sábado, 31 de julho de 2010

MÚSICA

JOÃO LINHARES.

Músico mais do que competente, o violoncelista, cantor,
compositor e violonista João Linhares parece estar num
dos melhores momentos de sua carreira. Depois de ter uma
de suas canções gravadas por Zizi Possi, no disco “Bossa”, e duas inseridas no disco “Comigo”, da cantora maranhense Rita Ribeiro, esse paraibano de sensibilidade aguçada, conquistou em São Paulo, o primeiro lugar no 1º Circuito Paulista de Festivais.

MAIS DE JOÃO LINHARES

João Linhares de Medeiros nasceu em Patos, na Paraíba e aos 15 anos entrou na escola de música da Universidade Federal da Paraíba, onde estudou violão e violoncelo. Em agosto de 1981 participou Curso de Cultura Musical com o Maestro e Compositor José Siqueira e em dezembro do mesmo ano ganhou o Iº Festival de Música Popular da ETFPB e, em maio de 1984, passou no Concurso Nacional para a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Em julho de 1986 participou do Iº Seminário Brasileiro de Música Instrumental em Ouro Preto, Minas Gerais. Em 1988 participa do Projeto Pixinguinha abrindo o show do Pianista e Maestro Wagner Tiso e participa do Iº Festival Internacional de Música de Câmera sob a regência do Maestro Eleazar de Carvalho. Em Julho de 1990 tem obra executada na Espanha pelo violoncelista Raiff Dantas Barreto e a pianista Coloma Bonnín i Riera e, ainda no mesmo ano, escreveu a trilha sonora da peça teatral O gato malhado e a andorinha sinhá.

Em 1995 Participou da Camerata Antígua de Curitiba em tourneé nacional com o pianista Wagner Tiso e o saxofonista Paulo Moura. Tocou como músico convidado também na Orquestra Sinfônica da Bahia, na Orquestra do Teatro Artur de Azevedo em São Luís do Maranhão. Em 1997 muda-se para São Paulo e ingressa na Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, como violoncelista e, posteriormente, como arranjador.

Em 2000 recebe convite para participar da banda do cantor Chico César com quem fez a tourneé mundial Mamma Mundi, tocando na Europa, Estados Unidos e Canadá. Em 2001 fica em segundo lugar na Feira Avareense de música Popular - FAMPOP e ganha o Iº Circuito Paulista de Festivais. Ainda em 2001 tem composições gravadas pela cantora Rita Ribeiro, no CD Comigo e pela cantora Zizi Possi no CD Bossa.

Em 2002 participou da banda Falamansa com quem fez tourneé mundial tocando na Europa, Estados Unidos e Japão e gravou com eles o CD Simples Mortais, que inclui duas composições da sua autoria. Em 2003 recebe convite do Maestro Roberto Sion para ser seu Regente Assistente na Orquestra Jovem Tom Jobim, em São Paulo, onde atua desde então. Em 2004 lança independente seu 2º CD Teu Beijo. Em 2005 rege como convidado a Camerata Antígua de Curitiba. Como arranjador trabalhou para artistas como Lenine, Kid Abelha, Johnny Alf, Rosa Passos, João Donato, entre outros.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RALLY INTERNACIONAL DOS SERTÕES COMEÇA EM AGOSTO

Uma aventura sobre rodas que atravessa seis estados brasileiros e soma mais de 150 veículos inscritos. Assim será o 18º Rally Internacional dos Sertões, a segunda maior competição off road do mundo que começa no dia 10 de agosto em Goiânia (GO) e termina no dia 21, em Fortaleza (CE).
Com um percurso de 4.486 mil quilômetros, com 95% de trajeto inédito, a prova terá dez dias de duração e vai cruzar os estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará. O número de competidores confirmados para este ano já superou a edição 2009, que apresentou 120 veículos e 181 concorrentes. Este ano serão 156 veículos - 10 caminhões, 56 carros, 74 motos e 15 quadriciclos - totalizando 231 competidores inscritos, entre pilotos e navegadores - responsáveis por ler e interpretar o mapa do rally e indicar ao piloto o caminho programado.

Com o patrocínio da Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio do Ministério do Turismo, dos governos dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará e do Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

Pilotos de 11 países - Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos, França, Bélgica, Polônia, Venezuela, Portugal e África do Sul, além do Brasil - já estão confirmados. Entre os brasileiros, 20 Estados estarão representados. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Com patrocínio da Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio do Ministério do Turismo, dos governos dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará e do Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

NEGRITUDE EM FESTA NA AMÉRICA LATINA

BAMIDELÊ - ORGANIZAÇÃO DE MULHERES NEGRAS




25 de Julho

Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe

Dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra no Brasil

A Bamidelê- Organizacão de Mulheres Negras na Paraíba

Co n v i da

28/07 – Lançamento da Campanha Eletrônica: “No Censo 2010, Afirme sua negritude: Moren@, não. Eu Sou negr@!” Com apresentação de vídeo, distribuição dos materiais da campanha e show com cantora e compositora Cida Alves e as Cirandeiras de Caiana dos Crioulos.

Local: FECOMÉRCIO (Av. Des. Souto Maior, 291 – 5º andar - ao lado da Loja C&A e vizinho ao SESC – Centro/João Pessoa)

Hora: 18:30h
Parcerias: Articulação de Juventude Negra e Organização de Mulheres Negras de Caiana dos Crioulos – OMNCC
Histórico

O dia 25 de julho representa o marco internacional da luta e resistência da mulher negra da América latina e do Caribe. Nesta data, em 1992, foi realizado o I Encontro de Mulheres Afro-latino Americana e Caribenha, em Santo Domingo, na República Dominicana, onde essa data foi definida como um dia de luta das mulheres negras. Desde então muitas ONGs e o movimento de mulheres negras tem trabalhado para consolidar essa data.

Em 07 de julho de 2009, o Senado aprovou o projeto de Lei que cria o dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra no Brasil, como reconhecimento da luta das mulheres negras no país.

A Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na PB vem fazendo parte dessa história visibilizando, localmente, o marco histórico de luta contra o racismo e o sexismo e em 2010, realiza a XII Comemoração do Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe e a I comemoração do Dia de Teresa de Benguela e da Mulher Negra no Brasil.

Realização: Bamidelê - Organização de Mulheres Negras na Paraiba

Tel.: 3233-8233

Apoio: Ford Foundation

terça-feira, 27 de julho de 2010

FENAJ NACIOANAL X ELEIÇÕES

terça-feira, 27 de julho de 2010

Jornalistas têm chance de mudar rumos da Fenaj

Dalmo Oliveira


Jornalistas profissionais sindicalizados de todo Brasil vão às urnas a partir de hoje até a próxima quinta-feira, 29, para eleger a nova diretoria da Fenaj. Duas chapas estão concorrendo ao pleito que conduzirá os ganhadores à uma gestão até 2013. A chapa 1, “Virar o Jogo: em Defesa do Jornalismo e do Jornalista”, é comandada pelo atual vice-presidente da Fenaj, Celso Schröder (pronuncia-se “Xereder”). A chapa 2, de oposição, “Luta, Fenaj!”, é encabeçada por Pedro Pomar, assessor de imprensa do Sindicato dos professores da USP. Cometendo flagrante ato-falho, a estratégia discursiva da chapa 1 quer fazer crer uma “virada de jogo”, assumindo que muita coisa precisa mudar numa Fenaj que o grupo situacionista comanda há vários anos.

Na Paraíba, urnas fixas estarão à disposição dos votantes na sede do sindicato, em João Pessoa e Campina Grande. Urnas volantes deverão também ser usadas para catar votos em redações e assessorias de imprensa. A comissão eleitoral local, composta pelo presidente da entidade Land Seixas, além de Marcos da Paz e Reginaldo Marinho, não divulgou como será a votação noutras cidades paraibanas.

Jornalistas sindicalizados aposentados também poderão votar, mas não se sabe se eles precisarão cumprir as mesmas exigências dos jornalistas da ativa, ou seja, estarem em dias com a tesouraria da entidade.

Apenas a chapa da situação (chapa 1) possui representantes paraibanos: Rafael Freire concorre à Vice-Presidência Nordeste I; Lúcia Figueiredo disputa uma vaga no Departamento de Saúde e Previdência; e Edson Verber, que pretende ocupar o Conselho Fiscal.

O Movimento Novos Rumos decidiu não participar do pleito esse ano, mas aposta nos companheiros da chapa 2, por entender se tratar da única chapa disputante merecedora da confiança da categoria. A chapa da situação representa o continuísmo de uma Fenaj derrotada pelo patronato do setor, desvinculada da realidade da categoria, cujo candidato a presidente ocupa cargo de chefia na Assembléia Legislativa gaúcha, tendo desempenhado um papel vergonhoso e subalterno durante a primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), atuando como um dos principais interlocutores do baronato da mídia e do governo junto aos movimentos sociais, refreando o ímpeto mais progressista das demandas da sociedade nessa conferência histórica.

Já os representantes paraibanos na chapa da situação são os mesmos que fizeram do sindicato local uma entidade apática e distante dos verdadeiros anseios dos jornalistas da Paraíba. Sua base eleitoral é sustentada, em grande medida, por jornalistas aposentados e por jornalistas que entraram na categoria pela janela do oportunismo, sem diploma de curso superior de Jornalismo, em sua maioria agraciada com registros profissionais para o exercício de funções adjacentes como diagramadores, ilustradores, repórteres-fotográficos, colaboradores etc.

Merece destaque o candidato à vice-presidência Nordeste I, que substitui Seixas na composição nacional. Militante profissionalizado desde o movimento estudantil, Freire, consegue se sobrepor a capas-pretas históricos, como Verber, Marcos da Paz e Lúcia Figueiredo, ocupando um cargo estratégico na chapa situacionista.

A eleição da Fenaj deve ser um termômetro de como a categoria avalia as últimas lambanças do grupo liderado por Xereder e Sergio Murilo, afinal de contas esse grupo foi o responsável pelas derradeiras e vergonhosas derrotas da categoria em nível nacional, como a extinção da Lei de Imprensa (sem outra legislação substituta), fim da obrigatoriedade do diploma superior para o exercício da profissão e inviabilidade da criação do Conselho Federal de Jornalismo.

Sob a batuta deste grupo na Fenaj a categoria viu a precarização da profissão chegar a níveis sub-humanos, numa afronta imoral a todos os direitos trabalhistas conquistados a duras penas por nossa categoria anteriormente à chegada deles ao poder.

Então, se você acha que está tudo OK, vote na chapa 1.

Mas se quiser dar uma chance à verdadeira mudança na Fenaj, devolvendo a entidade para o campo da combatividade ao capitalismo midiático; se quer uma Fenaj mais presente, mais atuante, menos subalterna, mais proativa e solidária, vote na chapa 2.

Esse ano poderemos, através do voto, mudar os representantes que não correspondem às nossas expectativas e demandas, começando por nossa própria Federação de sindicatos.

DOCUMENTÁRIO

JULHO 2010

Tem baiano na trilha sonora de documentário da BBC sobre prostituição infantil no Brasil
Publicado por marrom e arquivado em Notas

O cantor e compositor baiano Beto Daltro, na foto de chapéu, está comemorando um grande feito em sua carreira, apesar do assunto o deixar triste com a realidade nua e crua. Dia 31 de julho (14h30) com reprise dia 1 de agosto , a BBC News e a BBC World vão exibir um filme /documentario sobre a prostituição infantil no Nordeste, gravado em Recife e Fortaleza em maio deste ano.

Com o titulo Our World: Brazil’ s Child Prostitutes o documentário tem direção do jornalista Chris Roger, da BBC de Londres e, segundo informa a emissora, mostra “o turismo sexual e a prostituição infantil no Brasil”. A música tema Criança na Prostituição ( Child Prostituiton) composta por Beto Daltro, foi gravada de forma acústica na Praia da Boa Viagem, em Recife, com a participação do guitarrista pernambucano Fred Lyra.

“Este é apenas o primeiro de uma serie de documentarios da BBC sobre o tema em varios países do mundo, inclusive Inglaterra, Tailandia, Estados Unidos, pois a prostituicão infantil é um problema mundial. Começando pelo Brasil, que, segundo dados da UNICEF, possui cerca de 250 mil criancas na Prostituição” A revelação é o do próprio artista em conversa com o Blog.
Beto Daltro que vive há dez anos na ponte área Salvador/Londres, além de compor e cantar, é fundador e coordenador da Comunidade Beira Rio, às margens do Rio Pojuca, no Municipio de Camacari.

