quinta-feira, 30 de abril de 2009

CINEPORT2009


foto GUSTAVO MOURA

Documentário reúne metáforas da vida e da morte nas águas do rio Sanhauá





Principal rio da cidade de João Pessoa, o Sanhauá é o personagem central do documentário homônimo que representa a Paraíba no Programa DocTV IV do Ministério da Cultura. Dirigido pelo jornalista e documentarista Elinaldo Rodrigues, o filme com 52 minutos de duração, reúne em co-produção com o autor, a produtora Canário Filmes, TV UFPB e ABEPEC - Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais. Na região, o DocTV tem o apoio do Banco do Nordeste do Brasil.

As gravações em formato digital de alta definição (HD Full) foram realizadas no período de novembro a dezembro de 2008, especialmente nos trechos do rio que banham a região metropolitana de João Pessoa. Destaque para o antigo bairro do Varadouro, onde nasceu a capital paraibana; bem como em comunidades de pescadores e ilhas fluviais ao longo do rio.

Enfim, Sanhauá transita entre a contemplação lírica do lugar, com sua beleza paisagística, que é uma permanente fonte de inspiração artística e turística, e o registro da precariedade sócio-ambiental que oprime as comunidades locais e a própria natureza.

Para o autor e diretor da obra, “trata-se de um universo onde se interpenetram figurações do presente, do passado e do futuro, representadas pelos diversos elementos nele constituídos: construções e embarcações primitivas e modernas, manifestações populares, histórias, lendas, águas, memórias, seres, mitologias e imagens atemporais”.

No contexto das manifestações populares, o filme transita entre o profano e o religioso registrando, por exemplo, a dança do Coco de Roda na comunidade de Forte Velho e a procissão de pescadores (ritual católico realizado anualmente no dia 8 de dezembro), entre o Varadouro e a “Ilha da Santa”.

A despeito do registro paisagístico, o filme não se detém a uma abordagem meramente descritiva ou didática do ambiente. “O desafio foi desenvolver uma abordagem que tratasse do tema como um símbolo universal, afinal, as águas do rio estão interligadas com outro rio (o Paraíba), que por sua vez deságua no mar; portanto, ele vai além das fronteiras geográficas”, reflete Elinaldo. “Além disso, as condições a que são submetidas o rio Sanhauá são idênticas ao que ocorre em qualquer rio urbano do mundo”, acrescenta.

Elinaldo ressalta ainda que desde o início, “o projeto foi se delineando no sentido de uma proposta estética e poética centrada nos recursos que são os fundamentos da linguagem audiovisual, buscando uma proximidade com a narrativa experimental”.

Entre fragmentos de poemas de Bertold Brecht, Lúcio Lins, Políbio Alves e Dante Alighieri, além da acuidade fotográfica, primou-se também pela captação e construção de sonoridades afins com o tema (sons da água, do vento e sonoridades urbanas etc) que realçam o sentido de contemplação ou o mergulho onírico no universo temático.

Por falar em som, a trilha sonora de “Sanhauá” conta com a obra do grupo Jaguaribe Carne, que tem à frente o multi-artista Pedro Osmar, cujo experimentalismo na criação musical conjuga-se perfeitamente com a proposta do filme. Além das obras pré-existentes do Jaguaribe Carne, o filme conta com o cantor e compositor Parrá, personagem popular do bairro do Varadouro, numa participação ao vivo; bem como o saxofonista Jurandy do Sax, tocando o “Bolero de Ravel” na praia (pluvial) do Jacaré (ritual que ele já repetiu mais de mil vezes durante o por-do-sol).

Dos personagens escolhidos entre moradores e artistas cujo trabalho está relacionado com o Rio Sanhauá, o foco principal são as ações e pontos de vista sobre o lugar captados na essência dos depoimentos. Entre eles, figuras renomadas como o fotógrafo Gustavo Moura (que também assina o still do filme) e o escritor Políbio Alves.

O DOCTV é um programa que articula investimentos públicos, produção independente e TVs Públicas. Essa edição teve 54 vencedores, dentre 665 inscrições de 25 estados brasileiros, mais o Distrito Federal.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

GOGÓAOMOCOTÓ

Uma série de manifestações culturais estão programadas para os 90 anos de nascimento do genial JACKSON DO PANDEIRO, aqui na paraíba os pandeiros começam a esquentar em todos os terreiros, becos, palcos, feiras, comunidades , bairros , periferia ,ou praia, a onda é jacksoniar.

Na Bahia, o músico e pesquisador Gereba expõem na radio e nos palcos as PRECIOSIDADES para Jackson , entrevistando contemporâneos do Rei do Ritmo.

No sul maravilha " A ARTE DE JACKSON DO PANDEIRO " foi a edição especial do programa MOSAICOS da TV CULTURA, onde outro paraibano universal, Jarbas Mariz fez a sena do domimgo, com repertório Competente Demais (Jackson do Pandeiro/Valdemar Lima), Forró em Campina (Jackson do Pandeiro), O canto da ema (Alventino Cavalcante/Ayres Viana/João, Chiclete com banana (Almira Castilho/Gordurinha) e Sebastiana (Rosil Cavalcanti).

O programa também exibiu participações do artista em programas da emissora como MPB Especial (1972), Panorama (1977 e 1988) e Forró Especial (1982). Outro destaque é a apresentação de um trecho do filme Cala boca, Etelvina, dirigido por Eurides Ramos, em 1958, no qual Jackson e Almira Castilho interpretam Baião nº 1 (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira).
Um desses momentos qualitativos trouxe feito imã imagens e sons ancorados por Jackson do Pandeiro.

Jarbas Mariz está na estrada desde 1968, dividiu palco com Jackson em 1980 é um dos poucos músicos brasileiros a prestar tributo com obra totalmente dedicada ao mestre do FORRÓ atravez do CD - DO GOGÓ AO MOCOTÓ - lançado em primeira mão aqui em João Pessoa, num mes de junho , no reduto da boemia culturl paraibana, o extinto Bar Parahyba Café, da Praça Antenor Navarro, centro histórico em noite memórável meses após lançamento da biografia o Rei do Ritimo, que leva o selo da Editora 34, dos jornalistas Antonio Vicente Filho e Fernando Moura.

Jarbas Mariz, um dos mais consistentes músicos brasileiros na reprodução de sua própria arte e especialmente da obra de Jackson, assim como o sanfoneiro Severo, e o pandeirista Parrá, que dedicaram anos de suas vidas dividindo palcos, cauzos, verdades e mentiras com nosso José Gomes Filho ou Jack.

Ednamay Cirilo

quinta-feira, 23 de abril de 2009

BATEBOCA

íntegra, o bate-boca entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Joaquim Barbosa bateram-boca hoje à tarde no plenário do tribunal. Eles discutiam sobre uma ação que já haviam sido julgada no Supremo em 2006, que não defenia quem seriam os beneficiados pelo sistema de previdência do Estado do Paraná.

A discussão começou assim:

Gilmar Mendes - O tribunal pode aceitar ou rejeitar, mas não com o argumento de classe. Isso faz parte de impopulismo juficial.

Joaquim Barbosa - Mas a sua tese deveria ter sido exposta em pratos limpos. Nós deveríamos estar discutindo….

GM - Ela foi exposta em pratos limpos. Eu não sonego informação. Vossa Excelência me respeite. Foi apontada em pratos limpos.

JB - Não se discutiu claramente.

GM - Se discutiu claramente e eu trouxe razão. Talvez Vossa Excelência esteja faltando às sessões. [...] Tanto é que Vossa Excelência não tinha votado. Vossa Excelência faltou a sessão.

JB - Eu estava de licença, ministro.

GM - Vossa Excelência falta a sessão e depois vem…

JB - Eu estava de licença. Vossa Excelência não leu aí. Eu estava de licença do tribunal.

Aí a discussão foi encerrada. Foi retomada mais tarde com Mendes, na hora que proclamou o pedido de vista de Carlos Ayres Britto sobre outro caso debatido em plenário. Aí, a sessão esquenta e só é encerrada depois que o ministro Marco Aurélio Mello interfere na discussão.

GM – Portanto, após o voto do relator que rejeitava os embargos, pediu vista o ministro Carlos Britto. Eu só gostaria de lembrar em relação a esses embargos de declaração que esse julgamento iniciou-se em 17/03/2008 e os pressupostos todos foram explicitados, inclusive a fundamentação teórica. Não houve, portanto, sonegação de informação.

JB – Eu não falei em sonegação de informação, ministro Gilmar. O que eu disse: nós discutimos naquele caso anterior sem nos inteirarmos totalmente das conseqüências da decisão, quem seriam os beneficiários. E é um absurdo, eu acho um absurdo.

GM – Quem votou sabia exatamente que se trata de pessoas…

JB – Só que a lei, ela tinha duas categorias.

GM – Se vossa excelência julga por classe, esse é um argumento…

JB – Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.

GM – Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.

JB – E nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço.

GM – Eu estou na rua, ministro Joaquim.

JB – Vossa excelência não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.

Ayres Britto – Ministro Joaquim, vamos ponderar.

JB – Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.

GM – Ministro Joaquim, vossa excelência me respeite.

Marco Aurélio – Presidente, vamos encerrar a sessão?

JB – Digo a mesma coisa.

Marco Aurélio – Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo.

JB – Também acho. Falei. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de vossa excelência.

GM – Não. Vossa excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade.

JB – Não disse, não disse isso.

GM – Vossa excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.

JB – Não disse. O áudio está aí. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências da decisão e vossa excelência veio com a sua tradicional gentileza e lhaneza.

GM – Aaaaah, é Vossa Excelência que dá lição de lhaneza ao Tribunal. Está encerrada a sessão.

domingo, 19 de abril de 2009

18deabril2009

O presente de Carla Freire

http://coisaseloisas-carla.blogspot.com/

Queijo de Cabra da Peste

As cebolas
As verduras
A salada



Salada de Queijo de Coalho com Cebola Roxa Caramelada ao Vinagre BalsâmicoPassos:

Uno - Caramelize a cebola cortada em cruz numa chapa e flambe com cachaça; junte vinagre balsâmico, melado de cana e tempere com sal e pimenta.
Dois - Doure o queijo de coalho e reserve aquecido.
Três - Faça uma emulsão com azeite e suco de limão cravo.
Quatro - Para a montagem , coloque por baixo o agrião e o tomatinho cereja temperado com a emulsão e disponha o queijo com a cebola caramelada por cima.
Cinque - Finalize com flor de sal e cebolinha francesa.

A doçura da cebola caramelada casou muito bem com o salgadinho do queijo de coalho. Excelente ! Queijo de cabra da peste !

A cebola roxa é rica em antocianina, flavonóide antioxidante e anti-âge, excelente para o coração; o tomate é rico em licopeno que atua na prevenção e no tratamento do câncer de próstata; o agrião rico em fibras;o queijo, rico em proteína e especialmente no aminoácido arginina, que favorece a vasodilatação; o azeite, um alimento excelente para a saúde cardiovascular;o melado de cana, rico em carboidratos simples para produção de energia.
Prato de hipocalórico( baixa caloria) mas equilibrado nutricionalmente, podendo ser uma opção de refeição ( almoço ou jantar ) ou se em pouca quantidade uma entrada.

O prato reflete bem a gastronomia contemporânea, que tem buscado a utilização de produtos de terroir, a cachaça, o queijo de coalho, o melado de cana, a cebola roxa ( terroir paraibano ) e ainda a necessidade atual do gourmand em qualidade nutricional e funcional da alimentação, agregando valor ao prato. A gastronomia contemporânea tem valorizado a produção de alimentos, a cultura ,os usos e costumes e as tradições brasileiras e desta forma fortalece o turismo gastronômico.

ANJOMAY

LAU SIQUEIRA PARA MAY


Lau: anjo azul



quando a memória marca a ferro cálido
um cerco invisível no oco que oprime
a história do mundo

quando as bolhas tropicálias movem-se
em mantos de transgressões tatuadas no
escândalo das coisas ocultas

quando as certezas das vulvas cerzidas no
agasalho das noites de banzo ou loucura
ousam o lúdico no fálico

quando nossas culpas percorrem impunes
o silício das guerrilhas vencidas dentro
de uma guerra perdida

então o tempo se faz muito mais que
um rito espalmado na solidão coletiva

plástico e pulsante
numa maresia que
não corrói

pois que se faz do abismo e do pano
impermeável que cobre nossas asas

na travessia e na travessura dos dias
colhendo do cerco todas as saídas

como um anjo azul
na devassidão nua do universo


Um beijo carinhoso, May! De presente, vai este poema nascido pra tu, agora, em plena tentativa de scrap.  Parabéns, guerreira. Feliz aniversário!

EM 18 ABRIL 2009.

terça-feira, 14 de abril de 2009

RAULZITONAVIRADACULTURAL

VIRADA CULTURAL 2009, FAZ TRIBUTO A RAUL SEIXAS

da folha online

A quinta edição da Virada Cultural acontece a partir das 18h do próximo dia 2 de maio e segue até as 18h do dia seguinte, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira pela Prefeitura de São Paulo.
Divulgação
Jon Lord, ex-Deep Purple, vai se apresentar com a Orquestra Sinfônica Municipal
Jon Lord, ex-Deep Purple, vai se apresentar com a Orquestra Sinfônica Municipal

Serão cerca de 800 apresentações em 150 locais do centro da capital. Entre elas, há atrações bastante conhecidas como o CPM22 e a Nação Zumbi, além de Maria Rita e Wando.

