Amigos, leitores, artistas, jornalistas:
Comunico, aos que ainda não sabem, a minha saída da editoria da revista de cultura Correio das Artes, suplemento do jornal A União, do governo do Estado da Paraíba.
De maio de 2009 a junho de 2010, foram 13 números que produzi com a equipe do corpo técnico de A União, mais a indispensável generosidade dos vários colaboradores do Brasil e do exterior (12 números da periodicidade mensal e um especial sobre Machado de Assis). Coube a mim a coordenar a edição histórica dos 60 anos do Correio das Artes, o mais antigo suplemento literário em circulação no país.
Caiu no meu colo o encargo também de coordenar os concursos literários Correio das Artes 60 anos (um de redação escolar em nível estadual e dois para livros de contos e poemas, em nível nacional), o que muito me sugou, pois eu ainda tinha que conciliar dois turnos de expediente no meu trabalho no INSS, funcionário público federal concursado que sou desde os 20 anos de idade.
Saio sem poder ter levado a cabo um projeto ambicioso que seria a digitalização de todos os números do Correio das Artes desde 1949 para disponibilizar online ao público, como o soube conduzir o editor Fabrício Marques do Suplemento Literário de Minas Gerais; saio sem ver um desejo mínino que seria testemunhar as 631 escolas estaduais da Paraíba receberem pelo menos um exemplar da revista, tornando o Correio das Artes um material pedagógico auxiliar para os alunos de ensino fundamental e médio; saio sem poder ter viabilizado a independência da revista como publicação, com assinaturas para todo o país, o que foi uma procura constante de leitores de outros estados. Como muitos de vocês sabem, quando se lida com o lado oficial, nem tudo que se quer é possível. Rotas de colisão existem. Poupemo-nos dos detalhes.
Fica, porém, a certeza de que primei pela democratização do espaço, sendo a publicação um bem público. Por isso mesmo, em momento nenhum deixei que minhas preferências por este ou aquele movimento estético interferisse neste processo. Sendo um bem público, como sempre enfatizei nos editoriais, o suplemento Correio das Artes esteve aberto da tradição e à experimentação, abrigando novos e veteranos.
Agradeço a todos a colaboração e me desculpo pelos muitos textos que estavam à espera que não pude levá-los a público. Agradeço as várias manifestações de solidariedade que tenho recebido, entre elas a dos amigos poetas Sérgio de Castro Pinto, André Ricardo Aguiar, Lau Siqueira e a do desembargador José Di Lorenzo Serpa, também poeta.
Pela parceria, fica um abraço a Linaldo Guedes, meu antecessor. Ao meu sucessor, Astier Basílio, boa sorte.
Recolho-me um pouco para a minha vida pessoal que estava prejudicada pelo acúmulo de trabalho e para cuidar de minha obra literária, também prejudicada.
Brevemente voltarei com o projeto Tome Poesia, Tome Prosa que criei e conduzia desde 2004, também interrompido por falta de tempo e de energia física.
Ficam meus contatos:
antoniomariano@yahoo.com
antoniomarian@gmail.com
Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14145726454759270226
Twitter:
http://twitter.com/antonio_mariano
*****************************************
A edição de junho de 2010, meu último trabalho de editor do Correio das Artes, traz em sua capa com o título "Memória Resgatada" uma homenagem a Antônio Barreto Neto, um dos grandes críticos cinematográficos da Paraíba.
Constam da edição, entre outros, Gonzaga Rodrigues, o próprio Barreto Neto com um ensaio sobre o cinema de Glauber Rocha, todos publicados no livro "Cinema por Escrito", que saiu sob a chancela de A União.
Esta edição consta também com colaborações de Márcia Maia que publica o conto "Cinema mudo";
Claudio Portela com a resenha sobre a biografia de Rimbaud escrita por Edmundo White; Walter Ramos de Arruda nos traz a crônica "A mulher invisível";
Amador Ribeiro Neto, em sua coluna Festas Semióticas, traz o texto "Vivacidade do Tropicalismo";
O poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira em 2004, nos presenteia com o um poema inédito: "Pequeno manual de retórica";
Ricardo Anísio está nas páginas duplas da revista com seis poemas de seu livro inédito "Florilégio";
O poeta e escritor português radicado no Brasil, Luís Estrela de Matos, comparece com três poemas";
Poemas de "Escritor no ônibus", livro de Jairo Cézar, selecionado pelo edital Novos Escritos, da Funjope;
Ronaldo Cagiano comparece com poemas traduzidos do argentino Rodolfo Alonso;
João Batista de Brito, na sua coluna Imagens Amadas, escreve sobre o lado ruim da cinematografia de Alfred Ritchcock;
Analice Pereira escreve sobre o filme argentino "O segredo dos seus olhos", vencedor do Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro;
O poeta pernambucano Ângelo Monteiro presta uma homenagem a um conterrâneo falecido recentemente, o também poeta José Manuel Capêlo;
Jomard Muniz de Britto escreve sobre a exposição do paraibano Raul Córdula;
Joacil de Brito Pereira faz uma incursão por um Brasil de outrora, embalado pela poética de Murilo Bernardo;
José Bezerra Cavalcante escreve sobre Aliados Poemas e Bola Brasil, novo livro de Jomar Morais Souto;
Hildeberto Barbosa Filho, em sua coluna Convivência Crítica, escreve sobre Joacil de Brito Pereira e José Américo de Almeida;
Rinaldo de Fernandes, em sua coluna Rodapé, Ponto de Vista Crítico dá continuidade ao tema "Machado de Assis e o Sadismo".
As ilustrações desta edição são asssinadas por Tônio, Nivaldo Araújo e João Lobo
A editoração eletrônica ficou a cargo de Júnior Damasceno e Ulisses Demétrio.
Esta e outras edições a meu encargo podem ser conferidas no site:
http://www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=58&Itemid=67
Muita poesia e boa prosa.
Antônio Mariano
(Editor de maio/2009 a junho/2010 do Correio das Artes)
domingo, 11 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
OFICINATEATRO
O trabalho do ator – eis o tema da oficina que será ministrada pelo especialista Alex Cassal, no dia 13/07, no Sesc Centro João Pessoa. Alex é ator e diretor radicado no Rio de Janeiro e virá a Paraiba por conta do Projeto Palco Giratório, desenvolvido em todas as regiões do Brasil pelo Sesc – Serviço Social do Comércio. Os horários de realizações da oficina será de 8h às 12h e 14h ás 18h, sendo que as inscrições já estão abertas no Setor de Cultura da entidade comerciária, mediante doação de 2Kg de alimentos não perecíveis para o Banco de Alimentos do SESC/SENAC.
Nesta oficina, compartilhamos com os alunos um pouco da nossa prática na criação do espetáculo "Ele precisa começar", com algumas das ferramentas desenvolvidas em nosso processo criativo, exercícios físicos, jogos teatrais, jogos de percepção, trabalhos com texto, estudo das relações cênicas entre ação e narração, e a técnica de improvisação "View Points", criada e desenvolvida pela diretora Anne Bogart. Afirma Alex Cassal, que também integra a equipe que traz à Paraiba o espetáculo "Ele precisa começar", com apresentação definida para o dia 14/07 em João Pessoa e 17/07, em Campina Grande.
Cassal reforça ainda que a oficina pretende estimular o material de trabalho e cada participante, seus próprios recursos corporais, vocais, e imaginativos, buscando abrir vias de acesso para novas abordagens criativas e artísticas.
Quem é o ministrante:
Alex Cassal nasceu em Porto Alegre em 1967, trabalhou nos anos 80 e 90 com os grupos teatrais gaúchos Oi Nóis Aqui Traveiz e Alcatéia. Foi um dos fundadores do Movimento de Grupos de Teatro de Rua de Porto Alegre, no qual contribuiu na busca de novas diretrizes para a arte em espaços públicos.
No Rio de Janeiro desde 1996, atua no território de cruzamento entre dança e teatro, performance e artes visuais, colaborando com artistas como Enrique Diaz, Dani Lima, Gustavo Ciríaco, Denise Stutz, Alice Ripoll e Felipe Rocha.
Em 2002, foi um dos dez artistas brasileiros selecionados para o projeto Dialogue Sessions RJ Springdance, com Thomas Lehmen, Jan Ritsema e Helena Katz. Em 2005, foi um dos realizadores do evento V::E::R - 1º Encontro de Live Art do Rio de Janeiro, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Foi selecionado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006/2007 com dois projetos: a coreografia “Gêmeos” e o videodança “Jornada ao umbigo do mundo”, já exibido em festivais de cinema ou dança em países como Uruguai, Argentina, Chile, México, Alemanha, Grécia, Espanha, Croácia, Itália e Japão.
Em 2008, foi selecionado para o Programa de Residências Artísticas para Criadores de Iberoamérica e passou três meses no México, coordenando um projeto de pesquisa coreográfica para espaços urbanos. Em 2009, participou dos projetos Estúdios e Cartões de Visita, em Lisboa, promovidos pelo coletivo Mundo Perfeito, do diretor Tiago Rodrigues.
Em 2010, colabora com o diretor carioca Enrique Diaz na nova produção do Coletivo Improviso, "Otro".
Nesta oficina, compartilhamos com os alunos um pouco da nossa prática na criação do espetáculo "Ele precisa começar", com algumas das ferramentas desenvolvidas em nosso processo criativo, exercícios físicos, jogos teatrais, jogos de percepção, trabalhos com texto, estudo das relações cênicas entre ação e narração, e a técnica de improvisação "View Points", criada e desenvolvida pela diretora Anne Bogart. Afirma Alex Cassal, que também integra a equipe que traz à Paraiba o espetáculo "Ele precisa começar", com apresentação definida para o dia 14/07 em João Pessoa e 17/07, em Campina Grande.
Cassal reforça ainda que a oficina pretende estimular o material de trabalho e cada participante, seus próprios recursos corporais, vocais, e imaginativos, buscando abrir vias de acesso para novas abordagens criativas e artísticas.
Quem é o ministrante:
Alex Cassal nasceu em Porto Alegre em 1967, trabalhou nos anos 80 e 90 com os grupos teatrais gaúchos Oi Nóis Aqui Traveiz e Alcatéia. Foi um dos fundadores do Movimento de Grupos de Teatro de Rua de Porto Alegre, no qual contribuiu na busca de novas diretrizes para a arte em espaços públicos.
No Rio de Janeiro desde 1996, atua no território de cruzamento entre dança e teatro, performance e artes visuais, colaborando com artistas como Enrique Diaz, Dani Lima, Gustavo Ciríaco, Denise Stutz, Alice Ripoll e Felipe Rocha.
Em 2002, foi um dos dez artistas brasileiros selecionados para o projeto Dialogue Sessions RJ Springdance, com Thomas Lehmen, Jan Ritsema e Helena Katz. Em 2005, foi um dos realizadores do evento V::E::R - 1º Encontro de Live Art do Rio de Janeiro, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Foi selecionado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006/2007 com dois projetos: a coreografia “Gêmeos” e o videodança “Jornada ao umbigo do mundo”, já exibido em festivais de cinema ou dança em países como Uruguai, Argentina, Chile, México, Alemanha, Grécia, Espanha, Croácia, Itália e Japão.
Em 2008, foi selecionado para o Programa de Residências Artísticas para Criadores de Iberoamérica e passou três meses no México, coordenando um projeto de pesquisa coreográfica para espaços urbanos. Em 2009, participou dos projetos Estúdios e Cartões de Visita, em Lisboa, promovidos pelo coletivo Mundo Perfeito, do diretor Tiago Rodrigues.
Em 2010, colabora com o diretor carioca Enrique Diaz na nova produção do Coletivo Improviso, "Otro".
terça-feira, 6 de julho de 2010
LITERATURAESOLIDARIEDADE
TEMPO BOM,
Escritores no Nordeste organizam antologia de contistas contemporâneos para ajudar vítimas das enchentes no interior do estado
Nos últimos dias, alguns estados do Nordeste, entre eles Pernambuco, têm atravessado um momento difícil devido às enchentes provocadas pelas chuvas. A antologia de contos Tempo bom, foi organizada com o intuito de ajudar as vítimas das enchentes nos municípios pernambucanos mais atingidos.
Organizada pelos escritores Sidney Rocha e Cristhiano Aguiar, a antologia, que será publicada pela editora Iluminuras, reúne um elenco de destacados ficcionistas contemporâneos. Além de nomes como Ronaldo Correia de Brito, Marcelino Freire, Alberto Mussa, Raimundo Carrero, Xico Sá, e Nelson de Oliveira, Tempo bom, abre espaço para escritores menos conhecidos como Gustavo Rios, Nivaldo Tenório, entre outros. Entre os paraibanos, o estreando Astier Basílio e o escritor Rinaldo Fernandes.
Todos os autores, bem como a editora Iluminuras e demais parceiros do projeto, abriram mão dos direitos autorais e dos direitos de lucro. Desta maneira, toda a venda dos exemplares será revertida em prol das vítimas das enchentes.
Com parcerias já estabelecidas com a Livraria da Travessa e a Livraria da Vila, Tempo bom, será lançada simultaneamente nas cidades de São Paulo, Recife, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro da Bahia, Petrolina, Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, João Pessoa no dia 09 de julho a partir das 18h30.
Serviço:
Lançamento antologia de contos Tempo bom, (Editora Iluminuras)
Cidades de lançamento: São Paulo, Recife, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro da Bahia, Petrolina, Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, João Pessoa
Local de lançamento: O Sebo Cultural
Data: 09 de julho
Horário: a partir das 17h30
Contato: 9903 72 62 (Astier)
Sidney Rocha (81) 9643-2282 - sidneyrocha1@gmail.com Cristhiano Aguiar (81) 8555-7220 – cristhianoaguiar@gmail.com
Heriberto Coelho de Almeida
O Sebo Cultural
Fones: 0xx 83 3222 4438/3241 1423
Site: www.osebocultural.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=10010392641613381659
Escritores no Nordeste organizam antologia de contistas contemporâneos para ajudar vítimas das enchentes no interior do estado
Nos últimos dias, alguns estados do Nordeste, entre eles Pernambuco, têm atravessado um momento difícil devido às enchentes provocadas pelas chuvas. A antologia de contos Tempo bom, foi organizada com o intuito de ajudar as vítimas das enchentes nos municípios pernambucanos mais atingidos.
Organizada pelos escritores Sidney Rocha e Cristhiano Aguiar, a antologia, que será publicada pela editora Iluminuras, reúne um elenco de destacados ficcionistas contemporâneos. Além de nomes como Ronaldo Correia de Brito, Marcelino Freire, Alberto Mussa, Raimundo Carrero, Xico Sá, e Nelson de Oliveira, Tempo bom, abre espaço para escritores menos conhecidos como Gustavo Rios, Nivaldo Tenório, entre outros. Entre os paraibanos, o estreando Astier Basílio e o escritor Rinaldo Fernandes.
Todos os autores, bem como a editora Iluminuras e demais parceiros do projeto, abriram mão dos direitos autorais e dos direitos de lucro. Desta maneira, toda a venda dos exemplares será revertida em prol das vítimas das enchentes.
Com parcerias já estabelecidas com a Livraria da Travessa e a Livraria da Vila, Tempo bom, será lançada simultaneamente nas cidades de São Paulo, Recife, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro da Bahia, Petrolina, Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, João Pessoa no dia 09 de julho a partir das 18h30.
Serviço:
Lançamento antologia de contos Tempo bom, (Editora Iluminuras)
Cidades de lançamento: São Paulo, Recife, Salvador, Feira de Santana, Juazeiro da Bahia, Petrolina, Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, João Pessoa
Local de lançamento: O Sebo Cultural
Data: 09 de julho
Horário: a partir das 17h30
Contato: 9903 72 62 (Astier)
Sidney Rocha (81) 9643-2282 - sidneyrocha1@gmail.com Cristhiano Aguiar (81) 8555-7220 – cristhianoaguiar@gmail.com
Heriberto Coelho de Almeida
O Sebo Cultural
Fones: 0xx 83 3222 4438/3241 1423
Site: www.osebocultural.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=10010392641613381659
sábado, 3 de julho de 2010
RADEGUNDES
Falar das pessoas que morrem é fácil. Principalmente quando a gente a julga amiga da gente. O difícil é conviver com a falta física do amigo. Por isso que sempre que posso louvo os amigos em vida. Justamente pra não ter que escrever quando eles morrem. Ah! A morte! Essa filha do acaso que a tudo leva, puxa, esconde da gente. A Paraíba é pródiga em artistas e mais ainda em talentos exuberantes como era e é Radegundis Feitosa. O homem que tinha uma gargalhada que era uma assinatura de tão pessoal. Bastava ele rir, que mesmo de longe, todos diziam: Radegundis Feitosa! Mas era com um trombone de vara na mão que a gente descobria sua eterna grandeza.
Deus lhe deu o talento de fazer de um trombone de vara uma extensão da sua vontade. É como se você colocasse Radegundis em agudos e graves. De alma inteira se entregava ao trombone como se ele fosse parte de si. Quem teve o privilégio de vê-lo em execução sabe do que estou falando. Dizem que ele era o maior trombonista de vara da atualidade. Isso agora pouco importa, pois a quinta feira passada se fez de vampira do dia e o levou pra longe da gente. Junto com ele mais três grandes músicos: Roberto Ângelo, Adenilton França e Luiz Benedito. Realmente o céu ganhou um quarteto e tanto. Não culpo o bom gosto de Deus, mas tinha que ter sido agora? Isso é o que não nos conforma.
Radegundis é da mesma fibra que foi feita Sivuca e Canhoto da Paraíba. Os três podem ser citados como exemplo de virtuosidade na musica. Cada um com seu instrumento. Outro que merece destaque é Jackson do Pandeiro com seu gingado e ritmo. Tem horas que fico a imaginar qual é mesmo o propósito de Deus quando nos manda pessoas como essas. O que ele quer nos dizer com isso? Será que é pra nos mostrar que a gente pode e deve ser melhor do que é? Pois os vendo em êxtase na execução dos seus talentos, nos causa uma alegria e uma certeza de que realmente Deus fez o homem/mulher para um bom propósito. Os `políticos' e os banqueiros é que acabam com eles.
Imagino como não deve estar seus parceiros na musica. Alunos, companheiros de batente, da noite. O seu amor, seus filhos e toda essa dor no meio do mundo. Xisto, Teinha, Bebé de Natércio. Seus amigos e colegas da Orquestra Sinfônica da Paraíba. O Sexteto de Trombones. Os maestros amigo deles. Uma desolação só. Mas agora só nos resta a lembrança. O testemunho gravado para a eternidade de um grande músico paraibano que tinha tanto ainda a nos dar, proporcionar. E a gargalhada? Ficar sem ouví-la será um silêncio ensurdecedor. Que vá em paz. Que Deus os guarde junto de si. E obrigado por existirem e nos ter causado tanta emoção.
Ivaldo Gomes
Deus lhe deu o talento de fazer de um trombone de vara uma extensão da sua vontade. É como se você colocasse Radegundis em agudos e graves. De alma inteira se entregava ao trombone como se ele fosse parte de si. Quem teve o privilégio de vê-lo em execução sabe do que estou falando. Dizem que ele era o maior trombonista de vara da atualidade. Isso agora pouco importa, pois a quinta feira passada se fez de vampira do dia e o levou pra longe da gente. Junto com ele mais três grandes músicos: Roberto Ângelo, Adenilton França e Luiz Benedito. Realmente o céu ganhou um quarteto e tanto. Não culpo o bom gosto de Deus, mas tinha que ter sido agora? Isso é o que não nos conforma.