Artigo publicado em Segunda-feira, 26 de Julho de 2010 às 19:54 e arquivado em Notas. Comentários a este artigo podem ser verificados através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu próprio site.
2 comentários para “Tem baiano na trilha sonora de documentário da BBC sobre prostituição infantil no Brasil”

segunda-feira, 26 de julho de 2010

JOÃO PESSOA E SUAS PESSOAS



Fernando Moura & Carlos Aranha

JOÃO PESSOA E SUAS PESSOAS

aconteceu no Terraço Panorâmico da Estação Cabo Branco Ciência Cultura e Artes, no Altiplano, a segunda edição da Coleção 'João Pessoas – A Memória da Cidade', que homenageia o cantor e compositor Parrá; o carnavalesco Jocemar Chaves e o artista plástico Flávio Tavares. São três volumes, somando 308 páginas, acompanhados por um DVD com um documentário, que conta a trajetória da vida dos homenageados, resgatando o legado cultural deixado ao longo dos anos na cidade que escolheram para viver: João Pessoa.
Na ocasião, será apresentado um vídeo informativo explicando a importância do projeto, além da distribuição dos exemplares para as pessoas presentes no evento. A coleção também fará parte do acervo das bibliotecas públicas e de escolas municipais, além de várias instituições. A primeira edição homenageou o jornalista Gonzaga Rodrigues; o escritor Ascendino Leite e a professora Elisa Mineiros. O 'João Pessoas' é um projeto da Prefeitura de João Pessoa, em parceria com as Secretaria de Comunicação (Secom), de Educação (Sedec) e Patrimônio Cultural (Probech).
Os homenageados - Flávio Tavares foi homenageado no quarto volume da segunda edição da coleção. Na crítica que segue nas páginas sete, oito e nove, o coordenador do Patrimônio Cultural de João Pessoa, jornalista Fernando Moura, diz que "Flávio Tavares é quem melhor traduz Flávio Tavares. Basta ler seus quadros. Melhor que vê-los, é decifrar nas entrelinhas das formas e cores o homem por trás da obra. Simplicidade e plenitude são sensações que afloram aos olhos dos que se dispõe a enxergar além da retina, nessa leitura dos sentidos, em busca do enlevo...".
Várias pessoas e amigos estão presentes nesse exemplar, falando do legado cultural que o artista deixou e ainda deixa na Capital paraibana. Eudes Rocha fala da paixão pelo fantástico e Lúcia França fala da arte, poesia e história. Outros amigos também fazem parte do acervo: Hermano José, Miguel dos Santos, Rosely Garcia, Teresa Tavares e Gabriel Bechara.
Já no quinto volume, dedicado ao músico Parrá, o jornalista Fernando Moura revela que o artista é "quase uma lenda viva na Paraíba, pelo talento artístico, pelo despojado estilo de vida e por espalhar, ao seu rastro de andarilho, casos e causos vividos ou inventados por ele próprio...".
As páginas seguintes registram frases, pensamentos e sentimentos de várias personalidades, que exprimem em texto a importância do artista para a Capital paraibana. São eles: o poeta Lau Siqueira, o jornalista Walter Santos e os amigos Valtinho do Acordeom, Joça do Violão, Carlos Aranha, Carlos Anísio, Ricardo Anísio, Raimundo Bola Nonato, Chiquinho Mino e Krislaine Oliveira. Além disso, estudantes, professores, pesquisadores e o público em geral terão acesso às entrevistas, imagens e recortes de Parrá.
O sexto volume da segunda edição do 'João Pessoas – A Memória da Cidade' fala sobre o carnavalesco Jocemar Chaves. Segundo Fernando Moura, Jocemar é um artista popular, servidor público e festeiro temático. "É um cidadão que se confunde com a própria memória do lugar, encarnando o espírito de muitos que não conseguem o necessário espaço para expor suas emoções, idéias e esperanças", disse Moura em sua crítica registrada neste exemplar.
Para homenageá-lo, o jornalista Gilson Renato fala sobre 'Um homem feito de Cidade' e Ulisses Barbosa, fala sobre 'A estrela sem o brilho do holofote'. A família e amigos também estão presentes nas linhas dessa coleção, como Maria da Paz Padilha Chaves, Oswaldo Padilha Chaves, Kátia Kelly Simpson, Jocemar Chaves Júnior, Maria Edileuza Gomes de Lucena, Hermógenes Bonfim, dentre outros.

sábado, 24 de julho de 2010

MEMÓRIA

ANJO AZUL - PRIMEIRO BLOCO CARNAVALESCO DO CENTRO HISTÓRICO PARAIBANO


ANJO AZUL - O BLOCO ICNOGRÁFICO DA DIVERSIDADE


Temos, na Paraíba, a vocação e a volição das ruínas, da destruição criativa e da criação destrutiva, no que somos, desde sempre, do passado colonial até hoje, absolutamente modernos. Os monumentos históricos que melhor nos definem passam pela construção e destruição, sucedidos por uma nova construção, de A União à Assembléia Legislativa, na Praça João Pessoa, da Rádio Tabajara ao "novo" conforto do Fórum da Justiça, na Rodrigues de Aquino. Matamos simbolicamente os velhos jornalistas de A União e os cantores do rádio. O altar-mor da Igreja São Francisco - destruído sem dó no começo do século passado -, é apenas um retrato na parede e a Casa de Engenho de Zé Lins serve de morada ao capim dos vermes.

Gostamos de extrair o lado bom das coisas ruins: Darcy Ribeiro afirmava, no belo livro O povo brasileiro, que somos um povo tabula rasa, ou seja, explicando melhor, os escaninhos da tradição brasileira são essencialmente abertos, de antena ligada às novidades do mundo, que assimilamos à nossa maneira, antropofágica. Passamos distante de qualquer ancestralidade cultural rígida, de qualquer narrativa mitológica impermeável. Por isso, o anauê de Plínio Salgado não deu certo, e o integralismo acabou virando uma piada de mau gosto (ou mau agouro?). Nascemos sem as pistas certas do que achar no caminho, por isso vamos procurando, acertando e muitas vezes errando. Amar só se aprende amando.

Por outro lado, retóricos, adoramos as falsas polêmicas. Agora, em 2008, há um novo debate circulando no ar sobre o carnaval: se a contribuição rítmica do carnaval paraibano ao mundo vem a ser o frevo, o samba, o axé ou a marchinha. Trata-se de uma falsa questão – até o tecno pode compor o carnaval paraibano.

No caso específico da antiga província da Paraíba do Norte, o carnaval, antes de musical, é uma manifestação cultural iconográfica e aberta à diversidade. Aristóteles, como sabemos, desentranhou o conceito estético de mimesis (ação de imitar) do teatro grego, contudo o que estava oculto no conceito de tragédia era a pulsão primitiva do ancestral humano que representava na pedra os elementos da natureza, principalmente os animais, visando à boa caça. Antes do verbo, no começo era a imagem e o som.

Glória eterna a Jackson do Pandeiro, Sivuca, Maestro Severino Araújo, Maestro Moacir Santos, Chico César, Fuba e Escurinho, mas onde estão os cenógrafos, os pintores, os arquitetos, os decoradores e os estilistas de moda do carnaval paraibano? Onde os artistas plásticos para amalgamar o barroco ao brega – irmãos no exagero, porém distintos na ilusão de absoluto do primeiro e na saudável ignorância do segundo.

Barroco e brega: o puro espírito santo do carnaval. Desenterremos as alegorias de nossas ruínas, façamos as mais estranhas misturas, mas sempre conservando algo da monumentalidade intrínseca ao espírito barroco, no salão, na avenida e na praça da capital dos tabajaras. Aprendamos com as escolas de samba do Rio de Janeiro. Nosso carnaval é sacro como a contemplação da maravilhosa nave, do adro, do cruzeiro, das portas e dos azulejos lusitanos da Igreja de São Francisco (a ocasião em que mesmo quem não acredita se sente perto de Deus na fruição da transcendência e do absoluto).

Carnaval, conceito arquitetônico, escultural, pictórico e paisagístico. O carnaval de Veneza é pura arquitetura e iconografia. A vocação do carnaval paraibano, advindo da melhor tradição veneziana, em primeiro lugar, é precisamente esta: a arquitetura e a socialidade do barroco. As máscaras, as fendas, as frestas e as festas do barroco. Uma falange de máscaras. O “Cafucú”, portanto, está coberto de razão histórica, talvez às cegas. Estamos condenados por enquanto ao barroco, somos barrocos quando nos aventuramos à modernidade e mesmo ao pós-moderno Somos barrocos, de maneira especial, quando fazemos política – o eterno e renitente cotejo de sacralização da corte, acompanhado do inevitável séqüito de tramas, conciábulos e poetas proscritos. O príncipe Hamlet vive entre nós, renitente, num misto alegre e soturno, a descer as ladeiras do centro histórico, ao ritmo de Vassourinhas, nos bailes de máscaras os quais algumas pessoas já me contaram ter divisado, noite adentro, o corvo de Poe e albatroz de Baudelaire, devidamente traduzidos nos sonetos de Augusto dos Anjos, mas ao mesmo tempo nos motes do absurdo de Zé Limeira.

Triste Paraíba, ó quão dessemelhante. Do antigo estado a máquina mercante, do rio de nome sonoro – Sanhauá – ao gemido dos escravos nas senzalas próximas aos conventos coloniais. Brindemos aos escravos das senzalas no carnaval, pois deles importamos o núcleo principal de nossa alegria. Alegria e trabalho, juntos. Já dizia o poeta maior, Vinicius de Moraes, um paraibano da gema, no magnífico Samba da benção: “o samba é a tristeza que balança”. Aduziria: também o maracatu e o caboclinho são tristezas que balançam.

A entidade metafísica que abre as prévias do carnaval paraibano, dia 25 de janeiro (sexta-feira), é o bloco “Anjo Azul”. O Anjo Azul foi fundado e todo ano é organizado com garra por uma agitadora cultural guerreira, muito querida na cidade, Ednamay Cirilo. May inventou de criar um bloco que tem sede em um ambiente histórico repleto de simbolismos, a antiga zona do chamado “baixo meretrício”, nos tempos em isso que havia: o Beco da Faculdade de Direito, na ladeira do Padre Gabriel Malagrida, um herói sacrificado numa das visitações da Inquisição do Santo Ofício ao Brasil. O espírito do padre Malagrida, que assiste impávido os dramas e comédias da cidade por séculos sem fim naquele ambiente, fez um ar de sorriso quando foi fundado o Anjo Azul, e certamente, ato contínuo, abençoou o bloco, pois o padre italiano do século XVIII, morto feito mártir, é ele mesmo um anjo verdadeiro, um querubim barroco.

O Anjo Azul é o bloco multicolor da diversidade cultural e da democracia, de todas as opções sexuais e todos os credos políticos. O nome de bloco presta uma inusitada homenagem ao filme expressionista alemão da década de 1930 – Der Blaue Engel –, adaptação do romance de Heinrich Mann (irmão de Thomas Mann) – os dois filhos ilustres da brasileira Julia Mann, nascida deitada sob o sol da arquitetura colonial de Parati (RJ) –, sobre a história de um professor que se apaixona por uma dançarina de cabaré. Mais além de um clima soturno – prenúncio da tragédia de ascensão da ditadua nazista que se daria logo em seguida, em 1933 –, o filme ficou gravado na memória principalmente por uma seqüência de fotogramas sensuais, logo transformados em um dos ícones da cultura pop contemporânea: as pernas dobradas de Marlene Dietrich, sentada num banquinho. Ah, as pernas de Marlene Dietrich: conspícua, carnuda, provocante, lúbrica, fazendo a perfeita simbiose com um rosto libidinoso, manchado a um batom da cor do pecado. Hitler não agüentou tanto charme. Assim como Malagrida foi perseguido pela inquisição, Marlene Dietrich nunca se dobrou ao nazismo e fugiu da Alemanha, se refugiando nos Estados Unidos. Dessa maneira, vão se tecendo os fios entre fatos aparentemente distantes, desvendando articulações de onde menos se espera, o conceito é transformado em imagens aparentemente aleatórias, mas dotadas de uma mensagem profunda: Malagrida, Marlene, May. Tudo a ver. (Jaldes Reis de Meneses ).