Leia mais sobre o evento no Catraca Livre

O grupo francês Mécanique Vivante será o primeiro da lista, realizando uma performance sobre os edifícios da região da praça do Patriarca.

A primeira apresentação musical acontece na avenida São João com Jon Lord, ex-tecladista do Deep Purple, e a Orquestra Sinfônica Municipal. Eles vão tocar o concerto para grupo e orquestra de 1969.

As outras atrações do local serão Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Tim Maia Racional (apresentado por Instituto, Bnegão, Thalma e Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro e Novos Baianos. Maria Rita encerra a festa.
Ana Ottoni/Folha Imagem
Grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado é outra das atrações da próxima Virada Cultural na cidade de São Paulo
Grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado é outra das atrações da próxima Virada Cultural na cidade de São Paulo

No Largo do Arouche, se concentram músicos românticos e/ou brega, entre eles, Benito di Paula, Wando, Reginaldo Rossi e Odair José.

No Teatro Municipal, artistas consagrados releem seus trabalhos mais marcantes. Arrigo Barnabé e banda Sabor de Veneno tocam "Clara Crocodilo", Tom Zé, "Grande Liquidação" e Beto Guedes, "Alma de Borracha".

Outra proposta "especial" para a Virada é a do palco Estação da Luz, na rua Cásper Líbero. O palco "Toca Raul!" presta homenagem aos 20 anos de morte de Raul Seixas.

Dezenove bandas vão tocar todos os álbuns dele, na íntegra e em ordem cronológica. O primeiro show será da banda original de Raul, Os Panteras. Marcelo Nova e Nasi também participam.
Paula Huven/Folha Imagem
Cantora Maria Rita encerra a Virada Cultural de São Paulo neste ano; evento tem como tema o ano da França no Brasil
Cantora Maria Rita encerra a Virada Cultural de São Paulo neste ano; evento tem como tema o ano da França no Brasil

A nova geração da música paulistana subirá ao palco do largo Santa Efigênia. Anelis Assumpção, Iara Rennó, Lívia Nestrovski, Danilo Moraes e Curumim são algumas das atrações.

Já a praça da República vai sediar o palco de rock. Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Vanguart, CPM 22 e Nação Zumbi são alguns dos nomes. O destaque, segundo a organização, é o encerramento com Ike Willis, cantor do grupo de Frank Zappa.

No palco da avenida Rio Branco, a proposta é "dançante" com Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Havana Brasil, entre outros.

A música instrumental terá dois espaços: um na praça Dom José Gaspar, com o Piano na Praça, e outro na rua Conselheiro Crispiniano com vertentes variadas do instrumental.

No Anhangabaú, grupos de dança se revezam durante todo o evento. São Paulo Cia. da Dança, Quasar e Cisne Negro são alguns dos destaques.

VEJA AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES MUSICAIS DE ALGUNS PALCOS

São João

Jon Lord e Orquestra Sinfônica Municipal

Geraldo Azevedo

Marcelo Camelo

Tim Maia Racional (apresentado por Instituto, Bnegão, Thalma e Dafé)

Tribo de Jah

Cordel do Fogo Encantado

Zeca Baleiro e Novos Baianos

Maria Rita

Largo do Arouche

Benito di Paula

Wando

Reginaldo Rossi

Beto Barbosa

Jane e Herondi

Odair José

Teatro Municipal

Arrigo Barnabé e banda Sabor de Veneno

Egberto Gismonti

Tom Zé

Chico Cesar

Violeta de Outono

Fafá de Belém

Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório

Beto Guedes

Largo Santa Efigênia

Anelis Assumpção

Iara Rennó

Curumim

Comadre Fulozinha

Praça da República

Camisa de Vênus

Velhas Virgens

Vanguart

CPM 22

Nação Zumbi

Nasi

Ike Willis, vocalista do grupo de Frank Zappa

Rio Branco

Farufyno

Trio Mocotó

Clube do Balanço

Os Opalas

sábado, 11 de abril de 2009

CONFRARIA

movimento de curta duração que realizamos durante quatro sabados de Aleluia.

¨ nós do beco da Faculdade de Direito, aqui em João Pessoa , fundamos a CONFRARIA DO BECO DE MALAGRIDA , um movimento anarquista contra a Malhação do JUDAS, inconformados com tantas Paixões de Cristo, encenadas por atores globais ( aquelas figurinhas esquesitas, engamadinhas , metidas a pop stars, que vinham aqui anualmente tirar os cachês de nossos atores e atrizes , suas interpretações e falas enquanto dublavam sem o menor constrangimento o trabalho dos que fazem o teatro parahybano).

Thiago Lacerda, Marcos Palmeira entre outros, pousavam na cruz destribuindo sorrisos, beijinhos e adeuzinhos no exato momento da crucificação, para uma platéia histérica formada por adolescentes desvairados, muitos babacas, poucos indignados.

Fizemos do sábado de aleluia a noite de Malagrida , o martir do Brasil,ele queimou na fogueira e seu coração continuou a viver, para salvar pervertidos nordestinos e prostitutas pecadoras , da Bahia ao Maranhão , no século XVIII , abolimos o Judas e queimamos na santa fogueira da inquisição simbolica, todo o clero católico local, representado por bonecos , confeccionados pela ASSOCIARTE - ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLÁSTICOS.

¨Resgatamos a memória desse Santo Homen , Jesuita da Companhia de Jesus, Gabriel Malagrida,que empresta seu nome ao beco . MALAGRIDA no cinema é vencedor do Concurso de Documentários do MINc - 1999 ,também premiado,no III Concurso para América Latina e Caribe de Pós - Produção cenematográfica, dos cineastas pesquisadores Renato Barbiere e Victor Leonardi .

A CONFRARIA do BECO MALAGRIDA, foi para a Academia atravéz dos professores de HISTÓRIA e DIREITO, ¨aqueles artistas globais¨ ficaram no passado , A PAIXÃO DE CRISTO virou AUTO DE DE DEUS em 2009, volta a ser encenada na Praça das Igrejas barrocas do Conjunto das Carmelitas e Palácio do Bispo, nossos artistas dividem cena com a comunidade dos bairros, vestem a moda urbana de nossas ruas, festejam o socio cultural, a arte comtemporânea do mais autêntico teatro de rua dos últimos anos, CRISTO, renasce na periferia, apóstolos são marginais cheira cola, drogados, Madalena é aquela jovem prostituida, Maria mãe de Cristo a cidadã pobre das pobres, o autor Tarcisio Pereira o genial

quinta-feira, 9 de abril de 2009

18deABRIL

IV Encontro das Mulheres Jornalistas Paraibanas



As organizadoras do IV Encontro das Mulheres Jornalistas Paraibanas esperam a participação de aproximadamente 100 profissionais no evento que acontecerá no próximo dia 18 de abril, no restaurante L’Atlantique do Hardman Praia Hotel, em Manaíra. As convidadas para participar desta edição como palestrantes são a editora de Jornalismo da TV Globo Nordeste, Jô Mazzarolo, a professora da UFPB e jornalista Joana Belarmino e a apresentadora Fernanda Albuquerque do programa Mulher Demais, da TV Correio.

As jornalistas vão falar para as colegas da imprensa paraibana sobre as experiências profissionais na comunicação. Uma das organizadoras do encontro, Marcela Sitônio, disse que esta quarta edição está mais propositiva, com a ampliação dos debates e a troca de experiências, mas sem esquecer o momento de confraternização, com muita alegria e brincadeiras.

Segundo ela, as convidadas para o debate são mulheres de reconhecida competência, atuando em áreas diferentes da comunicação e que esta pluralidade de opinião será salutar para enriquecer as discussões.

As camisetas do IV Encontro de Mulheres Jornalistas Paraibanas é assinada pelo artista plástico Clóvis Júnior e será vendida a R$ 15 para acesso ao evento, que contará ainda com sorteios, lanches e muitas brincadeiras. As responsáveis pela promoção desse momento de integração entre as profissionais de comunicação são Marcela Sitônio, Ruth Avelino, Lílian Pedreira, Renata Ferreira, Messina Palmeira, Janaína Araújo, Ana Felipe e Haceldama Borba, Carolina Pacheco e Karla Alencar.

O evento conta com o apoio do Hotel Hardman, Grupo São Braz, Boticário e a Faculdade Maurício de Nassau.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

ESTRARDALHAÇO EM TORNO DE UM SEQUESTRO QUE NÃO OCORREU?

Escrito por Celso Lungaretti
domingo, 05 abril 2009
A Folha de S. Paulo publica com grande alarde que a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares tramou, mas acabou não executando, o sequestro do ministro Delfim Netto no final de 1969




O plano teria entrado na ordem do dia após o racha que reconstituiu a Vanguarda Popular Revolucionária, no Congresso de Teresópolis. Era a ação espetacular com que a VAR contava provar que a saída dos principais quadros de origem militar não teria afetado a capacidade operacional seus grupos táticos -- pois ficara, para o restante da esquerda, a impressão de que a VPR faria a guerrilha e a VAR se restringiria à atuação junto às massas.

José Raimundo da Costa (o Moisés, que passou à História como o último comandante da VPR) e eu fomos os iniciadores do racha e os mais alvejados pelas críticas do pessoal que ficaria na VAR. Então, teoricamente, nada tenho a ver com essa história. Ela se refere à organização com a qual eu havia rompido e que me endereçara pesadas acusações, como costuma ocorrer nas lutas internas.

Mesmo assim, faço questão de deixar registrado que era uma decisão corretíssima da VAR: por seu papel histórico como signatário do Ato Institucional nº 5, Delfim Netto merecia, sim, servir como moeda de troca para livrar companheiros da tortura e da morte nos cárceres da ditadura.

Pois foi o malfadado AI-5 que deu o sinal verde para a linha dura militar praticar todas as atrocidades do período mais totalitário da História brasileira. Tenho reiteradamente afirmado que, mais que dos próprios torturadores, a responsabilidade por aquele festival de horrores foi de quem retirou a coleira dos pitbulls.

De cães de ataque só se espera que ajam de acordo com sua natureza; quem lhes determina o alvo e os açula é sempre o maior culpado.

Delfim Netto sabia muito bem o que adviria da proibição de habeas corpus para os acusados de "subversão" e da possibilidade de mantê-los presos, incomunicáveis, durante 30 dias (prazo que acabaria sendo ultrapassado na prática, eu mesmo fiquei incomunicável por 75 dias).

Ele não era nenhum inocente útil, mas sim um culpado inútil, com a agravante de que tinha mais discernimento do que a maioria dos participantes daquela ignóbil reunião.

Quanto à Folha, o enorme e injustificável espaço que dedicou a essa Batalha de Itararé (um não-fato, já que o sequestro nem sequer foi tentado) se deve, unicamente, ao fato de que Dilma Rousseff era dirigente da VAR e conhecia o plano.

Evidentemente, forneceu munição para as sórdidas campanhas de difamação que os sites de extrema-direita desencadearão e as correntes de e-mails maximizarão.

Já vim a público denunciar que a ralé fascista espalhara na internet uma ficha policial da ditadura a respeito de Rousseff, com várias incorreções (atribuíam-lhe ações armadas praticadas por organização a que ela não pertencia).

Como daquela vez, reitero que, não sendo partidário da candidatura presidencial de Dilma nem tendo afinidade com ela, repudio com veemência o jogo sujo de quem exuma episódios do passado para servirem, preconceituosamente, como arma política no presente.

* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com

sábado, 28 de março de 2009

BALULA

27 DE MARÇO, DIA DO TEATRO - SARAVÁ! MADRE SUPERIORA.


Prof. Geraldo Bernardo

"Foi um tempo, que o tempo não esquece" (brigado Zé). Uma legião de noviços (as) desbravaram o sertão com: cenários, luzes, figurinos, maquiagem, fuleragens e outras milongas más. Amucegados em carrocerias, de caronas e bigus. Na bagagem energia e sonhos.


Nós, poetas, iniciamos uma prece que ecoou no litoral. Fizemos RENASCER em Cajazeiras "os trovões já roucos de se ouvir"; de lá para Bom Jesus, no itinerário Marizopólis (onde anda Francisca? E Chico Brilhante?); em Sousa do OFICINA, das brigas com Cacau (já era freira); Aparecida seguiu o rumo; em Pombal Tarcísio Pereira (os textos ainda eram datilografados) e o MURARTE são testemunhas. Foi a época em fazíamos feiras coletivas para manter o FESTEJO e a MOSTRA SERTANEJA - itinerantes (viu!) - fosse em Conceição (cadê João? Sidália?); Nova Olinda (o GRUTANO ainda existe?); Itaporanga, AH! Itaporanga, terra do GRUTAMI (foi lá que Álvaro Fernandes, o cajazeirense de Campina Grande enrabichou-se com Marta; em Patos fez-se mágica, quase briga (e China?). Genário Dunas cantava, Espedito tocava, nos embriagávamos; Campina Grande disse: - QUEM TEM BOCA É PRA GRITAR; e os brejeiros? A cigana Jacinta, Maciel & Cia. (ÔXENTE!); Guarabira e a pose de Jacinto (não era o Moreno); desembocamos na Parahyba, "digo João Pessoalmente (brigado Vital - meu senador).