Radegundis é da mesma fibra que foi feita Sivuca e Canhoto da Paraíba. Os três podem ser citados como exemplo de virtuosidade na musica. Cada um com seu instrumento. Outro que merece destaque é Jackson do Pandeiro com seu gingado e ritmo. Tem horas que fico a imaginar qual é mesmo o propósito de Deus quando nos manda pessoas como essas. O que ele quer nos dizer com isso? Será que é pra nos mostrar que a gente pode e deve ser melhor do que é? Pois os vendo em êxtase na execução dos seus talentos, nos causa uma alegria e uma certeza de que realmente Deus fez o homem/mulher para um bom propósito. Os `políticos' e os banqueiros é que acabam com eles.
Imagino como não deve estar seus parceiros na musica. Alunos, companheiros de batente, da noite. O seu amor, seus filhos e toda essa dor no meio do mundo. Xisto, Teinha, Bebé de Natércio. Seus amigos e colegas da Orquestra Sinfônica da Paraíba. O Sexteto de Trombones. Os maestros amigo deles. Uma desolação só. Mas agora só nos resta a lembrança. O testemunho gravado para a eternidade de um grande músico paraibano que tinha tanto ainda a nos dar, proporcionar. E a gargalhada? Ficar sem ouví-la será um silêncio ensurdecedor. Que vá em paz. Que Deus os guarde junto de si. E obrigado por existirem e nos ter causado tanta emoção.
Ivaldo Gomes
quarta-feira, 16 de junho de 2010
GONZAGÃO

jornalista JACKSONIANO o paraibano do VALE DO PIANCÓ :
ANTONIO VICENTE FILHO autor junto a Fernando Moura da historiografia O REI DO RITMO editora 34.
JORNAL CORREIO DA PARAÍBA
Augusto Magalhães
O jornalista Antônio Vicente Filho recebeu do compositor paraibano Antônio Barros, o Troféu Gonzagão - edição Jackson do Pandeiro. A solenidade oficial de entrega da premiação aconteceu no último dia 25, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, em Campina Grande, mas como não pôde comparecer ao evento, o jornalista foi surpreendido na redação do CORREIO pelo compositor Antônio Barros, que fez questão de trazer pessoalmente e demonstrar sua admiração a Antônio Vicente Filho pelo trabalho que o jornalista vem realizando há mais de 30 anos em prol da divulgação da cultura nordestina.
O Troféu Gonzagão é uma realização do Projeto SESI Cultura Tradição, que anualmente é entregue a artistas, intelectuais e personalidades ligadas à cultura nordestina, sobretudo aquelas pessoas que contribuem para a divulgação e preservação da cultura do Nordeste em todos os seus aspectos, seja na música, na literatura, entre outras manifestações culturais.
Antônio Vicente Filho é autor de vasta pesquisa sobre a vida e obra de Jackson do Pandeiro, cujo trabalho resultou no livro “Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo”, assinado por ele e Fernando Moura e lançado nacionalmente pela Editora 34.
“Para mim é uma honra muito grande receber esse troféu, ainda mais da forma como me foi entregue. Receber um prêmio das mãos do compositor e cantor Antônio Barros é um privilégio muito grande, afinal de contas ele um dos maiores compositores da música brasileira, tendo mais de 150 clássicos da cultura nordestina. Antônio Barros está no mesmo patamar de Humberto Teixeira e de Zé Dantas. É um compositor que tem músicas gravadas não só por cantores regionais, mas cantores de todas as tendências da música popular brasileira, como Ney Matogrosso, Elba Ramalho e Gilberto Gil”, disse.
Outro aspecto abordado pelo jornalista Antônio Vicente Filho sobre a premiação diz respeito à importância da obra de Jackson do Pandeiro. Ele lembrou que “Jackson, Luiz Gonzaga e João do Vale formam a trindade afinada da música nordestina. Qualquer artista que quiser entrar na seara da música nordestina terá que, inevitavelmente, beber na fonte de um desses três nomes ou abordar a obra dos três ao mesmo tempo. É importantíssimo o legado de Jackson do Pandeiro para a música brasileira e mundial. Basta lembrar que ele, assim como Luiz Gonzaga e João do Vale não tiveram estudo, nunca estudaram música, no entanto, criaram ritmos e fizeram composições maravilhosas”, destaca.
Para realizar o livro “Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo”, Antônio Vicente Filho se debruçou sobre uma pesquisa de quase dez anos. Ele foi desde a fonte, na cidade de Alagoa Grande, na Paraíba, passando pelo Estado de Pernambuco e chegando ao Rio de Janeiro. Tudo isso para seguir os passos do músico, entrevistar pessoas que conviveram com ele e outras que simplesmente receberam a influência da sua obra. “O troféu Gonzagão no ano em que o homenageado é Jackson do Pandeiro tem um sabor especial para mim. Isso é o reconhecimento de um trabalho que durou uma década. O livro sobre Jackson do Pandeiro teve lançamento nacional é um orgulho para qualquer jornalista. Com este prêmio, fico mais estimulado a continuar esse trabalho de divulgação e memória da cultura nordestina.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
INSS
Maior fraudadora do país consegue liberdade após 12 anos
Maior fraudadora do país consegue liberdade após 12 anos
Fonte: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20100614105857&cat=brasil&keys=maior-fraudadora-pais-consegue-liberdade-apos-anos
A ex-advogada Jorgina de Freitas, conhecida como a maior fraudadora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), saiu da prisão na tarde de ontem (12). Ela foi solta por ter cumprido 14 anos de pena em presídios do Rio de Janeiro, mas ainda terá que devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos.
Jorgina foi condenada por crime contra a administração pública em 1992, mas só foi capturada pela polícia brasileira em 1997. Durante esse tempo, ficou refugiada na Costa Rica e fez diversas plásticas no rosto para não ser reconhecida. Jorgina estava em regime semiaberto desde 2007.
Decisão recente da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro decidiu colocar em leilão 57 bens da fraudadora para cobrir parte do rombo causado pela quadrilha.
Agência Brasil
Maior fraudadora do país consegue liberdade após 12 anos
Fonte: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20100614105857&cat=brasil&keys=maior-fraudadora-pais-consegue-liberdade-apos-anos
A ex-advogada Jorgina de Freitas, conhecida como a maior fraudadora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), saiu da prisão na tarde de ontem (12). Ela foi solta por ter cumprido 14 anos de pena em presídios do Rio de Janeiro, mas ainda terá que devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos.
Jorgina foi condenada por crime contra a administração pública em 1992, mas só foi capturada pela polícia brasileira em 1997. Durante esse tempo, ficou refugiada na Costa Rica e fez diversas plásticas no rosto para não ser reconhecida. Jorgina estava em regime semiaberto desde 2007.
Decisão recente da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro decidiu colocar em leilão 57 bens da fraudadora para cobrir parte do rombo causado pela quadrilha.
Agência Brasil
domingo, 13 de junho de 2010
OFICINAS
Oficina de Produção Cultural Independente no Espaço Mundi
Estão abertas as inscrições para a Oficina de Produção Cultural Independente, que será ministrada pelo produtor Gerson Abrantes, apartir do dia 14 de junho, nas dependências do Espaço Mundo (Varadouro, centro histórico de João Pessoa). A iniciativa recebe o apoio do Coletivo Mundo e faz parte da seleção de oficineiros culturais para o projeto “Oficinas Culturais nos Bairros” da FUNJOPE (Prefeitura Municipal de João Pessoa), que promoverá 70 oficinas para bairros da capital, em diversos equipamentos da cidade, como Centros da Juventude, Centros Comunitários, Associações e Coletivos Culturais.
A oficina irá descrever e apresentar as partes que compõem o mercado cultural e o trabalho de um produtor independente e polivalente, bem como as áreas em que o profissional pode atuar, estimulando a rede de contatos e a ajuda mútua profissional entre quem trabalha na área em detrimento da simples prestação de favores entre amigos. Será focada no setor da música, predominantemente, não excluindo a participação dos outros setores da área cultural. Mostrará os conceitos mais atuais do que é discutido no âmbito cultural, levando ao debate pontos sobre a cadeia produtiva independente do mercado da música e um novo modelo mais básico e enxuto de como produzir um evento cultural. Circunda também as causas e os benefícios da profissionalização do setor cultural e da importância de produzir eventos com todos os conceitos artísticos e culturais bem fechados e amarrados (design das peças publicitárias, decoração do ambiente, estilo do evento em relação aos artistas que nele se apresentarão, etc.).
Para o oficineiro, “mais do que uma troca de conhecimentos, a oficina que será ministrada no Espaço Mundo abrirá possibilidades de encontros entre quem já trabalha na área cultural há algum tempo (Varadouro como pólo cultural da cidade) e de discussão crítica acerca do cenário independente local. Será um âmbito de maior entendimento e diálogo entre produtores de diversos lugares da cidade acerca do mercado local e da profissionalização dessa atividade, por isso, é interessante a colaboração dos que já atuam no Varadouro e também dos produtores de outros locais, que desejem se articular com um dos maiores pólos culturais de nossa cidade”.
http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100614-oficinaproducaogerson.jpg
O programa da oficina é:
1. Mercado Cultural (9h)
1.1 – Alguns dados sobre o mercado cultural brasileiro nos últimos anos;
1.2 – Mercado Independente Brasileiro de Música;
1.3 – Rede Fora do Eixo, ABRAFIN e os Coletivos Culturais;
1.4 – Panorama Local (debate)
2. O Que é Produção Cultural (6h)
2.1 – Produtor Cultural;
2.2 – Créditos ao trabalho de produtor cultural;
2.3 – Independência Interdependente;
2.4 – Papel da Produção em Música (Produção do Artista);
3. Os Exigentes do Mercado Cultural (6h)
3.1 – Exigentes externos ou fontes de financiamento da cultura: governo e
iniciativa privada;
3.2 – Exigentes internos: artistas, público, mídia, outros produtores,
profissionais da cultura (cadeia produtiva);
4. Produzindo um Evento Cultural (18h)
4.1 – Idéia, primeiros contatos e conceito do evento;
4.2 – Elaborando um projeto e um cronograma;
4.3 – Captação de Recursos / Marketing Cultural;
4.4 – Assessoria de Imprensa;
4.5 – Pré-produção;
4.5 – Produção e Dia “D”;
4.6 – Pós-Produção;
5. Laboratório (6h)
5.1 – Definição de programação;
5.2 – Definição de equipe;
5.3 – Encaminhamentos;
Debates e mesas com a presença de outros produtores convidados visam levar diferentes pontos de vista e modelos de trabalho para que sejam compartilhados com os participantes.
A oficina terá uma duração de dois meses no local, com encontros as segundas e quartas, das 15h às 18h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na hora da oficina ou com o preenchimento da ficha, que estará disponível para download no site do Coletivo Mundo.
http://www.coletivomundo.com.br/imagens/gersonabrantes.jpeg
Sobre o oficineiro: Produtor cultural independente e músico baterista, Gerson Abrantes se envolve na área da música há seis anos (Hollywood Vice, Esquina 200, Backdoorman, Cabeça de Galo). É graduando em administração pela Universidade Federal da Paraíba e temporariamente integrou o setor financeiro do Coletivo Mundo em 2009. Hoje produz shows itinerantes de MPB, Jazz e atua na gestão de carreira de duas bandas locais.
Para inscrições e mais informações, os contatos são:
gerson.abrantes@gmail.com | (83) 8896-6021
coletivomundo@gmail.com | www.coletivomundo.com.br
Serviço:
Oficina de Produção Cultural Independente para Música (com Gerson Abrantes)
A partir de 14 de Junho, segundas e quartas, das 15h às 18h, no Espaço Mundo (Praça Antenor Navarro, Centro Histórico).
Inscrições gratuitas.
--
Rayan Lins
www.coletivomundo.com.br
www.festivalmundo.com.br
www.myspace.com/bandanublado
www.myspace.com/burromorto
Estão abertas as inscrições para a Oficina de Produção Cultural Independente, que será ministrada pelo produtor Gerson Abrantes, apartir do dia 14 de junho, nas dependências do Espaço Mundo (Varadouro, centro histórico de João Pessoa). A iniciativa recebe o apoio do Coletivo Mundo e faz parte da seleção de oficineiros culturais para o projeto “Oficinas Culturais nos Bairros” da FUNJOPE (Prefeitura Municipal de João Pessoa), que promoverá 70 oficinas para bairros da capital, em diversos equipamentos da cidade, como Centros da Juventude, Centros Comunitários, Associações e Coletivos Culturais.
A oficina irá descrever e apresentar as partes que compõem o mercado cultural e o trabalho de um produtor independente e polivalente, bem como as áreas em que o profissional pode atuar, estimulando a rede de contatos e a ajuda mútua profissional entre quem trabalha na área em detrimento da simples prestação de favores entre amigos. Será focada no setor da música, predominantemente, não excluindo a participação dos outros setores da área cultural. Mostrará os conceitos mais atuais do que é discutido no âmbito cultural, levando ao debate pontos sobre a cadeia produtiva independente do mercado da música e um novo modelo mais básico e enxuto de como produzir um evento cultural. Circunda também as causas e os benefícios da profissionalização do setor cultural e da importância de produzir eventos com todos os conceitos artísticos e culturais bem fechados e amarrados (design das peças publicitárias, decoração do ambiente, estilo do evento em relação aos artistas que nele se apresentarão, etc.).
Para o oficineiro, “mais do que uma troca de conhecimentos, a oficina que será ministrada no Espaço Mundo abrirá possibilidades de encontros entre quem já trabalha na área cultural há algum tempo (Varadouro como pólo cultural da cidade) e de discussão crítica acerca do cenário independente local. Será um âmbito de maior entendimento e diálogo entre produtores de diversos lugares da cidade acerca do mercado local e da profissionalização dessa atividade, por isso, é interessante a colaboração dos que já atuam no Varadouro e também dos produtores de outros locais, que desejem se articular com um dos maiores pólos culturais de nossa cidade”.
http://coletivomundo.com.br/imagens/flyers/100614-oficinaproducaogerson.jpg
O programa da oficina é:
1. Mercado Cultural (9h)
1.1 – Alguns dados sobre o mercado cultural brasileiro nos últimos anos;
1.2 – Mercado Independente Brasileiro de Música;
1.3 – Rede Fora do Eixo, ABRAFIN e os Coletivos Culturais;
1.4 – Panorama Local (debate)
2. O Que é Produção Cultural (6h)
2.1 – Produtor Cultural;
2.2 – Créditos ao trabalho de produtor cultural;
2.3 – Independência Interdependente;
2.4 – Papel da Produção em Música (Produção do Artista);
3. Os Exigentes do Mercado Cultural (6h)
3.1 – Exigentes externos ou fontes de financiamento da cultura: governo e
iniciativa privada;
3.2 – Exigentes internos: artistas, público, mídia, outros produtores,
profissionais da cultura (cadeia produtiva);
4. Produzindo um Evento Cultural (18h)
4.1 – Idéia, primeiros contatos e conceito do evento;
4.2 – Elaborando um projeto e um cronograma;
4.3 – Captação de Recursos / Marketing Cultural;
4.4 – Assessoria de Imprensa;
4.5 – Pré-produção;
4.5 – Produção e Dia “D”;
4.6 – Pós-Produção;
5. Laboratório (6h)
5.1 – Definição de programação;
5.2 – Definição de equipe;
5.3 – Encaminhamentos;
Debates e mesas com a presença de outros produtores convidados visam levar diferentes pontos de vista e modelos de trabalho para que sejam compartilhados com os participantes.
A oficina terá uma duração de dois meses no local, com encontros as segundas e quartas, das 15h às 18h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na hora da oficina ou com o preenchimento da ficha, que estará disponível para download no site do Coletivo Mundo.
http://www.coletivomundo.com.br/imagens/gersonabrantes.jpeg
Sobre o oficineiro: Produtor cultural independente e músico baterista, Gerson Abrantes se envolve na área da música há seis anos (Hollywood Vice, Esquina 200, Backdoorman, Cabeça de Galo). É graduando em administração pela Universidade Federal da Paraíba e temporariamente integrou o setor financeiro do Coletivo Mundo em 2009. Hoje produz shows itinerantes de MPB, Jazz e atua na gestão de carreira de duas bandas locais.
Para inscrições e mais informações, os contatos são:
gerson.abrantes@gmail.com | (83) 8896-6021
coletivomundo@gmail.com | www.coletivomundo.com.br
Serviço:
Oficina de Produção Cultural Independente para Música (com Gerson Abrantes)
A partir de 14 de Junho, segundas e quartas, das 15h às 18h, no Espaço Mundo (Praça Antenor Navarro, Centro Histórico).
Inscrições gratuitas.
--
Rayan Lins
www.coletivomundo.com.br
www.festivalmundo.com.br
www.myspace.com/bandanublado
www.myspace.com/burromorto
sábado, 12 de junho de 2010
ECOLÓGICO
http://ccclauropiresxavier.blogspot.com/
Um parque chamado Lauro
Walmira Gonçalves Fernandes
Jornal Correio da Paraíba, domingo, 12 de setembro de 1993
Nenhum de nós, que estivemos muitas vezes iluminadas pela luz tranqüila do seus olhos (era uma luz verde) e ouvindo o que ele, em voz baixa e pausada, nos ensinava, poderá esquecê-lo. Corria o ano que ainda não terminou e as, de alguma forma, apaixonadas pela Terra, se sentavam todos os dias tentando desvendar os seus segredos. Estávamos todas em boa companhia. Se existiu alguém completamente apaixonado por este, ainda (até quando?), Planeta Azul, era o professor Laurinho Xavier. Ninguém conseguia evitar o diminutivo, que era pura ternura pela pessoa, uma das maiores que a história da Paraíba teve a alegria de registrar. Apaixonada pela paixão de professor Laurinho, a Terra, e pela capacidade que ele tinha de nos “mesmerizar” durante suas aulas, muitas vezes desci do ônibus três paradas antes da Faculdade. Para ter certeza que me encontraria mais cedo com o mestre e com ele caminharia os metros que nos separavam da sala de aula. Professor Laurinho era um entusiasta dos “peripatéticos” e lá íamos nós, passo a passo, estudando o que quer que se relacione com a frágil crosta que recobre os sons e a fúria dessa que “eppur si muove”...
Eu não achava possível que uma pessoa pudesse se identificar a tal ponto com o verde, que sentisse na carne a dor de uma ferida numa árvore, até o dia em que eu o vi. No caminho, nós encontramos uma daquelas centenárias árvores da Avenida Epitácio Pessoa, ferida recentemente, ainda com a seiva escorrendo e os pedaços do tronco no chão. A maneira como ele acariciou a árvore, enquanto se perguntava baixinho “por quê? Para quê?”. E tentava colar os pedaços destacados do tronco, dificilmente se distinguiria da forma como com que as mães fazem os curativos nos joelhos feridos dos filhos. O carinho e a dor que sentem, na simbiose, são os mesmos. Ainda cheguei a perguntar se era “mortal” e ele me respondeu: “Pode ser, Boticelli”. Apelido da faculdade por conta do meu amor pelo Renascimento e nossas redondezas... “Pode ser, continuou. As árvores são como as pessoas. Você pode feri-las no corpo e elas sobrevivem. Mas, quando o ferro alcança a alma, é difícil. A alma das árvores viaja pelo seu sangue”.
