começa a se consolidar um sistema público de educação elementar no país. A sociedade brasileira passava nessa época por grandes transformações, associadas ao processo de industrialização e concentração populacional em centros urbanos (êxodo rural). A ampliação da educação elementar foi impulsionada pelo Governo Federal, que traçava diretrizes educacionais para todo o país. O movimento incluiu esforços articulados nacionalmente de extensão do ensino elementar, aos adultos. Nos anos 40, com o fim da ditadura de Vargas em 1945 e o país vivendo a efervescência política da redemocratização, a educação de adultos define sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional de massa. A Campanha de Educação de Adultos, lançada em 1947, pretendia numa primeira etapa, uma ação extensiva que previa a alfabetização em três meses, e mais a condensação do curso primário em dois períodos de 7 meses. Nos primeiros anos, sob a direção do professor Lourenço Filho, a campanha conseguiu resultados significativos. Entretanto o clima de entusiasmo começou a diminuir na década de 50: iniciativas voltadas à ação comunitária em zonas rurais não tiveram o mesmo sucesso e a campanha se extinguiu antes do final da década. As críticas à Campanha de Educação de Adultos voltavam-se tanto às suas deficiências administrativas e financeiras quanto à sua orientação pedagógica, pois os professores viam os analfabetos como pessoas incompetentes. Essa visão foi modificada antes mesmo do final da campanha. Mais tarde, com o governo de Juscelino Kubitschek (1956 a 1961) e de João Goulart (1961 a 1964) e o advento da industrialização no Brasil com a chegada de capital estrangeiro, a limitação da educação tornou-se um problema e passou a ser necessário instruir o povo para expandir o capital. Foi nesse contexto que apareceu o Movimento de Educação de Base (MEB), um programa governamental de alfabetização criado em 1961 pela Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB). Se esse foi o marco do início da história da educação popular no país. Os anos seguintes seriam ainda mais fundamentais: foi nessa fase que o educador Paulo Freire modificou o caráter apenas alfabetizador da educação popular e passou a trabalhar também com a conscientização critica e libertadora do educando. Com o golpe militar de 1964, os programas de alfabetização e educação popular que se multiplicaram no período entre 1961 e 1964 foram vistos como uma grave ameaça à ordem e seus promotores duramente reprimidos. O governo só permitiu a realização de programas de alfabetização de adultos assistencialistas e conservadores até que, em 1967, ele mesmo assumiu o controle dessa atividade lançando o Mobral – Movimento Brasileiro de Alfabetização. O Mobral era a resposta do regime militar à ainda grave situação do analfabetismo no país. Em 1969, lançou-se numa campanha massiva de alfabetização. Durante a década de 70, o Mobral expandiu-se por todo o território nacional, diversificando sua atuação. Das iniciativas que derivaram do programa de alfabetização, a mais importante foi o PEI - Programa de Educação Integrada, que correspondia a uma condensação do antigo curso primário. Este programa abria a possibilidade de continuidade de estudos para os recém alfabetizados. Em 1980, após permanecer no exílio por 16 anos, Paulo Freire volta ao Brasil. Em 1989, aceita o convite da prefeita de São Paulo, a então petista Luiza Erundina, para assumir a Secretaria de Educação. Durante o tempo que ficou na direção da pasta, o pedagogo criou o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova).

A Educação Popular no Mundo

O continente europeu, que apresenta a melhor taxa de desenvolvimento humano do mundo, está procurando no Brasil a solução para a exclusão social. Populações de refugiados, moradores de rua e imigrantes em busca de trabalho formaram uma classe social à margem dos altos padrões europeus. Países como Itália e Finlândia, e mesmo fora do continente, como Estados Unidos e Japão, vêm encontrando na educação popular brasileira o mecanismo mais eficiente de incluir com justiça esse novo público. Vem de Paulo Freire a inspiração usada por italianos, espanhóis, finlandeses, alemães, americanos e até japoneses para lidar com seus excluídos. Atualmente mais de cem países possuem núcleos de estudos, cátedras ou institutos que trabalham sob a égide da Pedagogia Libertadora, desenvolvida pelo educador. Para atender a demanda, o Instituto Paulo Freire criou um departamento que cuida exatamente da expansão da ideologia do pedagogo pelo mundo. A Universitás Paulo Freire foi criada em 2000, durante um encontro de pedagogos realizado em Bolonha, Itália. O coordenador da Universitás, Jason Mafra, afirma que a função do departamento é orientar os estudiosos que procuram o Instituto. Em 2005 foram inaugurados o Instituto Paulo Freire de Israel e da África do Sul.