Ah! Tempinho sofrido e bom. Não tínhamos Leis de Incentivo. Brigamos por elas. Fizemos passeatas, pintamos a cara, fizemos assembléias, discursos eufóricos (e etílicos). Depois chegaram uns gaiatos garapeiros (deixa pra lá... HOJE É PRA RECORDAR).


A década? Meia oitenta, meio noventa. A moda era: dormir no chão do Ciláio Ribeiro, no Lima Penante, na praia; estudar BOAL, GROTOVSKI, STANISLÁVSKI; ir ao Baile dos Artistas (ainda existe?). Enfim! Éramos felizes sem saber.


Poetas e loucos éramos. Um magote de matutos: Manoelzinho, Olga, Porcina, Nêga, Válber Matos, Potota, Betênia, Mércia Cartaxo, Edileuza, Altamiro, Afrânio, Élbia, Carlinhos (de Santa Rita), Eloy Pessoa, Zenilton Herculano, Assis de Zé Barrado e tantos e tantas outro(a)s. um coral de rebeldes sob a auspiciosa liderança da MADRE SUPERIORA, que não podia ser outra pessoa que... JOÃO BALULA... (lembra negão do banho no açude de Pilões? - Elpídio Navarro tava lá).


Uma pergunta. As atas da FPTA, onde estarão? Abath saberá? Ta tudo registrado, pra isso a Madre era só organização. SARAVÁ! Meu rei. HOJE é dia de bater cabeça.
Minha benção!

quinta-feira, 26 de março de 2009

COMFERENCIANACIONAL

II Conferencia Nacional de Cultura

Amigos (as) da Cultura

Em 2009 desejamos, saúde, paz e prosperidade. Aproveitamos para lembrar que neste ano, faremos a II Conferencia Nacional de Cultura e contamos com o apoio e participação de todos (as) para a construção das políticas públicas do setor.

Descrição do tema: Em 2009, o MinC promoverá a II Conferência Nacional de Cultura, com objetivo de desenvolver políticas públicas de cultura e promover a participação social. A II CNC terá como tema central “Cultura, cidade e desenvolvimento local” abordando o papel do Estado e da sociedade na construção da cidadania, no desenvolvimento das cidades, na produção simbólica, na economia da cultura e na consolidação do Sistema Nacional de Cultura.

Indicativo de datas:

Até 30 de agosto de 2009 – Conferências Municipais de Cultura

Até 4 de outubro de 2009 – Conferências Estaduais de Cultura

1ª semana de Dezembro de 2009 – Conferência Nacional de Cultura

A proposta de tema, a forma de escolha dos delegados que representarão os estados e municípios na II CNC, os eixos e as datas deverão ser apresentadados e aprovadados na primeira reunião anual do Conselho Nacional de Políticas Culturais, prevista para acontecer em março de 2009, em Brasília.

quarta-feira, 11 de março de 2009

FLÁVIOTAVARES

W. J. Solha
Flávio e o Testamento de César
As previsões dos fatos humanos - como as de Marx - geralmente alteram os resultados previstos, e essa é a intenção deste texto

Quando Maranhão escolheu Flávio Tavares para subsecretariar a pasta da Cultura (que tem, realmente, de ter C maiúsculo, pois a Paraíba é a Paraíba), pensou, certamente, num modo de superar ou pelo menos equiparar-se a Cássio Cunha Lima no que foi, durante algum tempo, o ponto forte de sua administração. 2010 vem aí e tudo pesa, inclusive o zelo com que o ex-governador e sua primeira-dama trataram os artistas e artesãos. Digo isso com a isenção de quem jamais solicitou financiamento algum para o FIC - a lei Augusto dos Anjos - e nem é artesão. Só um nome como o de Flávio poderia, mesmo, fazer frente à marca poderosa deixada por Cida Lobo quando na direção da mesma subsecretaria.

Essa nomeação é uma tacada política cujo acerto teve somente outras duas equiparáveis, na história mais recente do estado: a de Luiz Carlos Vasconcelos e, agora, a de Walter Galvão, ambas feitas por Ricardo Coutinho, para presidentes da Funjope. E Ricardo Coutinho também será páreo duro - e bote duro nisso - para o governador, em 2010.

Mas pra que raios serve a Cultura, num estado com tantas outras prioridades? Essa é uma pergunta fora de propósito numa terra em que já brotaram, talvez como seu maior e mais surpreendente motivo de orgulho, gente feito Sivuca, Celso Furtado, Jackson do Pandeiro, Zé e Pedro Américo, os irmãos Lira, Augusto dos Anjos, Walter e Vladimir Carvalho, Elba e Zé Ramalho, Bráulio Tavares e Shiko, Eli-Eri Moura e Zé Lins, Oliveira de Panelas e Jessier Quirino, Chico César e Ariano Suassuna, Marcus Villar e Zé Dumont, Marcélia Cartaxo e Sérgio de Castro Pinto, além de José Nêumanne, Antonio Dias, Lacet, o maestro Siqueira, etc, etc, incluindo-se nesse rol o Flávio Tavares, o Luiz Carlos Vasconcelos e o Walter Galvão.

Tudo isso me ocorre porque na gestão anterior de Maranhão fui encarregado de lhe entregar - no Fenart - um abaixo-assinado de trezentos pintores, atores, cineastas, poetas, romancistas e dramaturgos do estado - artistas de João Pessoa a Cajazeiras - apresentando-lhe o projeto, do então deputado Ricardo Coutinho, da que seria a equivalente estadual à municipal Lei Viva Cultura - que o próprio Ricardo, vereador, criara nos tempos de Cícero Lucena - e vi Maranhão, de repente, antecipando-se a mim, dizer à platéia que tinha uma surpresa para a nossa classe: uma lei, sua, que iria nos deixar a todos muito felizes, pois garantia financiamentos a fundo perdido a todas as atividades em que nos esfalfávamos e graças as quais o estado tanto brilha. Foi muito aplaudido, mas entreguei-lhe, sempre, quando ele saía da sala, o documento de que era portador, sentindo que a lei - dele - era uma réplica do testamento de César, em branco, que Marco Antonio exibe enrolado ao povo de Roma, ante o cadáver do grande Júlio. Coisa pra Shakespeare. Que sabia tudo sobre Maquiavel.

Lembro-me de que levei o relato ao jornal o Correio na manhã seguinte, um texto breve que terminava dizendo caber a nós, artistas, o acompanhamento da publicação da nova lei em Diário Oficial e a cobrança de seu cumprimento. Mas do jornal disseram-me, no outro dia, que ali não se divulgava nada que fosse contra o governador, coisa que pensei ter visto apenas no tempo da ditadura, quando certa vez dei com um cartaz, na parede daqui de O Norte, colocado pela Censura: "Não se publica nada sobre Dom José Maria Pires".

Que a escolha de Flávio Tavares - cuja combinação de talento, amor à terra, enorme simpatia e seriedade garantiram aprovação unânime à unção de seu nome - não seja outro rebento do maquiavélico gênio shakesperiano que, por estar sempre se reproduzindo no mundo, garante-lhe a eternidade.

Que eu - que sou sempre muito pessimista - esteja enganado.


W. J. Solha é dramaturgo, ator, poeta e romancista. É colunista do Jornal O Norte = wjsolha@superig.com.br

domingo, 8 de março de 2009

GEREBAJACKSONIANO
ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS COM GEREBA NO PELOURINHO 2009.

O Projeto jacksoniano fez um encontro de músicos e amantes da arte de tocar PANDEIRO.

¨ Venha e traga o instrumento que nosso REY DO RITMO JACKSON DO PANDEIRO - baixinho , preto e pobre , nascido no engenho Tanque , em Alagoa Grande , Paraíba. ELE que tinha medo de viajar de avião, mas conquistou o nordeste, o Brasil e o mundo com seus trejeitos e a arte de bater o PANDEIRO¨.
com este slogam foi firmada parceria entre nossa Associação ANJO AZUL e o músico bahiano GEREBA. O encontro marcado nos dias 23 e 24 de fevereiro 2009, no Pelourinho de Salvador, onde realizamos shwo com uma banda formada por músicos da cena cultural bahiana, tocando os seguintes instrumentos marcas do autêntico forró pé de serra:

SANFONA, ZABUMBA, TRÂNGULO, VIOLÃO e voz de GEREBA, foi maravilhoso para os que ali estavam e puderam dançar um forrozinho longe do axé e dos trios elétricos de Salvador.


Um banner do Projeto ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS, ficou pendurado na parede externa do restaurante UAUÁ que tem duas entradas uma pela Praça Quincas Berro D'Água e outra na rua João de Deus a que da acesso ao Largo do bar ¨Estação Pelô¨ point das madrugadas e da boemia no pelourinho intrnacional.

GEREBA, tem projeto forrópelô aprovado pelo Governo Bahiano,Gereba & Convidados, para resgatar o FORRÓ de raiz de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, durante o CARNAVAL do Pelourinho.

Em 2009 JACKSON DO PANDEIRO foi o convidado do projeto bahiano que a TV PELOURINHO registrou para a TV E e outros meios de comunicação da Bahia.

Agosto de 2009, será comemorado os 90 anos de nascimento de JACKSON DO PANDEIROS, na cidade de Alagoa Grande, onde está localizado o MEMORIAL Jackson do Pandeiro e onde repousam os restos mortais do artista.

Uma série de apresentações dos Pandeiros Jacksonianos estão previstas para esse ano de 2009 por vários lugares e feiras nordestinas , paraibanas e no Brasil, em homenagem aos 90 anos de Jackson porém enquanto a verba do projeto aprovado propiammnte dito ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS ,atravéz de Edital FIC - AUGUSTO DOS ANJOS, não entrar na conta da Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul, nós vamos divulgando e formando parceiros entre os que amam JACKSON. Com a mudança do governo os trâmites legais para pagamento dos oficineiro de pandeiro, teatro e artes plásticas, destinadas à pessoas de qualquer idade, sexo, cor, habitantes no Estado da Paraíba ao qual o prpjeto se destina,está parado, estamos aguardando a subsecretaeia de cultura nos contactar.

Estas oficinas fazem parte da ocupação da Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul, no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello - Av: General Osório, S/N - Centro de João Pessoa -PB

aconteceu a primeira parceria e deu certo.
onde: Salvador -Pelournho - Ba.
data:23/02/2009 e 24/02/2009

GEREBAJACKSONIANO

GEREBAJACKSONIANO
ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS COM GEREBA NO PELOURINHO 2009.

O Projeto jacksoniano fez um encontro de músicos e amantes da arte de tocar PANDEIRO.

¨ Venha e traga o instrumento que nosso REY DO RITMO JACKSON DO PANDEIRO - baixinho , preto e pobre , nascido no engenho Tanque , em Alagoa Grande , Paraíba. ELE que tinha medo de viajar de avião, mas conquistou o nordeste, o Brasil e o mundo com seus trejeitos e a arte de bater o PANDEIRO¨.
com este slogam foi firmada parceria entre nossa Associação ANJO AZUL e o músico bahiano GEREBA. O encontro marcado nos dias 23 e 24 de fevereiro 2009, no Pelourinho de Salvador, onde realizamos shwo com uma banda formada por músicos da cena cultural bahiana, tocando os seguintes instrumentos marcas do autêntico forró pé de serra:

SANFONA, ZABUMBA, TRÂNGULO, PANDEIRO , VIOLÃO e voz de GEREBA, foi maravilhoso para os que ali estavam e puderam dançar um forrozinho longe do axé e dos trios elétricos de Salvador.


Um banner do Projeto ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS, ficou pendurado na parede externa do restaurante UAUÁ que tem duas entradas uma pela Praça Quincas Berro D'Água e outra na rua João de Deus a que da acesso ao Largo do bar ¨Estação Pelô¨ point das madrugadas e da boemia no pelourinho intrnacional.

GEREBA, tem projeto forrópelô aprovado pelo Governo Bahiano,Gereba & Convidados, para resgatar o FORRÓ de raiz de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, durante o CARNAVAL do Pelourinho.

Em 2009 JACKSON DO PANDEIRO foi o convidado do projeto bahiano que a TV PELOURINHO registrou para a TV E e outros meios de comunicação da Bahia.


Uma série de apresentações dos Pandeiros Jacksonianos estão previstas para esse ano de 2009 por vários lugares e feiras nordestinas , paraibanas e no Brasil, em homenagem aos 90 anos de Jackson porém enquanto a verba do projeto aprovado propiammnte dito ESQUENTAI VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS ,atravéz de Edital FIC - AUGUSTO DOS ANJOS, não entrar na conta da Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul, nós vamos divulgando e formando parceiros entre os que amam JACKSON. Com a mudança do governo os trâmites legais para pagamento dos oficineiro de pandeiro, teatro e artes plásticas, destinadas à pessoas de qualquer idade, sexo, cor, habitantes no Estado da Paraíba ao qual o prpjeto se destina,está parado, estamos aguardando a subsecretaeia de cultura nos contactar.

