Economia da Cultura e Desenvolvimento: Seminário itinerante chega a João Pessoa.
Economia da Cultura e Desenvolvimento: Seminário itinerante chega a João Pessoa. O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com o apoio dos SEBRAEs estaduais e da Garimpo de Soluções. A proposta do seminário itinerante surgiu a partir da identificação de demandas regionais por meio de informações instrumentais acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento dos estados das nove cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O seminário visa, além de promover a reflexão sobre a temática proposta, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a consequente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais. Complementando as palestras, haverá o lançamento do livro "Economia da Cultura - ideias e vivências", organizado por Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco, que reúne pesquisas, conceitos e relatos institucionais que aprofundam o assunto de maneira esclarecedora e descomplicada. Em cada região serão contempladas três capitais, articulando potenciais agentes públicos e privados envolvidos nesse processo, mediante trocas de experiências, com intuito de contribuir para se lançar as bases de programas estaduais e municipais voltados à dinamização dos setores socioculturais.
Cada seminário será estruturado em três mesas redondas, compostas por um especialista nacional e um representante local, de modo a garantir o maior leque possível de informações e relatos, por parte dos palestrantes e a necessária segmentação para o contexto regional, por parte do convidado local. Cada mesa durará cerca de uma hora e meia.
A importância do evento se dá em função de a Economia da Cultura vir crescentemente desempenhando um papel fundamental no alicerçamento de uma estratégia alternativa de desenvolvimento socioeconômico, na promoção dos valores, criatividade, qualidade de vida e imagem de nosso país - tanto internamente, quanto no exterior - e na geração de emprego, renda e inclusão sociocultural. Desta forma o evento cumpre a tarefa de responder às necessidades de conscientização, promoção de reflexões e debates acerca do tema, que visem, ainda, o incentivo à implementação de ações culturais mediante investimento organizacional público e privado, a partir da aplicação de métodos, índices e ferramentas da economia, em interação com processos e metodologias profissionalizadas na área de gestão cultural.
Objetivos do Seminário:
- Oferecer aos agentes públicos, privados e da sociedade civil que atuam ou têm interesse em atuar nas esferas culturais e sociais na região Norte, uma visão panorâmica da economia da cultura como fator de desenvolvimento econômico, conciliando os mundos econômico e cultural; - Aprimorar a capacidade de análise das tensões e interações que se estabelecem entre interesses nacionais e internacionais, setores econômicos e agentes públicos e privados, com relação à cultura e seu potencial econômico; - Contribuir para a ativação e a operacionalização de programas, projetos e ações socioculturais, enfatizando seu potencial propulsor do desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.
Público-alvo:
- Gestores, produtores e atores da cultura; economistas; administradores; sociólogos; profissionais da área de comunicação; turismólogos; arquitetos e urbanistas; jornalistas; profissionais de relações internacionais; estudantes e interessados em geral.
Datas e cidades
07/04 – Cuiabá (MT)
08/04 – Campo Grande (MS)
09/04 – Goiânia (GO)
15/04 – Aracaju (SE)
16/04 – Maceió (AL)
17/04 – João Pessoa (PB)
31/05 – Palmas (TO)
01/06- Belém (PA)
02/06 – Macapá (AP)
Programa do evento:
08h30 - Recepção e credenciamento.
09h00 - Abertura
09h15 - Mesa I - A Cultura no cenário brasileiro - contexto e futuro – Kátia de Marco (ABGC e UCAM) Visão ampliada da cultura na atualidade / a intensificação do diálogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econômico da cultura / a profissionalização dos setores culturais e a importância organizacional nas ações e instituições culturais/ o impacto das novas tecnologias na produção, na distribuição e consumo culturais.
10h – Palestra com representante da subsecretaria de cultura do estado da Paraíba e Chico Cesar - Fundação Cultural de Joao Pessoa – FUNJOPE.
Debate com o público.
11h00 - Mesa II – Economia da cultura – uma abordagem prática – Leandro Valiati (UFRGS) Traduzindo e descomplicando a economia / princípios e conceitos básicos de economia reconhecidos no dia-a-dia e aplicados ao campo cultural/ o papel das esferas pública e privada e à sociedade civil/ experiências de conscientização, formação e capacitação em economia da cultura, já desenvolvidas no Brasil /a inserção estratégica da economia da cultura nas políticas culturais.
11h45 – Palestra com Buda Lira - Centro Cultural Piollin e Durval Leal – Paraiwa.
Debate com o público
12h 30 – Almoço Livre
14h - Mesa III - Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional – Ana Carla Fonseca Reis (ONU e Garimpo de Soluções) Economia, cultura e desenvolvimento - conceitos complexos e entrelaçados/ a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados / como os instrumentos e marcos regulatórios contribuem para maximizar os resultados das ações culturais / visão da economia da cultura de forma sistêmica, considerando especificidades locais e fluxos internacionais de bens e serviços culturais / a tensão gerada pelos direitos de propriedade intelectual, em especial em regiões nas quais há uma profusão de saberes e fazeres culturais tradicionais /o papel do turismo cultural e da economia criativa nessa discussão.
14h45 – Palestra com Ricardo Pinto do Centro Cultural do Banco do Nordeste - CCBN e Representante da Usina Cultural Energisa. Debate com o público
15h 30 - Lançamento do livro: Economia da cultura – ideias e vivências.
Organizadoras: Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco
Autores: Adair Rocha; Ana Carla Fonseca Reis; Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fabio Ferreira; Heliana Marinho; Ivan Lee; José Arnaldo Deutscher; Kátia de Marco; Leandro Valiati; Lia Calabre; Luiz Carlos Prestes; Marcos Mantoan; Paulo Miguez; Rita Pinheiro Machado; Sydney Sanches; Tânia Pires. Editora: e-livre , RJ
16h30 - Encerramento.
CV dos Palestrantes
- Ana Carla Fonseca Reis: Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (USP). Mestre com distinção e louvor em Administração de Empresas (USP), Administradora Pública (FGV/SP), Economista (USP). Fundadora da empresa “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”. Consultora internacional e conferencista em cinco línguas em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento local, é assessora para a ONU, curadora de seminários em vários países e escritora, dentre outros, de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006), agraciado com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria de economia, administração e negócios. Professora da FGV/SP e da UCAM/RJ. Contato: anacarla@garimpodesolucoes.com.br
- Kátia de Marco: Mestre em Ciência da Arte e Graduada em Ciências Sociais e pela Universidade Federal Fluminense. Coordena e leciona no Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes e é coordenadora acadêmica dos MBA em Gestão Cultural, da Pós-graduação em Produção Cultural e do MBA em Gestão Social da Universidade Candido Mendes. Fundou e é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural. Também atua como subsecretária de planejamento cultural em Niterói/RJ. Contato: kmarco@gestaocultural.org.br
- Leandro Valiati: Economista (UFRGS), Mestre em Planejamento Urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), Doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor da Especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais, organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural, editora da UFRGS. Contato: l.valiati@terra.com.br
Inscrições:
Preencher a ficha em anexo e enviar a:
MAISA@pb.sebrae.com.br
gerson.abrantes@gmail.com
VAGAS LIMITADAS! INSCRIÇÕES ATÉ 15/04
Serviço:
Seminário Itinerante: Economia da Cultura e Desenvolvimento
Sábado, 17/04
08:30h
SEBRAE, João Pessoa - PB
Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC):
www.gestaocultural.org.br |
abgc@gestaocultural.org.br
Telefone: (21) 3543 – 6489/ (21) 9972 - 7693 |
Contato: Luísa Sena (Gerente de Projetos)
SEBRAE/PB:
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
LEI 12.227 - MULHER
Sancionada lei que cria Relatório Anual Socioeconômico da Mulher
Foi sancionada ontem (12 de abril) e publicada hoje pelo Presidente da República em exercício (o vice-presidente José Alencar) a lei de autoria da deputada Luiza Erundina que cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher. A iniciativa se transformou na Lei Nº 12.227, e foi publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União
O objetivo do relatório é reunir, em um só documento, dados socioeconômicos e informações relativas a políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil. “Hoje os dados estão dispersos e cada ministério tem isoladamente - ou não tem - esses dados, sem nenhuma condensação. Essa é uma medida que vai obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados”, explica a deputada Luiza Erundina.
Além de obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados, a medida possibilitará que a sociedade acompanhe e fiscalize as ações do governo voltadas para as mulheres, bem como servirá de base ao planejamento de novas políticas públicas de gênero.
Abaixo, o texto da lei na íntegra:
LEI Nº 12.227, DE 12 DE ABRIL DE 2010
Cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É instituído o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher - RASEAM, que compreenderá os seguintes dados relativos à população feminina no Brasil:
I - taxa de emprego formal, por setor de atividade;
II - taxa de participação na população economicamente ativa e no pessoal ocupado e desocupado;
III - taxa de desemprego aberto, por setor de atividade;
IV - taxa de participação no pessoal ocupado, por setor de atividade e posição na ocupação;
V - rendimento médio real das mulheres ocupadas, por setor de atividade e posição na ocupação;
VI - total dos rendimentos das mulheres ocupadas;
VII - número de vítimas de violência física, sexual ou psicológica;
VIII - índice de participação trabalhista em ambientes insalubres;
IX - expectativa média de vida;
X - taxa de mortalidade e suas principais causas;
XI - taxa de participação na composição etária e étnica da população em geral;
XII - grau médio de escolaridade;
XIII - taxa de incidência de gravidez na adolescência;
XIV - taxa de incidência de doenças próprias da mulher e daquelas sexualmente transmissíveis;
XV - proporção das mulheres chefes de domicílio, considerando escolaridade, renda média, acesso à eletricidade, água tratada, esgotamento sanitário e coleta de lixo;
XVI - cobertura previdenciária oficial para trabalhadoras ativas e inativas;
XVII - disposições dos tratados e das conferências internacionais pertinentes de que o Brasil seja signatário ou participante;
XVIII - quaisquer outras informações julgadas relevantes pelo órgão responsável pela elaboração e publicação do Raseam.
Art. 2º Para aplicação do disposto no art. 1o desta Lei serão considerados:
I - pesquisa nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Brasília, Cuiabá, Belém, Manaus, Fortaleza e Curitiba;
II - setor de atividade: indústria de transformação, construção civil, comércio, serviços e outras atividades;
III - posição na ocupação: com Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, sem Carteira, conta própria e empregadora.
Parágrafo único. No ano subsequente à realização do Censo Demográfico, a amostragem inscrita no inciso I do caput deste artigo abrangerá todos os municípios brasileiros.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, os dados inscritos no Raseam serão publicados anualmente.
Art. 4º Os dados do Raseam terão por base as informações e os levantamentos:
I - da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por meio da realização do Censo Demográfico, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD e da Pesquisa Mensal de Emprego - PME;
II - do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA;
III - da Presidência da República;
IV - do Ministério do Trabalho e Emprego;
V - do Ministério das Relações Exteriores;
VI - do Ministério da Justiça;
VII - do Ministério da Saúde;
VIII - do Ministério da Educação;
IX - do Ministério da Previdência Social;
X - de outras instituições, nacionais e internacionais, públicas e privadas, que produzam dados pertinentes à formulação e à implementação de políticas públicas de interesse para as mulheres.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de abril de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Nilcéa Freire
Este é um e-mail automático enviado por sistema. Favor não respondê-lo, pois esta conta não é monitorada
Contato:
Brasília/DF
Câmara dos deputados - Anexo IV - Gab. 620 - CEP: 70160-900
Fone: 61 3215-5620 • Fax: 61 3215-2620 • dep.luizaerundina@camara.gov.br
São Paulo/SP
Rua Piirtuba, 349 - Mirandópolis - CEP: 04052-120
Fone/Fax: 11 5078-6642/6643• escritoriosaopaulo@luizaerundina.com.br
www.luizaerundina.com.br
Foi sancionada ontem (12 de abril) e publicada hoje pelo Presidente da República em exercício (o vice-presidente José Alencar) a lei de autoria da deputada Luiza Erundina que cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher. A iniciativa se transformou na Lei Nº 12.227, e foi publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União
O objetivo do relatório é reunir, em um só documento, dados socioeconômicos e informações relativas a políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil. “Hoje os dados estão dispersos e cada ministério tem isoladamente - ou não tem - esses dados, sem nenhuma condensação. Essa é uma medida que vai obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados”, explica a deputada Luiza Erundina.
Além de obrigar o Poder Executivo a reunir esses dados, a medida possibilitará que a sociedade acompanhe e fiscalize as ações do governo voltadas para as mulheres, bem como servirá de base ao planejamento de novas políticas públicas de gênero.
Abaixo, o texto da lei na íntegra:
LEI Nº 12.227, DE 12 DE ABRIL DE 2010
Cria o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É instituído o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher - RASEAM, que compreenderá os seguintes dados relativos à população feminina no Brasil:
I - taxa de emprego formal, por setor de atividade;
II - taxa de participação na população economicamente ativa e no pessoal ocupado e desocupado;
III - taxa de desemprego aberto, por setor de atividade;
IV - taxa de participação no pessoal ocupado, por setor de atividade e posição na ocupação;
V - rendimento médio real das mulheres ocupadas, por setor de atividade e posição na ocupação;
VI - total dos rendimentos das mulheres ocupadas;
VII - número de vítimas de violência física, sexual ou psicológica;
VIII - índice de participação trabalhista em ambientes insalubres;
IX - expectativa média de vida;
X - taxa de mortalidade e suas principais causas;
XI - taxa de participação na composição etária e étnica da população em geral;
XII - grau médio de escolaridade;
XIII - taxa de incidência de gravidez na adolescência;
XIV - taxa de incidência de doenças próprias da mulher e daquelas sexualmente transmissíveis;
XV - proporção das mulheres chefes de domicílio, considerando escolaridade, renda média, acesso à eletricidade, água tratada, esgotamento sanitário e coleta de lixo;
XVI - cobertura previdenciária oficial para trabalhadoras ativas e inativas;
XVII - disposições dos tratados e das conferências internacionais pertinentes de que o Brasil seja signatário ou participante;
XVIII - quaisquer outras informações julgadas relevantes pelo órgão responsável pela elaboração e publicação do Raseam.
Art. 2º Para aplicação do disposto no art. 1o desta Lei serão considerados:
I - pesquisa nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Brasília, Cuiabá, Belém, Manaus, Fortaleza e Curitiba;
II - setor de atividade: indústria de transformação, construção civil, comércio, serviços e outras atividades;
III - posição na ocupação: com Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, sem Carteira, conta própria e empregadora.
Parágrafo único. No ano subsequente à realização do Censo Demográfico, a amostragem inscrita no inciso I do caput deste artigo abrangerá todos os municípios brasileiros.
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, os dados inscritos no Raseam serão publicados anualmente.
Art. 4º Os dados do Raseam terão por base as informações e os levantamentos:
I - da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por meio da realização do Censo Demográfico, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD e da Pesquisa Mensal de Emprego - PME;
II - do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA;
III - da Presidência da República;
IV - do Ministério do Trabalho e Emprego;
V - do Ministério das Relações Exteriores;
VI - do Ministério da Justiça;
VII - do Ministério da Saúde;
VIII - do Ministério da Educação;
IX - do Ministério da Previdência Social;
X - de outras instituições, nacionais e internacionais, públicas e privadas, que produzam dados pertinentes à formulação e à implementação de políticas públicas de interesse para as mulheres.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de abril de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Nilcéa Freire
Este é um e-mail automático enviado por sistema. Favor não respondê-lo, pois esta conta não é monitorada
Contato:
Brasília/DF
Câmara dos deputados - Anexo IV - Gab. 620 - CEP: 70160-900
Fone: 61 3215-5620 • Fax: 61 3215-2620 • dep.luizaerundina@camara.gov.br
São Paulo/SP
Rua Piirtuba, 349 - Mirandópolis - CEP: 04052-120
Fone/Fax: 11 5078-6642/6643• escritoriosaopaulo@luizaerundina.com.br
www.luizaerundina.com.br
quinta-feira, 8 de abril de 2010
TOURNE
TURNÊ CABRUÊRA - FORA DO EIXO (SP/MG)
07.04 – Campinas (SP)
08.04 – São Paulo (SP)
09 e 10.04 - day off
11.04 – Araraquara (SP)
12.04 – São Carlos (SP)
13.04 – São Carlos (SP)
14.04 – Bauru (SP)
15.04 – Guaxupé (SP)
16.04 – Franca (SP)
17.04 – Uberlândia (MG)
18.04 – Belo Horizonte (MG)
07.04 – Campinas (SP)
08.04 – São Paulo (SP)
09 e 10.04 - day off
11.04 – Araraquara (SP)
12.04 – São Carlos (SP)
13.04 – São Carlos (SP)
14.04 – Bauru (SP)
15.04 – Guaxupé (SP)
16.04 – Franca (SP)
17.04 – Uberlândia (MG)
18.04 – Belo Horizonte (MG)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
FENART
Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart recebe inscrições até o dia 30 de abril
A Mostra Competitiva Audiovisual que acontecerá dentro da programação do XIII Fenart, entre os dias 24 e 28 de maio, recebe inscrições de curtas-metragens de todo o país até o dia 30 de abril. O principal intuito da mostra é incentivar, divulgar e premiar a produção audiovisual de curta-metragem brasileira, além de suscitar a formação e a manutenção de público para o cinema nacional.