Professor Laurinho me pareceu tão desprotegido, ali, tentando colar as cascas da árvore agredida... Era só aparência. Não existia ninguém tão forte, por baixo daquela voz suave e um sorriso eterno da ilusão do avô, que cada um de nós guarda da infância que se foi. Algumas vezes chegávamos uns minutos atrasados. Poucas. Mas é que sempre havia uma folha surgindo novinha de algum arbusto, uma flor que acabava de cair, uma formação diferente nas nuvens, a chuva que ficava mais forte no sol de verão... Coisas assim, que para professor Laurinho eram milagres sempre renovados de um cotidiano que uma grande maioria das pessoas já não consegue mais enxergar.
Essas lembranças todas me vieram a tona quando li que, depois de Paris, João Pessoa foi considerada a segunda cidade mais verde da Terra. Acho que era o tipo de notícia que ele gostaria de ter lido, depois do café da manhä com a família, antes de partir para ensinar. Mestre Laurinho gostava de lembrar que, quanto mais nós nos afastamos de quem nos originou (“somos feitos da mesma matéria das estrelas, Boticelli!”), mais nos afastaremos do único objetivo para o qual estamos destinados – ser humanos. Depois das aulas, costumávamos ficar conversando sobre o segredo cósmico da semente. “Sabe, nesta noz estão contidas todas as nogueiras que já existiram e todas as que virão a existir”. Gostávamos de estudar os abismos. Os abismos do mar e seus estranhos peixes fosforescentes, que jamais veremos porque não resistiram a subida para o calor. Nem nós, a descida para as trevas líquidas. Nunca perdi uma única aula do professor Laurinho. E sempre me colocava nas cadeiras atrás. Para ouvi-lo melhor.
As pessoas que tem consciência do que estão transmitindo nunca precisam elevar a voz. Ele tinha absoluta consciência de que estava ensinando a todas o segundo maior amor da sua vida – a Terra. Era um prazer encontrá-lo na rua, ele e seu inseparável boné. Nós tínhamos a impressão que o usava como quem usa um par de óculos. Para ver melhor. Todos os anos, quando há aquela explosão de ouro no chão, formada pelas flores que caem das acácias, ele sempre se lembrava de perguntar se já tínhamos ido assistir a “chuva dourada na cidade”. É fácil imaginá-lo percorrendo as trilhas amarelas, ao cair da tarde, como quem vê e ouve um milagre. Para Mestre Laurinho, tudo que é da Terra lhe pertence.
A nós, apenas nos é emprestado por alguns dias, meses, anos. Tudo que vai no mar, o mar devolve. O que lhe tiram, se quiser, vem para buscar. A Terra nunca nos pertenceu, nem nos pertencerá. Nós é que a ela pertencemos, dela vivemos e para ela, inexoravelmente, voltaremos um dia. Mas a forma com que ele nos dizia isso era de tal clareza e ternura que, o que a muita gente parece ser o fim – a morte, para nós parecia ser sempre um recomeço. Um iniciar outra vez, como o dia que nasce. Quem quer que passou pelos seus ensinamentos, deles não saiu o mesmo. Mudou para sempre a forma de se relacionar com o quer que se mova, porque “tudo que se move é sagrado”. Professor Laurinho hoje se confunde com o vento que sopra, a folha que cai, a chuva que lava, o brilho do sol. Transformou-se, afinal, na luz verde que emanava dos seus olhos. Espalhou-se para todo o universo que conhecemos. Daqui até Alpha Centauro A. Onde há água. E, possivelmente, Vida.
É por isso que tenho a impressão de que falta alguma coisa na segunda cidade mais verde do mundo. Andando pelas suas ruas, mesmo imaginariamente, num dia calmo de maio, penso que em algum recanto existem árvores acabadas de plantar, que um dia serão carvalhos. Ou acácias. Alguns bancos de pedra para sentar e ouvir as cigarras. Ou pensar na Vida. Crianças, pessoas, pássaros. Enfim, um Parque Chamado Lauro...
Um parque chamado Lauro
Walmira Gonçalves Fernandes
Jornal Correio da Paraíba, domingo, 12 de setembro de 1993
Nenhum de nós, que estivemos muitas vezes iluminadas pela luz tranqüila do seus olhos (era uma luz verde) e ouvindo o que ele, em voz baixa e pausada, nos ensinava, poderá esquecê-lo. Corria o ano que ainda não terminou e as, de alguma forma, apaixonadas pela Terra, se sentavam todos os dias tentando desvendar os seus segredos. Estávamos todas em boa companhia. Se existiu alguém completamente apaixonado por este, ainda (até quando?), Planeta Azul, era o professor Laurinho Xavier. Ninguém conseguia evitar o diminutivo, que era pura ternura pela pessoa, uma das maiores que a história da Paraíba teve a alegria de registrar. Apaixonada pela paixão de professor Laurinho, a Terra, e pela capacidade que ele tinha de nos “mesmerizar” durante suas aulas, muitas vezes desci do ônibus três paradas antes da Faculdade. Para ter certeza que me encontraria mais cedo com o mestre e com ele caminharia os metros que nos separavam da sala de aula. Professor Laurinho era um entusiasta dos “peripatéticos” e lá íamos nós, passo a passo, estudando o que quer que se relacione com a frágil crosta que recobre os sons e a fúria dessa que “eppur si muove”...
Eu não achava possível que uma pessoa pudesse se identificar a tal ponto com o verde, que sentisse na carne a dor de uma ferida numa árvore, até o dia em que eu o vi. No caminho, nós encontramos uma daquelas centenárias árvores da Avenida Epitácio Pessoa, ferida recentemente, ainda com a seiva escorrendo e os pedaços do tronco no chão. A maneira como ele acariciou a árvore, enquanto se perguntava baixinho “por quê? Para quê?”. E tentava colar os pedaços destacados do tronco, dificilmente se distinguiria da forma como com que as mães fazem os curativos nos joelhos feridos dos filhos. O carinho e a dor que sentem, na simbiose, são os mesmos. Ainda cheguei a perguntar se era “mortal” e ele me respondeu: “Pode ser, Boticelli”. Apelido da faculdade por conta do meu amor pelo Renascimento e nossas redondezas... “Pode ser, continuou. As árvores são como as pessoas. Você pode feri-las no corpo e elas sobrevivem. Mas, quando o ferro alcança a alma, é difícil. A alma das árvores viaja pelo seu sangue”.
Professor Laurinho me pareceu tão desprotegido, ali, tentando colar as cascas da árvore agredida... Era só aparência. Não existia ninguém tão forte, por baixo daquela voz suave e um sorriso eterno da ilusão do avô, que cada um de nós guarda da infância que se foi. Algumas vezes chegávamos uns minutos atrasados. Poucas. Mas é que sempre havia uma folha surgindo novinha de algum arbusto, uma flor que acabava de cair, uma formação diferente nas nuvens, a chuva que ficava mais forte no sol de verão... Coisas assim, que para professor Laurinho eram milagres sempre renovados de um cotidiano que uma grande maioria das pessoas já não consegue mais enxergar.
Essas lembranças todas me vieram a tona quando li que, depois de Paris, João Pessoa foi considerada a segunda cidade mais verde da Terra. Acho que era o tipo de notícia que ele gostaria de ter lido, depois do café da manhä com a família, antes de partir para ensinar. Mestre Laurinho gostava de lembrar que, quanto mais nós nos afastamos de quem nos originou (“somos feitos da mesma matéria das estrelas, Boticelli!”), mais nos afastaremos do único objetivo para o qual estamos destinados – ser humanos. Depois das aulas, costumávamos ficar conversando sobre o segredo cósmico da semente. “Sabe, nesta noz estão contidas todas as nogueiras que já existiram e todas as que virão a existir”. Gostávamos de estudar os abismos. Os abismos do mar e seus estranhos peixes fosforescentes, que jamais veremos porque não resistiram a subida para o calor. Nem nós, a descida para as trevas líquidas. Nunca perdi uma única aula do professor Laurinho. E sempre me colocava nas cadeiras atrás. Para ouvi-lo melhor.
As pessoas que tem consciência do que estão transmitindo nunca precisam elevar a voz. Ele tinha absoluta consciência de que estava ensinando a todas o segundo maior amor da sua vida – a Terra. Era um prazer encontrá-lo na rua, ele e seu inseparável boné. Nós tínhamos a impressão que o usava como quem usa um par de óculos. Para ver melhor. Todos os anos, quando há aquela explosão de ouro no chão, formada pelas flores que caem das acácias, ele sempre se lembrava de perguntar se já tínhamos ido assistir a “chuva dourada na cidade”. É fácil imaginá-lo percorrendo as trilhas amarelas, ao cair da tarde, como quem vê e ouve um milagre. Para Mestre Laurinho, tudo que é da Terra lhe pertence.
A nós, apenas nos é emprestado por alguns dias, meses, anos. Tudo que vai no mar, o mar devolve. O que lhe tiram, se quiser, vem para buscar. A Terra nunca nos pertenceu, nem nos pertencerá. Nós é que a ela pertencemos, dela vivemos e para ela, inexoravelmente, voltaremos um dia. Mas a forma com que ele nos dizia isso era de tal clareza e ternura que, o que a muita gente parece ser o fim – a morte, para nós parecia ser sempre um recomeço. Um iniciar outra vez, como o dia que nasce. Quem quer que passou pelos seus ensinamentos, deles não saiu o mesmo. Mudou para sempre a forma de se relacionar com o quer que se mova, porque “tudo que se move é sagrado”. Professor Laurinho hoje se confunde com o vento que sopra, a folha que cai, a chuva que lava, o brilho do sol. Transformou-se, afinal, na luz verde que emanava dos seus olhos. Espalhou-se para todo o universo que conhecemos. Daqui até Alpha Centauro A. Onde há água. E, possivelmente, Vida.
É por isso que tenho a impressão de que falta alguma coisa na segunda cidade mais verde do mundo. Andando pelas suas ruas, mesmo imaginariamente, num dia calmo de maio, penso que em algum recanto existem árvores acabadas de plantar, que um dia serão carvalhos. Ou acácias. Alguns bancos de pedra para sentar e ouvir as cigarras. Ou pensar na Vida. Crianças, pessoas, pássaros. Enfim, um Parque Chamado Lauro...
domingo, 6 de junho de 2010
DESTAQUE
A Paraíba ofuscada por Fuscaldo
06 de junho de 2010
Ricardo Anísio
Redator de A UNIÃO
Aprendi logo cedo, que jornalismo se faz com paixão e zelo, com técnica e paixão, com fatos e alguma poesia. A jornalista Christina Fuscaldo - que esteve em João Pessoa para cobrir o Festival Nacional de Arte, o Fenart - esqueceu algumas dessas pilastras. Em um texto publicado na revista Rolling Stone, na sua versão brasileira, a competente repórter-redatora nos feriu a paraibanidade com golpes de desconhecimento brutais.
Disse Fuscaldo: "A não ser pelo aparecimento de alguns fenômenos ao longo da história, Paraíba não costuma chamar a atenção por sua música, seu teatro, seu cinema e sua literatura. Vizinho do culturalmente bem-sucedido Pernambuco, o estado nunca viu a formação de um movimento que tivesse como objetivo a divulgação de suas riquezas".
Não é minha intenção e nem meu interesse, queimar a nobre jornalista em uma fogueira inquisitória, mas pretendo defender esse Estado nobre, de riquíssima e variada produção artístico-cultural através dos anos, das décadas, dos séculos. A Paraíba não chama a atenção pela sua produção artística? Ora, vamos parar para pensar. Será que Pedro Américo teve importância na pintura brasileira, ou não? Bem, basta olhar o seu histórico quadro que retrata o "Grito do Ipiranga" e saberemos que sim.
Mas, isso deve ter parecido pouco para a talentosa Christina Fuscaldo. Então falemos de João Câmara, de Antônio Dias, de Thomaz Santa Roza. Nem pretendemos falar sobre os grandes talentos que ficaram entrincheirados aqui, sem galgar as dimensões universais, pelo menos à nível de estatura histórica. Isso lhe basta, Fuscaldo?
O teatro de Paulo Pontes e de Ariano Suassuna, prezada jornalista, não foram (e são) relevantes para a história da artística da cultura brasileira? Imaginamos então - recorrendo novamente a Santa Roza - o célebre cenário de "Vestido de Noiva" seja deveras banal. Sim, ia me esquecendo do espetáculo "Vau da Sarapalha" que recebeu todos os prêmios que podia e foi um dos mais bem avaliados pela exigente Barbara Eliodoro como uma das mais belas realizações da dramaturgia brasileira, que até hoje ainda superlota platéias nos grandes centros do Brasil e do estrangeiro.
A literatura da Paraíba, querida Christina Fuscaldo, é das mais ricas do país. José Lins do Rego, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida e novamente Ariano Suassuna, é um manancial considerável, não?! Muito embora a nova safra seja também muito brilhante e referencial. O cinema paraibano tem Vladimir Carvalho, Walter Carvalho, Linduarte Noronha, Manfredo Caldas, Machado Bittencourt, e a nova geração de Marcus Vilar e Torquato Joel entre outros.
O que dizer da música dos paraibanos então? Para começar somos berço do maestro que fundou a Orquestra Sinfônica do Brasil, o grande José Siqueira, que aliás também guarda consigo (em memória) o marco de ter sido o primeiro regente latino (e assim sendo, o primeiro brasileiro, claro) a empunhar as batutas diante da Orquestra Sinfônica de Moscou. Talvez bastasse.
Na "Black Music" feita no Brasil temos o grande Genival Cassiano, outro Genival (o Macedo) foi o criador do Trio Elétrico que os baianos tentam anotar como seu. Temos um dos mais polêmicos compositores "de protesto" que é o Geraldo Vandré, o Sivuca que reputo como o "músico mais completo" do Brasil até que me provem o contrário, o Zé Ramalho, o Antônio Guedes Barbosa (pianista que melhor gravou a obra de Chopin, segundo a imprensa latina), Jackson do Pandeiro, Canhoto da Paraíba (referência "jimihendrixiana" do violão tocado pelo avesso), Vital Farias, Antônio Barros & Cecéu e por aí vai.
O que nos falta, prezada Christina Fuscaldo, é a doentia chaga do bairrismo que os baianos destacam. Nos falta mesmo é lembrarmos todos os dias que somos de uma nação abençoada, terra de poetas como Zé da Luz e de compositores como Zé do Norte ("Lua Bonita", "Sodade, meu bem, Sodade" etc.) que nos orgulha, com certeza. A Paraíba trava sim um dialogo permanente com a cultura brasileira, e contribuiu (e contribui) muito para tecer esse imenso tapete multifacetado que é a arte produzida nesse terreiro de Mãe Preta e Pai João.
06 de junho de 2010
Ricardo Anísio
Redator de A UNIÃO
Aprendi logo cedo, que jornalismo se faz com paixão e zelo, com técnica e paixão, com fatos e alguma poesia. A jornalista Christina Fuscaldo - que esteve em João Pessoa para cobrir o Festival Nacional de Arte, o Fenart - esqueceu algumas dessas pilastras. Em um texto publicado na revista Rolling Stone, na sua versão brasileira, a competente repórter-redatora nos feriu a paraibanidade com golpes de desconhecimento brutais.
Disse Fuscaldo: "A não ser pelo aparecimento de alguns fenômenos ao longo da história, Paraíba não costuma chamar a atenção por sua música, seu teatro, seu cinema e sua literatura. Vizinho do culturalmente bem-sucedido Pernambuco, o estado nunca viu a formação de um movimento que tivesse como objetivo a divulgação de suas riquezas".
Não é minha intenção e nem meu interesse, queimar a nobre jornalista em uma fogueira inquisitória, mas pretendo defender esse Estado nobre, de riquíssima e variada produção artístico-cultural através dos anos, das décadas, dos séculos. A Paraíba não chama a atenção pela sua produção artística? Ora, vamos parar para pensar. Será que Pedro Américo teve importância na pintura brasileira, ou não? Bem, basta olhar o seu histórico quadro que retrata o "Grito do Ipiranga" e saberemos que sim.
Mas, isso deve ter parecido pouco para a talentosa Christina Fuscaldo. Então falemos de João Câmara, de Antônio Dias, de Thomaz Santa Roza. Nem pretendemos falar sobre os grandes talentos que ficaram entrincheirados aqui, sem galgar as dimensões universais, pelo menos à nível de estatura histórica. Isso lhe basta, Fuscaldo?
O teatro de Paulo Pontes e de Ariano Suassuna, prezada jornalista, não foram (e são) relevantes para a história da artística da cultura brasileira? Imaginamos então - recorrendo novamente a Santa Roza - o célebre cenário de "Vestido de Noiva" seja deveras banal. Sim, ia me esquecendo do espetáculo "Vau da Sarapalha" que recebeu todos os prêmios que podia e foi um dos mais bem avaliados pela exigente Barbara Eliodoro como uma das mais belas realizações da dramaturgia brasileira, que até hoje ainda superlota platéias nos grandes centros do Brasil e do estrangeiro.
A literatura da Paraíba, querida Christina Fuscaldo, é das mais ricas do país. José Lins do Rego, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida e novamente Ariano Suassuna, é um manancial considerável, não?! Muito embora a nova safra seja também muito brilhante e referencial. O cinema paraibano tem Vladimir Carvalho, Walter Carvalho, Linduarte Noronha, Manfredo Caldas, Machado Bittencourt, e a nova geração de Marcus Vilar e Torquato Joel entre outros.
O que dizer da música dos paraibanos então? Para começar somos berço do maestro que fundou a Orquestra Sinfônica do Brasil, o grande José Siqueira, que aliás também guarda consigo (em memória) o marco de ter sido o primeiro regente latino (e assim sendo, o primeiro brasileiro, claro) a empunhar as batutas diante da Orquestra Sinfônica de Moscou. Talvez bastasse.
Na "Black Music" feita no Brasil temos o grande Genival Cassiano, outro Genival (o Macedo) foi o criador do Trio Elétrico que os baianos tentam anotar como seu. Temos um dos mais polêmicos compositores "de protesto" que é o Geraldo Vandré, o Sivuca que reputo como o "músico mais completo" do Brasil até que me provem o contrário, o Zé Ramalho, o Antônio Guedes Barbosa (pianista que melhor gravou a obra de Chopin, segundo a imprensa latina), Jackson do Pandeiro, Canhoto da Paraíba (referência "jimihendrixiana" do violão tocado pelo avesso), Vital Farias, Antônio Barros & Cecéu e por aí vai.
O que nos falta, prezada Christina Fuscaldo, é a doentia chaga do bairrismo que os baianos destacam. Nos falta mesmo é lembrarmos todos os dias que somos de uma nação abençoada, terra de poetas como Zé da Luz e de compositores como Zé do Norte ("Lua Bonita", "Sodade, meu bem, Sodade" etc.) que nos orgulha, com certeza. A Paraíba trava sim um dialogo permanente com a cultura brasileira, e contribuiu (e contribui) muito para tecer esse imenso tapete multifacetado que é a arte produzida nesse terreiro de Mãe Preta e Pai João.
sábado, 5 de junho de 2010
MUSICALIDADE
Renata Rosa e Cátia de França
O projeto 'Som das 6' desta sexta-feira (4) traz para o público paraibano a cantora, rabequeira e compositora Renata Rosa, consagrada na Europa com o prêmio de melhor disco do ano em 2004, concedido pela revista "Le Monde de la Musique". Na mesma noite, se apresenta a artista paraibana Cátia de França. O evento começa a partir das 18h, no Ponto de Cem Réis, e tem a realização da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope).