ANJO AZUL

Ednamay - fundadora do ANJO AZUL

O Bloco Anjo Azul, primeiro do centro histórico do Projeto Folia de Rua, é também ASSOACIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, com sede no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, desde 2006, aprovado pelo FIC-Augusto dos Anjos, lança seu bloco própio AS ANJINHAS,fundado em 18 de abril de 2007 e colocado na rua em 25 de janeiro de 2008, pela primeira vez, é voltado para o universo feminino e suas inquieações em busca da cidadania, cultura e arte. Associação ANJO AZUL ( não confundir com o bloco ), realiza trabalho voltado para a obra JACKSONIANA em forma de OFICINAS de: PANDEIRO, ARTES PLÁSTICAS, TEATRO ( sobre os caminhos percorrodos pelo mestre nascido no Engenho Tanques, arredores da cidade do brejo paraibano - Alagoa Grande.

O BECO

BECO da FACULDADE de Direito é um sítio histórico abandonado pelas autoridades competentes do Município e do Estado,está localizado ao lado da PRAÇA DOS TRES PODERES.Vizinho da Assembléia Legislativa, Palácio do Governo e Tribunal do Justiça, Faculdade de Direito da UFPB - Universidade Federal, ( apoio cultural).

COMUNIDADE do BECO - Rua Gabriel Malagrida, portanto é o carro chefe para o grito de alerta geral desse descaso ( falta de higiene , não existe banheiros públicos na área e o povo mixa nas escadarias e paredes do beco, não existe policiamento noturno e diurno, portanto é sem segurança e saúde pública. Vale lembrar que a EMLUR - Autarquia MunicipalL, VARRE DIARIAMENTE mas não LAVA.
Sem a devida atenção dos: IPHAN Instituto Patrimônio Histórico Nacional ( já que um lado do beco é referência nacional A FACULDADE tombada como Patrimõnio Nacional ,da terceira cidade mais antiga do Brasil e do outro lado o beco , possui um casario ART-DECÓ , preservado pelos propietários e tombado pelo IPHAEP - Instituto Patrimônio Histórico Artístico do Estado , ambos envolvidos na falta de preservação ( desse sítio histórico que durante o dia vira estacionamento privê da Assembléia Legislativa e a noite,é local de vendas de drogas e marginália, como em todos os sítios históricos desse BRASIL , mas bem diferente do Pelourinho em Salvador que tem polícia dia e noite .

Os blocos carnavalescos ANJO AZUL e seu filhote AS ANJINHAS, desempenham papel importante para a nossa cultura e resgate do frevo, fantasia, artes plásticas, sincletismo , BARROCO , cidadania,orquestras, grupos percussionistas...

A SERENATA DOS ANJOS, a LAVAGEM da ESCADARIA, realizada sob as benções dos O DEUSE,ALÁ, GANDHY, ORIXÁS, símbolos de elevação aos espíritos escravos e boêmios das pessoas que outrora habitavam aquela área . A L AVAGEM da ESCADARIA sempre animada por alguma bateria de Escola de Samba.
Recentemente à Império do Samba, ( a minha escola CAMPEÃR DO CARNAVAL PARAIBANO 2008, e BI-CAMPEÃA DO CARNAVAL 2009),fez a festa, anteriormente foi a MALANDROS DO MORRO- BAULA.
ONG - ASTRAPAS - ASSOCIAÇÃO DAS TRAVESTIS DA PARAÍBA, ONG - MARIA QUITÉRIA, Grupo de MULHERES LÉSBICAS,
SACERDOTIZA GORETHE ,
MÃE MARIHÁ.
A GRANDE MÍDIA PARAIBANA , RÁDIO, JORNAL, TV,
BLOGs
ORKUT e toda mídia alternativa são parceiros do ANJO AZUL.

REISADO DO ANJO - evento destinado aos músicos-(as), atores, atrizes, arquitetos-((as) , advogados-(as) , jornalistas , turismólogos - (as), estudantes de todas as áreas ano após ano, sgrandes incentivadores intelectuais desse movimento carnavalesco .

REI DO ANJO AZUL, os múcsicos Kennedy Costa -( CAFUÇU), Marcos Fonseca, Gustavo Magno, Hugo Leão, ( LENDÁRIO MÚSICO DOS 4 LOUCOS E THE GENTHEMENS).

RAINHA DO ANJO - Glaucia Lima , Eleonora Falcone, Silvia Patriota, Neuza Flores , (terceira e últina viuva de Jackson do Pandeiro, habita entre nós aqui na paraíba e cuida do MEMORIAL JACKSON DO PANDEIRO em Alagoa Grande).

Em 2008 o destaque foi para a MADRINHA MAY GONÇALVES - Cantora radicada em Saõ Paulo e que adora nossa Prévia Carnavalesca.
Em 2009 o destaque foi para a MADRINHA CECÍCILA AVELINO - pela simpatia e dedicação ao BLOCO.

Ao som da Orquestra de Frevos do maestro João Lobo , ANJO AZUL, Hino do bloco de autoria de Mestre Fuba,leva a multidõ ao delírio , além do rítmo frevo, a letra é mais que uma declaração de amor é mesmo uma linda história pela cidade e seu Patrimônio Artístico e Cultural.

Ednamay Cirilo Leite, remanescente jornalista ativista dos movimentos culturais desde a época do Colégio Lins de Vasconcelos - anos 60 diz que ¨ o bloco faz parte da história da cidade que perdeu o nome PARAHYBA ,o bloco tem a proposta turística de mostar a beleza do Patrimônio Histórico e Arquitetônico, enquanto relíquia do Brasil, desta que já nasceu cidade , em NOVEMBRO de 1585 - Nossa Senhora das Neves, passou por várias mudanças de nomes ,e batalhas guerreiras , até ser conhecida como João Pessoa, em 1930, após a REVOLUÇÃO de 1930, ver sobre a Revolução no Google.
Atualmente em campanha para retomada do antigo nome PARAHYBA , nome ESSE, que reinou por 276 anos, como CAPITAL¨.

O bloco do resgate tem a fantasia de Colombina como traje oficial para suas foliãs e e PIERROT para os foliões,criando a identidade que é a cara do CARNAVAL,e abolindo de vez ABADÁS e outros modismos mais que assolam o país na épca de Momo. como homem se vestir de mulher e vice-versa, ou se vestir de matuto, cafona, brega, carnaval tem que vestir FANTASIA TRADICIONAL CLÁSSICA.Como faz os nossos vizinho estados RECIFE e OLINDA, exemplos para o mundo.

Sua ação social é voltada para as profissionais do sexo habitantes do Beco da Faculdade de Direito , Pavilhão do Chá, Rua Duque de Caxias - ou Rua Direita, Ponto de Cém Réis , Rua General Osório - ou Rua Nova, Rua da Areia e Praça Antenhor Navarro , buscando DIGNIDADE atravéz da arte e cidadania, para estas cidadãs.
do imortal Willes Leal ¨ o ANJO AZUL foi o primeiro bloco a levar alegria ao nosso centro histórico após ausência do corso e carnaval outrora existente nesta área , a falência do carnaval naquela área por total falta de políticas para a cultura carnavalesca, chegou a um abandono geral de atividades culturais no centro histórico, enquanto a cidade se transferia para a orla marítima levando junto o comércio famoso de bares, restaurantes, bingos, boites, shoppings, cinemas, esvaziando completamente o SÍTIO HISTÓRICO.¨. do livro NO TEMPO DO LANÇA PERFUME de sua autoria...

EM MEMORIA

A bateria da Escola MALANDROS DO MORRO - de Livardo Alves, e Balula , foram os pioneiros na parceria com o bloco ANJO AZUL , deram o ponta pé inicial em 1994 , juntamente com a OEQUETRA DO MAESTRO VILÓ, a alma do beco, juntaram-se outras como a do Maestro CHQUITO, CEFET - PB , sob a batuta do Maestro JOÃO LOBO, tivemos parcerias de cidades do interior do Estado como BANANEIRAS e sua fanfarra LIRA DOS ARTISTAS , do MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA, Grupo de Percussão Quebra Quilos, e lançamos o Grupo BATICUMLATA - EMLUR...

HINO do ANJO AZUL

letra e música de Flávio Eduardo Maroja - FUBA
gravada no CD - DE BEM COM A VIDA,
quinta faixa - a venda na ONG PORTA DO SOL l - Praça Antenor Navarro
Varadouro

VEM VEM VER A LUA BRILHANDO
NA NOITE DE AQUARELA
TÃO BELA, TÃO BELA
COMO A LUZ DO AMOR

VEM, VEM NAVEGAR NA MEMÓRIA
DOS CASARÕES DA CIDADE
QUEM SABE, QUEM SABE
ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR

UM ANJO AZUL PASSOU BEIJOU A NOITE
LAVANDO A ESCADARIA
UM BÊBADO TROPEÇAVA
NO BECO DA CONFRARIA

E ESSA ALEGRIA RAIOU POR TODA A NOITE
FEZ A CIDADE CANTAR
UM QUERUBIM QUE CHEGOU
PRO CARNAVAL COMEÇAR

VAI MEU AMOR
O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI MAY DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOU

VAI MEU AMOR, O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOUUUUUUUUUU


FOLIA DE RUA ACORDE MIRAMAR

Atenção moradores do bairro do Miramar abram as portas, acendam as luzes e caiam na folia, está chegando as Muriçocas do Miramar. Este é o chamado do bloco Acorde Miramar, que sai mais uma vez percorrendo as ruas do bairro em uma grande serenata com centenas de vozes, ao som de dezenas de violões tocando antigas marchinhas carnavalescas anunciando a tão esperada 'quarta-feira de fogo'.

Os foliões de plantão já começam a se concentrar logo cedo no começo da noite da terça-feira sempre às 20h, na Praça da Rua Tito Silva, popularmente conhecida como Praça das Muriçocas. O 'Acorde' vai sair às ruas do bairro de Miramar, na Capital, à meia noite da quarta-feira de fogo.

Normalmente os foliões chegam de todos os cantos e há até quem pareça que, literalmente, deu um pulo da cama para cair na folia. Vestidos com pijamas, meias e arrastando lençóis e travesseiros avenida a fora, tudo o que a turma quer é aproveitar ao máximo o dia que está só começando e não tem hora para acabar.


História

O Acorde Miramar saiu às ruas do bairro pela primeira vez 1992, sem a pretensão de se tornar um bloco carnavalesco, mas não demorou muito. O que antes era apenas um grupinho de "muriçocas" ansiosas pela chegada da Quarta-feira de Fogo se transformou num bloco que hoje arrasta foliões de todos os bairros da cidade ao som de uma verdadeira orquestra de violões.

Fuba, o puxador oficial do Muriçocas do Miramar, é quem comanda a serenata. Juntamente com ALEX MADUREIRA, JAIRO MADRUGA, LIZ, JARBAS MARIZ, e todos os músicos da cidade . Uma das coisas mais legais do Acorde é essa simplicidade. As pessoas vão chegando, se juntando, trazendo seus violões, sem necessidade de muita estrutura", TUDO PELO AMOR A MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA FOLIA DE RUA.

INTERCAMBIAR

Estou a procura de intercâmbio cultural para estudar e realizar OFICINAS DE PANDEIRO e DANÇAS de COCO, SAMBA de RODA e FREVO,em outros países NO VELHO MUNDO de preferencia na França, Portugal, Espanha.

CONTATO:
anjoazuldobeco@gmail.com
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domingo, 18 de julho de 2010

FELIZANIVERSÁRIO TANINHA

Pedro Almodóvar
07.novembro.2004

Almodóvar chega a maturidade

Tania Menai, de Nova York

“Muitas situações vividas pelos personagens dos meus filmes refletem as mudanças da minha vida”, confessa um Pedro Almodóvar cinqüentão e de cabelos brancos ao comentar seu 15º filme, “Má Educação”, que abriu o Festival de Cannes deste ano, foi exibido no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo e estréia no circuito comercial brasileiro na sexta-feira, dia 12. O último Almodóvar traz para a tela temas como a pedofilia na Igreja e o transexualismo, mas o diretor faz questão de dizer que ele e o filme são “anti-Mel Gibson”. E explica: “Meu filme é sobre o poder da fé, assim como o de Gibson, mas o meu objetivo como escritor é ter empatia com todos os personagens. Amo personagens que estão tremendamente apaixonados e que dariam sua vida pela paixão, mesmo que, para isso, tenham de se queimar no inferno.”