Estas oficinas fazem parte da ocupação da Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul, no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello - Av: General Osório, S/N - Centro de João Pessoa -Pb

sexta-feira, 6 de março de 2009

SOLAR

PORTAL GERARDO.COM

O Solar do Conselheiro é um dos recantos mais refinados da Capital. Nascido de um sonho – e através de muita perseverança do jornalista Gerardo Rabello, trata-se de uma casa de recepçőes cheia de estilo e personalidade. VEJA FOTOS DE ALGUNS EVENTOS REALIZADOS NO SOLAR. A história do casario é datada de 1790, o que torna o Solar do Conselheiro a edificaçăo residencial mais antiga de Filipéia de Nossa Senhora das Neves.

A casa foi palco da história de inúmeras famílias importantes da Paraíba. Foi lá que viveu Antônio José Henriques, presidente da Província de Săo Paulo e conselheiro do Imperador Dom Pedro II. Ali nasceu Venâncio Neiva, primeiro governador republicano da Paraíba. A edificaçăo foi residęncia de Dona Alice de Mello, que lá contraiu núpcias com o político e escritor José Américo de Almeida.

O professor e maestro José de Queiroz Baptista foi proprietário e também morou no prédio, que abrigou, por um período, a Escola de Música Antenor Navarro e posteriormente o curso de Educaçăo Artística. Foi nela que também se instalou, por alguns anos, a sede do Conselho Estadual de Cultura.

No antigo solar, o médico Joăo Gonçalves de Medeiros, um dos maiores nomes da pediatria paraibana, também exerceu suas atividades como reitor da Universidade Federal da Paraíba. Já o intelectual Odilon Ribeiro Coutinho, seu último proprietário, pretendia montar escritório, mas nunca chegou a fazê-lo. A casa foi ainda residęncia de religiosas canadenses. VEJA AS FOTOS DO SOLAR DO CONSELHEIRO


Restauraçăo

Em 2006, depois de restaurado, o Solar deu lugar a grandes recepçőes e encontros culturais. O projeto de restauraçăo do prédio obedeceu toda a legislaçăo imposta pela Comissăo do Centro Histórico. A idéia original foi “năo acrescer, apenas limpar as interferęncias promovidas pelos titulares ou locatários do imóvel” – fechado, até entăo, há quase trinta anos.

Toda a estrutura passou por uma lavagem geral. Com água, lixas finas, martelinho e escovas com fios de plástico, todos os contornos da portas e janelas foram limpos, valorizando as seculares pedras de cantaria.

Internamente, a ambientadora Conceiçăo Serra fez questăo de preservar os pesos – quase todos de ladrilho – e o madeiramento da escada. Algumas paredes do piso superior, erguidas no final dos anos 40, foram derrubadas para que os salőes ficassem mais amplos e prontos para sediar pequenas recepçőes. Outro fato de real valor para a arquitetura do prédio é que uma das sacadas externas de fundo foi inteiramente restaurada por profissionais da Oficina Escola.

No quesito ambientaçăo, a preocupaçăo foi seguir a linha colonial e, para tanto, o jornalista Gerardo Rabello foi duas vezes a Portugal, em busca de peças que permitissem o melhor caimento ŕ ambientaçăo. Lustres de cristal, pratos, telas e móveis de época compőem o cenário criado para o empreendimento, que está localizado na esquina da Rua Duque de Caxias com a Conselheiro Henriques, no Centro da capital.

quinta-feira, 5 de março de 2009

FORADOMALDO

Uma carta foi divulgada na imprensa nesta quarta-feira, assinada por 40 entidades, critica o arcebispo Dom Aldo Pagotto acusando-o de interferir nas rotinas políticas da cidade de João Pessoa. Os autores esperam que o líder católico da capital paraibana se retrate, sobretudo, pela decisão de suspender as atividades pastorais do padre e deputado federal Luiz Couto (PT).

Procurado pela redação do portal WSCOM Online, Dom Aldo informou que não pretende fazer nenhum comentário ou dar nenhuma entrevista para tratar desta pauta. “Desculpe-me mas não quero falar sobre isso”, disse.

Leia, a seguir, a íntegra da carta:

OLHA – Milton Nascimento
“...Persegues a quem trabalha, Calúnia, carga e traição.
Te julgas o mais esperto. Mas és mentira, só ilusão.
Depois de passar o tempo, Colhe o deserto que é todo teu
Com todo teu preconceito. Segue pesando que enganas DEUS
E enganando a ti mesmo. Pois quem trabalha continuou
Em cada sonho suado. Que nem percebes o que custou....”

Vimos através desta Carta resgatar alguns fatos que marcam a trajetória do ainda Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo de Cillo Pagotto. Diante destes fatos e de seus atos, solicitamos que o mesmo venha a público prestar explicações à sociedade paraibana.

Em 2004, logo após sua chegada à Paraíba, um dos seus primeiros atos foi fechar a CASA DE CONVIVÊNCIA POSITIVA- núcleo da Cáritas Diocesana da Paraíba. A Casa de Convivência Positiva era o espaço onde se realizava o programa de prevenção e apoio às pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Ainda na presidência da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, ocorreu algo bem curioso. Contrariando ao que se esperava de uma autoridade religiosa que ocupa a função de responsável pelo setor social da Igreja Católica no Brasil, o Arcebispo Dom Aldo Pagotto declarou apoio e solidariedade ao proprietário da fazenda Antas, Sr. Sebastião Figueiredo Coutinho, desconsiderando toda a luta pela reforma agrária, empreendida no cotidiano pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais que legitimamente lutam por um pedaço de chão naquela área.

Além de não registrar qualquer amparo à luta do povo, ainda persegue as Pastorais Sociais, ora com palavras ora com atos, como as acusações levianas que fez contra a Comissão Pastoral da Terra - CPT. Apesar da opinião contrária do Sr. Arcebispo, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, entendeu nos processos HC no 5574-SP e HC no 4399-SP, que ocupação de terra por movimento social não caracteriza crime, mas pressão social, direito coletivo e expressão da cidadania.

O mesmo Dom Aldo declarou ser a favor do TRABALHO INFANTIL e da REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, tão caro aos movimentos sociais, resultado de uma luta que originou a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembléia Geral da ONU, em 20 de novembro de 1989.

Talvez seja o caso do Arcebispo consultar a opinião da CNBB, através do seu Secretariado Nacional da Pastoral do Menor, que no dia 13 de julho estará completando 20 (vinte) anos de defesa ao ECA, lutando para aprimorá-lo cada vez mais, garantindo avanços na legislação citada, se distanciando das idéias contidas no caduco Código de Menores, ONDE AS CRIANÇAS POBRES ERAM CONSIDERADAS INFERIORES E DEVERIAM SER TUTELADAS PELO ESTADO E SEGREGADAS EM VERDADEIROS DEPÓSITOS HUMANOS.

Além de estar na contra mão do que pensa a Igreja Católica sobre tais assuntos, o Sr. Arcebispo ainda atenta contra o Cristianismo que tem por sagrado o cuidado e a caridade com os seres.

Também assistimos ao atrelamento de Dom Aldo de Cillo Pagotto com grupos políticos envolvidos com CORRUPÇÃO e COMPRA DE VOTOS, a exemplo do conhecido Caso CONFRARIA, onde o mesmo prestou apoio e solidariedade a CÍCERO LUCENA, acusado e preso por desviar mais de 100 milhões de reais dos cofres públicos da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

O Arcebispo também levantou hipoteca ao GOVERNADOR CASSADO Cássio Cunha Lima, por compra de votos e outros crimes eleitorais. Neste setor, o Arcebispo se contradiz o tempo todo: diz que é contra a participação de religiosos na política, mas na prática promove a defesa antecipada de políticos do PSDB, alguns já realmente condenados pelas Cortes Superiores e que cumprem penas judiciais.

Poderia, já que é afeito a prestar solidariedade a membros da classe política, ter saído na defesa do Frei Anastácio, que é religioso como ele. Ao invés de penhorar apoio ao colega, resolveu atacá-lo no mais torpe estilo, declarando temer a nomeação de Frei Anastácio para a Superintendência do Incra sob o argumento de que aumentaria o número de ocupações de terra no estado. Tal incidente lembrou um inoportuno comentário feito pelo empresário Mário Amato, para favorecer os donos do poder econômico, por ocasião das eleições presidenciais de 1989.

Mais uma vez o Arcebispo Dom Aldo Pagotto vem prestar um desserviço à luta dos trabalhadores pela Reforma Agrária na Paraíba, pois é sabido que o frei Anastácio dedicou os últimos 30 (trinta) anos de sua vida à defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo.

O Arcebispo Dom Aldo Pagotto fez gestões junto a um Senador para impedir a nomeação de Frei Anastácio para o INCRA e defendeu a ida de um latifundiário para o órgão. O protegido do Dom Cillo no Incra, quando na direção de outro órgão estatal, teve sua gestão marcada por acusação de irregularidade, com denúncia de improbidade administrativa apurada pelo Ministério Público Federal.

Tanta incoerência tem contribuído para afastar fiéis da Igreja Católica e ficarem alheios ao assistirem ao “fiel” Arcebispo celebrar um dos mais luxuosos casamentos já realizados neste Estado, quando casou o filho do senador Efraim Morais, apesar de determinar aos sacerdotes da Arquidiocese que evitassem o luxo em casamentos, mandando retirar até a ornamentação interna das igrejas.

A gota d´Água foi a perseguição ao Padre e Deputado Federal Luiz Couto, representante legítimo do povo paraibano que, por defender questões de Direitos Humanos e de saúde pública, foi privado de exercer o sacerdócio por um ato arbitrário, violento e ostensivo do Arcebispo Dom Aldo de Cillo Pagotto.

O Padre Luiz Couto não teve direito à defesa e vem sendo punido por um ato meramente político e não de cunho religioso. Em declarações à imprensa, o PADRE LUIZ COUTO demonstra acompanhar e compreender as verdadeiras necessidades de sua comunidade e sociedade em geral.

Além de tudo que defende, o Padre e Deputado Luis Couto foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI da Exploração e do Abuso Sexual Infanto-Juvenil na Paraíba, tendo depois assumido a Presidência da CPI que investigou o Narcotráfico e o Crime Organizado na Paraíba, e hoje é ameaçado de morte.

Participou ainda da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito - CPMI do Abuso e Exploração Sexual Infanto-juvenil do Congresso Nacional e foi Relator da CPI dos Grupos de Extermínio no Nordeste da Câmara dos Deputados. Também presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Pe. Luiz Couto é o nosso legítimo representante na Câmara Federal, para orgulho dos irmãos e irmãs católicos, assim como dos paraibanos em geral.

Aqui na Paraíba, o Arcebispo Dom Aldo nunca se colocou a favor das famílias vítimas do crime organizado, tendo inclusive, negado, através da mídia local, a existência de grupos de extermínio no Estado.

Lamentamos que o nosso maior pastor no Estado esteja utilizando os meios de comunicação para tentar deslegitimar os aliados do povo, como é o caso da suspensão das ordens sacerdotais do Padre Luiz Couto. O espaço da mídia talvez pudesse ser bem melhor aproveitado pelo Arcebispo, para explicar à comunidade religiosa e aos contribuintes paraibanos, sobre a quantia de hum milhão e meio de reais recebidos do governo Cássio, conforme informações veiculadas por órgãos de comunicação da Paraíba.

Diante de todos os fatos expostos, nós dos movimentos sociais, ONG´S e Sociedade Civil Organizada, vimos de público exigir que o Arcebispo Dom Aldo de Cillo Pagotto se retrate perante a sociedade paraibana. Sugerimos que um dos seus primeiros atos, seja tornar transparentes as contas da Arquidiocese da Paraíba, já que a mesma vem recebendo vários recursos públicos, através de convênios com o Governo do Estado.

Vamos mais além! Recomendamos que, diante de tantos desserviços prestados à sociedade paraibana, Dom Aldo de Cillo Pagotto, possa rever se é digno de continuar pastoreando o fiel rebanho da nossa Arquidiocese.

João Pessoa, 27 de fevereiro de 2009.

Assinam:
AMAZONA – Associação de Prevenção a Aids
ABRAÇO – Associação Brasileira de
Rádios Comunitárias
ABAMAM – Associação de Moradores do Alto do Mateus
ASTRAPA – Associação das Travestis da Paraíba
ASTEIAS
CENTRO DOM OSCAR ROMERO - CEDOR
COLETIVO DE MULHERES SANTO DIAS
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA OAB
Comitê Regional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC/PB
FORUM DCA – Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente
FUNDAÇÃO MARGARIDA MARIA ALVES
GRUCON – Grupo de Consciência Negra
MARCHA MUNDIAL DE MULHERES
SINTER/PB
SINTRAMB – Sindicado dos Trabalhadores Municipais de Bayeux
SINTRICON – Sindicado dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
SINDTEXTIL
RECID – Rede de Educação Cidadã da Paraíba
Sindicato dos Servidores Em Educação do Município de Alagoinha/PB – SSEMA
Centro Atendimento Médico e Psicológico – CAMP
Mandato do Vereador Jorge Camilo
DIGNISTATIS
Movimento dos Trabalhadores Cristãos
Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Paratibe – AMAJAPA
Associação União de Moradores de Mandacaru e Padre Zé
Movimento Terra e Liberdade – MTL
Associação de Juventude pelo Resgate a Cultura e Cidadania - AJURCC
Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST
ASSEMBLÉIA POPULAR
CONSULTA POPULAR
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Associação de Promoção Sócio-Cultural do Bairro dos Novais
Associação Paraibana de Amigos da Natureza – APAN;
SINTESP – Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba;
Sec. Municipal d@s GLBT do PSB de João Pessoa.
Setorial GLBT do PT - Partido dos Trabalhadores;
Secretaria de Mulheres do PT - Partido dos Trabalhadores;
CUFA – Central Única das Favelas/JP;
Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

FORRÓPELÕ

O Projeto jacksoniano fará um encontro de músicos e amantes da arte de
tocar PANDEIRO. Venha e traga o instrumento que nosso REY DO RITMO
JACKSON DO PANDEIRO - baixinho , preto e pobre , nascido no engenho
Tanque , em Alagoa Grande , Paraíba, que tinha medo de viajar de
avião, mas que conquistou o nordeste, o Brasil e o mundo com seus
trejeitos e a arte de bater - tocar- o PANDEIRO.