Serão aceitas inscrições de curtas-metragens brasileiros, sem distinção de gênero e de formato de finalização ou captação, concluídos a partir de 2008, com duração máxima de 20 minutos.
A Mostra de caráter competitivo oferecerá premiação de R$ 1.000,00 para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental e inovação da linguagem audiovisual. Além desses, também será oferecida premiação de R$ 1.000,00 para o melhor curta-metragem escolhido através de voto popular.
O regulamento e a ficha de inscrição da Mostra Competitiva Audiovisual podem ser encontrados na Internet no site da Funesc - www.funesc.com.br.
A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).
A Mostra Competitiva Audiovisual que acontecerá dentro da programação do XIII Fenart, entre os dias 24 e 28 de maio, recebe inscrições de curtas-metragens de todo o país até o dia 30 de abril. O principal intuito da mostra é incentivar, divulgar e premiar a produção audiovisual de curta-metragem brasileira, além de suscitar a formação e a manutenção de público para o cinema nacional.
Serão aceitas inscrições de curtas-metragens brasileiros, sem distinção de gênero e de formato de finalização ou captação, concluídos a partir de 2008, com duração máxima de 20 minutos.
A Mostra de caráter competitivo oferecerá premiação de R$ 1.000,00 para os primeiros colocados nas categorias: curta-metragem de ficção, curta-metragem documental e inovação da linguagem audiovisual. Além desses, também será oferecida premiação de R$ 1.000,00 para o melhor curta-metragem escolhido através de voto popular.
O regulamento e a ficha de inscrição da Mostra Competitiva Audiovisual podem ser encontrados na Internet no site da Funesc - www.funesc.com.br.
A Mostra Competitiva Audiovisual do XIII Fenart é uma realização da Fundação Espaço Cultural (Funesc), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas - Secção Paraíba (ABD-PB).
INTERCAMBIO
HOLANDA É A NOVA ROTA PARA ESTUDANTES FAZER INTERCAMBIO CULTURAL
Sem a mesma popularidade da França ou Espanha, a Holanda também está entre os destinos dos brasileiros que querem estudar na Europa. Apesar de o holandês ser a língua oficial, a maior parte da população fala inglês com fluência, o que, em termos práticos, pode representar uma vantagem a estudantes que queiram embarcar para o país sem conhecer seu idioma. Além do mais, grande parte dos cursos no país é oferecida em inglês.
A qualidade do sistema educacional e os incentivos do governo holandês também são grandes atrativos para os estudantes internacionais. Atualmente, o país mantém mais de 650 programas educacionais desenvolvidos especialmente para estrangeiros. Há desde cursos rápidos, que duram algumas semanas, até programas de mestrado e doutorado com duração de até quatro anos.
Os estrangeiros podem optar por estudar nas áreas de agricultura, florestas e pesca; artes e humanidades; administração e gestão comercial; educação e formação de professores; engenharia; ciências ambientais; belas artes e artes aplicadas; direito; comunicação de massas e ciências da informação; matemática e ciência de computadores; ciências médicas; biologia; serviços, turismo e lazer; ciências sociais e comportamentais; transporte e comunicações; e planejamento e arquitetura urbana e regional.
Para a maior parte dos programas, é exigida a comprovação de conhecimento da língua inglesa (com nota mínima de 550 para o Tofel ou 5,5 para o Ielts) e, de acordo com a opção do estudante, uma comprovação do curso de bacharelado e, em alguns casos, comprovação de experiência profissional.
Não é tão caro estudar na Holanda, se comparado com a Inglaterra e os Estados Unidos. A maior parte das instituições de ensino superior neerlandesas são subsidiadas. As taxas anuais variam entre US$ 2.000 e US$ 15.000. Além disso, com base nos gastos com homestay, alimentação, transporte e extras, o custo médio mensal no país é de 1.100 euros.
Brasileiros que pretendem permanecer na Holanda por até 90 dias não precisam de visto. Para ingressar no país, basta ter um passaporte válido, passagem aérea com a data de retorno confirmada e comprovação de meios financeiros. Os estrangeiros com visto de estudo não podem exercer nenhuma atividade remunerada na Holanda. Aqueles que desrespeitarem as regras de migração, trabalhando clandestinamente, estarão sujeitos a todas as punições previstas pela lei holandesa, incluindo a deportação para seu país de origem.
Sem a mesma popularidade da França ou Espanha, a Holanda também está entre os destinos dos brasileiros que querem estudar na Europa. Apesar de o holandês ser a língua oficial, a maior parte da população fala inglês com fluência, o que, em termos práticos, pode representar uma vantagem a estudantes que queiram embarcar para o país sem conhecer seu idioma. Além do mais, grande parte dos cursos no país é oferecida em inglês.
A qualidade do sistema educacional e os incentivos do governo holandês também são grandes atrativos para os estudantes internacionais. Atualmente, o país mantém mais de 650 programas educacionais desenvolvidos especialmente para estrangeiros. Há desde cursos rápidos, que duram algumas semanas, até programas de mestrado e doutorado com duração de até quatro anos.
Os estrangeiros podem optar por estudar nas áreas de agricultura, florestas e pesca; artes e humanidades; administração e gestão comercial; educação e formação de professores; engenharia; ciências ambientais; belas artes e artes aplicadas; direito; comunicação de massas e ciências da informação; matemática e ciência de computadores; ciências médicas; biologia; serviços, turismo e lazer; ciências sociais e comportamentais; transporte e comunicações; e planejamento e arquitetura urbana e regional.
Para a maior parte dos programas, é exigida a comprovação de conhecimento da língua inglesa (com nota mínima de 550 para o Tofel ou 5,5 para o Ielts) e, de acordo com a opção do estudante, uma comprovação do curso de bacharelado e, em alguns casos, comprovação de experiência profissional.
Não é tão caro estudar na Holanda, se comparado com a Inglaterra e os Estados Unidos. A maior parte das instituições de ensino superior neerlandesas são subsidiadas. As taxas anuais variam entre US$ 2.000 e US$ 15.000. Além disso, com base nos gastos com homestay, alimentação, transporte e extras, o custo médio mensal no país é de 1.100 euros.
Brasileiros que pretendem permanecer na Holanda por até 90 dias não precisam de visto. Para ingressar no país, basta ter um passaporte válido, passagem aérea com a data de retorno confirmada e comprovação de meios financeiros. Os estrangeiros com visto de estudo não podem exercer nenhuma atividade remunerada na Holanda. Aqueles que desrespeitarem as regras de migração, trabalhando clandestinamente, estarão sujeitos a todas as punições previstas pela lei holandesa, incluindo a deportação para seu país de origem.
quinta-feira, 25 de março de 2010
JACKSONIANDO

Fonte: http://www.fatospb.com.br/?p=noticia_int&id=1263
25/03/2010 Paraibano Jackson do Pandeiro é homenageado em São Paulo
“Sucesso que eu digo não é uma música tocar muito no rádio, não. É quando ela toca no país todo, no sertão e em Copacabana. No Rio Grande do Sul e no Amazonas. Em qualquer biboca que você chegar, em beira de estrada, o danado tá tocando. Você vai cantar no interior e nem precisa ensaiar, pois os músicos locais já conhecem seu repertório. Isso é sucesso e eu posso dizer que fiz um bruto de um sucesso. Um sucesso retumbante”. [Jackson do Pandeiro]
Com uma programação vasta que aborda o repertório e a influência do paraibano Jackson do Pandeiro [1919 - 1982] na música brasileira, a Área de Convivência do SESC Santo André é ambientada cenograficamente para mostrar desde o primeiro contato do músico com as rodas de coco frequentadas em companhia de sua mãe, passando pela participação em elencos de diferentes emissoras de rádio, até a consolidação de sua posição de destaque nesta área da criação artística.
Certamente a música regional nordestina teria dimensões menores sem o ‘rei do ritmo’. A importância de sua obra e sua biografia é revelada em cinco núcleos expositivos: Painel Trajetória, Jukebox, Cabine de Rádio, Sala de Reboco e Vitrine Museológica. A unidade ainda promove atividades integradas, e diversificadas, à exposição multimídia, como shows com grupos de forró e rodas de coco e bate-papos. O universo gastronômico também é contemplado, sendo exploradas as preferências culinárias do músico por meio de vivências e cardápio temático.
Como a ideia é também propiciar a familiaridade de gerações mais novas com a riqueza musical de Jackson do Pandeiro, foi pensado um blog que está no ar com programetes de webrádio produzidos pelo Núcleo de Rádio-Jornalismo da Universidade Metodista, depoimentos do público visitante da exposição, locuções sobre a trajetória do músico e também fotos inéditas da exposição que teve início na noite desta quarta-feira, 24, e ficará à disposição do público até o dia 23 de maio.
Fonte:Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo
Foto: acervo Fernando Moura
Saiba todos os detalhes acessando:http://jacksondopandeiro.wordpress.com/
quarta-feira, 24 de março de 2010
FOLIA
folia de rua 2010
Uma verdadeira multidão prestigiou na noite de sexta-feira(05/02), no Ponto dos Cem Réis, a abertura oficial do projeto Folia de Rua 2010, comandado pelo artista plástico Clóvis Júnior. Vários artistas locais, como Renata Arruda, Diana Miranda, Edson Brito, Geraldo Madrugada e Gracinha Telles, se apresentaram e deram as boas-vindas à atração da noite, o cantor e compositor Alceu Valença.A área do Centro da cidade era só de folia, pois além dos shows no Ponto do Cem Réis, acontecia também a saída dos blocos Picolé de Manga, Bloco do Pinguim, Anjo Azul e Confete e Serpentina, que marcaram oficialmente início do Folia de Rua. Parabéns Clóvis Júnior e toda sua equipe de organização da dessa grande festa de abertura.
Diana Miranda, Ricardo Castro, Renata Arruda e Clóvis Júnior na grande noite de abertura do Folia de Rua 2010 / O Rei e a Rainha com o Palhaço Pipi, fantasiado de Bobo da Corte
Festa na Folia de Rua 2009
14.02.2009
A abertura oficial do Folia de Rua 2009 aconteceu ontem à noite no Centro Histórico da cidade e reuniu muita gente, que além de conferir os shows programados, aguardavam ansiosos a chegada dos blocos Anjo Azul e Picolé com Manga - foi literalmente uma grande festa! Mas o destaque mesmo foi a entrega oficial das placas para o rei e a rainha do Folia de Rua, respectivamente os jornalistas Gerardo Rabelo e Ceres Leão. Outro destaque foi a presença da empresária angolana Maria João França, escolhida por Clóvis Jr - Presente do Folia de Rua - como madrinha do evento carnavalesco.O RCVIPS esteve presente e registrou tudo e a gente mostra em breve na seção EVENTOS VIPS.
Gerardo Rabello e Ceres Leão são os novos reis do Folia de Rua 2009
Lançamento de Estandarte 15 anos e concurso de fantasias do ANJO AZUL 2009
Carnaval no Caiçara Shopping hoje!
O carnaval começa oficialmente hoje no Caiçara Shopping, a partir das 19h, com a exposição de estandartes dos 15 anos do 'Bloco Anjo Azul' e a realização do concurso do 'Mais Belo Casal de Pierrot e Colombina'. Quem está à frente é a sempre autêntica Ednamay Cirilo, que incluiu também apresentação da banda Rota Musical, com marchinhas e frevos. A entrada é gratuita.
A produtora cultural Ednamay Cirilo comanda agito carnavalesco hoje no Caiçara Shopping
Posse prestigiada
O artista plástico Clóvis Júnior assumiu ontem à noite a presidencia do Folia de Rua. A posse aconteceu no auditório de Sebrae, com a presença de artistas, carnavalescos, convidados e representantes dos blocos da maior prévia carnavalesca do país. Foi num clima de descontração que a nova diretoria do Projeto Folia de Rua assumiu os novos cargos para o biênio 2008-2010. O artista plástico Clóvis Júnior, fundador do Bloco Boi do Bessa, é o novo presidente da entidade que congrega cerca de 40 blocos das prévias carnavalescas de João Pessoa. O vice-presidente é o animador cultural Raimundo. Nonato Filho, do Acorde Miramar. A diretoria é formada ainda por Cassandra Figueiredo que assume o Folia Cidadã. No Conselho Fiscal nomes como Marconi Serpa, do Bloco das Piabas, e Ednamay Cirilo, do Anjo Azul. A abertura da solenidade foi feita pelo Coral da Enlur regido pelo maestro Carlos Anísio. Clóvis Júnior foi saudado pelo presidente do Sebrae na PB, Júlio Rafael, pelo representante da API, jornalista Fernando Braz, pela executiva. Aracilba Rocha, pelo jornalista Wills Leal. No discurso Clóvis Júnior disse que seu objetivo será o fortalecimento das tradições populares através de parcerias que levem a uma maior profissionalização do Folia de Rua. "Nossas palavras são unidade, compromisso e trabalho", finalizou o novo presidente. O Projeto Folia de Rua foi instituído oficialmente em João Pessoa a partir de 1996 com a criação da Associação. São oito dias de festa com o desfile dos blocos filiados e convidados, pelas ruas e bairros de João Pessoa, levando alegria e irreverência para milhares de foliões.
Representantes dos blocos filiados foram
Uma verdadeira multidão prestigiou na noite de sexta-feira(05/02), no Ponto dos Cem Réis, a abertura oficial do projeto Folia de Rua 2010, comandado pelo artista plástico Clóvis Júnior. Vários artistas locais, como Renata Arruda, Diana Miranda, Edson Brito, Geraldo Madrugada e Gracinha Telles, se apresentaram e deram as boas-vindas à atração da noite, o cantor e compositor Alceu Valença.A área do Centro da cidade era só de folia, pois além dos shows no Ponto do Cem Réis, acontecia também a saída dos blocos Picolé de Manga, Bloco do Pinguim, Anjo Azul e Confete e Serpentina, que marcaram oficialmente início do Folia de Rua. Parabéns Clóvis Júnior e toda sua equipe de organização da dessa grande festa de abertura.
Diana Miranda, Ricardo Castro, Renata Arruda e Clóvis Júnior na grande noite de abertura do Folia de Rua 2010 / O Rei e a Rainha com o Palhaço Pipi, fantasiado de Bobo da Corte
Festa na Folia de Rua 2009
14.02.2009
A abertura oficial do Folia de Rua 2009 aconteceu ontem à noite no Centro Histórico da cidade e reuniu muita gente, que além de conferir os shows programados, aguardavam ansiosos a chegada dos blocos Anjo Azul e Picolé com Manga - foi literalmente uma grande festa! Mas o destaque mesmo foi a entrega oficial das placas para o rei e a rainha do Folia de Rua, respectivamente os jornalistas Gerardo Rabelo e Ceres Leão. Outro destaque foi a presença da empresária angolana Maria João França, escolhida por Clóvis Jr - Presente do Folia de Rua - como madrinha do evento carnavalesco.O RCVIPS esteve presente e registrou tudo e a gente mostra em breve na seção EVENTOS VIPS.
Gerardo Rabello e Ceres Leão são os novos reis do Folia de Rua 2009
Lançamento de Estandarte 15 anos e concurso de fantasias do ANJO AZUL 2009
Carnaval no Caiçara Shopping hoje!
O carnaval começa oficialmente hoje no Caiçara Shopping, a partir das 19h, com a exposição de estandartes dos 15 anos do 'Bloco Anjo Azul' e a realização do concurso do 'Mais Belo Casal de Pierrot e Colombina'. Quem está à frente é a sempre autêntica Ednamay Cirilo, que incluiu também apresentação da banda Rota Musical, com marchinhas e frevos. A entrada é gratuita.
A produtora cultural Ednamay Cirilo comanda agito carnavalesco hoje no Caiçara Shopping
Posse prestigiada
O artista plástico Clóvis Júnior assumiu ontem à noite a presidencia do Folia de Rua. A posse aconteceu no auditório de Sebrae, com a presença de artistas, carnavalescos, convidados e representantes dos blocos da maior prévia carnavalesca do país. Foi num clima de descontração que a nova diretoria do Projeto Folia de Rua assumiu os novos cargos para o biênio 2008-2010. O artista plástico Clóvis Júnior, fundador do Bloco Boi do Bessa, é o novo presidente da entidade que congrega cerca de 40 blocos das prévias carnavalescas de João Pessoa. O vice-presidente é o animador cultural Raimundo. Nonato Filho, do Acorde Miramar. A diretoria é formada ainda por Cassandra Figueiredo que assume o Folia Cidadã. No Conselho Fiscal nomes como Marconi Serpa, do Bloco das Piabas, e Ednamay Cirilo, do Anjo Azul. A abertura da solenidade foi feita pelo Coral da Enlur regido pelo maestro Carlos Anísio. Clóvis Júnior foi saudado pelo presidente do Sebrae na PB, Júlio Rafael, pelo representante da API, jornalista Fernando Braz, pela executiva. Aracilba Rocha, pelo jornalista Wills Leal. No discurso Clóvis Júnior disse que seu objetivo será o fortalecimento das tradições populares através de parcerias que levem a uma maior profissionalização do Folia de Rua. "Nossas palavras são unidade, compromisso e trabalho", finalizou o novo presidente. O Projeto Folia de Rua foi instituído oficialmente em João Pessoa a partir de 1996 com a criação da Associação. São oito dias de festa com o desfile dos blocos filiados e convidados, pelas ruas e bairros de João Pessoa, levando alegria e irreverência para milhares de foliões.