Rendendo-se ao cinema noir, Almodóvar escolheu o mexicano Gael García Bernal – o Che Guevara de “Diários de Motocicleta “ – para viver três personagens em seu novo filme. Um deles é um travesti, que exigia de Gael quatro horas diárias de paciente preparação na sala de maquiagem. Outro ator conhecido – ainda que debaixo de perucas, saias, cílios e salto alto - é Javier Cámara, um dos protagonistas de “Fale com Ela” (2002), vencedor do Oscar de melhor roteiro original. Ao contrário dos filmes anteriores de Almodóvar, “Má Educação” não tem protagonistas femininas. Nem precisa.

Com um roteiro que mistura passado e presente, realidade e fantasia, “Má Educação” conta a história dos meninos Ignácio e Enrique. As crianças freqüentavam a escola primária, católica, na Espanha do começo da década de 60. Ainda pequenos, descobriram o amor – um pelo outro. Mas suas vidas foram marcadas pelo medo. O diretor da escola, Padre Manolo, pedófilo, assombrava a vida de ambos. Crescido, Ignácio escreveu uma história sobre o assunto. Enrique adaptou-a para o cinema. No final dos anos 70 – quando o padre já havia deixado a Igreja, estava casado e era pai de um filho –, o triângulo se restabelece. E a confusão também.

Nesta entrevista, que o apaixonado e falante diretor concedeu durante o Festival de Filmes de Nova York, Almodóvar ressalta que “Má Educação” não é um filme anti-clerical, fala sobre a relação entre sua vida e suas obras e revela a única regra fixa que segue como diretor: “Nunca dormi com nenhum ator dos meus filmes”. E conserta a frase: “Nem com atrizes”. Depois que pipocaram notas na imprensa brasileira sobre um eventual interesse de Almodóvar - que teria gostado muito de “Carandiru” - no ator brasileiro Rodrigo Santoro para o elenco do seu próximo filme, a reportagem de NoMínimo tentou confirmar a informação, mas, em Madri, o relações-públicas Javier Giner, da produtora do diretor, El Deseo, simplesmente afirma: “Que eu saiba, Almodóvar não viu Carandiru.”


Apesar de ficção, “Má Educação” se passa em uma Espanha real se baseia em fatos da sua infância. O quanto da sua biografia faz parte do filme?

Estamos falando de uma família que migra no início dos anos setenta, numa situação econômica quase de pós-guerra. Havia muita pobreza na Espanha. Apenas na segunda metade da década, a economia mostrou sinais de revitalização e transformou o país. A família de Ignácio, o menino protagonista, muda-se para Valência em busca de prosperidade. Na Espanha daquela época, os movimentos migratórios rumavam para a Catalunha – a Andaluzia imigrou inteira para lá - ou para os países bascos, que já estavam com uma economia mais madura. Muita gente também foi para a Alemanha. A minha família migrou de Castilla La Mancha, no sul do país, para Extremadura, que era um pouco melhor economicamente. Na época, a Espanha era um país bastante sombrio, devastado por uma grande repressão e uma ditadura ainda muito presente. Levaram-se 20 anos para que essa ditadura terminasse. Como o menino do filme, recebemos uma educação religiosa. Esta era a única opção – e, no meu caso, ganhei uma bolsa de estudo. Quando isso acontecia, agarrávamos a chance – era a única oportunidade de estudar. Este é o momento em que entramos no filme. Para mim, esta foi uma maneira de explicar o tipo de educação que recebi dos padres.

E foi uma má educação?

Em espanhol, “educação” tem dois significados – a educação acadêmica e a educação que designa os bons modos. Dada a educação que recebi, passada exclusivamente sobre a forma de culpa e castigo, acredito que seja um milagre eu estar aqui hoje dando esta entrevista.

Por que o senhor escolheu a cidade de Valência para este filme?

A ditadura acabou em 1975, mas começamos a respirar ares de liberdade apenas por volta de 1977. Valência era uma das cidades espanholas mais divertidas e mais abertas. Assim como Barcelona, Valência também era muito receptiva a todas as diversas condutas sexuais. Por isso, Ignácio, agora com tetas, decide ficar em Valência. Por outro lado, sua mãe, quando ficou viúva, foi viver com uma irmã do marido na Galícia, bem longe de onde viviam seus dois filhos.

O personagem de Padre Manolo também se originou na vida real?

Sim. Também tirei este personagem da minha biografia. Não conte para ninguém, mas, no colégio onde estudei, havia um sacerdote que tinha um verdadeiro harém de meninos - ressalto que eu não estava incluído. A cidade inteira sabia daquilo. Era um escândalo tal que o diretor do colégio teve de transferi-lo para um lugar onde não havia meninos pequenos, apenas adolescentes e adultos. A igreja nunca demite, apenas transfere. Dez anos mais tarde, encontrei-me com este padre nas ruas de Madri. Ele disse que tinha deixado a igreja e, para a minha surpresa, havia casado e tinha um filho pequeno. Minha impressão é de que a primeira coisa que estes padres faziam, ao deixar a igreja, era casar e ter uma vida normal. Mas depois acho que seus instintos sexuais acabavam voltando à tona acentuadamente.

É esta a virada do filme?

Se eu deixasse o filme simplesmente mostrar o abuso de poder de Padre Manolo sobre o menino Ignácio, o filme acabaria caindo em um certo maniqueísmo. O que mais me interessou era voltar ao Padre Manolo quando ele já não era mais sacerdote, quando já era marido e pai de um filho pequeno. Sem dúvida, é aí que o filme ganha sua tensão dramática. Este senhor reencontra seus dois alunos - Ignácio, transexual, e o Enrique, que tinha se transformado em diretor de cinema. E ambos o odeiam. Um deles escreveu um conto sobre o assunto, e o outro adaptou este conto para o cinema.

Então, ao seu ver, a história não se completaria somente com os acontecimentos da infância dos meninos...

Acho que o filme encontra sua natureza quando eles formam novamente o triângulo que havia se criado no colégio, mas, desta vez com um novo elemento: o irmão mais novo de Ignácio, interpretado por Gael. Tratei de mostrá-lo o mais jovem possível, um adolescente. A beleza e a atração do personagem de Gael representam para o padre o que aquele menino de que ele gostava na época da escola poderia ter sido na adolescência. Na verdade, aquele menino se tornou um travesti, mas o ideal que ele tinha em mente era a imagem de Gael.

O senhor acha que o padre da sua infância viu “Má Educação”?

Esta é uma pergunta que me faço todos os dias. Mas acho que ele viu, sim.

A Igreja se manifestou sobre o filme?

Não. Ninguém me procurou.

A cinematografia de “Má Educação” parece retornar aos primeiros anos da sua carreira. O senhor concorda?

Acho que foi uma boa idéia ter chamado José Luis Alcaine, o fotógrafo de “Mulheres à beira de um ataque de nervos” e de “Ata-me”. Não estou certo de que voltei no tempo. Mas acho que “Má Educação” é uma espécie de antologia de todos os temas com os quais me preocupo e que fizeram parte dos meus filmes. Trata-se de uma nova visão sobre um tema que já desenvolvi em um filme chamado “A Lei do Desejo”. Precisei fazer os 14 filmes anteriores para poder fazer “Má Educação”. Para se fazer um filme tão duro, não se precisa ter passado por uma vida tão difícil. Mas se deve ter um certo amadurecimento. Até porque, o final deste filme foi, sem dúvida, o mais duro de todos os meus filmes.

Como este amadurecimento o influenciou como diretor?

Os filmes que dirigi durante a juventude podiam ser classificados como comédias urbanas. A idade adulta me levou a fazer dramas intensos, barrocos. E agora a idade está batendo na minha porta – ainda que eu não queira abri-la, ela bate insistentemente. E isso tem me levado ao cinema noir, um gênero de filme que adoro e já queria ter feito. Mas, até agora, não me sentia suficientemente maduro para isso.

No começo, o senhor sempre filmou em Madri. Quando foi a primeira vez em que saiu da cidade com os seus filmes?

Foi em “Tudo Sobre Minha Mãe”. Levei o personagem para Barcelona, onde fica o bairro Montserrat. Tratava-se de uma mulher que se sentiu acolhida naquele lugar, depois de uma imensa dor. Ela vai atrás do pai de seu filho – o pai era um travesti, chamado Lola. Na época em que Lola colocou os seios, no final dos anos 70, Barcelona, muito mais do que Madri, era o lugar onde os travestis começavam os tratamentos para tirar a barba. Depois iam a Paris, colocavam seios, e voltavam a Barcelona – trabalhavam no bairro chinês, que acolhia calorosamente todos os travestis que chegavam com seios novos. Inclusive, entre os adolescentes de Barcelona, há uma tradição que passa por ter visitado alguma vez el campo - não é um campo de verdade, mas é perto do estádio de futebol. Lá, eles têm uma iniciação chamada “mamada rápida”. Estou falando sério. Barcelona é uma cidade que oferece muito mais ao mercado transexual do que Madri – há uma grande clientela.

E Lola foi baseado em algum personagem real?

Sim. Tratava-se de um homem casado (com uma mulher), que foi para Paris, colocou seios enormes. Dois anos depois, retornou a Barcelona para os braços da mesma esposa. Ela levou alguns dias para se acostumar com os seios do marido, mas acabou se acostumando. Continuaram casados e chegaram a abrir um negócio juntos – um bar na praia. Ele desfilava de biquíni e atirava-se em todos os meninos que passavam. Mas, quando a esposa vestia minissaia, ele se irritava e a proibia. Este é o melhor exemplo de machismo que já vi.

[ by Tania Menai ]

domingo, 11 de julho de 2010

POETA MARIANO

Amigos, leitores, artistas, jornalistas:
Comunico, aos que ainda não sabem, a minha saída da editoria da revista de cultura Correio das Artes, suplemento do jornal A União, do governo do Estado da Paraíba.

De maio de 2009 a junho de 2010, foram 13 números que produzi com a equipe do corpo técnico de A União, mais a indispensável generosidade dos vários colaboradores do Brasil e do exterior (12 números da periodicidade mensal e um especial sobre Machado de Assis). Coube a mim a coordenar a edição histórica dos 60 anos do Correio das Artes, o mais antigo suplemento literário em circulação no país.
Caiu no meu colo o encargo também de coordenar os concursos literários Correio das Artes 60 anos (um de redação escolar em nível estadual e dois para livros de contos e poemas, em nível nacional), o que muito me sugou, pois eu ainda tinha que conciliar dois turnos de expediente no meu trabalho no INSS, funcionário público federal concursado que sou desde os 20 anos de idade.
Saio sem poder ter levado a cabo um projeto ambicioso que seria a digitalização de todos os números do Correio das Artes desde 1949 para disponibilizar online ao público, como o soube conduzir o editor Fabrício Marques do Suplemento Literário de Minas Gerais; saio sem ver um desejo mínino que seria testemunhar as 631 escolas estaduais da Paraíba receberem pelo menos um exemplar da revista, tornando o Correio das Artes um material pedagógico auxiliar para os alunos de ensino fundamental e médio; saio sem poder ter viabilizado a independência da revista como publicação, com assinaturas para todo o país, o que foi uma procura constante de leitores de outros estados. Como muitos de vocês sabem, quando se lida com o lado oficial, nem tudo que se quer é possível. Rotas de colisão existem. Poupemo-nos dos detalhes.
Fica, porém, a certeza de que primei pela democratização do espaço, sendo a publicação um bem público. Por isso mesmo, em momento nenhum deixei que minhas preferências por este ou aquele movimento estético interferisse neste processo. Sendo um bem público, como sempre enfatizei nos editoriais, o suplemento Correio das Artes esteve aberto da tradição e à experimentação, abrigando novos e veteranos.
Agradeço a todos a colaboração e me desculpo pelos muitos textos que estavam à espera que não pude levá-los a público. Agradeço as várias manifestações de solidariedade que tenho recebido, entre elas a dos amigos poetas Sérgio de Castro Pinto, André Ricardo Aguiar, Lau Siqueira e a do desembargador José Di Lorenzo Serpa, também poeta.
Pela parceria, fica um abraço a Linaldo Guedes, meu antecessor. Ao meu sucessor, Astier Basílio, boa sorte.
Recolho-me um pouco para a minha vida pessoal que estava prejudicada pelo acúmulo de trabalho e para cuidar de minha obra literária, também prejudicada.
Brevemente voltarei com o projeto Tome Poesia, Tome Prosa que criei e conduzia desde 2004, também interrompido por falta de tempo e de energia física.
Ficam meus contatos:
antoniomariano@yahoo.com
antoniomarian@gmail.com
Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14145726454759270226
Twitter:
http://twitter.com/antonio_mariano