LOCAL :

BARES ESTAÇÃO PELÔ X UAUÁ RESTAURANTE .

ambos localizados na ¨ESQUINAS DO MUNDO¨.

Esquinas do Mundo para quem não sabe é um largo cheio de cadeiras e mesas no meio da rua ,aquele espaço localizado na bifurcação entre as duas descidas das ruas Gregório de Matos e João de Deus ,que vai sair no LARGO DO PELÔ, onde está o Museu da Cidade, e a Fundação Casa Jorge Amado...


PARCERIA com o músico bahiano GEREBA, ele que resgata o FORRO durante o CARNAVAL de SALVADOR no PELÔ.

BANDA : SANFONA, TRIÂNGULO, ZABUMBA, PANDEIRO, E VIOLÃO.

Segunda - feira de carnaval a partir das 19;00HS

contato anjoazuldobeco@gmail.com
83.88497850

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ESQUENTAIPANDEIROS

onde estão os loucos por pandeiro ?

quero encontrá-los para fazermos uma homnagem ao JACKSON DO PANDEIRO, em parceria com o pesquisador , produtor e músico GEREBA, que trabalha o forró pé de serra de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, em pleno CARNAVAL DE SALVADOR.


RESTAURANTE UAUÁ de dona Joana.
entrada pela Praça Quincas Berro D'Água
5,00

Apoio:

GEREBA
TV PELOURINHO
ONG AÇÃO PELA CIDADANIA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL
UAUÁ - RESTAURANTE

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

FOLIAECONOMIA

FOLIA DE RUA EM BUSCA DA ECONOMIA DA CULTURA
Calina Bispo
Repórter
11/02/09





Os festejos de Momo são considerados os maiores espetáculos populares do Brasil. Em João Pessoa, a tradição se confirma sempre duas semanas antes do carnaval, na prévia carnavalesca que chamamos de Folia de Rua, com inicio nesta sexta-feira (13), seguindo até o dia 21, quando começa o carnaval propriamente dito. (Ver no Box ao lado toda a programação deste final de semana).

De acordo com Clóvis Junior, este ano o Folia de Rua contará com 40 trios elétricos, sendo que nesta sexta-feira (13) a programação dos cinco blocos que abrem o evento será animada, como tradicionalmente acontece, por orquestras de frevo no chão, ou seja, os chamados blocos de arrasto.

A expectativa para a noite de abertura é de mais de 50 mil foliões, que se dividirão entre os blocos Folia Cidadã, Anjo Azul, Picolé de Manga, Pingüim, e Confete e Serpentina.

Durante nove dias diversos bairros de João Pessoa serão ocupados pelos foliões, que se dividem entre os 31 blocos filiados e os 40 blocos convidados do Folia de Rua. Isso representa, de acordo com números fornecidos por Clóvis Junior - presidente da Associação que coordena e administra o evento, mais de um milhão de pessoas estarão acompanhando as prévias carnavalescas na capital paraibana.

Esses números também significam um incremento de mais de 72 milhões de reais na economia da cidade (fonte: Diagnóstico das oportunidades de negócios das agremiações no Folia de rua e Perfil do turista – SEBRAE PB - 2008).

"A realização do Folia de Rua não é só um movimento sócio cultural, mas também econômico, pois com a sua realização há um impacto na economia de João Pessoa". Quem chama atenção para este fato é Maria Luiza Duarte de Melo, representante do SEBRAE PB.

Estes indicadores econômicos do Folia de Rua, reafirmam a importância não só da manutenção do significado de um movimento cultural popular como também o incremento na circulação da economia, gerando renda e ocupação nas atividades que direta ou indiretamente atuam nos blocos e nos foliões.

“O Folia de Rua poderá ser bem mais aproveitado e considerado um empreendimento comercial na Economia da Cultura, se olhado com outros olhos, a exemplo de Olinda - experiência vizinha que todos conhecem”, observa Maria Luiza.

“Ainda não temos informações com relação ao comercio mas sabemos que o comercio informal é quem mais aproveita, com a venda de bebida e de churrasquinho. Neste ano, a pesquisa vai envolver os ambulantes e os informais para temos uma idéia do giro do dinheiro neste período”, completa a coordenadora.

Em relação ao expressivo e crescente número de pessoas que acompanham o Folia de Rua, são em sua maioria moradores da grande João Pessoa, assim como turistas de outras cidades da própria Paraíba.

O Diretor Institucional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH - Paraíba) e vice-presidente do João Pessoa Convention Bureau, José Inácio Pereira Júnior observa que apesar de ser um evento grande, os turistas representam uma pequena porcentagem do público total.

"Apesar de apresentar um forte potencial turístico, o Folia de Rua ainda é praticamente desconhecido do turista brasileiro", afirma Pereira Junior. "Essa festa acaba sendo uma festa do povo de João Pessoa apenas para o povo de João Pessoa, devido ao grande déficit de divulgação em nível nacional do evento, que não tem um investimento expressivo por parte do Poder Público local", analisa.

A pesquisa realizada pelo Sebrae acaba confirmando o diagnóstico feito pelo diretor da ABIH. Segundo dados do relatório, apenas 47% dos entrevistados durante o Folia de Rua 2008 vieram a João Pessoa por causa do evento. Verifica-se também que os paraibanos foram os mais motivados a vir a João Pessoa por causa da Folia de Rua, com 54,5%.

“Realmente o turista que participa do Folia é do Estado. Concordo com Pereira Junior quanto a falta de divulgação. Não é divulgado que o Folia de Rua é a maior prévia carnavalesca do Brasil”, observa a coordenadora da pesquisa.

E continua. “Não vejo nenhuma TV com matéria a nível nacional destacando o nosso carnaval rico em manifestação popular. É um movimento da comunidade com uma Associação como coordenadora dos blocos, pois é muito importante para a população ter essa iniciativa, afinal é do povo, sem corda nem abadás”, conclui Maria Luiza.


De acordo com o presidente da Associação o projeto para 2009 foi orçado em pouco mais de 783 mil reais. Mas as vésperas de se começar a maior prévia carnavalesca do Brasil, Clóvis Junior diz que apenas 22% desse valor total do projeto está garantido.

"Infelizmente só conseguimos captar pouco mais de 177 mil reais, o que acaba prejudicando bastante a festa", diz o presidente. "Mas é certo que o Folia de Rua acontecerá como todos os anos, não com a estrutura que pensamos mas com uma estrutura que garanta a festa dos foliões", enfatiza.


Programação Folia de Rua

Sexta-feira (13)
19h Folia Cidadã, no Porto do Capim
19h Anjo Azul Beco, ao lado da Faculdade de Direito
19h Picolé de Manga, no Posto Tropicana
20h Pingüim, no Pavilhão do Chá
20h Confete e Serpentina, em frente à Basílica NS Neves

Sábado (14)
16h Bloco dos Atletas, na Via Folia- Avenida Ep. Pessoa
19h Tambiá Folia, na Av.Tancredo Neves
20h Dxmantelados, em frente ao colégio .José Lins do Rego, no Cristo
21h Virgens, em frente ao Col. Luis Ramalho, em Mangabeira
21h Piabas, na rua R. Osório Paes, em Tambaú
19h Bloco do Castelo, na entrada principal da UFPB
17h Amoringa dos Rosa Lima dos Santos, nos Bancários
17h Agitada Gang, na Via Folia- Avenida Ep. Pessoa
18h Eternamente Flamengo, em frente à Caixa D´agua dos Funcionários II

Domingo (15)
12h Viúvas da Torre, na Av.Carneiro da Cunha
16h Virgens de Tambaú- na Via Folia, na Avenida Ep. Pessoa
15h Imprensados, na Praia do Cabo Branco


SAIBA MAIS
Diagnóstico das Oportunidades de Negócios das Agremiações no Folia de Rua e Perfil do Turista – Sebrae Pb - 2008

A pesquisa tem por objetivo compreender o perfil dos turistas presentes no Folia de Rua. Descobre a origem e o grau de satisfação dele em relação aos serviços oferecidos. Analisa o volume de investimento dos grupos participantes, assim como o retorno desse investimento. Identifica ainda as formas e postos de trabalho criados durante a festa, a geração de renda e o envolvimento das pessoas da comunidade (bairro/ território) com o evento, a fim de nortear o planejamento e a gestão da administração do Folia de Rua no futuro.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

http://coletivoculturalanaydebeiriz.blogspot.com

http://coletivoculturalanaydebeiriz.blogspot.com

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

VILÔÉANJOAZUL

DIA 13 DE FEVEREIRO 2009

15 ANOS DO BLOCO ANJO AZUL HOMENAGEIA NOSSO MAESTRO VILÕ.

Ele que sempre fez a alegria carnavalesca de nossa gente, desde os anos 70...

LAVAGEM DA ESCADARIA após a lavagem propiamente dita com água , vassoura, sabão, tinta nova que a Empresa de Linpeza do MUNICIPIO realiza, haverá a LAVAGEM simbólica, com todoo sincretismo religioso , para pedir PAZ aos espíritos de nossos ancestrais escravos e jesuita Gabriel Malagrida, morto na ¨ fogueira da santa inquisição ¨, habitantes do BECO DA FACULDADE.

PERSONALIDADES DO CANDOMBLÉ,

levarão flores, água perfumada, afoxés, capoeira, atabaques, agogôs ,maracatu, maculelé.

Servidores da EMLUR, com o grupo percurssionista batecumlata e o coral regido pelo maestro Carlos Anísio.

Oferenda de MUNGUNZÁ DOS ANJOS para os primeiros cem foliõesque chegarem, oferecida pelas renimadas babalorixás paraibanas - REMILDA , GORETE, MARIAH.


local: BECO DA FACULDADE DIREITO
Rua : Gabriel Malagrida, ao lado da Praça João Pessoa e Assembléia Legislativa,
centro histórico
data: 13 de fevereiro 2009
hora: 10:00hs da manhã

3- SERENATA DOS ANJOS

Coroação do reisado do bloco mais lúdico e barroco da FOLIA DE RUA. Tendo os músicos e atores da terra representados por:

Rei - DIDA FIALHO - cantor compositor paraibano
Rainha - ANAY CLARO - cantora paraibana


Princesa - SUZY LOPES - atriz paraibana


MADRINHA - Cecília Avelino


local : BECO DA FACULDADE
data: 13/02/2009
hora: 17:00hs

CONCNTRAÇÃO GERAL

18;00hs

Orquestra de frevos da FUNJOPE

domingo, 8 de fevereiro de 2009

CAIUBI

Olá a todos e todas as pessoas do Club Caiubi vou fazer do site a nossa academia , a sala de buteco, o camarim oficial das estrelas das letras, poesias,músicas,moda, gastronomia, informação , marketing e renda cultural.

Adoro dar pitaco em tudo, mas respeito a opinião de cada um.

No momento sou literalmente a Produtora Cultural e FOLIÃ, ( de 13 a 21 de fevereiro 2009 ,na MAIOR PRÉVIA CARNAVALESCA DO BRASIL, do projeto cultural FOLIA DE RUA ), na capital paraibana João Pessoa.

afinal faço parte dessa história com o primeiro bloco do resgate do centro histórico, da orquestra de frevos, da fantasia, caboclinhos, maracatu, forró armorial e todos os batuques , sou o ANJO AZUL.

A FOLIA DE RUA tem 31 blocos associados ( filiados ) e mas de 40 convidados .

Minha segunda ocupação é JACKSON DO PANDEIRO o nosso REI DO RITMO paraibano, aprovei um projeto em forma de oficinas de pandeiro, artes plásticas e música, para os caminhos do baixinho cheio de trejeitos, nascido nas proxinidads do Engenho Tanques , em Alagoa Grande, brejo paraibano.

ESQUENTAIS VOSSOS PANDEIROS JACKSONIANOS.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

TAMBIÁ

Tambiá Folia lança camiseta e estandarte neste domingo
.

Os organizadores do Bloco Tambiá Folia vão lançar neste domingo, 08/02, a camiseta e o estandarte para o desfile deste ano, dentro da programação da maior prévia carnavalesca do Brasil , a Folia de Rua de João Pessoa. O lançamento acontece a partir do meio dia no Condomínio Parque Arruda Câmara e conta com a participação da cantora e compositora paraibana Renata Arruda, que este ano é a puxadora oficial do bloco. A orquestra de frevo Tambiá e o grupo de pagode Bom a Bessa animarão todo público presente.