O universo nordestino, árabe, ibérico, cigano e indígena está presente no trabalho de Renata Rosa. Sambas de coco, rojões de roça, polifonias vocais, cirandas, rabecas e cavalo-marinho formam o caldeirão estético do qual nasceu "Manto dos Sonhos", segundo e último álbum da artista. No disco, em primeiro plano, aparece a voz possante e clara dessa jovem paulista de alma nordestina, que vai alinhavando a delicada malha do canto das índias Kariri-xocó, oriundas de Pernambuco. É esse trabalho que a compositora vai apresentar aos pessoenses.
Renata Rosa participou da minissérie "A Pedra do Reino", da Rede Globo de Televisão, baseada na obra do escritor paraibano Ariano Suassuna. Na série, a artista interpretou a protagonista Maria Safira, mulher sensual, livre e independente. A cantora também já se apresentou em dezenas de festivais da Europa. Em 2004, conquistou o Prêmio Choc De L'Anne de Melhor Disco do Ano, concedido pela "Le Monde de la Musique", com o primeiro CD "Zunido da Mata" (lançado em 2003). Em 2005, seu show foi considerado um dos melhores da temporada europeia. Isso lhe valeu um especial de TV, produzido pela Rede BBC, de Londres. No Brasil, a cantora foi selecionada pelo programa Rumos Música do Instituto Itaú Cultural.
A poesia musicada de Cátia de França – A outra atração desta edição do Projeto 'Som das 6' é a cantora paraibana Cátia de França. Ela está de volta aos palcos paraibanos com a sua voz inconfundível e composições de letras fortes com arranjos primorosos. Além da originalidade das suas canções, ela traz a força poética de autores que permeiam a sua obra, a exemplo de Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego, Guimarães Rosa e Henry David Thoreau.
Com mais de 40 anos de carreira, Cátia de França faz parte do rol de artistas contemplados com o prêmio 'Mestre das Artes Canhoto da Paraíba'. No repertório estão as músicas consagradas tanto na sua própria voz como na de Elba Ramalho, em "Kukukaia"; Amelinha e Chico César, em "Coito das Araras"; Clementina de Jesus, em "Meu boi Surubim"; e Xangai, em "Antoninha". A compositora paraibana chegou a ser parceira de palco de Jackson do Pandeiro, durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980.
O projeto 'Som das 6' desta sexta-feira (4) traz para o público paraibano a cantora, rabequeira e compositora Renata Rosa, consagrada na Europa com o prêmio de melhor disco do ano em 2004, concedido pela revista "Le Monde de la Musique". Na mesma noite, se apresenta a artista paraibana Cátia de França. O evento começa a partir das 18h, no Ponto de Cem Réis, e tem a realização da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope).
O universo nordestino, árabe, ibérico, cigano e indígena está presente no trabalho de Renata Rosa. Sambas de coco, rojões de roça, polifonias vocais, cirandas, rabecas e cavalo-marinho formam o caldeirão estético do qual nasceu "Manto dos Sonhos", segundo e último álbum da artista. No disco, em primeiro plano, aparece a voz possante e clara dessa jovem paulista de alma nordestina, que vai alinhavando a delicada malha do canto das índias Kariri-xocó, oriundas de Pernambuco. É esse trabalho que a compositora vai apresentar aos pessoenses.
Renata Rosa participou da minissérie "A Pedra do Reino", da Rede Globo de Televisão, baseada na obra do escritor paraibano Ariano Suassuna. Na série, a artista interpretou a protagonista Maria Safira, mulher sensual, livre e independente. A cantora também já se apresentou em dezenas de festivais da Europa. Em 2004, conquistou o Prêmio Choc De L'Anne de Melhor Disco do Ano, concedido pela "Le Monde de la Musique", com o primeiro CD "Zunido da Mata" (lançado em 2003). Em 2005, seu show foi considerado um dos melhores da temporada europeia. Isso lhe valeu um especial de TV, produzido pela Rede BBC, de Londres. No Brasil, a cantora foi selecionada pelo programa Rumos Música do Instituto Itaú Cultural.
A poesia musicada de Cátia de França – A outra atração desta edição do Projeto 'Som das 6' é a cantora paraibana Cátia de França. Ela está de volta aos palcos paraibanos com a sua voz inconfundível e composições de letras fortes com arranjos primorosos. Além da originalidade das suas canções, ela traz a força poética de autores que permeiam a sua obra, a exemplo de Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego, Guimarães Rosa e Henry David Thoreau.
Com mais de 40 anos de carreira, Cátia de França faz parte do rol de artistas contemplados com o prêmio 'Mestre das Artes Canhoto da Paraíba'. No repertório estão as músicas consagradas tanto na sua própria voz como na de Elba Ramalho, em "Kukukaia"; Amelinha e Chico César, em "Coito das Araras"; Clementina de Jesus, em "Meu boi Surubim"; e Xangai, em "Antoninha". A compositora paraibana chegou a ser parceira de palco de Jackson do Pandeiro, durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
FOLIA

FOLIA DE RUA: Bola é candidato e aí?
O animador cultural Bola Targino deve ser ungido nesta terça-feira à noite como novo presidente da Associação Folia de Rua tendo como companheiro de chapa o também animador Marcone Barbosa – da Funad e um dos mais atuantes lideres dos deficientes do Estado, mas carnavalesco de primeira linha.
É o projeto Folia de Rua se redimindo da necessidade de abrigar tambémentre si figuras como Marcone Barbosa, não para fazer graça ou favor, mas conviver e apresentar propostas concretas de avanços deste movimento.
A impressão de alguns é de que poderia ter um nome mais Grife, mas esse conceito preconceituoso precisa ser banido porque Bola Nonato já tem história no processo, além do mais se dispõe e está comprometido com atitudes a favorecer todos os blocos e não somente a alguns.
Bola está preparado, jura de pés juntos, para conviver com as pressões de Governos preservando espaços de todos, inclusive resgatando projetos e o percurso original da abertura sem discriminar ninguém e acatar todos numa animação de vários pólos.
Pelo que ouvi até a noite desta segunda-feira, será preciso profissionalização do projeto com mais ousadia e compromisso com a ética, portanto, em sendo assim vamos conviver com esse novo tempo de renovação na Associação Folia de Rua.
Aliás, meu presidente Vinicius Santos já determinou (e eu respeito) que vai estar presente cumprindo com seu gesto cidadão e de amor a esta cidade.
O resto são detalhes tão pequenos de nós dois. Boa sorte a Bola, Marcone e demais integrantes da chapa.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
IPHAN
IPHAN LANÇA 23ª EDIÇÃO DO PRÊMIO RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE
IPHAN LANÇA 23ª EDIÇÃO DO
PRÊMIO RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan lançou a 23ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, criado em 1987, e que irá premiar as sete melhores ações de proteção, de preservação e de divulgação do patrimônio cultural brasileiro com um troféu, um certificado e R$ 20 mil. As inscrições estão abertas até o próximo dia 18 de junho e podem ser feitas nas superintendências do Instituto nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Concedido todos os anos pelo Iphan, o prêmio, assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente do Instituto, é um reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, sejam dignas de registro, divulgação e reconhecimento público. Está dividido nas seguintes categorias:
· Apoio Institucional e/ou Financeiro
· Divulgação
· Educação Patrimonial
· Pesquisa e Inventário de Acervos
· Preservação de Bens Móveis e Imóveis
· Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico
· Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial.
Inscrição
Aberto à participação de pessoas físicas e jurídicas, os trabalhos inscritos poderão concorrer somente em uma categoria.
Os candidatos devem apresentar as ações na forma de dossiê, datilografado ou impresso em Word, sendo necessário agregar elementos iconográficos, audiovisuais ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produtos que possibilitem a plena caracterização da atividade, tais como desenhos, fotografias, slides, mapas, cartazes, folhetos, revistas, livros, vídeos, cd roms, cds, entre outros. É obrigatória ainda a apresentação de um resumo da ação, de no máximo duas páginas de 30 linhas, com o objetivo de facilitar sua divulgação junto à imprensa.
Seleção
As ações inscritas serão pré-selecionadas por Comissão constituída em cada Superintendência do Iphan, composta por representantes das diferentes áreas culturais da região, e presidida pelo Superintendente Estadual. Em seguida, as ações pré-selecionadas nos Estados serão analisadas pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pelo Presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, por representantes de instituições do Governo Federal e de outras ligadas à preservação do patrimônio cultural.
Os vencedores serão anunciados durante o mês de agosto, bem como a data e o local, em Brasília, onde acontecerá a cerimônia de entrega das premiações.
Edital
O edital com o detalhamento do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade encontra-se à disposição nas Superintendências do Iphan e nos sites www.iphan.gov.br e www.comprasnet.gov.br Informações gerais podem ser obtidas no Departamento de Articulação e Fomento - DAF / Coordenação-Geral de Difusão e Projetos, em Brasília, SBN Quadra 02, Edifício Central Brasília, 6º andar - Cep: 70040-904.
Telefones: (61) 2024.6199, 2024.6245 e 2024.6176. Fax: (61) 2024.6148. Endereço eletrônico: codif@iphan.gov.br
Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares - adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora - daniel.hora@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 3326-6864
(61) 2024-6194 / 3226-8907
Superintendência do Iphan na Paraíba
iphan-pb@iphan.gov.br
Praça Anthenor Navarro, 23
Centro Histórico de João Pessoa
(83) 3241 2896
(83) 3241 2959
IPHAN LANÇA 23ª EDIÇÃO DO
PRÊMIO RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan lançou a 23ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, criado em 1987, e que irá premiar as sete melhores ações de proteção, de preservação e de divulgação do patrimônio cultural brasileiro com um troféu, um certificado e R$ 20 mil. As inscrições estão abertas até o próximo dia 18 de junho e podem ser feitas nas superintendências do Instituto nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Concedido todos os anos pelo Iphan, o prêmio, assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente do Instituto, é um reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, sejam dignas de registro, divulgação e reconhecimento público. Está dividido nas seguintes categorias:
· Apoio Institucional e/ou Financeiro
· Divulgação
· Educação Patrimonial
· Pesquisa e Inventário de Acervos
· Preservação de Bens Móveis e Imóveis
· Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico
· Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial.
Inscrição
Aberto à participação de pessoas físicas e jurídicas, os trabalhos inscritos poderão concorrer somente em uma categoria.
Os candidatos devem apresentar as ações na forma de dossiê, datilografado ou impresso em Word, sendo necessário agregar elementos iconográficos, audiovisuais ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produtos que possibilitem a plena caracterização da atividade, tais como desenhos, fotografias, slides, mapas, cartazes, folhetos, revistas, livros, vídeos, cd roms, cds, entre outros. É obrigatória ainda a apresentação de um resumo da ação, de no máximo duas páginas de 30 linhas, com o objetivo de facilitar sua divulgação junto à imprensa.
Seleção
As ações inscritas serão pré-selecionadas por Comissão constituída em cada Superintendência do Iphan, composta por representantes das diferentes áreas culturais da região, e presidida pelo Superintendente Estadual. Em seguida, as ações pré-selecionadas nos Estados serão analisadas pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pelo Presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, por representantes de instituições do Governo Federal e de outras ligadas à preservação do patrimônio cultural.
Os vencedores serão anunciados durante o mês de agosto, bem como a data e o local, em Brasília, onde acontecerá a cerimônia de entrega das premiações.
Edital
O edital com o detalhamento do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade encontra-se à disposição nas Superintendências do Iphan e nos sites www.iphan.gov.br e www.comprasnet.gov.br Informações gerais podem ser obtidas no Departamento de Articulação e Fomento - DAF / Coordenação-Geral de Difusão e Projetos, em Brasília, SBN Quadra 02, Edifício Central Brasília, 6º andar - Cep: 70040-904.
Telefones: (61) 2024.6199, 2024.6245 e 2024.6176. Fax: (61) 2024.6148. Endereço eletrônico: codif@iphan.gov.br
Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares - adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora - daniel.hora@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 3326-6864
(61) 2024-6194 / 3226-8907
Superintendência do Iphan na Paraíba
iphan-pb@iphan.gov.br
Praça Anthenor Navarro, 23
Centro Histórico de João Pessoa
(83) 3241 2896
(83) 3241 2959
quinta-feira, 20 de maio de 2010
EXPOSIÇÃO
Mistérios da Pedra de Ingá são expostos na UFPB
Permanece em cartaz até esta sexta-feira (21), no Hall da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, a exposição "Desvende esse mistério", do Grupo de Pesquisa em Arteterapia e Educação em Artes Visuais da UFPB.
São fotos, textos, poemas, desenhos, registros diversos sobre as misteriosas Itaquatiaras ou Pedra do Ingá, localizada no município de Ingá, no interior paraibano. No sábado (22), o artista visual e médico, Rodolfo Athayde, faz a aula inaugural do Curso de
Especialização em Arteterapia em Saúde Mental da UFPB, às 10h, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.
"Ao ultrapassarmos a cerca que margeia o parque do Ingá fazemos uma passagem para outro tempo, um mundo imaginário, simbólico, peculiar, gravado em pedra ao longo de uma história longínqua', lembra o professor Robson Xavier da Costa, coordenador do grupo de pesquisa. Ele diz que essa história remete a ancestralidade dos antigos habitantes dos Cariris Velhos da Paraíba e se estabelece o processo de hierofania.
O professor contou que, ainda em 2009, o Grupo de Pesquisa em Arteterapia e Educação em Artes Visuais,ao estudar a simbologia visual primitiva, teve contato pela primeira vez com as Itaquatiaras do Ingá e desenvolveu uma pesquisa iconográfica de campo, coletando impressões sobre o sítio arqueológico.
Já neste ano, um retorno ao sítio arqueológico aprofundou esse olhar, e ampliou a possibilidade de leituras simbólicas sobre essas inscrições rupestres. Após a última visita ao Ingá, o Grupo de Pesquisa desenvolveu um workshop coletivo sob orientação do professor Robson Xavier da Costa, com duração de um mês, socializando a iconografia coletada durante as duas pesquisas de campo, construindo uma interpretação própria e contemporânea das imagens, que resultou em diversos trabalhos de artes visuais, em várias linguagens.
O público também pode conferir imagens da exposição "Desvende esse mistério" no blog www.arteterapiaufpb.ning.com.
Permanece em cartaz até esta sexta-feira (21), no Hall da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, a exposição "Desvende esse mistério", do Grupo de Pesquisa em Arteterapia e Educação em Artes Visuais da UFPB.
São fotos, textos, poemas, desenhos, registros diversos sobre as misteriosas Itaquatiaras ou Pedra do Ingá, localizada no município de Ingá, no interior paraibano. No sábado (22), o artista visual e médico, Rodolfo Athayde, faz a aula inaugural do Curso de
Especialização em Arteterapia em Saúde Mental da UFPB, às 10h, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.
"Ao ultrapassarmos a cerca que margeia o parque do Ingá fazemos uma passagem para outro tempo, um mundo imaginário, simbólico, peculiar, gravado em pedra ao longo de uma história longínqua', lembra o professor Robson Xavier da Costa, coordenador do grupo de pesquisa. Ele diz que essa história remete a ancestralidade dos antigos habitantes dos Cariris Velhos da Paraíba e se estabelece o processo de hierofania.
O professor contou que, ainda em 2009, o Grupo de Pesquisa em Arteterapia e Educação em Artes Visuais,ao estudar a simbologia visual primitiva, teve contato pela primeira vez com as Itaquatiaras do Ingá e desenvolveu uma pesquisa iconográfica de campo, coletando impressões sobre o sítio arqueológico.
Já neste ano, um retorno ao sítio arqueológico aprofundou esse olhar, e ampliou a possibilidade de leituras simbólicas sobre essas inscrições rupestres. Após a última visita ao Ingá, o Grupo de Pesquisa desenvolveu um workshop coletivo sob orientação do professor Robson Xavier da Costa, com duração de um mês, socializando a iconografia coletada durante as duas pesquisas de campo, construindo uma interpretação própria e contemporânea das imagens, que resultou em diversos trabalhos de artes visuais, em várias linguagens.
O público também pode conferir imagens da exposição "Desvende esse mistério" no blog www.arteterapiaufpb.ning.com.
sábado, 15 de maio de 2010
AUDIOVISUAL
Sai a relação dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Audiovisual que acontecerá dentro da programação do XIII Fenart, entre os dias 24 e 28 de maio.
No total foram recebidos ente ficções, documentários, animações e experimentais, 116 curtas-metragens de 15 estados brasileiros, sendo eles BA, CE, ES, GO, MA, MG, PB, PE, PR, RJ, RS, SC, SE, SP e DF. As produções paraibanas representaram 35% dos filmes inscritos.
A comissão de curadoria, composta por Fernando Trevas, Helton Paulino e Virgínia de Oliveira, assistiu aproximadamente 23 horas de material para a seleção dos filmes que serão exibidos na Mostra Competitiva. Os principais critérios de seleção foram originalidade estética e o trato com a linguagem cinematográfica.
Os filmes selecionados estarão concorrendo à premiação de R$ 1.000,00 (mil reais) para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental, inovação da linguagem audiovisual e júri popular. Além da premiação em dinheiro oferecida pela FUNESC, a ABD-PB, através de comissão julgadora própria, premiará com o Troféu Cabeçote o melhor curta-metragem paraibano da Mostra Competitiva Audiovisual.
Segue abaixo a lista dos filmes selecionados:
A Eternidade, de Leon Sampaio [Fic, 17’, 2010, BA]
A Chave da Maré, de Riccardo Migliore [Exp, 15’, 2010, PB]
A Montanha Mágica, de Petrus Cariry [Doc, 13’, 2009, CE]
A Paroxítona de Ofélia, de Rogério Farandola [Ani, 12’, 2010, RS]
Avós, de Michael Wahrmann [Fic, 12’, 2009, SP]
Bode Movie, de Taciano Valério [Fic, 12’, 2010, PB]
Borra de Café, de Aluizio Guimarães [Fic, 18’, 2010, PB]
Bucaneiro, de Juliana Milheiro [Fic, 17’, 2009, RJ]
Caixa Preta, de Ana Cláudia Okuti [Fic, 17’, 2010, RJ]
Camelos do Ingá, de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys [Doc, 15’, 2008, PB]
Casa de Lirismo, de Thomas Freitas [Doc, 19’, 2010, PB]
Cem Réis entre Livardo e Vidal, de Libania Livia, Luis Augusto e Niaranjan do O' [Doc, 7’, 2010, PB]
Damas, de Mariana Mattos e Luisa Moraes [Doc, 14’, 2009, MG]
Doido Lelé, de Ceci Alves [Fic, 17’, 2009, BA]
Eletrotorpe, de Yuri Amaral e Nalu Beco [Fic, 15’, 2008, SP]
Família Vidal, de Diego Benevides [Doc, 15’, 2010, PB]
Lapidar o Bruto, de Natália Queiroz [Doc, 15’, 2009, SP]
Made in Taiwan, de Daniel Araújo [Fic, 6’, 2009, PB]
Medo do Escuro, de Cauê Brandão [Fic, 17’, 2008, GO]
Muitos Anos de Vida, de Rafael Jardim [Doc, 10’, 2008, BA]
O Apostolo do Sertão, de Laércio Ferreira Filho [Doc, 20’, 2008, PB]
O Retorno de Saturno, de Lisandro Santos [Ani, 12’, 2009, RS]
Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo e Camila Carrosine [Ani, 12’, 2010, SP]
Os Batedores, de Filipe Ferreira [Fic, 20’, 2008, RS]
Pornographico, de Haroldo Borges e Paula Gomes [Fic, 17’, 2008, BA]
Sombras na Cabine, de Alexandre Araújo [Doc, 10’, 2009, SP]
Sonata, de Gian Orsini [Fic, 6’, 2009, PB]
Tchau e Benção, de Daniel Bandeira [Fic, 10’, 2009, PE]
Um Lance do Acaso, de Beatriz Taunay [Fic, 10’, 2010, RJ]
Vírus, de Matheus Andrade [Doc, 18’, 2009, PB]
Vozes, de Anna Costa e Silva, Fábio Canetti e Luiza Santoloni [Exp, 19’, 2009, RJ]
A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).