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A edição de junho de 2010, meu último trabalho de editor do Correio das Artes, traz em sua capa com o título "Memória Resgatada" uma homenagem a Antônio Barreto Neto, um dos grandes críticos cinematográficos da Paraíba.
Constam da edição, entre outros, Gonzaga Rodrigues, o próprio Barreto Neto com um ensaio sobre o cinema de Glauber Rocha, todos publicados no livro "Cinema por Escrito", que saiu sob a chancela de A União.
Esta edição consta também com colaborações de Márcia Maia que publica o conto "Cinema mudo";
Claudio Portela com a resenha sobre a biografia de Rimbaud escrita por Edmundo White; Walter Ramos de Arruda nos traz a crônica "A mulher invisível";
Amador Ribeiro Neto, em sua coluna Festas Semióticas, traz o texto "Vivacidade do Tropicalismo";
O poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira em 2004, nos presenteia com o um poema inédito: "Pequeno manual de retórica";
Ricardo Anísio está nas páginas duplas da revista com seis poemas de seu livro inédito "Florilégio";
O poeta e escritor português radicado no Brasil, Luís Estrela de Matos, comparece com três poemas";
Poemas de "Escritor no ônibus", livro de Jairo Cézar, selecionado pelo edital Novos Escritos, da Funjope;
Ronaldo Cagiano comparece com poemas traduzidos do argentino Rodolfo Alonso;
João Batista de Brito, na sua coluna Imagens Amadas, escreve sobre o lado ruim da cinematografia de Alfred Ritchcock;
Analice Pereira escreve sobre o filme argentino "O segredo dos seus olhos", vencedor do Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro;
O poeta pernambucano Ângelo Monteiro presta uma homenagem a um conterrâneo falecido recentemente, o também poeta José Manuel Capêlo;
Jomard Muniz de Britto escreve sobre a exposição do paraibano Raul Córdula;
Joacil de Brito Pereira faz uma incursão por um Brasil de outrora, embalado pela poética de Murilo Bernardo;
José Bezerra Cavalcante escreve sobre Aliados Poemas e Bola Brasil, novo livro de Jomar Morais Souto;
Hildeberto Barbosa Filho, em sua coluna Convivência Crítica, escreve sobre Joacil de Brito Pereira e José Américo de Almeida;
Rinaldo de Fernandes, em sua coluna Rodapé, Ponto de Vista Crítico dá continuidade ao tema "Machado de Assis e o Sadismo".
As ilustrações desta edição são asssinadas por Tônio, Nivaldo Araújo e João Lobo
A editoração eletrônica ficou a cargo de Júnior Damasceno e Ulisses Demétrio.
Esta e outras edições a meu encargo podem ser conferidas no site:
http://www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=58&Itemid=67

Muita poesia e boa prosa.
Antônio Mariano
(Editor de maio/2009 a junho/2010 do Correio das Artes)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

OFICINATEATRO

O trabalho do ator – eis o tema da oficina que será ministrada pelo especialista Alex Cassal, no dia 13/07, no Sesc Centro João Pessoa. Alex é ator e diretor radicado no Rio de Janeiro e virá a Paraiba por conta do Projeto Palco Giratório, desenvolvido em todas as regiões do Brasil pelo Sesc – Serviço Social do Comércio. Os horários de realizações da oficina será de 8h às 12h e 14h ás 18h, sendo que as inscrições já estão abertas no Setor de Cultura da entidade comerciária, mediante doação de 2Kg de alimentos não perecíveis para o Banco de Alimentos do SESC/SENAC.

Nesta oficina, compartilhamos com os alunos um pouco da nossa prática na criação do espetáculo "Ele precisa começar", com algumas das ferramentas desenvolvidas em nosso processo criativo, exercícios físicos, jogos teatrais, jogos de percepção, trabalhos com texto, estudo das relações cênicas entre ação e narração, e a técnica de improvisação "View Points", criada e desenvolvida pela diretora Anne Bogart. Afirma Alex Cassal, que também integra a equipe que traz à Paraiba o espetáculo "Ele precisa começar", com apresentação definida para o dia 14/07 em João Pessoa e 17/07, em Campina Grande.

Cassal reforça ainda que a oficina pretende estimular o material de trabalho e cada participante, seus próprios recursos corporais, vocais, e imaginativos, buscando abrir vias de acesso para novas abordagens criativas e artísticas.



Quem é o ministrante:

Alex Cassal nasceu em Porto Alegre em 1967, trabalhou nos anos 80 e 90 com os grupos teatrais gaúchos Oi Nóis Aqui Traveiz e Alcatéia. Foi um dos fundadores do Movimento de Grupos de Teatro de Rua de Porto Alegre, no qual contribuiu na busca de novas diretrizes para a arte em espaços públicos.
No Rio de Janeiro desde 1996, atua no território de cruzamento entre dança e teatro, performance e artes visuais, colaborando com artistas como Enrique Diaz, Dani Lima, Gustavo Ciríaco, Denise Stutz, Alice Ripoll e Felipe Rocha.

Em 2002, foi um dos dez artistas brasileiros selecionados para o projeto Dialogue Sessions RJ Springdance, com Thomas Lehmen, Jan Ritsema e Helena Katz. Em 2005, foi um dos realizadores do evento V::E::R - 1º Encontro de Live Art do Rio de Janeiro, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Foi selecionado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006/2007 com dois projetos: a coreografia “Gêmeos” e o videodança “Jornada ao umbigo do mundo”, já exibido em festivais de cinema ou dança em países como Uruguai, Argentina, Chile, México, Alemanha, Grécia, Espanha, Croácia, Itália e Japão.
Em 2008, foi selecionado para o Programa de Residências Artísticas para Criadores de Iberoamérica e passou três meses no México, coordenando um projeto de pesquisa coreográfica para espaços urbanos. Em 2009, participou dos projetos Estúdios e Cartões de Visita, em Lisboa, promovidos pelo coletivo Mundo Perfeito, do diretor Tiago Rodrigues.

Em 2010, colabora com o diretor carioca Enrique Diaz na nova produção do Coletivo Improviso, "Otro".

terça-feira, 6 de julho de 2010

LITERATURAESOLIDARIEDADE

TEMPO BOM,

Escritores no Nordeste organizam antologia de contistas contemporâneos para ajudar vítimas das enchentes no interior do estado


Nos últimos dias, alguns estados do Nordeste, entre eles Pernambuco, têm atravessado um momento difícil devido às enchentes provocadas pelas chuvas. A antologia de contos Tempo bom, foi organizada com o intuito de ajudar as vítimas das enchentes nos municípios pernambucanos mais atingidos.

Organizada pelos escritores Sidney Rocha e Cristhiano Aguiar, a antologia, que será publicada pela editora Iluminuras, reúne um elenco de destacados ficcionistas contemporâneos. Além de nomes como Ronaldo Correia de Brito, Marcelino Freire, Alberto Mussa, Raimundo Carrero, Xico Sá, e Nelson de Oliveira, Tempo bom, abre espaço para escritores menos conhecidos como Gustavo Rios, Nivaldo Tenório, entre outros. Entre os paraibanos, o estreando Astier Basílio e o escritor Rinaldo Fernandes.


Todos os autores, bem como a editora Iluminuras e demais parceiros do projeto, abriram mão dos direitos autorais e dos direitos de lucro. Desta maneira, toda a venda dos exemplares será revertida em prol das vítimas das enchentes.

Com parcerias já estabelecidas com a Livraria da Travessa e a Livraria da Vila, Tempo bom, será lançada simultaneamente nas cidades de São Paulo, Recife, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro da Bahia, Petrolina, Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, João Pessoa no dia 09 de julho a partir das 18h30.

Serviço:

Lançamento antologia de contos Tempo bom, (Editora Iluminuras)

Cidades de lançamento: São Paulo, Recife, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro da Bahia, Petrolina, Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, João Pessoa

Local de lançamento: O Sebo Cultural

Data: 09 de julho

Horário: a partir das 17h30

Contato: 9903 72 62 (Astier)

Sidney Rocha (81) 9643-2282 - sidneyrocha1@gmail.com Cristhiano Aguiar (81) 8555-7220 – cristhianoaguiar@gmail.com

Heriberto Coelho de Almeida
O Sebo Cultural
Fones: 0xx 83 3222 4438/3241 1423
Site: www.osebocultural.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=10010392641613381659

sábado, 3 de julho de 2010

RADEGUNDES

Falar das pessoas que morrem é fácil. Principalmente quando a gente a julga amiga da gente. O difícil é conviver com a falta física do amigo. Por isso que sempre que posso louvo os amigos em vida. Justamente pra não ter que escrever quando eles morrem. Ah! A morte! Essa filha do acaso que a tudo leva, puxa, esconde da gente. A Paraíba é pródiga em artistas e mais ainda em talentos exuberantes como era e é Radegundis Feitosa. O homem que tinha uma gargalhada que era uma assinatura de tão pessoal. Bastava ele rir, que mesmo de longe, todos diziam: Radegundis Feitosa! Mas era com um trombone de vara na mão que a gente descobria sua eterna grandeza.

Deus lhe deu o talento de fazer de um trombone de vara uma extensão da sua vontade. É como se você colocasse Radegundis em agudos e graves. De alma inteira se entregava ao trombone como se ele fosse parte de si. Quem teve o privilégio de vê-lo em execução sabe do que estou falando. Dizem que ele era o maior trombonista de vara da atualidade. Isso agora pouco importa, pois a quinta feira passada se fez de vampira do dia e o levou pra longe da gente. Junto com ele mais três grandes músicos: Roberto Ângelo, Adenilton França e Luiz Benedito. Realmente o céu ganhou um quarteto e tanto. Não culpo o bom gosto de Deus, mas tinha que ter sido agora? Isso é o que não nos conforma.

Radegundis é da mesma fibra que foi feita Sivuca e Canhoto da Paraíba. Os três podem ser citados como exemplo de virtuosidade na musica. Cada um com seu instrumento. Outro que merece destaque é Jackson do Pandeiro com seu gingado e ritmo. Tem horas que fico a imaginar qual é mesmo o propósito de Deus quando nos manda pessoas como essas. O que ele quer nos dizer com isso? Será que é pra nos mostrar que a gente pode e deve ser melhor do que é? Pois os vendo em êxtase na execução dos seus talentos, nos causa uma alegria e uma certeza de que realmente Deus fez o homem/mulher para um bom propósito. Os `políticos' e os banqueiros é que acabam com eles.

Imagino como não deve estar seus parceiros na musica. Alunos, companheiros de batente, da noite. O seu amor, seus filhos e toda essa dor no meio do mundo. Xisto, Teinha, Bebé de Natércio. Seus amigos e colegas da Orquestra Sinfônica da Paraíba. O Sexteto de Trombones. Os maestros amigo deles. Uma desolação só. Mas agora só nos resta a lembrança. O testemunho gravado para a eternidade de um grande músico paraibano que tinha tanto ainda a nos dar, proporcionar. E a gargalhada? Ficar sem ouví-la será um silêncio ensurdecedor. Que vá em paz. Que Deus os guarde junto de si. E obrigado por existirem e nos ter causado tanta emoção.

Ivaldo Gomes

quarta-feira, 16 de junho de 2010

GONZAGÃO



jornalista JACKSONIANO o paraibano do VALE DO PIANCÓ :
ANTONIO VICENTE FILHO autor junto a Fernando Moura da historiografia O REI DO RITMO editora 34.

JORNAL CORREIO DA PARAÍBA

Augusto Magalhães

O jornalista Antônio Vicente Filho recebeu do compositor paraibano Antônio Barros, o Troféu Gonzagão - edição Jackson do Pandeiro. A solenidade oficial de entrega da premiação aconteceu no último dia 25, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, em Campina Grande, mas como não pôde comparecer ao evento, o jornalista foi surpreendido na redação do CORREIO pelo compositor Antônio Barros, que fez questão de trazer pessoalmente e demonstrar sua admiração a Antônio Vicente Filho pelo trabalho que o jornalista vem realizando há mais de 30 anos em prol da divulgação da cultura nordestina.