Comemorando 10 anos de fundação, o Tambiá Folia, sairá no dia 14 de fevereiro com o tema: "Tambiá é 10" - uma homenagem ao bairro mais antigo da cidade de João Pessoa e primeiro em qualidade de vida. O tema “Cultura Popular” foi definido esse ano pela Organização do Folia de Rua. O Bloco fará uma homenagem especial a uma das maiores duplas de embaladores de coco do Brasil, os paraibanos Geraldo Jorge (Mousinho) e Tomaz Cavalcante da Silva (Cachimbim).

O lema esse ano do Bloco é o seguinte: "Exploração Sexual Infanto Juvenil é Crime: Não brinque, Denuncie". "A cada ano nós discutimos e definimos um lema. Este ano achamos importante fazer um alerta à sociedade sobre o combate a exploração infantil", declarou o presidente do Bloco, Sérgio Roberto. Segundo ele, a previsão é de que cerca de 10 mil foliões, incluindo os associados que chegam a três mil, acompanhe o Bloco que será puxado pela cantora de nível nacional, Renata Arruda e o Trio Pancadão, além da banda Bereguedê e o Trio Treme Terra.

"Nosso bloco está fazendo esse ano mais um aniversário graças ao apoio que recebe da população do bairro, que sempre nos acompanha, e dos empresários que acreditaram nesse projeto que se consolidou e engrandeceu o Folia de Rua de João pessoa. A cantora Renata Arruda, artista de nível nacional, aceitou nosso convite, e vem para abrilhantar ainda mais o nosso desfile", comentou o idealizador do Tambiá Folia, vereador Marcos Vinícius.

Finalizando, Sérgio Roberto, acrescentou, que o Bloco, comemora este ano 10 anos de existência, terá uma vasta programação festiva, com realização de passeio ciclístico, encontro de manifestações populares, torneio de futebol, exposição de fotografias sobre a história do bloco, campanha sobre consciência ecológica e o 1º Forro Fest Tambiá. No dia do lançamento da camisa e do estandarte, será escolhido inda a rainha e o rei momo. Já no dia 12 deste mês acontecerá a serenata Tambiá Folia, na Praça João Vinagre, no bairro Tambiá, com o grupo Luau do Sertão.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

CARNAVAL

Um carnaval mais triste

Por: RICARDO OLIVEIRA


ALEGRIA. - Vilô, em entrevista à TV Cabo Branco (ao lado), e Adeildo, que produziu um documentário sobre ele: “Queria ter lançado o vídeo com ele vivo”

Um artista que deixa o legado de quatro décadas de frevo, alegria e dignidade. O maestro Severino Vilô faleceu na última terça-feira, às 19h no Hospital da Unimed, por complicações cardiorespiratórias. O problema foi uma consequência da luta contra a diabetes que durou mais de nove anos e levou o maestro a se aposentar da orquestra. Seus amigos, entretanto, mesmo no momento de perda, afirmam que lembram do maestro Vilô como uma referência de alegria.
Em mais de 20 anos de carnaval no Clube Cabo Branco, o maestro sempre foi uma figura ímpar nas festas carnavalescas da cidade. Sua segurança no palco e a firmeza que transmitia à banda nos ensaios está estampada nas lembranças de músicos como Geraldo Marcelo, ex-baterista da Orquestra Tupi de Frevos. “Poderia haver qualquer outra orquestra para apresentações na mesma noite, ele queria arrebentar, fazer o melhor”, afirmou Geraldo à nossa reportagem. O músico lembra que, acima de tudo, Vilô era um “grande amigo que não tinha ambições. Ele era humilde e simples no que fazia”.
Edna Rodrigues, a primeira cantora da orquestra, afirma que para ela Vilô tornou-se um sinônimo de carnaval. “É comum os amigos lembrarem daquela época afirmando que carnavais de verdade eram as festas com Vilô”, lembra a cantora e jornalista. O maestro acreditava que uma música como “Vassourinhas”, quando começava a tocar nos salões dos clubes de baile, era capaz de mudar o humor de todos. Edna lembra o quanto o maestro também gostava de tocar “Bandeira Branca” (de Max Nunes e Laércio Alves) e como as mais animadas “estilo tourada” faziam Vilô vibrar e levantar os bailes.
Nos últimos meses, o cantor e compositor Adeildo Vieira produziu um documentário sobre a vida e obra de Vilô, em parceria com os videastas Adilson Luis, Alfredo Amaral e Niu Batista. O vídeo está em fase final de edição e Adeildo lamenta porque desejava lançar o trabalho com o maestro em vida. “Nós lutamos por isso, para que ele se sentisse homenageado, mas a dinâmica da produção audiovisual na cidade não nos permitiu”, afirmou o cantor. Segundo Adeildo, a ideia é lançar o filme junto ao CD que homenageia a carreira de 40 anos de frevo de Vilô. Na oportunidade, a equipe responsável pelo documentário pretende realizar um seminário sobre a música de carnaval na Paraíba e no Nordeste. “Queremos trazer à discussão a musicalidade carnavalesca da nossa terra, relembrando inclusive a importância do Maestro Vilô”.
O CD ao qual Adeildo se refere é o último trabalho realizado por Severino Vilô e será chamado “40 Anos de Frevo”. A obra foi produzida no final de 2008 e traz um repertório que passa desde as marchinhas clássicas de carnaval até o frevo mais animado. O álbum teve a produção de amigos e familiares, como Márcia e Marcelo Vilô, filhos do maestro. Marcelo, atualmente, é o maestro da orquestra e por telefone nos concedeu uma entrevista que transmitia emoção ao lembrar do CD. “Meu desafio era fazer algo a altura do trabalho que tinha sido feito por ele”, afirmou Marcelo Vilô. Seu pai, devido ao quadro de saúde debilitado, participou apenas homenageando com sua voz o músico Travanquinha, ex-tocador de caixa da orquestra.
O álbum, que terá 14 faixas, está em fase de finalização na gravadora e em breve será lançado – prometendo ainda animar (e emocionar) muitos carnavais.

ONORTE

Adriana Crisanto - O NORTE 05/02/2009

Músicos, parentes, jornalistas e muitos amigos compareceram ao Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa, para dar o último adeus ao instrumentista Severino Vilô Filho, o Maestro Vilô, de 75 anos, um dos mais respeitados maestros paraibano.

Vilô, como era mais conhecido, faleceu na terça-feira (3), às 19h, no Hospital da Unimed, onde estava internado desde sábado (30), com complicações cardiorrespiratórias, geradas pela diabetes, doença silenciosa contra a qual vinha lutando há mais de nove anos.

O maestro deixou viúva Maria Lúcia Costa de Oliveira e cinco filhos, Marcelo e Márcia Vilô, da Orquestra Metalúrgica Filipéia e Sanhauá de Frevos; César; Carlos; e Marcos Vilô.

O músico Adeildo Vieira, profundo admirador da obra do maestro Vilô, disse que ele foi o responsável por trazer dignidade para a música carnavalesca manifestada não apenas nos palcos com a qualidade das composições, mas também nos bastidores enquanto formador de novos músicos. “Formando consciência em cima da boa música. Isso é unâmine entre os músicos que participaram da vida de Vilô”, completou Adeildo, que está em processo de elaboração de um vídeo documentário sobre a vida e a obra do maestro.

O documentário, que ainda não tem nome, está sendo gravado por Adeildo Vieira e o videasta Adilson Luis, com imagens de Niltides Batista, Patrício e Alfredo Amaral. “Estávamos torcendo muito para que pudéssemos fazer o lançamento do vídeo com ele ainda em vida, mas, infelizmente as condições de trabalho de cada um de nós que estamos envolvidos não nos permitiram”, acrescentou Adeildo.
Com o agravamento da doença, foi antecipado o CD “40 Anos de Frevo”, produzido no final do ano passado, gravado no estúdio de Sérgio Gallo, com 14 canções. O CD, que ainda está sendo prensado em São Paulo, traz frevos e marchinhas de carnaval que levam assinatura de Vilô e outros parceiros, a exemplo de Livardo Alves (já falecido), Arthur Silva, Marcos Melodia, Assis Alcântara, Zito, além de músicas de autoria de novos cantores da terra, como Fuba, Ricardo Fabião, Bombinha, Jonas Batista e Mathias, entre outros.

O presidente da Ordem dos Músicos do Brasil, seção Paraíba (OMB/PB), Benedito Onório, amigo pessoal de Vilô, lamentou o falecimento prematuro do maestro. “Ele era um dos ícones da música paraibana na especialidade frevo. Um grande maestro. Ele foi conselheiro por vários anos na Ordem dos Músicos”, acrescentou Onório.

O Maestro Severino Vilô Filho era natural de Serra Branca (PB), mas adotou a cidade de João Pessoa aos 24 anos de idade, quando veio trabalhar na área comercial. Era filho do também Maestro Vilô, que o despertou para a música, sendo estimulado por colegas de trabalho.

Foi quando trocou o balcão pela música, no ano de 1958, período em que ingressou na banda de música da Polícia Militar como trompetista e logo depois na Orquestra Tabajara de Frevo do Estado.
Um dos músicos que o acompanhou em quase todas as orquestras foi o baterista Geraldo Marcelo. “Eu comecei a tocar com ele em 1972. Ele era um pai para todos os músicos. Um homem excepcional. Senti muito ontem, não dormi e hoje vim dar meus agradecimentos por tudo que ele fez por mim”, disse Geraldo, emocionado, que hoje reside no município de Pilar (PB).

Chateado com o caminho que seguia a música de carnaval, Severino Vilô Filho decidiu então criar sua própria orquestra de frevo. Inicialmente, a Orquestra Tupi de Frevos, que animou 41 carnavais de clube da Capital, iniciando pelo Clube Astréa e depois o Esporte Clube Cabo Branco (onde fez 21 carnavais) e cujo conjunto recebeu a denominação de Vilô e Sua Orquestra.

Ele foi parceiro de grandes maestros de orquestras de frevo, a exemplo de Severino Araújo, Maestro Cipó, Guedes Peixoto, Nelson Ferreira e Claudionor Germano. O maestro deixa uma família alegre e calorosa. Casou três vezes e teve cinco filhos, dos quais três, Marcos, Márcia e Marcelo Vilô enveredaram pela arte musical. O último, inclusive, com o afastamento do pai por motivos de saúde, é hoje regente da Orquestra de Vilô, um dos símbolos da resistência do frevo paraibano, característica que elevou o Maestro Vilô à condição de "homenageado especial" da Prévia Carnavalesca Folia de Rua, em 2000.

Membro de uma árvore genealógica musical paraibana, o Maestro Vilô é irmão do também maestro Ninô (falecido) e do saxofonista Geraldo Araújo e é tio do regente Roberto Araújo e da jornalista dos Diários Associados Paraíba, Fátima Sousa (Mana).

Vilô sempre foi referência para os mais antigos, mas também para os mais novos músicos, como é o caso do trompetista Ranilson Farias, que tocou nos últimos anos com o maestro na orquestra. “Foi um aprendizado e uma experiência muito grande ter tocado na orquestra de Vilô. Vou carregar isso comigo na minha bagagem", disse Ranilson que também integra o CD “40 Anos de Frevo”.
SAIBA MAIS

Um dos poucos reconhecimentos que o maestro Severino Vilô recebeu foi o título de Cidadão Pessoense, em 2004. A homenagem foi proposta pelo então vereador Fernando do Grotão, como reconhecimento ao trabalho prestado pelo maestro, filho do Cariri Paraibano, à cultura musical do Estado.

MAESTRO

MAESTRO VILÔ SERÁ HOMENAGEADO PELO BLOCO ANJO AZUL 15 ANOS - 2009

A música e as orquestras de frevos paraibano, perdem o ícone de nossos carnavais remanescentes e das prévias da Folia de Rua.
O MAESTRO VILÔ, deu ¨alma e vida¨ com alegria e harmonia junto aos seus músicos , na historiografia do primeiro bloco do centro histórico paraibano o ANJO AZUL,que completa 15 anos nesse fevereiro de 2009 HOMENAGEANDO seu eterno MAESTRO.

Ednamay - bloco Anjo Azul

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

PESAR

MORRE VILÔ ETERNO MAESTRO QUE DEU VIDA AO BLOCO ANJO AZUL

Lamentamos com pesar, o falecimento do músico paraibano Severino Vilô Filho, o grande maestro paraibano, às 19 horas desta terça-feira, no Hospital da Unimed, onde internou-se no último sábado com complicações cárdiorespiratórias, geradas pela diabetes, doença com a qual lutava há mais de nove anos. Ele deixou viúva Maria Lucia Costa de Oliveira e cinco filhos de outros casamentos, entre eles, os também músicos Marcelo e Márcia (Glauco) Vilô, da Orquestra Metalúrgica Filipéia e Sanhauá de Frevos; César, Carlos e Marcos Vilô. O corpo está sendo velado no Parque das Acácias e o sepultamento ocorrerá às 16 horas desta quarta-feira.