Representantes dos blocos filiados foram
sexta-feira, 19 de março de 2010
PNC
Prioridade da II CNC, Plano Nacional de Cultura é aprovado na Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou na tarde desta terça-feira, 16 de março, o Projeto de Lei nº 6.835/2006, que aprova o Plano Nacional de Cultura (PNC). O texto prevê diretrizes, objetivos e ações na área da Cultura para a União, os estados e os municípios, tornando a política cultural uma política de Estado. Essa é a primeira vez que o país consolida um planejamento de médio e longo prazo para esse setor. São dez anos, no total, com revisão a cada quatro. A aprovação é definitiva na Casa legislativa e a proposta vai, agora, para o Senado Federal.
Conheça as cinco diretrizes do Plano Nacional de Cultura:
1. Fortalecer a ação do estado no planejamento e na execução das políticas culturais, intensificar o planejamento de programas e ações voltadas ao campo cultural e consolidar a execução de políticas públicas para cultura;
2. Reconhecer e valorizar a diversidade e proteger e promover as artes e expressões culturais;
3. Universalizar o acesso dos brasileiros à arte e à cultura, qualificar ambientes e equipamentos culturais e permitir aos criadores o acesso às condições e meios de produção cultural;
4. Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável, promover as condições necessárias para a consolidação da economia da cultura e induzir estratégias de sustentabilidade nos processos culturais; e
5. Estimular a organização de instâncias consultivas, construir mecanismos de participação da sociedade civil e ampliar o diálogo com os agentes culturais e criadores.
A aprovação do Plano Nacional de Cultura foi um das 32 prioridades da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), finalizada no domingo, 14 de março, em Brasília. Desde suas etapas preparatórias, o evento reuniu mais de 220 mil representantes de todo o país para elaborarem estratégias para a política cultural brasileira.
O texto do relator, deputado Emiliano José (PT-BA), passou em votação unânime da CCJC. Agora, depois do prazo regimental de cinco dias para recurso, segue para tramitação no Senado Federal, sem passar pelo plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado nas Comissões de Educação e Cultura e de Constituição, Justiça e Cidadania, segue direto para a sanção presidencial.
Logo após o final da sessão, o deputado Emiliano José declarou que esse é um ganho para os produtores, para os criadores, mas principalmente para o povo brasileiro. “Aqui, fazemos a política cultural ganhar corpo e financiamento efetivos”, disse.
Desdobramentos
Depois que o PNC entrar em vigor, estados e municípios poderão aderir ao Plano, comprometendo-se, assim, a elaborar seus planos locais. Para isso, contarão com apoio técnico e financeiro do Ministério da Cultura.
Maurício Dantas e deputado Emiliano José
Maurício Dantas e deputado Emiliano José
“Com isso, iniciaremos uma nova etapa na política cultural brasileira, que é a responsabilização de todos os entes federativos e a participação concreta da sociedade. Outras políticas, como saúde e mais recentemente a assistência social, têm nos mostrado que, só quando ações e metas são compartilhadas, temos bons resultados”, afirma o coordenador-geral de Acompanhamento da Política Cultural do MinC, Maurício Dantas.
Um próximo passo será a criação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), que estabelecerá mecanismos de gestão compartilhada entre os entes federados e a sociedade civil. A Proposta de Emenda Constitucional que institui o Sistema, a PEC 416/2005, também está em tramitação na Câmara dos Deputados.
No que diz respeito a financiamento, o Fundo Nacional da Cultura (FNC) será a principal fonte de recursos. O repasse para estados deverá ser feito, preferencialmente, para os fundos estaduais.
O texto aprovado nesta terça-feira na Câmara dos Deputados é resultado de um esforço da Comissão de Educação e Cultura e do Ministério da Cultura em ouvir a população. Ao longo de 2008, foram realizados 27 seminários nos estados e no Distrito Federal, com caráter de audiência pública, para aprimoramento do texto original do deputado Gilmar Machado (PT-MG). Participaram dos encontros mais de cinco mil pessoas.
Saiba mais sobre o Plano Nacional de Cultura: blogs.cultura.gov.br/pnc.
Leia, também, a seguinte notícia: Câmara aprova Plano Nacional de Cultura (Agência Câmara).
(Texto: Ismália Afonso, Ascom SPC/MinC)
(Fotos: Rafael de Oliveira, Comunicação Social/MinC)
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou na tarde desta terça-feira, 16 de março, o Projeto de Lei nº 6.835/2006, que aprova o Plano Nacional de Cultura (PNC). O texto prevê diretrizes, objetivos e ações na área da Cultura para a União, os estados e os municípios, tornando a política cultural uma política de Estado. Essa é a primeira vez que o país consolida um planejamento de médio e longo prazo para esse setor. São dez anos, no total, com revisão a cada quatro. A aprovação é definitiva na Casa legislativa e a proposta vai, agora, para o Senado Federal.
Conheça as cinco diretrizes do Plano Nacional de Cultura:
1. Fortalecer a ação do estado no planejamento e na execução das políticas culturais, intensificar o planejamento de programas e ações voltadas ao campo cultural e consolidar a execução de políticas públicas para cultura;
2. Reconhecer e valorizar a diversidade e proteger e promover as artes e expressões culturais;
3. Universalizar o acesso dos brasileiros à arte e à cultura, qualificar ambientes e equipamentos culturais e permitir aos criadores o acesso às condições e meios de produção cultural;
4. Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável, promover as condições necessárias para a consolidação da economia da cultura e induzir estratégias de sustentabilidade nos processos culturais; e
5. Estimular a organização de instâncias consultivas, construir mecanismos de participação da sociedade civil e ampliar o diálogo com os agentes culturais e criadores.
A aprovação do Plano Nacional de Cultura foi um das 32 prioridades da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), finalizada no domingo, 14 de março, em Brasília. Desde suas etapas preparatórias, o evento reuniu mais de 220 mil representantes de todo o país para elaborarem estratégias para a política cultural brasileira.
O texto do relator, deputado Emiliano José (PT-BA), passou em votação unânime da CCJC. Agora, depois do prazo regimental de cinco dias para recurso, segue para tramitação no Senado Federal, sem passar pelo plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado nas Comissões de Educação e Cultura e de Constituição, Justiça e Cidadania, segue direto para a sanção presidencial.
Logo após o final da sessão, o deputado Emiliano José declarou que esse é um ganho para os produtores, para os criadores, mas principalmente para o povo brasileiro. “Aqui, fazemos a política cultural ganhar corpo e financiamento efetivos”, disse.
Desdobramentos
Depois que o PNC entrar em vigor, estados e municípios poderão aderir ao Plano, comprometendo-se, assim, a elaborar seus planos locais. Para isso, contarão com apoio técnico e financeiro do Ministério da Cultura.
Maurício Dantas e deputado Emiliano José
Maurício Dantas e deputado Emiliano José
“Com isso, iniciaremos uma nova etapa na política cultural brasileira, que é a responsabilização de todos os entes federativos e a participação concreta da sociedade. Outras políticas, como saúde e mais recentemente a assistência social, têm nos mostrado que, só quando ações e metas são compartilhadas, temos bons resultados”, afirma o coordenador-geral de Acompanhamento da Política Cultural do MinC, Maurício Dantas.
Um próximo passo será a criação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), que estabelecerá mecanismos de gestão compartilhada entre os entes federados e a sociedade civil. A Proposta de Emenda Constitucional que institui o Sistema, a PEC 416/2005, também está em tramitação na Câmara dos Deputados.
No que diz respeito a financiamento, o Fundo Nacional da Cultura (FNC) será a principal fonte de recursos. O repasse para estados deverá ser feito, preferencialmente, para os fundos estaduais.
O texto aprovado nesta terça-feira na Câmara dos Deputados é resultado de um esforço da Comissão de Educação e Cultura e do Ministério da Cultura em ouvir a população. Ao longo de 2008, foram realizados 27 seminários nos estados e no Distrito Federal, com caráter de audiência pública, para aprimoramento do texto original do deputado Gilmar Machado (PT-MG). Participaram dos encontros mais de cinco mil pessoas.
Saiba mais sobre o Plano Nacional de Cultura: blogs.cultura.gov.br/pnc.
Leia, também, a seguinte notícia: Câmara aprova Plano Nacional de Cultura (Agência Câmara).
(Texto: Ismália Afonso, Ascom SPC/MinC)
(Fotos: Rafael de Oliveira, Comunicação Social/MinC)
quarta-feira, 17 de março de 2010
IICNC
AVALANDO A II CNC /Aline Carvalho
Acabou no último domingo, Dia Nacional da Poesia, a II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), em Brasília. O encontro, que teve início na quinta-feira 11 de março, contou com estudantes, mestres da tradição popular, artistas, gestores e agentes culturais em geral para discutir as políticas públicas para a área.
A partir de pré-conferências regionais, setoriais e livres, foram levadas à etapa nacional 347 propostas de diversas cidades e segmentos artísticos, dentro dos eixos Produção Simbólica e Diversidade Cultura; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura. Foram em torno de 3 mil municípios realizando conferências e discutindo marcos regulatórios e ações para a área. Ao fim do encontro, eram 161 propostas aprovadas, das quais 32 foram eleitas como prioridade das ações para o MinC nos próximos anos.
Entre as principais propostas, está a criação da Lei Cultura Viva, garantindo que o programa dos Pontos de Cultura, criada no atual Ministério, se torne uma política de Estado, dando bases para sua continuidade e ampliação. Este foi um importante avanço, fruto da articulação a nível nacional dos Pontos de Cultura que, organizados em fóruns, intercâmbios artísticos e redes colaborativas, vêm construindo uma importante base social para a continuidade do programa.
Outro avanço simbólico foi o apoio à criação da Lei Griô, estabelecendo uma política nacional para a transmissão dos saberes da tradição oral e reconhecimento político de mestres e mestras. À época da criação do Ministério, há apenas 25 anos, as comunidades tradicionais (como quilombolas, indígenas, ribeirinhos, etc) não eram reconhecidas como parte do patrimônio cultural e muitas eram criminalizadas ou não contempladas pelas políticas públicas. Por isso a criação de um marco regulatório para a valorização do saber popular é uma importante conquista dos movimentos culturais – e o resultado bastante comemorado na Plenária Final.
A revisão da Lei de Direito Autoral, igualmente definida como uma das prioridades, também marca um novo paradigma da política cultural, ao reconhecer a necessidade de atualização da legislação para a difusão de produtos culturais. Em consonância com os novos modelos de produção e distribuição possibilitados pelas novas tecnologias, setores da sociedade civil, do governo, produtores de conteúdo e academia vêm debatendo a produção colaborativa e o uso de licenças flexíveis, buscando um equilíbrio entre o direito social de acesso à cultura e os direitos do autor e investidor.
Diversas propostas aprovadas abordavam também o mapeamento, a preservação, o fomento e o intercâmbio entre as diferentes manifestações da cultura brasileira, demonstrando as demandas do setor cultural organizado, em busca do fortalecimento e da pluralidade cultural.
Outro viés bastante defendido na Conferência foi o diálogo entre a cultura e a educação, apontando a necessidade de maior articulação com o MEC, através, por exemplo, da criação de um Programa Nacional de Cultura e Educação, e da ampliação de cursos em gestão cultural.
Neste sentido, também foram colocadas as necessidades da regulamentação das profissões da área da Cultura, garantindo sistema previdenciário, legislação e tributação específica para o profissional autônomo – proposta também aprovada pela Conferência Nacional de Comunicação.
E, se tratando de democratização da comunicação, o debate estabelecido na CNC várias vezes se debruçava sobre os meios de comunicação. Enxergando nesta uma demanda também inerente à cultura, foram aprovadas propostas como a implementação do Plano Nacional de Banda Larga em regime público e a regulamentação da legislação da área - como o Artigo 221 (sobre a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal) e 223 (garantindo espaço para produção regional e independente na tv aberta) da Constituição Federal e o PL29 (que regulamenta a programação das tvs por assinaturas).
Tendo aprovadas como prioritárias a implementação do Plano Nacional de Cultura (estabelecimento de um plano de ações ao longo de 10 anos para as políticas públicas da área), o Sistema Nacional de Cultura (que integra as esferas federal, estadual e municipal da gestão pública da cultura) e a PEC 150 (que vincula o orçamento para cultura em 2% para o nível federal, 1,5% para o estadual e 1% para o municipal), a política cultural no Brasil tem referendada por uma ampla base social os caminhos a seguir nos próximos anos.
Mas, assim como em qualquer Conferência, por mais que haja notória abertura por parte do Ministério da Cultura em promover este debate e realizar estas ações, os agentes culturais envolvidos neste processo têm agora um importante trabalho pela frente: garantir que as propostas saiam do papel e sejam implementadas. E, se tratando de um ano eleitoral, a cobrança em cima dos dirigentes e parlamentares deve ser grande, em busca da criação efetiva de marcos regulatórios ainda este semestre. Segundo um dos participantes da Conferência, ao questionar qual seria a estratégia do MinC para dar andamento aos projetos que já tramitam no Congresso: “2010 é ano eleitoral, ano que vem é a posse. E 2012....é o calendário Maia...”.
Para quem está acostumado com grandes embates políticos no âmbito de Conferências e plenárias, a II CNC estava mais para uma grande comemoração, com direito a carimbó durante a plenária, roda de capoeira no hall no centro de convenções e duas rádios comunitárias montadas durante o evento. Na ocasião, também foram lançados mais de dez editais, que vão de cultura indígena e hip hop a economia criativa e cultura digital (confira estes e outros editais em http://www.cultura.gov.br).
O principal papel desta Conferência foi consolidar o trabalho que vem sido feito pelo Ministério da Cultura junto à diversos segmentos da sociedade desde 2005, quando foi realizada a primeira. Depois de tantos anos de uma política cultural elitista e centralizadora, este processo de dar voz aos segmentos populares e reconhecer enquanto referência as mais diversas tradições culturais é muito recente. Assim, os principais embates entre as propostas se davam entre os segmentos, na definição de áreas prioritárias para o investimento, e entre municípios do interior e capitais, com diferentes demandas para a política cultural. Por outro lado, a conexão em rede estabelecida através dos Pontos de Cultura e outros editais, por exemplo, e o trabalho de diversos agentes culturais com perfil mobilizador, vêm colaborando para a articulação entre pessoas e projetos, fortalecendo significativamente o movimento cultural no país.
Assim, a II Conferência Nacional de Cultura acabou ao som do tropicalista Jorge Mautner, acompanhado do maracatu do Ponto de Cultura pernambucano Estrela de Ouro, cumprindo bem o papel ao qual se propôs (nas palavras de um ribeirinho): “conferir se está tudo nos conformes”.
Confira em http://blogs.cultura.gov/cnc a íntegra de todas as propostas aprovadas, no site http://www.conferenciadecultura.com.br fotos e vídeos do evento, e na hashtag #iicnc do twitter, a interatividade em tempo real entre os participantes.
Acabou no último domingo, Dia Nacional da Poesia, a II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), em Brasília. O encontro, que teve início na quinta-feira 11 de março, contou com estudantes, mestres da tradição popular, artistas, gestores e agentes culturais em geral para discutir as políticas públicas para a área.
A partir de pré-conferências regionais, setoriais e livres, foram levadas à etapa nacional 347 propostas de diversas cidades e segmentos artísticos, dentro dos eixos Produção Simbólica e Diversidade Cultura; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura. Foram em torno de 3 mil municípios realizando conferências e discutindo marcos regulatórios e ações para a área. Ao fim do encontro, eram 161 propostas aprovadas, das quais 32 foram eleitas como prioridade das ações para o MinC nos próximos anos.
Entre as principais propostas, está a criação da Lei Cultura Viva, garantindo que o programa dos Pontos de Cultura, criada no atual Ministério, se torne uma política de Estado, dando bases para sua continuidade e ampliação. Este foi um importante avanço, fruto da articulação a nível nacional dos Pontos de Cultura que, organizados em fóruns, intercâmbios artísticos e redes colaborativas, vêm construindo uma importante base social para a continuidade do programa.
Outro avanço simbólico foi o apoio à criação da Lei Griô, estabelecendo uma política nacional para a transmissão dos saberes da tradição oral e reconhecimento político de mestres e mestras. À época da criação do Ministério, há apenas 25 anos, as comunidades tradicionais (como quilombolas, indígenas, ribeirinhos, etc) não eram reconhecidas como parte do patrimônio cultural e muitas eram criminalizadas ou não contempladas pelas políticas públicas. Por isso a criação de um marco regulatório para a valorização do saber popular é uma importante conquista dos movimentos culturais – e o resultado bastante comemorado na Plenária Final.
A revisão da Lei de Direito Autoral, igualmente definida como uma das prioridades, também marca um novo paradigma da política cultural, ao reconhecer a necessidade de atualização da legislação para a difusão de produtos culturais. Em consonância com os novos modelos de produção e distribuição possibilitados pelas novas tecnologias, setores da sociedade civil, do governo, produtores de conteúdo e academia vêm debatendo a produção colaborativa e o uso de licenças flexíveis, buscando um equilíbrio entre o direito social de acesso à cultura e os direitos do autor e investidor.
Diversas propostas aprovadas abordavam também o mapeamento, a preservação, o fomento e o intercâmbio entre as diferentes manifestações da cultura brasileira, demonstrando as demandas do setor cultural organizado, em busca do fortalecimento e da pluralidade cultural.
Outro viés bastante defendido na Conferência foi o diálogo entre a cultura e a educação, apontando a necessidade de maior articulação com o MEC, através, por exemplo, da criação de um Programa Nacional de Cultura e Educação, e da ampliação de cursos em gestão cultural.