O Troféu Gonzagão é uma realização do Projeto SESI Cultura Tradição, que anualmente é entregue a artistas, intelectuais e personalidades ligadas à cultura nordestina, sobretudo aquelas pessoas que contribuem para a divulgação e preservação da cultura do Nordeste em todos os seus aspectos, seja na música, na literatura, entre outras manifestações culturais.

Antônio Vicente Filho é autor de vasta pesquisa sobre a vida e obra de Jackson do Pandeiro, cujo trabalho resultou no livro “Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo”, assinado por ele e Fernando Moura e lançado nacionalmente pela Editora 34.

“Para mim é uma honra muito grande receber esse troféu, ainda mais da forma como me foi entregue. Receber um prêmio das mãos do compositor e cantor Antônio Barros é um privilégio muito grande, afinal de contas ele um dos maiores compositores da música brasileira, tendo mais de 150 clássicos da cultura nordestina. Antônio Barros está no mesmo patamar de Humberto Teixeira e de Zé Dantas. É um compositor que tem músicas gravadas não só por cantores regionais, mas cantores de todas as tendências da música popular brasileira, como Ney Matogrosso, Elba Ramalho e Gilberto Gil”, disse.

Outro aspecto abordado pelo jornalista Antônio Vicente Filho sobre a premiação diz respeito à importância da obra de Jackson do Pandeiro. Ele lembrou que “Jackson, Luiz Gonzaga e João do Vale formam a trindade afinada da música nordestina. Qualquer artista que quiser entrar na seara da música nordestina terá que, inevitavelmente, beber na fonte de um desses três nomes ou abordar a obra dos três ao mesmo tempo. É importantíssimo o legado de Jackson do Pandeiro para a música brasileira e mundial. Basta lembrar que ele, assim como Luiz Gonzaga e João do Vale não tiveram estudo, nunca estudaram música, no entanto, criaram ritmos e fizeram composições maravilhosas”, destaca.

Para realizar o livro “Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo”, Antônio Vicente Filho se debruçou sobre uma pesquisa de quase dez anos. Ele foi desde a fonte, na cidade de Alagoa Grande, na Paraíba, passando pelo Estado de Pernambuco e chegando ao Rio de Janeiro. Tudo isso para seguir os passos do músico, entrevistar pessoas que conviveram com ele e outras que simplesmente receberam a influência da sua obra. “O troféu Gonzagão no ano em que o homenageado é Jackson do Pandeiro tem um sabor especial para mim. Isso é o reconhecimento de um trabalho que durou uma década. O livro sobre Jackson do Pandeiro teve lançamento nacional é um orgulho para qualquer jornalista. Com este prêmio, fico mais estimulado a continuar esse trabalho de divulgação e memória da cultura nordestina.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

INSS

Maior fraudadora do país consegue liberdade após 12 anos
Maior fraudadora do país consegue liberdade após 12 anos

Fonte: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20100614105857&cat=brasil&keys=maior-fraudadora-pais-consegue-liberdade-apos-anos

A ex-advogada Jorgina de Freitas, conhecida como a maior fraudadora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), saiu da prisão na tarde de ontem (12). Ela foi solta por ter cumprido 14 anos de pena em presídios do Rio de Janeiro, mas ainda terá que devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos.

Jorgina foi condenada por crime contra a administração pública em 1992, mas só foi capturada pela polícia brasileira em 1997. Durante esse tempo, ficou refugiada na Costa Rica e fez diversas plásticas no rosto para não ser reconhecida. Jorgina estava em regime semiaberto desde 2007.

Decisão recente da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro decidiu colocar em leilão 57 bens da fraudadora para cobrir parte do rombo causado pela quadrilha.


Agência Brasil

domingo, 13 de junho de 2010

OFICINAS

Oficina de Produção Cultural Independente no Espaço Mundi

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Produção Cultural Independente, que será ministrada pelo produtor Gerson Abrantes, apartir do dia 14 de junho, nas dependências do Espaço Mundo (Varadouro, centro histórico de João Pessoa). A iniciativa recebe o apoio do Coletivo Mundo e faz parte da seleção de oficineiros culturais para o projeto “Oficinas Culturais nos Bairros” da FUNJOPE (Prefeitura Municipal de João Pessoa), que promoverá 70 oficinas para bairros da capital, em diversos equipamentos da cidade, como Centros da Juventude, Centros Comunitários, Associações e Coletivos Culturais.

A oficina irá descrever e apresentar as partes que compõem o mercado cultural e o trabalho de um produtor independente e polivalente, bem como as áreas em que o profissional pode atuar, estimulando a rede de contatos e a ajuda mútua profissional entre quem trabalha na área em detrimento da simples prestação de favores entre amigos. Será focada no setor da música, predominantemente, não excluindo a participação dos outros setores da área cultural. Mostrará os conceitos mais atuais do que é discutido no âmbito cultural, levando ao debate pontos sobre a cadeia produtiva independente do mercado da música e um novo modelo mais básico e enxuto de como produzir um evento cultural. Circunda também as causas e os benefícios da profissionalização do setor cultural e da importância de produzir eventos com todos os conceitos artísticos e culturais bem fechados e amarrados (design das peças publicitárias, decoração do ambiente, estilo do evento em relação aos artistas que nele se apresentarão, etc.).

Para o oficineiro, “mais do que uma troca de conhecimentos, a oficina que será ministrada no Espaço Mundo abrirá possibilidades de encontros entre quem já trabalha na área cultural há algum tempo (Varadouro como pólo cultural da cidade) e de discussão crítica acerca do cenário independente local. Será um âmbito de maior entendimento e diálogo entre produtores de diversos lugares da cidade acerca do mercado local e da profissionalização dessa atividade, por isso, é interessante a colaboração dos que já atuam no Varadouro e também dos produtores de outros locais, que desejem se articular com um dos maiores pólos culturais de nossa cidade”.

http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100614-oficinaproducaogerson.jpg

O programa da oficina é:

1. Mercado Cultural (9h)

1.1 – Alguns dados sobre o mercado cultural brasileiro nos últimos anos;

1.2 – Mercado Independente Brasileiro de Música;

1.3 – Rede Fora do Eixo, ABRAFIN e os Coletivos Culturais;

1.4 – Panorama Local (debate)

2. O Que é Produção Cultural (6h)

2.1 – Produtor Cultural;

2.2 – Créditos ao trabalho de produtor cultural;

2.3 – Independência Interdependente;

2.4 – Papel da Produção em Música (Produção do Artista);

3. Os Exigentes do Mercado Cultural (6h)

3.1 – Exigentes externos ou fontes de financiamento da cultura: governo e

iniciativa privada;

3.2 – Exigentes internos: artistas, público, mídia, outros produtores,

profissionais da cultura (cadeia produtiva);

4. Produzindo um Evento Cultural (18h)

4.1 – Idéia, primeiros contatos e conceito do evento;

4.2 – Elaborando um projeto e um cronograma;

4.3 – Captação de Recursos / Marketing Cultural;

4.4 – Assessoria de Imprensa;

4.5 – Pré-produção;

4.5 – Produção e Dia “D”;

4.6 – Pós-Produção;

5. Laboratório (6h)

5.1 – Definição de programação;

5.2 – Definição de equipe;

5.3 – Encaminhamentos;

Debates e mesas com a presença de outros produtores convidados visam levar diferentes pontos de vista e modelos de trabalho para que sejam compartilhados com os participantes.

A oficina terá uma duração de dois meses no local, com encontros as segundas e quartas, das 15h às 18h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na hora da oficina ou com o preenchimento da ficha, que estará disponível para download no site do Coletivo Mundo.

http://www.coletivomundo.com.br/imagens/gersonabrantes.jpeg

Sobre o oficineiro: Produtor cultural independente e músico baterista, Gerson Abrantes se envolve na área da música há seis anos (Hollywood Vice, Esquina 200, Backdoorman, Cabeça de Galo). É graduando em administração pela Universidade Federal da Paraíba e temporariamente integrou o setor financeiro do Coletivo Mundo em 2009. Hoje produz shows itinerantes de MPB, Jazz e atua na gestão de carreira de duas bandas locais.

Para inscrições e mais informações, os contatos são:
gerson.abrantes@gmail.com | (83) 8896-6021
coletivomundo@gmail.com | www.coletivomundo.com.br

Serviço:
Oficina de Produção Cultural Independente para Música (com Gerson Abrantes)
A partir de 14 de Junho, segundas e quartas, das 15h às 18h, no Espaço Mundo (Praça Antenor Navarro, Centro Histórico).
Inscrições gratuitas.

--
Rayan Lins

www.coletivomundo.com.br
www.festivalmundo.com.br
www.myspace.com/bandanublado
www.myspace.com/burromorto

sábado, 12 de junho de 2010

ECOLÓGICO

http://ccclauropiresxavier.blogspot.com/

Um parque chamado Lauro
Walmira Gonçalves Fernandes
Jornal Correio da Paraíba, domingo, 12 de setembro de 1993

Nenhum de nós, que estivemos muitas vezes iluminadas pela luz tranqüila do seus olhos (era uma luz verde) e ouvindo o que ele, em voz baixa e pausada, nos ensinava, poderá esquecê-lo. Corria o ano que ainda não terminou e as, de alguma forma, apaixonadas pela Terra, se sentavam todos os dias tentando desvendar os seus segredos. Estávamos todas em boa companhia. Se existiu alguém completamente apaixonado por este, ainda (até quando?), Planeta Azul, era o professor Laurinho Xavier. Ninguém conseguia evitar o diminutivo, que era pura ternura pela pessoa, uma das maiores que a história da Paraíba teve a alegria de registrar. Apaixonada pela paixão de professor Laurinho, a Terra, e pela capacidade que ele tinha de nos “mesmerizar” durante suas aulas, muitas vezes desci do ônibus três paradas antes da Faculdade. Para ter certeza que me encontraria mais cedo com o mestre e com ele caminharia os metros que nos separavam da sala de aula. Professor Laurinho era um entusiasta dos “peripatéticos” e lá íamos nós, passo a passo, estudando o que quer que se relacione com a frágil crosta que recobre os sons e a fúria dessa que “eppur si muove”...

Eu não achava possível que uma pessoa pudesse se identificar a tal ponto com o verde, que sentisse na carne a dor de uma ferida numa árvore, até o dia em que eu o vi. No caminho, nós encontramos uma daquelas centenárias árvores da Avenida Epitácio Pessoa, ferida recentemente, ainda com a seiva escorrendo e os pedaços do tronco no chão. A maneira como ele acariciou a árvore, enquanto se perguntava baixinho “por quê? Para quê?”. E tentava colar os pedaços destacados do tronco, dificilmente se distinguiria da forma como com que as mães fazem os curativos nos joelhos feridos dos filhos. O carinho e a dor que sentem, na simbiose, são os mesmos. Ainda cheguei a perguntar se era “mortal” e ele me respondeu: “Pode ser, Boticelli”. Apelido da faculdade por conta do meu amor pelo Renascimento e nossas redondezas... “Pode ser, continuou. As árvores são como as pessoas. Você pode feri-las no corpo e elas sobrevivem. Mas, quando o ferro alcança a alma, é difícil. A alma das árvores viaja pelo seu sangue”.

Professor Laurinho me pareceu tão desprotegido, ali, tentando colar as cascas da árvore agredida... Era só aparência. Não existia ninguém tão forte, por baixo daquela voz suave e um sorriso eterno da ilusão do avô, que cada um de nós guarda da infância que se foi. Algumas vezes chegávamos uns minutos atrasados. Poucas. Mas é que sempre havia uma folha surgindo novinha de algum arbusto, uma flor que acabava de cair, uma formação diferente nas nuvens, a chuva que ficava mais forte no sol de verão... Coisas assim, que para professor Laurinho eram milagres sempre renovados de um cotidiano que uma grande maioria das pessoas já não consegue mais enxergar.