A morte do maestro Vilô (75) com certeza enlutará a cultura da Paraíba, terra onde nasceu e que durante anos, abrilhantou os saudosos carnavais de clubes e (recentes) de rua, em especial de João Pessoa, com sua famosa Orquestra de Vilô. A morte prematura do maestro antecipou-se ao lançamento do tão esperado CD, " 40 Anos de Frevo" produzido no final de 2008, com frevos e marchas carnavalescas, por familiares e músicos amigos. O CD foi entregue recentemente pela gravadora para lançamento ainda neste carnaval.

"40 anos de frevo" é uma soma completa do que se quer ouvir desde o

frevo saltitante às marchinhas manhosas, numa cumplicidade gostosa,

que veio reafirmar a força e perseverança deste maestro paraibano, que

numa trajetória de quarenta anos, soube como ninguém, desafiar e

resistir aos atropelos do tempo maculado por ritmos tão banais e

agressivos à sensibilidade da nossa cultura.

Originário de uma família musical, o maestro Vilô era natural de Serra Branca, filho do também maestro Severino Vilô. Era tio do músico Roberto Araújo e da jornalista Fátima Sousa (Mana). A rica trajetória musical deste grande maestro paraibano, lhe rendeu várias homenagens, a exemplo do título de " Cidadão Pessoense", concedido pela Câmara Municipal de João Pessoa. Vilô foi o "homenageado especial"no primeiro CD da Prévia Carnavalesca Folia de Rua.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

PRIMEIROBAILEDEMASCARAS

Blog MARIO NEGÓCIO

J.Carlos

PRA DEIXAR DE PADECER

O primeiro Baile de Máscaras aconteceu em 22 de janeiro de 1840, promovido pelo dono do Hotel Itália, onde mais tarde funcionaria o Cine São João. O acontecimento lança moda. No mesmo ano, a atriz Clara Delmiro promove carnaval dançante no Teatro São Januário; e o Teatro São Pedro, mais três. Daí em diante, bandos de mascarados invadem as ruas e se divertem de graça. Nascem assim os cordões carnavalescos.
O antropólogo Roberto DaMatta define a folia como rito de inversão, subversão das hierarquias. Transformam-se pobres em faraós, recato em luxúria, homens em mulheres. E o povo brasileiro inventou a batucada "pra deixar de padecer", como diz o samba de Assis Valente.

sábado, 31 de janeiro de 2009

CONCURSO

PRÉVIA DO ANJO AZUL

O Bloco Anjo Azul, fundado em 14 de fevereiro de 1994, pela carnavalesca Ednamay Cirilo, está completando 15 anos em 2009 , com lirismo, folia, frevo e muita alegria.

No próximo sábado, 07 de fevereiro, a partir das 18h, no Caiçara Shopping (Rua Francisco Leocádio Ribeiro Coutinho – Bessa), será divulgado os vencedores, que participaram do concurso Estandarte ANJO AZUL 15 ANOS -2009.

Todos estão convidados para participar do evento vestindo fantasia de Pierrot e Colombina. Haverá uma comissão julgadora de jornalistas e artistas locais, para escolher os três mais belos casais. O primeiro lugar passará um fim-de-semana numa pousada do litoral paraibano, o segundo ganhará um jantar no Restaurante Aída e o terceiro, um mês grátis na Up Academia.

Para participar não é preciso fazer inscrição: basta vestir a fantasia. A prévia será animada por orquestra de frevo, numa iniciativa da direção do Caiçara Shopping .

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

EDITAL

Aos 15 anos, Anjo Azul realiza concurso de estandartes;


REGULAMENTO

O bloco Anjo Azul, um dos mais tradicionais que integram o projeto Folia de Rua, está comemorando seus 15 anos de fundação com um concurso de estandartes, voltado aos artistas plásticos atuantes na cidade de João Pessoa e no Estado

Serão selecionados 15 estandartes para concorrer. Os três primeiros colocados serão premiados com brindes, mas todos participarão do desfile do bloco, que acontece na abertura do Folia de Rua, dia 13 de fevereiro.

O concurso, segundo a presidente do bloco, Ednamay Cirilo, é comemorar os 15 anos da história do bloco, agregar os membros e admiradores e divulgar a arte e os artistas locais.

Veja, a seguir, o regimento do concurso:

I – O Bloco carnavalesco Anjo Azul, primeiro do centro histórico ,abre o projeto FOLIA DE RUA desde 1994, na Rua Gabriel Malagrida (Beco da Faculdade de Direito) – João Pessoa, realizará um concurso para escolha do Estandarte que representará os 15 anos do Bloco. O concurso é direcionado aos artistas plásticos atuantes na cidade de João Pessoa e demais interessados.

II – Serão selecionados até 15 estandartes, sendo premiados os três primeiros colocados, os demais estandartes poderão participar a critério da diretoria, dos desfiles do Bloco Anjo Azul. Todos os estandartes participarão de uma exposição no Shoping Caiçara e seus autores receberão certificados de participação.

III – O propósito do Concurso de Estandartes "Anjo Azul - 15 Anos" é comemorar os 15 anos de história desta importante agremiação carnavalesca,que resgata a arquitetura barroca e a fantasia de colombina e pierrô, agregando seus membros e admiradores, além de divulgar a arte os artistas locais, portanto, a premiação decorrente deste concurso será simbólica (brindes), não sendo efetuados pagamentos das despesas com materiais e dos estandartes.

IV - Os estandartes devem ser criativos, coloridos, refletindo a alegria e história do Bloco, podendo fazer referência ao Beco da Faculdade, ao Barroco do Centro histórico da Cidade, anjos,igrejas, casarios ,a fantasia das colombinas e pierrôs.Confeccionados em materiais resistentes a intempéries, medindo em média 100 x 80 cm.

V – O concurso "Anjo Azul - 15 anos" é uma iniciativa de sua fundadora a jornalista Ednamay Cirilo, tendo como comissão de seleção os artistas plásticos Lúcia França e Tito Lobo, a Arquiteta Rossana Honorato, a Jornalista Célia Leal, o cantor e compositor Fuba autor do hino do bloco e a Cantora Eleonora Falcone, primeira rainha 2005 do bloco.

VI – As inscrições serão realizadas no período de 13. 01 a 30 01. 09, no turno da tarde, nos seguintes locais: Casarão 34 – Lúcia França, Casarão Philipeia – Soter Carreiro, Ateliê Nai Gomes – Elionai Gomes, Thomas Mindelo ( sala de administração)com a artista plástica Dulce Abstrato, GALERIA GAMELA PRAIA com Rosely Garcia, ave. Navegantes em frente ao Posto médico das praias, Ateliê DY SOUZA, em Manaíra, ateliê LACET, av Antonio Lira, 356 baixo Tambaú, Diogénes Chaves, galeria Archidy Picado no Espaço Cultural - Tambauzinho, DADÁ VENCESLAU, TETÉ...

VI I– Informações podem ser obtidas pelos fones: 8849 7850 - Ednamay Cirilo/ 9985 2725 – Lúcia França ou
e-mails:maycirilo@hotmail.com/anjoazuldobeco@gmail.com

VIII – A divulgação dos classificados será feita por e-mail ou por telefone no dia 30. 01. 09, após a seleção dos estandartes.

RAINHADOLIXOEDOLUXO

A intelectualidade e os artistas brasileiros, inclusive os paraibanos, em sua grande maioria, sobrevivem do dinheiro público. Mas a ativista cultural Ednamay Cirilo Leite, uma das personalidades mais conhecidas no meio cultural da sociedade, é uma guerreira que insiste em criar alternativas à falta de interesse e de recursos. Criatividade, disposição, e irreverência e resistência, essas são algumas das suas armas.

Com a proximidade do Carnaval, Ednamay, fundadora de um dos blocos do Folia de Rua, o "Anjo Azul", que já começou a anunciar suas prévias carnavalescas, com um baile programado para o dia o próximo dia 10 de fevereiro (sexta-feira), na Casa de Cultura Lúcio Lins, um Baile à Fantasia, que terá como tema os tradicionais personagens do carnaval, Colombina e Pierrot, e que serão representados por dois grandes bonecos caracterizados feitos com material reciclado, dos bonecos gigantes do bloco, pela EMLUR .

Na oportunidade também haverá a transferência da faixa de Rei - Gustavo Magno e da Rainha Eleonora Falcone, primeiro reisado 2005, para os músicos Marcos Fonseca e Sílvia Patriota, o lançamento do Estandarte Virtual homenageando a Tropicália pelo artista plástico Kaká Santa Cruz. Na véspera da abertura do Folia de Rua, o Bloco estará promovendo a Serenata dos Anjos, na praça João Pessoa, com a participação do Coral da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlur).Sob a maestria de Carlos Anísio.

A FOLIA DE RUA, e o Bloco ANJO AZUL, este que faz a abertura oficial desde 14 /02/1994. Concentra no beco 17 de fevereiro DE 2006, na programação inclui a tradicional LAVAGEM DA ESCADARIA, no beco da Faculdade de Direito, culminando com uma série de apresentações artísticas, entre elas, o grupo de percussão Bate com Lata - Emlur, o Maracatu Nação Maracahyba, a Orquestra do maestro Vilô,e o tradicional "banho de cheiro" nos foliões.

No desfile após a concentração, acontece um arrastão pelos becos e pelas ruas antigas da cidade, levando estandartes do Folia de Rua e Blocos Filiados. Passando pela Praça João Pessoa, Pavilhão do Chá, Palácio da Redenção, até o Ponto Cem Réis, na rua Duque de Caxias até a entrada do antigo cinema REX , também conhecido como beco da sede do Cabo Branco, entrando à esquerda, rumo a General Osório altura da Biblioteca,passeando pelos casarios históricos e templos barrocos, Ordem Terceira do Carmo, Catedral de Nossa Senhora das Neves, e Largo do Colégio das Neves, com a paradinha oficial na WSCOM sede do bloco CONFETE & SERPEMTINA de Walter Santos, para aquele uisquinho, e depois descer a ladeira da BORBOREMA de CAIXA D'ÁGUA.

Depois vai ao encontro das orquestras de frevo, entrando na Rua da Areia e Praça Antenor Navarro, onde acontece um show coletivo e a confraternização dos foliões dos diversos blocos, "arrastados" pelo Anjo Azul, o primeiro a levar a folia ao Centro Histórico de João Pessoa. Este ano com uma música composta pelo mestre Fuba, um presente para o Bloco para o histórico do beco , "uma reverência à 'May', Ednamay, como a grande Colombina, que convida a cidade à vestir a fantasia e conhecer os velhos casarões" (O Cd "De Bem com a vida", que contém a música, será lançado dia 09 de fevereiro).

Mas não se engane, porque as bandeiras defendidas por Ednamay, não costumam ter data certa, ela divulga e capitaliza as atenções para o bloco o ano inteiro, é uma referência viva de seus projetos e ideais. "Começamos em 1994, junto com o pessoal que fazia a Folia de Rua,a partir das MURIÇOCAS DO MIRAMAR, tínhamos a pretensão de realizar o resgate histórico do carnaval antigo da capital, trazendo as alegorias do passado.O lado político da coisa, tinha a pretensão de denunciar o descaso com o nosso patrimônio arquitetônico, enquanto terceira cidade mais antiga do Brasil, que tem os seus prédio todos caindo ao ¨léu, pinta o casario, mas não dá vida ao patrimônio.¨

Ela acrescenta que a idéia é trabalhar a auto-estima desses servidores, que costumam trabalhar muito nessa época do ano, antes e depois da festa", explica a presidente Ednamay, que destaca uma novidade para as prévias carnavalescas da cidade, que é a necessidade da estruturação formal, graças à atual dimensão da festa, que está obrigando os blocos a saírem da informalidade para sobreviver.

"Muita gente trabalha em cima da cidadania, mas não tem um CNPJ, pra fazer um projeto cultural e botar o dinheirinho sabe-se Deus aonde. O Anjo Azul não tem CNPJ, mas certamente terá, porque se não tiver também certamente não se encaixa dentro da modernidade", acrescenta a ativista.

Porque Anjo Azul?

Ednamay responde a esta pergunta, dizendo que o "Anjo Azul é a história da minha vida, foi inspirado no livro e inspirada em parte da minha vida, nos anos 70, quando eu vivi na Bahia, em Salvador, enquanto estudante de Jornalismo. Lá tínhamos uma boate chamada Anjo Azul, que tinha um anjo barroco, e era freqüentada pela alta sociedade, no meio dos cabarés e caetés". A história se confunde com a minha e também com a do livro e filme ANJO AZUL, passei treze anos viajando os cincos continentes quando trabalhava na multinacional francesa Club Mediterrané, onde durante o dia a vida girava em torno da informação turística,os passeios em ruinas históricas das sete maravilhas do mundo antigo, as modernidades do esporte, e gastronomia, as noites erm dedicadas a cultura dos espetáculos dos musicais, e do circo, daí, se confundir com a historia do Anjo Azul, eu mesma me sinto a Marlene Dietrich , a musa do ciname alemão que encarnou na telona o ANJO AZUL¨.