Referências

AZIBEIRO, N.E. (2003). Entrelaços do Saber: uma aposta na desconstrução da subalternidade. Anais da 26ª Reunião Anual da ANPED.

BARBOSA, R. C. Educação Popular e a construção de um poder ético. Disponível em . Acessado em 20 de agosto de 2008.

BRANDAO, C. R. (1986). Educação Popular. 3ª ed. SP, Brasiliense.
FREIRE, P. (1987). Pedagogia do Oprimido. 27ª ed. RJ, Paz e Terra.

(1986). Medo e Ousadia. 10ª ed. RJ, Paz e Terra.

RIBEIRO, K.S.Q.S (2004). As Redes de Apoio Social e a Educação Popular:

Apertando os Nós das Redes. Anais da 27ª Reunião Anual da ANPED.

SPOSITO, M. P. (1992) O Povo Vai à Escola. 2ª ed. SP, Loyola.



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sábado, 31 de julho de 2010

MÚSICA

JOÃO LINHARES.

Músico mais do que competente, o violoncelista, cantor,
compositor e violonista João Linhares parece estar num
dos melhores momentos de sua carreira. Depois de ter uma
de suas canções gravadas por Zizi Possi, no disco “Bossa”, e duas inseridas no disco “Comigo”, da cantora maranhense Rita Ribeiro, esse paraibano de sensibilidade aguçada, conquistou em São Paulo, o primeiro lugar no 1º Circuito Paulista de Festivais.

MAIS DE JOÃO LINHARES

João Linhares de Medeiros nasceu em Patos, na Paraíba e aos 15 anos entrou na escola de música da Universidade Federal da Paraíba, onde estudou violão e violoncelo. Em agosto de 1981 participou Curso de Cultura Musical com o Maestro e Compositor José Siqueira e em dezembro do mesmo ano ganhou o Iº Festival de Música Popular da ETFPB e, em maio de 1984, passou no Concurso Nacional para a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Em julho de 1986 participou do Iº Seminário Brasileiro de Música Instrumental em Ouro Preto, Minas Gerais. Em 1988 participa do Projeto Pixinguinha abrindo o show do Pianista e Maestro Wagner Tiso e participa do Iº Festival Internacional de Música de Câmera sob a regência do Maestro Eleazar de Carvalho. Em Julho de 1990 tem obra executada na Espanha pelo violoncelista Raiff Dantas Barreto e a pianista Coloma Bonnín i Riera e, ainda no mesmo ano, escreveu a trilha sonora da peça teatral O gato malhado e a andorinha sinhá.

Em 1995 Participou da Camerata Antígua de Curitiba em tourneé nacional com o pianista Wagner Tiso e o saxofonista Paulo Moura. Tocou como músico convidado também na Orquestra Sinfônica da Bahia, na Orquestra do Teatro Artur de Azevedo em São Luís do Maranhão. Em 1997 muda-se para São Paulo e ingressa na Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, como violoncelista e, posteriormente, como arranjador.

Em 2000 recebe convite para participar da banda do cantor Chico César com quem fez a tourneé mundial Mamma Mundi, tocando na Europa, Estados Unidos e Canadá. Em 2001 fica em segundo lugar na Feira Avareense de música Popular - FAMPOP e ganha o Iº Circuito Paulista de Festivais. Ainda em 2001 tem composições gravadas pela cantora Rita Ribeiro, no CD Comigo e pela cantora Zizi Possi no CD Bossa.

Em 2002 participou da banda Falamansa com quem fez tourneé mundial tocando na Europa, Estados Unidos e Japão e gravou com eles o CD Simples Mortais, que inclui duas composições da sua autoria. Em 2003 recebe convite do Maestro Roberto Sion para ser seu Regente Assistente na Orquestra Jovem Tom Jobim, em São Paulo, onde atua desde então. Em 2004 lança independente seu 2º CD Teu Beijo. Em 2005 rege como convidado a Camerata Antígua de Curitiba. Como arranjador trabalhou para artistas como Lenine, Kid Abelha, Johnny Alf, Rosa Passos, João Donato, entre outros.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RALLY INTERNACIONAL DOS SERTÕES COMEÇA EM AGOSTO

Uma aventura sobre rodas que atravessa seis estados brasileiros e soma mais de 150 veículos inscritos. Assim será o 18º Rally Internacional dos Sertões, a segunda maior competição off road do mundo que começa no dia 10 de agosto em Goiânia (GO) e termina no dia 21, em Fortaleza (CE).
Com um percurso de 4.486 mil quilômetros, com 95% de trajeto inédito, a prova terá dez dias de duração e vai cruzar os estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará. O número de competidores confirmados para este ano já superou a edição 2009, que apresentou 120 veículos e 181 concorrentes. Este ano serão 156 veículos - 10 caminhões, 56 carros, 74 motos e 15 quadriciclos - totalizando 231 competidores inscritos, entre pilotos e navegadores - responsáveis por ler e interpretar o mapa do rally e indicar ao piloto o caminho programado.