Essas lembranças todas me vieram a tona quando li que, depois de Paris, João Pessoa foi considerada a segunda cidade mais verde da Terra. Acho que era o tipo de notícia que ele gostaria de ter lido, depois do café da manhä com a família, antes de partir para ensinar. Mestre Laurinho gostava de lembrar que, quanto mais nós nos afastamos de quem nos originou (“somos feitos da mesma matéria das estrelas, Boticelli!”), mais nos afastaremos do único objetivo para o qual estamos destinados – ser humanos. Depois das aulas, costumávamos ficar conversando sobre o segredo cósmico da semente. “Sabe, nesta noz estão contidas todas as nogueiras que já existiram e todas as que virão a existir”. Gostávamos de estudar os abismos. Os abismos do mar e seus estranhos peixes fosforescentes, que jamais veremos porque não resistiram a subida para o calor. Nem nós, a descida para as trevas líquidas. Nunca perdi uma única aula do professor Laurinho. E sempre me colocava nas cadeiras atrás. Para ouvi-lo melhor.

As pessoas que tem consciência do que estão transmitindo nunca precisam elevar a voz. Ele tinha absoluta consciência de que estava ensinando a todas o segundo maior amor da sua vida – a Terra. Era um prazer encontrá-lo na rua, ele e seu inseparável boné. Nós tínhamos a impressão que o usava como quem usa um par de óculos. Para ver melhor. Todos os anos, quando há aquela explosão de ouro no chão, formada pelas flores que caem das acácias, ele sempre se lembrava de perguntar se já tínhamos ido assistir a “chuva dourada na cidade”. É fácil imaginá-lo percorrendo as trilhas amarelas, ao cair da tarde, como quem vê e ouve um milagre. Para Mestre Laurinho, tudo que é da Terra lhe pertence.

A nós, apenas nos é emprestado por alguns dias, meses, anos. Tudo que vai no mar, o mar devolve. O que lhe tiram, se quiser, vem para buscar. A Terra nunca nos pertenceu, nem nos pertencerá. Nós é que a ela pertencemos, dela vivemos e para ela, inexoravelmente, voltaremos um dia. Mas a forma com que ele nos dizia isso era de tal clareza e ternura que, o que a muita gente parece ser o fim – a morte, para nós parecia ser sempre um recomeço. Um iniciar outra vez, como o dia que nasce. Quem quer que passou pelos seus ensinamentos, deles não saiu o mesmo. Mudou para sempre a forma de se relacionar com o quer que se mova, porque “tudo que se move é sagrado”. Professor Laurinho hoje se confunde com o vento que sopra, a folha que cai, a chuva que lava, o brilho do sol. Transformou-se, afinal, na luz verde que emanava dos seus olhos. Espalhou-se para todo o universo que conhecemos. Daqui até Alpha Centauro A. Onde há água. E, possivelmente, Vida.

É por isso que tenho a impressão de que falta alguma coisa na segunda cidade mais verde do mundo. Andando pelas suas ruas, mesmo imaginariamente, num dia calmo de maio, penso que em algum recanto existem árvores acabadas de plantar, que um dia serão carvalhos. Ou acácias. Alguns bancos de pedra para sentar e ouvir as cigarras. Ou pensar na Vida. Crianças, pessoas, pássaros. Enfim, um Parque Chamado Lauro...

domingo, 6 de junho de 2010

DESTAQUE

A Paraíba ofuscada por Fuscaldo
06 de junho de 2010
Ricardo Anísio
Redator de A UNIÃO

Aprendi logo cedo, que jornalismo se faz com paixão e zelo, com técnica e paixão, com fatos e alguma poesia. A jornalista Christina Fuscaldo - que esteve em João Pessoa para cobrir o Festival Nacional de Arte, o Fenart - esqueceu algumas dessas pilastras. Em um texto publicado na revista Rolling Stone, na sua versão brasileira, a competente repórter-redatora nos feriu a paraibanidade com golpes de desconhecimento brutais.

Disse Fuscaldo: "A não ser pelo aparecimento de alguns fenômenos ao longo da história, Paraíba não costuma chamar a atenção por sua música, seu teatro, seu cinema e sua literatura. Vizinho do culturalmente bem-sucedido Pernambuco, o estado nunca viu a formação de um movimento que tivesse como objetivo a divulgação de suas riquezas".

Não é minha intenção e nem meu interesse, queimar a nobre jornalista em uma fogueira inquisitória, mas pretendo defender esse Estado nobre, de riquíssima e variada produção artístico-cultural através dos anos, das décadas, dos séculos. A Paraíba não chama a atenção pela sua produção artística? Ora, vamos parar para pensar. Será que Pedro Américo teve importância na pintura brasileira, ou não? Bem, basta olhar o seu histórico quadro que retrata o "Grito do Ipiranga" e saberemos que sim.

Mas, isso deve ter parecido pouco para a talentosa Christina Fuscaldo. Então falemos de João Câmara, de Antônio Dias, de Thomaz Santa Roza. Nem pretendemos falar sobre os grandes talentos que ficaram entrincheirados aqui, sem galgar as dimensões universais, pelo menos à nível de estatura histórica. Isso lhe basta, Fuscaldo?

O teatro de Paulo Pontes e de Ariano Suassuna, prezada jornalista, não foram (e são) relevantes para a história da artística da cultura brasileira? Imaginamos então - recorrendo novamente a Santa Roza - o célebre cenário de "Vestido de Noiva" seja deveras banal. Sim, ia me esquecendo do espetáculo "Vau da Sarapalha" que recebeu todos os prêmios que podia e foi um dos mais bem avaliados pela exigente Barbara Eliodoro como uma das mais belas realizações da dramaturgia brasileira, que até hoje ainda superlota platéias nos grandes centros do Brasil e do estrangeiro.

A literatura da Paraíba, querida Christina Fuscaldo, é das mais ricas do país. José Lins do Rego, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida e novamente Ariano Suassuna, é um manancial considerável, não?! Muito embora a nova safra seja também muito brilhante e referencial. O cinema paraibano tem Vladimir Carvalho, Walter Carvalho, Linduarte Noronha, Manfredo Caldas, Machado Bittencourt, e a nova geração de Marcus Vilar e Torquato Joel entre outros.

O que dizer da música dos paraibanos então? Para começar somos berço do maestro que fundou a Orquestra Sinfônica do Brasil, o grande José Siqueira, que aliás também guarda consigo (em memória) o marco de ter sido o primeiro regente latino (e assim sendo, o primeiro brasileiro, claro) a empunhar as batutas diante da Orquestra Sinfônica de Moscou. Talvez bastasse.

Na "Black Music" feita no Brasil temos o grande Genival Cassiano, outro Genival (o Macedo) foi o criador do Trio Elétrico que os baianos tentam anotar como seu. Temos um dos mais polêmicos compositores "de protesto" que é o Geraldo Vandré, o Sivuca que reputo como o "músico mais completo" do Brasil até que me provem o contrário, o Zé Ramalho, o Antônio Guedes Barbosa (pianista que melhor gravou a obra de Chopin, segundo a imprensa latina), Jackson do Pandeiro, Canhoto da Paraíba (referência "jimihendrixiana" do violão tocado pelo avesso), Vital Farias, Antônio Barros & Cecéu e por aí vai.

O que nos falta, prezada Christina Fuscaldo, é a doentia chaga do bairrismo que os baianos destacam. Nos falta mesmo é lembrarmos todos os dias que somos de uma nação abençoada, terra de poetas como Zé da Luz e de compositores como Zé do Norte ("Lua Bonita", "Sodade, meu bem, Sodade" etc.) que nos orgulha, com certeza. A Paraíba trava sim um dialogo permanente com a cultura brasileira, e contribuiu (e contribui) muito para tecer esse imenso tapete multifacetado que é a arte produzida nesse terreiro de Mãe Preta e Pai João.

sábado, 5 de junho de 2010

MUSICALIDADE

Renata Rosa e Cátia de França

O projeto 'Som das 6' desta sexta-feira (4) traz para o público paraibano a cantora, rabequeira e compositora Renata Rosa, consagrada na Europa com o prêmio de melhor disco do ano em 2004, concedido pela revista "Le Monde de la Musique". Na mesma noite, se apresenta a artista paraibana Cátia de França. O evento começa a partir das 18h, no Ponto de Cem Réis, e tem a realização da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope).

O universo nordestino, árabe, ibérico, cigano e indígena está presente no trabalho de Renata Rosa. Sambas de coco, rojões de roça, polifonias vocais, cirandas, rabecas e cavalo-marinho formam o caldeirão estético do qual nasceu "Manto dos Sonhos", segundo e último álbum da artista. No disco, em primeiro plano, aparece a voz possante e clara dessa jovem paulista de alma nordestina, que vai alinhavando a delicada malha do canto das índias Kariri-xocó, oriundas de Pernambuco. É esse trabalho que a compositora vai apresentar aos pessoenses.

Renata Rosa participou da minissérie "A Pedra do Reino", da Rede Globo de Televisão, baseada na obra do escritor paraibano Ariano Suassuna. Na série, a artista interpretou a protagonista Maria Safira, mulher sensual, livre e independente. A cantora também já se apresentou em dezenas de festivais da Europa. Em 2004, conquistou o Prêmio Choc De L'Anne de Melhor Disco do Ano, concedido pela "Le Monde de la Musique", com o primeiro CD "Zunido da Mata" (lançado em 2003). Em 2005, seu show foi considerado um dos melhores da temporada europeia. Isso lhe valeu um especial de TV, produzido pela Rede BBC, de Londres. No Brasil, a cantora foi selecionada pelo programa Rumos Música do Instituto Itaú Cultural.

A poesia musicada de Cátia de França – A outra atração desta edição do Projeto 'Som das 6' é a cantora paraibana Cátia de França. Ela está de volta aos palcos paraibanos com a sua voz inconfundível e composições de letras fortes com arranjos primorosos. Além da originalidade das suas canções, ela traz a força poética de autores que permeiam a sua obra, a exemplo de Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego, Guimarães Rosa e Henry David Thoreau.

Com mais de 40 anos de carreira, Cátia de França faz parte do rol de artistas contemplados com o prêmio 'Mestre das Artes Canhoto da Paraíba'. No repertório estão as músicas consagradas tanto na sua própria voz como na de Elba Ramalho, em "Kukukaia"; Amelinha e Chico César, em "Coito das Araras"; Clementina de Jesus, em "Meu boi Surubim"; e Xangai, em "Antoninha". A compositora paraibana chegou a ser parceira de palco de Jackson do Pandeiro, durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

FOLIA




FOLIA DE RUA: Bola é candidato e aí?

O animador cultural Bola Targino deve ser ungido nesta terça-feira à noite como novo presidente da Associação Folia de Rua tendo como companheiro de chapa o também animador Marcone Barbosa – da Funad e um dos mais atuantes lideres dos deficientes do Estado, mas carnavalesco de primeira linha.

É o projeto Folia de Rua se redimindo da necessidade de abrigar tambémentre si figuras como Marcone Barbosa, não para fazer graça ou favor, mas conviver e apresentar propostas concretas de avanços deste movimento.

A impressão de alguns é de que poderia ter um nome mais Grife, mas esse conceito preconceituoso precisa ser banido porque Bola Nonato já tem história no processo, além do mais se dispõe e está comprometido com atitudes a favorecer todos os blocos e não somente a alguns.

Bola está preparado, jura de pés juntos, para conviver com as pressões de Governos preservando espaços de todos, inclusive resgatando projetos e o percurso original da abertura sem discriminar ninguém e acatar todos numa animação de vários pólos.

Pelo que ouvi até a noite desta segunda-feira, será preciso profissionalização do projeto com mais ousadia e compromisso com a ética, portanto, em sendo assim vamos conviver com esse novo tempo de renovação na Associação Folia de Rua.

Aliás, meu presidente Vinicius Santos já determinou (e eu respeito) que vai estar presente cumprindo com seu gesto cidadão e de amor a esta cidade.

O resto são detalhes tão pequenos de nós dois. Boa sorte a Bola, Marcone e demais integrantes da chapa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

IPHAN

IPHAN LANÇA 23ª EDIÇÃO DO PRÊMIO RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE


IPHAN LANÇA 23ª EDIÇÃO DO
PRÊMIO RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan lançou a 23ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, criado em 1987, e que irá premiar as sete melhores ações de proteção, de preservação e de divulgação do patrimônio cultural brasileiro com um troféu, um certificado e R$ 20 mil. As inscrições estão abertas até o próximo dia 18 de junho e podem ser feitas nas superintendências do Instituto nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Concedido todos os anos pelo Iphan, o prêmio, assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente do Instituto, é um reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, sejam dignas de registro, divulgação e reconhecimento público. Está dividido nas seguintes categorias:

· Apoio Institucional e/ou Financeiro

· Divulgação

· Educação Patrimonial

· Pesquisa e Inventário de Acervos

· Preservação de Bens Móveis e Imóveis

· Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico

· Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial.