Neste sentido, também foram colocadas as necessidades da regulamentação das profissões da área da Cultura, garantindo sistema previdenciário, legislação e tributação específica para o profissional autônomo – proposta também aprovada pela Conferência Nacional de Comunicação.
E, se tratando de democratização da comunicação, o debate estabelecido na CNC várias vezes se debruçava sobre os meios de comunicação. Enxergando nesta uma demanda também inerente à cultura, foram aprovadas propostas como a implementação do Plano Nacional de Banda Larga em regime público e a regulamentação da legislação da área - como o Artigo 221 (sobre a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal) e 223 (garantindo espaço para produção regional e independente na tv aberta) da Constituição Federal e o PL29 (que regulamenta a programação das tvs por assinaturas).
Tendo aprovadas como prioritárias a implementação do Plano Nacional de Cultura (estabelecimento de um plano de ações ao longo de 10 anos para as políticas públicas da área), o Sistema Nacional de Cultura (que integra as esferas federal, estadual e municipal da gestão pública da cultura) e a PEC 150 (que vincula o orçamento para cultura em 2% para o nível federal, 1,5% para o estadual e 1% para o municipal), a política cultural no Brasil tem referendada por uma ampla base social os caminhos a seguir nos próximos anos.
Mas, assim como em qualquer Conferência, por mais que haja notória abertura por parte do Ministério da Cultura em promover este debate e realizar estas ações, os agentes culturais envolvidos neste processo têm agora um importante trabalho pela frente: garantir que as propostas saiam do papel e sejam implementadas. E, se tratando de um ano eleitoral, a cobrança em cima dos dirigentes e parlamentares deve ser grande, em busca da criação efetiva de marcos regulatórios ainda este semestre. Segundo um dos participantes da Conferência, ao questionar qual seria a estratégia do MinC para dar andamento aos projetos que já tramitam no Congresso: “2010 é ano eleitoral, ano que vem é a posse. E 2012....é o calendário Maia...”.
Para quem está acostumado com grandes embates políticos no âmbito de Conferências e plenárias, a II CNC estava mais para uma grande comemoração, com direito a carimbó durante a plenária, roda de capoeira no hall no centro de convenções e duas rádios comunitárias montadas durante o evento. Na ocasião, também foram lançados mais de dez editais, que vão de cultura indígena e hip hop a economia criativa e cultura digital (confira estes e outros editais em http://www.cultura.gov.br).
O principal papel desta Conferência foi consolidar o trabalho que vem sido feito pelo Ministério da Cultura junto à diversos segmentos da sociedade desde 2005, quando foi realizada a primeira. Depois de tantos anos de uma política cultural elitista e centralizadora, este processo de dar voz aos segmentos populares e reconhecer enquanto referência as mais diversas tradições culturais é muito recente. Assim, os principais embates entre as propostas se davam entre os segmentos, na definição de áreas prioritárias para o investimento, e entre municípios do interior e capitais, com diferentes demandas para a política cultural. Por outro lado, a conexão em rede estabelecida através dos Pontos de Cultura e outros editais, por exemplo, e o trabalho de diversos agentes culturais com perfil mobilizador, vêm colaborando para a articulação entre pessoas e projetos, fortalecendo significativamente o movimento cultural no país.
Assim, a II Conferência Nacional de Cultura acabou ao som do tropicalista Jorge Mautner, acompanhado do maracatu do Ponto de Cultura pernambucano Estrela de Ouro, cumprindo bem o papel ao qual se propôs (nas palavras de um ribeirinho): “conferir se está tudo nos conformes”.
Confira em http://blogs.cultura.gov/cnc a íntegra de todas as propostas aprovadas, no site http://www.conferenciadecultura.com.br fotos e vídeos do evento, e na hashtag #iicnc do twitter, a interatividade em tempo real entre os participantes.
terça-feira, 16 de março de 2010
ARTESPLASTICAS

foto de Charles Damasceno para Conferência Nacional de Cultura.
EDNAMAY CIRILO - DIVULGA ARTE BRASILEIRA disse:
Nossa representante Nordeste, das Artes Visuais pela Paraíba,e região Nordeste é a carioca Sandra Vasconcelos, radicada há dois anos na capital João Pessoa, sem visibilidade dentro do movimento cultural, Sandra conseguiu uma assessoria inédita dentro do pouco tempo em que se realizou a escolha para eleição de delegados na Pré Conferência de Setoriais, representando a categoria das Artes Visuais na II CNC - Conferência Nacional de Cultura, ocorrida em Brasília entre 11 e 14 de março 2010.
Sandra é jornalista, propietária de uma loja de artesanato onde vende obras de artistas locais, apesar de não ser artista foi muito bem assessorada e apadrinhada pelo nosso artista plástico de renome internacional Diogenes Chaves, membro do anterior Colegiado das Artes Visuais do MINc cujas obras são encontradas em várias galerias nacionais, internacionais e na lojinha de sua pupila.
Havia representantes legais das Artes Plásticas e Visuais Paraibana,a exemplos de Sidney Azevedo da FUNESC - Fundação Espaço Cultural, Carlos o professor de artes pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba e Lúcia França representando o Município de João Pessoa, como Curadora da Estação Cultura e Artes Cabo Branco.
Viva a Paraíba e seu celeiro de artistas plásticos ignorados nesse processo de eleição ocorrido em Brasília, durante a semana de Pré Conferência de Setoriais, entre 07 e 09 março 2010....
terça-feira, 2 de março de 2010
CARIRI
VIVA BALDUINO E QUINTANS! VIVA O CARIRI!
Eilzo Matos
Contrafeito, acelerei a camionete e ganhei a estrada. Custa-me au-sentar-me do ramerrão rural a que me habituei nos últimos anos. E a idade ajuda. O que fazer na cidade – reflito -, se já não namoro, não jogo, não fumo e não bebo (embora dormitem no fundo da lembrança tais propósitos) – ocupações estimulantes na vida de um homem, cuja trajetória ao longo da existência cumpriu tais desideratos que a sociedade imprime a tempera-mentos como o meu! Da morada na rua, seguiria para a capital. Ali o cenário de uma vida passada, de amizades antigas, de compromissos e vivência que construíram um mundo à parte do de hoje. Mas que sobrevive insolitamente.
Eleição na APL para preencher Cadeira, é o motivo de minha viagem. Um acontecimento! Raciocino, e como era de bom tom exclamar, ignorando se o fazem ainda, faço-o agora. Hurra! Impossível deixar de relatar encontros breves e longas conversas com interlocutores além dos acadêmicos, que privilegiaram tais momentos. Começo com o erudito Evandro Nóbrega, poliglota, criador de alguns dos mais estimulantes textos que conheci: “A Glândula Pineal do Urubu”, cuja riqueza picaresca de situações narradas e descritas, confirmam a sua fama. Nada de abafado e monódico cantochão medievalista, mas de arrebatados e impolutos cavaleiros, protegidos pela magia de encantadores amigos e secretos – assim o Conde Alexandre e o seu séquito, dominando o século XX, definindo nobiliarquia. E Evandro seu criador, nada deve aos pícaros ibé-ricos e outros notáveis brasileiros nordestinos, filiados ao ramo. Tenho em mãos uma antologia patoense, com a sua poesia num lirismo sertanejo esquisitamente erudito e metropolitano. Material para estudo e reflexão.
* * *
A nossa Paraíba – orgulha-me dizê-lo – destaca-se no ambiente cultural e político nacional. Desde tempos pretéritos com Brandônio e Alviano praticando elevados diálogos sobre riquezas e grandezas das terras paraibanas. E com José Peregrino arcabuzado em 1817. Depois com Au-gusto dos Anjos e José Lins do Rego. Pois bem. O tempo na marcha apocalíptica ou marxista de sua evolução, como alguns pretendem, caminha para o coroamento na destruição ou no pleno alcance da razão. Acredito na última hipótese. Não trato, evidentemente, de um determinismo social que nada mais é do que uma fraude, mas da evolução dialética da natureza e da sociedade.
Duas noticias alvissareiras, que me chegaram através de blogs locais, despertaram o meu entusiasmo e corroboram no acerto de minhas afir-mações e da minha alegria :
- O museólogo Balduino Lélis cria salão e exibe riquezas minerais e culturais da Paraíba;
- O deputado paraibano Assis Quintans apresenta projeto voltado para a ética e cidadania.
É preciso reconhecer e exclamar como sincero entusiasmo: Viva o Cariri! Cariri do clima ameno, refinado nos costumes e na garra de sua gente: fazendeiros, vaqueiros, poetas, compositores, políticos, romancistas, sociólogos, juristas, empresários e tudo mais que possa caracterizar uma postura humana voltada para o trabalho e a construção de uma sociedade exemplar.
* * *
Balduino Lélis todos o conhecemos pela sua dedicação à pesquisa, à realização de eventos e criação de instituições voltadas para o conhe-cimento da realidade paraibana. Através de publicações, na concentração de esforços para a realização de encontros e seminários, ele torna a Paraíba mais conhecida nas suas potencialidades. Assim criou a Universidade Leiga, Popular e o país conheceu graças ao patriotismo e coragem deste filho de Taperoá, que o Nordeste não é a terra da fome, mas da fartura.
Integrando numerosa comitiva de representações do Governo do Estado, do IHGP, da APL, Associação Comercial, presenciei a tradição desfilando em colunas de altivos cavaleiros vestindo capas brasonadas, episódios teatrais e satíricos de mamulengos, aplaudidos pela massa presente. O que pessoalmente me assombrou naquele ocasião, foi a variedade do cardápio servido no café, no almoço e no jantar com mais de duzentos pratos preparados com produtos da terra, catalogados, começando com a batata, o umbu, a farinha, o beiju, o fubá, a galinha, o arroz, o milho, o feijão, o peba, o peixe, o caju, a pinha, a goiaba, o guiné, o bode, o boi, e vai por aí. Uma lição para os técnicos do governo que gastam muito dinheiro para falar em fome, em miséria.
Quando muitos continuam a lamentar a pobreza e a situação modesta da Paraíba, como produtora de polos de atividades, eles não as definem, to-davia. Enquanto isso, todos sabem do Polo Mineral no Rio Grande do Norte, Açucareiro em Alagoas, Portuário em Pernambuco, Turístico no Ceará, Petrolífero na Baía, etc, etc. Balduino reage, não se deixa convencer e realiza mostra das grandezas minerais, industriais e Culturais da Paraíba. Outra lição oportuna aos burocratas e tecnocratas nos seus projetos que fogem da realidade, por isso mesmo, jamais implementados.
* * *
Pois em boa hora falo no deputado Francisco de Assis Quintans: homem público, engenheiro de mérito, conhecedor em profundidade e especialização, da problemática agrícola e urbana da nossa Paraíba. Fir-mado na vivência e estudo de particularidades da vida local ele revela a grande falha no trato da população, que tem inviabilizado planos gover-namentais. Nada mais importante que a educação.
Presenciei um adolescente entre dez e doze anos, mal vestido, entrar na igreja matriz de Sousa, onde se realizava uma solene missa de finados. Acercava-se o garoto de um e de outro pedia esmola, pouco lhe importava onde estava. Olhava para um lado e para outro, sentando-se por fim entre as filas de bancos, deitando-se em seguida e ficando a admirar as pinturas do forro. Indiferente aos olhares de censura, ele na realidade, como a maioria dos filhos do povo nada sabia de qualquer religião. Menos ainda sobre a solenidade de alguns ambientes, exigindo respeito e impondo compor- tamento, o que pouco é levado em conta.
A cena insólita mostrava a necessidade de introdução no currículo das escolas primárias, ensinamento de noções sobre família, sociedade, pátria, direitos e deveres dos cidadãos. Isto logo nos primeiros anos porque depois dos quinze a idade nada mais aceita, dominada que está a mente criada sem noção desses valores, entregue á verdadeira libertinagem da vida na rua, nas festividades ditas populares.
Parabéns ao deputado Quintans, pela sua visão de homem público, pela significação e pelo alcance de seu projeto, como está abaixo justificado:
“A sociedade atual necessita de uma educação do aluno como um todo, um ser humano completo que deve ser trabalhado em diversas áreas e não apenas a cognitiva. A escola deve formar pessoas preparadas para o mundo e não apenas para provas, ou seja, a escola deve também ter em seu planejamento um ensino voltado para educação em valores éticos”.
Viva Quintans e Balduino!
……. De volta com a pouca chuva. Março de 2010 ……
Eilzo Matos
Contrafeito, acelerei a camionete e ganhei a estrada. Custa-me au-sentar-me do ramerrão rural a que me habituei nos últimos anos. E a idade ajuda. O que fazer na cidade – reflito -, se já não namoro, não jogo, não fumo e não bebo (embora dormitem no fundo da lembrança tais propósitos) – ocupações estimulantes na vida de um homem, cuja trajetória ao longo da existência cumpriu tais desideratos que a sociedade imprime a tempera-mentos como o meu! Da morada na rua, seguiria para a capital. Ali o cenário de uma vida passada, de amizades antigas, de compromissos e vivência que construíram um mundo à parte do de hoje. Mas que sobrevive insolitamente.
Eleição na APL para preencher Cadeira, é o motivo de minha viagem. Um acontecimento! Raciocino, e como era de bom tom exclamar, ignorando se o fazem ainda, faço-o agora. Hurra! Impossível deixar de relatar encontros breves e longas conversas com interlocutores além dos acadêmicos, que privilegiaram tais momentos. Começo com o erudito Evandro Nóbrega, poliglota, criador de alguns dos mais estimulantes textos que conheci: “A Glândula Pineal do Urubu”, cuja riqueza picaresca de situações narradas e descritas, confirmam a sua fama. Nada de abafado e monódico cantochão medievalista, mas de arrebatados e impolutos cavaleiros, protegidos pela magia de encantadores amigos e secretos – assim o Conde Alexandre e o seu séquito, dominando o século XX, definindo nobiliarquia. E Evandro seu criador, nada deve aos pícaros ibé-ricos e outros notáveis brasileiros nordestinos, filiados ao ramo. Tenho em mãos uma antologia patoense, com a sua poesia num lirismo sertanejo esquisitamente erudito e metropolitano. Material para estudo e reflexão.
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A nossa Paraíba – orgulha-me dizê-lo – destaca-se no ambiente cultural e político nacional. Desde tempos pretéritos com Brandônio e Alviano praticando elevados diálogos sobre riquezas e grandezas das terras paraibanas. E com José Peregrino arcabuzado em 1817. Depois com Au-gusto dos Anjos e José Lins do Rego. Pois bem. O tempo na marcha apocalíptica ou marxista de sua evolução, como alguns pretendem, caminha para o coroamento na destruição ou no pleno alcance da razão. Acredito na última hipótese. Não trato, evidentemente, de um determinismo social que nada mais é do que uma fraude, mas da evolução dialética da natureza e da sociedade.
Duas noticias alvissareiras, que me chegaram através de blogs locais, despertaram o meu entusiasmo e corroboram no acerto de minhas afir-mações e da minha alegria :
- O museólogo Balduino Lélis cria salão e exibe riquezas minerais e culturais da Paraíba;
- O deputado paraibano Assis Quintans apresenta projeto voltado para a ética e cidadania.
É preciso reconhecer e exclamar como sincero entusiasmo: Viva o Cariri! Cariri do clima ameno, refinado nos costumes e na garra de sua gente: fazendeiros, vaqueiros, poetas, compositores, políticos, romancistas, sociólogos, juristas, empresários e tudo mais que possa caracterizar uma postura humana voltada para o trabalho e a construção de uma sociedade exemplar.
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Balduino Lélis todos o conhecemos pela sua dedicação à pesquisa, à realização de eventos e criação de instituições voltadas para o conhe-cimento da realidade paraibana. Através de publicações, na concentração de esforços para a realização de encontros e seminários, ele torna a Paraíba mais conhecida nas suas potencialidades. Assim criou a Universidade Leiga, Popular e o país conheceu graças ao patriotismo e coragem deste filho de Taperoá, que o Nordeste não é a terra da fome, mas da fartura.
Integrando numerosa comitiva de representações do Governo do Estado, do IHGP, da APL, Associação Comercial, presenciei a tradição desfilando em colunas de altivos cavaleiros vestindo capas brasonadas, episódios teatrais e satíricos de mamulengos, aplaudidos pela massa presente. O que pessoalmente me assombrou naquele ocasião, foi a variedade do cardápio servido no café, no almoço e no jantar com mais de duzentos pratos preparados com produtos da terra, catalogados, começando com a batata, o umbu, a farinha, o beiju, o fubá, a galinha, o arroz, o milho, o feijão, o peba, o peixe, o caju, a pinha, a goiaba, o guiné, o bode, o boi, e vai por aí. Uma lição para os técnicos do governo que gastam muito dinheiro para falar em fome, em miséria.
Quando muitos continuam a lamentar a pobreza e a situação modesta da Paraíba, como produtora de polos de atividades, eles não as definem, to-davia. Enquanto isso, todos sabem do Polo Mineral no Rio Grande do Norte, Açucareiro em Alagoas, Portuário em Pernambuco, Turístico no Ceará, Petrolífero na Baía, etc, etc. Balduino reage, não se deixa convencer e realiza mostra das grandezas minerais, industriais e Culturais da Paraíba. Outra lição oportuna aos burocratas e tecnocratas nos seus projetos que fogem da realidade, por isso mesmo, jamais implementados.