No total foram recebidos ente ficções, documentários, animações e experimentais, 116 curtas-metragens de 15 estados brasileiros, sendo eles BA, CE, ES, GO, MA, MG, PB, PE, PR, RJ, RS, SC, SE, SP e DF. As produções paraibanas representaram 35% dos filmes inscritos.
A comissão de curadoria, composta por Fernando Trevas, Helton Paulino e Virgínia de Oliveira, assistiu aproximadamente 23 horas de material para a seleção dos filmes que serão exibidos na Mostra Competitiva. Os principais critérios de seleção foram originalidade estética e o trato com a linguagem cinematográfica.
Os filmes selecionados estarão concorrendo à premiação de R$ 1.000,00 (mil reais) para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental, inovação da linguagem audiovisual e júri popular. Além da premiação em dinheiro oferecida pela FUNESC, a ABD-PB, através de comissão julgadora própria, premiará com o Troféu Cabeçote o melhor curta-metragem paraibano da Mostra Competitiva Audiovisual.
Segue abaixo a lista dos filmes selecionados:
A Eternidade, de Leon Sampaio [Fic, 17’, 2010, BA]
A Chave da Maré, de Riccardo Migliore [Exp, 15’, 2010, PB]
A Montanha Mágica, de Petrus Cariry [Doc, 13’, 2009, CE]
A Paroxítona de Ofélia, de Rogério Farandola [Ani, 12’, 2010, RS]
Avós, de Michael Wahrmann [Fic, 12’, 2009, SP]
Bode Movie, de Taciano Valério [Fic, 12’, 2010, PB]
Borra de Café, de Aluizio Guimarães [Fic, 18’, 2010, PB]
Bucaneiro, de Juliana Milheiro [Fic, 17’, 2009, RJ]
Caixa Preta, de Ana Cláudia Okuti [Fic, 17’, 2010, RJ]
Camelos do Ingá, de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys [Doc, 15’, 2008, PB]
Casa de Lirismo, de Thomas Freitas [Doc, 19’, 2010, PB]
Cem Réis entre Livardo e Vidal, de Libania Livia, Luis Augusto e Niaranjan do O' [Doc, 7’, 2010, PB]
Damas, de Mariana Mattos e Luisa Moraes [Doc, 14’, 2009, MG]
Doido Lelé, de Ceci Alves [Fic, 17’, 2009, BA]
Eletrotorpe, de Yuri Amaral e Nalu Beco [Fic, 15’, 2008, SP]
Família Vidal, de Diego Benevides [Doc, 15’, 2010, PB]
Lapidar o Bruto, de Natália Queiroz [Doc, 15’, 2009, SP]
Made in Taiwan, de Daniel Araújo [Fic, 6’, 2009, PB]
Medo do Escuro, de Cauê Brandão [Fic, 17’, 2008, GO]
Muitos Anos de Vida, de Rafael Jardim [Doc, 10’, 2008, BA]
O Apostolo do Sertão, de Laércio Ferreira Filho [Doc, 20’, 2008, PB]
O Retorno de Saturno, de Lisandro Santos [Ani, 12’, 2009, RS]
Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo e Camila Carrosine [Ani, 12’, 2010, SP]
Os Batedores, de Filipe Ferreira [Fic, 20’, 2008, RS]
Pornographico, de Haroldo Borges e Paula Gomes [Fic, 17’, 2008, BA]
Sombras na Cabine, de Alexandre Araújo [Doc, 10’, 2009, SP]
Sonata, de Gian Orsini [Fic, 6’, 2009, PB]
Tchau e Benção, de Daniel Bandeira [Fic, 10’, 2009, PE]
Um Lance do Acaso, de Beatriz Taunay [Fic, 10’, 2010, RJ]
Vírus, de Matheus Andrade [Doc, 18’, 2009, PB]
Vozes, de Anna Costa e Silva, Fábio Canetti e Luiza Santoloni [Exp, 19’, 2009, RJ]
A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).
INTERCAMBIO
O poeta Mário Quintana já dizia que a gente precisa viajar, nem que seja na própria rua. Viajar é ampliar horizontes internos e ver mais da própria essência. É descobrir em cada passo, a cada nova esquina, em cada encontro com outra pessoa, com outra cultura, um pouco mais sobre nós mesmos. Quem conhece a si próprio? Só descobrimos nossas reais possibilidades e potenciais quando enfrentamos as dificuldades da vida. Porém é muito mais interessante desenvolver nossas capacidades em viagens do que na rotina das empresas, por exemplo, onde os erros são menos tolerados. Conseguir se comunicar com pessoas que não falam a sua língua, resolver problemas práticos, adaptar-se a condições estranhas aos seus hábitos e viver situações inesperadas são um treinamento avançado para dar conta dos muitos imprevistos que o dia-a-dia nos oferece. Com a vantagem de contemplar poentes espetaculares, ver gente diferente e viver aventuras únicas. Viajar é expandir-se. Dependendo da intenção com que viajamos e da forma com que nos abrimos para aprender, uma bela viagem vale por uma formação universitária. A lista de coisas que podemos conhecer enquanto viajamos não tem fim: idiomas, história, geografia, cultura, culinária, artes, artesanato, costumes, moda, paradigmas, política, ecologia, arquitetura, só para começar. Aí chegamos a outra questão. Estudamos para aprender e recebemos um diploma por isso, mas nem sempre efetivamente aprendemos, e nem sempre o que aprendemos serve para a vida prática. Quando viajamos, aprendemos nos divertindo. Não recebemos o diploma, mas o conhecimento é prático e pode contribuir muito para o sucesso. E se pudéssemos juntar tudo? Felizmente, já existem universidades ao redor do mundo que oferecem cursos a distância, beneficiando estudantes que não podem frequentar um curso regular numa instituição. E muita gente está escolhendo temas relacionados às suas preferências em viagens: história, arte, esportes, política etc. E um novo mundo que se descortina. Para quem não pode se dar ao luxo de passar um ano viajando, a sugestão é programar pelo menos 15 dias por ano. Se não pode ir longe, pode ir para perto. O importante é mudar de ares, abrir os olhos, experimentar coisas novas. E sem críticas, sem medo do desconhecido, do novo. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com uma consultoria americana para o desenvolvimento do pleno emprego, levantou dados que mostram que pessoas com experiência em viagens recebem até 20% mais em remuneração e empreendem com 50% mais sucesso do que aquelas que não viajam. Entretanto, a chave para uma experiência enriquecedora não é a viagem em si, mas a forma como se viaja. O espírito que colocamos na viagem é o que faz com que ela siga numa ou noutra direção. Tem gente que viaja para comparar o que vê com tudo que pensa e faz e criticar tudo o que é diferente, julgando a diferença como erro. Outras pessoas viajam para tirar fotos, conhecer bons restaurantes, ir a museus, assistir a espetáculos, divertir-se. Porém as que melhor podem aproveitar a viagem são aquelas que utilizam a experiência para aprender sobre seus limites e potenciais. Descobrir que o modo pelo qual levamos a vida é só um jeito aprendido, e não uma verdade absoluta. Perceber que há muitas formas de olhar a realidade. Dar-se conta de quais são as reações diante de um imprevisto, de uma dificuldade, de um novo hábito. Ser capaz de admirar a beleza mesmo em padrões radicalmente diferentes da própria estética.Viajar de olhos, mente e coração abertos. Aprender com a vivência e com a convivência. Experimentar e compartilhar. Aventurar-se com critério. Respeitar os outros e a si mesmo. Aprender outras linguagens, não só os idiomas, mas outras formas de se expressar. Viajar é ampliar o quintal da vida, fazer amigos e se divertir. Para aproveitar mais da experiência dessa breve viagem que é a vida, é preciso ser capaz de eliminar as fronteiras que nos separam da humanidade. Somos todos parte da mesma família. Não existe o "outro".
Responder
Responder
terça-feira, 4 de maio de 2010
BRASIL
REGINALDO MARINHO
As exposições universais foram criadas para apresentar ao mundo os novos paradigmas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Arquitetura construídos pelas nações em cada evento. Essas exposições são como uma fotografia instantânea do estágio de desenvolvimento que os países expositores experimentam.
Alguns desses paradigmas permanecem no imaginário universal. Foi assim com o Palácio de Cristal, construído na primeira Exposição Universal realizada em Londres em 1851, obra que inaugurou a arquitetura de ferro/vidro, poderoso emblema da revolução industrial britânica ou a Torre Eiffel construída para Exposição de Paris de 1889.
O comissariado brasileiro da Expo 1862 recusou a participação do protótipo da máquina de escrever do Padre Azevedo argumentando que o pavilhão já estava lotado de amostras de minérios e não cabia mais nada. O Brasil perdeu a primeira oportunidade de mostrar ao mundo um dos mais notáveis inventos nacionais.
Em 1876, o imperador D. Pedro II ao visitar a Exposição Universal de Filadélfia conheceu o invento de Alexander Graham Bell e por causa da visita do imperador à Expo de Filadélfia, o Brasil foi o segundo país do mundo a usar o telefone.
As exposições universais são regidas pelo Bureau International des Expositions que disciplina a participação das nações. Cada Estado nomeia um comissário geral para coordenar a participação nacional. No Brasil, esses cargos são escolhidos sem o foco da competência, motivado apenas por arranjos particulares e esse modo brasileiro causa muitos prejuízos para os avanços da Ciência e Tecnologia nacionais.
Dentre as exposições mais recentes a mais glamorosa foi a Expo 2000. O Brasil foi representado por um estande escandaloso que custou US$ 10 milhões e, segundo o relatório enviado ao Ministério Público Federal, se destacava pela exposição de 5.000 bonecas de pano, 500 almofadas de algodão cru com recheio de flores de macela e colunas que exalavam aroma de café. Um verdadeiro deboche. O MPF condenou os organizadores chefiados pelo filho do presidente da República da época a devolver os recursos aos cofres públicos.
Na Expo 2010 as coisas não são tão diferentes. A seleção para o projeto de arquitetura da Expo Xangai foi dirigida aos associados da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, AsBEA, com um pouco mais de uma centena de membros, foi escolhido o projeto de Fernando Brandão Arquitetura + Design, que por coincidência é membro da diretoria da AsBEA e o júri foi composto pelo arquiteto Fernando Serapião, editor executivo da revista Projeto Design, Ronaldo Rezende – Presidente da AsBEA, Henrique Cambiaghi – Conselheiro Deliberativo AsBEA, Coordenador do Prêmio AsBEA, Fernando Pinheiro, vice-presidente da AsBEA e titular do escritório Lima Pinheiro Associados e Guilherme Takeda, Conselheiro Consultivo da AsBEA.”
O modelo de contratação para o projeto do pavilhão da Expo 2010 fere frontalmente a Constituição da República Federativa do Brasil no artigo 37, das Disposições Gerais, do Capítulo VII que trata da publicidade e moralidade das ações governamentais.
O arquiteto Marcel Tanaka um dos autores defendeu o projeto assim: “Por isso, desenvolvemos essa fachada, que será feita com pedaços sobrepostos de madeira reciclada e pintada de verde, que vão ser apoiadas em uma estrutura metálica. Tanto a cor, que representa a bandeira nacional, quanto às madeiras sobrepostas, que lembram os artesanatos em palha, são referências ao País.”
No lugar de paradigmas, o pavilhão brasileiro apresenta um cardápio de vídeos em telões de alta definição, como os que ornamentam as fachadas de edifícios de cidades como Tókio e Xangai mostrando as belezas brasileiras e interatividade com toques nas telas que já eram usadas em muitos terminais públicos de internet da Itália há mais de dez anos e são usadas em terminais bancários brasileiros de autoatendimento sem nenhum paradigma apresentado.
A falta de compreensão governamental diante de uma Exposição Universal não se limita a um partido nem a um governante, esse desatino está enraizado no cerne de uma cultura subdesenvolvida e colonizada. O único governante brasileiro que valorizava e tirou proveito de uma exposição dessas foi D. Pedro II. Quando iremos entender que participar de uma Expo não é a mesma coisa que assistir ao desfile de uma escola de samba?
A contratação do projeto do pavilhão brasileiro de Xangai precisa ser analisada pelo Ministério Público Federal.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
MINc
PARAÍBA
BAIXINHO DO PANDEIRO E O ESQUENTAIS VOSSO PANDEIROS JACKSONIANOS NA PROGRAMAÇÃO DO XIII FENART PARAIBANO, OFICINAS DE PANDEIRO DIAS 27,28,29 DE MAIO das 09:00hs às 11:00hs.
MAESTRO SIVUCA será mais uma vez homenageado no FENART PARAIBANO.
Mais uma vez a Paraíba se organiza para realizar o seu Festival Nacional de Arte, o XIII FENART . O encontro acontece no período entre 23 a 29 de maio. Este ano, o Fenart homenageia um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, o Maestro Sivuca. A idéia é a de promover o encontro das artes popular e erudita num espaço de aproximadamente 53 mil m². São sete dias consecutivos de espetáculos de Teatro e Dança, Mostra de Artes Plásticas, Cinema e Vídeo, Palestras, Debates, Shows Musicais, lançamento de Livros, Oficinas de Arte e Educação. Saiba todos os detalhes sobre o Festival, acesse: http://funesc.com.br/cultura/index.php?option=com_content&view=article&id=237/. A Fenart é um evento promovido pelo Governo do Estado da Paraíba, por meio da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego.
ASSACINE ABRIL
O Tintin Cine Cineclube realiza mais uma sessão do Assacine, nessa quarta-feira, às 20h30, na Usina Cultura Energisa, em João Pessoa. Serão exibidos curtas-metragens inéditos como a Casa do Lirismo, de Thomas Freitas, que é um vídeo gravado na casa do poeta popular Nelson Barbosa que revela e reproduz o universo poético de rimas e estórias do autor. Além do Doc. de Luiz Santos, Cinema de Dois Totões e Cenas de um Filme Inglês, de Danylo Aguiar. Após a mostra haverá um debate com os realizadores e discotecagem. A realização é da ABD-PB, Pontão de Cultura RNA, Ponto de Cultura Urbe Audiovisual em parceria com a Agência Ensaio, Coletivo Vertiginosa e conta com o apoio do Ministério da Cultura, Cine Mais Cultura, Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O local da exibição fica na Usina Cultural Energisa, Rua Juarez Távora, 243, Torre (início da Epitácio Pessoa). A entrada custa R$ 2,00 e R$ 1 para estudantes e abdistas. Informações: 83 – 3221-8450.
terça-feira, 27 de abril de 2010
ESTREIA

Tintin Cineclube | quarta-feira | 20h30 | 28.04
Usina Cultural Energisa – Rua Juarez Távora, 243 – Torre (início da Epitácio Pessoa)
ASSACINE ABRIL
28.04 | quarta-feira | 20h30
Ingressos R$ 2 | R$ 1 [estudantes e abdistas pessoas com mais de 60 anos]
Local da exibição | Usina Cultural Energisa – Sala Multimídia
Dando continuidade às sessões mensais de lançamentos de curtas-metragens inéditos na cidade de João Pessoa, o Tintin Cineclube promove mais uma sessão do Assacine. Cinema, fotografia, música e literatura serão o foco principal da sessão, na qual serão exibidos três curtas-metragens, seguidos por debate com os realizadores.
1. Cinema de Dois Tões, de Luiz Santos [Documentário, 25 min, 2008, PE]
Uma viagem que refaz, de forma inversa e simbólica, o caminho que o retratista, Tonho Ceará (o último fotógrafo lambe-lambe ainda em atividade de Pernambuco) trilhou em 1977, quando deixou sua cidade natal, Juazeiro do Norte – CE, e foi morar no Recife. Uma jornada etnográfica, onde diversos personagens populares surgem, espontaneamente, doando suas imagens e seus depoimentos.
2. Cenas de um Filme Inglês, de Danylo Aguiar [Videoclipe, 10 min, 2010, PB]
Videoclipe da música Cenas de um Filme Inglês, composta por Paulo Ró em parceria com Totonho.
3. Casa de Lirismo, de Thomas Freitas [Documentário, 19 min, 2010, PB]
Vídeo gravado na casa do poeta popular Nelson Barbosa que revela e reproduz o universo poético de rimas e estórias do autor. Além de ter a participação e depoimentos de Nelson, o documentário constrói uma narrativa ficcional baseada em personagens do poeta, num intento de dar vida a uma de suas tantas estórias.
Debate com os realizadores e discotecagem pós-exibição.
Mais informações: (83) 3221.8450
Realização: ABD-PB, Pontão de Cultura RNA, Ponto de Cultura Urbe Audiovisual
Parceria: Agência Ensaio, Coletivo Vertigino
Apoio: Ministério da Cultura, Cine Mais Cultura, Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
A ABD-PB funciona diariamente nas dependências do Cine Teatro Lima Penante e oferece a todos que se interessem um modesto acervo de filmes e vídeo paraibanos, além de livros e catálogos de cinema brasileiro. Seu endereço atual é: av. João Machado, 67, Centro {no mesmo prédio onde funcionam o NTU [Núcleo de Teatro Universitário] e o NAC [Núcleo de Arte Contemporânea]} 83 3221 8450 | abd_pb@yahoo.com.br |
PATROCÍNIO
Ministério da Cultura / Governo Federal
abd_pb@yahoo.com.br
CONVITE ABERTO A POPULAÇÃO QUE GOSTA DO AUDIOVISUAL MADE - IN PB.
Lançamento do documentário "Casa de Lirismo". Será nesta quarta dia 28/04, às 20h30, na Usina Cultural da Energisa. A entrada custa dois reais. Estudantes, sócios da ABD-PB e maiores de 60 anos pagam meia.
Casa de Lirismo é um filme inspirado, no poeta Popular Nelson Barbosa. O vídeo foi gravado em sua casa e revela seu universo poético de rimas e estórias. Por onde passa Nelsão, como é conhecido por seus amigos, encanta com seu lirismo, espontaneidade, improviso e oralidade. O documentário também irá narrar uma estória baseada em personagens do poeta, numa tentativa de dar vida a uma de suas tantas narrativas.