Com o patrocínio da Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio do Ministério do Turismo, dos governos dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará e do Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

Pilotos de 11 países - Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos, França, Bélgica, Polônia, Venezuela, Portugal e África do Sul, além do Brasil - já estão confirmados. Entre os brasileiros, 20 Estados estarão representados. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Com patrocínio da Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio do Ministério do Turismo, dos governos dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará e do Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

NEGRITUDE EM FESTA NA AMÉRICA LATINA

BAMIDELÊ - ORGANIZAÇÃO DE MULHERES NEGRAS




25 de Julho

Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe

Dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra no Brasil

A Bamidelê- Organizacão de Mulheres Negras na Paraíba

Co n v i da

28/07 – Lançamento da Campanha Eletrônica: “No Censo 2010, Afirme sua negritude: Moren@, não. Eu Sou negr@!” Com apresentação de vídeo, distribuição dos materiais da campanha e show com cantora e compositora Cida Alves e as Cirandeiras de Caiana dos Crioulos.

Local: FECOMÉRCIO (Av. Des. Souto Maior, 291 – 5º andar - ao lado da Loja C&A e vizinho ao SESC – Centro/João Pessoa)

Hora: 18:30h
Parcerias: Articulação de Juventude Negra e Organização de Mulheres Negras de Caiana dos Crioulos – OMNCC
Histórico

O dia 25 de julho representa o marco internacional da luta e resistência da mulher negra da América latina e do Caribe. Nesta data, em 1992, foi realizado o I Encontro de Mulheres Afro-latino Americana e Caribenha, em Santo Domingo, na República Dominicana, onde essa data foi definida como um dia de luta das mulheres negras. Desde então muitas ONGs e o movimento de mulheres negras tem trabalhado para consolidar essa data.

Em 07 de julho de 2009, o Senado aprovou o projeto de Lei que cria o dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra no Brasil, como reconhecimento da luta das mulheres negras no país.

A Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na PB vem fazendo parte dessa história visibilizando, localmente, o marco histórico de luta contra o racismo e o sexismo e em 2010, realiza a XII Comemoração do Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe e a I comemoração do Dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra no Brasil.

Realização: Bamidelê - Organização de Mulheres Negras na Paraiba

Tel.: 3233-8233

Apoio: Ford Foundation

terça-feira, 27 de julho de 2010

FENAJ NACIOANAL X ELEIÇÕES

terça-feira, 27 de julho de 2010

Jornalistas têm chance de mudar rumos da Fenaj

Dalmo Oliveira


Jornalistas profissionais sindicalizados de todo Brasil vão às urnas a partir de hoje até a próxima quinta-feira, 29, para eleger a nova diretoria da Fenaj. Duas chapas estão concorrendo ao pleito que conduzirá os ganhadores à uma gestão até 2013. A chapa 1, “Virar o Jogo: em Defesa do Jornalismo e do Jornalista”, é comandada pelo atual vice-presidente da Fenaj, Celso Schröder (pronuncia-se “Xereder”). A chapa 2, de oposição, “Luta, Fenaj!”, é encabeçada por Pedro Pomar, assessor de imprensa do Sindicato dos professores da USP. Cometendo flagrante ato-falho, a estratégia discursiva da chapa 1 quer fazer crer uma “virada de jogo”, assumindo que muita coisa precisa mudar numa Fenaj que o grupo situacionista comanda há vários anos.

Na Paraíba, urnas fixas estarão à disposição dos votantes na sede do sindicato, em João Pessoa e Campina Grande. Urnas volantes deverão também ser usadas para catar votos em redações e assessorias de imprensa. A comissão eleitoral local, composta pelo presidente da entidade Land Seixas, além de Marcos da Paz e Reginaldo Marinho, não divulgou como será a votação noutras cidades paraibanas.

Jornalistas sindicalizados aposentados também poderão votar, mas não se sabe se eles precisarão cumprir as mesmas exigências dos jornalistas da ativa, ou seja, estarem em dias com a tesouraria da entidade.

Apenas a chapa da situação (chapa 1) possui representantes paraibanos: Rafael Freire concorre à Vice-Presidência Nordeste I; Lúcia Figueiredo disputa uma vaga no Departamento de Saúde e Previdência; e Edson Verber, que pretende ocupar o Conselho Fiscal.