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Pois em boa hora falo no deputado Francisco de Assis Quintans: homem público, engenheiro de mérito, conhecedor em profundidade e especialização, da problemática agrícola e urbana da nossa Paraíba. Fir-mado na vivência e estudo de particularidades da vida local ele revela a grande falha no trato da população, que tem inviabilizado planos gover-namentais. Nada mais importante que a educação.
Presenciei um adolescente entre dez e doze anos, mal vestido, entrar na igreja matriz de Sousa, onde se realizava uma solene missa de finados. Acercava-se o garoto de um e de outro pedia esmola, pouco lhe importava onde estava. Olhava para um lado e para outro, sentando-se por fim entre as filas de bancos, deitando-se em seguida e ficando a admirar as pinturas do forro. Indiferente aos olhares de censura, ele na realidade, como a maioria dos filhos do povo nada sabia de qualquer religião. Menos ainda sobre a solenidade de alguns ambientes, exigindo respeito e impondo compor- tamento, o que pouco é levado em conta.
A cena insólita mostrava a necessidade de introdução no currículo das escolas primárias, ensinamento de noções sobre família, sociedade, pátria, direitos e deveres dos cidadãos. Isto logo nos primeiros anos porque depois dos quinze a idade nada mais aceita, dominada que está a mente criada sem noção desses valores, entregue á verdadeira libertinagem da vida na rua, nas festividades ditas populares.
Parabéns ao deputado Quintans, pela sua visão de homem público, pela significação e pelo alcance de seu projeto, como está abaixo justificado:
“A sociedade atual necessita de uma educação do aluno como um todo, um ser humano completo que deve ser trabalhado em diversas áreas e não apenas a cognitiva. A escola deve formar pessoas preparadas para o mundo e não apenas para provas, ou seja, a escola deve também ter em seu planejamento um ensino voltado para educação em valores éticos”.
Viva Quintans e Balduino!
……. De volta com a pouca chuva. Março de 2010 ……
domingo, 28 de fevereiro de 2010
SHWO
ROBERTA SÁ - SHOW “PRA SE TER ALEGRIA” CANTORA SE APRESENTA PELA PRIMEIRA VEZ EM JOÃO PESSOA NO PRÓXIMO DIA 28 DE FEVEREIRO
Uma das cantoras mais festejadas da nova MPB, a potiguar - radicada no Rio - Roberta Sá se apresenta pela primeira vez em João Pessoa hoje 28 de fevereiro, a partir das 20h, no palco do Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego.
Na bagagem, ela traz o show ‘Pra se ter alegria', lançado ano passado em CD/DVD ao vivo. Nele, ela mistura o repertório de seus discos Músicas de "Braseiro" (2005) e "Que belo estranho dia pra se ter alegria" (2007).
No repertório estão sucessos como "Alô Fevereiro", "Interessa?", "Janeiros", "Mais Alguém" e "Eu sambo mesmo", além de "Agora Sim", parceria da cantora com Carlos Rennó e Pedro Luis. O cenário é de Gringo Cardia e o figurino é de Isabela Capeto.
Serviço:
ROBERTA SÁ - PRA SE TER ALEGRIA
Quando: 28 de fevereiro, às 20 horas
Onde: Teatro Paulo Pontes (Mezanino 01 do Espaço Cultural José Lins do Rego)
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (estudante)
Uma das cantoras mais festejadas da nova MPB, a potiguar - radicada no Rio - Roberta Sá se apresenta pela primeira vez em João Pessoa hoje 28 de fevereiro, a partir das 20h, no palco do Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rego.
Na bagagem, ela traz o show ‘Pra se ter alegria', lançado ano passado em CD/DVD ao vivo. Nele, ela mistura o repertório de seus discos Músicas de "Braseiro" (2005) e "Que belo estranho dia pra se ter alegria" (2007).
No repertório estão sucessos como "Alô Fevereiro", "Interessa?", "Janeiros", "Mais Alguém" e "Eu sambo mesmo", além de "Agora Sim", parceria da cantora com Carlos Rennó e Pedro Luis. O cenário é de Gringo Cardia e o figurino é de Isabela Capeto.
Serviço:
ROBERTA SÁ - PRA SE TER ALEGRIA
Quando: 28 de fevereiro, às 20 horas
Onde: Teatro Paulo Pontes (Mezanino 01 do Espaço Cultural José Lins do Rego)
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (estudante)
MÚSICA
Um belo dia para se ter Roberta Sá
Roberta Sá é uma diva. Tem tudo que uma diva da MPB tem que ter. Uma voz bonita, uma simpatia esbanjada num sorriso muito lindo e contagiante. É o que se pode ver em uma das apresentações do seu DVD, Pra Se Ter Alegria, em que ela canta “Mambembe”, com um dos supremos poetas da MPB, Chico Buarque de Hollanda - que o maridão Pedro Luis (o da Parede) não nos ouça, mas se tem a impressão de que os dois estão “paquerando” enquanto cantam, tal é o entrosamento.
Roberta Sá estará aqui, em João Pessoa. Vem com o repertório do DVD, que por sua vez é uma fusão dos seus dois discos, Braseiro (2005) e Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria (2007), este último lhe conferiu dois prêmios APCA, de Melhor Álbum e de Melhor Cantora. Além do timbre e da graça que, irremediavelmente, nos trazem a lembrança de outra diva da MPB, Marisa Monte, há que se reconhecer que Roberta Sá, pelo cuidado na escolha do repertório, se filia também numa outra tradição - a do samba.
Perguntada sobre o repertório do show na Paraíba, por e-mail, Roberta Sá respondeu que o show é basicamente o mesmo do DVD. “Na estrada, a gente sempre tira uma, coloca outra”. Todavia, a cantora anuncia novidades: “Tem um pot-pourri de samba-enredo que preparamos para o Réveillon que não conseguimos mais parar de tocar”.
Sobre o fato de estar tocando na Paraíba, Roberta Sá não esconde o entusiasmo. “O tempero especial é o público que eu adoro. Vai ser uma delícia! A intenção desse DVD era que ele fosse o retrato fiel desse momento lindo na minha história, que é início da minha carreira e, por isso, o repertório é uma mistura das músicas dos meus dois discos”.
Nascida em Natal, no vizinho Rio Grande do Norte, Roberta Sá mudou-se para o Rio de Janeiro aos nove anos. Em 2002, a cantora participou do Fama, da Rede Globo - mesmo sendo destacada como uma das revelações, não chegou nem às semifinais do programa, que foi vencido pelo mineiro Marcus Vinícius (alguém se lembra dele?).
A sorte começou a sorrir para Roberta Sá pouco tempo depois da participação no Fama. Em 2003, a cantora preparou uma demo, só com cinco canções. Caiu nas mãos de quem? De ninguém menos que Gilberto Braga, que estava escrevendo a novela Celebridade.
O noveleiro percebeu que a moça tinha um jeito de cantar samba com graça e sugeriu que ela cantasse “A Vizinha do lado”, de Dorival Caymmi. Roberta Sá gravou. Emplacou na trilha.
Mas, ciente de que seu trabalho merecia de um cuidado todo especial, Roberta Sá não quis pegar carona no sucesso da novela. Tanto é que o seu primeiro disco, Braseiro, veio só dois anos depois - embora ela tenha gravado, um ano antes, Sambas e Bossas, CD distribuído como brinde de uma empresa.
Ano passado, Roberta Sá resolveu prestar uma homenagem a Carmem Miranda. Quem participou do espetáculo, intitulado Alô... alô? 100 anos de Carmen Miranda foi o biógrafo da pequena notável, Ruy Castro.
Ele comentava, no intervalo de cada número: “Roberta Sá transita sem o menor temor entre o material já consagrado pelos grandes nomes e o que cabe só a ela consagrar. E por que consegue isto? Porque, em tempo recorde, cristalizou um estilo a que qualquer canção”, opinou.
Roberta Sá é uma diva. Tem tudo que uma diva da MPB tem que ter. Uma voz bonita, uma simpatia esbanjada num sorriso muito lindo e contagiante. É o que se pode ver em uma das apresentações do seu DVD, Pra Se Ter Alegria, em que ela canta “Mambembe”, com um dos supremos poetas da MPB, Chico Buarque de Hollanda - que o maridão Pedro Luis (o da Parede) não nos ouça, mas se tem a impressão de que os dois estão “paquerando” enquanto cantam, tal é o entrosamento.
Roberta Sá estará aqui, em João Pessoa. Vem com o repertório do DVD, que por sua vez é uma fusão dos seus dois discos, Braseiro (2005) e Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria (2007), este último lhe conferiu dois prêmios APCA, de Melhor Álbum e de Melhor Cantora. Além do timbre e da graça que, irremediavelmente, nos trazem a lembrança de outra diva da MPB, Marisa Monte, há que se reconhecer que Roberta Sá, pelo cuidado na escolha do repertório, se filia também numa outra tradição - a do samba.
Perguntada sobre o repertório do show na Paraíba, por e-mail, Roberta Sá respondeu que o show é basicamente o mesmo do DVD. “Na estrada, a gente sempre tira uma, coloca outra”. Todavia, a cantora anuncia novidades: “Tem um pot-pourri de samba-enredo que preparamos para o Réveillon que não conseguimos mais parar de tocar”.
Sobre o fato de estar tocando na Paraíba, Roberta Sá não esconde o entusiasmo. “O tempero especial é o público que eu adoro. Vai ser uma delícia! A intenção desse DVD era que ele fosse o retrato fiel desse momento lindo na minha história, que é início da minha carreira e, por isso, o repertório é uma mistura das músicas dos meus dois discos”.
Nascida em Natal, no vizinho Rio Grande do Norte, Roberta Sá mudou-se para o Rio de Janeiro aos nove anos. Em 2002, a cantora participou do Fama, da Rede Globo - mesmo sendo destacada como uma das revelações, não chegou nem às semifinais do programa, que foi vencido pelo mineiro Marcus Vinícius (alguém se lembra dele?).
A sorte começou a sorrir para Roberta Sá pouco tempo depois da participação no Fama. Em 2003, a cantora preparou uma demo, só com cinco canções. Caiu nas mãos de quem? De ninguém menos que Gilberto Braga, que estava escrevendo a novela Celebridade.
O noveleiro percebeu que a moça tinha um jeito de cantar samba com graça e sugeriu que ela cantasse “A Vizinha do lado”, de Dorival Caymmi. Roberta Sá gravou. Emplacou na trilha.
Mas, ciente de que seu trabalho merecia de um cuidado todo especial, Roberta Sá não quis pegar carona no sucesso da novela. Tanto é que o seu primeiro disco, Braseiro, veio só dois anos depois - embora ela tenha gravado, um ano antes, Sambas e Bossas, CD distribuído como brinde de uma empresa.
Ano passado, Roberta Sá resolveu prestar uma homenagem a Carmem Miranda. Quem participou do espetáculo, intitulado Alô... alô? 100 anos de Carmen Miranda foi o biógrafo da pequena notável, Ruy Castro.
Ele comentava, no intervalo de cada número: “Roberta Sá transita sem o menor temor entre o material já consagrado pelos grandes nomes e o que cabe só a ela consagrar. E por que consegue isto? Porque, em tempo recorde, cristalizou um estilo a que qualquer canção”, opinou.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
REGINALDO

A TURMA AMANTE DO ANJO AZUL - REISADO ...
Reginaldo Marinho - Fonte: http://wscom.com.br/colunistas/coluna.jsp?id=8363&colunista=32
A política na Paraíba continua do mesmo modo que o Pastoril. São sempre dois cordões, o azul e o encarnado. Em princípio, essa polarização não deveria ser necessariamente negativa. A política da nação mais poderosa do mundo gravita em torno de dois partidos. A existência de apenas dois partidos predominantes não impede o desenvolvimento econômico e social dos Estados Unidos.
Na Paraíba, essa polarização política é muito nociva ao nosso estado. Os projetos que deveriam ter a sociedade como beneficiária são conduzidos com a finalidade mesquinha de atender a interesses pessoais.
Quando o prefeito inaugurou a reforma do Ponto de Cem Réis, a obra virou uma grande polêmica. Convenhamos, o resultado ficou muitas vezes superior ao que estava lá por quatro décadas. O novo Ponto de Cem Réis foi uma conquista da cidadania que passou a ter um espaço para uma grande variedade de manifestações. Mas não será por isso que prejudiquem outras atividades que funcionam bem fora dali.
Uma coisa é reconhecer a importância daquele espaço para prática de atividades artísticas, outra coisa é querer impor o uso do espaço para outras manifestações que já viraram tradição em outros ambientes, como é o caso do carnaval.
Folia de Rua é uma organização que congrega os diversos blocos da capital que transferem beleza e alegria ao carnaval antecipado que ocorre em João Pessoa.
Comentando com uma assessora do prefeito sobre a possível influência na decisão de transferir a abertura da Folia de Rua para o Ponto de Cem Réis, ela respondeu que o prefeito não esteve na votação que definiu o novo local para inaugurar os festejos carnavalescos. Eu disse que Lula também não precisa ir ao Congresso Nacional para aprovar as medidas provisórias do interesse dele.
O resultado foi o que todo mundo viu. Um carnaval fragmentado. Uma lapinha. Cordão azul e cordão encarnado no carnaval de João Pessoa. Os foliões do Anjo Azul, do Confete e Serpentina, do Picolé de Manga e as demais agremiações, não podendo acompanhar os seus blocos até o Varadouro, ficaram diluídos por uma vontade imperial. O carnaval de João Pessoa ficou estático, perdeu aquela deliciosa dinâmica do percurso tradicional pelo Centro Histórico.
Um show de Alceu Valença pode ser realizado em qualquer época do ano, não precisaria apropriar-se do carisma dele para engessar o carnaval da capital, na tentativa de consolidar o Ponto de Cem Réis.
A gloriosa Ednamay Cirilo e o maestro Walter Santos ainda conseguiram entrelaçar os dois blocos Anjo Azul e Confete e Serpentina na Rua General Osório, a partir de onde seguiram o percurso amesquinhado do novo carnaval de João Pessoa.
Na noite do Cafuçu, o problema se repetiu com mais intensidade. O bloco foi fragmentado em duas partes, uma no Ponto de Cem Réis e outra no largo da Igreja do Carmo, pela mesma vontade de privilegiar o novo-antigo logradouro. O que era para ser concentração inverteu-se e a Rua Visconde de Pelotas ficou intransitável de gente que ia de um lado para outro para ver se a outra parte era melhor, desconcentrou todo mundo e o bloco não saiu, pelo menos até a meia-noite. Uma pena. Foi mais um carnaval que passou meu amor
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
TRIOELÉTRICO
Oi Leandro, frevos, maracatus, afoxés e trios elétricos à parte, reza a lenda pelos lados de cá que o caminhão sonoro nasceu mesmo aqui na Paraíba, esse Estado nordestino o primo pobre da Bahia e de Pernambuco, sempre sem ajuda de governantes para mídia nacional .
Governos que só se preocupam com os seus UMBIGOS, as questões políticas entre esses dois partidos lideram o Estado , são conhecidas nacionalmente desde antes da revolução de 30 - ¨Liberais e Perrepistas¨ , os dois mudam as siglas mas continuam no passado , com as mesmas práticas , só se preocupam com as disputas pelo Palácio da Redenção continuam acima do bem e do mal ignorando completamente nossa cultura e memória paraibana.
O grande público nacional jamais saberá a verdadeira origem do TRIO ELÉTRICO.
Enquanto isso o afoxé dominou a quarta - feira de cinzas de Olinda, ontem a noite puxado por um desses carros sonoro de menor proporção é vero porém, proibitivo para as culturais ladeiras dessa primeira cidade Patrimônio Nacional da Cultura do Brasil.
Saudações carnavalescas,
beijo
Ednamay Cirilo - fundadora do primeiro bloco carnavalesco do centro histórico de João Pessoa o ANJO AZUL ,o que faz a abertura oficial da MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA DO BRASIL , o projeto FOLIA DE RUA .
Em 17 de fevereiro de 2010 16:10, Leandro Almeida de Araújo escreveu:
- Mostrar texto das mensagens anteriores -
Os 60 anos do trio elétrico me fez refletir sobre um fato que está implícito em todo Santo Carnaval: a disputa entre quem faz a melhor folia de momo. Qual o melhor carnaval? O pernambucano, recheado de festas onde o rico se mistura com o pobre, embalado pelas animadas ladeiras de Olinda, isso sem falar no interior? Ou o baiano, bastante profissional e rentável, de dimensões gigantescas e com notável maior visibilidade em âmbito nacional?
Penso até que ponto esse embate é saudável?
Será que vale a pena para ambas as partes?
Para quem não sabe o trio elétrico tem muito mais de Pernambuco do que você possa imaginar. Esse símbolo tão arraigado da cultura baiana é quase como um misto de criatividade entre PE e BA. A criação do caminhão com músicas nas alturas foi estimulado pelo conhecido clube carnavesco pernambucano, o Vassourinhas. E mais, tocando frevo! O tempo passou e o carnaval baiano, apoiado basicamente pelo uso do trio elétrico criou personalidade própria e as festas desses estados foi se distanciando significativamente, apesar da utilização de trios também em folias pernambucanas.
Mesmo hoje bastante diferentes, cada qual com seu encanto próprio, os carnavais pernambucano e baiano têm muito mais em comum do que o senso comum prega. Afinal, é festa do povo em ambos os lados. Talvez seja realmente mais sensato tomar um pouco da festa baiana em Pernambuco e emprestar folia pernambucana à Bahia. No final, somos todos nordestinos e essa união é sempre importante. Não por acaso, tolerância é a chave.