Lançamento também no Assacine desta noite o clipe “Cenas de um filme inglês” do músico paraibano Paulo Ró, com direção de Danylo Aguiar, produção da Vertiginosa, e o documentário de Pernambuco “Cinema de dois tões”, de Luiz Santos.
Pós sessão haverá discotecagem, performace de Abraão Bahia, Coletivo Cogumelo de Ilusões Humanas.
Agradcimentos especiais à co-produção do PONTO DE CULTURA Para’iwa Multivisual.net e aos produtores associados da Labroarte, Geladeira Sonora e da Tomada Única – Filmes e Afins.
Apoio cultural:
FUNJOPE
ESTUDIO MUSICAL CULTURA ATIVA
PRAC, COEX, UFPB
Serviço:
LANÇAMENTO DO DOC "CASA DE LIRISMO"
DIA: 28/04 QUARTA-FEIRA
HORA:20H30
ONDE: USINA CULTURAL DA ENERGISA
ENTRADA: DOIS REAIS INTEIRA
ESTUDANTES, ABDISTAS E MAIORES DE 60 PAGAM MEIA.
BONUS: clipe "CENAS DE UM FILME INGLÊS", DIREÇÃO DANYLO AGUIAR
doc "CINEMA DE DOIS TÕES"
PÓS-SESSÃO: DISCOTECAGEM ABRAÃO BAHIA E O COLETIVO COGUMELO DE ILUSÕES HUMANAS!
FAÇAMOS GUERRILHA CULTURAL
Thomas Freitas
Para'iwa - Coletivo de Assessoria e Documentação
Ponto de Cultura Multivisual.Net
Vertiginosa - Coletivo de Produção Cultural
E Tudo se insere, é cultura!
Ednamay Cirilo Leite
ASSOCIAÇÃO CULTURAL ANJO AZUL
anjoazuldobeco.ning.com
meukotidianomulticultural.blogspot.com
sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
NOBELDAPAZ

UM BAIANO NO PRÊMIO NOBEL DA PAZ
Inteligência
Poderá vir para o Brasil o Prêmio Nobel da Paz de 2010.
É que figura entre os mais cotados candidatos à honraria, o nome do Doutor Abdias Nascimento, que recebeu, no ano passado, o título de cidadão baiano, conferido pela Assembléia Legislativa do Estado.
Abdias do Nascimento é um dos maiores ícones brasileiros na luta pela igualdade racial e direitos humanos.
Aos 96 anos de idade, tem uma trajetória de grandes méritos. É escritor, idealizador do Teatro Experimental do Negro (TEN), artista plástico, professor, ex-deputado federal, ex-senador e dono de uma longa militância pelas causas negras. Foi Professor Benemérito da Universidade do estado de Nova York é Doutor Honoris Causa pelas Universidades da Bahia, Brasília e Rio de Janeiro.
237 pessoas, de todo o mundo, estão concorrendo ao prêmio. O nome do vencedor deverá sair na primeira semana do mês de outubro.
Tópicos Relacionados
anjoazuldobeco.ning.com
divulgação autorizada
quinta-feira, 22 de abril de 2010
CINESESC
“Chamado de Deus” de José Filho será exibido no Cine Sesc
O Cine Sesc desta semana exibe filmes que representam diferentes períodos do cinema paraibano. Do dia 27 ao dia 28 de abril o Sesc exibirá desde Aruanda, uma produção do documentarista Linduarte Noronha de 1960 ao também documentário Seu Pita Social Clube, de 2006, dirigido por Thyego Lopes.
Na terça-feira (27) o documentário O Chamado de Deus (90’) de José Joffily, paraibano erradicado no Rio de Janeiro, conta à história de seis jovens vocacionados com visões diferenciadas acerca do papel da igreja. Três jovens seminaristas da igreja católica defendem a igreja tradicional e outros três jovens religiosos seguem uma linha da igreja ligada à teoria da libertação, uma vertente que discutiria política e defenderia uma igreja com participação direta na sociedade. No filme o diretor permite que os grupos assistam uns os depoimentos dos outros gerando uma certa polêmica. Instâncias e nomes importantes da Igreja Católica como a Ordem Franciscana, o movimento da Renovação Carismática Católica (RCC) e Padre Marcelo Rossi também aparecem no filme. O paraibano ganhou com o filme o prêmio de melhor documentário no Festival de Brasília além de um prêmio dado pelos Bispos da Igreja Católica.
Na quarta-feira (28) os documentaristas Vlademir Carvalho e Manfredo Caldas discutem em seus filmes a luta e a exploração do povo sertanejo. O longa Uma Questão de Terra (80’) destaca a história da líder Sindical Maria Margarida Alves, que foi assassinada no interior da Paraíba. A partir dessa personagem Vlademir mostra os diversos tipos de violência e perseguições que os trabalhadores rurais sofreram no Brasil, em especial na Paraíba, na luta pela reforma Agrária. O segundo filme do dia A pedra da Riqueza(16’), mostra a partir de depoimentos dos garimpeiros da região do Vale do Sabuji no interior da Paraíba, a rudimentar forma com que os garimpos são explorados. Manfredo Caldas com o filme contrapõe as condições precárias de exploração ao produto final de grande valor, o tungstênio.
Na quinta-feira (29) uma lista de curtas encerra a semana. O marcante documentário Aruanda (22’), de Linduarte Noronha, mostra uma comunidade quilombola formada por escravos libertos do sertão paraibano, Eles trabalham no plantio do algodão e produzem utensílios domésticos com cerâmica primitiva. O filme de 1960 é considerado um dos precursores do cinema novo. Já Passadouro (6’) o é uma ficção dirigida por Torquato Joel onde a chegada de uma antena parabólica ao sertão muda os hábitos dos moradores da região. Também ficção O Meio do Mundo, de Marcus Villar (11’) conta à história de um pai que em um lugar distante de tudo resolve que seu filho deve conhecer a vida. Em Seu Pita Social Clube(14’) o jovem documentarista Thyego Lopes trata com irreverência as relações sociais que se dão em um bar. Seu Pita, um personagem lendário do lugar apresenta a historia daqueles que passam o dia esperando o momento de jogar dominó e beber fiado.
Na sexta feira(30) não haverá exibição do Cine SESC que nos demais dias acontecerá no mini auditório da Unidade Centro, na Rua Desembargador Souto Maior, 281, região central de João Pessoa. Fone: 3208-3158
--
Carol Morena
(83) 8804.0455
www.coletivomundo.com.br
www.festivalmundo.com.br
www.myspace.com/bandanublado
Ednamay Cirilo
(83) 8862 6826 - 8849 7850
anjoazuldobeco.ning.com
meukotidianomulticultural.blogspot.com
O Cine Sesc desta semana exibe filmes que representam diferentes períodos do cinema paraibano. Do dia 27 ao dia 28 de abril o Sesc exibirá desde Aruanda, uma produção do documentarista Linduarte Noronha de 1960 ao também documentário Seu Pita Social Clube, de 2006, dirigido por Thyego Lopes.
Na terça-feira (27) o documentário O Chamado de Deus (90’) de José Joffily, paraibano erradicado no Rio de Janeiro, conta à história de seis jovens vocacionados com visões diferenciadas acerca do papel da igreja. Três jovens seminaristas da igreja católica defendem a igreja tradicional e outros três jovens religiosos seguem uma linha da igreja ligada à teoria da libertação, uma vertente que discutiria política e defenderia uma igreja com participação direta na sociedade. No filme o diretor permite que os grupos assistam uns os depoimentos dos outros gerando uma certa polêmica. Instâncias e nomes importantes da Igreja Católica como a Ordem Franciscana, o movimento da Renovação Carismática Católica (RCC) e Padre Marcelo Rossi também aparecem no filme. O paraibano ganhou com o filme o prêmio de melhor documentário no Festival de Brasília além de um prêmio dado pelos Bispos da Igreja Católica.
Na quarta-feira (28) os documentaristas Vlademir Carvalho e Manfredo Caldas discutem em seus filmes a luta e a exploração do povo sertanejo. O longa Uma Questão de Terra (80’) destaca a história da líder Sindical Maria Margarida Alves, que foi assassinada no interior da Paraíba. A partir dessa personagem Vlademir mostra os diversos tipos de violência e perseguições que os trabalhadores rurais sofreram no Brasil, em especial na Paraíba, na luta pela reforma Agrária. O segundo filme do dia A pedra da Riqueza(16’), mostra a partir de depoimentos dos garimpeiros da região do Vale do Sabuji no interior da Paraíba, a rudimentar forma com que os garimpos são explorados. Manfredo Caldas com o filme contrapõe as condições precárias de exploração ao produto final de grande valor, o tungstênio.
Na quinta-feira (29) uma lista de curtas encerra a semana. O marcante documentário Aruanda (22’), de Linduarte Noronha, mostra uma comunidade quilombola formada por escravos libertos do sertão paraibano, Eles trabalham no plantio do algodão e produzem utensílios domésticos com cerâmica primitiva. O filme de 1960 é considerado um dos precursores do cinema novo. Já Passadouro (6’) o é uma ficção dirigida por Torquato Joel onde a chegada de uma antena parabólica ao sertão muda os hábitos dos moradores da região. Também ficção O Meio do Mundo, de Marcus Villar (11’) conta à história de um pai que em um lugar distante de tudo resolve que seu filho deve conhecer a vida. Em Seu Pita Social Clube(14’) o jovem documentarista Thyego Lopes trata com irreverência as relações sociais que se dão em um bar. Seu Pita, um personagem lendário do lugar apresenta a historia daqueles que passam o dia esperando o momento de jogar dominó e beber fiado.
Na sexta feira(30) não haverá exibição do Cine SESC que nos demais dias acontecerá no mini auditório da Unidade Centro, na Rua Desembargador Souto Maior, 281, região central de João Pessoa. Fone: 3208-3158
--
Carol Morena
(83) 8804.0455
www.coletivomundo.com.br
www.festivalmundo.com.br
www.myspace.com/bandanublado
Ednamay Cirilo
(83) 8862 6826 - 8849 7850
anjoazuldobeco.ning.com
meukotidianomulticultural.blogspot.com
terça-feira, 20 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
AUDIOVISUAL
1º Encontro RNA | Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual
A ABD-PB [Associação Brasileira de Documentaristas – Secção Paraíba] convida todos os interessados na área de audiovisual para participar do 1º Encontro da Rede Nordestina Audiovisual, a se realizar de 16 a 18 de abril de 2010, no Hotel Netuanah, localizado na Av. Cabo Branco, n.º 2698.
Este encontro será a culminância do projeto do Pontão RNA, que há um ano se propôs a promover a articulação entre os diversos agentes do audiovisual da região Nordeste. Estarão presentes no evento representantes de coletivos de produção independentes, pontos de culturas, núcleos de produção digital, cineclubes e ABDs de todos os estados do nordeste, assim como autoridades públicas voltadas ao desenvolvimento do audiovisual nas esferas políticas e mercadológicas. Nosso intuito é alcançar maiores benefícios para o desenvolvimento da área de maneira bem distribuída, compartilhando nossas experiências, caminhos e conquistas.
Durante o 1º Encontro da Rede Nordestina Audiovisual serão discutidos assuntos como ações governamentais para o audiovisual na região Nordeste, o planejamento e a gestão do fazer audiovisual, possibilidades e perspectivas para a produção e a difusão do curta-metragem.
A entrada é gratuita e as inscrições para o evento serão feitas no período da manhã do dia 16, na recepção do Hotel Netuanah.
As noites do evento, a partir das 20h, serão dedicadas a exibições de filmes na Usina Cultural Energisa.
No dia 16 será realizado o lançamento do Panorama do Curta-Metragem Paraibano, uma caixa contendo 7 DVDs com um recorte histórico desde os anos 60 até os anos 2000, com as principais produções do estado da Paraíba, a ser distribuída gratuitamente aos diversos agentes do audiovisual independente da região, para exibição não-comercial, estudo, pesquisa e difusão. O lançamento será acompanhado pela mostra Breve Panorama, com 5 curtas-metragens [um por década] extraídos do recorte geral da caixa.
No dia 17 acontecerá o lançamento de mais uma edição do Curtas ABD-PB, projeto que consiste na produção, divulgação e comercialização de DVDs com conteúdo audiovisual paraibano. A 3ª edição do projeto, A Máquina Virou, consiste na compilação de 5 importantes curtas-metragens produzidos na Paraíba de temática homossexual, sendo eles: Depois da curva, de Helton Paulino; Amanda e Monick, de André da Costa Pinto; Paola, de Eduardo Chaves; Homens, de Lúcia Caus e Bertrand Lira; Era vermelho seu batom, de Henrique Magalhães. Depois da sessão haverá um debate com os realizadores.
Para o último dia do evento, dia 18, reservamos a sessão Jam Session Audiovisual, onde os realizadores poderão levar seus curtas-metragens de até 15 minutos para serem exibidos. Traga a vasilha [e o seu DVD]!
Programação 1º Encontro RNA
Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual
ABD-PB
Dia 16 de abril de 2010
Manhã
8h | Cadastramento dos Participantes
9h | Abertura - Ações Governamentais para o Audiovisual na Região Nordeste
Boas vindas de Carlos Dowling, presidente da ABD-PB
Chico César, Diretor da FUNJOPE / PMJP
Silvio DaRin, Secretário do Audiovisual SAV / MinC
TT Catalão, Secretário de Cidadania e Cultura – SCC / MinC
10h | Coffee break
10h30 | Articulação Regional do Audiovisual – Propostas dos Pólos
Tarciana Portela, chefe da representação regional NE do MinC
David Fernandes, Sub-secretário da Cultura da Paraíba
Carlos Dowling, Presidente da ABD-PB
Carla Francine, Coordenadora de Audiovisual da FUNDARPE / PE
Sofia Federico, Representante da DIMAS - BA
Tarde
14h | Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual – ABD-PB: Ações
15h15 | Coffee break
15h30 | Curta-Metragem e Difusão – Mediação Liuba de Medeiros
Rafael Pereira Oliveira, Coordenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e de Acesso à Cultura– DDI / SPC / MinC
Solange Lima, Presidente da ABD Nacional
Claudino de Jesus, Presidente do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes
Indira Amaral, Presidente da Fundação Aperipê / TV Aperipê
Noite
20h | Lançamento da Caixa do Panorama do Curta-metragem Paraibano [Box com 07 DVDs]
Mostra Audiovisual
- Os Romeiros da Guia – João Ramiro e Vladimir Carvalho [doc, 16’, p&b, 35mm, 1962]
- A Pedra da Riqueza – Vladimir Carvalho [doc, 16’, p&p, 35mm, 1975]
- Imagens do Declínio ou Beba Coca - Babe Cola Brasil! – Torquato Joel e Bertrand Lira [doc, 6’, cor, super-8, 1982]
- O Verme na Alma – Torquato Joel [exp, 4’, p&b, 35mm, 1998]
- O Plano do Cachorro – Arthur Lins e Ely Marques [fic, 10’, cor, 16mm, 2009]
Dia 17 de abril de 2010
Manhã
9h | GTs
Tarde
14h | Gestão e Planejamento Estratégico para o Audiovisual – Mediação Mariah Benaglia
Cláudia Costa, Presidente do Arranjo Produtivo Local do Audiovisual - GO
Arnaldo Junior, consultor do SEBRAE-PB
Tibico Brasil, gerente Ambiente de Gestão da Cultura - BNB
15h15 | Coffee break
15h30 | “Ctrl-V: VideoControl”, de Hollywood à Convergência Digital – Mediação Arthur Lins
Leonardo Brant, editor do site Cultura e Mercado
Tatiana Tavares, Representante do LAVID-UFPB / XPTA.LAB PB e RN
Noite
20h | Lançamento da 3ª edição Curtas ABD-PB: A Máquina Virou [Curtas-Metragens Paraibanos com Temática Homosexual]
Mostra Audiovisual
- Era Vermelho seu Batom – Henrique Magalhães [fic, 10’, cor, super-8, 1983]
- Paola – Eduardo Chaves [doc, 18’, cor, hi-8, 2004]
- Amanda e Monick – André da Costa Pinto [doc, 18’, cor, mini-dv, 2008]
- Homens – Bertrand Lira [doc, 21’, cor, mini-dv/35mm, 2008]
- Depois da Curva – Helton Paulino [fic, 18’, cor, HD, 2009]
Dia 18 de abril de 2010
Manhã
9h | GTs
Tarde
14h | Formação e Produção – Mediação Carlos Dowling
Cynthia Falcão, representante do CANNE – Centro Audiovisual Norte-Nordeste
Hermano Figueiredo, coordenador nacional do Programa Olhar Brasil
15h | Rede Nordestina Audiovisual – Desafios e Perspectivas
[Fechamento dos documentos gerados pelos Gts e documento geral do encontro]
Noite
20h | Mostra Audiovisual
Traga a Vasilha!
[Jam session Audiovisual com Filmes do Público]
22h | Festa de Encerramento
Discotecagem com Las Coquetes Plutônicas
Realização: ABD-PB, Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual
Patrocínio: Ministério da Cultura, Programa Cultura Viva, Prefeitura Municipal de João Pessoa, Fundação Cultural de João Pessoa [Funjope]
Apoio: Universidade Federal da Paraíba [UFPB], Usina Cultural Energisa, SEBRAE-PB, Tintin Cineclube, Cine Mais Cultura e Conselho Nacional de Cineclubes [CNC]
filipeta_encontrorna.jpg filipeta_encontrorna.jpg
179K Visualizar Baixar
A ABD-PB [Associação Brasileira de Documentaristas – Secção Paraíba] convida todos os interessados na área de audiovisual para participar do 1º Encontro da Rede Nordestina Audiovisual, a se realizar de 16 a 18 de abril de 2010, no Hotel Netuanah, localizado na Av. Cabo Branco, n.º 2698.
Este encontro será a culminância do projeto do Pontão RNA, que há um ano se propôs a promover a articulação entre os diversos agentes do audiovisual da região Nordeste. Estarão presentes no evento representantes de coletivos de produção independentes, pontos de culturas, núcleos de produção digital, cineclubes e ABDs de todos os estados do nordeste, assim como autoridades públicas voltadas ao desenvolvimento do audiovisual nas esferas políticas e mercadológicas. Nosso intuito é alcançar maiores benefícios para o desenvolvimento da área de maneira bem distribuída, compartilhando nossas experiências, caminhos e conquistas.
Durante o 1º Encontro da Rede Nordestina Audiovisual serão discutidos assuntos como ações governamentais para o audiovisual na região Nordeste, o planejamento e a gestão do fazer audiovisual, possibilidades e perspectivas para a produção e a difusão do curta-metragem.
A entrada é gratuita e as inscrições para o evento serão feitas no período da manhã do dia 16, na recepção do Hotel Netuanah.
As noites do evento, a partir das 20h, serão dedicadas a exibições de filmes na Usina Cultural Energisa.
No dia 16 será realizado o lançamento do Panorama do Curta-Metragem Paraibano, uma caixa contendo 7 DVDs com um recorte histórico desde os anos 60 até os anos 2000, com as principais produções do estado da Paraíba, a ser distribuída gratuitamente aos diversos agentes do audiovisual independente da região, para exibição não-comercial, estudo, pesquisa e difusão. O lançamento será acompanhado pela mostra Breve Panorama, com 5 curtas-metragens [um por década] extraídos do recorte geral da caixa.