O Movimento Novos Rumos decidiu não participar do pleito esse ano, mas aposta nos companheiros da chapa 2, por entender se tratar da única chapa disputante merecedora da confiança da categoria. A chapa da situação representa o continuísmo de uma Fenaj derrotada pelo patronato do setor, desvinculada da realidade da categoria, cujo candidato a presidente ocupa cargo de chefia na Assembléia Legislativa gaúcha, tendo desempenhado um papel vergonhoso e subalterno durante a primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), atuando como um dos principais interlocutores do baronato da mídia e do governo junto aos movimentos sociais, refreando o ímpeto mais progressista das demandas da sociedade nessa conferência histórica.

Já os representantes paraibanos na chapa da situação são os mesmos que fizeram do sindicato local uma entidade apática e distante dos verdadeiros anseios dos jornalistas da Paraíba. Sua base eleitoral é sustentada, em grande medida, por jornalistas aposentados e por jornalistas que entraram na categoria pela janela do oportunismo, sem diploma de curso superior de Jornalismo, em sua maioria agraciada com registros profissionais para o exercício de funções adjacentes como diagramadores, ilustradores, repórteres-fotográficos, colaboradores etc.

Merece destaque o candidato à vice-presidência Nordeste I, que substitui Seixas na composição nacional. Militante profissionalizado desde o movimento estudantil, Freire, consegue se sobrepor a capas-pretas históricos, como Verber, Marcos da Paz e Lúcia Figueiredo, ocupando um cargo estratégico na chapa situacionista.

A eleição da Fenaj deve ser um termômetro de como a categoria avalia as últimas lambanças do grupo liderado por Xereder e Sergio Murilo, afinal de contas esse grupo foi o responsável pelas derradeiras e vergonhosas derrotas da categoria em nível nacional, como a extinção da Lei de Imprensa (sem outra legislação substituta), fim da obrigatoriedade do diploma superior para o exercício da profissão e inviabilidade da criação do Conselho Federal de Jornalismo.

Sob a batuta deste grupo na Fenaj a categoria viu a precarização da profissão chegar a níveis sub-humanos, numa afronta imoral a todos os direitos trabalhistas conquistados a duras penas por nossa categoria anteriormente à chegada deles ao poder.

Então, se você acha que está tudo OK, vote na chapa 1.

Mas se quiser dar uma chance à verdadeira mudança na Fenaj, devolvendo a entidade para o campo da combatividade ao capitalismo midiático; se quer uma Fenaj mais presente, mais atuante, menos subalterna, mais proativa e solidária, vote na chapa 2.

Esse ano poderemos, através do voto, mudar os representantes que não correspondem às nossas expectativas e demandas, começando por nossa própria Federação de sindicatos.

DOCUMENTÁRIO

JULHO 2010

Tem baiano na trilha sonora de documentário da BBC sobre prostituição infantil no Brasil
Publicado por marrom e arquivado em Notas

O cantor e compositor baiano Beto Daltro, na foto de chapéu, está comemorando um grande feito em sua carreira, apesar do assunto o deixar triste com a realidade nua e crua. Dia 31 de julho (14h30) com reprise dia 1 de agosto , a BBC News e a BBC World vão exibir um filme /documentario sobre a prostituição infantil no Nordeste, gravado em Recife e Fortaleza em maio deste ano.

Com o titulo Our World: Brazil’ s Child Prostitutes o documentário tem direção do jornalista Chris Roger, da BBC de Londres e, segundo informa a emissora, mostra “o turismo sexual e a prostituição infantil no Brasil”. A música tema Criança na Prostituição ( Child Prostituiton) composta por Beto Daltro, foi gravada de forma acústica na Praia da Boa Viagem, em Recife, com a participação do guitarrista pernambucano Fred Lyra.

“Este é apenas o primeiro de uma serie de documentarios da BBC sobre o tema em varios países do mundo, inclusive Inglaterra, Tailandia, Estados Unidos, pois a prostituicão infantil é um problema mundial. Começando pelo Brasil, que, segundo dados da UNICEF, possui cerca de 250 mil criancas na Prostituição” A revelação é o do próprio artista em conversa com o Blog.
Beto Daltro que vive há dez anos na ponte área Salvador/Londres, além de compor e cantar, é fundador e coordenador da Comunidade Beira Rio, às margens do Rio Pojuca, no Municipio de Camacari.

Artigo publicado em Segunda-feira, 26 de Julho de 2010 às 19:54 e arquivado em Notas. Comentários a este artigo podem ser verificados através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu próprio site.
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