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Governos que só se preocupam com os seus UMBIGOS, as questões políticas entre esses dois partidos lideram o Estado , são conhecidas nacionalmente desde antes da revolução de 30 - ¨Liberais e Perrepistas¨ , os dois mudam as siglas mas continuam no passado , com as mesmas práticas , só se preocupam com as disputas pelo Palácio da Redenção continuam acima do bem e do mal ignorando completamente nossa cultura e memória paraibana.
O grande público nacional jamais saberá a verdadeira origem do TRIO ELÉTRICO.
Enquanto isso o afoxé dominou a quarta - feira de cinzas de Olinda, ontem a noite puxado por um desses carros sonoro de menor proporção é vero porém, proibitivo para as culturais ladeiras dessa primeira cidade Patrimônio Nacional da Cultura do Brasil.
Saudações carnavalescas,
beijo
Ednamay Cirilo - fundadora do primeiro bloco carnavalesco do centro histórico de João Pessoa o ANJO AZUL ,o que faz a abertura oficial da MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA DO BRASIL , o projeto FOLIA DE RUA .
Em 17 de fevereiro de 2010 16:10, Leandro Almeida de Araújo
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Os 60 anos do trio elétrico me fez refletir sobre um fato que está implícito em todo Santo Carnaval: a disputa entre quem faz a melhor folia de momo. Qual o melhor carnaval? O pernambucano, recheado de festas onde o rico se mistura com o pobre, embalado pelas animadas ladeiras de Olinda, isso sem falar no interior? Ou o baiano, bastante profissional e rentável, de dimensões gigantescas e com notável maior visibilidade em âmbito nacional?
Penso até que ponto esse embate é saudável?
Será que vale a pena para ambas as partes?
Para quem não sabe o trio elétrico tem muito mais de Pernambuco do que você possa imaginar. Esse símbolo tão arraigado da cultura baiana é quase como um misto de criatividade entre PE e BA. A criação do caminhão com músicas nas alturas foi estimulado pelo conhecido clube carnavesco pernambucano, o Vassourinhas. E mais, tocando frevo! O tempo passou e o carnaval baiano, apoiado basicamente pelo uso do trio elétrico criou personalidade própria e as festas desses estados foi se distanciando significativamente, apesar da utilização de trios também em folias pernambucanas.
Mesmo hoje bastante diferentes, cada qual com seu encanto próprio, os carnavais pernambucano e baiano têm muito mais em comum do que o senso comum prega. Afinal, é festa do povo em ambos os lados. Talvez seja realmente mais sensato tomar um pouco da festa baiana em Pernambuco e emprestar folia pernambucana à Bahia. No final, somos todos nordestinos e essa união é sempre importante. Não por acaso, tolerância é a chave.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
NATORRE
Bloco Elefante da Torre deve arrastar cerca de 3 mil foliões nesta sexta-feira em JP
Bloco Elefante da Torre deve arrastar cerca de 3 mil foliões nesta sexta-feira em JP
A Agremiação Carnavalesca Elefante da Torre desfila na noite desta sexta-feira (12) e deve levar às ruas do bairro cerca de 3 mil foliões. A concentração do bloco, que completa 14 anos de fundação, será no Bar e Restaurante da Tia, localizado na praça São Gonçalo, a partir das 18h. O bloco deve tomar as ruas da Torre a partir das 21h30, guiado pelo som do maestro Maçarico, que comandará três orquestras, entre elas a Tambaú de Frevo.
Moradores e convidados devem esbanjar alegria no trajeto pela Avenida Beira Rio. Além das orquestras, um trio elétrico deve comandar a animação do bloco, com músicas de compositores paraibanos como o maestro Viloco e Livardo Alves, que se consagrou com a marchinha de Carnaval “Eu mato, eu mato... quem pegou minha cueca pra fazer pano de prato”, que ficará imortalizada na cultura popular do Brasil.
Como é tradição no Elefante da Torre, o bloco vai homenagear duas personalidades, que se destacam por produzir e difundir a cultura do bairro. Este ano, os homenageados são o escritor, cineasta e compositor Gilvan de Brito e o cantor e compositor Júnior Targino. Os dois moradores do bairro receberão uma comenda especial pela homenagem, que será entregue pela diretoria amanhã à tarde, durante um show coletivo que deverá reunir vários artistas locais.
O show coletivo também será realizado no Bar e Restaurante da Tia e deverá se estender das 12h até às 18h, nesta sexta-feira. Na ocasião, cada convidado toca cinco músicas e passa a bola para o próximo convidado. Entre os artistas confirmados para participar do evento estão Dida Fialho, Clementino Lins, Rubinho da Paraíba, Júnior Targino, Bombinha e Roberto Gabino.
O presidente da agremiação, Flauber Santos, informou que as camisetas para o bloco Elefante da Torre serão vendidas durante o show coletivo no Bar da Tia ao preço de R$ 15. A arte estampada na camiseta é assinada elo jornalista e artista plástico Ricardo Peixoto.
História
O bloco Elefante da Torre foi fundado em 1996 e o nome da agremiação é uma homenagem ao morador Lindemberg Honorato da Silva, conhecido nas ruas do bairro pelo apelido de “elefante”. “Na Torre, os moradores costumam se tratar por apelidos e o nome do nosso bloco homenageia de um grande morador e folião, que foi batuqueiro da charanga Aristocratas do Samba por mais de 20 anos”, explicou Flauber Santos, presidente do Elefante da Torre.
À frente do bloco, um elefante gigante chama a atenção da criançada e puxa os foliões através da Beira Rio. Um boneco gigante também desfila na agremiação, numa homenagem ao senhor Vinícius Costa, ex-presidente do Clube Bandeirante da Torre, que faleceu há cerca de uma década.
E o estandarte do bloco, que cumprindo a tradição do carnaval, é trocado de 10 em 10 anos, será levado este ano pelo porta-bandeira João Santos, que também é morador do bairro.
Bloco Elefante da Torre deve arrastar cerca de 3 mil foliões nesta sexta-feira em JP
A Agremiação Carnavalesca Elefante da Torre desfila na noite desta sexta-feira (12) e deve levar às ruas do bairro cerca de 3 mil foliões. A concentração do bloco, que completa 14 anos de fundação, será no Bar e Restaurante da Tia, localizado na praça São Gonçalo, a partir das 18h. O bloco deve tomar as ruas da Torre a partir das 21h30, guiado pelo som do maestro Maçarico, que comandará três orquestras, entre elas a Tambaú de Frevo.
Moradores e convidados devem esbanjar alegria no trajeto pela Avenida Beira Rio. Além das orquestras, um trio elétrico deve comandar a animação do bloco, com músicas de compositores paraibanos como o maestro Viloco e Livardo Alves, que se consagrou com a marchinha de Carnaval “Eu mato, eu mato... quem pegou minha cueca pra fazer pano de prato”, que ficará imortalizada na cultura popular do Brasil.
Como é tradição no Elefante da Torre, o bloco vai homenagear duas personalidades, que se destacam por produzir e difundir a cultura do bairro. Este ano, os homenageados são o escritor, cineasta e compositor Gilvan de Brito e o cantor e compositor Júnior Targino. Os dois moradores do bairro receberão uma comenda especial pela homenagem, que será entregue pela diretoria amanhã à tarde, durante um show coletivo que deverá reunir vários artistas locais.
O show coletivo também será realizado no Bar e Restaurante da Tia e deverá se estender das 12h até às 18h, nesta sexta-feira. Na ocasião, cada convidado toca cinco músicas e passa a bola para o próximo convidado. Entre os artistas confirmados para participar do evento estão Dida Fialho, Clementino Lins, Rubinho da Paraíba, Júnior Targino, Bombinha e Roberto Gabino.
O presidente da agremiação, Flauber Santos, informou que as camisetas para o bloco Elefante da Torre serão vendidas durante o show coletivo no Bar da Tia ao preço de R$ 15. A arte estampada na camiseta é assinada elo jornalista e artista plástico Ricardo Peixoto.
História
O bloco Elefante da Torre foi fundado em 1996 e o nome da agremiação é uma homenagem ao morador Lindemberg Honorato da Silva, conhecido nas ruas do bairro pelo apelido de “elefante”. “Na Torre, os moradores costumam se tratar por apelidos e o nome do nosso bloco homenageia de um grande morador e folião, que foi batuqueiro da charanga Aristocratas do Samba por mais de 20 anos”, explicou Flauber Santos, presidente do Elefante da Torre.
À frente do bloco, um elefante gigante chama a atenção da criançada e puxa os foliões através da Beira Rio. Um boneco gigante também desfila na agremiação, numa homenagem ao senhor Vinícius Costa, ex-presidente do Clube Bandeirante da Torre, que faleceu há cerca de uma década.
E o estandarte do bloco, que cumprindo a tradição do carnaval, é trocado de 10 em 10 anos, será levado este ano pelo porta-bandeira João Santos, que também é morador do bairro.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
CINQUENTÃO

Homenagem a Fernando Moura
Jorge Rezende
A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realiza nesta quarta-feira (10) uma sessão solene para a entrega do ‘Título de Cidadão Pessoense’ ao jornalista e escritor Fernando Moura. A cerimônia acontece às 17h, uma hora antes do início da concentração dos foliões do Bloco Pré-Carnavalesco Muriçocas do Miramar, na Praça do Rotary Club, próximo à Praça das Muriçocas, no Bairro do Miramar, na Capital paraibana.
A homenagem ao jornalista Fernando Moura é uma iniciativa do ex-vereador Fuba (PSB), que será representado na cerimônia do Poder Legislativo pela vereadora Sandra Marrocos (PSB). A sessão será comandada pelo presidente da Casa, vereador Durval Ferreira (PP). Fernando Moura é o atual titular da Coordenadoria de Proteção dos Bens Históricos e Culturais de João Pessoa (Probech-JP), órgão da administração municipal vinculado à Secretaria do Planejamento (Seplan).
Logo após a cerimônia de entrega da honraria, o homenageado fará o lançamento do livro ‘Cinqüenta Carnavais’, 168 páginas, da Textoarte Editora, que reúne 50 narrações sobre o Carnaval de João Pessoa, assinadas por diversos autores do segmento da comunicação e da cultura paraibana.
O projeto de lei de autoria do vereador Flávio Eduardo Fuba (PSB) que homenageia Fernando Moura foi aprovado pela Câmara pesseonse no final do período legislativo de 2007.
“Fernando Moura é um dos mais importantes atores que protagonizam a vida cultural de João Pessoa, dedicando grande parte de seu tempo e talento à construção de nossa história”, justifica Fuba.
Homenageado – Além de jornalista, Fernando Moura é escritor e compositor. Já editou os principais jornais e revistas paraibanos, desde 1979, quando iniciou a carreira, como repórter de ‘O Norte’. Coordenou, entre 1983 e 90, o Departamento de Marketing do Banco do Estado da Paraíba (Paraiban). Atuou nas diretorias do Sindicato dos Jornalistas, Associação Paraibana de Imprensa (API) e Associação Atlética Banco do Estado. Fundou e presidiu, por dois mandatos, a Associação Centro Histórico Vivo (Acehrvo), ong que luta pelo processo de revitalização do patrimônio histórico de João Pessoa.
Autor do texto da primeira e única biografia do cantor e compositor paraibano Jackson do Pandeiro, em parceria com o também jornalista Antônio Vicente, pela Editora 34, de São Paulo, Fernando Moura montou o projeto que cria o Museu da Cidade, ora em desenvolvimento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep). Ele também é criador e editor executivo da Textoarte Editora, empresa responsável pelo lançamento de mais de 100 títulos de autores paraibanos nos últimos dez anos, entre ficcionistas, poetas e ensaístas.
Moura, que também está preparando livro sobre personagens contemporâneos do universo cultural nordestino, tem 50 anos e é casado com a também jornalista Silvana Sorrentino, com três filhos. Paulistano de nascimento, filho de Humberto Batista de Lima, natural de Guarabira, e Maria de Lourdes Moura de Lima, nascida em Alagoinha, cidades do brejo paraibano, adotou João Pessoa como lar há mais de 35 anos.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
carnaval
*Rogério Tomaz Jr.
O carnaval do Recife é reconhecido pela diversidade de ritmos e gêneros, o que se amplifica se considerarmos a folia de Olinda, cidade vizinha com a qual forma uma conurbação que integra catorze municípios.
Embora ainda fique atrás, em termos de público, na disputa com os carnavais de Salvador e do Rio de Janeiro, a capital pernambucana é a única das três que sintetiza e expressa de forma muito consistente a política cultural da gestão pública local, no caso, adotada e aperfeiçoada há quase uma década.
A matéria-prima cultural é rica e abundante em Pernambuco. Não faltam criatividade, tradição, originalidade e fusão (ou diálogo) das inúmeras manifestações de raiz popular com a indústria pop.
A diversidade do estado é acolhida – e, também, protegida e promovida – na forma de inúmeros projetos de fomento, através de editais que compõem o Sistema de Incentivo à Cultura (SIC).
Aberto tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, o SIC abrange oito grandes áreas: Música; Artes Cênicas; Fotografia, Cinema e Vídeo; Literatura (que inclui o cordel); Artes Gráficas e Artes Plásticas; Artesanato e Folclore; Patrimônio Histórico e Patrimônio Artístico.
Ao contrário do que se pode imaginar, o chamado “Carnaval Multicultural do Recife” integra ações relacionadas a praticamente todas estas áreas, não se restringindo às atrações musicais, embora o predomínio destas seja patente e facilmente compreensível.
Afinal, não é em qualquer lugar ou momento que é possível reunir, com harmonia e integração, tantos estilos musicais diferentes: frevo, mangue, maracatu, afoxé, MPB, samba, pagode, rock, reggae, coco, música eletrônica, rap, brega (Reginaldo Rossi sempre faz shows concorridos) e mais uma ampla gama de artistas cujos trabalhos resultam de fusões ou “diálogos” entre vários estilos.
Para acomodar tanta diversidade, a organização da festa se encaixa perfeitamente no espírito da cultura popular: horizontal, participativa e aberta à criatividade e ao improviso. Assim como nos estados do Nordeste em geral, a essas características soma-se a forte irreverência, que costuma servir de forma de expressão libertária, que se faz presente no cotidiano, mas ganha intensidade no período momesco.
Maracatus de baque virado e rurais, caboclinhos, bandas de pau e corda, blocos líricos, orquestras, “troças”, músicos locais e nacionais consagrados e em busca de reconhecimento, convidados internacionais, artistas plásticos, DJs de música eletrônica, estilistas, repentistas, rabequeiros, entre muitos outros tipos fazem a alegria durante as cinco noites do carnaval do Recife.
Nem sempre foi assim. Há pouco mais de dez anos, o manguebeat já era conhecido no exterior e tinha um público local fiel, mas os ritmos tradicionais que inspiraram os caranguejos com cérebro – notadamente o maracatu e outras manifestações que se desenvolviam fora do ambiente cosmopolitano do Recife – lutavam muito para conquistar seu quinhão de visibilidade e respeito.
A incorporação – com pompa e destaque – dos grupos da Zona da Mata, do Agreste e do Sertão, ocorrida na última década, contribuiu para transformar o carnaval recifense no fervilhante caldeirão que poderia ser concorrer ao título de maior festival de cultura popular do mundo.
Em números: 700 mil pessoas esperadas pela Secretaria Municipal de Turismo que deverão movimentar algo em torno de R$ 400 milhões, numa festa de duas semanas – incluindo a semana pré-carnavalesca – que mobilizará 340 atrações, 495 agremiações e milhares de músicos e artistas divididos entre os 59 pólos espalhados pela capital pernambucana. Vale frisar: sem considerar Olinda e as demais cidades da região metropolitana, onde a diversão também será grande.
Da abertura, na sexta-feira (12), comandada pelo percussionista nativo mundialmente aclamado, Naná Vasconcelos, regendo 700 batuqueiros de maracatu, até a apoteose de encerramento, na madrugada da “quarta-feira ingrata” (17), Recife funcionará ao ritmo das alfaias, tambores, violas, guitarras, rabecas, instrumentos de sopro e muitas outras máquinas, ao lado de vozes e passos do frevo e de todos os ritmos que reivindicam a Pernambuco a alcunha de “coração do folclore nordestino”.
Tudo isso sem cordão de isolamento ou abadás, diga-se de passagem.
*Rogério Tomaz Jr.
Jornalista cearense, criado no Maranhão, filho de baiano, residente em Brasília e apaixonado por Pernambuco.
Em tempo: publico este artigo aqui no blog poucas horas antes de partir da carro para a “Veneza Brasileira”. Fiz essa mesma viagem em 2008 e o roteiro (além do prazer de cruzar as estradas desse imenso e lindo Brasil, adquirido com as tantas viagens com meu pai) compensa o esforço: Chapada Diamantina, Feira de Santana (onde tenho parentes), Aracaju, Maceió, muitas praias e lugares lindos (como Penedo, foz do Velho Chico). E na volta ainda passo em Salvador, pra rever amigos/as e familiares queridos/as.
Em tempo2: Fico devendo um outro artigo, sobre o que me faz ir, de verdade, para Recife todos os anos (este será o quarto seguido e o sétimo no total): a possibilidade de rever e encontrar (ao acaso) tantas pessoas queridas que a vida me presenteou e ainda conhecer outras tantas. Afinal, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida, como já disse um certo Vinícius. O artigo fica pra depois.