No dia 17 acontecerá o lançamento de mais uma edição do Curtas ABD-PB, projeto que consiste na produção, divulgação e comercialização de DVDs com conteúdo audiovisual paraibano. A 3ª edição do projeto, A Máquina Virou, consiste na compilação de 5 importantes curtas-metragens produzidos na Paraíba de temática homossexual, sendo eles: Depois da curva, de Helton Paulino; Amanda e Monick, de André da Costa Pinto; Paola, de Eduardo Chaves; Homens, de Lúcia Caus e Bertrand Lira; Era vermelho seu batom, de Henrique Magalhães. Depois da sessão haverá um debate com os realizadores.
Para o último dia do evento, dia 18, reservamos a sessão Jam Session Audiovisual, onde os realizadores poderão levar seus curtas-metragens de até 15 minutos para serem exibidos. Traga a vasilha [e o seu DVD]!
Programação 1º Encontro RNA
Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual
ABD-PB
Dia 16 de abril de 2010
Manhã
8h | Cadastramento dos Participantes
9h | Abertura - Ações Governamentais para o Audiovisual na Região Nordeste
Boas vindas de Carlos Dowling, presidente da ABD-PB
Chico César, Diretor da FUNJOPE / PMJP
Silvio DaRin, Secretário do Audiovisual SAV / MinC
TT Catalão, Secretário de Cidadania e Cultura – SCC / MinC
10h | Coffee break
10h30 | Articulação Regional do Audiovisual – Propostas dos Pólos
Tarciana Portela, chefe da representação regional NE do MinC
David Fernandes, Sub-secretário da Cultura da Paraíba
Carlos Dowling, Presidente da ABD-PB
Carla Francine, Coordenadora de Audiovisual da FUNDARPE / PE
Sofia Federico, Representante da DIMAS - BA
Tarde
14h | Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual – ABD-PB: Ações
15h15 | Coffee break
15h30 | Curta-Metragem e Difusão – Mediação Liuba de Medeiros
Rafael Pereira Oliveira, Coordenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e de Acesso à Cultura– DDI / SPC / MinC
Solange Lima, Presidente da ABD Nacional
Claudino de Jesus, Presidente do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes
Indira Amaral, Presidente da Fundação Aperipê / TV Aperipê
Noite
20h | Lançamento da Caixa do Panorama do Curta-metragem Paraibano [Box com 07 DVDs]
Mostra Audiovisual
- Os Romeiros da Guia – João Ramiro e Vladimir Carvalho [doc, 16’, p&b, 35mm, 1962]
- A Pedra da Riqueza – Vladimir Carvalho [doc, 16’, p&p, 35mm, 1975]
- Imagens do Declínio ou Beba Coca - Babe Cola Brasil! – Torquato Joel e Bertrand Lira [doc, 6’, cor, super-8, 1982]
- O Verme na Alma – Torquato Joel [exp, 4’, p&b, 35mm, 1998]
- O Plano do Cachorro – Arthur Lins e Ely Marques [fic, 10’, cor, 16mm, 2009]
Dia 17 de abril de 2010
Manhã
9h | GTs
Tarde
14h | Gestão e Planejamento Estratégico para o Audiovisual – Mediação Mariah Benaglia
Cláudia Costa, Presidente do Arranjo Produtivo Local do Audiovisual - GO
Arnaldo Junior, consultor do SEBRAE-PB
Tibico Brasil, gerente Ambiente de Gestão da Cultura - BNB
15h15 | Coffee break
15h30 | “Ctrl-V: VideoControl”, de Hollywood à Convergência Digital – Mediação Arthur Lins
Leonardo Brant, editor do site Cultura e Mercado
Tatiana Tavares, Representante do LAVID-UFPB / XPTA.LAB PB e RN
Noite
20h | Lançamento da 3ª edição Curtas ABD-PB: A Máquina Virou [Curtas-Metragens Paraibanos com Temática Homosexual]
Mostra Audiovisual
- Era Vermelho seu Batom – Henrique Magalhães [fic, 10’, cor, super-8, 1983]
- Paola – Eduardo Chaves [doc, 18’, cor, hi-8, 2004]
- Amanda e Monick – André da Costa Pinto [doc, 18’, cor, mini-dv, 2008]
- Homens – Bertrand Lira [doc, 21’, cor, mini-dv/35mm, 2008]
- Depois da Curva – Helton Paulino [fic, 18’, cor, HD, 2009]
Dia 18 de abril de 2010
Manhã
9h | GTs
Tarde
14h | Formação e Produção – Mediação Carlos Dowling
Cynthia Falcão, representante do CANNE – Centro Audiovisual Norte-Nordeste
Hermano Figueiredo, coordenador nacional do Programa Olhar Brasil
15h | Rede Nordestina Audiovisual – Desafios e Perspectivas
[Fechamento dos documentos gerados pelos Gts e documento geral do encontro]
Noite
20h | Mostra Audiovisual
Traga a Vasilha!
[Jam session Audiovisual com Filmes do Público]
22h | Festa de Encerramento
Discotecagem com Las Coquetes Plutônicas
Realização: ABD-PB, Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual
Patrocínio: Ministério da Cultura, Programa Cultura Viva, Prefeitura Municipal de João Pessoa, Fundação Cultural de João Pessoa [Funjope]
Apoio: Universidade Federal da Paraíba [UFPB], Usina Cultural Energisa, SEBRAE-PB, Tintin Cineclube, Cine Mais Cultura e Conselho Nacional de Cineclubes [CNC]
filipeta_encontrorna.jpg filipeta_encontrorna.jpg
179K Visualizar Baixar
economiadacultura
Economia da Cultura e Desenvolvimento: Seminário itinerante chega a João Pessoa.
Economia da Cultura e Desenvolvimento: Seminário itinerante chega a João Pessoa. O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com o apoio dos SEBRAEs estaduais e da Garimpo de Soluções. A proposta do seminário itinerante surgiu a partir da identificação de demandas regionais por meio de informações instrumentais acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento dos estados das nove cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O seminário visa, além de promover a reflexão sobre a temática proposta, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a consequente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais. Complementando as palestras, haverá o lançamento do livro "Economia da Cultura - ideias e vivências", organizado por Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco, que reúne pesquisas, conceitos e relatos institucionais que aprofundam o assunto de maneira esclarecedora e descomplicada. Em cada região serão contempladas três capitais, articulando potenciais agentes públicos e privados envolvidos nesse processo, mediante trocas de experiências, com intuito de contribuir para se lançar as bases de programas estaduais e municipais voltados à dinamização dos setores socioculturais.
Cada seminário será estruturado em três mesas redondas, compostas por um especialista nacional e um representante local, de modo a garantir o maior leque possível de informações e relatos, por parte dos palestrantes e a necessária segmentação para o contexto regional, por parte do convidado local. Cada mesa durará cerca de uma hora e meia.
A importância do evento se dá em função de a Economia da Cultura vir crescentemente desempenhando um papel fundamental no alicerçamento de uma estratégia alternativa de desenvolvimento socioeconômico, na promoção dos valores, criatividade, qualidade de vida e imagem de nosso país - tanto internamente, quanto no exterior - e na geração de emprego, renda e inclusão sociocultural. Desta forma o evento cumpre a tarefa de responder às necessidades de conscientização, promoção de reflexões e debates acerca do tema, que visem, ainda, o incentivo à implementação de ações culturais mediante investimento organizacional público e privado, a partir da aplicação de métodos, índices e ferramentas da economia, em interação com processos e metodologias profissionalizadas na área de gestão cultural.
Objetivos do Seminário:
- Oferecer aos agentes públicos, privados e da sociedade civil que atuam ou têm interesse em atuar nas esferas culturais e sociais na região Norte, uma visão panorâmica da economia da cultura como fator de desenvolvimento econômico, conciliando os mundos econômico e cultural; - Aprimorar a capacidade de análise das tensões e interações que se estabelecem entre interesses nacionais e internacionais, setores econômicos e agentes públicos e privados, com relação à cultura e seu potencial econômico; - Contribuir para a ativação e a operacionalização de programas, projetos e ações socioculturais, enfatizando seu potencial propulsor do desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.
Público-alvo:
- Gestores, produtores e atores da cultura; economistas; administradores; sociólogos; profissionais da área de comunicação; turismólogos; arquitetos e urbanistas; jornalistas; profissionais de relações internacionais; estudantes e interessados em geral.
Datas e cidades
07/04 – Cuiabá (MT)
08/04 – Campo Grande (MS)
09/04 – Goiânia (GO)
15/04 – Aracaju (SE)
16/04 – Maceió (AL)
17/04 – João Pessoa (PB)
31/05 – Palmas (TO)
01/06- Belém (PA)
02/06 – Macapá (AP)
Programa do evento:
08h30 - Recepção e credenciamento.
09h00 - Abertura
09h15 - Mesa I - A Cultura no cenário brasileiro - contexto e futuro – Kátia de Marco (ABGC e UCAM) Visão ampliada da cultura na atualidade / a intensificação do diálogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econômico da cultura / a profissionalização dos setores culturais e a importância organizacional nas ações e instituições culturais/ o impacto das novas tecnologias na produção, na distribuição e consumo culturais.
10h – Palestra com representante da subsecretaria de cultura do estado da Paraíba e Chico Cesar - Fundação Cultural de Joao Pessoa – FUNJOPE.
Debate com o público.
11h00 - Mesa II – Economia da cultura – uma abordagem prática – Leandro Valiati (UFRGS) Traduzindo e descomplicando a economia / princípios e conceitos básicos de economia reconhecidos no dia-a-dia e aplicados ao campo cultural/ o papel das esferas pública e privada e à sociedade civil/ experiências de conscientização, formação e capacitação em economia da cultura, já desenvolvidas no Brasil /a inserção estratégica da economia da cultura nas políticas culturais.
11h45 – Palestra com Buda Lira - Centro Cultural Piollin e Durval Leal – Paraiwa.
Debate com o público
12h 30 – Almoço Livre
14h - Mesa III - Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional – Ana Carla Fonseca Reis (ONU e Garimpo de Soluções) Economia, cultura e desenvolvimento - conceitos complexos e entrelaçados/ a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados / como os instrumentos e marcos regulatórios contribuem para maximizar os resultados das ações culturais / visão da economia da cultura de forma sistêmica, considerando especificidades locais e fluxos internacionais de bens e serviços culturais / a tensão gerada pelos direitos de propriedade intelectual, em especial em regiões nas quais há uma profusão de saberes e fazeres culturais tradicionais /o papel do turismo cultural e da economia criativa nessa discussão.
14h45 – Palestra com Ricardo Pinto do Centro Cultural do Banco do Nordeste - CCBN e Representante da Usina Cultural Energisa. Debate com o público
15h 30 - Lançamento do livro: Economia da cultura – ideias e vivências.
Organizadoras: Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco
Autores: Adair Rocha; Ana Carla Fonseca Reis; Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fabio Ferreira; Heliana Marinho; Ivan Lee; José Arnaldo Deutscher; Kátia de Marco; Leandro Valiati; Lia Calabre; Luiz Carlos Prestes; Marcos Mantoan; Paulo Miguez; Rita Pinheiro Machado; Sydney Sanches; Tânia Pires. Editora: e-livre , RJ
16h30 - Encerramento.
CV dos Palestrantes
- Ana Carla Fonseca Reis: Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (USP). Mestre com distinção e louvor em Administração de Empresas (USP), Administradora Pública (FGV/SP), Economista (USP). Fundadora da empresa “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”. Consultora internacional e conferencista em cinco línguas em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento local, é assessora para a ONU, curadora de seminários em vários países e escritora, dentre outros, de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006), agraciado com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria de economia, administração e negócios. Professora da FGV/SP e da UCAM/RJ. Contato: anacarla@garimpodesolucoes.com.br
- Kátia de Marco: Mestre em Ciência da Arte e Graduada em Ciências Sociais e pela Universidade Federal Fluminense. Coordena e leciona no Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes e é coordenadora acadêmica dos MBA em Gestão Cultural, da Pós-graduação em Produção Cultural e do MBA em Gestão Social da Universidade Candido Mendes. Fundou e é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural. Também atua como subsecretária de planejamento cultural em Niterói/RJ. Contato: kmarco@gestaocultural.org.br
- Leandro Valiati: Economista (UFRGS), Mestre em Planejamento Urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), Doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor da Especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais, organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural, editora da UFRGS. Contato: l.valiati@terra.com.br
Inscrições:
Preencher a ficha em anexo e enviar a:
MAISA@pb.sebrae.com.br
gerson.abrantes@gmail.com
VAGAS LIMITADAS! INSCRIÇÕES ATÉ 15/04
Serviço:
Seminário Itinerante: Economia da Cultura e Desenvolvimento
Sábado, 17/04
08:30h
SEBRAE, João Pessoa - PB
Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC):
www.gestaocultural.org.br |
abgc@gestaocultural.org.br
Telefone: (21) 3543 – 6489/ (21) 9972 - 7693 |
Contato: Luísa Sena (Gerente de Projetos)
SEBRAE/PB:
Economia da Cultura e Desenvolvimento: Seminário itinerante chega a João Pessoa. O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com o apoio dos SEBRAEs estaduais e da Garimpo de Soluções. A proposta do seminário itinerante surgiu a partir da identificação de demandas regionais por meio de informações instrumentais acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento dos estados das nove cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O seminário visa, além de promover a reflexão sobre a temática proposta, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a consequente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais. Complementando as palestras, haverá o lançamento do livro "Economia da Cultura - ideias e vivências", organizado por Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco, que reúne pesquisas, conceitos e relatos institucionais que aprofundam o assunto de maneira esclarecedora e descomplicada. Em cada região serão contempladas três capitais, articulando potenciais agentes públicos e privados envolvidos nesse processo, mediante trocas de experiências, com intuito de contribuir para se lançar as bases de programas estaduais e municipais voltados à dinamização dos setores socioculturais.
Cada seminário será estruturado em três mesas redondas, compostas por um especialista nacional e um representante local, de modo a garantir o maior leque possível de informações e relatos, por parte dos palestrantes e a necessária segmentação para o contexto regional, por parte do convidado local. Cada mesa durará cerca de uma hora e meia.
A importância do evento se dá em função de a Economia da Cultura vir crescentemente desempenhando um papel fundamental no alicerçamento de uma estratégia alternativa de desenvolvimento socioeconômico, na promoção dos valores, criatividade, qualidade de vida e imagem de nosso país - tanto internamente, quanto no exterior - e na geração de emprego, renda e inclusão sociocultural. Desta forma o evento cumpre a tarefa de responder às necessidades de conscientização, promoção de reflexões e debates acerca do tema, que visem, ainda, o incentivo à implementação de ações culturais mediante investimento organizacional público e privado, a partir da aplicação de métodos, índices e ferramentas da economia, em interação com processos e metodologias profissionalizadas na área de gestão cultural.
Objetivos do Seminário:
- Oferecer aos agentes públicos, privados e da sociedade civil que atuam ou têm interesse em atuar nas esferas culturais e sociais na região Norte, uma visão panorâmica da economia da cultura como fator de desenvolvimento econômico, conciliando os mundos econômico e cultural; - Aprimorar a capacidade de análise das tensões e interações que se estabelecem entre interesses nacionais e internacionais, setores econômicos e agentes públicos e privados, com relação à cultura e seu potencial econômico; - Contribuir para a ativação e a operacionalização de programas, projetos e ações socioculturais, enfatizando seu potencial propulsor do desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.
Público-alvo:
- Gestores, produtores e atores da cultura; economistas; administradores; sociólogos; profissionais da área de comunicação; turismólogos; arquitetos e urbanistas; jornalistas; profissionais de relações internacionais; estudantes e interessados em geral.
Datas e cidades
07/04 – Cuiabá (MT)
08/04 – Campo Grande (MS)
09/04 – Goiânia (GO)
15/04 – Aracaju (SE)
16/04 – Maceió (AL)
17/04 – João Pessoa (PB)
31/05 – Palmas (TO)
01/06- Belém (PA)
02/06 – Macapá (AP)
Programa do evento:
08h30 - Recepção e credenciamento.
09h00 - Abertura
09h15 - Mesa I - A Cultura no cenário brasileiro - contexto e futuro – Kátia de Marco (ABGC e UCAM) Visão ampliada da cultura na atualidade / a intensificação do diálogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econômico da cultura / a profissionalização dos setores culturais e a importância organizacional nas ações e instituições culturais/ o impacto das novas tecnologias na produção, na distribuição e consumo culturais.
10h – Palestra com representante da subsecretaria de cultura do estado da Paraíba e Chico Cesar - Fundação Cultural de Joao Pessoa – FUNJOPE.
Debate com o público.
11h00 - Mesa II – Economia da cultura – uma abordagem prática – Leandro Valiati (UFRGS) Traduzindo e descomplicando a economia / princípios e conceitos básicos de economia reconhecidos no dia-a-dia e aplicados ao campo cultural/ o papel das esferas pública e privada e à sociedade civil/ experiências de conscientização, formação e capacitação em economia da cultura, já desenvolvidas no Brasil /a inserção estratégica da economia da cultura nas políticas culturais.
11h45 – Palestra com Buda Lira - Centro Cultural Piollin e Durval Leal – Paraiwa.
Debate com o público
12h 30 – Almoço Livre
14h - Mesa III - Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional – Ana Carla Fonseca Reis (ONU e Garimpo de Soluções) Economia, cultura e desenvolvimento - conceitos complexos e entrelaçados/ a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados / como os instrumentos e marcos regulatórios contribuem para maximizar os resultados das ações culturais / visão da economia da cultura de forma sistêmica, considerando especificidades locais e fluxos internacionais de bens e serviços culturais / a tensão gerada pelos direitos de propriedade intelectual, em especial em regiões nas quais há uma profusão de saberes e fazeres culturais tradicionais /o papel do turismo cultural e da economia criativa nessa discussão.
14h45 – Palestra com Ricardo Pinto do Centro Cultural do Banco do Nordeste - CCBN e Representante da Usina Cultural Energisa. Debate com o público
15h 30 - Lançamento do livro: Economia da cultura – ideias e vivências.
Organizadoras: Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco
Autores: Adair Rocha; Ana Carla Fonseca Reis; Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fabio Ferreira; Heliana Marinho; Ivan Lee; José Arnaldo Deutscher; Kátia de Marco; Leandro Valiati; Lia Calabre; Luiz Carlos Prestes; Marcos Mantoan; Paulo Miguez; Rita Pinheiro Machado; Sydney Sanches; Tânia Pires. Editora: e-livre , RJ
16h30 - Encerramento.