Inscrição

Aberto à participação de pessoas físicas e jurídicas, os trabalhos inscritos poderão concorrer somente em uma categoria.
Os candidatos devem apresentar as ações na forma de dossiê, datilografado ou impresso em Word, sendo necessário agregar elementos iconográficos, audiovisuais ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produtos que possibilitem a plena caracterização da atividade, tais como desenhos, fotografias, slides, mapas, cartazes, folhetos, revistas, livros, vídeos, cd roms, cds, entre outros. É obrigatória ainda a apresentação de um resumo da ação, de no máximo duas páginas de 30 linhas, com o objetivo de facilitar sua divulgação junto à imprensa.

Seleção

As ações inscritas serão pré-selecionadas por Comissão constituída em cada Superintendência do Iphan, composta por representantes das diferentes áreas culturais da região, e presidida pelo Superintendente Estadual. Em seguida, as ações pré-selecionadas nos Estados serão analisadas pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pelo Presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, por representantes de instituições do Governo Federal e de outras ligadas à preservação do patrimônio cultural.

Os vencedores serão anunciados durante o mês de agosto, bem como a data e o local, em Brasília, onde acontecerá a cerimônia de entrega das premiações.

Edital

O edital com o detalhamento do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade encontra-se à disposição nas Superintendências do Iphan e nos sites www.iphan.gov.br e www.comprasnet.gov.br Informações gerais podem ser obtidas no Departamento de Articulação e Fomento - DAF / Coordenação-Geral de Difusão e Projetos, em Brasília, SBN Quadra 02, Edifício Central Brasília, 6º andar - Cep: 70040-904.

Telefones: (61) 2024.6199, 2024.6245 e 2024.6176. Fax: (61) 2024.6148. Endereço eletrônico: codif@iphan.gov.br

Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares - adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora - daniel.hora@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 3326-6864
(61) 2024-6194 / 3226-8907


Superintendência do Iphan na Paraíba

iphan-pb@iphan.gov.br

Praça Anthenor Navarro, 23
Centro Histórico de João Pessoa
(83) 3241 2896
(83) 3241 2959

quinta-feira, 20 de maio de 2010

EXPOSIÇÃO

Mistérios da Pedra de Ingá são expostos na UFPB

Permanece em cartaz até esta sexta-feira (21), no Hall da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, a exposição "Desvende esse mistério", do Grupo de Pesquisa em Arteterapia e Educação em Artes Visuais da UFPB.

São fotos, textos, poemas, desenhos, registros diversos sobre as misteriosas Itaquatiaras ou Pedra do Ingá, localizada no município de Ingá, no interior paraibano. No sábado (22), o artista visual e médico, Rodolfo Athayde, faz a aula inaugural do Curso de

Especialização em Arteterapia em Saúde Mental da UFPB, às 10h, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.

"Ao ultrapassarmos a cerca que margeia o parque do Ingá fazemos uma passagem para outro tempo, um mundo imaginário, simbólico, peculiar, gravado em pedra ao longo de uma história longínqua', lembra o professor Robson Xavier da Costa, coordenador do grupo de pesquisa. Ele diz que essa história remete a ancestralidade dos antigos habitantes dos Cariris Velhos da Paraíba e se estabelece o processo de hierofania.

O professor contou que, ainda em 2009, o Grupo de Pesquisa em Arteterapia e Educação em Artes Visuais,ao estudar a simbologia visual primitiva, teve contato pela primeira vez com as Itaquatiaras do Ingá e desenvolveu uma pesquisa iconográfica de campo, coletando impressões sobre o sítio arqueológico.

Já neste ano, um retorno ao sítio arqueológico aprofundou esse olhar, e ampliou a possibilidade de leituras simbólicas sobre essas inscrições rupestres. Após a última visita ao Ingá, o Grupo de Pesquisa desenvolveu um workshop coletivo sob orientação do professor Robson Xavier da Costa, com duração de um mês, socializando a iconografia coletada durante as duas pesquisas de campo, construindo uma interpretação própria e contemporânea das imagens, que resultou em diversos trabalhos de artes visuais, em várias linguagens.

O público também pode conferir imagens da exposição "Desvende esse mistério" no blog www.arteterapiaufpb.ning.com.

sábado, 15 de maio de 2010

AUDIOVISUAL

Sai a relação dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Audiovisual que acontecerá dentro da programação do XIII Fenart, entre os dias 24 e 28 de maio.

No total foram recebidos ente ficções, documentários, animações e experimentais, 116 curtas-metragens de 15 estados brasileiros, sendo eles BA, CE, ES, GO, MA, MG, PB, PE, PR, RJ, RS, SC, SE, SP e DF. As produções paraibanas representaram 35% dos filmes inscritos.

A comissão de curadoria, composta por Fernando Trevas, Helton Paulino e Virgínia de Oliveira, assistiu aproximadamente 23 horas de material para a seleção dos filmes que serão exibidos na Mostra Competitiva. Os principais critérios de seleção foram originalidade estética e o trato com a linguagem cinematográfica.

Os filmes selecionados estarão concorrendo à premiação de R$ 1.000,00 (mil reais) para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental, inovação da linguagem audiovisual e júri popular. Além da premiação em dinheiro oferecida pela FUNESC, a ABD-PB, através de comissão julgadora própria, premiará com o Troféu Cabeçote o melhor curta-metragem paraibano da Mostra Competitiva Audiovisual.

Segue abaixo a lista dos filmes selecionados:

A Eternidade, de Leon Sampaio [Fic, 17’, 2010, BA]

A Chave da Maré, de Riccardo Migliore [Exp, 15’, 2010, PB]

A Montanha Mágica, de Petrus Cariry [Doc, 13’, 2009, CE]

A Paroxítona de Ofélia, de Rogério Farandola [Ani, 12’, 2010, RS]

Avós, de Michael Wahrmann [Fic, 12’, 2009, SP]

Bode Movie, de Taciano Valério [Fic, 12’, 2010, PB]

Borra de Café, de Aluizio Guimarães [Fic, 18’, 2010, PB]

Bucaneiro, de Juliana Milheiro [Fic, 17’, 2009, RJ]

Caixa Preta, de Ana Cláudia Okuti [Fic, 17’, 2010, RJ]

Camelos do Ingá, de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys [Doc, 15’, 2008, PB]

Casa de Lirismo, de Thomas Freitas [Doc, 19’, 2010, PB]

Cem Réis entre Livardo e Vidal, de Libania Livia, Luis Augusto e Niaranjan do O' [Doc, 7’, 2010, PB]

Damas, de Mariana Mattos e Luisa Moraes [Doc, 14’, 2009, MG]

Doido Lelé, de Ceci Alves [Fic, 17’, 2009, BA]

Eletrotorpe, de Yuri Amaral e Nalu Beco [Fic, 15’, 2008, SP]

Família Vidal, de Diego Benevides [Doc, 15’, 2010, PB]

Lapidar o Bruto, de Natália Queiroz [Doc, 15’, 2009, SP]

Made in Taiwan, de Daniel Araújo [Fic, 6’, 2009, PB]

Medo do Escuro, de Cauê Brandão [Fic, 17’, 2008, GO]

Muitos Anos de Vida, de Rafael Jardim [Doc, 10’, 2008, BA]

O Apostolo do Sertão, de Laércio Ferreira Filho [Doc, 20’, 2008, PB]

O Retorno de Saturno, de Lisandro Santos [Ani, 12’, 2009, RS]

Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo e Camila Carrosine [Ani, 12’, 2010, SP]

Os Batedores, de Filipe Ferreira [Fic, 20’, 2008, RS]

Pornographico, de Haroldo Borges e Paula Gomes [Fic, 17’, 2008, BA]

Sombras na Cabine, de Alexandre Araújo [Doc, 10’, 2009, SP]

Sonata, de Gian Orsini [Fic, 6’, 2009, PB]

Tchau e Benção, de Daniel Bandeira [Fic, 10’, 2009, PE]

Um Lance do Acaso, de Beatriz Taunay [Fic, 10’, 2010, RJ]

Vírus, de Matheus Andrade [Doc, 18’, 2009, PB]

Vozes, de Anna Costa e Silva, Fábio Canetti e Luiza Santoloni [Exp, 19’, 2009, RJ]

A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).

INTERCAMBIO

O poeta Mário Quintana já dizia que a gente precisa viajar, nem que seja na própria rua. Viajar é ampliar horizontes internos e ver mais da própria essência. É descobrir em cada passo, a cada nova esquina, em cada encontro com outra pessoa, com outra cultura, um pouco mais sobre nós mesmos. Quem conhece a si próprio? Só descobrimos nossas reais possibilidades e potenciais quando enfrentamos as dificuldades da vida. Porém é muito mais interessante desenvolver nossas capacidades em viagens do que na rotina das empresas, por exemplo, onde os erros são menos tolerados. Conseguir se comunicar com pessoas que não falam a sua língua, resolver problemas práticos, adaptar-se a condições estranhas aos seus hábitos e viver situações inesperadas são um treinamento avançado para dar conta dos muitos imprevistos que o dia-a-dia nos oferece. Com a vantagem de contemplar poentes espetaculares, ver gente diferente e viver aventuras únicas. Viajar é expandir-se. Dependendo da intenção com que viajamos e da forma com que nos abrimos para aprender, uma bela viagem vale por uma formação universitária. A lista de coisas que podemos conhecer enquanto viajamos não tem fim: idiomas, história, geografia, cultura, culinária, artes, artesanato, costumes, moda, paradigmas, política, ecologia, arquitetura, só para começar. Aí chegamos a outra questão. Estudamos para aprender e recebemos um diploma por isso, mas nem sempre efetivamente aprendemos, e nem sempre o que aprendemos serve para a vida prática. Quando viajamos, aprendemos nos divertindo. Não recebemos o diploma, mas o conhecimento é prático e pode contribuir muito para o sucesso. E se pudéssemos juntar tudo? Felizmente, já existem universidades ao redor do mundo que oferecem cursos a distância, beneficiando estudantes que não podem frequentar um curso regular numa instituição. E muita gente está escolhendo temas relacionados às suas preferências em viagens: história, arte, esportes, política etc. E um novo mundo que se descortina. Para quem não pode se dar ao luxo de passar um ano viajando, a sugestão é programar pelo menos 15 dias por ano. Se não pode ir longe, pode ir para perto. O importante é mudar de ares, abrir os olhos, experimentar coisas novas. E sem críticas, sem medo do desconhecido, do novo. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com uma consultoria americana para o desenvolvimento do pleno emprego, levantou dados que mostram que pessoas com experiência em viagens recebem até 20% mais em remuneração e empreendem com 50% mais sucesso do que aquelas que não viajam. Entretanto, a chave para uma experiência enriquecedora não é a viagem em si, mas a forma como se viaja. O espírito que colocamos na viagem é o que faz com que ela siga numa ou noutra direção. Tem gente que viaja para comparar o que vê com tudo que pensa e faz e criticar tudo o que é diferente, julgando a diferença como erro. Outras pessoas viajam para tirar fotos, conhecer bons restaurantes, ir a museus, assistir a espetáculos, divertir-se. Porém as que melhor podem aproveitar a viagem são aquelas que utilizam a experiência para aprender sobre seus limites e potenciais. Descobrir que o modo pelo qual levamos a vida é só um jeito aprendido, e não uma verdade absoluta. Perceber que há muitas formas de olhar a realidade. Dar-se conta de quais são as reações diante de um imprevisto, de uma dificuldade, de um novo hábito. Ser capaz de admirar a beleza mesmo em padrões radicalmente diferentes da própria estética.Viajar de olhos, mente e coração abertos. Aprender com a vivência e com a convivência. Experimentar e compartilhar. Aventurar-se com critério. Respeitar os outros e a si mesmo. Aprender outras linguagens, não só os idiomas, mas outras formas de se expressar. Viajar é ampliar o quintal da vida, fazer amigos e se divertir. Para aproveitar mais da experiência dessa breve viagem que é a vida, é preciso ser capaz de eliminar as fronteiras que nos separam da humanidade. Somos todos parte da mesma família. Não existe o "outro".
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