Publicado em Cultura | Tags: 2010, carnaval, frevo, maracatu, olinda, pernambuco, recife
« Rap contra Boris “Lixo” Casoy
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O carnaval do Recife é reconhecido pela diversidade de ritmos e gêneros, o que se amplifica se considerarmos a folia de Olinda, cidade vizinha com a qual forma uma conurbação que integra catorze municípios.
Embora ainda fique atrás, em termos de público, na disputa com os carnavais de Salvador e do Rio de Janeiro, a capital pernambucana é a única das três que sintetiza e expressa de forma muito consistente a política cultural da gestão pública local, no caso, adotada e aperfeiçoada há quase uma década.
A matéria-prima cultural é rica e abundante em Pernambuco. Não faltam criatividade, tradição, originalidade e fusão (ou diálogo) das inúmeras manifestações de raiz popular com a indústria pop.
A diversidade do estado é acolhida – e, também, protegida e promovida – na forma de inúmeros projetos de fomento, através de editais que compõem o Sistema de Incentivo à Cultura (SIC).
Aberto tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, o SIC abrange oito grandes áreas: Música; Artes Cênicas; Fotografia, Cinema e Vídeo; Literatura (que inclui o cordel); Artes Gráficas e Artes Plásticas; Artesanato e Folclore; Patrimônio Histórico e Patrimônio Artístico.
Ao contrário do que se pode imaginar, o chamado “Carnaval Multicultural do Recife” integra ações relacionadas a praticamente todas estas áreas, não se restringindo às atrações musicais, embora o predomínio destas seja patente e facilmente compreensível.
Afinal, não é em qualquer lugar ou momento que é possível reunir, com harmonia e integração, tantos estilos musicais diferentes: frevo, mangue, maracatu, afoxé, MPB, samba, pagode, rock, reggae, coco, música eletrônica, rap, brega (Reginaldo Rossi sempre faz shows concorridos) e mais uma ampla gama de artistas cujos trabalhos resultam de fusões ou “diálogos” entre vários estilos.
Para acomodar tanta diversidade, a organização da festa se encaixa perfeitamente no espírito da cultura popular: horizontal, participativa e aberta à criatividade e ao improviso. Assim como nos estados do Nordeste em geral, a essas características soma-se a forte irreverência, que costuma servir de forma de expressão libertária, que se faz presente no cotidiano, mas ganha intensidade no período momesco.
Maracatus de baque virado e rurais, caboclinhos, bandas de pau e corda, blocos líricos, orquestras, “troças”, músicos locais e nacionais consagrados e em busca de reconhecimento, convidados internacionais, artistas plásticos, DJs de música eletrônica, estilistas, repentistas, rabequeiros, entre muitos outros tipos fazem a alegria durante as cinco noites do carnaval do Recife.
Nem sempre foi assim. Há pouco mais de dez anos, o manguebeat já era conhecido no exterior e tinha um público local fiel, mas os ritmos tradicionais que inspiraram os caranguejos com cérebro – notadamente o maracatu e outras manifestações que se desenvolviam fora do ambiente cosmopolitano do Recife – lutavam muito para conquistar seu quinhão de visibilidade e respeito.
A incorporação – com pompa e destaque – dos grupos da Zona da Mata, do Agreste e do Sertão, ocorrida na última década, contribuiu para transformar o carnaval recifense no fervilhante caldeirão que poderia ser concorrer ao título de maior festival de cultura popular do mundo.
Em números: 700 mil pessoas esperadas pela Secretaria Municipal de Turismo que deverão movimentar algo em torno de R$ 400 milhões, numa festa de duas semanas – incluindo a semana pré-carnavalesca – que mobilizará 340 atrações, 495 agremiações e milhares de músicos e artistas divididos entre os 59 pólos espalhados pela capital pernambucana. Vale frisar: sem considerar Olinda e as demais cidades da região metropolitana, onde a diversão também será grande.
Da abertura, na sexta-feira (12), comandada pelo percussionista nativo mundialmente aclamado, Naná Vasconcelos, regendo 700 batuqueiros de maracatu, até a apoteose de encerramento, na madrugada da “quarta-feira ingrata” (17), Recife funcionará ao ritmo das alfaias, tambores, violas, guitarras, rabecas, instrumentos de sopro e muitas outras máquinas, ao lado de vozes e passos do frevo e de todos os ritmos que reivindicam a Pernambuco a alcunha de “coração do folclore nordestino”.
Tudo isso sem cordão de isolamento ou abadás, diga-se de passagem.
*Rogério Tomaz Jr.
Jornalista cearense, criado no Maranhão, filho de baiano, residente em Brasília e apaixonado por Pernambuco.
Em tempo: publico este artigo aqui no blog poucas horas antes de partir da carro para a “Veneza Brasileira”. Fiz essa mesma viagem em 2008 e o roteiro (além do prazer de cruzar as estradas desse imenso e lindo Brasil, adquirido com as tantas viagens com meu pai) compensa o esforço: Chapada Diamantina, Feira de Santana (onde tenho parentes), Aracaju, Maceió, muitas praias e lugares lindos (como Penedo, foz do Velho Chico). E na volta ainda passo em Salvador, pra rever amigos/as e familiares queridos/as.
Em tempo2: Fico devendo um outro artigo, sobre o que me faz ir, de verdade, para Recife todos os anos (este será o quarto seguido e o sétimo no total): a possibilidade de rever e encontrar (ao acaso) tantas pessoas queridas que a vida me presenteou e ainda conhecer outras tantas. Afinal, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida, como já disse um certo Vinícius. O artigo fica pra depois.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
FERNANDOMOURA
LANÇAMENTO DO LIVRO “CINQUENTA CARNAVAIS”
A escassa bibliografia carnavalesca da cidade de João Pessoa ganha, a partir desta quarta-feira, dia 10, um substancioso reforço com o lançamento do livro “Cinquenta Carnavais”, editado pela Textoarte e organizado pelo jornalista Fernando Moura, reunindo mais de 50 depoimentos de personalidades e foliões da cidade, num caleidoscópio de impressões e fatos envolvendo a folia local, em diversas épocas.
A obra é também uma homenagem pela passagem dos 50 anos de vida de Fernando Moura, que serão comemorados no dia do desfile do bloco Muriçocas de Miramar. O lançamento do livro coincide com a entrega ao aniversariante nascido em São Paulo, do título de Cidadão Pessoense, propositura aprovada ainda na legislatura do ex-vereador e carnavalesco de Fuba. Ambas as solenidades, inusitadamente, ocorrerão em meio ao bloco, a partir das 17h, na Pracinha do Rotary, entre a Praça das Muriçocas e a Igreja Nossa Senhora de Fátima.
Preparado em menos de 30 dias, o livro, com 168 páginas, reúne nomes como os de Adeildo Vieira, Adylla Rabello, Alarico Correia Neto, Antonio Gualberto, Bob Zaccara, Breno Matos, Buda Lira, Cabral Batista, Cardivando de Oliveira, Carlos Anísio, Cristovam Tadeu, Didier Guigue, Ednamay Cirilo, Flávio Tavares, Fuba, Gonzaga Rodrigues, Henrique Magalhães, Jadir Camargo, José Altino, José Nilton, Kennedy Costa, Lucélio Cartaxo, Luzardo Alves, Marcela Sitônio, Maria Ignez Ayala, Nara Limeira, Pedro Osmar, Petronio Souto, Ruth Avelino, Rossana Honorato, Terezinha Fialho, Vitória Lima, Walter Santos, Wills Leal, William Costa e mais alguma dezenas de atentos observadores do Reinado de Momo pessoense.
De acordo com Fernando Moura esse livro é uma espécie de presente de aniversário de alguns amigos, que decidiram se juntar e viabilizar financeiramente a obra, que conta com o apoio das agências de publicidade Antares, 9Ideia, Faz e Real, além da gráfica Moura Ramos. “Foram eles que permitiram a reunião desse amplo universo de foliões, colaborando para o entendimento e memória dos nossos carnavais.” Afirma o jornalista.
Durante a festa de lançamento, o livro será vendido com desconto de 50%, e quem adquirir a obra terá direito a um chopp da Norden (Cervejaria Artesanal), uma dose de cachaça Volúpia e um saquinho de confetes. Posteriormente, o livro será vendido no Sebo Cultural e nas bancas Vina del Mar, com desconto de 50% para estudantes (com carteirinha) e autores da obra.
TEXTO DE APRESENTAÇÃO:
“Este livro não estava escrito para existir. Foi em coisa de um mês. Fruto de uma tênue intenção do folião que completaria 50 anos no dia do desfile das Muriçocas de Miramar, em 10 de fevereiro de 2010, o sonho incendiou alguns corações apaixonados por desafios. E por Carnaval. Botaram o bloco na rua, vestiram a fantasia da operacionalidade e desfilaram nos vapores das memórias adormecidas. Deram um baile.
O que o leitor irá encontrar pelas páginas seguintes não será um roteiro histórico e cronológico do Carnaval de João Pessoa, mas um caleidoscópio de lembranças e impressões vivenciadas por mais de cinquenta cidadãos-foliões desta Cidade das Acácias, numa anárquica e saborosa viagem por tempos dispersos. Uma folia de “sujos”, limpando a poeira das horas, na busca por palavras impressas que desnudassem faces encobertas por saudades, inibições ou pudores.
Uma farra de emoções. Pelo tempo exíguo, pelo tema exposto e perspectiva da realização de algo mais duradouro que uma efêmera festa de aniversário, ainda que de meio século. O que vai por aqui, foi muito além do delírio do escritor bissexto. Foi um presente de camaradas de cordões e condões. Inesquecível e duradouro. Afago em forma de confete.
Grato a todos e todas. O bloco está saindo. Bom desfile. Tim-tim!”
LISTA DE PARTICIPANTES
Um Frevo para Isabel Cristina (Acilino Madeira Neto), 31
Em Estado de Carnaval (Adeildo Vieira), 33
Carnaval, Carnavalização (Adylla Rabello), 35
Um drama em pleno Carnaval (Alarico Correia Neto), 39
Um anjo pós-moderno (Antonio Gualberto Filho), 40
Lá vem o papangu! (Artur Silva), 42
Soltas na folia (Bia Souto), 44
As sandálias do folião (Bob Zaccara), 46
O roubo do Dragão (Breno Matos), 48
Não tem preço! (Buda Lira), 50
Outrora (Cabral Batista), 53
Carnaval Tradição (Cardivando de Oliveira), 55
Sobre vassouras e estandartes (Carlos Anísio), 56
Manifesto dos Desmascarados (Carlos Aranha e Fernando Moura), 58
Pra foliar na rua (Cristovam Tadeu), 59
Atrás do burro (Didier Guigue), 61
O calote (Duda Garçom), 63
Distribuindo fantasias (Ednamay Cirilo), 64
Brincantes (Emilson Ribeiro), 65
Rabiscos de memória (Flávio Tavares), 67
A manta carnavalesca (Fuba), 69
O pássaro vermelho (Gilson Renato), 71
Carnaval na prisão (Gonzaga Rodrigues), 74
Uma ritmista aprendiz (Harue Tanaka-Sorrentino), 76
Sonho e fantasia (Henrique Magalhães), 78
Ossos do ofício (Jadir Camargo), 79
Gonçalo: espelho da alegria (João Batista de Lima), 80
Pedacinhos de saudade (Jocemar Chaves), 84
O melhor Carnaval (José Altino), 86
Pareço-me comigo (José Américo de Almeida), 87
Garimpando o passado (José Nilton da Silva), 91
Ponto de Cem Réis (Kaká Santa Cruz), 93
A boneca de Adalice (Kennedy Costa), 94
Coça, coça, coça... (Lucas Salles), 96
Matemática e Carnaval (Lucélio Cartaxo), 98
Última Hora (Luzardo Alves), 100
Imprensando a alegria (Marcela Sitônio), 101
A identidade do Carnaval (Maria Ignez Ayala), 103
Risos e lágrimas (Martinho Moreira Franco), 105
Os sonhos e as canções (Nara Limeira), 107
Os 10 Cabaçados (Osvaldo Meira Trigueiro), 110
Eu também sou (Osvaldo Travassos Sarinho), 112
Lembranças carnavalescas (Paula Franssinete), 114
O segundo mais antigo (Paulo de Tácio Pinto), 116
Piratas, malandros e bufões (Pedro Osmar), 118
Um Carnaval antes de mim (Petra Ramalho), 120
Nosso Carnaval de rua (Petronio Souto), 122
Um passeio por Jaguaribe (Ricardo Araújo), 125
Época de ouro (Roberto Araújo), 128
Zim, zim, zim... (Rodrigo Vieira), 130
Feitos da memória (Rossana Honorato), 132
Eu e as Muriçocas (Ruth Avelino), 134
Ao balanço das orquestras (Silvana Sorrentino), 136
Em tempos de Carnaval (Terezinha Fialho), 138
As duas mortes de Colorau (Tiago Moura), 140
Um sonho que virou Carnaval (Vitória Lima), 142
Folia: um pouco da história (Walter Santos), 144
Longe da folia (William Costa), 146
A Banda de Tambaú (Wills Leal), 148
Concentração, 151
O Espírito de Carnaval (Antares), 152
Muriçocas e as novas ideias (9Ideia Comunicação), 155
Imprimindo histórias (Gráfica Moura Ramos), 157
Viva a diferença! (Faz Comunicação), 160
A escassa bibliografia carnavalesca da cidade de João Pessoa ganha, a partir desta quarta-feira, dia 10, um substancioso reforço com o lançamento do livro “Cinquenta Carnavais”, editado pela Textoarte e organizado pelo jornalista Fernando Moura, reunindo mais de 50 depoimentos de personalidades e foliões da cidade, num caleidoscópio de impressões e fatos envolvendo a folia local, em diversas épocas.
A obra é também uma homenagem pela passagem dos 50 anos de vida de Fernando Moura, que serão comemorados no dia do desfile do bloco Muriçocas de Miramar. O lançamento do livro coincide com a entrega ao aniversariante nascido em São Paulo, do título de Cidadão Pessoense, propositura aprovada ainda na legislatura do ex-vereador e carnavalesco de Fuba. Ambas as solenidades, inusitadamente, ocorrerão em meio ao bloco, a partir das 17h, na Pracinha do Rotary, entre a Praça das Muriçocas e a Igreja Nossa Senhora de Fátima.
Preparado em menos de 30 dias, o livro, com 168 páginas, reúne nomes como os de Adeildo Vieira, Adylla Rabello, Alarico Correia Neto, Antonio Gualberto, Bob Zaccara, Breno Matos, Buda Lira, Cabral Batista, Cardivando de Oliveira, Carlos Anísio, Cristovam Tadeu, Didier Guigue, Ednamay Cirilo, Flávio Tavares, Fuba, Gonzaga Rodrigues, Henrique Magalhães, Jadir Camargo, José Altino, José Nilton, Kennedy Costa, Lucélio Cartaxo, Luzardo Alves, Marcela Sitônio, Maria Ignez Ayala, Nara Limeira, Pedro Osmar, Petronio Souto, Ruth Avelino, Rossana Honorato, Terezinha Fialho, Vitória Lima, Walter Santos, Wills Leal, William Costa e mais alguma dezenas de atentos observadores do Reinado de Momo pessoense.
De acordo com Fernando Moura esse livro é uma espécie de presente de aniversário de alguns amigos, que decidiram se juntar e viabilizar financeiramente a obra, que conta com o apoio das agências de publicidade Antares, 9Ideia, Faz e Real, além da gráfica Moura Ramos. “Foram eles que permitiram a reunião desse amplo universo de foliões, colaborando para o entendimento e memória dos nossos carnavais.” Afirma o jornalista.
Durante a festa de lançamento, o livro será vendido com desconto de 50%, e quem adquirir a obra terá direito a um chopp da Norden (Cervejaria Artesanal), uma dose de cachaça Volúpia e um saquinho de confetes. Posteriormente, o livro será vendido no Sebo Cultural e nas bancas Vina del Mar, com desconto de 50% para estudantes (com carteirinha) e autores da obra.
TEXTO DE APRESENTAÇÃO:
“Este livro não estava escrito para existir. Foi em coisa de um mês. Fruto de uma tênue intenção do folião que completaria 50 anos no dia do desfile das Muriçocas de Miramar, em 10 de fevereiro de 2010, o sonho incendiou alguns corações apaixonados por desafios. E por Carnaval. Botaram o bloco na rua, vestiram a fantasia da operacionalidade e desfilaram nos vapores das memórias adormecidas. Deram um baile.
O que o leitor irá encontrar pelas páginas seguintes não será um roteiro histórico e cronológico do Carnaval de João Pessoa, mas um caleidoscópio de lembranças e impressões vivenciadas por mais de cinquenta cidadãos-foliões desta Cidade das Acácias, numa anárquica e saborosa viagem por tempos dispersos. Uma folia de “sujos”, limpando a poeira das horas, na busca por palavras impressas que desnudassem faces encobertas por saudades, inibições ou pudores.
Uma farra de emoções. Pelo tempo exíguo, pelo tema exposto e perspectiva da realização de algo mais duradouro que uma efêmera festa de aniversário, ainda que de meio século. O que vai por aqui, foi muito além do delírio do escritor bissexto. Foi um presente de camaradas de cordões e condões. Inesquecível e duradouro. Afago em forma de confete.