CV dos Palestrantes
- Ana Carla Fonseca Reis: Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (USP). Mestre com distinção e louvor em Administração de Empresas (USP), Administradora Pública (FGV/SP), Economista (USP). Fundadora da empresa “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”. Consultora internacional e conferencista em cinco línguas em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento local, é assessora para a ONU, curadora de seminários em vários países e escritora, dentre outros, de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006), agraciado com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria de economia, administração e negócios. Professora da FGV/SP e da UCAM/RJ. Contato: anacarla@garimpodesolucoes.com.br
- Kátia de Marco: Mestre em Ciência da Arte e Graduada em Ciências Sociais e pela Universidade Federal Fluminense. Coordena e leciona no Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes e é coordenadora acadêmica dos MBA em Gestão Cultural, da Pós-graduação em Produção Cultural e do MBA em Gestão Social da Universidade Candido Mendes. Fundou e é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural. Também atua como subsecretária de planejamento cultural em Niterói/RJ. Contato: kmarco@gestaocultural.org.br
- Leandro Valiati: Economista (UFRGS), Mestre em Planejamento Urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), Doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor da Especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais, organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural, editora da UFRGS. Contato: l.valiati@terra.com.br
Inscrições:
Preencher a ficha em anexo e enviar a:
MAISA@pb.sebrae.com.br
gerson.abrantes@gmail.com
VAGAS LIMITADAS! INSCRIÇÕES ATÉ 15/04
Serviço:
Seminário Itinerante: Economia da Cultura e Desenvolvimento
Sábado, 17/04
08:30h
SEBRAE, João Pessoa - PB
Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC):
www.gestaocultural.org.br |
abgc@gestaocultural.org.br
Telefone: (21) 3543 – 6489/ (21) 9972 - 7693 |
Contato: Luísa Sena (Gerente de Projetos)
SEBRAE/PB:
quarta-feira, 14 de abril de 2010
LEI 12.227 - MULHER
Sancionada lei que cria Relatório Anual Socioeconômico da Mulher
Foi sancionada ontem (12 de abril) e publicada hoje pelo Presidente da República em exercício (o vice-presidente José Alencar) a lei de autoria da deputada Luiza Erundina que cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher. A iniciativa se transformou na Lei Nº 12.227, e foi publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União
O objetivo do relatório é reunir, em um só documento, dados socioeconômicos e informações relativas a políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil. “Hoje os dados estão dispersos e cada ministério tem isoladamente - ou não tem - esses dados, sem nenhuma condensação. Essa é uma medida que vai obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados”, explica a deputada Luiza Erundina.
Além de obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados, a medida possibilitará que a sociedade acompanhe e fiscalize as ações do governo voltadas para as mulheres, bem como servirá de base ao planejamento de novas políticas públicas de gênero.
Abaixo, o texto da lei na íntegra:
LEI Nº 12.227, DE 12 DE ABRIL DE 2010
Cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É instituído o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher - RASEAM, que compreenderá os seguintes dados relativos à população feminina no Brasil:
I - taxa de emprego formal, por setor de atividade;
II - taxa de participação na população economicamente ativa e no pessoal ocupado e desocupado;
III - taxa de desemprego aberto, por setor de atividade;
IV - taxa de participação no pessoal ocupado, por setor de atividade e posição na ocupação;
V - rendimento médio real das mulheres ocupadas, por setor de atividade e posição na ocupação;
VI - total dos rendimentos das mulheres ocupadas;
VII - número de vítimas de violência física, sexual ou psicológica;
VIII - índice de participação trabalhista em ambientes insalubres;
IX - expectativa média de vida;
X - taxa de mortalidade e suas principais causas;
XI - taxa de participação na composição etária e étnica da população em geral;
XII - grau médio de escolaridade;
XIII - taxa de incidência de gravidez na adolescência;
XIV - taxa de incidência de doenças próprias da mulher e daquelas sexualmente transmissíveis;
XV - proporção das mulheres chefes de domicílio, considerando escolaridade, renda média, acesso à eletricidade, água tratada, esgotamento sanitário e coleta de lixo;
XVI - cobertura previdenciária oficial para trabalhadoras ativas e inativas;
XVII - disposições dos tratados e das conferências internacionais pertinentes de que o Brasil seja signatário ou participante;
XVIII - quaisquer outras informações julgadas relevantes pelo órgão responsável pela elaboração e publicação do Raseam.
Art. 2º Para aplicação do disposto no art. 1o desta Lei serão considerados:
I - pesquisa nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Brasília, Cuiabá, Belém, Manaus, Fortaleza e Curitiba;
II - setor de atividade: indústria de transformação, construção civil, comércio, serviços e outras atividades;
III - posição na ocupação: com Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, sem Carteira, conta própria e empregadora.
Parágrafo único. No ano subsequente à realização do Censo Demográfico, a amostragem inscrita no inciso I do caput deste artigo abrangerá todos os municípios brasileiros.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, os dados inscritos no Raseam serão publicados anualmente.
Art. 4º Os dados do Raseam terão por base as informações e os levantamentos:
I - da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por meio da realização do Censo Demográfico, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD e da Pesquisa Mensal de Emprego - PME;
II - do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA;
III - da Presidência da República;
IV - do Ministério do Trabalho e Emprego;
V - do Ministério das Relações Exteriores;
VI - do Ministério da Justiça;
VII - do Ministério da Saúde;
VIII - do Ministério da Educação;
IX - do Ministério da Previdência Social;
X - de outras instituições, nacionais e internacionais, públicas e privadas, que produzam dados pertinentes à formulação e à implementação de políticas públicas de interesse para as mulheres.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de abril de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Nilcéa Freire
Este é um e-mail automático enviado por sistema. Favor não respondê-lo, pois esta conta não é monitorada
Contato:
Brasília/DF
Câmara dos deputados - Anexo IV - Gab. 620 - CEP: 70160-900
Fone: 61 3215-5620 • Fax: 61 3215-2620 • dep.luizaerundina@camara.gov.br
São Paulo/SP
Rua Piirtuba, 349 - Mirandópolis - CEP: 04052-120
Fone/Fax: 11 5078-6642/6643• escritoriosaopaulo@luizaerundina.com.br
www.luizaerundina.com.br
Foi sancionada ontem (12 de abril) e publicada hoje pelo Presidente da República em exercício (o vice-presidente José Alencar) a lei de autoria da deputada Luiza Erundina que cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher. A iniciativa se transformou na Lei Nº 12.227, e foi publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União
O objetivo do relatório é reunir, em um só documento, dados socioeconômicos e informações relativas a políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil. “Hoje os dados estão dispersos e cada ministério tem isoladamente - ou não tem - esses dados, sem nenhuma condensação. Essa é uma medida que vai obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados”, explica a deputada Luiza Erundina.
Além de obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados, a medida possibilitará que a sociedade acompanhe e fiscalize as ações do governo voltadas para as mulheres, bem como servirá de base ao planejamento de novas políticas públicas de gênero.
Abaixo, o texto da lei na íntegra:
LEI Nº 12.227, DE 12 DE ABRIL DE 2010
Cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É instituído o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher - RASEAM, que compreenderá os seguintes dados relativos à população feminina no Brasil:
I - taxa de emprego formal, por setor de atividade;
II - taxa de participação na população economicamente ativa e no pessoal ocupado e desocupado;
III - taxa de desemprego aberto, por setor de atividade;
IV - taxa de participação no pessoal ocupado, por setor de atividade e posição na ocupação;
V - rendimento médio real das mulheres ocupadas, por setor de atividade e posição na ocupação;
VI - total dos rendimentos das mulheres ocupadas;
VII - número de vítimas de violência física, sexual ou psicológica;
VIII - índice de participação trabalhista em ambientes insalubres;
IX - expectativa média de vida;
X - taxa de mortalidade e suas principais causas;
XI - taxa de participação na composição etária e étnica da população em geral;
XII - grau médio de escolaridade;
XIII - taxa de incidência de gravidez na adolescência;
XIV - taxa de incidência de doenças próprias da mulher e daquelas sexualmente transmissíveis;
XV - proporção das mulheres chefes de domicílio, considerando escolaridade, renda média, acesso à eletricidade, água tratada, esgotamento sanitário e coleta de lixo;
XVI - cobertura previdenciária oficial para trabalhadoras ativas e inativas;
XVII - disposições dos tratados e das conferências internacionais pertinentes de que o Brasil seja signatário ou participante;
XVIII - quaisquer outras informações julgadas relevantes pelo órgão responsável pela elaboração e publicação do Raseam.
Art. 2º Para aplicação do disposto no art. 1o desta Lei serão considerados:
I - pesquisa nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Brasília, Cuiabá, Belém, Manaus, Fortaleza e Curitiba;
II - setor de atividade: indústria de transformação, construção civil, comércio, serviços e outras atividades;
III - posição na ocupação: com Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, sem Carteira, conta própria e empregadora.
Parágrafo único. No ano subsequente à realização do Censo Demográfico, a amostragem inscrita no inciso I do caput deste artigo abrangerá todos os municípios brasileiros.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, os dados inscritos no Raseam serão publicados anualmente.
Art. 4º Os dados do Raseam terão por base as informações e os levantamentos:
I - da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por meio da realização do Censo Demográfico, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD e da Pesquisa Mensal de Emprego - PME;
II - do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA;
III - da Presidência da República;
IV - do Ministério do Trabalho e Emprego;
V - do Ministério das Relações Exteriores;
VI - do Ministério da Justiça;
VII - do Ministério da Saúde;
VIII - do Ministério da Educação;
IX - do Ministério da Previdência Social;
X - de outras instituições, nacionais e internacionais, públicas e privadas, que produzam dados pertinentes à formulação e à implementação de políticas públicas de interesse para as mulheres.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de abril de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Nilcéa Freire
Este é um e-mail automático enviado por sistema. Favor não respondê-lo, pois esta conta não é monitorada
Contato:
Brasília/DF
Câmara dos deputados - Anexo IV - Gab. 620 - CEP: 70160-900
Fone: 61 3215-5620 • Fax: 61 3215-2620 • dep.luizaerundina@camara.gov.br
São Paulo/SP
Rua Piirtuba, 349 - Mirandópolis - CEP: 04052-120
Fone/Fax: 11 5078-6642/6643• escritoriosaopaulo@luizaerundina.com.br
www.luizaerundina.com.br
quinta-feira, 8 de abril de 2010
TOURNE
TURNÊ CABRUÊRA - FORA DO EIXO (SP/MG)
07.04 – Campinas (SP)
08.04 – São Paulo (SP)
09 e 10.04 - day off
11.04 – Araraquara (SP)
12.04 – São Carlos (SP)
13.04 – São Carlos (SP)
14.04 – Bauru (SP)
15.04 – Guaxupé (SP)
16.04 – Franca (SP)
17.04 – Uberlândia (MG)
18.04 – Belo Horizonte (MG)
07.04 – Campinas (SP)
08.04 – São Paulo (SP)
09 e 10.04 - day off
11.04 – Araraquara (SP)
12.04 – São Carlos (SP)
13.04 – São Carlos (SP)
14.04 – Bauru (SP)
15.04 – Guaxupé (SP)
16.04 – Franca (SP)
17.04 – Uberlândia (MG)
18.04 – Belo Horizonte (MG)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
FENART
Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart recebe inscrições até o dia 30 de abril
A Mostra Competitiva Audiovisual que acontecerá dentro da programação do XIII Fenart, entre os dias 24 e 28 de maio, recebe inscrições de curtas-metragens de todo o país até o dia 30 de abril. O principal intuito da mostra é incentivar, divulgar e premiar a produção audiovisual de curta-metragem brasileira, além de suscitar a formação e a manutenção de público para o cinema nacional.
Serão aceitas inscrições de curtas-metragens brasileiros, sem distinção de gênero e de formato de finalização ou captação, concluídos a partir de 2008, com duração máxima de 20 minutos.
A Mostra de caráter competitivo oferecerá premiação de R$ 1.000,00 para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental e inovação da linguagem audiovisual. Além desses, também será oferecida premiação de R$ 1.000,00 para o melhor curta-metragem escolhido através de voto popular.
O regulamento e a ficha de inscrição da Mostra Competitiva Audiovisual podem ser encontrados na Internet no site da Funesc - www.funesc.com.br.
A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).
A Mostra Competitiva Audiovisual que acontecerá dentro da programação do XIII Fenart, entre os dias 24 e 28 de maio, recebe inscrições de curtas-metragens de todo o país até o dia 30 de abril. O principal intuito da mostra é incentivar, divulgar e premiar a produção audiovisual de curta-metragem brasileira, além de suscitar a formação e a manutenção de público para o cinema nacional.
Serão aceitas inscrições de curtas-metragens brasileiros, sem distinção de gênero e de formato de finalização ou captação, concluídos a partir de 2008, com duração máxima de 20 minutos.
A Mostra de caráter competitivo oferecerá premiação de R$ 1.000,00 para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental e inovação da linguagem audiovisual. Além desses, também será oferecida premiação de R$ 1.000,00 para o melhor curta-metragem escolhido através de voto popular.
O regulamento e a ficha de inscrição da Mostra Competitiva Audiovisual podem ser encontrados na Internet no site da Funesc - www.funesc.com.br.
A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).
INTERCAMBIO
HOLANDA É A NOVA ROTA PARA ESTUDANTES FAZER INTERCAMBIO CULTURAL
Sem a mesma popularidade da França ou Espanha, a Holanda também está entre os destinos dos brasileiros que querem estudar na Europa. Apesar de o holandês ser a língua oficial, a maior parte da população fala inglês com fluência, o que, em termos práticos, pode representar uma vantagem a estudantes que queiram embarcar para o país sem conhecer seu idioma. Além do mais, grande parte dos cursos no país é oferecida em inglês.
A qualidade do sistema educacional e os incentivos do governo holandês também são grandes atrativos para os estudantes internacionais. Atualmente, o país mantém mais de 650 programas educacionais desenvolvidos especialmente para estrangeiros. Há desde cursos rápidos, que duram algumas semanas, até programas de mestrado e doutorado com duração de até quatro anos.
Os estrangeiros podem optar por estudar nas áreas de agricultura, florestas e pesca; artes e humanidades; administração e gestão comercial; educação e formação de professores; engenharia; ciências ambientais; belas artes e artes aplicadas; direito; comunicação de massas e ciências da informação; matemática e ciência de computadores; ciências médicas; biologia; serviços, turismo e lazer; ciências sociais e comportamentais; transporte e comunicações; e planejamento e arquitetura urbana e regional.
Para a maior parte dos programas, é exigida a comprovação de conhecimento da língua inglesa (com nota mínima de 550 para o Tofel ou 5,5 para o Ielts) e, de acordo com a opção do estudante, uma comprovação do curso de bacharelado e, em alguns casos, comprovação de experiência profissional.
Não é tão caro estudar na Holanda, se comparado com a Inglaterra e os Estados Unidos. A maior parte das instituições de ensino superior neerlandesas são subsidiadas. As taxas anuais variam entre US$ 2.000 e US$ 15.000. Além disso, com base nos gastos com homestay, alimentação, transporte e extras, o custo médio mensal no país é de 1.100 euros.
Brasileiros que pretendem permanecer na Holanda por até 90 dias não precisam de visto. Para ingressar no país, basta ter um passaporte válido, passagem aérea com a data de retorno confirmada e comprovação de meios financeiros. Os estrangeiros com visto de estudo não podem exercer nenhuma atividade remunerada na Holanda. Aqueles que desrespeitarem as regras de migração, trabalhando clandestinamente, estarão sujeitos a todas as punições previstas pela lei holandesa, incluindo a deportação para seu país de origem.
Sem a mesma popularidade da França ou Espanha, a Holanda também está entre os destinos dos brasileiros que querem estudar na Europa. Apesar de o holandês ser a língua oficial, a maior parte da população fala inglês com fluência, o que, em termos práticos, pode representar uma vantagem a estudantes que queiram embarcar para o país sem conhecer seu idioma. Além do mais, grande parte dos cursos no país é oferecida em inglês.
A qualidade do sistema educacional e os incentivos do governo holandês também são grandes atrativos para os estudantes internacionais. Atualmente, o país mantém mais de 650 programas educacionais desenvolvidos especialmente para estrangeiros. Há desde cursos rápidos, que duram algumas semanas, até programas de mestrado e doutorado com duração de até quatro anos.
Os estrangeiros podem optar por estudar nas áreas de agricultura, florestas e pesca; artes e humanidades; administração e gestão comercial; educação e formação de professores; engenharia; ciências ambientais; belas artes e artes aplicadas; direito; comunicação de massas e ciências da informação; matemática e ciência de computadores; ciências médicas; biologia; serviços, turismo e lazer; ciências sociais e comportamentais; transporte e comunicações; e planejamento e arquitetura urbana e regional.
Para a maior parte dos programas, é exigida a comprovação de conhecimento da língua inglesa (com nota mínima de 550 para o Tofel ou 5,5 para o Ielts) e, de acordo com a opção do estudante, uma comprovação do curso de bacharelado e, em alguns casos, comprovação de experiência profissional.
Não é tão caro estudar na Holanda, se comparado com a Inglaterra e os Estados Unidos. A maior parte das instituições de ensino superior neerlandesas são subsidiadas. As taxas anuais variam entre US$ 2.000 e US$ 15.000. Além disso, com base nos gastos com homestay, alimentação, transporte e extras, o custo médio mensal no país é de 1.100 euros.
Brasileiros que pretendem permanecer na Holanda por até 90 dias não precisam de visto. Para ingressar no país, basta ter um passaporte válido, passagem aérea com a data de retorno confirmada e comprovação de meios financeiros. Os estrangeiros com visto de estudo não podem exercer nenhuma atividade remunerada na Holanda. Aqueles que desrespeitarem as regras de migração, trabalhando clandestinamente, estarão sujeitos a todas as punições previstas pela lei holandesa, incluindo a deportação para seu país de origem.
quinta-feira, 25 de março de 2010
JACKSONIANDO

Fonte: http://www.fatospb.com.br/?p=noticia_int&id=1263
25/03/2010 Paraibano Jackson do Pandeiro é homenageado em São Paulo
“Sucesso que eu digo não é uma música tocar muito no rádio, não. É quando ela toca no país todo, no sertão e em Copacabana. No Rio Grande do Sul e no Amazonas. Em qualquer biboca que você chegar, em beira de estrada, o danado tá tocando. Você vai cantar no interior e nem precisa ensaiar, pois os músicos locais já conhecem seu repertório. Isso é sucesso e eu posso dizer que fiz um bruto de um sucesso. Um sucesso retumbante”. [Jackson do Pandeiro]
Com uma programação vasta que aborda o repertório e a influência do paraibano Jackson do Pandeiro [1919 - 1982] na música brasileira, a Área de Convivência do SESC Santo André é ambientada cenograficamente para mostrar desde o primeiro contato do músico com as rodas de coco frequentadas em companhia de sua mãe, passando pela participação em elencos de diferentes emissoras de rádio, até a consolidação de sua posição de destaque nesta área da criação artística.
Certamente a música regional nordestina teria dimensões menores sem o ‘rei do ritmo’. A importância de sua obra e sua biografia é revelada em cinco núcleos expositivos: Painel Trajetória, Jukebox, Cabine de Rádio, Sala de Reboco e Vitrine Museológica. A unidade ainda promove atividades integradas, e diversificadas, à exposição multimídia, como shows com grupos de forró e rodas de coco e bate-papos. O universo gastronômico também é contemplado, sendo exploradas as preferências culinárias do músico por meio de vivências e cardápio temático.
Como a ideia é também propiciar a familiaridade de gerações mais novas com a riqueza musical de Jackson do Pandeiro, foi pensado um blog que está no ar com programetes de webrádio produzidos pelo Núcleo de Rádio-Jornalismo da Universidade Metodista, depoimentos do público visitante da exposição, locuções sobre a trajetória do músico e também fotos inéditas da exposição que teve início na noite desta quarta-feira, 24, e ficará à disposição do público até o dia 23 de maio.
Fonte:Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo
Foto: acervo Fernando Moura
Saiba todos os detalhes acessando:http://jacksondopandeiro.wordpress.com/
Assinar:
Postagens
(
Atom
)