Ela está se referindo ao filme "O Anjo Azul", de Josef von Sternberg, que teve sua pré-estréia em 1º de abril de 1930, e tinha como atriz principal Marlene Dietrich, até então uma atriz berlinense quase desconhecida. Baseado na obra "Professor Unrat", de Heinrich Mann, seu tema é a tragédia e a degradação, com um enredo que conta a história de um professor que descobre que seus alunos, atores de um grupo mambembe, freqüentavam um cabaré, quando ele vai até lá na intenção de puni-los, mas se vê envolvido na sensualidade de uma cantora que o leva à ruína.

A questão da cidadania ressaltada por Ednamay Cirilo, na história do bloco, também surgiu nessa época. "Foi em Salvador que eu tive o meu primeiro impulso de trabalhar com o social, visitando as comunidades da Irmã Dulce, da reconstrução do Pelourinho, ainda como estudante, acompanhado a retiradas entre aspas, das prostitutas daquele local, era uma coisa muito peculiar, que se confundia muito com o BECO da faculdade e comigo", diz a presidente do bloco, que vê tudo que ela "fazia há 30, 35 anos atrás como uma moda hoje aqui, tão grande que eu nem tomo mais parte dessa história. Eu me tornei um símbolo de resistência e de confronto, porque eu detono, detono legal, digo mesmo o que é que tem de se dizer", acrescenta.

A partir daí o Anjo Azul se tornou um "beco", porque é lá que está localizada sua sede, na casa de nº 52, no beco da Faculdade de Direito, entre a praça dos três poderes, onde acontecem uma série de atividades culturais, no "Espaço Anjo Azul", totalmente voltado para as escolas, "porque essa é a geração que vai contar a história, da filosofia do carnaval", conclui.

Mais histórias sobre o Bloco e o Carnaval (por Ednamay Cirilo)

"Os estudantes, que participam da folia desde 1994, à medida que eles vão saindo da Faculdade, e vão tomando rumo dentro da advocacia, vão ficando cada vez mais ligados, e é uma parceria interessante, porque tem desembargador, juiz, advogado, a gente tem toda a assessoria jurídica do bloco".

"O Anjo Azul não tem sexo, não tem cor, termina o carnaval e a gente já começa com a Confraria do Beco , que acontece no Sábado de Aleluia, quando malhamos o nosso ¨judas ¨, sem rosto, tantas são as opções. A gente tem entrado ha história da religião, porque o Beco tem uma influência muito forte com o padre Gabriel Malagrida, que foi morto na inquisição e que ajudou a construir o colégio dos jesuitas onde atualmente funciona a faculdade de direito.

"O Anjo Azull não é radical, trabalha com o rock, com o forró, dá abertura para todas as linguagens, e esse ano nosso estandarte é virtual e digital, totalmente na moda, e nós também estamos na moda da Internet. Ele é tropicalista, em homenagem à Ednamay, claro".

"O Muriçocas do Miramar deu o suporte para que se criasse o Folia de Rua, todos os blocos são filhos das Muriçocas, não adianta dizer o contrário, depois todo mundo saiu pra fazer o seu bloco onde mora. E a história de sucesso das prévias do carnaval na cidade, também se confundem com a história das Muriçocas, na década de 80, quando o povo todo viajava para passar o carnaval em outros lugares, como o Recife".

"Surgiu a idéia de se fazer uma prévia, cada um mostrava o seu potencial, fazia o que sabia fazer e jogava na praça, pra comemorar o aniversário de um dos filhos de Vitória, Tiago (Vitória Lima, escritora paraibana e uma das fundadoras das Muriçocas). A gente tava sempre criando alguma coisa, e isso era na quarta-feira de fogo, e como ela mora lá perto da pracinha das Muriçocas, convidou um grupo de músicos e amigos, que normalmente já se encontravam, pra fazer um carnaval. Depois,cada um fez o seu bloco"

Lilla Ferreira

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

MULHERESFALADAS

NAS ASAS DA ARTE : ¨ ANJO AZUL ENFRENTA A AIDS¨ No aniversário da cidade , artistas proõem uma tomada de consciência em prol do Pavilhão HENFIL A Aids, este radical desafio à ciência, também apelo à sensibilidade e a solidariedade das pessoas , além de ser trágica motivação para que a sociedade repense determinados padrões de valores , sofre vigoroso combate na Paraíba por parte de um grupo especial de artistas e da produtora cultural Ednamay Cirilo, empenhada em conquistar recursos financeiros e humanos para combate à doença que se alastra apesar dos esforços para combatê-la. A nova investida desses artistas acontece nesta sexta-feira , 5 de agosto 1994, data de aniversário de fundação da capital da Paraíba, a partir do meio dia .O local: Änjo Azul¨ o bar que vem redimensionando os espaços culturais e de lazer da cidade , situado à rua Gabriel Malagrida, ao lado do prédio da Faculdade de Direito , ( praça João Pessoa)...JORNAL O NORTE 1994... nossa luta é antes desses programas assistenciais dos Governos Federal, Estadual e Municipal, antes mesmos das ONGs chegarem a João Pessoa,somos até hoje, parte da chamada SOCIEDADE ALTERNATIVA, fazemos o que nossa consciência permite fazer, com muita determinação e pouco apoio institucional...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MULHERESFALADAS/ANJOAZUL

A entidade metafísica que abre as prévias do carnaval paraibano, dia 25 de janeiro (sexta-feira), é o bloco “Anjo Azul”. O Anjo Azul foi fundado e todo ano é organizado com garra por uma agitadora cultural guerreira, muito querida na cidade, Ednamay Cirilo. May inventou de criar um bloco que tem sede em um ambiente histórico repleto de simbolismos, a antiga zona do chamado “baixo meretrício”, nos tempos em isso que havia: o Beco da Faculdade de Direito, na ladeira do Padre Gabriel Malagrida, um herói sacrificado numa das visitações da Inquisição do Santo Ofício ao Brasil. O espírito do padre Malagrida, que assiste impávido os dramas e comédias da cidade por séculos sem fim naquele ambiente, fez um ar de sorriso quando foi fundado o Anjo Azul, e certamente, ato contínuo, abençoou o bloco, pois o padre italiano do século XVIII, morto feito mártir, é ele mesmo um anjo verdadeiro, um querubim barroco.

O Anjo Azul é o bloco multicolor da diversidade cultural e da democracia, de todas as opções sexuais e todos os credos políticos. O nome de bloco presta uma inusitada homenagem ao filme expressionista alemão da década de 1930 – Der Blaue Engel –, adaptação do romance de Heinrich Mann (irmão de Thomas Mann) – os dois filhos ilustres da brasileira Julia Mann, nascida deitada sob o sol da arquitetura colonial de Parati (RJ) –, sobre a história de um professor que se apaixona por uma dançarina de cabaré. Mais além de um clima soturno – prenúncio da tragédia de ascensão da ditadua nazista que se daria logo em seguida, em 1933 –, o filme ficou gravado na memória principalmente por uma seqüência de fotogramas sensuais, logo transformados em um dos ícones da cultura pop contemporânea: as pernas dobradas de Marlene Dietrich, sentada num banquinho. Ah, as pernas de Marlene Dietrich: conspícua, carnuda, provocante, lúbrica, fazendo a perfeita simbiose com um rosto libidinoso, manchado a um batom da cor do pecado. Hitler não agüentou tanto charme. Assim como Malagrida foi perseguido pela inquisição, Marlene Dietrich nunca se dobrou ao nazismo e fugiu da Alemanha, se refugiando nos Estados Unidos. Dessa maneira, vão se tecendo os fios entre fatos aparentemente distantes, desvendando articulações de onde menos se espera, o conceito é transformado em imagens aparentemente aleatórias, mas dotadas de uma mensagem profunda: Malagrida, Marlene, May. Tudo a ver. (Jaldes Reis de Meneses ).

ANJO AZUL EM 2008

O Bloco Anjo Azul, primeiro do centro histórico do Projeto Folia de Rua, é também ASSOACIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA ANJO AZUL, com sede no Centro Cultural de Terceiro Setor Thomáz Mindello, desde 2006, aprovado pelo FIC-Augusto dos Anjos, lança seu bloco própio AS ANJINHAS, voltado para o universo feminino e suas inquieações em busca da cidadania.

Estará sendo apresentado ao público carnavalesco, sexta-feira dia 25 de janeiro de 2008, às 16:00hs, no BECO da FACULDADE de Direito.

Durante a LAVAGEM da ESCADARIA animada pela bateria da Escola Império do Samba, e os componentes da ONG - ASTRAPAS, farão a alegria dos foliões com várias performances. Na ocasião , a troca de faixas do rei Kennedy Costa para o Rei Hugo Leão, da Rainha Glaucia Lima para Neuza Flores , ( viuva de jackson do Pandeiro ).
O palco do CIRCUITO DAS PRAÇAS ,estará montado na Praça João Pessoa , várias atrações se apresentarão a partir das 16:00hs, entre elas Mira Maya, Maria Juliana e Nathalie de Lima.

Ao som da Orquestra de Frevos do maestro João Lobo , o frevo ANJO AZUL, Hino do bloco de autoria de Mestre Fuba, é mais que uma declaração de amor é mesmo uma linda história pela cidade e seu Patrimônio Artístico e Cultural.

CD - De Bem Com a Vida, faixa cinco.


Ednamay Cirilo Leite, remanescente jornalista ativista dos movimentos culturais desde a época do Colégio Lins de Vasconcelos - Parahyba, se entrega total ao carnaval do ANJO AZUL em busca de cidadania e arte.

O bloco tem a proposta turística de mostar a beleza do Patrimônio Histórico e Arquitetônico, enquanto relíquia do Brasil, desta que já nasceu cidade , em NOVEMBRO de 1585 como Filipéia de Nossa Senhora das Neves, passou por várias mudanças de nomes ,e batalhas guerreiras , até ser conhecida como João Pessoa, em 1930.

Atualmente em campanha para PLEBISCITO da retomada do antigo PARAHYBA , nome ESSE, que reinou por 276 anos.

O bloco do resgate tem a fantasia de Colombina como traje oficial para suas foliãse de PIERROT para os foliões, apesar de ser ANJO, exatamente para dar ASAS a imaginação de cada um.

Sua ação social é voltada para as profissionais do sexo habitantes do Beco da Faculdade de Direito , Pavilhão do Chá, Rua Duque de Caxias - ou Rua Direita, Ponto de Cém Réis , Rua General Osório - ou Rua Nova, Rua da Areia e Praça Antenhor Navarro , buscando arte e cidadania, para estas cidadãs.

Nosso estatuto em fase de mudanças, exatamente ,por vermos muitas das nossas inquietações supridas pelas secretarias do Município.

O ANJO AZUL foi o primeiro bloco a levar alegria ao nosso centro histórico após ausência do corso e carnaval outrora existente nesta área , a falência do carnaval naquela área por total falta de políticas para a cultura carnavalesca, chegou a um abandono geral de atividades culturais no centro histórico, enquanto a cidade se transferia para a orla marítima levando o comércio famoso de bares, restaurantes, bingos, boites, shoppings, cinemas, esvaziando completamente o SÍTIO HISTÓRICO.

Nosso bloco resgata valores turísticos-culturais , em forma de irreverência e denúncia, prova disto a LAVAGEM da ESCADARIA, realizada sob as benções dos Orixás , e de todos os DEUSES, numa elevação aos nossos espíritos escravos e boêmios das pessoas que outrora habitavam aquela área .

A bateria da Escola MALANDROS DO MORRO - de Livardo Alves, e Balula , foram os pioneiros na parceria com o bloco ANJO AZUL , deram o ponta pé inicial em 1994 , juntamente com as Orquestras de CHIQUITO e MAESTRO VILÓ, juntaram-se outras como a do CEFET - PB , sob a batuta do Maestro JOÃO LOBO, tivemos parcerias de cidades do interior do Estado como BANANEIRAS e sua fanfarra LIRA DOS ARTISTAS , do MARACATU NAÇÃO MARACAHYBA, Grupo de Percussão Quebra Quilos, e , entre outros, lançamos o percussivo BATICUMLATA na prévia carnavalesca da cidade.

HINO do ANJO AZUL

letra e música de Flávio Eduardo Maroja - Mestre FUBA
gravada no CD - DE BEM COM A VIDA,
quinta faixa - a venda no Gabinete Cultural - Praça Antenor Navarro
Varadouro

VEM VEM VER A LUA BRILHANDO
NA NOITE DE AQUARELA
TÃO BELA, TÃO BELA
COMO A LUZ DO AMOR

VEM, VEM NAVEGAR NA MEMÓRIA
DOS CASARÕES DA CIDADE
QUEM SABE, QUEM SABE
ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR

UM ANJO AZUL PASSOU BEIJOU A NOITE
LAVANDO A ESCADARIA
UM BÊBADO TROPEÇAVA
NO BECO DA CONFRARIA

E ESSA ALEGRIA RAIOU POR TODA A NOITE
FEZ A CIDADE CANTAR
UM QUERUBIM QUE CHEGOU
PRO CARNAVAL COMEÇAR

VAI MEU AMOR
O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI MAY DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOU

VAI MEU AMOR, O ANJO AZUL É UMA FLOR NA MADRUGADA
DESCEU DO BECO E A CIDADE ACORDOU
FOI DE COLOMBINA QUEM ME CONVIDOUUUUUUUUUU

MULHERES FALADAS: Confie Sempre Filha de Maria!