Grato a todos e todas. O bloco está saindo. Bom desfile. Tim-tim!”
LISTA DE PARTICIPANTES
Um Frevo para Isabel Cristina (Acilino Madeira Neto), 31
Em Estado de Carnaval (Adeildo Vieira), 33
Carnaval, Carnavalização (Adylla Rabello), 35
Um drama em pleno Carnaval (Alarico Correia Neto), 39
Um anjo pós-moderno (Antonio Gualberto Filho), 40
Lá vem o papangu! (Artur Silva), 42
Soltas na folia (Bia Souto), 44
As sandálias do folião (Bob Zaccara), 46
O roubo do Dragão (Breno Matos), 48
Não tem preço! (Buda Lira), 50
Outrora (Cabral Batista), 53
Carnaval Tradição (Cardivando de Oliveira), 55
Sobre vassouras e estandartes (Carlos Anísio), 56
Manifesto dos Desmascarados (Carlos Aranha e Fernando Moura), 58
Pra foliar na rua (Cristovam Tadeu), 59
Atrás do burro (Didier Guigue), 61
O calote (Duda Garçom), 63
Distribuindo fantasias (Ednamay Cirilo), 64
Brincantes (Emilson Ribeiro), 65
Rabiscos de memória (Flávio Tavares), 67
A manta carnavalesca (Fuba), 69
O pássaro vermelho (Gilson Renato), 71
Carnaval na prisão (Gonzaga Rodrigues), 74
Uma ritmista aprendiz (Harue Tanaka-Sorrentino), 76
Sonho e fantasia (Henrique Magalhães), 78
Ossos do ofício (Jadir Camargo), 79
Gonçalo: espelho da alegria (João Batista de Lima), 80
Pedacinhos de saudade (Jocemar Chaves), 84
O melhor Carnaval (José Altino), 86
Pareço-me comigo (José Américo de Almeida), 87
Garimpando o passado (José Nilton da Silva), 91
Ponto de Cem Réis (Kaká Santa Cruz), 93
A boneca de Adalice (Kennedy Costa), 94
Coça, coça, coça... (Lucas Salles), 96
Matemática e Carnaval (Lucélio Cartaxo), 98
Última Hora (Luzardo Alves), 100
Imprensando a alegria (Marcela Sitônio), 101
A identidade do Carnaval (Maria Ignez Ayala), 103
Risos e lágrimas (Martinho Moreira Franco), 105
Os sonhos e as canções (Nara Limeira), 107
Os 10 Cabaçados (Osvaldo Meira Trigueiro), 110
Eu também sou (Osvaldo Travassos Sarinho), 112
Lembranças carnavalescas (Paula Franssinete), 114
O segundo mais antigo (Paulo de Tácio Pinto), 116
Piratas, malandros e bufões (Pedro Osmar), 118
Um Carnaval antes de mim (Petra Ramalho), 120
Nosso Carnaval de rua (Petronio Souto), 122
Um passeio por Jaguaribe (Ricardo Araújo), 125
Época de ouro (Roberto Araújo), 128
Zim, zim, zim... (Rodrigo Vieira), 130
Feitos da memória (Rossana Honorato), 132
Eu e as Muriçocas (Ruth Avelino), 134
Ao balanço das orquestras (Silvana Sorrentino), 136
Em tempos de Carnaval (Terezinha Fialho), 138
As duas mortes de Colorau (Tiago Moura), 140
Um sonho que virou Carnaval (Vitória Lima), 142
Folia: um pouco da história (Walter Santos), 144
Longe da folia (William Costa), 146
A Banda de Tambaú (Wills Leal), 148
Concentração, 151
O Espírito de Carnaval (Antares), 152
Muriçocas e as novas ideias (9Ideia Comunicação), 155
Imprimindo histórias (Gráfica Moura Ramos), 157
Viva a diferença! (Faz Comunicação), 160
domingo, 7 de fevereiro de 2010
ROSSANAHONORATO

Abertura da Folia de Rua 2010 - Anjo Azul etc. e tal!
Enviado por: "Rossana Honorato" rossanahonorato@yahoo.com.br rossanahonorato
Sáb, 6 de Fev de 2010 7:10 pm
Cara gente de C&C
Fui e curti de montão o Anjo Azul! Encontrei minha amiga May tão sem fé, que não compreendi seu abatimento. May sem fantasia não combina!
Também não encontrei quase ninguém que se manfestou sobre as mudanças no Folia de Rua. Achei engraçado! Fui e segui o bloco até encontrar-se com Confete & Serpentina e rumar para o largo de Cem Réis, que estava simplesmente lotado, com o showzaço de Alceu valença! Assim como esteve o Picolé de Manga, que fui lá ver e não consegui ficar de tanta gente que não dava pra circular e voltei pro meu Anjo Azul. Mas soube que nosso secretário de Cultura foi lá e deu a maior palhona com Elba Ramalho, que arrasou na multidão.
Não encontrei IG por lá, nem na concentração, nem no percurso do Anzo Azul. Tampouco as pessoas que vivem de espalhar críticas que não constróem nada, e que ninguém sabe o que fazem com tanta criatividade, em seu benefício e da vida social...
Tomara que companheira May pense nisso e seja valente como sempre foi em manter o bloco ativo, sem deixar-se manipular pelas más línguas.
Na terça-feira gorda, vem o Arranha-Chão, o menor e mais confortável bloco de arrasto do mundo. Para nós, em se tratando de carnaval, importa qualidade e não quantidade e carregar a Folia de Rua também para ladear-se com nosso Carnaval Tradição.
"Ai, meu amor, o Anjo Azul é uma flor na madrugada
Desceu do Beco e a cidade acordou
Foi May de Colombina
Quem me convidou"
(Hino Anjo Azul, de Fuba)
Daqui a pouco, tem Piabas e Violando a Madrugada, entre outros. Veja a programação na página da PMJP www.joaopessoa. pb.gov.br .
RH
Outros contatos comigo:
http://rossanahonor ato.blogspot. com
http://www.orkut. com.br/rossanaho norato
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
ABERTURAFOLIA







Texto enviado com pedido de publicação nos seguintes sites:
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Fui, vi e não gostei
Ivaldo Gomes
Fui a ‘abertura’ ontem do Folia de Rua. Ou melhor, do ex-Folia de Rua. Pois na prática o Folia de Rua se amesquinhou, quando resolveram juntar a espontaneidade do carnaval fora de época de João Pessoa, com os interesses sempre mesquinhos de algum candidato a alguma coisa. Nem que seja pra sair nas calúnias sociais. Mas se der pra colocar a família em algum cargo comissionado, seja da PMJP, seja do governo estadual, ai é a glória. E a PMJP – com seu projeto personalista – de forjar uma nova nomeklatura de pseudo poderosos de plantão, faz tudo e mais um pouco para arregimentar corações e mentes, e mente quando diz que quer revitalizar as coisas por aqui. Quer mesmo é instrumentalizar a galera e isso ficou mais do que claro ontem. Fazer do povo massa de manobra para que seus interesses pessoais possam de fato ser atendido.
Já que estamos abrindo o verbo, não vamos poupar as críticas. Comecemos pelo não menos envolvido administrativamente presidente do Folia de Rua, o artista plástico Clóvis Junior. Como o Folia de Rua vem se vendendo ao longo do tempo aos poderes públicos em troca de ‘patrocínio’ (quem não se lembra de políticos com dedos em ‘V’ desfilando em trios elétricos pela avenida nas Muriçocas do Miramar?). O fraco presidente, com familiares em cargos estratégicos na PMJP, simplesmente deixou que o prefeito decidisse como seria o Folia de Rua esse ano. Juntou meia dúzia de seis num palco armado – de forma errada na quadra de esportes que se transformou o antigo Ponto de Cem Réis, e deixou todo mundo em pé, tomando álcool e ‘abrilhantando’ o show de abertura, que, diga-se de passagem, foi uma bosta. Enquanto o povo, feito gado, em pé e abespinhado ficava a ouvir o som ruim que saia do placo, o prefeito atrás do mesmo dava entrevistas a imprensa como o ‘maior estrategista carnavalesco dos últimos tempos’.
Na verdade o que restava do Folia de Rua – de forma espontânea – jazia no Beco da Faculdade de Direito, onde o tradicional e insuspeitíssimo Bloco Anjo Azul tentava se concentrar no que restou da festa. Lá sim, se viu alguma coisa de espontâneo. Mas como isso não está atrelado ao apoio de ninguém, logo pode ficar sem apoio e sem brilho nenhum. Até o corte de energia elétrica foi tentado pela Energisa. Não se sabe a mando de quem. Foi preciso que a gente dissesse alto, claro e bom som, que se tentassem desligar o filho único e singular spot ali ligado, o funcionário da insensata e desonesta fornecedora, poderia até subir no poste. Mas não teria escada pra descer dele. De chofre, eles caíram na real e tiraram de fininho pras banda do Ponto de Cem Réis. O Bloco, pela primeira vez na vida, concentrou mais não saiu. Não saiu como não saiu bloco ou ninguém pra canto algum, deixando o Centro Histórico num maior mausoléu. A Praça Antenor Navarro, foco e centro de festas memoráveis, jazia na noite do descaso. E olhe que tudo isso é feito em nome de uma ‘tal revitalização’ que ninguém vê.
Por outro lado João Pessoa entra, definitivamente, no esquema da disputa por quem consegue fazer a ‘melhor’ festa. Foi assim no Reveion – que não pisei por lá – e repetiu-se ontem na ‘abertura’ do Folia de Rua. Que eu ainda acreditava que poderia ser diferente. O Vice Governador Luciano Cartaxo, dono do Bloco Picolé de Manga, resolveu inovar esse ano e contratou nada menos que Elba Ramalho pra fazer a ‘abertura’ do bloco no mesmo horário da outra abertura ‘oficial’ (será que com recursos próprios?). Pra que você tenha uma idéia, lá no Picolé de Manga tinha nada mais nada menos que três palcos armados. Foi à maior abertura do mundo que já vi de um bloco de carnaval no Folia de Rua. E claro, toda a entourage – coincidência? – do Governo Estadual estava por lá em aconchegante e estratégico palanque, dando beijinhos e adeus para o povo. Ah o povo! Esse ficou de lá pra cá, gastando a sola dos sapatos comprados em dez prestações no Hipercard, achando que participava de uma festa feita por eles. Pois é, o Folia de Rua deixou de ser uma festa do povo, pelo povo e para o povo. É agora, é apenas palanque eleitoral onde se for ao Picolé de Manga, é de Maranhão, mas se for pro Ponto de Cem Réis é de Ricardo Coutinho. Meu estomago dá embrulhos com toda essa nojeira.
Por tudo isso dá pra entender como será o resto do Folia de Rua esse ano. Que bem poderia ter o título mudado para: ‘A Justiça na Paraíba não é apenas cega, é burra e conivente’. Pois esse vai ser o Folia de Rua da propaganda eleitoral fora de época. Deve ser pra combinar com o carnaval fora de época. É a única explicação pra entender tudo isso que se faz com o maior patrimônio imaterial que João Pessoa conseguiu construir ao longo de um projeto popular, espontâneo, chamado Folia de Rua. Um projeto que já chegou a reunir mais de um milhão de foliões. Isso é mais que a população da capital. Hoje, do jeito que vai, e da forma como está sendo conduzido – para beneficiamento de uns poucos – pode morrer na praia, literalmente falando. E olhe que o Busto do Almirante Tamandaré já viu coisas melhores que estas que vão passar por ele esse ano. Afora o baile do Cafuçu hoje à noite – e espero que lá também não esteja o desfile de candidatos a patifes – nada mais a esperar do antigo Folia de Rua. Pois até o desfile do Cafuçu, na minha humilde opinião, está fadado a entrar pro rol de mais um que foi instrumentalizado para dar crédito a quem não sabe usá-lo. Basta ver as apostas e as coligações.
No mais é lamentar que tudo isso tenha chegado a esse nível e conferir a ‘competência’ da administração municipal, a proeza de transformar um movimento popular e espontâneo, numa grande romaria, onde o estímulo à bebedeira, a facilidade de gangs agindo, com roubo e violência, o desrespeito com a população passou a ser a regra. Pois de espontâneo e popular o Folia de Rua vem perdendo sua essência, para bancar a esperteza e a indecência de alguns. Tá mais do que na hora de fazermos uma avaliação pública de tudo isso. Se for pra continuar assim, defendo urgentemente o Folia de Rua durante o carnaval tradicional da cidade. Pois se for pra sair às ruas pra ser cabo eleitoral de fulano e sicrano, estamos literalmente fora desse corso. Já estamos mais do que cansados de sermos tratados como massa de manobra pra atendimento da esperteza dessas figurinhas carimbadas, que só querem além do nosso voto, nossos impostos, nosso silêncio e nossa conivência. Vão lamber sabão que é mais honesto.
Folia de Rua onde? Só se for nos cargos comissionados da PMJP e do Governo do Estado. Ai a folia é grande. Alô Ministério Público, alguém em casa?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
UNIÃOCENTOEDEZESSETEANOS

presidente da FUNDAC - TEREZA
cantora paraibana - Regina Brow
Jornalista - Ednamay

ESTANDARTE DE FRED SVENDSEN - PARA O ANJO AZUL 2010. intitulado SANTAMAY, inspirado no Santo Sudário.
GIL FIGUEIREDO - Jornalista de A UNIÃO , RAINHA DO ANJO AZUL 2010.
o BLOCO DA DIVERSIDADE, DO BARROCO, E DA CULTURA POPULAR DO FREVO, MARACATU, ÍNDIOS, CABOCLINHOS.
Ednamay Cirilo - Jornalista Agitadora Cultural a Fundadora do primeiro bloco do Centro Histórico de João Pessoa, ANJO AZUL da MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA do BRASIL NA FOLIA DE RUA.
[O Jornal A União, 117 anos formando profissionais, este dia 2, festejou a marca com uma Missa com Padre Zé Carlos, na recém inaugurada Capela Nossa Senhora de Fátima; com Café da Manhã, da griffe Palace Gourmet e com várias homenagens aos funcionários com 30 anos de casa. O Superintendente do Jornal A União, Nélson Coelho e toda a diretoria, em plena Missa, receberam a notícia do falecimento do ex- deputado federal, Vital do Rêgo. Foi dado um minuto de silêncio em sua homenagem e seu talento foi evidenciado por todos os presentes. Na foto, junto com Nélson Coelho, Mazureik Morais, Juarez Farias, Luis Nunes e Newton Marinho.]
O Jornal A União, 117 anos formando profissionais, este dia 2, festejou a marca com uma Missa com Padre Zé Carlos, na recém inaugurada Capela Nossa Senhora de Fátima; com Café da Manhã, da griffe Palace Gourmet e com várias homenagens aos funcionários com 30 anos de casa. O Superintendente do Jornal A União, Nélson Coelho e toda a diretoria, em plena Missa, receberam a notícia do falecimento do ex- deputado federal, Vital do Rêgo. Foi dado um minuto de silêncio em sua homenagem e seu talento foi evidenciado por todos os presentes. Na foto, junto com Nélson Coelho, Mazureik Morais, Juarez Farias, Luis Nunes e Newton Marinho.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
MURIÇOCAS

DO ZUMBI - LINALDO GUEDES
Ontem foi a apresentação da camiseta dos Muriçocas de Miramar deste ano.
Bom encontrar amigos, como Marconi, Bob, Lau, Bola e Fuba.
As Muriçocas desperta nosso lado de folião romântico.
E este ano, o desfile promete!
Aliás, o pré-carnaval de João Pessoa este ano vai mexer com a cidade.
Como já disse, amanhã tem Anjo Azul, Picolé de Manga e outros blocos.
E Alceu Valença e Elba Ramalho animando a festa.
Atrás deles, só não vai quem já morreu.
BARATONA

foto by CARLA FREIRE
DURANTE PERCURSO DA BARATONA 2010
Olha a Baratona aí, gente!
III BARATONA DO BRASIL
PROCLAMAÇÃO
A sereníssima Ordem da Baratona do Brasil CONVIDA seus milhares de foliões para participarem do tradicionalíssimo e vitorioso desfile da BARATONA,que ocorrerá no próximo dia 23 de janeiro -sábado, com concentração na palhoça Deusa do Mar (beira mar do Cabo Branco, em frente ao restaurante Marinas)a partir do meio dia.
Nesta mais autentica manifestação carnavalesca, não serão aceitos quaisquer patrocínios, oficiais ou particulares, não se venderão camisetas, não haverá hino oficial nem cordão de isolamento.
Só o povo e a orquestra na calçada.
E TOME FREVO!
A Diretoria - Marcos Pires o filho de dona CREUZA PIRES
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
SANTAMAY
ANJOMAY

foto na Domus Hall by EWERTON VIEIRA
Quem informa é a jornalista Ednamay Cirilo: o Anjo Azul, bloco que abre o projeto Folia de Rua desde a criação em 14 de fevereiro de 1994, continua com o mesmo percurso. A saída será às 21;00hs , no próximo dia 5 de fevereiro, ao pé da Escadaria do Beco da Faculdade e segue pelo Centro Histórico , Gal Osorio, Praça Dom Ulrico, Ladeira da Borborema, Rua da Areia até a Praça Antenor Navarro, ao som do MARACATU RURAL, retornando pela Rua da Areia e se dispersando na Igreja da Misericórdia às 23:00hs.
Concentração no BECO 16:00HS
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